Textos de Lua
A lua se encontra só uma lasca no céu mais eu já dormir o bastante...
Posso sentir o frio correndo entre a fenda do ferro gelado da porta...sentir as coisas sem você pode parece novidade mais é real
A canção ainda é a mesma mas quero compartilhar mais fora das entrelinhas hoje
Talvez por que eles os que lêem sejam poucos ou não muito sábios e você nem olha mas para este lado dos ventos...só circula nas suas rodas dos ventos
Elas fazem silencio agora...enfim me deram tempo para pensar...então vou pelas nuvens são poucas mais da para passeá por elas e andar por sobre elas;
Rasga meu coração neste instante...mais a vida passa tão rápida-sublimemente e muitos olham mais não a compreende
Os sinos mesmo errados acertam duas vezes ao atenuar entre o dia e a noite;
Na sutileza da sua passagem resolvi esperar,com a calmaria das ondas seja elas molhadas ou sinápticas
Meus dedos brilham elas no momento estão voltando tenho pouco tempo agora mas retorno assim que possível se continuar agora não vai se pura.
E só olhar através do chumbo!
por Charlanes Oliveira Santos
Erguido sob o manto da noite, onde a lua não me alcança por decisão própria
O frio das escamas negras na alma se lança contra minha própria carne
Eles rastejam, sibilam, nas sombras se escondem
O câncer que cresce, na escuridão responde em sussurros tenebrosos
Já não sei se estou vencendo ou perdendo á guerra...
A casca seca do meu ser, no sangue pulsante estala
Na escuridão da noite, minha existência se cala
O medo e a incerteza, nas sombras corro
Braços feridos, respiração ofegante, no vazio meu socorro
O vento sopra, leva a areia, o tempo e o cansaço
Lâminas cortam pensamentos, no peito o espaço
Empurrado para fora, pelos outros sou puxado
Sem sentir, sem emoção, ao desconhecido sou arrastado
Nas águas turvas me afogo, com a dor oca a me guiar
Para um novo ser surgir, outro tem que se apagar
O relógio frio gira, no vazio as horas a marca meu eu na incerteza
Sem sentir, sem noção, deixo a correnteza me levar
Busquei luz em corpo de metal, afiada a plantar a dor que me liberta me faz sentir, sentir que estou vivo
Três ciprestes, só dois ficaram, no equilíbrio a balançar nesta gangorra
Pequenas coisas me engrandecem, o relevante não consigo tocar
Sussurros suaves sob a lua rara serena
Semeando sonhos sob estrelas sem fim
Sorrisos se espalham, suavemente serenos
Sob o céu silente, sinto-me assim
Sigo a senda dos sonhadores solitários
Sobrevoo sentimentos, sinto a sublime
Saudades suspiro, em silêncios solidários
Sob a sombra suave, o sonho se exprime
Sinfonia suave, a alma desassossegada
Sentimentos se fundem, simples e sugados
Sob a luz das estrelas, sem vida segue
Serenamente seguro, nos sonhos seguros sem som
A lua no brilho prateado paira respingando nas folhas de papel o cenário do êxtase fatal do amor que vejo as lembranças de uma vida passou
Mas ainda é tarde os raios solares se findando seus raios suaves tocam as folhas das árvores as sombras dançantes no chão ater parece ter sons com os sinos pendurados nos galhos balançam ao sabor do vento noturno encostando e sob a copa da árvores está ela cabelos loiros fios filhos do sol esvoaçam refletindo a luz lunar delindo a tarde um sonho encantado...
O amor chama do luar, entre as melodias dos sinos agudos o destino entrelaçando o tempo puxando os fios do carma e a sina vem guiado pelo som do sino a vida sob o dossel das folhas agitadas ela sorri pela felicidade de estar na fantasia entre mundos e chorar por não saber que o ouro a levou... (choro) os olhos brilhando, enquanto os sinos ecoam suavemente o mundo parece suspenso, como se o tempo tivesse parado para apreciar esse momento mágico.
A coreografia da luz silenciosa conexão inexplicável. Sob a árvore segredos que ninguém acreditaria, o vento noturno em um instante chega em harmonia e faz parte de um conto antigo existiu
A ternura ecoam e amanhã talvez ela acorda da película e a traga de volta
Que destino continue a tecer seus fios invisíveis uni esta alma poética
Risco o céu em pensamento surfo em nuvens e toco no arco-íris, escalo na lua para ver de perto as estelas... escuto o som frio do vaco ao flutua no espaço na expansão do universo cavalgo na luz nos cosmos ate o caos e ao se sugado pela gravidade de um tempo relativo... então volto em um voo na luz de uma supernova
Ate a rotina do cotidiano platônico do meu ser escrevo para me senti comum, segredos como soluto escritor fraco de palavras erros grosseiros
maquio minha tristeza para ter certeza que não será eterna
Clamar daqui a voz correr na planície solidão diafragmas, decompondo o sol-fogo telúrico profundo efêmero ardi de desejo por ti dardejar relampejantes brilhos alaranjados que na saliência da terra chora
Esta enxaqueca? como quis remove-la com paleta afiada e derrama meu plasma nas folhas de papel em branco ou fugir quanto estes demônios dormissem
Entregar o maus nas redes entre vírus e zeros e uns ser eu deixar que o seu próprio mau os consuma á si mesmos
E pausar como minha mente que labuta com lâminas agitadas na cabeça me esmagando e retalhando dia pós dia
E que um pouco do som de chopin e van Beethoven e uma boa taça de vinho seja suficiente
Tua Luz nas Fases da Vida
Mesmo nas fases da vida, como a lua a brilhar,
Crescente ou coberta, seu brilho a se revelar.
Mesmo entre nuvens escuras a te encobrir,
A luz que emana continua a existir.
Não tão radiante, mas ainda a iluminar,
As almas na terra, o caminho a clarear.
Na fase cheia, como uma bola a brilhar,
Todos querem admirar, se encantar.
Assim é a vida, em suas fases a passar,
Como a lua no céu, a nos guiar.
Mesmo nas sombras, há luz a brotar,
E mesmo coberta, tua essência a brilhar.
Que em cada fase, em cada momento vivido,
Teu brilho seja eterno, sempre renascido.
Como a lua cheia no céu a deslumbrar,
Tua luz guie os passos de quem te encontrar.
Lugar Muito Distante
Lugar muito distante.
O sol e a lua se enfrentam,
frios, cruéis, indiferentes.
Um lago negro, imóvel,
reflete uma árvore seca,
sem nome, sem memória.
Estrelas que queimam sem luz,
fogo que consome sem calor,
ar que sufoca sem toque.
O tempo se partiu.
O chá aguarda
num chalé sem portas
ou no fundo de um poço sem fundo.
Não há quem esperar.
Não há caminho.
Não há hora certa.
Tudo é perda.
Tudo é silêncio.
O presente é lâmina.
O presente corta.
Escolher é sangrar.
Perder é inevitável.
Na vastidão do existir,
somos apenas ecos
presa de nós mesmos,
perdidos no frio absoluto
do lugar muito distante.
Amor é...
O sol querer
Ver a lua beijar
É como dizer
Ao amor que amar
Não irá doer!
Não é ofegação,
Não é palavreado,
Não é adaptação
Nem estar apaixonado,
Amor é zelo e perdão!
Amor é estar à mercê
De um sofrer mudo
Do que a razão não vê,
E acima de tudo
É um não saber porquê!
O fado mais bem feito
Cai a noite, nasce a lua,
Finda o dia e nascemos nós!
Sopra o vento que apazigua
A minha alma e a tua
Enquanto estamos a sós!
Sob o luar mais perfeito,
Cantamos a uma só voz
O fado mais bem feito
Deste amor insuspeito,
Não querendo ficar sós!
Vai-se a lua, o galo canta,
Nasce o dia e ficamos sós!
Solidão que se agiganta
Até vir a lua santa
E de novo sermos ‘nós’!
Tenebrosos segredos
São noites cálidas, escolhidas a dedo
Em que a lua curiosa, depois floresce,
Porque enxerga o tenebroso segredo
Nosso, e que o mundo desconhece!
Somos tal avidez e vontade cobiçada,
Como culpados que imploram perdões,
Enquanto carne fraca é entrelaçada,
Comungando sigilo e firmes ereções!
Ó tempo, reduz à noite a velocidade,
Pra que entre o pôr e nascer do sol,
Todas as ganas e sedes da saudade,
Sejam acolhidas por baixo do lençol.
Ó tempo, sê nosso amigo e amante
Até c'o dia brote e luz se levante!
Meio Ambiente
~ Ofegante Por Viver ~
Raios de sol... Lua a cintilar...
No frio... Ao calor...
A fauna
A flora
Respira!
Biodiversidade
O vento... No ar...
A terra em água... Riachos... Rios... Ao mar
Animais
Vegetais
Micro
Macro
Ser vivo
Respira!
Ecossistema em existência
Num sopro do tempo inspira
A andar
A nadar
A voar
A rastejar
A vegetar
Na natureza em perseverança do não pra vida expirar
Num mundo por esperança a fecundar
A gerar
A criar
A plantar
A preservar
O meio ambiente
A respirar...
CICLOS
Na dança dos dias, um ciclo se fecha,
O sol se despede, a lua viceja em sua graça.
Como as marés que beijam a areia na praia,
A vida flui, em constante ebulição, sem pausa.
Nascer, crescer, florescer, morrer,
Um ciclo perpétuo, difícil de entender.
Como as folhas que caem no outono,
Assim também seguimos, em eterno abandono.
A cada fim, um novo começo desponta,
Como a aurora que anuncia a nova jornada.
E nos ciclos da vida, encontramos a magia,
De nos reinventarmos a cada novo dia.
Assim como a lua em sua fase crescente,
Crescemos, evoluímos, seguindo em frente.
E no ciclo sem fim que nos envolve,
Encontramos a essência do que nos resolve.
Na dança dos dias, um ciclo se fecha,
E em cada partida, uma nova ponta se desenha.
Que possamos abraçar cada ciclo vivido,
Com a certeza de que em todos somos nutridos.
Uma lua só minha!
Dedico a Dar
Uma lua só minha foi o que eu sempre busquei no céu.
Essa lua que foi o meu teto nas noites em que eu dormi ao léu.
Essa lua já era só minha quando eu a notava e ninguém a via. Eu parava e sentia seu brilho, sua brisa a me tocar, enquanto o mundo todo corria sem ter tempo dela notar.
E quando eu me senti sozinha, uma lua só minha eu já tinha e tenho, e ela também me terá.
Nildinha Freitas
Soneto da Noite Prateada
No silêncio da noite, a lua emana,
Seu véu de prata sobre a terra em pranto,
Enquanto as sombras , leve se esvai,
E o vento canta um canto leve e santo.
Estrelas tecem luz em teia fina,
Joias que adornam o manto do luar,
E a alma, que de saudade se ilumina,
Busca o abrigo onde possa descansar.
Em cada verso, um segredo suspira,
Sol de um tempo que já não voltou;
A dor se esvai, a paz no peito inspira.
E o coração, enfim, se redime,
Que a noite guarde este amor que não se apaga,
E a luz da lua cure a alma que estraçalha.
A super lua
Ao anoitecer algo chamou minha atenção
Eu vi uma super lua clareando a escuridão
Era meio diferenciada das que vi no meu Sertão
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Tinha capa de heroi com brilho de superação
Até pensei que vinha salvar a população
Que anda agoniada com tanta corrupção
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Fiquei impressionado com muita adimiração
Bati até um retrato para comprovar minha visão
Para depois não dizer que é tudo minha invenção
'LUA'
O veneno corre,
vivificador febril nas entranhas,
covil dos tentáculos envoltos na alma.
O amarelo,
fogo brando.
Simetria de mudos mistérios...
O pequeno rio barulha,
a pobre visão carapuça.
Hora de acordar!
Esquecer!
Adormecer inquietudes,
redemoinhos...
O andar às escuras,
extinguindo flores.
Flores absolutas!
Múmias juntos à acinzentada lua.
Refletora de luz,
horto na escuridão...
Porque tantas flores perecidas no escuro?
Se bem que o clarão já não importa.
Aqui distante,
loucos matam todas as formas,
lua míngua/futuro.
Homem inexpressivo no muro...
Tudo confuso!
A lua desencanta-te.
Fita-te ao horizonte,
é a muda esperança.
O pairar de mais um painel:
'o pincelar na lua minguante'...
'Traçado de homens flamejantes',
pronunciando-se ao glacial,
acidental.
Embaralhando neblinas,
as tantas luas que se foram,
pontos na velha retina...
O mundo paisagístico revela algo sinistro:
Lua Negra tão pequenina,
vagão!
Um curvar-se ao pequeno ponto!
E o traçado atônito,
imensidão na palma da mão?
"QUERER II (EM DEZ ATOS)"
I
Queremos o sol, mas reclamamos do calor.
Queremos a lua, mas tememos a escuridão.
O desejo é um animal de patas inquietas
que nunca se deita no mesmo lugar...
II
Perguntam-me o que busco, e eu sorrio.
Se eu soubesse, já teria parado de correr.
Mas há um fogo entre meus ossos
que não me deixa em paz...
III
Os loucos são meus professores.
Eles não leem manuais, não seguem mapas.
Quando a tempestade vem, abrem a boca
e bebem a chuva como se fosse vinho...
IV
Eu também queria ser assim:
livre de tanto pensar, de tanto pesar.
Mas minhas mãos estão cheias
de coisas que não sei nomear...
V
Às vezes, de madrugada,
sinto que estou perto da resposta.
Ela vem como um cheiro distante,
mas desaparece quando acendo a luz...
VI
Já joguei muitas coisas fora,
mas o essencial ficou preso em mim.
São pedras que carrego no peito:
algumas doem, outras me mantém em pé...
VII
O mundo é um lugar barulhento
cheio de pessoas mudas.
Todos falam, ninguém escuta.
Todos correm, ninguém sabe por quê...
VIII
Dizem que a vida é simples.
Então por que a gente a complica tanto?
Inventamos problemas, criamos labirintos
e depois choramos por não saber sair...
IX
Talvez o segredo seja parar.
Não pensar. Não querer.
Só respirar e deixar que o vento
nos leve para onde quisermos ir...
X
Mas eu ainda não aprendi essa lição.
Então sigo querendo, queimando, tropeçando.
Porque no fim, é isso que me faz sentir vivo:
o fogo, a queda, e o levantar...
INFÂNCIA
Felicidade não sentia se vivia, nas noites sem lua cachorro late o que seria? Frio na barriga era só um sintoma, medo era dengo, naquele sítio sem eletricidade, mas se tinha companhia era de verdade. Não havia motivo algum para se ter um suspeito. Suspeito? Ah! Não conhecíamos este vocabulário nem seus adjetivos. Era tudo tão puro, não pensava no perigo sequer no futuro, vivíamos cada dia. As dores das necessidades submetidas as alegrias nada se perdia. Como um sedento no deserto bebe um copo d'água seu quinhão a última gota.
Venha comigo esta noite, ver a lua no mar
O tal apaixonado, nem verde, nem azul
A noite é testemunha, da paixão sem par
Amarelo e pasmado, mente pra mim e pra tu
De dia tão bravio, como larvas de um vulcão
Seus ventos, ora canta, ora uiva num disfarce
A noite uns cochichos, um apelo, apetição
Mar e lua, insinua e namoram sem impasse
Já não sei se esta brisa, emudece ou inspira
Nunca fui de correr mares, nem a costa
Mas queria do outro lado saber como se atira
Um amor de luminares, só pra noite se amostra
Venha comigo, pra amarmos diferente
Como eles, numa enigma e na quimera
Eu e você, fogo e pólvora comburente
Dar o troco e nos amar na mesma esfera.
Leonice Santos....🕊🎼❤
#RABISCOSDEPOESIASLEMA
Na era das estrelas, em que o reino era só delas, eu portava uma lanterna luzente, vi a lua usando um colar bordado de crônicas, inebriada naquelas proporções, ouvi sua voz maciça, cortando espaços, nem pôde encarar, me acendeu...
Que calibre, míssel, ou alento usaste?
meu coração batia forte, aorta em chamas, era você, que só olhava para os meus dedos.
Leonice Sant♡s
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