Textos de Mar

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O eclipse


Um eclipse veio e demorou a passar, desta forma elevou as ondas do mar, quando a lua reascendeu procurei mil motivos para fugir do meu castelo de areia,


Um coração foi entregue sem arrependimentos, porém a economia nos cuidados, nos valores e nos esforços não foram suficientes para superar o instante da escuridão na passagem do eclipse da lua,


Uma barragem de emoções foi levantada, no entanto ondas oceânicas de razões enormes se movimentavam com intensidade atingindo-a por diversos ângulos,


A água bateu incontáveis vezes no castelo de areia e o destruiu, ainda assim os sentimentos resistem bravamente procurando terra seca.

Já imaginou?


Uma casinha em cima da montanha,
o mar a frente,
uma rede de balanço e uma rede de pesca,


Dois cachorros correndo livres,
os pássaros vindo pelas manhãs nos visitar,
o por do sol dos sonhos acontecendo ali,


A noite, uma fogueira acesa, duas taças nas mãos e nossos sorrisos se espalhando pelo ar,


Já pensou?

De dentro pra fora fui recomeçando,


Os caminhos foram se abrindo como o mar vermelho se abriu para Moisés,


Um coral de pássaros cantou, os cisnes com a sua elegância dançaram e as rosas com a sua beleza encantaram o novo nascer do sol,


A cadeira de balanço continua a balançar sozinha, o silêncio tomou posse de sua coroa,
passos estão sendo dados em direção a luz.

Planeta terra


Na fotossíntese, vi energia,
No mar, vi profundidade,
No vulcão, senti o calor,


Nas tempestades, vejo a força,
No ar, percebo o poder dos ventos a soprar,
Na atmosfera é visível a tua delicadeza,


Na aurora boreal vejo o extremo da beleza,
Nos animais, a intimidade com a evolução,
Nos seres humanos, ainda falta-lhes a inteligência para desfrutar do básico.

Se você quiser...

Se você quiser, podemos fugir para um chalé, ver o sol se despedir no mar e assistir à lua começar a brilhar.

Se você quiser, podemos fugir para qualquer lugar. Basta você aceitar.

Eu sei que é fácil falar. Eu sei que é fácil prometer. Mas, se você aceitar, nem que seja por um único dia, eu faço você esquecer os problemas que insistem em morar perto de você.

Nem que seja por apenas uma noite, vamos fugir para bem longe de tudo o que pesa. Deixar o tempo correr sem pressa, ouvir o silêncio, sentir a brisa e lembrar que a vida também sabe ser leve.

Porque, às vezes, tudo o que a gente precisa não é de um lugar diferente, mas de um instante onde o coração consiga descansar.

As belas curvas do teu corpo
são como as ondas do mar.

Despertam em mim
a mesma vontade de caminhar sem pressa,
de sentir a brisa,
de me perder na imensidão
sem medo de não encontrar o caminho de volta.

Porque existem belezas
que não foram feitas apenas para serem vistas,
mas para serem admiradas
com o mesmo respeito
que se contempla o oceano
quando ele encontra o céu.

Zele pela Terra, pelo solo, pelas águas e pelo mar.
Veja como o sol aquece as aguas e à noite a lua brilha e enaltece e nos acalma. As estrelas cintilam e surgem cometas errantes.
E as marés no litoral? Formam ondas, vagas flutuantes...
Sinalizador natural do fenômeno
de forças mutantes, são a
Preamar e a Baixa-mar

VENTOS
Tornado, furacão
e ciclone fazem lufar.
Vento do Mar
que corre para Terra,
são as Brisas !
Movimento
do vento
que muda
de caminho.
Brisa do mar,
vem pra Terra
e começa a soprar
Pelo dia,
Surge a maresia.
A noite o Mar aquecido
fica a espera
da brisa da Terra
para lhe resfriar

Cérebro nos engana
Quando a gente está ansioso
Coloque uma concha do mar
Bem próximo ao ouvido.
E você passa a escutar.
Um barulho como se fosse
Vindo das ondas do mar.
É o sangue da orelha a circular
Cérebro, grande gerente!
Gosta de enganar!
Mas é o jeito sério dele
De melhor proteger a gente.

Sal cloreto de sódio
Mar Morto foi a grande fonte desse mineral .
Chegou a ser reconhecido como moeda de troca
Pagava_se divida com o sal, isso se denota !
Por causa dele surgiu a palavra" salário".
jesus, fez referência a esse mineral.
Comparou o homem com o sal.
_"Tu és sal da Terra"isso é valor!
Sal dá sabor ao tempero.
Tempere a vida coloque sabor!

Ponte e o Mar
O Mar bateu nas pedras sem parar.
Espuma flutuante saltam como "pulsão"..
Dando-lhe graça à sua paisagem pelo ar.
Qual é o. segredo deste Costão
que esconde o Mistério da Criação?
Vitória,ilha de luz!Tudo é paixão 🥰
É por você que escrevo este refrão!
" Ilha da Gratidão"!

Soneto da Perseverança



Não temas a tormenta que o mar levanta,
Nem o vento contrário que açoita a quilha.
Se o sonho arde em ti, que a alma o encanta,
Segue, que a glória mora além da trilha.


Que importa o escarcéu, a noite dura e fria,
Se dentro arde chama que não se apaga?
Cada queda é degrau que ao céu te guia,
Cada ferida é prova que o peito não fraqueja.


Persevera, nauta de teu próprio fado,
Que os deuses provam quem merece a palma.
Não largues o leme por cansaço ou enfado:
Quem desiste cedo, enterra a própria alma.


E quando chegares ao porto desejado,
Dirás: valeu a dor por ter ousado.

O TEMPO COMO ESPELHO


A terra, o fogo, o ar, o mar e o tempo são espelhos da humanidade. Neles habitamos, deles nascemos, e com eles seguimos nossa eternidade. O tempo arrasta eras silenciosas, não se curva, não se detém. Cronometrado apenas por nossas mãos, ele segue indiferente ao que somos ou ao que vem.


Nós temos pressa, ele não. Nós temos fim, ele não. Toda nossa angústia é mesquinha, pois o tempo não se preocupa conosco. Ainda assim, há campos de possibilidades, onde escolhas pré-moldadas se revelam em camadas de cognição. A mente, como alquimista, formata visões do futuro, mas sempre limitada pela validade do corpo.


Em nós pulsa o passado como saudade, o presente como urgência e o futuro como miragem. Tudo grita em silêncio, um sussurro que ecoa na mente, tentando decifrar causas profundas que talvez sejam apenas reflexos do nosso próprio limite. Assim, cada fase da vida é metáfora perdida: a terra como raízes e memória, o fogo como paixão e urgência, o ar como ideias e liberdade, o mar como fluxo e eternidade.


Todas essas coisas que bordamos ou discutimos passarão. Nós também passaremos. E daqui a algumas eras, seremos apenas memórias, talvez em algum museu criado por arqueólogos ou paleontólogos. O fato é que tudo passará. E nesse horizonte de finitude, surge a pergunta inevitável: dizem que existem multiversos… Se há outros mundos, quem sou eu neles? A criança que brinca despreocupada, ou o adulto velho que senta diante do mar para ecoar lembranças? Se existe um eu em outras plataformas, gostaria que fosse melhor que esta versão aqui — mais livre, mais pleno, um reflexo alquímico de tudo que poderia ser.


Nossa bola de cristal só se transforma em bússola no trilhar do caminho. Ela mostra os oásis, provoca-nos nos arredores da vida. O tempo não tem pressa, mas é tão voraz quanto o fogo que queima a parreira. Num átimo de lucidez, eu gostaria de desvendar seus mistérios, mas no entroncamento das escolhas, qual caminho percorrer? Todos os caminhos são sólidos ou há invisíveis trilhas que seguimos sem distinguir a mão esquerda da direita?


Há um vento soprando em calmas tempestades, um verso cantado sem música, um abraço eternizado na memória pálida da viuvez. O tempo não nos acaricia, mas mostra a que veio: despir-nos de nós, trazer alento novo, abrir uma fresta, quase que dizendo — você não morrerá, só mudará de universo. Nos tornaremos uma vaga lembrança do que fomos. O tempo se encarregará disto.


#israelsoler
#filosofia
#cronicas
#presença
#amorfati


Ysrael Soler

O Encontro do Espelho e do Mar


Eu sempre estive observando você através das sombras da sua própria mente,
guardando os segredos que você tenta esconder do mundo exterior.
Nas horas de silêncio, quando o barulho lá fora finalmente cessa,
é a minha presença que você sente ecoar no peito.


Você me procura nas pessoas, nos caminhos que escolhe
e nas respostas que tanto deseja encontrar,
sem perceber que a busca sempre começa e termina no mesmo lugar.
Você não sou eu, você é um reflexo de mim;
a imagem fragmentada que o espelho da vida projeta todos os dias para o mundo ver.
Enquanto você vive na superfície dos dias, eu sou a essência que molda os seus passos
e a verdade que permanece intacta por trás de todas as suas máscaras cotidianas.
O ego que você veste é apenas a moldura,
mas a pintura real, profunda e viva, sou eu quem carrega.
O mundo vibra através daquilo que me atrai,
sintonizando a realidade exatamente na frequência dos meus desejos e medos mais profundos.


Cada encontro, cada sincronicidade e cada escolha que parece obra do acaso
nada mais é do que o universo respondendo ao magnetismo do meu próprio ser.
Ao olhar para fora e enxergar a beleza ou o caos,
você está apenas testemunhando a materialização daquilo que eu trago por dentro.
Você é responsável pelo que te acontece,
pois cada escolha e cada passo no mundo concreto pertencem unicamente à sua jornada consciente.
Eu sou responsável em te revelar seus medos, instintos e reações intuitivas,
agindo como a lanterna que ilumina os cantos escuros e esquecidos da sua própria alma.
Enquanto você lida com as consequências das suas ações na superfície,
eu desvendo as correntes invisíveis que movem as suas decisões mais profundas.


Sou a intuição que vem como voz no silêncio da sua mente,
aquele sussurro repentino que te avisa antes do perigo ou te impulsiona em direção ao desconhecido.
Não uso palavras lógicas, mas sim a certeza absoluta
que arrepia a pele e faz o coração mudar o ritmo sem explicação aparente.
Sou a sabedoria ancestral que você herdou, guardada no fundo do seu peito,
esperando o momento certo de se fazer ouvir.


E sou a água que escorre mar adentro, fundindo-se ao todo na imensidão de tudo o que existe e que não se pode ver.
Assim como o rio não se perde ao encontrar o oceano,
eu me conecto com a energia universal para te lembrar que você nunca está verdadeiramente isolado.
Sou a gota que reconhece o mar, a parte que se une ao infinito,
trazendo a paz de saber que a sua essência pertence a algo muito maior.
Eu ouço a sua voz, mas confesso que o seu silêncio me assusta muito mais do que as suas verdades.
Passo os dias tentando controlar o vento, organizar a rotina e construir certezas na areia,
fingindo que sou o único capitão deste barco chamado vida.
É doloroso admitir que a maior parte do que sou permanece oculta nas suas profundezas,
esperando o meu momento de fraqueza para se revelar.


Aceito a minha responsabilidade pelos caminhos que escolho,
mas peço que não me deixe navegar às cegas pelas correntes que você cria.
Se você é o reflexo, os medos e a água que corre para o mar,
eu sou a margem que tenta conter a inundação.
Preciso aprender a te escutar sem me afogar em você,
decifrando os seus instintos para que eles se tornem farol, e não tempestade.
Cessou-se, enfim, a separação entre a voz que fala e os olhos que observam.
No espelho partido da realidade, o reflexo e a imagem estenderam as mãos
e perceberam que a moldura sempre esteve vazia.
A água do rio misturou-se de tal forma ao oceano
que já não era possível dizer onde terminava o homem e onde começava o infinito.


O mundo continuou a vibrar lá fora,
mas o magnetismo agora vinha de um lugar de calmaria absoluta,
onde o medo e a intuição tornaram-se uma única força silenciosa.
Quem observa já não é diferente daquilo que é observado;
o encontro consigo mesmo finalmente se completou na imensidão do todo.


Ysrael Soler

Atrai o meu coração


Atrai o meu coração
como a lua puxa o mar,
sem fazer força, sem prometer ficar.
É um chamado mudo, um doce perigo, teu olhar me encontra
antes mesmo do abrigo.


Atrai o meu coração
no silêncio do teu nome,
onde a saudade nasce
antes que a falta se some.
Te penso inteiro em pequenos detalhes, no tempo que para
quando o mundo falha.


Atrai o meu coração
com gestos tão leves,
como quem ama sem fazer alardes.
Teu toque é verso que não sei fugir,
é porto e naufrágio querendo existir.


Atrai o meu coração
— e eu deixo levar, porque
amar você é não resistir ao mar.
Se for queda, que seja no teu chão,
se for amor, que seja tua direção.

Arte de amar


Amar é aprender a nadar em mar revolto, onde o vento não pede licença e as ondas testam a coragem do peito.
Ainda assim, o coração
insisteem ficar à deriva.


O amor é arte feita sem esboço,
pincel molhado de sal e esperança,
cada toque um risco, cada erro uma nova forma de beleza.


Há noites em que o medo parece afogamento, o silêncio pesa como âncora no fundo do peito, mas até o mar mais bravo ensina
que respirar é um ato de fé.


Porque amar não mata
— transforma.
Desmonta, refaz,
ensina o corpo a flutuar.
Quem ama não foge da tempestade:
aprende a chamar o caos de casa.

A mente é um mar dentro do peito,
quando o vento das pressas sopra forte, as águas se revoltam, turvas de pensamento, e a verdade se esconde no fundo.


Mas o silêncio tem mãos pacientes.
Ele senta à beira da alma
e espera a tempestade cansar,
até que o caos vire apenas ondas.


Então tudo se aquieta.
E no espelho calmo da mente
as respostas surgem sozinhas,
como estrelas refletidas na água.

Beija-me



Verso 1
Beija-me como o vento beija o mar, sem pedir licença
Que invade suave, mas muda tudo por dentro


Como se cada toque teu apagasse o mundo
E restasse só nós dois, perdidos no mesmo instante


Verso 2
Beija-me como a noite abraça o luar, em silêncio e promessa
Com calma, como quem sabe que o tempo pode parar


E no escuro dos meus medos, acende tua luz
Me fazendo acreditar que amar também é abrigo


Verso 3
Beija-me como quem encontra o destino num instante
Sem dúvidas, sem medo, apenas entrega


Como se nossas almas já se conhecessem antes
E esse beijo fosse só o reencontro do que nunca se perdeu


Verso 4
E fica… até que esse beijo vire eternidade entre nós
Sem pressa, sem fim, só presença


Porque quando teus lábios encontram os meus
O amor deixa de ser palavra…
e vira infinito 💫

No ar,
o mar,
Não há o nada,
Para o nada,
o mar ,
Ou vento que respira o nada,
Para de repente o nada,
Seria o nada ate que o mar seja o nada,
Tal como tovia de repente se via o nada,
Seria mais o profundo sentido para o nada.
Qual seria o valor do nada ?
Emblemático seria?
Pois o nada o tocou?
Belo instante em que criticamos a luz...
Num estado inerte o ar morreu diante meus olhos...
A fumaça das fábricas é carros torna se parte volumosa...
O mar remanescente é puro óleo e sujeira
nos lugares o nada não existe mais apenas mau cheiro...
O nada faz sentir saudades da época que vento respirava...

No tempo de outras eras eram deuses miticos que controlavam a Matrix sendo horizonte do mar final do mundo.
O mar criaturas e monstros guardavam os mares.
Meros arficios de manipulação.
Hoje em dia conflitos sociais e éticos são expostos no novo conceito da existência contemporânea.
O prelúdio do capitalismo somos sombras dos deuses esquecido.
A conciliação da conceito da consciência livre e do pensamentos fragmentos.
A terra é um pássaro numa gaiola..
A terra seria plana até que cubismo político e moral tenha a narrativa da verdadeira da natureza.
Dentro da alienação social somos fragmentos fragis...
Toda fake news trás um pássaro no profundo sentido do ser alienado.