Dor dilacerante do existir, Buraco ao... Káliston samuel
Dor dilacerante do existir,
Buraco ao qual não vai extinguir.
A lança do pensar,
A nota de pesar.
Tal qual um sonho,
Doeu, suponho.
Ali está o eu,
Muitos dizem que morreu.
A mitologia da felicidade,
Tudo se fez vaidade.
Aqui faz uma mente,
Já se foi aqui o presente.
O diário de de um homem fiel,
De suas ideias ele virou réu.
A condenação eterna do pensar,
O cérebro corroeu o bem-estar.
