Textos de Incertezas
DO DESEJAMENTO
Alguns são feitos de um desejamento dilacerado.
Desse querer aflorado, não receio.
Nele me introduzo. E me ponho a ver o não dito.
Como quando me enamorei por uma moça.
Ela tinha um nome no meu peito escavado.
Chegava-me nas noites em que a buscava.
Deitava sua ternura sobre minha espera.
Acariciava as palavras que o silêncio esculpia.
Ela era tão docemente tingida de inteireza,
Tão despida de melancolia e incerteza.
Que apenas eu a via, andarejando ao meu lado,
Com suas mãos encravadas em minha ausência.
E eu já então, descabidamente encantado,
Apenas me sabia, ao traduzir-me fecundado,
Que mesmo a passar a só, a esperar a moça que viria,
Ela com o coração entreaberto de mim não partia.
Carlos Daniel Dojja
- Só de pensar dna possibilidade de te ver,
não sei o que dizer, não sei o que pensar.
Emoção maior não há.
- Contagem regressiva
3, 2, 1
Ansiedade fora do comum.
- Mais perto que nunca.
Posso te sentir.
Tenho uma ideia do que esta por vir.
- depois de tanto tempo
sem sair do meu pensamento.
Dúvidas do ar.
- Oque está para acontecer?
Preciso me controlar,
espero não me decepcionar.
A SEMELHANÇA DO GELO E A LÁGRIMA
Não sei o tempo que meu coração levará para derreter-se por inteiro, mas até lá tenho plena certeza que sua espera e paciência, certamente findará, e juntos, nunca ficaremos. Enquanto meu coração demora tanto, meus olhos se derretem em lágrimas, não mais físicas, mas internas. Sempre observei que o gelo derretia mais rápido na água, e nunca pensei que poderia acontecer dentro de mim.
Passo o tempo a pensar e imaginar
Criando coragem pra me arriscar
Sei que entende o que estamos passando
Pois não estamos nos enrolando, nem perdendo tempo, mas se preparando.
O problema não é eu e nem você
A verdade é que nos machucamos no passado ao se envolver
E até vendo outras pessoas com o coração a sofrer
Tenho medo de te machucar
Eu tenho medo de te magoá
Eu tô com medo de com tudo estragar
Medo de que um dia acorde e pense que eu só quis te usar.
A derrocada dos viajantes
O meu destempero acompanha meus passos, os portões silenciosos e as janelas escuras são testemunhas, mas são através de subidas, e mais subidas, e um repente de súbitas sensações de cansaço, que se fazem todas minhas manhãs. Muitos me dizem que esta é a hora de se fortificar, porém esses parecem tão fracos quanto eu, não os julgo, muitos se contentam com suas estradas, e é claro, cada um têm a sua; curva, inclinada, esburacada estrada que os levam para um destino, esse no qual é incerto de sua chegada e, sua volta é almejada desde à partida. Sou mais um como muitos outros, mas ainda não perdi a graça de observar meu trajeto, entretanto, outros nem perscrutam por onde passam.
Outrora vazio ou cheio me sinto, ouço o ressonar dos passos atrás de mim, e aqueles que irão me acompanhar, não os conheço, mas são gente assim como sou, pois, é assim que penso, e sei, que não deveria pensar assim. Hoje, ainda jovem, tenho força para me defender, ou será que tenho? Porque pessoas não são nada, para aqueles que gostam de sentir o poder e o domínio de sua jornada, e quando você pensa, é menos um andando pelo caminho que partilha. Claro, tenho medo, mas não posso parar de viajar. Minha juventude, infelizmente, em nada me beneficia neste caminho que começo tão jovem, consigo se traz ingenuidade e carência, eu vigio por muitos, mas será que alguém vigia por mim? Não, sei que não, porém logo cedo o sol bate no pico da catedral, e nos ilumina, nós, os viajantes. Ainda assim, mesmo com essa luz, meus consortes não conheço, logo, como os mais velhos instruem; “olhem para os seus pés”.
Agora fria, minha pele começa a ficar morna, contudo, esta bendita estrela não me consolará assim. Em horas, estarei banhado pelo meu suor, angustias, revoltas, e pelos cantos, ficarei choroso. Mas meus pés nem doeram para pensar assim, nem estou na metade do percurso, quem dirá o dia. Sendo assim, devo me atentar para não me desarmar na frente daqueles que cruzam bem rapidamente minha caminhada. Sempre acenam, fazem um assobio, mas o que se faz presente nesses, são os sorrisos sem tempero, até menos que o alimento na metade do dia.
Outrora, fazia questão de se atentar para minha jovem saúde, hoje, parece que não tenho mais opções para fazê-lo, são grãos que não agraciam minha dispensa, minha fruteira de plástico, são medicinas que não jazem mais em nossos velhos criados, e um conjunto de pessoas que necessitam do mesmo que eu, que prezam pela sua recém vitalidade, e aquela que já quase parte. Canso-me de pensar, e de tanto pensar, canso de mim. Ó, descida desvanecida, não cheguei aos montes para não conseguir te enfrentar, pois, quando eu estiver no platô, terá mais um cume para desbravar, donde desaguarei em vias e rodovias turbulentas, sujas e com mais gente assim como eu, que de tanto pensar, cansa de si. A minha astúcia não se faz mais presente quando tenho de exercer o que realmente tenho que fazer, e minha altivez se desbota na última esquina que dobro, e sinto o tempo escorrer pelas minhas mãos, meu doce e precioso tempo, escorre por minhas grandes e (que agora) gélidas mãos.
Todavia, na volta é onde me faço vivo, onde minha existência não é tão execrável assim, onde minhas enfermidades não me preocupam, e nem sequer me pego pensando que todo fruto do meu esforço, são para dividas que não foram engendradas por mim, e paras quais, desconheço seus valores exorbitantes. No fim das contas; para ser exato, no fim de muitas contas. O meu êxtase se torna real quando ouço o caloroso e doce falar de um futuro viajante, que peno por ele em todas minhas caminhadas.
- Chegou cedo, papai!!!
Nós somos como um rio poluído pelas impurezas que encontra no seu percurso.
O pensamento que antes fluía intensamente, agora se arrasta lentamente, carregado dos males, inquietudes e incertezas,
que os esgotos e as águas de outros rios,despejam na correnteza.
Se não podemos ser como o mar que, pela imensidão, nem se importa com a sujeira que despejam nas suas águas, podemos, como o rio, mudar o curso ou o trajeto, para não represarmos todos os males, que um dia transbordam, na enchente.
"Uma das maiores ilusões que alimentamos em nossa pequena jornada é a do pertencimento, porquanto em meio a tantas incertezas, intempéries e contingências alheias a nossa vontade, absolutamente nada nos é dado além do tempo presente.
E por mais paradoxal que isso possa parecer, somente o desprendimento do compartilhar será capaz de fazer de cada parte dele, um instante único, capaz de marcar a essência do que nós somos e em igual medida a quem nós amamos."
A felicidade está cada dia mais próxima! Muitas vezes não enxergamos porque as neblinas das incertezas, a poeira das frustrações e o desespero da angústia insistem em bater à porta! Mas o tempo passa e as incertezas viram certezas, a poeira abaixa e angústia vai embora! Deus é fiel e ele vai me ajudar!
Disso eu não tenho a menor dúvida! ♥️🙏🏼 Um dia de cada vez...” 🌸🍃
Quão impotente somos diante do futuro,
não temos onisciência nenhuma sobre ele,
a unica esperança que temos com esse mundo do amanha são os frutos que plantamos hoje e,mesmo assim correndo o risco de uma colheita indesejada.
Afinal como disse Shakespeare´´Um homem nunca está aniquilado de ser enforcado.´´
Não sei
Não sei mais o rumo da vida,
Tudo parece desabar, sem saída.
Aquilo que parecia certo e verdadeiro,
Agora se perdeu, me deixando em desespero.
Não sei se sou um verso perdido,
Ou uma pessoa confusa e esquecida.
Entre rimas e versos me encontro,
Um enigma poético, sem ponto.
Não sei se sou um sonho esquecido,
Ou uma esquecida sonhadora perdida.
Entre realidade e ilusão me debato,
Um mistério vivente, em cada ato.
Não sei se sou um destino incerto,
Ou um incerto destino a percorrer.
Entre caminhos e escolhas me encontro,
Um contínuo enigma da vida, a desvendar em meu ser.
Não sei se sou um eco distante,
Ou um distante eco a ressoar.
Entre silêncio e palavras me perco,
Um mistério sonoro, sem parar.
Não sei se sou um sorriso oculto,
Ou um oculto sorriso a reluzir.
Entre alegria e tristeza me encontro,
Um triste ciclo a seguir.
Não sei se sou um eco distante,
Ou um distante eco a ressoar.
Entre silêncio e palavras me perco,
Em cada verso, revelo meu recomeçar.
Ecos da Solidão
Na busca incessante por um raio de sol,
Ele se perde em labirintos de dúvidas e incertezas.
A felicidade, um sonho distante, quase inalcançável,
Transforma-se em uma sombra que o persegue incansavelmente.
Pequenos gestos de carinho são suas âncoras,
Mas cada toque é como uma gota em um oceano de solidão.
As feridas do passado, como cicatrizes abertas,
Machucam a alma, deixando marcas que não se apagam.
O coração pulsa com a dor da angústia acumulada,
Um eco que ressoa em cada canto da mente confusa.
O futuro é um mistério envolto em névoa,
E o medo do desconhecido consome sua esperança.
Anseia por liberdade, mas se vê preso em correntes invisíveis,
Cada desejo de voar se transforma em mais peso.
A mente é um campo de batalha onde dilemas morais surgem,
Entre fazer o que é certo e o que parece necessário.
O mundo grita por conexão, por sorrisos genuínos,
Mas ele esconde suas dores sob camadas de risadas vazias.
Rodeado por almas que também carregam suas cruzes,
Todos tentando ser fortes enquanto se afundam na escuridão.
Seu brilho, antes radiante, agora é apenas um lampejo,
Uma vela vacilante lutando contra a tempestade.
Os olhos refletem a tristeza acumulada,
E cada lágrima que cai leva consigo um pouco do fardo.
Com o peso aliviado pelo choro silencioso,
Ele se ergue novamente para encarar mais um dia.
O sorriso cinzento permanece no rosto cansado,
Mas dentro dele ainda há uma chama que não se apaga.
E assim continua a jornada entre sombras e luz,
Buscando no fundo da alma a coragem para ser livre.
Porque mesmo em meio à dor e à incerteza do amanhã,
Ainda há esperança de dias mais claros à frente.
A vida no "às vezes é assim":
Uma loucura sem fim
Montanha russa a todo vapor
Que sobe - que desce
Maré mansa
Amanhecer sem sabor
Caminhar sem sentir
Indiferente ser
Melindrado estar
Querer fugir
Gritar
Esconder-se
Não saber,
Não entender: as lágrimas descem
Histórias vão
Dores permanecem...
No vai e vem constante
Sorrisos camuflam a angústia que não quer desaparecer
Lágrimas suavizam e cicatrizam a fundo em meu ser
...
Mas o tempo, cruel e implacável,
Escorre por entre os dedos como areia fina,
Levando consigo a esperança, a força e a fé.
E a vida, antes um palco de sonhos e desejos,
Se transforma em um palco vazio,
Onde a melancolia dança em silêncios fúnebres,
E a alma, cansada de lutar,
Se curva sob o peso da solidão,
Em um lamento silencioso,
Um sussurro perdido no vento.
NO ÀS VEZES É ASSIM...
13/09/2024
... (a.c) ...
O “Testemunho” de Deus
Sob o sol, onde o tempo flui sem cessar,
Velozes correm, mas nem sempre vencem a jornada.
Fortes batalham, mas nem sempre triunfam na peleja,
Sábios anseiam, mas a fome ainda os assola.
A fortuna, caprichosa, foge aos prudentes,
E a glória, tão almejada, escapa aos instruídos.
Pois o tempo, impiedoso, e o acaso, inescrutável,
Afetam a todos, sem distinção, indistintamente.
No testemunho de Deus, a vida se desvenda,
Humilde diante da incerteza que nos cerca.
Reconhecemos Sua mão, sábia e invisível,
Guiando nossos passos em meio à escuridão.
Assim, na dança do destino, encontramos fé,
Na soberania divina que rege o universo.
Em cada revés, em cada vitória incerta,
Descansamos, confiantes, no amor que nos protege.
Quem pudesse ouvir oque grita meu silêncio
Com a força que reprime um sentimento
Como passarro que tem asas e não voa
Como sombra que dessipa a luz acesa
Como veu que cobre e não esconde
Um tesouro de raríssima beleza
Colocando as cartas sobre a mesa
Onde o medo consumindo pela duvida
A armadilha pegou pela certeza
Trancafiando o peito em armadura
Que breve seja a passagem
Pelos campos da cruel incerteza
Que ao cruzar a ponte do desprezo
Que renasça os campos de beleza
É interessante!
É interessante como, às vezes, a experiência passada pode moldar nossas expectativas. Quando nos deparamos com situações semelhantes no presente, tendemos a antecipar resultados com base no que já vivemos. No entanto, é importante lembrar que cada momento é único e pode trazer surpresas. Às vezes, a incerteza é a única certeza que temos, e é quando ousamos acreditar em possibilidades que podemos encontrar resultados diferentes. Portanto, mesmo quando a história parece se repetir, devemos deixar espaço para a esperança e a mudança, pois a vida pode nos surpreender quando menos esperamos.
"Existem escolhas e escolhas....
Quiz o destino que fizéssemos escolhas.
Saber se elas foram certas ou erradas,
nunca iremos saber.
No momento só temos a certeza que o coração quer algo que a razão diz que não convém ter.
Talvez essa seja a certeza do poeta,
nunca saber se aquele amor vai valer
ou não a pena viver.
Se entregar as paixões, eis a questão a escolher. "
É como se você batalhasse, mas nada mudasse. Ou talvez tenha mudado, mas a perda consome a percepção, distorcendo qualquer progresso. O id, o ego e o alter ego lutam entre si, mas nem sequer sabem pelo quê. No começo, parece um vazio—aquela sensação de estar flutuando no mar, sem rumo, esperando ser salvo por um navio ou morrer afogado. Mas, aos poucos, o vazio dá lugar a um peso no peito, um aperto que esmaga, sufoca e se confunde com culpa. Afinal, o inimigo está mais próximo do que se imagina, ou melhor, basta olhar o espelho para enxerga-lo. Não porque quero, mas porque não posso escapar. Ele é uma versão de mim, mas que não desejo que seja eu.
Tanto esforço para nada. Cada passo dado parece apenas um ciclo se repetindo, um esforço inútil contra algo invisível. A fraqueza se instala, não no corpo, mas na alma. A incapacidade de viver plenamente se arrasta como um eco constante, um lembrete cruel de todas as falhas. Não porque não tentou, mas porque o nível de estoicismo não é suficiente.
O medo de se perder de novo é pior do que qualquer queda. Porque se perder significa voltar para aquele lugar onde o silêncio ensurdece, onde os próprios pensamentos não calam a boca, te puxando para baixo como areia movediça em um deserto de areia infinita. E a única opção que resta é seguir em frente—não porque há esperança, mas porque ficar parado dói ainda mais.
Seguir sem saber se há um destino. Apenas seguir.
Quando as encarou de frente
O que as árvores e teus medos te disseram?
Quais são as verdades que o vento te sussurrou?
Quais murmúrios dos riachos você ouviu?
Quantos quilômetros contigo mesmo você caminhou?
Talvez o que tenhas ouvido não tenhas conseguido decifrar
Ou nem tudo lhe foi desvendado
Quem sabe achaste aquilo que nem ao menos procurou
E procurou aquilo que não se pode encontrar
Segue com Fé pelo Caminho
Assim, quando as tuas respostas chegarem
E tuas dúvidas se esvaírem num brisa
Te olhando de frente estarei aqui
Com os ouvidos e coração aberto
Para poder te escutar
E caminharmos juntos uma vez mais
E se o vento ainda soprar perguntas sem respostas
E os passos ainda ecoarem incertezas na trilha
Que a jornada te ensine a abraçar o desconhecido
Pois nem sempre é preciso entender
Às vezes é necessário apenas sentir
E saber que nunca nesta vida
Se caminha realmente só.
No Meio do Quase.
Amor que desafia a razão
Cabe em equações?
Ou a lógica falha
diante do que o coração sente?
É um jogo de xadrez,
onde as peças se movem sozinhas,
e o xeque-mate nunca chega.
Ou será que o jogo nunca termina?
Amor que se impõe,
mesmo quando não deveria:
arde na ausência,
esconde-se em suspiros e silêncios.
É uma contradição:
quanto mais se tenta calcular,
menos se compreende.
Ou será que entender não é o essencial?
Distâncias que se encurtam e se afastam,
como mãos que quase se tocam,
corpos que se atraem,
ímãs que buscam o abraço,
mas hesitam no último instante.
Por que o quase dói tanto?
Palavras tentam, mas falham...
O vento, ao passar,
carrega o que não expressamos.
E o sabor do beijo que nunca se deu...
os lábios guardariam
um gosto doce ou amargo.
Ou será que o calor no ar
já é suficiente para alimentar o desejo?
A dúvida é parte do fascínio,
o fascínio está na dúvida.
Que persiste, mesmo quando parece impossível,
queima na ausência,
um fogo que não se apaga.
Talvez seja isso:
a magia está no quase,
no quase toque,
no quase revelar,
no quase ser.
E no meio do quase,
o amor se faz presente,
em silêncios que dizem tudo,
desafiando a razão,
e nos lembrando que,
às vezes,
o que não se completa
é o que mais nos move adiante
Um amor ou um meio amor?
Amor que sinto com pouca e muita intensidade,
meio a meio, quase nada.
É isso que você faz me sentir:
muito amada, às vezes só desejada.
Um dia sou tudo,
no outro, sou nada.
Como sempre, quase nada.
Elogios ouço e leio como se fossem apenas palavras
escritas para preencher um vazio,
mas não sinto nada.
Quero presença,
quero atitudes,
que todos falam por falar ,
mas eu continuo sentindo:
amada, ou meia amada,
e tem dias em que sou quase nada.
