Textos de Lua
Busco meu sorriso,como pássaro à procura de abrigo, como sol a procura da lua e as estrelas à procura do infinito.
Enquanto o melô da minha canção vem como nota desafinada de um violão, o meu amor não passa de uma noite mal dormida. Então, fico a procurar, esse sorriso que ficou preso no ar, em uma dessas noites que eu dormi sem sonhar.
LUA e CRUA
Inspiracão comum
Embriaguez pela lua
Apenas mais um
Pretensão de ser grua
Trazer-te pra perto
Diminuir a distância
Insistir é preciso
Sopesar incosntâncias
Rico mendigo
Segura certeza
Esvaziando o porão
Não permite ser presa
Chave nas mãos
Das masmorras terrenas
Felicidade inventada
Saia de cena
Sepultada, morta
Renascenso o que importa
Abertura de Luz
Ligação infinita
Guindaste potente
Que tudo conduz
Inspira e incita
Um "Ser" mais indulgente!
CREPÚSCULO
No oriente brilha lua
No ocidente a luz recua
Mais uma noite se aproxima
Um sol laranjo se dizima
Que mistérios têm lá em cima?
No lusco-fusco nos ensina
Nem sempre é o brilho que fascina
Um acalanto pra retina
Em meio a tanta pantumima
Penumbra de paz repentina
Depois de mais uma rotina!
PORFIA GAUDÉRIA
Enquanto a lua ainda enche o céu de sentido
Cá, de joelhos, ouso tentar romper o dia
Principiando um fogo nesse chão tão batido
A água benta pro mate ainda está fria
Pura, pede calor pra chiar ao ouvido
Algum conselho que traga sabedoria
No encontro com a cuia de porongo escolhido
Santa simbiose rende graças à porfia
Nos estalos da lenha desperta o destino
Abastece o taura com a melhor energia
A sopesar os rumos sem perder o tino
Pra enfrentar as agruras vestindo alegria.
"É tarde da noite,
lá fora somente
uma Lua Linda
há iluminar,
Brisa suave,
e sinto
o seu perfume,
sinto à
sua presença,
perto de mim,
me protegendo
de tudo
e de todos.
Sinto o
seu forte
abraço,
e antes
de deitar,
sinto um
delicioso
beijo,que
acalentou-me
até o sono
enfim chegar,
um beijo
de amor,
à embalar
os meus sonhos,
e em seus braços,
eu poder me
aconchegar..."
Tati Oliveira
21:35hrs
11.07.2014
A lua ficou maior
Mais próxima
Mais visível
E noturna
Avermelhada em algumas
Em outra dourada
Refletia no mar
As vezes no nada
E você aluarada
Alunada como é
Dança ao meu lado
sentada ...
Meio lua,
meio mulher
Total criança
Completa alma
Calma em loucura
Cura minha aurea
A luna minha lua
Enluarada
Dourada como é
Nos lábios que te beijo
Lua mulher
Até a lua no céu vermelha
Não é bela como tu é
Pode mundo haver amor
Mas nenhum amor
Igual a amor da lua mulher
Que ama nas canções
E me ama como quer
Meu amor é só seu
E teu amor meu é
Esqueça o céu vem para terra
Planta teu pé
Guarda apenas a beleza da lua
Vem ser minha mulher
Ela olhando a lua
Eu não olhando nada
Ela diz para eu olhar a lua
e eu canto e canto sem parar
A noite é toda feita pra mim
Ela é feita pra mim
Tudo aqui está tão perfeito
Nesse céu cheio de estrelas
Sou eu e ela no vazio do céu
Sou eu e ela perdidos na noite
Sou eu e ela cantando e cantando assim
Quase sem roupa para o luar
Meu Deus ela foi feita pra mim
Ela foi feita só pra mim
E por isso que nós damos tão bem
E por isso que vivemos tão bem
Nós nós perdemos no vazio do céu
E nós achamos no dentro olhar
Amo tanto quando ela começa a olhar
Pra mim ,
Ela está a olhar pra mim
Essa noite tudo está perfeito
Essa noite não precisa acabar
Essa noite foi feita pra mim
Ela foi feita pra mim
Por que nós dois nós damos tão bem
Por nos dois nascemos assim
Por eu sei que ela é feita pra mim
Ela nasceu pra ser assim
Perfeita pra mim ....
Olho a Lua através da taça quase vazia
Céu sem nuvens
Sem anjos
Escuro
Uma estrela se destaca ...
E nada mais ...
Degusto minha solidão
Como uma canção
Minha caneta cansada não escreve versos
As únicas letras vivas em mim
São as iniciais do seu nome ...
E com essas letras escrevo minha oração
Na qual peço, em pecado ,
Que chame meu nome
E que de joelho me venere
Santificado por seus lábios
Deixo esse mundo
Para viver nos seus sonhos
FEIOSO DE BRIO
Queira tudo que trago;
não se faça de lua,
que não sou lago,
só a quero se for
pra ter mais que o perfume;
o fruto e a flor...
Jamais fui abstrasto,
afinal tenho corpo,
não só extrato;
sua voz não me acalma
no discurso profundo
sobre minh´alma...
Nunca mais enalteça
minha musculatura
da cabeça
nem me dê de presente
afirmar que sou belo...
mas "diferente".
SONHO DE AMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Essa lua já foi o nosso lustre;
seus luares banharam nossos olhos,
deram luz às promessas hoje turvas
entre as curvas incertas da saudade...
Muitas noites teceram fantasias
das mais belas verdades provisórias;
uma colcha de sonhos momentâneos
numa história com tons de para sempre...
Foram tantas as nossas madrugadas
de suave cansaço e rendição
à canção de ninar da natureza...
Fomos raios de sol; de renascença;
uma crença ilusória no amanhã
que já veio embalado pra ser ontem...
PÃO DE QUEIJO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Quando a lua pousar no seu telhado
pra banhar a janela, o seu olhar,
fazer tudo fluir igual canção
que não é pra se ouvir; é pra se ver...
Deixe o sonho cair no seu agrado;
toda lua precisa ser luar,
ou não pode fluir no coração
nem na doce cantiga de viver...
Ao cair do crepúsculo de outono,
a friagem morninha será beijo
de saudade; profunda nostalgia...
Dê à sua emoção coroa e trono,
beba o céu, saboreie o pão de queijo
que o espaço tempera de magia...
TEMPO É VIDA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Qual é a sua?
Você olha quando a lua
surge no entardecer?
E o sol...
Qual foi a última vez
que o sol nasceu pra você?
Cadê seu tempo...
Você vendeu para quem
o melhor do seu ser?
E a vida...
Será de fato a saída
você nunca mais viver?
TOME AS ASAS
Demétrio Sena - Magé
Deixo ir como o galho não impede a folha;
feito a lua que míngua, mas libera o sol;
a garrafa de Sidra deixa a rolha ir,
num estouro que marca todo fim de ano...
Só não vais porque ficas nessa indecisão;
porque tentas fazer a partida ser minha;
partes meu coração e não partes de vez,
para seres quem fica e meu pesar ser teu...
Sou quem ama e deseja uma vida contigo,
ao abrigo da mágoa que tento não ter,
para ter qualquer caco de felicidade...
Mas também não te prendo, se fores exata
no martelo da hora que derrube a farsa;
deixo ir como a Barsa deu lugar ao Google...
... ... ...
#respeiteautorias É lei
LUA INTERROMPIDA
Demétrio Sena - Magé
Não há tempo capaz de calar a saudade;
uma falta que nutre um buraco sem fim;
como sei que viver é missão nos imposta,
digo sim ao caminho e faço meu melhor...
Mas não há um só dia sem saudade sua,
na certeza do tempo que não foi bastante
para vermos a lua com todas as fases,
após todas as fases de tantas vertigens...
Foram poucos os anos de colo tardio;
sem aquelas corridas por sobrevivência,
contra o frio, a doença e a fome total...
Seu amor foi o mundo que valeu a pena;
foi a nossa vontade maior de vencer
e viver por mais tempo nossa lua nova...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
A LUA E SEUS AMANTES
Demétrio Sena - Magé
A lua é o eterno clichê dos poetas, fotógrafos e namorados. Aos olhos comuns, é sempre a mesma, em suas únicas quatro poses... ou fases estáticas, até a próxima mudança em sua solidão no deserto celeste noturno... algumas vezes matinal... outras vezes crepuscular... mas sempre a mesma.
Fotografar os desempenhos lunares é ato repetitivo e de pouca originalidade, se não explorarmos o cenário de um céu semi-nublado, por exemplo... pois as nuvens, sim; essas nunca são iguais. Ou se não aproveitarmos interferências terrenas como torres, árvores, postes, insetos ou pássaros noturnos que a "cruzam"... quem sabe até trabalharmos sobreposições com outras fotos também autorais.
Não sendo assim, fotografaremos as mesmas poses lunares que já infestam a web. Isso
nunca será plágio, se realmente a fotografarmos; porque a lua, tanto quanto a rua, é pública... mas é de pouca originalidade, simplesmente apontarmos para ela e dispararmos o velho clique precipitado.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Primeiro de Agosto de 2020
A lua vem com sua luz
E meus olhos seduz
Banhado de esperança
Agosto
Traga-me o gosto
De ver o covid acabar
Nessa terra já tão sofrida
Devastada
Queimada
Roubada
Saqueada
Indiferente com o sofrimento da gente
Que a Luz prateada
Que hoje corta a escuridão
Traga a esperança
E dissipe a devassidão
Desse país que se diz irmão
Celina Missura
"Fiz do Sol e a Lua, testemunhas.
Dessa ferrenha luta.
Luta que travo com dor e labuta.
Ir à sua busca.
Mas não me escuta.
E dá a entender que tudo o que nos separa é minha culpa.
Me julga.
Me trata com indiferença é preferível o teu ódio à essa tortura.
E a saudade não me ajuda.
Essa situação só nos machuca.
Virá a minha busca?
Eu irei à sua?
Me deito repleto de rancores e perdido em dúvidas.
Se errei, peço-lhe desculpas.
E dos meus arrependimentos?
Fiz do Sol e a Lua, testemunhas..."
"Naquele estranho fim de tarde, o céu sangrava.
A Lua, a pouco, já brilhava com sua timidez pálida.
O vento quente, me trazia lembranças de ti e me gelavam a alma.
Aquele abraço levou-me a calma.
O tudo, sem você é nada.
Quisera eu, ter controle das rédeas dessa paixão desenfreada.
Viver, morrer, sorrir, chorar, amar, odiar, se o faço, faço por ela.
Meu maior sonho, se tornou um dia, não ser capaz de encontrar a paz e a felicidade nos olhos dela.
Aquele sorriso me atropela.
O teu amor, é me uma cela.
Encontro-me em uma prisão perpétua.
Mais uma vez, não evito, tais mazelas.
Tento, aos poucos, matar um amor que, quanto mais se fere, mais rápido se recupera.
Quisera eu, ter sobriedade sobre minha alma ébria.
E enquanto o céu sangrava, mais uma vez eu sussurrava: 'Tudo por ela'..."
"Sempre que a luz da Lua recai sobre meu corpo, também recai escuridão sobre minh'alma.
A luz me faz lembrar teu brilho, me faz lembrar tua calma.
Quisera eu que, fosse tudo apenas uma coisa de corpo e não de alma.
O que fazer para não viver todo esse drama?
Como sair limpo de tudo isso, sendo que, você me joga na lama?
Na madrugada, a solidão, esfria a minha cama.
E tuas lembranças, meu peito, inflama.
Quisera eu, com palavras vazias, apagar essa chama.
Quanto mais eu tento te afastar da mente, mais minha mente, por ti, clama.
Tenho medo por nós, pois em algum momento, o coração, dessas batalhas, se cansa.
E o que poderia ter sido uma doce vida, se tornará apenas, uma amarga lembrança..."
"Eu, que a muito não lembrava, hoje a Lua recordou-me de ti mais uma vez.
E nas lembranças, esqueci-me das certezas e lembrei-me daquele nosso 'talvez'.
Aos poucos, o olfato esquece o doce do cheiro e o tato, olvida o macio da tez.
Antes era tudo por ela, e no futuro, seria tudo por ela outra vez.
Muita coisa mudou e ainda não sei o que você me fez.
O que eu sei; é acerca de ti, minha avidez.
Quando fitava teus olhos, minh'alma desarmada, encontrava-se em total desnudez.
Não vejo razão em minhas palavras, perco minha sensatez.
Sobre ti, até hoje, não perdi minha cupidez.
E agora, eu que há muito não lembrava, hoje a Lua, recordou-me de ti, outra e mais uma vez..." - EDSON, Wikney
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