Textos de Mar
Meu corpo já percorreu léguas, meu sangue escorreu em cachoeiras e afundei no mar onde avistei praias balançando insistentemente.
Senti o sol dourando minha pele, o amor aquecendo meu coração, e fui convidada a bailar como as sereias.
Já não ando só. Eu ouço as batidas do coração, levo o colarde contas na mão e repouso na palha.
Observo o lindo véu esvoaçante: as botas carmim (pra combinar com o batom e as unhas), as flores pra colorir e perfumar o meu dia me distraem em deleite egóico.
E está tudo bem!
Viver é bom!
O tempo passa rápido, continuo deitada, estou com medo, deixei aquela armadura depois do chá...
Cochilo.
Procuro, por toda parte, mas não
sei se realmente quero ver.
Adormeco novamente.
A vida cíclica e descontrolada me atropelou mais uma vez. Estou
sangrando, dói: percebo que
continuo perdida.
Ajoelho. Sinto despertar algo aqui
dentro. Enquanto os olhos tentam
descansar, meus pés inchados
recebem massagem, meus cachos: cafuné.
Tenho colo pra chorar sem pressa,
sem julgamento.
A fé me faz companhia, sou sua morada.
Escolho sentir, permanecer e agradecer.
Recebo o amor, eu sou o amor em
cada célula do meu corpo luminoso.
É mais uma lunação, outro recomeço e eu estou aqui sentindo muito.
Eu sinto muito.
Meu amor e assim...
como o toque da lua no mar
Borboleta desenhando
Corações nas folhas das flores...
E chuva leve que faz as tardes tremerem
Arco-íris depois da chuva no verão
É sonhar acordada
É desejar estar sem chão...
Viajem sem sair do lugar
banhar a alma no perfume das manhãs
É passear no jardim do Éden
Adormecer laçada na ternura
É desejar como menina
Tocar com força de mulher
Encantamento no olhar
Vislumbre do meu ser
Total fome do desejo
Calmaria na hora de beijar...
Tempestade na hora de amar...
Quando a lua esbarrar no mar...
Quando a ultima estrela.deixar
seu rastro de saudade na imensidão...
Talvez seja o hora de lhe falar
Das borbulhas de amor no olhar
Das noites que passo a suspirar
Da paz que encontro em seu olhar
Sei que sua alma cigana quer ficar
Mais logo vai voar se aconchegar
em horizontes no qual não faço parte...
Quero seus momentos...Sorrisos soltos
Sonhar em meu ninho...Mais depois ...
O que impota...São os minutos que conto
Para sermos nossos ...Esses São eternos
Me fazem sonhar e querer mais ... E mais...
Sei que sempre volta ...Em tardes brilhantes
Ou em manhãs perfumadas na primavera
Pois esta com um pé preso em uma estaca
Fincada no meu esperançoso coração...
Sou seu ninho...feito com fios de luz
Que a cada verão se renova entre outros
Para curar seu coração aventureiro...
NÃO QUERO SER FÓSSIL VIVO
Eu me sento à beira do mar quando o sol ainda é promessa de luz. As ondas
vêm e vão sem perguntar se hoje me sinto disposto ou cansado, sem
perguntar se meu cabelo já é quase todo branco. Elas apenas chegam com a
mesma certeza de quem sabe seu lugar no mundo. Eu respiro fundo, e esse
ar gasto em todas as estações da vida me lembra de que, aos 80 anos, ainda
posso, sim, surfar a próxima onda.
E, nessas reflexões, me lembro também do dia em que comecei a pensar em
hormônios não como uma força do passado, mas como aliados do presente.
Certa manhã, enquanto fazia alongamentos, reparei que meu corpo reagia
diferente: as articulações falavam, a pele parecia pedir mais cuidado e, de
repente, descobri que o cortisol não precisava ser meu inimigo. Foi como
descobrir um velho amigo guardado em caixas de memórias, esperando para
me ajudar a encarar cada amanhecer com vigor. A cada dose de testosterona
que tomo, sinto não só o vigor físico, mas um frescor quase infantil de quem
redescobre o sabor de correr no parque, de sentir o vento bater no rosto. E
por que não correr? Meus ossos podem chiar, minhas costas podem
reclamar, mas meu coração ainda quer bater forte quando vejo o horizonte
se acender de laranja. Quero ver o sol despontar atrás das nuvens e também
contemplar a escuridão sem hora para acabar, porque a noite me lembra de
que há beleza nos mistérios, na imensidão da lua refletida na água escura.
Se alguém me chama de “velho”, não me ofendo: sou antigo como o oceano,
mas não sou “fóssil vivo”.
Aliás, já desenterrei esse termo do meu vocabulário — prefiro
“testemunha ativa”. Porque testemunhar, para mim, é participar: é pedalar,
é jogar basquetebol que amo e sempre amarei, é nadar, é jogar bola com os
netos que me vencem em agilidade, mas não me vencem em vontade de
viver.
Há dias em que a dor sussurra mais alto. A cada passada no asfalto ou a cada
curva do caminho, meu corpo lembra que o tempo deixou suas marcas. Mas
a dor, se bem entendida, não é sentença; é lembrete de que ainda estou
aqui, pulsando. Mesmo sentindo cada vértebra reclamar, descubro que
posso transformar essa dor em impulso para seguir adiante. É como se ela
fosse o vento que empurra minhas velas: incômoda, sim, mas necessária
para manter o barco em movimento.
Meus amigos dizem: “Quando a gente chegar à terceira idade, vêm a poeira
e a apatia”. Eu só sorrio e respondo com os olhos brilhando: “Terceira idade?
Estou criando turbinas” porque, no fundo, estarei sempre aqui.
O RIO E O MAR
Amo a tranquilidade das águas serenas do rio, que descem cantando pro mar. O doce ondulado das calmas maretas que batem na areia sem a machucar. Adoro a cantiga serena da yara em noites prateadas com a luz do luar que me fala à alma, que entorpece o espírito, que não me magoa nem me faz chorar. Amo a placidez das coisas encantadas. As lendas que falam de coisas bonitas, do boto encantado, do uirapuru, da cigarra amiga ao cair da tarde ciciando na folha do pé de caju. Sou rio e não mar. Sou yara e não ninfa. Sou cabocla flor, como dizia meu pai com carinho e amor. Sou musgo da pedra que o vento arrancou jogando no mar e o mar destroçou.
YARA CECIM
É preciso ter coragem para colocar nosso barco da vida no mar bravio do destino.
Nosso barco será castigado pelas tempestades dos nossos problemas e das nossas adversidades, mas quem confia e tem fé, sua proa sempre apontará para o norte de Deus e jamais estará perdido na imensidão das suas lágrimas ou na escuridão de seus medos.
Navegar é preciso ! Sempre !
BRADO BRASILEIRO
Acordai deste berço esplêndido, com o som do mar, mas sem a luz, mesmo sob o céu profundo.
Fulgura-te, Brasil, deste lodo fétido e do grume da corrupção, ó florão da América.
Que teu povo heróico solte novamente o brado retumbante, porém, que não se ouça apenas das margens plácidas do Ipiranga.
Mas que ecoe por todos os cantos: dos bosques que têm mais vidas, aos campos que têm mais flores, e que reviva, em teus seios, sempre e cada vez mais, amores.
E que, assim, esta terra garrida dê fruto aos teus verdadeiros filhos, e não aos falsos filhos teus, movidos apenas pelo orgulho e pela preponderância da corrupção, pois, querendo roubar-te as cores, ficarão pasmos diante de teus gigantes e de tua própria natureza, contemplando que os filhos teus, de fato, não fogem à luta.
E, assim, compreenderão, ó Brasil, como és belo e colosso, pois teu futuro é agora; e queremos entregar-te esta grandeza, terra adorada.
Entre outras mil, és tu, Brasil, porque tu também és minha, ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo, onde os políticos não são tão gentis;
Sê, verdadeiramente, livre, Pátria Amada Brasil.
O café está presente no meu dia a dia.
Trazendo momentos alegres e nostálgicos,
Com seu cheiro marcante e sabor único.
Que me faz sentir vivo e desperto.
Em cada xícara, uma história é contada.
De encontros e despedidas, de sonhos e planos.
O café é mais que uma bebida,
É um ritual que me conecta ao mundo.
Seu aroma invade meus sentidos,
E me transporta para momentos felizes.
O café é um companheiro fiel,
Que me acompanha em todos os momentos.
Momentos vividos e emoções sentidas.
Maria Bueno 💜
Sem um destino claro, a vida se torna um mar de incertezas. A falta de propósito nos deixa à deriva, onde cada vento parece contrário. A verdadeira força nasce quando definimos nosso porto: nossos sonhos, valores e metas.
Esse farol interior guia cada decisão, transforma obstáculos em ventos propícios e dá significado à jornada. Não tema traçar seu rumo. Ao escolher para onde navegar, você assume o leme da própria existência. O vento sempre soprará; cabe a você direcionar suas velas em direção ao horizonte que escolheu alcançar.
VOCÊ É MEU MAR
quero mergulhar nos seus beijos
dividindo o mesmo desejo
você é meu mar quero navegar
te amando oba
sou pescador de amor
tentei te visgar mais fui visgado
pelo elo da paixão
você deságua em mim uma louca sensação
é abstrato uma ficção
te chamar de mar
te chamo por que te amo
você é uma guerreira tao linda e verdadeira.
quero mergulhar nos seus beijos
dividindo o mesmo desejo
você é meu mar quero navegar
te amando oba
Antônio Luís Compositor
31/07/2015
“Somente no recuo da maré é possível ver os presentes do mar deixados na areia.
Será o sol e as lembranças do verão que irão aquecer nossas manhãs de outono.
Serão os risos provocados e as demonstrações de afeto, que adoçarão a alma e nos ajudarão a suportar o dia do luto.
Por que a vida como tudo passa, mas algo de bonito sempre permanece”
Oh, querida, você é a razão do meu viver, você é tudo que eu quero! Você me acalma como o som do mar. Mas, minha querida, tem dias que eu fico com medo de te perder. Será que realmente você me ama? Dê-me um motivo para eu não ir embora.
Meu amor,
Não há razão para temer a correnteza do nosso mar.
Se sou o som que te acalma,
Você é a âncora que me impede de navegar para longe.
Seu medo de me perder não é um fardo, é a prova exata do seu coração,
um espelho do meu próprio pavor secreto de não ser o suficiente para você.
Sim, eu te amo. E o motivo para você ficar é simples e eterno:
Motivo é cada vez que sua voz me alcança,
Motivo é o silêncio que fazemos juntos, que só a alma entende.
Motivo é que o mel dos seus beijos me viciou em um futuro que só existe ao seu lado.
Eu não sou um porto passageiro,
sou a morada.
Eu te amo porque você me oferece o infinito, e com ele, o medo.
Mas é ao vencer esse medo, de mãos dadas, que transformamos o amor em destino.
Fique. Não por mim, mas porque você já está em mim.
E para onde você iria que eu já não estivesse esperando?"
1) Quando tudo diz que não, Ele nos encorajará a prosseguir;
2) Quando parece que o mar não vai se abrir, Adonai Tzevaot simplesmente o abre;
3) Quando parece que as muralhas não vão ruir, o Eterno as aniquila;
4) Quando parece que o gigante é invencível, Ele o vença; para que a promessa (Isaías 49:15) se cumpra.
COMO VOAR
Eu aprendi a voar sobre o mar
A planar sobre as alturas
Soube como nadar no teu olhar
Como sentir tua pele pura
Queimei meus pensamentos na lava
Joguei meu corpo em cima do teu
Me voltei contra mim
Mas já estava perdido em ti
Me encantei sobre o teu rosto
Me admirei pelos teus detalhes
Transmiti desespero e nervosismo
Mas teu toque me deixou ao seus pés
Como posso me perder tendo chão pra correr
Consigo apenas me reencontrar com teu chamar
Apenas deitada no chão esperando
Esperando pra você me salvar
Se o meu olhar te despe,
é porque tua pele me chama
como o mar chama a areia
numa ressaca constante.
Não tenho pressa em percorrer-te.
Quero decorar teus atalhos,
fazer morada em teus arrepios,
e beber do silêncio
que escapa da tua boca entreaberta.
Tu dizes que conversa o desejo,
mas eu escuto a tua alma.
E quando minhas mãos desenham
o mapa do teu corpo,
não busco o caminho de volta...
Eu busco o abismo.
Onde eu termino,
onde tu começas,
e onde nós, enfim, deixamos de ser dois. Ever .. .. ...
Cachos
É um emaranhado de beleza. É quando seu cabelo vira mar. É um convite para carinho. São seus fios fazendo as curvas de um sorriso. É um cabelo volumoso de amor. É autoafirmação. São os anéis que entrelaçam os seus dedos e pedem meu cafuné em casamento.
É quando a raiz do seu cabelo floresce cultura.
Você é como as estrelas, que à distância brilham intensamente,
Você é Como o mar, com suas ondas suaves, que me convidam a mergulhar na corrente.
Você é como a música, que ressoa em cada batida do meu ser,
E como um girassol radiante, que ilumina meu caminho ao amanhecer.
Seus olhos e sorrisos me levam a sonhar,
Você é meu maior orgulho, meu amor a florescer.
Te amo infinitamente, com palavras que dançam no ar,
E se um dia nos separarmos, quero ser uma doce lembrança a te acompanhar.
Mas segura a minha mão, para que nunca a solte em vão,
Meu bem-querer, eu te quero todos os dias, com todo o meu coração.
Que nossos momentos sejam eternos na memória e na essência,
E que o amor que partilhamos seja sempre nossa maior recompensa.
Para o meu amado.
A serenidade é um mar de ilusões,
reflete calmaria, mas guarda abismos.
O mar é um misto de tempestade e brisa,
um sopro de paz que se desfaz em fúria.
No silêncio repousa a natureza dupla:
ora vaidade, ora modéstia.
É nele que se escondem intenções,
não ditas, mas reveladas em atos.
O abismo entre elas não se mede em palavras,
mas nos frutos que cada gesto deixa.
A vaidade ergue muralhas invisíveis,
a modéstia abre caminhos de encontro.
E assim seguimos, navegantes incertos,
entre ilusões e verdades,
entre tempestades e calmarias,
buscando no silêncio o eco daquilo que somos.
UM MAR DE POESIA
Abri a minha janela
De longe fiquei admirando
Era o azul mais azul que vi
Ondas indo e voltando
Parecia um lençol estendido
Nas beiradas espumando.
As areias tão branquinhas
A brisa vinha embalar
Pensei, se eu pudesse
Em tuas águas navegar
Desvendaria os mistérios
Guardados no fundo do mar.
Esse teu gosto salgado
Cheirinho de maresia
Sensação de liberdade
Vestida de fantasia
Pelo horizonte sem fim
Era o meu mar de poesia.
Irá Rodrigues
Apenas queria que lesses um livro à beira-mar para mim e, quem sabe, trocássemos olhares sem que nenhum de nós proferisse uma só palavra ao outro. Apenas isso: o silêncio, os olhares, o desejo que não se consumaria.
Eh, sabes, eu admiro mentes cuja curiosidade é incomum; o ser cuja conversa que me traz é espontânea. Até certo ponto, eras um ser interessante, mas então trouxeste a estática para o nosso pequeno mundo. Mudaste. Carreguei o que ainda sobrava de mim e fui embora.
