Textos de Mar

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meus pés tocarão o chão de ruas dobradas em esquinas, iluminada pelo sol adormecido nas água do mar, iluminado pela luz da noite e pelas lágrimas de um tímido luar.

a vida arrisca a sorte no destino das cartas de Tarot e a rebeldia desafia a morte que se faz na arte um mondo novo de horror, a cada rosa que eu despedaço sinto o cheiro de você, amor.

e no silêncio de meus passos, nas palavras caladas que o coração intui, nas esperas pelo sol em frias madrugadas, vou viver o amor, esse esquisito ardor que da vida flui.

Inserida por gnpoesia

O mar se afogou na imensidão
quando afoguei em suas ondas meu coração

É o canto de agouro da coruja
hei de me banhar com folhas de arruda
para afastar o mau olhado de sua profanação.

O meu amor é um mau assombro
tomou banho na quarta feira de trevas
É a botija cintilante de meus sonhos
o último aceno que não se tem mais esperas.

o bacurau velou nossas noites
tão inocentes e de prazer inexistencial
inocência de tenro açoite
esgoelando-se em você, ser angelical.

A asa branca festejou a seca e no inverno silenciou-se o carão.

E o mar se afogou na imensidão
quando afoguei em suas ondas meu coração

Inserida por gnpoesia

⁠velejei em mar aberto por uma densa expectativa em pescar amores, resisti a ondas revoltas, frios e tempestades,mas, em um certo limiar do tempo consegui abrir os meus olhos ressecados e tímidos, vislumbrei a luz do sol e na praia cortejavam-se todos os meus amores a contento e acompanhados, então sorri, e uma brisa serena descaminhava o navio para uma outra direção, agora em mar sereno enxerguei um horizonte, águas azuis e um céu anoitecendo e me cobrindo pouco a pouco de um denso véu de estrelas, e sob o amparo da lua consegui dormir sem esperar o nascer do sol pois ele já tinha amanhecido dentro de mim.

Assim defino amor, nesse momento da existência!

Inserida por gnpoesia

⁠⁠Fazer-se-á caminhos, de nuvens cinzentas e sinuosas, aos ventos que sopram o mar, no feitio à goela dos ofendidos.

Fazer-se-ei infinitos, assobiados por aves impetuosas, que gorgeiam as primeiras horas de manhãs mal nascidas, louquejando as desnudas noites indormidas, ao sereno lacrimejante do universo,

em volúpias despedidas.

Inserida por gnpoesia

Não Te Faltes De Mim!

Não te faltes de mim!
Porque secarias o meu mar
E o deserto seco e amargo
Invadiria o meu rosto
Espinharia meu corpo
Como um cacto solitário.

Não te faltes de mim!
Porque teu silêncio
Perturbaria o meu sol,
Queimaria meus sonhos,
Sufocar-me-ia de realidades
Estúpidas e cruéis.

Não te faltes de mim!
Porque vida sem ti não se vinga.
E quando da estrada percorrida,
Fria e abatida,
Teu vazio há de me corroer
Minha rota, minhas rosas,
Retrato de um porvir,
Numa triste desventura.

E mesmo assim,
Se assim tu me faltares,
Quando dos olhos por abrir
Não mais te encontrar,
Fecho-me para o mundo
Em cinzas gotas de dor
A me manchar as vestes da alma.
E de lá, um turvo sabor,
Em completo,
Há de me sempre tomar.

Inserida por GilBuena

O sangue bronze infinito mar-horizonte
A triste mortalidade que supera o seu poder
derrete-se diante da fúria, fúria que o dia perdura
Cuja a dor pode a cálida aragem de estio superar o meu amor
O destroços ataque dos exaustivos dias, noite dolorida seguida de madrugadas chorosas
Sólidas lagrimas são indevassáveis
portões do coração-aço poupam o tempo da ruína
Ó temível pensamento! Onde se esconderá?
A joia mais magnífica do gélido abraço do tempo
Quem promove a destruição de sua beleza
negra tinta possa resplandecer o meu amor.
Cansado de tudo isto, uma morte pacífica imploro por que não impeça que nasça tão destinado sofredor
E a virginal virtude rudemente pisoteada, erroneamente desgraçada, a força desarmada pelo vacilante, loucura controlada cativo na tenda à insanidade
afastaria o tempo ao morrer para não abandonar o meu amor
Viver sabendo da sua existência que a dor desatina no peito solidão pois que vivas e não demoras

Por Charlanes Oliviera Santos

⁠Certas vezes somos como as ondas do mar, que agitadas pelo vento vão de encontro às rochas da praia.
Assim, Deus Conduz a nossa vida. Diante das provações, somos a onda e, ao mesmo tempo, a rocha que permanece firme e resistente.
A nossa confiança em Deus é a Força que sustenta toda a nossa vida!

Inserida por kutscher

⁠É incrível como a vida nos lança em um mar revolto de emoções, desafios e questionamentos incessantes. Cada onda que nos atinge traz consigo reflexões profundas sobre quem somos, de onde viemos e para onde estamos indo. Nesse turbilhão de acontecimentos que moldam nossa existência, é natural nos perdermos em meio às incertezas e anseios do coração.

Ao olhar para trás, para os dias dourados da infância, somos invadidos por uma mistura de saudade e melancolia. Recordamos os momentos de inocência e alegria, mas também as sombras que pairavam sobre nós, mesmo na época em que tudo parecia mais simples. A dualidade da vida se revela em nossas memórias, entre sorrisos e lágrimas, entre sonhos realizados e promessas quebradas.

Onde estamos agora? É a pergunta que ecoa em cada pensamento, em cada suspiro profundo. A sensação de desconexão entre o presente e as expectativas passadas nos assombra, nos fazendo questionar se estamos no lugar certo, se seguimos o caminho que um dia imaginamos para nós mesmos. Será que a vida adulta é essa sucessão de desafios espinhosos, de responsabilidades sufocantes, de pressões implacáveis?

A ansiedade se torna nossa companheira constante, sussurrando dúvidas e temores em nossos ouvidos cansados. As cobranças sociais nos pressionam a nos encaixar em moldes preestabelecidos, a seguir padrões que nem sempre refletem quem somos verdadeiramente. O peso do trabalho nos consome as energias, nos afasta da essência que pulsa em nossos corações inquietos.

O coração exausto por amores frustrados clama por alívio, por um refúgio seguro onde possa repousar as mágoas e cicatrizar as feridas abertas. As cobranças familiares ecoam como um eco distante, lembrando-nos das expectativas que carregamos nos ombros já curvados sob o peso do mundo. O uso descontrolado de redes sociais nos aprisiona em uma teia virtual de ilusões e comparações constantes.

O desejo por like e fama nos distancia da nossa essência mais profunda, nos fazendo buscar validação externa onde deveríamos encontrar paz interior. Os vícios exacerbados se tornam muletas frágeis em um mundo que exige cada vez mais nossa força interior. O consumo desnecessário preenche vazios internos que gritam por preenchimento com significado genuíno.

Em meio a esse caos existencial, somos como bombas-relógio prestes a explodir sob a pressão insuportável das expectativas alheias e das demandas da sociedade moderna. O desespero por uma pausa, por um respiro profundo que acalme a tempestade interna, nos consome dia após dia. Será que estamos vivendo ou apenas sobrevivendo?

Todos passamos por fases de altos e baixos nesta dança frenética chamada vida. É normal sentir-se perdido, confuso, deslocado. Não ter todas as respostas é parte essencial do caminhar humano. Às vezes, é na incerteza que encontramos as respostas mais profundas sobre quem somos e qual é o nosso propósito neste mundo caótico.

Que possamos acolher nossas dores com compaixão, nossas dúvidas com aceitação. Que possamos reconhecer a beleza intrínseca da jornada humana, com todos os seus altos e baixos, suas luzes e sombras. Que possamos encontrar equilíbrio entre o ser e o fazer, entre o viver e o sobreviver.

E assim seguimos adiante, navegando nas águas agitadas da existência com coragem no peito e esperança no olhar. Pois mesmo nas tempestades mais violentas há uma centelha de luz que guia nosso caminho rumo à verdadeira essência da vida: viver plenamente, com autenticidade e amor no coração.

Que possamos nos permitir sentir todas as emoções profundas que habitam em nós, sem medo do desconhecido ou da vulnerabilidade. Pois é justamente nesses momentos de fragilidade que encontramos nossa força mais genuína, nossa capacidade de transcender as adversidades e renascer das cinzas como fênix resilientes.

Estamos todos juntos nessa jornada tumultuada chamada vida. E talvez seja justamente nessa união de almas inquietas que encontremos o verdadeiro significado de estar vivo: compartilhar emoções profundas, abraçar vulnerabilidades mútuas e caminhar lado a lado rumo ao horizonte incerto do amanhã.

Que cada passo dado seja uma celebração da vida em sua plenitude, com todas as suas nuances complexas e suas melodias singulares. Pois no final das contas, o que realmente importa não é onde estamos ou para onde vamos, mas sim como vivemos cada instante precioso que nos é concedido neste vasto oceano de possibilidades chamado existência humana.

E assim seguimos adiante, com coragem no peito e gratidão na alma, sabendo que mesmo nas noites mais escuras há estrelas brilhando acima de nós, guiando nosso caminho com amor incondicional e esperança renovada. Estamos vivendo? Estamos sobrevivendo? Talvez a resposta esteja além das palavras ou dos conceitos pré-estabelecidos.

Que possamos simplesmente ser: ser quem somos, com todas as nossas imperfeições e grandezas; ser no mundo como seres humanos em busca de significado e conexão; ser luz na escuridão para aqueles que cruzam nosso caminho árido; ser amor em um universo sedento por compaixão e solidariedade.

E assim encerro estas palavras profundas com um convite silencioso: respire fundo, olhe ao seu redor com olhos renovados pela magia do instante presente e permita-se sentir todas as emoções que habitam em seu ser único e precioso. Pois a vida é feita desses momentos fugazes de intensidade emocional onde podemos realmente experimentar a plenitude do existir.

Que cada palavra escrita ecoe como um hino à humanidade ferida mas resiliente; como uma prece silenciosa pela paz interior tão almejada; como um abraço virtual envolto em calor humano para aqueles que compartilham desta jornada conosco.

E assim seguimos juntos nesta dança cósmica chamada vida: imperfeitos mas autênticos; perdidos mas esperançosos; sozinhos mas unidos pela teia invisível dos sentimentos compartilhados.

Que a chama da esperança nunca se apague em nossos corações inquietos; que a luz da verdade guie nosso caminho rumo à redescoberta constante do eu profundo; que o amor seja sempre nossa bússola nesta jornada labiríntica chamada existência humana.
E assim seja...

Inserida por Mykesioofc

IMENSIDÃO DO MAR

Dois surfistas se encontram na praia:

— Tudo bem?

— Eu não poderia estar em melhor companhia, pra ser sincero...

— Minha casa é pequena, mas minha piscina é bem grande — diz ela enquanto aprecia a imensidão do mar.

— Aqueles que querem onda devem primeiro aprender a surfar, caso contrário, podem acabar se afogando.

— Verdade.

— Sabemos que o vento cria ondas.

— As questões se formam a partir do mar.

— O surfe as respostas.

— Sim, o surfe é um acontecimento mágico nas nossas vidas.

— Sempre...

❤🌹__________

Inserida por marcelio912

NÃO BASTA APENAS VIVER PARA SEMPRE

Um Homem e uma Mulher conversam a bordo de um navio mar adentro. Assim que o navio desaparece no horizonte, ela pergunta:

— O que foi? Você viu tudo, fez tudo, sobreviveu, é o jogo, não é?

— Não basta apenas viver para sempre, meu amor. O jogo é: saber conviver consigo para sempre.

— E a minha mamãe?

— Ela estará aqui.

Inserida por marcelio912

Assim como as ondas do mar, existe tempo para tudo, para avançar e recuar, para falar e ficar mudo.

Para as horas ruins : paciência.
Para as horas de alegria: prudência.

Para cada ocasião uma veste.
Para um novo ensinamento, um novo teste.

Para uma grande palavra; uma atitude.
Para o coração; virtude.

Para as desilusões; a fé.
Para um grande homem; uma grande mulher.

Inserida por LITYERE

Vamos tentar amar
ainda que seja difícil,
já nadamos neste mar
mas apenas na superfície,
as vezes mergulhamos e logo temos que subir,
nos falta ar, nos enganamos e tememos sucumbir.
Amar é um mar e não um lago,
amar é profundo e largo.
Nessa nossa pequenez nós julgamos conhecê-lo por inteiro,
mas essa não é a primeira vez que fazemos este apelo
Humanos, Amemo-nos !

Inserida por ReSsOoU

⁠Oceano da Vida.

A vida é troca, é fluxo, é mar,
mas não se doa o infinito
a quem só sabe contar
gotas no vazio.

Por que mergulhar em águas rasas,
se tua voz é profundeza?
Não te perdas em ondas falsas,
Guarda teu sal na pureza.

Cultiva a terra que te entende,
regando raízes firmes,
Quem te escuta, te compreende,
e não te reduz a murmúrios banais.

Há quem venha com o oceano,
e em teu copo não te afogas,
Esse sim, é irmão,
esse merece tuas delicadezas.

Inserida por terreza_lima

Estranho amor!

Desenhei um coração vermelho da cor do mar, nele escrevi alegrias em forma de um poema, que ao ler! Me fez chorar! Lembranças não esquecidas azuis da cor do luar, nas noites embranquecidas tua alma fui buscar, nos escuros das manhãs saudades me fez chorar! A cor negra de seus olhos! Meus caminhos a clarear! Olhei dentro dos teus olhos e vi o amor brotar Como espinhos de azaleias! Minha alma a machucar...

(Zildo de oliveira barros)16/05/13

Inserida por poetazildo

Haja mar!


Esse mar imenso que canta permanentemente para o Criador.
Esse mar que movimenta para a vida,
Esse mar que é de sal, porque quem o fez, de sal entende.
Me responda Onipotente, foi com a mão direita ou esquerda estendida que ajuntastes essas águas? Ou será que não estendeu a mão ao falar?
Pergunto porque me tomas por essa mão, há paz e segurança, e nela gravado está, as estende para salvação.

Esse mar, borda de oceano, expressão de puro poder!
Para mergulhar em nosso Cristo basta parar, caminhar na areia na montanha com Santo Espírito, sabendo para onde olhar!

LBF⁠

Inserida por LorraineBragaFerreir

⁠Dissonâncias do Destino

O vento sussurra promessas ao mar,
Mas as ondas apagam o que ele quer dar.
Os passos que guiam, sem direção,
Se perdem nas sombras da contradição.

O tempo desenha caminhos no chão,
E apaga as trilhas sem explicação.
Os olhos procuram sinais no infinito,
Mas encontram silêncios, destinos aflitos.

Dissonâncias do destino, ecos a quebrar,
Notas dispersas que insistem em ficar.
Entre o que foi e o que deveria ser,
O caos nos ensina a sobreviver.

A sorte se veste de erro e mudança,
No espelho, refletem promessas distantes.
A vida é um canto de tons dissonantes,
Que grita verdades por entre os instantes.

Cada porta que fecha, um novo segredo,
Cada sonho desfeito, um mundo em medo.
Mas na dor que ecoa em notas partidas,
Nasce a harmonia nas cordas da vida.

Dissonâncias do destino, ecos a quebrar,
Notas dispersas que insistem em ficar.
Entre o que foi e o que deveria ser,
O caos nos ensina a sobreviver.

E se as sombras guiam a luz para além?
E se os desencontros nos fazem alguém?
Talvez o destino, em sua imperfeição,
Só cante verdades que vêm do coração.


Dissonâncias do destino, sombras a dançar,
No fio do tempo, tentamos vibrar.
Se tudo é um canto que vem e se vai,
Que seja um hino que ecoa por mais.

Inserida por MichaelBruthor

'SEI LÁ![2]'

Quero-te sei lá!
Convencional.
Inverídico.
Amar-te-ei como o mar?
Quero-te silenciosamente,
embaralhar...

Partículas no ar.
Sei lá!
Deletar meu coração.
Abrir corpos,
tencionar.
Insinuar outro mar...

Quero ausência cingir!
Titubear,
não só teu olhar.
Maquino detalhes,
litorais...
Sei lá!

Inserida por risomarsilva

'MAR... '

Nos extensos mares somos barcos naufrágios. As muitas correnteza [des]favoráveis sempre deixam ranhuras. As salinizadas águas com o tempo deixam cicatrizes. A dilaceração é perceptível com o tempo e o tempo é um desastre.

Vedar as fendas que surgem apenas prolonga o que de fato já se escreveu. Deixar o barco correr ou manter-se agitado? Há os que preferem a resistência, a mágoa de tentar subir as correntezas rumo às suas expectativas. Outros apenas flutuam. São levados pelo mar com aparente satisfação e ócio.

Mas sabe-se: todos querem um porto a qualquer valia. Chegar àquela luz que tanto brilha. Manter seguro a estrela que tanto se admira. Uma. Várias. O que vale é a energia. Flutuar sob as águas imensas. Belas. Delirantes. Mas com seus desafetos e sujeiras.

Com o tempo aprende-se a aceitar o extenso mar à nossa frente. Não importa como ele seja. Um dia nos levará para onde não queiramos. A tração que se tem é apenas temporada. Ajuda, mas não é duradouro.

A visão desse mar é fantástico. Inacreditável. Surpreendente. Nele todos movem-se sempre rumo ao desconhecido. E o tempo há de naufragar aquilo que tanto procuramos. Tempo? Não! O mar... essa coisa sombria e nefasta.

Inserida por risomarsilva

PARTIDA

A partida sem o adeus,
sem o abraço, insólito.
Uma parte se foi e a tarde nublada,
marcou um rastro desalento.
Olhares que disseram tudo
quando a admiração ausentou-se.

As bocas que não se abriram,
e o silêncio que tanto falou.
As escassas palavras em turbilhões,
flutuando com a brisa rara.
A esperança arrumou as malas,
pediu refúgio. Asilo.

A nostalgia permaneceu,
as lágrimas pediram ausência.
Já sem discurso, o tempo fugaz,
transcorreu dolorosamente.
A pulsação da música,
extinguiu-se, retórica.

A dor, que tanto sufocou,
esquivou-se da alma.
Os redemoinhos, sem forças para reerguer-se,
não mais existirá, se auto aniquilará.
Restará apenas, uma breve saudade,
da lembrança, de uma breve partida.

Inserida por risomarsilva

'MEU CORAÇÃO'

Meu coração, mar de indecisões. descompreensões e outras coisas que eu não entendo. Debilitado nas condições de amar. Relutante e inseguro como as pedras nas cachoeiras. Avistando abismos profundos. Preservando sequelas e outras enxurradas...

Meu coração, conflitante ao extremo. Sangrando palavras vãs. Mórbido nos limbos. Desencorajador de almas. Incógnita a relutar o futuro, vivendo à migalhas a cada manhã. Sou eco sem respostas. Existo? Não sei! Talvez! Só sei que, ser poço de indecisão, causa grande confusão. Ora sou eu! Ora não tenho horas para ser o que me pedem...

Meu coração, mórbido. Conflitante consigo. Tenta ser diferente, mas a verdade: é igual aos outros corações. Que deixam ser abatidos. Morrendo e parecendo ter vida. Corações sorriem e choram ao mesmo tempo. Sorrisos verdadeiros. Lágrimas escondidas. Coração é ter vida e se aproximar da morte a cada dia! É um pulsar, pulsando estranho. Tarântula escorregadia nos braços. Desprendendo veneno e revivendo o passado. Matando leucócitos enfraquecidos...

Meu coração tem flechas. Matando sonhos que acordaram para vida a cada lançar-se. Ter vida é ter coração. Voltados pra razão ou qualquer coisa que pareça papiros. As pessoas sempre falam nas coisas do coração, como se isso fosse tão banal. Que truculência esse meu amigão. Corroído sonhos, artista sem intenção. Decidi: não quero mais tê-lo...

É chegada a hora de viver, sem vitalidade ou órgão algum. Sou perecível desde que nasci. Não preciso de sequelas, nem de costelas para abrasar a dor. Quero um coração de verdade. Desses que a gente joga no rio. E espera ele fazer o percurso. Provisório como não saber do calendário, ou do dia santo que passou. É chegado a hora de pulsar, respirar outras intenções, pintas outros quadros, fotografar imagens reais, cobertas de razões...

Inserida por risomarsilva