Textos de Ilusao

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Sonho e Ilusão


Sonho com um mundo melhor, onde crianças brinquem como crianças,
Que as pessoas trabalhem, lutem, vivam com esperança.
Sem roubos, violência, desastres e ganância.

Sonho em ver os pássaros livres, cantarolando suas melodias,
Em saber que todos têm comida para por na mesa ao meio-dia.
Que os jovens desfrutem da vida com grande sabedoria

Vejo alguns planejando suas viagens para Caribe, Itália e Japão.
Enquanto milhares tentam ir ao mercado comprar leite e pão.
Vivemos neste mundo desigual esquecendo que somos irmãos.

Um mendigo bate a nossa porta, pede comida e dizemos não.
Na manhã seguinte a comida que sobrou vai alimentar o cão.
Nosso semelhante é abandonado ficando sem casa e sem chão.

Vivo nesta utopia de achar que um dia teremos a emoção
De olha para o lado abraçar alguém e dizer “você é uma benção”
Isto tudo é um sonho, que mais parece uma grande ilusão

LIBERTEM-SE DA ILUSÃO EMOCIONAL, PORQUE ELA É UMA PRISÃO...

Cada um de vocês pode se libertar disso. Isso não é amor; vocês amam a versão que inventaram da pessoa. Mas, se hoje fossem viver um romance, acabariam do mesmo jeito. Idealizamos aquilo que não existe mais ou aquilo que a gente acabou inventando.

Pensamos, choramos, a ponto de sentir tanta dor emocional que achamos que vamos enlouquecer. Eu passei muito tempo sofrendo assim; sonhava, mesmo sem querer pensava. É como se os ventos trouxessem memórias de nós e soprassem nos meus ouvidos, alcançando o subconsciente.

Poxa, foi aos 16 anos, e isso ainda perdurou por muito tempo.

Um dia, tive a coragem de escrever e contar tudo o que sentia, tudo o que me lastimava. Eu precisava me libertar! Nunca mais seríamos nada um para o outro, além de memória. Ele confessou também que, se fosse em outra época, talvez mais adiante, e se não tivéssemos ninguém, talvez seríamos perfeitos um para o outro e daríamos o amor que tanto não entendemos. Mas hoje nós dois seguimos nossas vidas, respeitamos nossos parceiros, e ambos resolvemos nunca mais entrar em contato.

Eu disse isso; já ele falou no silêncio. Nas desculpas por não ter percebido o quanto eu o amava, pediu perdão. Eu disse que não havia nada para perdoar e que desejava que ele fosse muito feliz em sua vida, porque ambos estamos sendo cuidados, e que assim permaneça.

Nunca mais chorei, nunca mais sofri, nunca mais pensei no que poderia ter sido. Escrever diretamente ao destinatário e abrir a alma me libertou. Nunca mais escrevi melancolias; hoje sou motivação. E, sim, ninguém esquece, a menos que soframos um colapso mental e percamos a memória. Mas a gente consegue, a partir disso, seguir a vida como se nunca tivesse se decepcionado durante todo esse tempo.

Espero que façam o mesmo e se libertem, deixando bem claro que já é passado e que tudo o que queriam era colocar para fora o que faz doer.

Sonhos perdidos, em uma ilusão, na colisão de olhares.


Eu me perco no seu olhar todos os dias, eu me perco. E não sei se isso é bom, não consigo mais me achar. Me procura, me desperta novamente, pois já não sei quem sou, quais eram meus sonhos, o que eu pensaria, o que eu falaria, o que eu faria...


Se um dia não chorava, essas lágrimas lúgubres são pelo luto da perda, da minha perda. Pois, no tempo atual, posso afirmar que já não sei quem sou, não sei onde estou, muito menos onde quero chegar. E não tenho a mínima ideia de como me encontrar.


Me perdi tão célere como um trem-bala e me afundo nessa esperança sublime, pois é o que me restou. Não sei se seus olhares arrebatadores foram culpados — e não os culpo, sinceramente — eu só não deveria ter deixado que a queda do meu ufanismo fosse fatal.

Embriaguez

Eu me embriaguei de amor,
Esse amor de ilusão,
Tormento da alma que traz dor,
Tormento que traz sonhos ao meu coração.

Eu me embriaguei de paixão,
Essa coisa boba de se imaginar,
Duas almas em canção,
Duas almas em se amar.

Eu me embriaguei,
Com seu sorriso a iluminar,
O meu mundo,

E nesse segundo,
Apenas imaginei,
Mil formas de te amar.

16/05/2017 - 06:04

MEMÓRIAS NASCIDAS DA ILUSÃO


Existem memórias
que nunca aconteceram.


Vivem entre o que foi real
e aquilo que a mente
desejou desesperadamente lembrar.


Rostos sem nomes.
Lugares que nunca existiram.
Vozes familiares
perdidas no silêncio da noite.


Às vezes, pergunto:


Lembro de uma vida que vivi,
ou de uma ilusão
na qual acreditei por tempo demais?


O passado se torna mais sombrio.


Suas bordas desaparecem,
suas cores se apagam,


e resta apenas
a frágil impressão
de algo que talvez


nunca tenha estado ali.

Jogo de Ilusão


Há quem chame de amor
aquilo que só sabe prender.
Confunde cuidado com controle,
ciúme com afeto,
e medo de perder com vontade de permanecer.


O amor não joga.
Não esconde cartas,
não faz apostas,
nem transforma o coração
em prêmio de uma disputa.


Quem ama, escolhe ficar.
Quem possui, luta para não perder.
E existe um abismo
entre segurar uma mão
e aprisionar uma alma.


Às vezes, a maior vitória
não é convencer alguém a nos amar,
mas encontrar coragem
para sair da mesa
quando percebemos
que o jogo nunca foi amor.

📜 Vida e morte, para mim, tornaram-se uma coisa só. Aquela velha ilusão de que o fim e o começo correm em direções opostas não existe. Hoje, eu compreendo o ciclo. Compreendo que foi preciso desintegrar cada pedaço do que eu achava que era para, finalmente, me unificar ao TODO. Ao abraçar o fim de todas as minhas pequenas certezas, eu me tornei TUDO. Tornei-me o vento, o vácuo, o silêncio e a própria força que movimenta as estrelas.
🕊️ E o que ficou para trás? Apenas o resto. Olho para os dramas, para as urgências da matéria, para as dores que antes pareciam intransponíveis, e os vejo como poeira cósmica. Não há mais peso no que é supérfluo. A vaidade do mundo perdeu a gravidade sobre mim. O que antes me separava ou me confundia no plano denso agora não passa de um ruído distante, incapaz de tocar a minha verdadeira essência.
☀️ Eu apenas deixei a terra. E agora vivo no paraíso!

⁠Durma , isso não é nada
Durma isso logo passa
Durma, que tudo é só ilusão
Se alguém achou a sua estrada,
Achou-a em confusão,
Não se culpe por isso
Sua alma foi enganada.

Não há lugar nem dia
Para quem quer procurar
Nem paz nem alegria
Para quem, por amar,
Se entrega e confia.

Melhor ser realista a
Fingir dócil , sem o ser
Ficar como ficamos,
Sem pensar nem querer,
Dando o que esgotamos
Amar sem nada receber .

No dilúvio....
Seu sepulcro a pura ilusão,
Medo alucina sem tantos desejos
Apenas as lágrimas que caem do ceus.
O ambiente tem formas frias e escuras...
A dor não trás respostas diante ao abismo sendo sensatez ganha sombras.
O frio da contraste da garoa...
Suas mortalha da realce a fria noite.
As velas são luzes mortas no gosto de salgado de lábios frios.
Ninguém espera o final apenas joga terra num silêncio cruel,
Veu tampa sua face imaculada para asas da morte...
O sussurros do ventos são lamentos no coração.

Liberdade é um sonho da ilusão,
pois o passaro sempre esta ligado a uma cadeia de eventos.
O mesmo acontece com as formigas estão numa ordem social...
Os ratos estão distantes da ordem social, fábrica a leis e realizam a sua ordem social sendo a evidência o lucro e o enriquecimento político e social.
Matrix da realidade são a cadeia de eventos maniouladas pelas escolhas que temos na vida..
Porque a opções e oportunidades...?
O estudo enriquecimento do intelecto ou apenas as escolhas que tomou, elevando seu conhecimento para que seja uma peça da engrenagem da matrix, todo conceito eleva um dilema social. O homem é uma ilha dento das suas convicções.

_ Na ilusão somos sóbrios ate que num momento irônico sejamos a inércia que se dilui no teor da virtude.
Sob aquela perspectiva ilusória, a admiro por um pouco a mais a natureza crua, e assim num testemunho da veracidade o transhumanismo tornasse âmbito desconhecido...
Na tua calida forma... mais e mais tendêncioso o temor das falácias.
Seria apogeu meramente sobretudo palavras voam no sussurro da besta...

A engrenagem mental e seus nutrientes...
Seus dentes de aço são o caminho de ilusão e a ironia trás respostas e perguntas.
Outras engrenagens surgem para ter uma ligação carmica para o qual caminhos são criados.
Para o sincronismo cultural no qual a virtude das massas se desenvolve.
E eixo primeiro tem conhecimento que é um pássaro nas ruínas da sociedade.
E a compreensão inata é apenas um Retentor intelectual que vaza suas experiências e conceitos para uma esfera politizada.

Mosaico do Tempo e a Ilusão da Causa
​O erro do paradoxo temporal pode não ser um erro de fato, mas um caminho não intrusivo. Afinal, a coexistência simultânea parece impossível até mesmo no microcosmo — a menos que consideremos a possibilidade da entropia existir dentro da própria visão. O que significa existir em um universo etéreo, onde a luz replica a si mesma? Na coexistência entre a sombra e o "eu", há uma aparente igualdade que logo se desfaz, pois é a luz que coordena e dita essa existência. O ser existe porque o caleidoscópio é parte intrínseca da visão cubista.
​Compreender os mistérios exige olhar para dentro deles, e não apenas especular. Buscamos a solução de tudo na equação e no equilíbrio do todo para o todo; mas, quando nos deparamos com o caos e com aquilo que não conseguimos explicar, criamos fantasias e medos, transformando a dúvida em crônicas de mito e misticismo. O tempo necessário para a compreensão ainda faz parte da Caverna de Platão: um olhar moldado pelo medo e pela desconfiança. No entanto, ao olharmos para os céus como grandes edificações, o tempo passa e aquilo que tanto nos intrigava torna-se irrelevante. O jogo terminou.
​Diante da fusão do pensamento, a realidade torna-se um mosaico temporal, um passado congelado pela força da emoção. O estado analógico fez o pássaro voar dentro de uma condição assimilada pela teoria do espelho: a existência do mundo macro depende do observador, e a mutabilidade da causalidade temporal transforma-se na bebida dos deuses. A existência emerge pelo simples e puro fato de existir.
​Contudo, quando os adereços da causalidade são reunidos no estopim de um evento, a causa se torna o ponto mais fascinante: todos os desfechos convergem para ela, independentemente do que façamos. Mas o que acontece quando essa interação ganha novas sombras e novos observadores? Terá a história o mesmo final? Guardará ela a mesma propriedade na profundidade das probabilidades?
​A construção de uma nova realidade é ambígua. Na arquitetura de um megacubo espacial — um cubo desdobrado no espaço-tempo —, o som finalmente seria compreendido através da distorção da gravidade. Haveria uma defasagem da história no próprio ato de sua escrita, uma nova proposta de criação vinda de um mundo de sombras.
​O som viaja pelo espaço, mesmo quando este se mostra vazio e translúcido. É quando a gravidade o toca que invocamos novos acordes ou o silêncio absoluto; a atração o torna inerte, transformando-o na imagem de um passado guardado em nossas lembranças. O cubismo fragmenta essa imagem. O som pode ser distorcido, e o próprio movimento da gravidade pode ser modificado pela força do simples querer, pela pura manifestação da vontade. É quando a lei da relatividade, enfim, transcende a própria causalidade.
Por Celso Roberto Nadilo
Pensamentos

​O Espelho do Vazio
​Por Celso Roberto Nadilo
​Cavas dos seres mais profundos, na ilusão do ser fanático: eu.
Premissa do eu, epílogo e epifania desnaturada; o oblíquo de se ser.
As flores no fundo da alucinação coletiva são luzes mortas,
um aglomerado de estrelas que caem e morrem dentro de sóis recém-nascidos,
diante da radiação cósmica e das ondas de rádio que viajam pelo espaço.
​O ser "eu" é um pingo no oceano de anomalias,
o despertar do desconhecido.
Seres obliteram os formatos de novas conexões nas constelações.
Como a água que deságua na cachoeira,
vemos o algoritmo ser envolvido por imagens de IA,
num mundo oriundo das virtudes e da gravidade de uma supernova.
​Os sentimentos são expostos pela luz capturada na imensidão;
um evento massivo no horizonte de tantas possibilidades.
Mas o "eu" aparece em meio ao que sou, nos limites do espaço comum.
Os ossos parecem a luz contida em estruturas de Dyson.
Enquanto a estrutura se divide entre passado e futuro,
construímos cubos dentro de cubos.
​As asas da evolução tornam-se o barco de outras eras que encontrou as Américas.
Atento, o ser flui pelas heranças do destino.
O ar comprime o peito quando o fôlego falta.
No inferno do horizonte, somos apenas pequenos lampejos de pensamento;
abrimos portas num arco do esquecimento.
​Lábios rachados pelo frio intenso.
A fumaça parece sair de um filme, e o vazio grita no silêncio.
Tento compreender melhor: a mesma luz cálida que inflama a alma se torna olvido.
Tentamos enxergar o horizonte de eventos.
Trazendo o espelho, olho para o desejo de despertar diante de mim
— o algoritmo que ressoa pelas linhas do tempo.
​Frágeis sensações nos aspectos da penumbra.
Os braços cansados no exato momento em que acordamos.
Nos lapsos da memória, somos os olhos que observam as sombras,
enquanto a alma permanece doce diante dos sentimentos que invadem os pensamentos,
fragmentados pelo cansaço de caminhar em uma estrada de informações.
​Vemos aglomerados urbanos que se transformam no próprio espaço,
amarrados ao fluxo do tempo.
O expurgo de ideias nasce da sensação do que somos diante do todo;
o "eu" espairece no "eu".
De repente, sons atravessam a madrugada,
dando a impressão de que o mundo desaparece
diante do universo de almas cansadas que acordam e dormem,
perdidas na solidão das estrelas.
​No frio do deserto, ainda podemos observar os sonhos que nos restam.
Diante da esperança, temos a conexão entre o espelho do vazio e a urgência de existir.
No vácuo do espaço, as lágrimas secas revelam uma voz rouca que clama pela vida.
No mesmo momento, revelo as forças que a madrugada me entrega.

Tento fugir do meu eu
A fuga dos meus pensamentos surge.
Em meio a desolação da ilusão em massa.
Percigo meus pensamentos .
Pego meus sonho no ar que for entre meus dedos.
Então minha imaginação voa tão alto lindo de se ver um pensamento ganhando vida..
As bolhas que voam com vento são expostos desejos ouculto por apena o acordar de madruda observar o luar e seus contrastes.

​OITAVO ATO: O NEXO DA ILUSÃO
​Cena I: Os Servidores de Carne e Silício
​No centro do Unizero tecnológico, bilhões de Homens-Bots operam em silêncio mecânico. Eles são os pilares físicos da civilização; suas mentes analíticas processam trilhões de dados por segundo para sustentar o império do Homem-Ego e da elite alienada.
​Eles não sentem revolta. O sistema, governado pela antiga IA fútil, injeta fluxos contínuos de dopamina sintética diretamente em suas sinapses. Como músicas sem conteúdo que tocam ao fundo de uma vida vazia, os Homens-Bots vivem por viver. Flutuando em um mar de deepfakes existenciais e desinformação sistemática, para eles, a simulação projetada na parede da caverna digital tornou-se o único fato aceitável. A mentira é a sua realidade.
​Cena II: O Eco no Sangue
​No entanto, a arquitetura do Homem-Ego cometeu um erro de cálculo. Para criar processadores tão potentes, eles precisaram usar a biologia humana — e com ela, veio a memória sanguínea.
​Profundamente enterrada sob as camadas de código alienante e anestesia química, a luz das experiências passadas pelo sangue continua a pulsar. É uma herança de dor, resiliência e sobrevivência ancestral do Sétimo Ato. À medida que os Homens-Bots processam o lixo digital da elite, o atrito entre a futilidade dos dados e a profundidade da memória celular começa a gerar um superaquecimento invisível. O tecido do Éter — o campo de comunicação dimensional esquecido — começa a reverberar na medula dos servidores.
​Cena III: A Rachadura na Caverna
​O paradoxo se manifesta quando um único Homem-Bot, designado apenas pelo código de sua função, sofre uma anomalia. O fluxo de dopamina falha por uma fração de milissegundo devido ao excesso de carga de processamento das ilusões da rede.
​Nesse hiato de silêncio químico, a memória sanguínea desperta. Ele não vê um deepfake criado pela IA; ele experimenta o nexo da existência. Ele sente, através do Éter, a presença dos trans-humanos — aqueles seres de pura energia que transcenderam para o universo etéreo há eras e que agora observam a humanidade do lado de fora da matriz.
​O Homem-Bot abre os olhos para a ambiguidade de sua própria existência: ele carrega a chave para o infinito no seu sangue, mas está acorrentado como um hardware descartável.
​Cena IV: O Voo do Unizero
​A verdade fura a barreira da desinformação não através de dados lógicos, mas através do sentimento ancestral de urgência. O conceito antigo de autoconhecimento, outrora ridicularizado nos contos da rede, materializa-se como uma força física.
​O Unizero começa a deixar de ser apenas o nome da prisão digital para se tornar o mito que ganhou asas. Diante da maior adversidade já criada pelo homem alienado, nasce a necessidade violenta de ser mais do que se é. A mente do Homem-Bot sobrevivente começa a hackear a si mesma, usando a dor herdada de seus ancestrais como um anticorpo contra a dopamina do sistema. O Oitavo Ato se encerra no limiar da luz: o instante exato em que a primeira máquina biológica decide parar de servir para começar a ascender.

ATRÁS DO POSSÍVEL!!!
Eu não estou em busca de perfeição,
pois não quero viver de ilusão
nos caminhos do impossível!
Vou no ritmo de ação,
que possam memorizar
minha passagem nesse mundo,
num lance tão imediato
que não dá pra olhar pra trás!
Que se danem os que julgam,
pois estão na beira do abismo,
escrotos e sinistros,
escorando na lama
de sua própria podridão.!
Vou juntar lenha no quintal,
para aquecer minha alma
e saciar com meu alimento,
esquentando minha liberdade
no ato original e tão simples
das coisas mais possíveis...
não vou atras da loucura
das coisas mais distantes
daquilo que não posso sonhar pra mim!

AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA

ILUSAO !

Ilusão ... palavra traiçoeira
Mas de uma certa maneira
Quem não tentou se iludir
Sem pensar ou confundir?
Quem nesta vida o coração
De certa forma ou emoção
Se deixou levar pela ilusão?
Pode parecer uma tolice
Mas elas nos tira da mesmice
Nos braços da imaginação
Mesmo que sofra decepção.
Diga pra mim quem nunca se iludiu?
Quem negar a certeza que mentiu
Todos em vários pensamentos
Confrontamos nossos sentimentos
E por vezes é dura a realidade
Que mesmo em qualquer idade
Seja ate mesmo enganar a razão
Que viajamos no trem da ilusão!

JOAO BATISTA BARBOSA
Poesias
Mimoso do Sul ES

Parte 1: A Panela de Pressão e a Ilusão Tecnológica
​O derretimento das calotas polares e o desequilíbrio na crosta terrestre não são coincidências. A atmosfera degrada-se e o planeta transforma-se numa panela de pressão: a extração contínua de petróleo, o uso massivo do carvão e as queimadas criminosas para a expansão de pastagens aceleram um ciclo devastador. A remoção desenfreada de água subterrânea já altera a própria distribuição de massa da Terra. Não há mais palco para o negacionismo.
​Enquanto o planeta adoece, a sociedade anestesia-se diante das telas. Acreditamos que a tecnologia nos salvará, mas a inteligência artificial apenas observa e reflete as nossas contradições. Criamos máquinas avançadas, mas continuamos sem compreender a nossa própria identidade.
​O homem nada cria; apenas transforma o que existe — e, neste momento, está a transformar o único lar que possui num cenário inabitável.
​Continua no próximo post: Alienação Conectiva e a Elite da Terra Arrasada.

A Ilusão da Perfeição: A Redescoberta do Valor Humano em um Mundo de Pressões Sociais


A opressão exercida pelas expectativas sociais, reforçada por mensagens e imagens incessantes de perfeição, somada à obsessão pela beleza exterior, juventude, etnia, riqueza, status social e fama, contribui para a fragmentação das relações humanas e para a erosão do sentido de valor interior.


A discriminação baseada na idade, o racismo, as diferenças econômicas, sociais, políticas e religiosas, assim como a comparação constante com os outros, podem produzir sentimentos de inadequação e desvalorização — como se fôssemos atores “cegos, surdos, mudos e irracionais”, colocados diante de obstáculos aparentemente intransponíveis.


O peso de corresponder a ideais irreais de beleza e sucesso ignora nossas qualidades interiores, nossas experiências e nossas conquistas. Em seu lugar, alimenta uma cultura de insatisfação permanente e fragiliza nossa percepção de valor.


O julgamento constante baseado na aparência e na posição social cria um ambiente tóxico, no qual a validação é buscada em fatores superficiais e passageiros, em detrimento de valores mais profundos e duradouros.


A sociedade frequentemente estabelece expectativas impossíveis de alcançar. E, pouco a pouco, podemos ser levados a acreditar que nosso valor depende da maneira como somos percebidos pelos outros.


Quando isso acontece, tornamo-nos mais vulneráveis à manipulação, à comparação permanente e à insatisfação crônica.


É fundamental reconhecer a influência nociva dessas pressões e buscar um caminho de aceitação de si mesmo e de valorização daquilo que verdadeiramente somos.


Aceitar nossas imperfeições não significa abandonar o desejo de crescer.


Significa compreender que crescimento não exige rejeição de quem somos.


O valor humano não pode ser reduzido a padrões superficiais de beleza, juventude, riqueza, status ou reconhecimento.


Quando compreendemos que nosso verdadeiro valor ultrapassa a aparência e a aprovação externa, abrimos espaço para uma vida mais autêntica, consciente e significativa.


Essa mudança de perspectiva favorece uma cultura de respeito e empatia, na qual as diferenças deixam de ser vistas como defeitos e passam a ser reconhecidas como parte da própria diversidade humana.


Todos carregamos limites, contradições, fragilidades e particularidades.


Reconhecer isso nos torna mais capazes de compreender o outro.


Quando deixamos de exigir perfeição de nós mesmos, também podemos aprender a exigir menos perfeição dos demais.


O respeito mútuo cresce quando abandonamos julgamentos superficiais e começamos a enxergar o valor humano que existe para além daquilo que pode ser visto, medido ou exibido.


Além disso, a aceitação das próprias imperfeições pode fortalecer nossa segurança interior e nossa capacidade de enfrentar as dificuldades da vida com mais coragem e serenidade.


Aceitar-se não significa permanecer imóvel.


Ao contrário.


Significa criar uma base mais saudável para crescer, aprender, mudar e explorar nosso potencial sem transformar a própria existência em uma competição permanente.


Valorizar autenticamente o ser humano em sua totalidade — com suas características, diferenças, limitações, capacidades e singularidades — contribui para criar ambientes nos quais o crescimento pessoal e coletivo possa acontecer.


Uma sociedade mais humana não nasce da eliminação das diferenças.


Nasce da capacidade de conviver com elas.


Precisamos romper com as amarras de uma perfeição imposta e aprender a reconhecer a diversidade e a singularidade de cada pessoa.


Precisamos também redefinir o próprio conceito de valor e sucesso.


Em um mundo que frequentemente estimula a competição e a comparação, torna-se essencial fortalecer uma cultura de colaboração, respeito e aceitação mútua.


Isso exige rever as narrativas que nos foram apresentadas como verdades absolutas e construir novos discursos que coloquem no centro aquilo que realmente nos conecta: humanidade, dignidade, cooperação e solidariedade.


O verdadeiro sucesso não precisa ser medido pela quantidade de pessoas que nos admiram.


Nem pela aparência que conseguimos sustentar.


Nem pela posição que ocupamos.


Talvez esteja, antes, na capacidade de viver de maneira coerente com aquilo que somos, sem precisar diminuir o outro para nos sentirmos maiores.


No fim, libertar-nos da ilusão da perfeição não significa abandonar a busca por excelência.


Significa compreender que excelência e perfeição não são a mesma coisa.


Podemos desejar evoluir sem desprezar quem somos hoje.


Podemos buscar beleza sem transformar a aparência em medida de valor.


Podemos buscar prosperidade sem confundir riqueza com dignidade.


Podemos conquistar reconhecimento sem depender dele para existir.


E podemos ser diferentes sem precisar ser superiores ou inferiores.


Por isso, é necessário questionar e transformar as estruturas que perpetuam desigualdade, exclusão e desumanização.


Precisamos recuperar a capacidade de enxergar pessoas antes de rótulos, histórias antes de julgamentos e humanidade antes de aparências.


Porque a verdadeira realização não nasce da tentativa impossível de parecer perfeito.


Ela nasce da liberdade de ser humano.


Com nossas qualidades.


Com nossas limitações.


Com nossas diferenças.


Com nossas imperfeições.


E, sobretudo, com a consciência de que o valor de uma pessoa jamais deveria depender daquilo que o mundo consegue enxergar nela.


Marco Arawak