Textos de Ilusao
O EFÊMERO BRILHO DA ILUSÃO
Por gerações, a ideia de que "os opostos se atraem" foi romantizada, vendida como a magia que equilibra o caos e a ordem. Milhares de pessoas, sem conhecimento real da dinâmica dos relacionamentos duradouros, repetem essa frase como um mantra. No entanto, é a maior tolice. A realidade é que os opostos podem até gerar uma faísca inicial de curiosidade, um breve momento de novidade, mas essa mesma oposição é o que, no fim das contas, os afasta. A atração momentânea cede lugar ao atrito constante. O que sustenta uma ponte sobre o abismo do tempo não é a diferença de seus pilares, mas a igualdade de propósito e a força da mesma matéria. São os iguais que se achegam, que encontram um terreno comum onde podem, de fato, construir um novo horizonte rumo a um maravilhoso futuro juntos.
O REFLEXO E A METAMORFOSE DA ILUSÃO
A busca por um parceiro ou companheiro é, fundamentalmente, a busca por um espelho. Não um espelho que reflete nossas imperfeições, mas um que ecoa nossos valores, sonhos e a essência de nossa alma. A ideia de que "os opostos se atraem" sugere uma completude por meio da carência, uma visão que rapidamente se mostra insustentável. As pessoas que realmente se conectam descobrem que a verdadeira força está na semelhança, na partilha de visões de mundo. Elas não buscam alguém para preencher um vazio, mas alguém para caminhar na mesma direção. É na igualdade de propósitos que a jornada se torna prazerosa e o destino, alcançável. Juntos, os iguais descobrem um novo horizonte, pois partem do mesmo ponto de entendimento e seguem rumo a um maravilhoso futuro construído em bases sólidas e compartilhadas.
A MAGIA DO SAMBA
E vem aí os dias de folia! Três dias de uma ilusão bonita de se ver e viver.
Mas o Carnaval é puro alimento de ilusões. E após os três dias de alegria o cenário volta , a realidade reaparece.
Ruas desertas, lixo e ilusões perdidas, talvez de belos amores!
E o cenário da quarta feira é sempre assim: o folião cansado dorme; as ruas ficam sem movimento, latas de bebidas e adereços colorem o asfalto de lixo.
Acaba o sonho, as fantasias e o luxo que faziam a bela ilusão do espetáculo grandioso dos desfiles das escolas de samba.
Bebida e samba ali se misturaram transformando ilusão em realidade para o folião. Ele, como em transe, segue dias dançando, levado pelo ritmo mágico dos tambores, cuicas, tamborins e pandeiros. Completamente perdido no tempo de amar a sua Escola!
Na quarta, nem sabe como chegou ao seu barraco.
Acorda zonzo, ainda de fantasia, estômago embrulhado das batidas de cachaça e das batidas rítmicas da bateria, ainda a ecoar.
Agora que tudo acabou, que o sonho findou, fica a crua e dura realidade que enfrenta o Brasil pobreza: nem café nem pão no barraco que a chuva quase desmoronou!
Quem sabe a vizinha..
Afinal a pobreza é solidária!
Sonhos perdidos, em uma ilusão, na colisão de olhares.
Eu me perco no seu olhar todos os dias, eu me perco. E não sei se isso é bom, não consigo mais me achar. Me procura, me desperta novamente, pois já não sei quem sou, quais eram meus sonhos, o que eu pensaria, o que eu falaria, o que eu faria...
Se um dia não chorava, essas lágrimas lúgubres são pelo luto da perda, da minha perda. Pois, no tempo atual, posso afirmar que já não sei quem sou, não sei onde estou, muito menos onde quero chegar. E não tenho a mínima ideia de como me encontrar.
Me perdi tão célere como um trem-bala e me afundo nessa esperança sublime, pois é o que me restou. Não sei se seus olhares arrebatadores foram culpados — e não os culpo, sinceramente — eu só não deveria ter deixado que a queda do meu ufanismo fosse fatal.
@*Menos te querer*
Podias ser, o fruto mais doce do meu pomar
Ostentando eu, o manjar da ilusão
Soltando risadas nutridas de paixão
Sem se importar...
Aonde orbita minha razão
Tolos, são meus desejos
Umbigo d 'minha perdição
Deixam escorrer paixão,
até em gracejos
Orquestrando assim, minha destruição
Mocinha, não é que, eu não queira...
Esbaganhar sua edeia,
Nectarizar minha boca; enquanto sua saboreia…
Ou chupar-te como se fosses o fruto duma ameixeira
Só não posso ter essa idéia!
Tenta, dizia ela sem dizer
Estava escrito no seu olhar, pude ler!
Quando se aproxima, muda completamente o clima
Um olhar, basta, para me perder
Eleva os meus desejos, toda, inconsequente
Rumo a perdição eu caminho
E encontra -me a razão, próximo d'seu beicinho
Respondo então somente...
Posso tudo, menos te querer!
Os anos se tornam experiência e nessa fase é muito difícil nos deixar enganar. A ilusão juvenil passou, algumas palavras e atitudes de pessoas são previsíveis e no silêncio a gente apenas observa.
Estive pensando ultimamente na pessoa que eu fui e na que estou hoje, uso a palavra ESTOU porque não sei como estarei daqui mais alguns anos...Não somos seres finitos, somos obras incompletas, semelhantes a um catavento agitado pelo vento, ora sereno ,ora agitado.
De qualquer modo estou vivendo essa nova fase de forma aceitável, sem me debater.
Espiritualmente me sinto mais livre, menos crítica e com o pensamento em Deus e nas boas coisas da vida.
O barco da vida está em alto mar, aprender a remar é o segredo pra sobreviver as tempestades.
O estado mantém um verniz de civilidade, tornando o voto uma compulsão. Promove uma ilusão de agência enquanto as rédeas do poder permanecem firmemente além do alcance do eleitor. Alguém se pergunta o que resta de patriotismo uma vez que tais restrições sistêmicas são removidas.
Carlos Alberto Blanc
Vou viajar na ilusão
Navegar na emoção
Se aproximar
Sentir a batida do coração
Temos que sonhar
Sem desistir, imaginá e persistir
A sempre uma luz ati guiar, seguir
Encontrar um mundo novo e sorrir
Temos que viver e florir reinventar
Progredir sempre tem alguém a te esperar...
A conquistar encantar
caminhar no coração
Vem sentir o calor e transpirar
felicidade de amor...
As sombras refletidas nas paredes das cavernas não ofereciam a nitidez que a ilusão das telas mostram em detalhes.
O exibicionismo no entorno da fogueira; cantos, danças, histórias, contos...
Por vezes interrompidos pela dor da ruptura do dente do siso, é o mesmo. Excessão às ferramentas, tanto para combater a dor, quanto para se exibir, muito mais potentes. Muitos dados coletados para comprovar que não damos conta de cuidar nem do mundo ou do outro, sem antes alimentar o faminto ego.
"Depois" é o maior enganador do tempo,
uma ilusão que se transformará em frustração.
O depois não existe, é uma mentira criada
pra ludibriar a pessoa enquanto o tempo passa.
E quando despertar, será tarde demais,
o tempo terá passado e o depois que nunca existiu.
Será a frustração de ter tentado adiar a vida.
"Depois"
Por Marcio Melo
Ilusão não é amor, é dor.
Quando a distância nos separa, meu corpo arde de febre — é a estranha doença chamada saudade.
Mal sem cura, tristeza sem origem, desânimo que tira o sentido à vida. Pesar na alma, angústia no olhar, corpo mole, sem forças para andar.
Coisas que não consigo explicar, sentimentos confusos dentro de mim.
Só peço uma única coia: não me julgue por esse estado que me cerca. Abro mão de você completamente_ Vá em paz, mas não volte quando a cicatriz fechar sobre essa ferida. Pois não quero que a dor volte a me encontrar; ninguém merece mergulhar tão fundo na dor pelo nome de amor.
Então vá... para sempre.
Autora Mirian Maria Julia
Morena da cafeteria
Querida, para mim és sonho bom
Mesmo que possa parecer ilusão
Quando tu passas, lhe vejo bela
Imponente vulto, como em passarela
Adoro ir à cafeteria nas terças
Porque lá posso, enfim, encontrá-la
Adoro o seu charme ímpar ao andar
Que certamente não iria reinventá-la
Te vestes de preto, mas pareces anjo
Teu cabelo negro não dá-me espanto
És o nuance da noite, inspire-me
Apenas me olhe, que já é sublime
Eu sento à mesa e não peço café
O local é pretexto para lhe fitar
Eu fujo da aula e não quero voltar
Para lhe encontrar, deposito fé
Não exijo-lhe nada e nem deveria
A sua presença me confere alegria
Ainda que seja somente em um dia
És tu a morena da cafeteria.
Ilusão do tempo
O tempo não é senhor de tudo —
não traz respostas, nem resolve caminhos.
Não constrói certezas,
nem garante destinos.
O tempo não pesa a dor,
não a aumenta, nem a faz cessar.
Não nos torna mais conscientes,
nem nos ensina, por si só, a mudar.
Seguimos acreditando em suas promessas,
como se nele houvesse redenção.
Mas, no fundo, nos enganamos —
é nossa a escolha, não sua, a direção.
E às vezes, silencioso e sutil,
o tempo apenas nos distrai...
um intervalo disfarçado de cura,
onde nada realmente se transforma — só passa.
Às vezes penso que seria melhor ir. Manter os planos e partir. Sair da prisão, da ilusão, da certeza da dor. Às vezes questiono a minha própria fé, e não sei se estará aqui em um amanhã que me corrói.
Sei que esperaria por anos. Sei que morreria por isso. Mas como permanecer quando a única razão se perde em memórias que nem sequer vivi? Quando a verdade se esconde no véu das ilusões que nos mantêm aqui? Será mais uma tragédia para o tão sonhado fim? Ou será que nada nunca importou e só me iludi?
PERGUNTAS — PARTE 1
Quem...
1. Quem melhor compreenderia a ilusão do amor senão aquele que foi consumido pela dor e descobriu que amar é apenas vestir a carência com poesia?
2. Quem reconheceria a falsidade da paz senão aquele que sentiu a guerra pulsar nos ossos e percebeu que o conflito é a única constante da existência?
3. Quem enxergaria o fracasso da amizade senão aquele que atravessou a desilusão e concluiu que todo laço é interesse disfarçado de afeto?
4. Quem definiria a confiança senão aquele que sentiu a lâmina da traição cravada pelas mesmas mãos que antes o acolhiam?
5. Quem compreenderia o absurdo da companhia senão aquele que encontrou na solidão a forma mais lúcida de existir?
6. Quem entenderia o peso do desejo senão aquele que, ao renunciar, percebeu que a vontade é um ciclo inútil que se alimenta de si mesmo?
7. Quem interpretaria a verdade senão aquele que viveu da mentira e descobriu que o silêncio vale mais do que qualquer discurso?
8. Quem conheceria a fome senão aquele que foi ignorado até pelo pão mais simples?
9. Quem compreenderia o racismo senão aquele que o praticou e viu, no próprio ódio, o reflexo cru da condição humana?
Quem precisa de ilusão não escolhe o que desperta, escolhe o que distrai.
Sempre há um palhaço pronto para sustentar qualquer espetáculo. Não importa quem seja, importa que o circo continue de pé.
No fim, o ídolo é só a peça que impede tudo de desmoronar.
E quando a cortina ameaça cair, ninguém pergunta se aquilo ainda faz sentido. Só ajustam a luz, aumentam o som e fingem que está tudo sob controle.
Porque encarar o vazio exige mais coragem do que a maioria está disposta a reunir. É mais fácil aplaudir o personagem do que reconhecer a própria ausência de direção.
O problema nunca foi o espetáculo. Foi a necessidade dele.
Sem ele, sobra o silêncio. E no silêncio, não há roteiro, não há aplauso, não há distração que sustente a mentira.
Só resta o que é. E isso, para quem vive de ilusão, costuma ser insuportável.
japão
Ontem fui no Japão
Uma bela cultura e recepção
Mas tudo que eu via parecia uma ilusão.
Acho que o sushi estava estragado
o shoyu passou da validade
o yakisoba queimou
e o wasabi estava sem intensidade.
Apesar disso ,todos os pratos estavam tão bonitos...
Mas todo prato bem decorado tem um pouquinho de veneno.
E aqueles que puxam os olhos tem um amigo pequeno, assim como as suas pernas, curtas.
Sabe por quê?
Porque o Japão é uma mentira, e tudo que parece lindo se desfaz com o tempo, para que possamos ver sua verdadeira face.
Fui no Japão uma vez...E fui maltratada
Fui no Japão outra vez...E fui ignorada
Na terceira vez...Eu já não aguentava mais
Não entendia porquê eu amava tanto o Japão.
Agora fico pensando...como eu queria voltar ao Japão
Mas já estou cansada de tudo isso
Não quero ir de novo para um lugar onde não me querem.
Não quero sofrer mais
Vou embora do Japão
e não volto nunca mais.
A Ilusão Agradável do Horizonte
As nuvens lindas e grandiosas lá no horizonte, bem distribuídas, alvas como a neve e de várias formas diante dos meus olhos, algo muito fascinante, tanto que interagiu com o meu imaginário criativo.
Seguramente, então, afirmo: naquela tarde, o reino celeste veio ao meu encontro devido à influência da perspectiva — que agora se reúne com a minha imaginação — foi uma interação profunda e muito expressiva.
Dentro de um daqueles momentos: quando posso sentir aquela sensação emocionante de que o céu não está assim tão distante, até parecendo que é tangível — uma ilusão cativante com o tom de realismo.
Sabe o que me deixa indignado?
É essa história de que “evoluímos”.
MENTIRA!
Pura ilusão moderna!
A humanidade acha que ficou mais sábia, mais culta, mais iluminada…
Mas basta observar, com honestidade, sem autoengano, para perceber:
continuamos caindo nas MESMAS armadilhas de Adão!
No princípio, Deus falava.
Havia ordem!
Havia direção!
Havia clareza!
O homem ouvia!
Sim, ou-via!
E hoje?
Hoje Deus ainda fala — mas ninguém escuta!
Porque estamos ocupados demais com o barulho ensurdecedor do próprio ego!
Viramos especialistas em trocar a sabedoria divina
pela opinião de qualquer sujeito com um celular na mão!
Gente que mal dá conta da própria vida… mas fala bonito e vira referência!
A serpente?
Coitada!
Ficou ultrapassada!
O homem moderno já faz o serviço sozinho!
E aquele papo antigo de “vocês serão como Deus”?
Isso virou o ideal do século XXI!
Todo mundo acha que tudo sabe, tudo merece, tudo pode!
É a república dos egos inflados!
Pequenos deuses de bolso!
Cada um com seu altar digital!
Mas depois de tanta “autonomia”, o que sobra?
O mesmo de sempre!
Vergonha.
Culpa.
Vazio existencial!
Adão se cobriu com folhas.
Nós nos cobrimos com filtros, frases feitas e um personagem que não sustenta cinco minutos sem cair.
E Caim?
Caim não morreu!
Ele só se modernizou!
Hoje não precisa levantar a mão — basta digitar!
Mata com palavras, com ataques, com cancelamentos!
Violência elegante, tecnológica, covarde!
E Babel?
Ah, Babel virou mania nacional e mundial!
Torres de seguidores!
Torres de consumo!
Torres de ego!
E a frase é a mesma dos velhos tijolos:
“Olhem para mim!”
E o mundo gira… e cai nos mesmos buracos!
Jesus avisou sobre os dias de Noé — e eu digo:
estamos vivendo as reprises!
Mas — preste atenção agora! —
há um detalhe que os cínicos não suportam:
O Espírito ainda se move!
Ainda há luz sobre o caos!
Ainda há chance de retorno!
Porque o problema não é falta de informação!
É falta de humildade!
Falta de arrependimento!
Falta de reconhecer que, apesar de toda tecnologia, continuamos tão frágeis quanto o primeiro homem!
A história se repete.
Sim, repete!
Mas não é inevitável!
Podemos romper o ciclo!
Desde que paremos de brincar de divindade…
E lembremos quem foi que acendeu a luz no início de tudo!
Evolução… ou ilusão?
Será que estamos no caminho certo?
Antes, no papel em branco… agora, tudo é tela digital.
Antes, os pensamentos fluíam; agora, o cursor desliza.
Antes, pincel e tinta; agora, o toque e o clique.
Antes, os sentimentos fluíam do coração…
Será que um dia teremos domínio sobre tudo isso, ou passaremos a depender apenas de um clique?
Evolução… ou ganância?
Inferno… ou salvação?
Será que, de fato, estamos no caminho certo?
“Acredito que vivemos uma evolução digital… e espero que todos os seus recursos sejam usados para o bem da humanidade.”
