Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Não foi conexão.
Foi conveniência.
E o mais difícil de admitir?
Que muitas vezes a gente sabe…
mas escolhe ficar.
Se ajusta pra caber.
Maternar.
Tentar curar...
Como se amar fosse dar conta do outro.
Mas não é!
Quando é real, tem presença.
Tem escolha.
Tem espaço.
O resto… é ausência disfarçada de quase.
Palavras bonitas e ações egóicas, indisponibilidade inconsciente.
Eu parei de romantizar isso.
E foi aí que tudo começou a mudar.
Hoje, a paz é um dos itens inegociáveis pra mim!
Durante muito tempo em minha vida,
eu fui grito,
mas aprendi a usar o não dito,
o não falar,
o não precisar gritar.
Eu aprendi que não dizer
fala bem mais
que uma, duas, três palavras e meia, ditas ou escritas.
O silêncio é a extensão da fala,
e não perde nada quem também cala.
Nildinha Freitas
Eu amo Parintins
Eu amo Parintins
Isso não posso negar
Esse amor é infinito
E não dá pra explicar.
Tuas várzeas tem mais vida,
Tuas florestas tem flores,
Parintins, terra querida
Tuas festas tem mais cores.
Minha estrela fascinante
No meu céu a mais brilhante
Sempre vem me iluminar.
Eu te dou meu coração
O símbolo da minha paixão
Que não pára de pulsar.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
O que são palavras e títulos?
Se eu te convidasse para entrar em minha nave e te levasse para um novo planeta que atendesse a todas tuas necessidades existências e essenciais. Preferirias ainda assim seguir a cultura medieval de outro planeta?
Evoluir dói. Mudar processos incomodam pessoas acomodadas, evoluir processos mais ainda. Para pessoas muito rigidez pode ser quase insuportável.
Mas formas mais eficientes de promover uma realidade justa precisam de mudança.
Comportamentos de 1929 já se comprovarsm ineficientes.
O sistema precisa cuidar da experiência humana do onboarding ao offboard.
O trabalho humano já entregou o suficiente para que o essencial seja facilmente produzido e entregue na sua mesa. O acúmulo de riqueza justifica a mão de obra remanescente da adaptação de tecnologias e justa recompensa pela feitoria delas.
O humano não precisa que assinem um papel falando que ele pode construir uma casa com o próprio esforço deles. É uma grande oportunidade de processo para enriquecimento da cultura brasileira e patrimônio humano.
Vamos ampliar as cidades.
Casa para todos!
[Pavio]
a incrível capacidade
de queimar neurônios,
na mesma velocidade
em que se estabelecem
as conexões.
somos forjados
de sinapses e porres,
e não necessariamente
necessitamos
de bebedeiras,
para sofrer de ressaca.
nos inspiramos
nos minúsculos,
que seguem com tuas tarefas
mesmo que ninguém note.
imperceptíveis.
o universo nada seria
sem o microcosmo.
meros captadores
de conhecimento,
aprendizes persistentes,
deste vasto profundo.
nossa maior ambição
é continuar aprendendo.
inflamem-se faíscas,
reluzam, fagulhas fulgurantes.
durante esta breve
vida de centelha,
saboreie a centelha
que é a vida.
29/07/23
Michel F.M.
O Suporte que se faz presente desde a Infância
Segura a minha mão desde a infância — aquela grande confiança que até hoje, felizmente, encoraja o meu coração a continuar amando e incentiva a minha esperança de permanecer seguindo o meu próprio caminho, enfrentando desafios e as minhas inseguranças.
Como reflexo desse laço que alimenta a minha perseverança, aprecio os seus conselhos, a sua atenção e cada momento que interagimos, mesmo que muitas vezes à distância; pois partilhamos de um amor respeitoso e recíproco, onde um faz o possível para se fazer presente na vida do outro.
Busco fazer jus a tudo que o senhor representa e a todo o seu suporte; sigo sendo o mais confiante que posso. A sua existência, de fato, é uma das maiores bênçãos que Deus me concedeu, que conquistou a minha consideração, a qual foi ficando mais forte com o passar do tempo — um dos meus motivos rotineiros de Gratidão.
Funus
Libitina levou as flores
O cheiro delas se misturou
A branca margarida,
Tingida com um vermelho vinho
O cheiro de decomposição,
Ergueu-se uma Amorphophallus titanum
Ânsia pela vida
Escolhida pela morte
Triste margarida, pobre criança
A escura penumbra
Formou-se em seu coração
Não há mais em quem confiar
Segurando a mão da mortífera Libitina
Indo em direção ao iníquo Orcus
Que crime havia cometido?
Que pecado havia transgredido?
Pelo preço de perder sua margarida:
Mors.
Cultivando minha primavera, para que nunca me faltem flores.
Quem sabe o amor que plantei e tenho regado também venha a florescer?
Sigo cuidando, mesmo quando não há sinais,
porque aprendi que nem toda raiz se revela de imediato.
Algumas crescem no escuro, em silêncio,
antes de ousarem tocar a luz.
E enquanto o tempo cumpre o seu papel,
eu não deixo de me florir.
Porque há beleza em quem permanece,
em quem cultiva,
em quem acredita
mesmo sem garantias.
Se for para florescer, que seja inteiro.
Se for para ficar, que seja com raízes.
E se não for…
ainda assim, minha primavera não se perde.
Filho das águas
Sou filho dessas águas
Que recortam a planície como teias,
Caminhos que andam
Como o sangue que corre nas veias.
Meu destino está entregue
À marcha desses cursos fluviais
Que passam quebrando barrancos
Com forças descomunais.
Eu sou um caboclo ribeirinho,
Mas diante dessas águas
Eu me sinto tão pequenininho.
Nem o Nilo consegue te superar.
Por isso eu me pergunto,
Quem poderá te controlar?
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
Deus tem uma forma interessante de controlar certo poder que outorgou a alguns Homens.
Por exemplo, se se entender que certos talentos são como que uma espécie de lado hipostá-ticamente Divino num indivíduo, Ele ajusta esse lado Divino no indivíduo, para mostra-lo que, ter um lado Divino, não necessariamente faz dele um ser Divino. Divino é Deus. Mortal é o Homem. Por exemplo: quando por muito profetizar, acertadamente, um indivíduo começa a se achar superior, porque foi dotado com o precioso Dom da Profecia, e acerta muito em "suas" vidências, Deus mesmo o permite errar, para que lhe seja mostrado que é apenas um mortal, sujeito a todo tipo de falhas - HUMANAS. Então sua Profecia erra. Também como quando um sábio começa a ter plena confiança em "sua" sabedoria, Deus o abate de forma a lhe mostrar que não sabe de tudo; ( e que na verdade não sabe mesmo, quase nada!). Já, outro indivíduo que é muito inteligente, Deus levanta alguém muito mais inteligente que esse indivíduo, a fim de lhe mostrar níveis ilimitados de inteligência. Como também faz àquele que muito conhece, mostrando-lhe o caminho da inesgotável Ciência. Aqui, neste último ponto, Sir Isaac Newton entendeu bem as dimensões ilimitadas do conhecimento, quando disse: O que sabemos é uma gota. O que ignoramos ( isto é, o que desconhecemos) um Oceano. Se outro indivíduo é muito forte, e começa a ter confiança plena em "sua" força, como Sansão, uma "Dalila" apenas é suficiente para aniquilar "sua" força. Aqui, vale o que está escrito: “Assim diz o Senhor:
Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico nas suas riquezas.”
Às 08:06 in 29.04.2026
ADRENALINA
Eu necessito sentir o vento no rosto,
Enxergar nos lados o oposto,
Alterar o cotidiano.
Eu preciso olhar ângulos diferentes
Da mesma rotina da gente
Que a gente passa e não observa nada,
Só o caminho singelo e turvo.
Eu gosto de criar expectativas,
De fugir da monotonia.
De lidar com a correria
E esperar nada mais nada menos
Que qualquer imprevisto reacional.
Eu prefiro agir, mas reagir é bom também.
A mente se assusta,
O coração pulsa e acelera.
Até palpita, a pálpebra se agita,
Os pelos se arrepiam
E o corpo amolece. É fenomenal.
Eu gosto do risco
No papel e na vida;
Gosto das sensações repentinas
Que dão medo e não fazem mal.
Disseram-me uma vez:
Aquele que tudo sabe,
Na verdade, não sabe nada.
Deleito-me em sua fala
E o pouco que sei
Me encantam as coisas do mundo.
Não terei tempo para toda experimentação.
Tenho que ser ligeiro.
Eu gosto do incerto, de certo pensar
Em que não uso a razão.
Eu prefiro a emoção instável
Da minha mente inabalável
Que pode até sofrer,
Mas sabe que se segue de qualquer jeito,
Que não importa o efeito,
Tudo causa reação.
Eu gosto da adrenalina.
Talvez esteja na minha sina
Esse desejo louco de querer sentir
Sempre qualquer emoção.
AGITAÇÃO
Calmaria insana que me enche a mente
De coisas eloquentes que eu não quero pensar.
Agitação é o que eu desejo.
Se parado, fico preso
Com o tempo ocioso que não para de passar
E de nada me adianta ter tempo e não esperança,
Ser adulto e não ser criança,
Ter dinheiro e não brincar.
De nada me adianta ter sonhos e não vontade,
Trabalhar só por necessidade.
De qualquer jeito eu vou cansar.
Que eu me canse sendo eu;
Que eu leve a vida me arriscando;
Que mesmo perdendo e chorando
Eu consiga me recuperar.
Não largo a vida por promessas.
Quem vive de verdade tem pressa
E luta para ser feliz
Porque, no fundo, essa é a meta.
O resto a gente inventa;
Se der certo, se contenta
E se reinventa, caso errar.
Mas eu gosto mesmo é da agitação
Que completa meu coração
E me dá um sentido de existir.
Seguir, seguir e seguir
À VISTA DO AMOR
Teu sorriso é como a luz que irradia;
Os teus olhos penetram no meu ser;
Tua voz doce e pele macia
Agraciam o meu viver.
Você é o sentido que me faltava.
Teu corpo me dá prazer.
Inteligência inigualável.
Um conjunto de puro poder.
Faço de você a inspiração
O meu sentido de existir
Mistérios sinto em suas mãos
Quando me toca e sorri.
Enigmático é o seu pensar.
Confundo-me no seu querer
O jeito estranho de me amar
Que não deixa transparecer.
Coração mole e de amor,
Esconde-se entre as muralhas.
Não mostra a sua dor,
Pois se preocupa com as falhas.
32
Desejo você com fervor,
Luto por nosso futuro,
E as dificuldades de hoje
Serão frutos de um amor seguro.
MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL
Capítulo II — Fragmentos
Ou matas, ou acabas apunhalado.
Neste mundo condenado, para estabelecer vínculos, é preciso estar disposto a suportar o peso esmagador do ódio. O “amigo”, essa ficção social, figura entre os principais agentes do sofrimento. Em algum momento, inevitavelmente, desprezar-te-á quando a tua utilidade atingir o seu prazo de validade.
Não por maldade deliberada, mas porque a compreensão entre os homens é uma farsa, um pacto rompido antes mesmo de ser firmado. As pessoas não se interessam pelas razões que motivam as tuas ações.
Reagem apenas à superfície dos gestos.
Fingir, ocultar, proteger... tudo é interpretado como traição.
«No Hospital Dr. Bernardinho Camanga, na cidade do Dundo, província da Lunda-Norte, um homem ocultou a verdade de outro, acreditando que poupá-lo do desespero de uma doença terminal seria um ato de compaixão. Imaginou que poderia consolá-lo ou alimentá-lo com a esperança de uma possível recuperação, embora lhe restassem apenas três dias de vida. Quando a verdade emerge — como sempre emerge —, a amizade desfaz-se, contaminada pela mágoa e pela decepção.»
A intenção, ainda que nobre, é sempre relegada ao esquecimento. O que subsiste é a acusação, a ruptura, o silêncio.
O mundo fracassa porque não há compreensão; nem entre os homens, nem entre os animais, nem sequer entre as plantas, essas testemunhas silenciosas da degradação. Um único mal-entendido basta para romper um vínculo. Um lado afunda na depressão; o outro, na decepção.
Uma amizade de anos dissolve-se num instante. Ninguém deseja ouvir explicações. Exige-se transparência absoluta, e qualquer ambiguidade é punida com desprezo. Mesmo quando se mente para proteger, colhe-se ódio. A sinceridade não redime; a intenção não absolve. Por isso, quem aspira escapar dessa prisão miserável acaba por evitar a convivência.
O homem que vive só, fala só, caminha só: esse homem, ainda que dilacerado pela dor, é o único que já não pode ser ferido.
Não possui vínculos; logo, não pode ser traído.
Já não ama; portanto, já não é odiado. Não se relaciona; por isso, não se decepciona.
Erros? Só existem porque há outros para julgá-los.
Na solidão, o homem não erra: ele apenas é.
As pessoas assemelham-se às águas de um rio: fluem, passam, desaparecem. Tornam-se ausentes mesmo quando permanecem ao lado. Estão vivas, mas como mortas; incapazes de lembrar, ouvir ou socorrer. A sua ausência torna-se mais presente do que a própria presença. À distância, são moldadas pela vontade alheia, convertendo-se em marionetes nas mãos de quem melhor as manipula.
Pessoas são instrumentos. Nada mais.
A África, entre tantos exemplos históricos, é a ferida exposta dessa verdade:
Se não dominas, serás dominado.
Se não enganas, serás enganado.
Se não exploras, serás explorado.
Se não matares, morrerás.
Eis a lógica imunda do mundo: violência, domínio, ilusão.
O sofrimento é o indício mais honesto da existência.
Ele atesta a ausência de paz, de sentido, de finalidade. Não há serenidade na alma: se é que a alma existe.
O mundo é um palco desprovido de propósito. Um deserto de significados.
Tudo aquilo que chamamos de “sentido” não passa de uma construção desesperada; uma ficção que inventamos para suportar o fardo de existir. Criamos os problemas e, em seguida, simulamos as soluções.
Mas...
qual é o sentido de nascer para morrer?
Qual é o sentido de viver para sofrer?
Qual é o sentido de esquecer para depois lembrar, e lembrar para depois se arrepender?
Qual é o sentido?
Não há. Apenas fragmentos.
MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL
Epílogo
Ponderei, afinal, que a vida é um cemitério; e nós vivemos num enterro.
O ser humano não busca perdão, busca afirmação.
Não deseja habitar o céu; ambiciona possuí-lo.
Enquanto monologava, percebi que o diabo habita a terra, e o interior dos próprios homens. Não há outra via de salvar a espécie senão extingui-la; enquanto formos incapazes de preservar a paz, a harmonia e a ordem, a nossa existência não passará de um erro de cálculo da natureza.
Cada ser é o monstro de si mesmo; ainda assim, todos se apressam a julgar os erros alheios, como se isso aliviasse o fato de que somos, todos, contagiosos: a maldade humana é uma patologia infecciosa, e nós a disseminamos pelo mundo.
Talvez seja egocentrismo de minha parte; talvez porque não conheça a intimidade da sociedade — o que, por si só, já seria uma desonra —; ou talvez porque já não consiga reconhecer a humanidade em nós. Sinto que a essência do ser humano reside na retórica, não na verdade; na força, não no diálogo; no caos, não na ordem.
Aliás, o verdadeiro assassino silencia; os peões fazem ruído.
E cada um de nós ou é o assassino por trás de tudo isto, ou é o peão: a ponte que permite a sua consumação. Ao fim, não passamos de mais uma lógica impura que a natureza não consegue corrigir.
Não encontrei com quem dialogar. Então, afastado da asfixia social, isolei-me — e passei a monologar.
E, no meio de todo esse tédio, algo me disse:
Vocês são a falha da criação. Não há perdão. Restará apenas a memória após a extinção.
Filho do Norte
Vou navegar na história
Nas águas do rio Amazonas
Esse lugar que eu amo
Nação de bravos guerreiros
Povos nativos, povo brasileiro.
Apurinã, Atroari, Tupinambá,
Parintintin, Mundurukú, Kaxinawá,
Kanamari, Baré, Sateré-Mawé.
Minha terra ancestral
Teus filhos viviam dessa natureza
Os rios e as matas eram sua riqueza
Teu canto de lendas te eternizou
A tua lembrança, meu sonho de amor.
O tempo revela a tua herança
A cultura cabocla eu vou preservar
Eu vivo da mata, eu sou farinheiro,
Eu sou ribeirinho, eu sou pescador,
Caboclo guerreiro, eu sou vencedor.
Sou amazonense,
O meu sangue é tupi
O meu canto é mais forte
Eu sou filho do norte,
Meu lugar é aqui.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
Neste dia do Servidor Público, reconhecemos e valorizamos quem trabalha, dia e noite, para melhorar a nossa cidade. Em especial, os agentes de serviços urbanos, incansáveis nas ações de manutenção e limpeza urbana. Quem constrói, reforma, limpa e ajuda a preservar nossas ruas, canais e praças.Reconhecemos a importância de todos vocês, homens, mulheres, pais e mães que garantem o sustento de forma honrada.
Que muitas vezes não são reconhecidos, mas, mesmo assim acordam cedo para deixar a cidade mais limpa e para atender bem a população.
Vocês são nossos heróis.
Parabéns.
*Cordas Azuis*
Laranja acinzentado
Se espalha pelo vasto
O frio silenciado
Passa por entre o espaço
Sereno, chuvisco
Orvalho da manhã
Ar, sopro
Celeste amanhã
Refrescante vento
Marrom trêmulo
Olhos fechados,
P'ra aproveitar o tempo
Olhos para cima
Beleza infinita
Olhos pra baixo
Preto asfalto
Vermelho e verde
Cronometrado
Quase perde
Por pouco passado
No céu branco
Cordas azuis
No céu nublado
Círculos avermelhados
Oh! A presa foi atingida em cheio
Veja como sangra!
Olha como ela se debate e definha no seu próprio sangue
Veja como é pífia a vida deste ser
Deixá-lo viver pacificamente, por quê?
Não é muito melhor pisar nele, rir dele, lançar suas frustrações e inferioridades sobre esse ser medíocre?
Afinal, esmagar é mais fácil do que um simples "me desculpe"
A CRIANÇA QUE HABITA EM NÓS - SENSAÇÕES
(Peça para alguém ler para você)
Hoje aqui eu convido você
A viajar comigo nesta história.
Esvazie a sua mente
Feche os olhos e apenas ouça
Minha voz suavemente.
Pronto, voltaste a ser criança.
Aproveite, não há mais ninguém em volta
Só você e sua velha infância
Ali no cantinho, veja!
Quanto brinquedo empilhado.
Há um que você gosta mais.
Dá pra ver.
Vá pegá-lo!
Uau! que bela recordação!
Há quanto tempo você não brincava?
Não recordavam-lhe as boas lembranças?
Sensações de criança
Que se foram e não voltam mais.
Aproveite, ainda estamos aqui.
Quanta inocência e rebeldia!
Você foi travesso um dia.
Quanta calmaria
E ansiedade para brincar
Como se o tempo fosse só seu
E o mundo girasse ao seu redor
Como se não houvesse problemas
E a dor fosse uma só,
A de ralar o joelho,
De arrancar o tampão do dedão,
De bater a cabeça ou levar um escorregão,
Mas não importa.
Tudo passava, você chorava,
Se encantava de novo e ia...
Quanta alegria!
Eu acho que toda infância nos remete a um pé de manga,
A um grupinho de amigos doidos,
A um clubinho, algumas construções vazias
Que serviam de labirinto para brincar de polícia e ladrão,
A uma cozinha pequena, porém limpinha,
A vó gritando e fazendo o almoço,
“Come tudo menino: - ‘tô’ de olho.”
O banho de chuva gelada, na lama ou na calçada,
As brigas com os irmãos,
A bola na casa da vizinha chata,
À noite, a mãe esperando você, com a varinha na mão...
Tudo era maravilhoso e tão simples.
Hoje como a gente aguenta?
Quantas virtudes eu tinha, quão sortudo era eu.
Desculpem-me quem não viveu assim,
Mas, pra mim, foi assim que se valeu.
Que saudade imensa de ver girassóis.
Hoje eu não vejo mais, é como se tivessem sumido,
É como se tivéssemos escondidos
Como a criança que habita em nós.
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