Textos de Filosofia

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Todas as aquisições da filosofia e da ciência terrestres são flores sem perfume, ou luzes sem calor e sem vida, quando não se tocam das claridades do sentimento, aliada à busca da sabedoria.

Aqueles que desejarem seguir o Supremo Caminho, lembrem-se: É necessário desenvolver as duas asas dos anjos de Deus. A asa direito do amor e a asa esquerda da sabedoria.

Inserida por uccolaboradores

Violência; O que é de natureza idiota, pertence ao idiota. Filosofia barata? Não, muito pelo contrário, vejo tudo como filosofia cara e digo isso não somente pelo alto preço que pagamos de impostos, mas... pela alta perda de valores a que chegamos, políticos com suas estatística inconsequentes nos submetendo a falácias e contudo, sou forçado a crer que é a Urna eleitoral, não a bomba atômica, a arma mais mortal que se possa ter e o mais triste de tudo, é que muita gente ainda não se deu conta disso ainda e em época de eleição, brincam com a urna fazendo dela uma verdadeira roleta russa.
Em época de eleições lembrem-se; Na primeira eleição da terra e com apenas dois candidatos, o povo votou errado; Cristo ou Barrabás?

Inserida por JulioRamos

Não há antídoto para a alma atormentada, não há substância ou filosofia que preencha o vazio do peito – o vazio de sentir demais num mundo que valoriza o desapego, o vazio de amar e não ser amado, o vazio de sentir saudades de momentos e sensações que se perderam para sempre.

Trecho do eBook 'Pílulas de Esquecimento'

Inserida por heberluciano

A minha existência é regida por uma ética colectiva
Uma filosofia humanista espiritual e educativa
Pautada pelo altruísmo, fraternidade
Respeito e colaboração entre toda humanidade
Já não sou tão precipitado em qualquer ocasião
A fazer juízos de valor de quem está ao meu lado ou não

Inserida por hebo_imoxi

QUEM SOU NESTA FILOSOFIA?
(19.11.2018)

Não tenho medo de ver
A verdade em mim,
Através da alma, que traz o amor,
Cuja a alegria é de forma plena.

E por mais difícil a caminhada,
A comunicação com meu EU
Jamais se perderá no tempo,
Muito menos no espaço e existir.

Quem sou nesta filosofia de vida?
Considero a seguinte resposta:
Um poeta revestido de humanidade!
No qual se complementa nas palavras.

Verso em todas as páginas,
Pelas quais buscam a luminosidade.
Por isso, o sol do amanhecer,
E a lua da noite, trazem a liberdade.

Inserida por ricardo_oliveira_1

FILOSOFIA DO POETA
(23.11.2018).

Na liberdade dos traços que alma deixa,
Vejo um céu transmitindo sua beleza,
Assim como as límpidas águas do mar,
Cujo sentimento anseio em banhar.

Será que eu tenho sonhado?
Qual será a essência da filosofia do poeta?
Quanto mistério existencial do amor,
Abrindo todas as janelas para o jardim.

Inserida por ricardo_oliveira_1

A gnose é a abertura e acesso ao conhecimento. A filosofia ensina a vermos todas as coisas, usando a lógica. Quando olhamos apenas com a emoção, não enxergamos o Todo, nos limitamos apenas ao que está no plano material, tangível.
Já quando desperta o poder consciencial, podemos não apenas sentir, como ouvir, tocar e transmutar, já que somos produzidos a partir das mesmas matérias que o próprio Universo. Por isso se diz que, quando ascendemos (elevamos) nosso espírito (consciência), atingimos o poder de transformação e cura. Por que, através do conhecimento, adquirimos controle sobre tudo o que nos cerca e nos afeta e, sendo assim, podemos impedir ou permitir ações e pensamentos destrutivos, tanto seus próprios, quanto de terceiros, contra ti.
Somos o micro cosmo vivendo dentro de um macro cosmo. Uno.

Inserida por JaneFernandaN

Filosofia Amorosa


no fundo de um vasto elemento
ardeu-me uma nova impressão
não há revigoro, fomento
capaz de curar a paixão

num culto de lua e de água
as matas sorriam e acenam
num culto de homem e mulher
até as orquídeas contemplam

agora eu conheço o sentir
de alguem que me fez venerar
fazer a minh'alma sortir
na cela do amor carcerar

não que seja obséquio e importuno
ter alguém na qual possa amar
e sim um episódio fortuito
difícil de se lidar

Inserida por MarotoLeonardo

"Tantos poucos."

Alguns a filosofia
em outros jaz mais pura poesia
em alguns raiva outros amor.

A tantas paixões platônicas
e quantas paixões irônicas.

Tantos caminhos
tantos trechos
curvas,risos,sorrisos.

Enredos, cantorias
quantas alegrias
tantos a quanto não sorria
Só vivia...tanto...tanto
Tanto mais.

Inserida por gleicyari_silva

Deus ou o homem;

Quem criou quem, afinal?!...

Segundo a filosofia;
Que dedicou mui pensar;
Ao conceito: criar;
Mui pouca dúvida havia;
Que para algo cá chegar;
Se chegou, logo existia!!!!

Que o ser primeiro a nascer:
DEUS, ovo, galo ou galinha;
Disso dúvida "não" tinha!
Pois em todo o seu entender;
Na prova, não na adivinha;
Todo o existir, de ALGUÉM vinha.

Mas o pensar em provar;
Mesmo com tanto pensar;
Pra provar não vai bastar!...
Pois requer mui concordar;
Ao universal chegar;
Prá razão PURA encontrar.

Por tal, O quem criou o mundo;
Nem esse pensar certeiro;
Tal conseguiu decifrar!...
Mas que para haver segundo;
Houve um TAL CRIAR primeiro;
Não devemos duvidar!

Portanto, quem criou quem;
Dado que pra cá chegar;
Por alguém, teve que o ser!...
Duvidar, deve ninguém;
Que para existir criar;
CRIADOR, teve que ter.

Com carinho;

Inserida por manuel_santos_1

Filosofia, ah filosofia! Tão grandiosa e tão contemplavel.Essa que faz com que as pessoas mundem a forma de pensar, talvez até o modo que vejam a vida.
Essa q nos irrequece de conhecimento, porém esse mesmo nos sufoca em determinado momento. Conhecimento,tão belo e tão traiçoeiro é este, que de primeira vista nos conquista a sempre estar indo a busca dele e que com o tempo passa a nos corroer por dentro, como uma droga que usamos, nos faz mal porém sentimos o desejo de usá-la mesmo sabendo suas consequências. Com o tempo nos sentimos cansados de sentir essa dor angustiante de possuir muito conhecimento, porém essa é uma dor que a maioria das pessoas não entende sua grandeza muito menos sua intensidade. Possuir todo esse conhecimento e ao mesmo tempo sempre estar "afastado" da maioria das pessoas e possuir míseros 15 anos é a pior coisa existente, pelo simples fato da adolescência ser uma fase estranha porém ainda alguns possuem o "hábito" de serem mais críticos que a maioria. A soma de tudo isso já relatado se resulta em uma crise persistência ( o apsce do questionamento somado a ideia de que se está isolado e uma notável identificação de que a mente do ser humano é uma das coisas mais poderosas que existe, capaz até de mudar nossa concepção de uma hora para outra e novamente, alguns dias essa concepção pode se alterar até algumas vezes se tornando uma montanha russa de pensamentos bons e ruins. Certamente pessoa que se enquadram em tudo isso falado até então não são assim todos os dias, pois para chegar no apsce da crise persistêncial é preciso estar sozinho consigo por algum tempo, por isso quando existe um mínimo convívio social na maior parte do dia não é provável que uma pessoa se perca em seus pensamentos obscuros. O fato é: uma pessoa assim as vezes se sente estranha ao ponto de não se reconhecer e se transformar em outra pessoa, porém por tempo limitado, pois seu problema é ficar sozinha e ter q suportar a si mesma.

Inserida por Bruninnfuba

Te lembro
Te lembro na aula de filosofia
Porque você é minha poesia
Te lembro na aula de sociologia, porque só quero socializar na sua companhia
Te lembro na aula de química
Quando em meio a oxidação
Sei que não há melhor inspiração
E não há melhor química
que nossos corpos, como um só coração.

Te lembro na aula de história pois sei que cada data
Tem um pouco de coração seu
E que como na revolução francesa tem fases
O meu amor tem intensidade cada dia mais
Isso não faz sentido
Mas quem disse que precisa fazer?
Te lembro, te amo
Te sinto, te vejo, te toco
Isso é imutável
O meu amor por você é um infinito no qual não me canso de mergulhar.

Inserida por gabrielatoseti

Filosofia não é para criança. Filosofia é uma atividade de reflexão que pressupõe a aquisição de um grande volume de informações. A filosofia começa realmente quando você tem o domínio de várias ciências, o domínio das artes, da religião, da história, etc. Na hora em que você quer formar uma noção de conjunto e quer encontrar o fundamento da cultura, aí sim surge a questão filosófica propriamente dita. Eu sinceramente não acredito em ensino de filosofia para criança. O que eles fazem é ensinar discussão ou fazer pregação política e chamam a isso de filosofia. Pergunto eu: havia crianças no grupo de Sócrates? Não. Eram homens maduros, homens casados, pais de família, pessoas importantes.

A formação da inteligência humana passa por várias etapas que não podem ser trocadas. Uma criança até uns sete, oito anos vive de imaginação, vive num mundo fantástico. [...] Então a educação da imaginação e do sentimento vem primeiro. Essa educação da imaginação e do sentimento é feita sobretudo por dois elementos, a arte e a religião. Então, se fosse possível, eu centraria a educação das crianças até uma certa idade nessas duas coisas.

A medida em que se forma o seu mundo imaginativo e sentimental você começa a fazer escolhas, e nessa hora você percebe que as suas escolhas divergem das escolhas das outras pessoas. Portanto você começa a discutir com as pessoas. Nesse momento você entra na idéia da participação na sociedade. Aí começa a educação social e política, mas só para quem já tem aquela base de sentimento e imaginação.

Depois que você já está participando da sociedade e tem aquele senso da polis, da organização, da sua responsabilidade social, etc; chega um dia em que você vê tantas opiniões circulando que você fica confuso no meio delas e daí você se pergunta: 'Peraí, mas de todas as opiniões qual é a verdadeiramente certa?'. É só neste momento que pode entrar a filosofia. Quando você conhece o conjunto das opiniões em circulação. Aristóteles já dizia que a investigação de qualquer assunto na filosofia começa com você colecionando as opiniões predominantes e das pessoas que sabem as opiniões dos sábios. [...] Então o ensino da filosofia deveria começar entre os dezoito e vinte anos, quando a pessoa já tem idéia das correntes de opinião que existem na sociedade, quando ela conhece opiniões alheias e conhece tantas que já começa a ficar confusa. Nesta hora entra a filosofia.

Filosofia é uma atividade de reflexão. Reflexão é uma digestão. Se você faz a digestão sem ter comida você ganha uma úlcera. A reflexão sem matéria prima e sem conhecimento positivo da religião, da ciência, da história, etc., é o mesmo que digerir o vazio. Assim se cria a mentalidade de um discutidor bobo, pois a coisa mais fácil do mundo é você contestar as coisas e fazer perguntas.

Inserida por LEandRO_ALissON

O que é filosofia? O que é ser filósofo?

Filosofia é ter a consciência dos temas da vida.
É ter um raciocínio lógico para as questões do cotidiano.
Ter consciência que nossa passagem é só de ida
É tentar entender nossa existência e consequências de nossas ações
Ser filósofo não precisa ter lido Aristóteles ou ser bachelardiano
É ter teorias que justificam suas razões

Ser filósofo é buscar entendimento de nossa existência
é buscar felicidade em meio ao caos
é entender a verdade burlando a persistência
Driblando a depressão e os males que nos consome
Com a lógica e racionalidade nos argumentos
compreendendo o homem, a sociedade e todos os elementos
Com a consciência da própria ignorância

Ser filósofo é buscar conhecimento através da filosofia
Mergulhado em pensamentos
Em sua constante busca da utopia
É a dedicação dos seus momentos
Em um questionamento em meio a teosofia

Hoje não é o dia do profissional filósofo
É o dia de todos que filosofam a vida
dos que buscam meios para a plenitude da felicidade
dos que buscam na verdade
Uma maneira de justificar a própria existência
deixando o legado, o maior legado, que é ter merecido, ter vivido

Inserida por fabiano_de_abreu

*Toda a nação troça das outras e todas têm razão.

*A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.

*Na verdade, só existe prazer no uso e no sentimento das próprias forças, e a maior dor é a reconhecida falta de forças onde elas seriam necessárias.
Fonte:

Inserida por AdagioseAforismos

Só há um meio de aprender filosofia: É VER um filósofo, dia após dia, compor e recompor a ordem da sua consciência por meio da interrogação filosófica.
Tive essa experiência por muito breve tempo, com o meu saudoso professor Pe. Stanislavs Ladusãns, e a complementei muitas vezes lendo os diários filosóficos de Gabriel Marcel, Henri-Fréderic Amiel e Blaise Pascal.

Inserida por LEandRO_ALissON

A Filosofia não veio para provar nada, e sim, fazer com que você pense, questione, e aprenda a ser independente com profundidade.
O conhecimento é a separação entre o joio e o trigo.
Na vida, ou você é livre ou escravo.
Filosofia é a maior arma contra a ignorância.
Leia, estude, pense Filosofia.

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

Como disciplinar seu filho de forma positiva:

Disciplina positiva é uma filosofia enraizada em conexão. Não é apenas um método de disciplina – mas uma maneira totalmente diferente de se relacionar com as crianças que nos permite manter um vínculo forte com elas, através das idades e estágios da infância, enquanto cria-se pessoas gentis e responsáveis.

Métodos convencionais de criação, muitas vezes, colocam o progenitor contra a criança, como se fôssemos adversários em uma luta sem fim, por poder e posição. Isso naturalmente leva à desconexão entre membros da família e descontentamento em casa. Felizmente, não tem que ser assim!

Ao usar disciplina positiva em sua casa, você pode manter uma conexão profunda enquanto trabalha junto a seu filho para orientá-lo ao longo da jornada, até a idade adulta. Com uma forte conexão, vem mais cooperação e, com isso, mais alegria e paz na família.

Muitas pessoas questionam se isso é ser permissivo, e a resposta é absolutamente não. Os pais permissivos não estabelecem e nem aplicam limites, os pais positivos o fazem. No início, pode ser desafiador aprender a aplicar limites sem recorrer a uma punição, mas tenha a certeza de que a ausência de punição não é a mesma coisa que a ausência de disciplina. As crianças assumirão a responsabilidade por suas ações, corrigindo erros, resolvendo os problemas que criam e aprendendo a fazer melhores escolhas no futuro.

Uma criança aprende a autodisciplinar fazendo. Uma vez que a mudança de paradigma é feita e você entende que toda disciplina é, simplesmente, ensinar, torna-se fácil guiar uma criança, sem punição.

Como usar disciplina positiva com seu filho:
Muitas vezes, é tentador responder ao mau comportamento com raiva, agressão, vergonha e meios convencionais de punição. Mas existe uma abordagem melhor – que não diminui seu filho e que aproveita a oportunidade de ensino que o mau comportamento apresenta. Abaixo estão três passos para a disciplina positiva.

Passo 1: Avalie a necessidade
Todo comportamento é uma indicação do estado interno da criança. O mau comportamento é uma sugestão de que existe uma necessidade subjacente. Quando avaliamos o que é necessário e abordamos, muitas vezes, o mau comportamento desaparece. Isso pode ser complicado com crianças pequenas e pré-escolares que ainda não podem verbalizar suas necessidades ou intenções, mas apenas entender que o comportamento é um apelo à ajuda e não um ato calculado de desafio à sua autoridade, pode ajudá-lo a ser compassivo e responsivo.

Às vezes, a necessidade é fácil de determinar, como a fome ou o cansaço, que podem ser curadas com uma refeição ou uma soneca. Outras vezes, o comportamento está sinalizando a necessidade de um novo limite ou a necessidade de aprender uma habilidade ou, possivelmente, que há alguma coisa acontecendo fora de casa que seu filho está tendo problemas para lidar. Por exemplo, uma criança que descobriu a alegria de saltar no sofá não está tentando comportar-se mal. Ela está brincando. Mesmo assim, você, provavelmente, não quer que ela pule no sofá, mas quando você diz a ela para parar, ela não para. Isto está sinalizando a necessidade de um novo limite.

Outro exemplo é uma criança em idade escolar que, de repente, mostra sinais de agressão ou exibe uma atitude desrespeitosa após a escola. Sim, o comportamento deve ser corrigido, mas este é um sinal claro de que algo dentro da criança não está bem. Descobrir o que está motivando a agressão ou o desrespeito e ajudá-la a resolver o problema, acabará com o mau comportamento.

Passo 2: Acalme a si mesmo primeiro, depois, seu filho
Os pais não disciplinados não podem disciplinar as crianças efetivamente, então, acalme-se primeiro. Mova-se de emocionalmente reativo para cognitivamente responsivo, antes de lidar com o problema em questão.

Uma vez calmo, ajude seu filho a se acalmar. O objetivo é envolver seu cérebro no andar de cima para que ele não seja mais emocionalmente reativo, mas capaz de raciocinar. Isso pode levar dois minutos ou vinte minutos, dependendo da criança e seu estágio de desenvolvimento.

O tempo em contato com você e exercícios calmantes, como leitura e desenho, é útil para acalmar o cérebro. Algumas crianças podem resistir por um tempo e preferir ficar sozinhas. Se isso funcionar para acalmá-las, ótimo. Não queremos forçar a separação, pois isso pode corroer a conexão, mas dar a seu filho o espaço que ele está pedindo é respeitar suas necessidades.

Você estará pronto para ensinar a lição, uma vez que seu filho estiver mostrando receptividade novamente.

Passo 3: Ensine e resolva problemas
Para crianças com menos de 4 anos, a resolução de problemas não é algo compreendido. O desenvolvimento cognitivo para trabalhar através deste processo ainda não aconteceu, embora certamente o pai possa conversar sobre isso. Para crianças pequenas, manter o limite removendo a criança da situação ou removendo o objeto que está sendo jogado, por exemplo, é suficiente.

Ensinar o que a criança pode fazer também é apropriado para crianças muito novas. “Eu não vou deixar você jogar na casa, mas você pode jogar no quintal.”

Quando seu filho estiver entre aproximadamente 4 e 6 anos, você poderá começar a ensiná-lo a resolver problemas. Faça as seguintes perguntas:

O que fez com que isso acontecesse?
Como isso fez você se sentir?
O que você pode fazer na próxima vez que isso acontecer?
Como você vai resolver isso?

Inserida por RivaAlmeida

FILOSOFIA com NILO DEYSON

Olá, amigo Leitor e prezados amigos de rede.
Hoje Nilo Deyson trás para você, o tema "filosofia". Reflita no texto.
Os filósofos são os eternos amigos da humanidade, e nos ensinam a enfrentar as adversidades.

A filosofia existe para que as pessoas possam viver melhor. Sofrer menos. Lidar melhor com as adversidades. Enfrentar serenamente o “perpétuo vai-e-vem de elevações e quedas”, para citar uma grande frase de um filósofo da Antiguidade. A missão essencial da filosofia é tornar viável a busca da felicidade. Todos os grandes pensadores sublinharam esse ponto. A filosofia que não é útil na vida prática pode ser jogada no lixo. Alguém definiu os filósofos como os amigos eternos da humanidade. Nas noites frias e escuras que enfrentamos no correr dos longos dias, eles podem iluminar e aquecer. A filosofia apóia e consola.

Um aristocrata romano chamado Boécio (480-524) era rico, influente, poderoso. Era dono de uma inteligência colossal: traduziu para o latim toda a obra de Aristóteles e Platão. Tudo ia bem. Até o dia em que foi acusado de traição pelo imperador e condenado à morte. Foi torturado. Recebeu a marca dos condenados à morte de então: a letra grega Theta queimada na carne. Boécio recorreu à filosofia, em que era mestre, para enfrentar o suplício. Entre a sentença e a morte, escreveu em condições precárias um livro que se tornaria um clássico da literatura ocidental: A Consolação da Filosofia. Tudo de que ele dispunha, para escrevê-lo, eram pequenas tábuas e estiletes. Isso lhe foi passado, para dentro da cela, por amigos. “A felicidade pode entrar em toda parte se suportarmos tudo sem queixas”, escreveu ele.

A filosofia consola, mostrou em situação extrema Boécio. E ensina. E inspira.
Sim, os filósofos são os eternos amigos da humanidade. Considere Demócrito, pensador grego do século 5 a.C. Ele escreveu um livro chamado Sobre o Prazer. Primeira frase do livro: “Ocupe-se de pouco para ser feliz”. Gênio. Gênio total. A palavra grega para tranqüilidade da alma é euthymia, A recomendação básica de Demócrito, sob diferentes enunciados, é encontrada em muitos outros filósofos. Sobrecarregar a agenda equivale a sobrecarregar o espírito, e traz inevitavelmente angústia. Ninguém que tenha muitas tarefas pode ser feliz.

Um sábio da Antiguidade não abria nenhuma correspondência depois das quatro horas da tarde. Era uma forma de não encontrar mais nenhum motivo de inquietação no resto do dia, que ele dedicava a recuperar a calma que perdera ao entregar-se ao seu trabalho. Olhemos para nós, e nos veremos com freqüência abrindo mensagens no computador alta noite, e não raro nos perturbando por seu conteúdo. O único resultado disso é uma noite mal dormida.

Fazemos muitas coisas desnecessárias. Coloque num papel as atividades de um dia. Depois veja o que realmente era preciso fazer e o que não era. A lista das inutilidades suplanta quase sempre a das ações imperiosas. O imperador filósofo romano Marco Aurélio, do começo da Era Cristã, louvou a frase de Demócrito em suas clássicas Meditações. Acrescentou que devemos evitar não apenas os gestos inúteis, mas também os pensamentos desnecessários.
Marco Aurélio recomendava o formidável exercício de conduzir a mente, quando agitada, para pensamentos aquietadores. Isso conseguido, controlamos a mente, esse cavalo selvagem, em vez de sermos controlados por ela.

Veja com Nilo Deyson, o pensamento de um dos filósofos que mais admiro:
Sêneca escreveu sobre o assunto com imensa graça e espírito. Sêneca usou as expressões “agitação estéril” e “preguiça agitada” ao tratar dos atos que nos trazem apenas desassossego. “É preciso livrar-se da agitação desregrada, à qual se entrega a maioria dos homens”, escreveu Sêneca. “Eles vagam ao acaso, mendigando ocupações. Suas saídas absurdas e inúteis lembram as idas e vindas das formigas ao longo das árvores, quando elas sobem até o alto do tronco e tornam a descer até embaixo, para nada. Quantas pessoas levam uma existência semelhante, que se chamaria com justiça de preguiça agitada?”

Agimos como formigas quase sempre, subindo e descendo sem razão o tronco das árvores, e pagamos um preço alto por isso: ansiedade, aflição, fadiga física e mental. Nossa agenda costuma estar repleta. É uma forma de fugir de nós mesmos, como escreveu sublimemente um poeta romano. Eliminar ao menos algumas das tantas tarefas inúteis que nos impomos a cada dia é vital para a euthymia da qual falavam os sábios gregos.

Outro ponto essencial recomendado pelos filósofos para a vida feliz é aceitar os tropeços. É o principal ensinamento do filósofo Zenão e seus discípulos. Nascido em 333 a.C. na ilha de Chipre, filho de pais ricos, Zenão fundou em Atenas uma escola de filosofia que dominou o mundo culto por séculos e cujos fundamentos influenciaram a doutrina cristã: o estoicismo. Tão forte é a filosofia estóica que “estóico” virou sinônimo de bravura na adversidade. Segundo o mais admirado dicionário de inglês, o Oxford, estóico é quem se porta com serenidade diante do revés ou do triunfo. Nem vibra na vitória e nem se deprime na derrota.

Zenão perdeu todo o seu patrimônio num naufrágio. Seu comentário ao receber a informação: “O destino queria que eu filosofasse mais desembaraçadamente”.
O nome da escola deriva da palavra grega “stoa”, pórtico. Zenão, alto, magro, o pescoço ligeiramente inclinado, pregava suas idéias num pórtico erguido pelos atenienses para celebrar a vitória na guerra sobre os persas. Esse pórtico era colorido com imagens de gregos derrotando os bárbaros.
Na Atenas de então, era comum discutir filosofia em locais públicos, mas a escolha do pórtico por Zenão parece carregada de simbolismo: o triunfo da sabedoria sobre a brutalidade.

O estoicismo defendia uma vida de acordo com a natureza. Simplicidade no vestuário, na comida, nas palavras, no estilo de vida. E a aceitação de tudo que possa ocorrer de ruim. Agastar-se contra as circunstâncias apenas piora o estado de espírito da pessoa: essa a lógica da aceitação, ou resignação, que viria a ser um dos pilares do cristianismo.
O lema estóico: abstenha-se e aceite.
O apreço pela vida de acordo com a natureza Zenão a-prendeu com seu mestre em filosofia, Crates. Crates era da escola cínica.
Os cínicos defendiam a simplicidade tanto quanto os estóicos, e não é difícil entender por que a posteridade ignorante lhes atribuiu um sentido pejorativo: é que eles eram extraordinariamente irreverentes.
O mais notável filósofo cínico, Diógenes, certa vez se masturbou em público. Explicou aos que o interpelavam: “Gostaria de saciar minha fome esfregando o estômago”.

Não sobrou livro nenhum de Zenão. Atribuem-se a ele frases, das quais uma das melhores diz: “A natureza nos deu dois ouvidos e apenas uma boca para que ouvíssemos mais e falássemos menos”. Zenão se matou aos 72 anos. Para os estóicos, o suicídio – sem lamúrias, sem queixas – era uma retirada digna e honrosa quando a pessoa já não encontrasse razões para viver. Sabe-se de sua morte pelo biógrafo Diógenes Laércio, autor de Vida dos Filósofos. Zenão tropeçou e se machucou, segundo Diógenes Laércio. Em seguida citou um verso de um autor grego chamado Timóteo: “Eis-me aqui: por que me chamas?”

Nascido escravo e só liberto depois de adulto, Epitecto foi uma das vozes mais influentes da filosofia da Antiguidade. Ele viveu nos primórdios da Era Cristã, de 40 a 125. Não escreveu um único livro. Seu pensamento é conhecido graças a um discípulo, o historiador Arriamo.
Arriamo teve o cuidado de anotar as idéias de seu mestre, e depois transformá-las em dois livros, Entretenimentos e Manual. Seu tamanho intelectual é tal que o imperador filósofo Marco Aurélio escreveu que um dos acontecimentos capitais de sua vida foi ter tido acesso às obras de Epitecto.

Para ele, o passo básico da vida feliz é aceitar as coisas como elas são. Revoltar-se contra os fatos não altera os fatos, e ainda traz uma dose de tormento desnecessária. “Não se deve pedir que os acontecimentos ocorram como você quer, mas deve-se querê-los como ocorrem: assim sua vida será feliz”, disse Epitecto. (Séculos depois, o pensador francês Descartes escreveu uma frase que é como um tributo à escola de Epitecto: “É mais fácil mudar seus desejos do que mudar a ordem do mundo”.) Não adianta se agastar contra as circunstâncias: elas não se importam. Isso se vê nas pequenas coisas da vida. Você está no meio de um congestionamento?
Exasperar-se não vai dissolver os carros à sua frente. Caiu uma chuva na hora em que você ia jogar tênis com seu amigo? Amaldiçoar as nuvens não vai secar o piso. Que tal uma sessão de cinema em vez do tênis?

Outro ensinamento seu crucial é que só devemos nos ocupar efetivamente daquilo que está sob nosso controle.
Você cruza uma manhã com seu chefe no elevador e ele é efusivo. Você ganha o dia.
Você o encontra de novo e ele é frio. Você fica arrasado.
Daquela vez ele estava bem-humorado, daí o cumprimento caloroso, agora não. O estado de espírito de seu chefe não está sob seu controle.
Você não deve nem se entusiasmar com tapas amáveis que ele dê em suas costas e nem se deprimir com um gesto de frieza. Você não pode entregar aos outros o comando de seu estado de espírito.

“Não é aquele que lhe diz injúrias quem ultraja você, mas sim a opinião que você tem dele”, disse Epitecto. Se você ignora quem o insulta, você lhe tira o poder de chateá-lo, seja no trânsito, na arquibancada de um estádio de futebol ou numa reunião corporativa.
Não são exatamente os fatos que moldam nosso estado de espírito, pregou Epitecto, mas sim a maneira como os encaramos.
Um dos desafios perenes da humanidade, e as palavras de Epitecto são uma lembrança eterna disso, é evitar que nossa opinião sobre as coisas seja tão ruim como costuma ser. A mente humana parece sempre optar pela infelicidade.

Outra lição essencial dos filósofos é não se inquietar com o futuro. O sábio vive apenas o dia de hoje. Não planeja nada. Não se atormenta com o que pode acontecer amanhã. É, numa palavra, um imprevidente.
Eis um conceito comum a quase todas as escolas filosóficas: o descaso pelo dia seguinte. Mesmo em situações extremas. Um filósofo da Antiguidade, ao ver o pânico das pessoas com as quais estava num navio que chacoalhava sob uma tempestade, apontou para um porco impassível.
E disse: “Não é possível que aquele animal seja mais sábio que todos nós”.

O futuro é fonte de inquietação permanente para a humanidade. Tememos perder o emprego. Tememos não ter dinheiro para pagar as contas. Tememos ficar doentes.
Tememos morrer. O medo do dia de amanhã impede que se desfrute o dia de hoje. “A imprevidência é uma das maiores marcas da sabedoria”, escreveu Epicuro.
Nascido em Atenas em 341 AC, Epicuro, como os filósofos cínicos, foi uma vítima da posteridade ignorante. Pregava e praticava a simplicidade, e no entanto seu nome ficou vinculado à busca frívola do prazer.

Somos tanto mais serenos quanto menos pensamos no futuro. Vivemos sob o império dos planos, quer na vida pessoal, quer na vida profissional, e isso traz muito mais desassossego que realizações.
O mundo neurótico em que arrastamos nossas pernas trêmulas de receios múltiplos deriva, em grande parte, do foco obsessivo no futuro. Há um sofrimento por antecipação cuja única função é tornar a vida mais áspera do que já é. Epicuro, numa sentença frequentemente citada, disse que nunca é tarde demais e nem cedo demais para filosofar.
Para refletir sobre a arte de viver bem, ele queria dizer. Para buscar a tranqüilidade da alma, sem a qual mesmo tendo tudo nada temos a não ser medo.
Também nunca é tarde demais e nem cedo demais para lutar contra a presença descomunal e apavorante do futuro em nossa vida. O homem sábio cuida do dia de hoje. E basta.

Heráclito e Demócrito foram dois grandes filósofos gregos da Antiguidade.
Diante da miséria humana, Heráclito chorava. Demócrito ria.
No correr dos dias nós vemos uma série infinita de absurdos e de patifarias.
Alguém a quem você fez bem retribui com ódio. A inveja parece onipresente.
Você tropeça e percebe a alegria maldisfarçada dos inimigos e até de amigos. (Palavras do frasista francês Rochefoucauld: sempre encontramos uma razão de alegria na desgraça de nossos amigos).
A hipocrisia é dominante. As decepções se acumulam. Até seu cachorro se mostrou menos confiável do que você imaginava.
Em suma, a vida como ela é.
Diante de tudo isso, as alternativas estão basicamente representadas nas atitudes opostas de Heráclito e Demócrito.
Você pode chorar.
E dedicar o resto de seus dias a movimentos que alternam gemidos de autopiedade e consumo de antidepressivos de última geração. Ou então você pode rir. Sêneca comparou a atitude de Heráclito e Demócrito para fazer seu ponto: ria das coisas, em vez de chorar.

Mesmo o alemão Schopenhauer, o filósofo do pessimismo, reconhece sabedoria na jovialidade. No seu livro Aforismos para a Sabedoria de Vida, Schopenhauer, que viveu no século XIX, escreveu: “Acima de tudo, o que nos torna mais imediatamente felizes é a jovialidade do ânimo, pois essa boa qualidade recompensa a si mesma de modo instantâneo. Nada pode substituir tão perfeitamente qualquer outro bem quanto essa qualidade, enquanto ela mesma não é substituível por nada".

Cícero, romano, e Demóstenes, grego, foram os dois maiores oradores da Antiguidade.
Cícero nasceu com o dom.
Demóstenes é uma prova do poder do esforço. Foi graças ao treinamento persistente que Demóstenes se elevou à imortalidade como um símbolo da força das palavras. Demóstenes, natural de Atenas, era de uma família rica. Seu pai morreu quando ele tinha 8 anos.
A herança opulenta foi dilapidada por seus tutores, parte por má fé, parte por inépcia. Demóstenes, quando era garoto, assistiu a um julgamento no qual um orador chamado Calístrato teve um desempenho brilhante e, com sua verve, mudou um veredicto que parecia selado. (Orador, lá para trás, era uma espécie de advogado de hoje.)

Esse episódio foi assim narrado por um historiador: “Demóstenes invejou a glória de Calístrato ao ver a multidão escoltá-lo e felicitá-lo, mas ficou ainda mais impressionado com o poder da palavra, que parecia capaz de levar tudo de vencida”.
Ele entrou numa escola de oratória. Assim que pôde, processou seus tutores. Ganhou a causa. Mas estava ainda longe de ser notável. Um dia, desanimado, desabafou com um amigo ator. Gente bem menos preparada que ele provocava melhor impressão nas pessoas. O amigo pediu-lhe que recitasse um trecho de Eurípedes ou de Sófocles, dois gigantes do teatro grego.
Demóstenes recitou.
Em seguida, o amigo leu o mesmo trecho, com o tom dramático de um ator.
Era a mesma coisa, e ao mesmo tempo era tudo inteiramente diferente.

Demóstenes montou então uma sala subterrânea na qual se enfiava todo dia por demoradas horas para treinar, treinar e ainda treinar.
Chegava a raspar um dos lados da cabeça para não poder sair de casa e, assim, praticar sem parar.
Para aperfeiçoar a dicção, Demóstenes punha pequenas pedras na boca enquanto falava.
Fazia também parte de seu treinamento declamar em plena corrida.
Olhava-se num grande espelho para ver se sua expressão causava impacto. “Vem daí a reputação de não ter sido bem dotado pela natureza e só haver adquirido habilidade e força oratória pelo trabalho incansável”, escreveu um biógrafo.
Ao contrário de outros grandes oradores atenienses, Demóstenes não gostava de improvisar.
Por isso os inimigos o chamavam de embusteiro.

Quando a Grécia foi ameaçada por Felipe, rei da Macedônia, a voz de Demóstenes ergueu-se em defesa de seu país. Mais que o exército grego, Felipe, pai de Alexandre, o Grande, temeu a voz de Demóstenes.
Demóstenes retardou, mas não impediu a queda dos gregos.
Fugiu de Atenas para não ser morto, mas estava perdido.
Para não ser capturado pelos inimigos que o caçavam, matou-se com veneno. Mais tarde, os atenienses construíram uma estátua para ele na qual gravaram uma sentença célebre: “Se tivesses tido força igual à tua vontade, Demóstenes, o guerreiro macedônico jamais dominaria a Grécia”.

FALE POUCO

Não faça como as araras falantes e ouça mais do que fale.
Não faça como as araras falantes e ouça mais do que fale.
Uma das questões presentes desde sempre para a humanidade é a seguinte: como se expressar?
Na vida profissional ou amorosa, numa apresentação de trabalho a seus chefes na empresa ou numa mera conversa de bar, comunicar-se bem faz toda a diferença.
Muitos sábios se detiveram nesse tema. Quase todos condenaram a eloqüência desmedida, a suntuosidade verbal.
A opção é pela simplicidade e pela brevidade. Uma pessoa afetada na maneira de falar ou escrever é afetada em outras esferas.
“A verdade precisa falar uma linguagem simples, sem artifícios”, escreveu um filósofo da Antiguidade.

O filósofo francês Montaigne, do século XVI, dedicou linhas brilhantes ao assunto em seus Ensaios.
Montaigne conta duas histórias instrutivas e divertidas.
Numa delas, os embaixadores de uma cidade grega tentavam convencer o rei de Esparta a aderir a um esforço de guerra.
O espartano deixou-os falar longamente. Depois disse: “Não me lembro do começo nem do meio da argumentação de vocês.
Quanto à conclusão, simplesmente não me interessa”. Na outra história, dois arquitetos atenienses disputavam a honra de construir um grande edifício. A platéia à qual cabia a escolha ouviu um extenso discurso do primeiro arquiteto. As pessoas já se inclinavam por ele quando o segundo disse apenas: “Senhores atenienses, o que este acaba de dizer eu vou fazer”.

Montaigne cita seu pensador predileto, o romano Sêneca, segundo o qual nos grandes arroubos da eloqüência há “mais ruído que sentido”. Escreveu Montaigne: “Gosto de uma linguagem simples e pura, a escrita como a falada, e suculenta, e nervosa, breve e concisa, não delicada e louçã, mas veemente e brusca.” Os espartanos eram admirados por Montaigne pela simplicidade com que viviam e se expressavam.
Ele conta que uma vez perguntaram a uma autoridade de Esparta por que não colocavam por escrito as regras da valentia para que os jovens pudessem lê-las.
A resposta foi que os espartanos queriam acostumar seus jovens antes aos feitos que às palavras. “O mundo é apenas tagarelice e nunca vi homem que não dissesse antes mais do que menos do que devia”, disse Montaigne. Outro mestre de Montaigne, Plutarco, autor de Vidas Paralelas, mostrou que falar demais pode ser perigoso. “A palavra expõe-nos, como nos ensina o divino Platão, aos mais pesados castigos que deuses e homens podem infligir”, disse Plutarco. “Mas o silêncio jamais tem contas a dar. Não só não causa sede como confere um traço de nobreza.”

Mark Twain defendeu a mesma coisa de uma forma divertida. “Melhor ficar quieto e deixar que os outros achem você um idiota do que falar e confirmar.”

LEMBRE-SE DE QUE VAI MORRER

A "Caveira com Cigarro", de Van Gogh, serve para nos lembrar que, um dia, morreremos.
A “Caveira com Cigarro”, de Van Gogh, serve para nos lembrar que, um dia, morreremos.

Montaigne disse que quando queria lidar com o medo da morte recorria a Sêneca.


Nilo Deyson Monteiro Pessanha

"O que se chama de filosofia em muitas universidades, especialmente no Brasil, é a convicção de que não existe realidade nenhuma e tudo é construído pela linguagem. [...]
A sofística, com o nome de 'desconstrucionismo', é o que hoje ostenta nos documentos oficiais o nome da sua velha inimiga, a filosofia."

Inserida por LEandRO_ALissON