Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
SEIXO
Quantos se foram e tu ficaste aí intacto. Salvo algumas manchas que ficaram com o tempo. Dilaceraria-se se as correntezas tivessem te tomado. Mas encontra-te aí: obsceno. As tantas chuvas que te aclamaram e os milhares de sois que te transgrediram...
Que fizeste com eles? No teu dilema és tão sublime e passar despercebido é raridade tua. És imenso nas tuas junções que se colocam. És vigoroso e reflexo da vitalidade que tanto se deseja. Mas sabe-se [ou fingi-se], temos vida curta. Engana-se que a nossa ruína vem com a morte. Ela está estampada com a vida. Logo ao primeiro choro...
A tua falta de cobiça ou arrependimentos te coloca num patamar que jamais se chegará. O ser humano é tão vil nesse 'limitado tempo' que figurar olhar no pequeno é desperdício. Há certo esquecimento em te agraciar. Quando o fazemos, apenas mesmo em devaneio. Limitado nesse curtíssimo espaço [ora às vezes enorme]...
Sem significados.
ANÁLISE
Este poema reflete sobre a natureza humana e a transitoriedade da vida. O "seixo" simboliza a resistência e a durabilidade, contrastando com a fragilidade e a efemeridade da existência humana. As "manchas" mencionadas representam as marcas que a vida e as experiências deixam, enquanto as "correntezas" simbolizam os desafios e adversidades enfrentados.
O poema também aborda a dualidade da vida, onde momentos de grande vitalidade e força coexistem com a inevitabilidade da morte e da insignificância percebida. A última estrofe destaca a visão crítica do ser humano, que muitas vezes desperdiça o valor das pequenas coisas devido à sua natureza impermanente e às suas limitações.
Esse poema convida a uma reflexão profunda sobre como vivemos nossas vidas, valorizamos nossas experiências e lidamos com a inevitabilidade do fim. É uma obra que toca a alma e nos faz repensar nossas prioridades e atitudes diante da vida.
Um dia morri antes de morrer.
Não foi no corpo, foi no silêncio que me engoliu, foi quando o mundo pesou demais e eu deixei de caber dentro de mim.
Morri quando calaram minha voz, quando a vida me pediu mais força do que eu tinha, e eu me vi pequena, espremida entre o que senti e o que ninguém quis enxergar.
Morri quando esperaram que eu sorrisse enquanto meu peito gritava, quando o cansaço virou casa, e a espera virou esquina onde meus sonhos sentavam para descansar.
Um dia morri antes de morrer, e ninguém percebeu.
Porque a morte mais cruel é aquela que acontece em silêncio, por dentro, bem antes de qualquer adeus.
Mas também renasci. No instante em que recolhi meus pedaços, no momento em que decidi me mover mesmo ferida, mesmo frágil, mesmo sem aplausos.
Renasci quando entendi que sobreviver já é coragem, que respirar depois de uma dor profunda é milagre diário, e que viver, às vezes, é voltar do fundo trazendo luz.
Um dia morri antes de morrer, e foi justamente ali que descobri quem eu era: não a queda,mas a força que me levantou.
Senhor meu Deus,
Organiza a minha vida, coloca tudo no lugar certo e alinha meu coração com a Tua vontade. Dá-me sabedoria para decidir, inteligência para agir e discernimento para caminhar. Derrama sobre mim as Tuas sete bênçãos divinas: Paz, Proteção, Provisão, Cura, Força, Sabedoria, Vitória. Que nenhuma obra do mal prospere contra mim. Que os inimigos não me vejam, não me toquem e não me alcancem, porque estou escondido debaixo das Tuas asas. Abençoa minha vida, meus caminhos e todos os meus projetos. Que hoje seja um dia de direção clara, fé renovada e respostas do céu. Em nome de Jesus, Amém.
Bom Dia Paz E Graça.
Quando digo "Te Amo", digo por ter me libertado do medo.
Digo por ter você como alguém especial.
Digo por ter você em meus pensamentos bons.
Digo por ter quebrado as barreiras do não dizer.
Digo por saber que não criamos expectativas.
Digo por saber que é alguém sublime.
Digo, não simplesmente por dizer.
Digo e repito e digo novamente:
Eu Te Amo, Eu Te Amo, Eu Te Amo.
Paulo Laet
"Passei anos decifrando a mim mesmo para descobrir que o mundo não muda quando o compreendemos, mas quando ousamos recriá-lo a partir de dentro. Meu ofício é nascer de novo — e convidar quem lê a fazer o mesmo."
F. Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas
Corpo de mulher, com sorriso de menina.
Um riso contagiante...
ela é a dona da voz que me fascina.
Misteriosa como toda mulher
as vezes doce como toda menina.
Tem dias que conheço você
mas milhares de sensações já pude ter.
Teve raiva, teve riso, me senti acolhido,
mas também senti desabrigo.
Hora me puxa pra você,
Hora parece nem querer.
Fico confuso, sem saber o que
fazer. Devo seguir ou devo correr?
Tenho vontade de acelerar,
mas é preciso saber se haverá
estrada pra continuar.
A sua boca me instiga, seu corpo
me alucina, sua inteligência me fascina
e o seu jeito..., esse sim me intriga.
Dia brava, dia calminha, quem é o louco que vai dizer que isso não alucina?
Companheira na madrugada,
companheira durante o dia.
Ei, será que ainda vai me
acompanhar pra toda vida?
Vontade de te colocar no colo
e fazer cafuné até amanhecer,
Abraçado com a mulher que
eu amo de todo o meu ser
a cabeça pede explicação mas o corpo entra em erupção com tal sensação...
mas no fim, o que será que vai acontecer?
será que vale mesmo apena pagar pra ver?
no que isso vai dar ? não sei dizer.
mas hoje, com toda certeza, eu posso falar
eu amo muito você.
agora só resta saber...
vai ficar ou vai correr?
Sou Assim
Forte por fora, mas frágil por dentro
Com sentimentos e múltiplos defeitos
Sensível como as flores do campo
Qualidades simples e cheio de erros
Sou Assim
Desnaturado e sem senso de humor
Cheio de virtudes sem nenhum valor
Sou assim fusco sem brilho no rosto
Aceito a vida preso no triste passado
Sou Assim
Cheio de fraquezas e momentos de tristeza
Sem força na alma e coragem de seguir
Caminho sem endereço certo é assim
Pior que vazio deixado pela ausência
Sou Assim
Chorão, doente sem nada pela frente
Diferente que seu julgamento será eterno
Sou assim frágil e cansado teimoso e sensível
Que procura a lua como seu espelho
Sem lágrimas no rosto, mas dor no peito.
Sou Assim
Com um olhar profundo, mas vazio no coração
Disposto a enfrentar a dor da emoção
Desconhece a verdade de uma simples paixão
Sou Assim
Sou assim que ama o certo mas que acaba no errado
Que espera um futuro sem esquecer o passado
Que desacredita no amor e nos efeitos
Que espera sem paciência novos ares e novos tempos! Sou Assim
Quase tudo na vida se perde
entre dois extremos:
agir rápido demais,
antes que o coração
alcance a mente;
ou pensar tanto
que o passo
nunca chega ao chão.
No meio desses dois mundos
mora a sabedoria:
sentir, decidir, mover.
Nem só impulso,
nem só espera,
mas o equilíbrio
que transforma
intenção em vida.
Tu és a poesia lida nos dias quentes e frios, tu és a poesia que ocupa as madrugadas de insónias, Tu és a poesia que a minha garganta reconhece para a sede matar, Tu és a poesia que como vinho que aquece minhas veias se apodera do meu ser, Tu és a poesia que com emoção ativa as minhas hormonas de felicidade, Tu és a poesia que amo e declamo com o sorriso nos lábio e alegria no coração.
_ Os homens, os animais, as florestas ,
os rios e lagoas, os mares e oceanos, os tesouros do solo e subsolo, são todos parte do planeta terra, o nosso planeta que imploramos aos ventos para que seja salvo e que a vida continue. A vida continua, continua com os nossos filhos , continua com os nossos netos, com os nossos bisnetos que farão com que os seus sucessores também venham usufruir dos benefícios deste planeta. A espécie inteligente ( Homens ) com a sua inesgotabilidade busca, não vai refugiar-se em outros planetas, nem no pequeno satélite (Lua) natural da Terra, porque em nenhum destes lugares é possível a vida, O oxigénio, a água e outros elementos para o ser vivo sobreviver, é na terra. Ninguém quer que os rios fiquem sem água, ninguém quer que as florestas fiquem sem árvores e sem animais carnívoros e herbívoros, ninguém quer que o tubarão e os outros peixes sejam extintos porque todos são seres deste planeta Terra onde as espécies se acodem. Então o ser superior para a compreensão do homem, se una ao outro homem para o bem do planeta Terra. O homem precisa acolher o outro homem que teve a pouca sorte de nascer em zonas sem recursos do nosso planeta, e que este se permita ser parte dos outros.
A vida!
Ninguém caminha com certeza de quedas, ele simplesmente caminha , começa pondo-se de pé e vai dando os primeiros paços, pode ir tendo algumas quedas não conscientes, a consciência apenas diz-lhe para caminhar, depois olha no retrovisor e a consciência diz-lhe que se aquela e a outra queda não tivesse acontecido teria chegado mais sedo.
A hora do despertar
É natural ao ser humano relutar diante da experiência do luto, ainda que saiba, em sua consciência mais íntima, que tudo aqui é passageiro e nada é permanente. Há, porém, uma audácia silenciosa: a crença de que jamais irá partir, mesmo sabendo que cada um chega ao mundo com os dias contados.
A vida, sendo viagem de experiências (maduras ou infantis), passa sempre.
Ao desembarcar na estação da existência, o homem deixa para trás entes que sofrem com sua partida e, antes mesmo de chegar, muitos já anseiam pelo seu retorno à casa primeira.
Ao despertar do sono letárgico do período gestacional, o homem chora ao nascer: choro de socorro diante do novo. Contou cada fase para essa oportunidade, mas, ainda assim, sofre o medo de enfrentar o desconhecido: outra vida, outro tempo, outra história.
Assim como o nascimento, a morte pode ser dolorosa, sobretudo para aquele que se acostumou ao corpo material que lhe foi emprestado. Esqueceu-se das responsabilidades assumidas outrora, por livre escolha, ciente do livre-arbítrio de que desfrutaria nesta passagem.
Muitas vezes, o homem se permite a ilusão de ser seu próprio deus, entregando-se às coisas efêmeras e acreditando que detém o controle, sobretudo do seu próprio corpo e mente, jogando- se integralmente às trivialidades materiais. Porém, na hora do retorno à estação primeira, perde-se em descontentamento, arrependendo-se de ter lançado fatias da própria existência ao vento. E, como criança, o velho chora ao perceber que a única coisa que já não possui é tempo para recomeçar, reconstruir, reviver ou corrigir a rota.
Para que a vida não lhe soe como um fardo pesado, é necessário reconhecer, antes de tudo, seu próprio eu e as atribuições assumidas em tempos pretéritos. Pois todo aquele que escolhe retornar à vida jamais estará isento de, um dia, experimentar a morte.
Mari Machado
Um sonho febril me arrebatava com tigo mulher ardente, onde teus lábios percorriam minha pele como uma chama viva, dançando em silêncio, acendendo cada sombra adormecida em mim.
Tua nudez — luz que atravessa a escuridão — guiava meus sentidos, entregando-se sem temor ao magnetismo que nos consumia.
A cada toque, um incêndio;
a cada suspiro, um abismo se abria.
Era um fascínio insano, doce e selvagem, onde teu corpo se moldava ao meu como se já tivesse nascido para caber ali.
Segredos antes escondidos brotavam entre nós, desejos ancestrais se revelavam, e tua presença invadia minha alma com a força crua de uma paixão sem máscaras.
Naquela entrega total, éramos um só ser pulsando no mesmo ritmo,
e o mundo, acuado pelo nosso fogo, simplesmente desaparecia.
Restava apenas o êxtase — voraz, profundo, infinito —
um desejo que não acaba, apenas se reinventa.
Portas Invisíveis
Existem portas que não se veem, mas nos barram o caminho.
São muros feitos de olhares, de palavras que pesam mais que ferro.
Dizem o que podemos ser, julgam o jeito de andar, de falar, de sonhar. Erguem limites invisíveis, onde só deveria haver espaço para crescer.
Mas cada gesto de empatia, cada mão estendida, cada escuta sincera, rasga o véu das atitudes fechadas, e deixa entrar a luz da compreensão.
Não é a diferença que nos separa, éo preconceito que nos prende.Quebremos as barreiras atitudinais, para que todos possam caminhar livres.
Caminhos Diferentes
No silêncio, há voz que canta,
No passo lento, há força que encanta.
O mundo mede o que é igual,
Mas cada caminho tem seu sinal.
Olhos que veem de outra forma,
Mãos que tocam sem norma.
Corpo que fala, mente que dança,
Tudo é vida, tudo é esperança.
Não é fraqueza, não é dor,
É jeito de sentir, é jeito de amor.
Portas se fecham? Abrimos janelas,
Transformamos limites em estrelas.
Cada gesto, cada ser,
Tem seu valor, tem seu poder.
E no abraço da diferença,
Nasce a mais pura excelência.
A força que não se vê.
No silêncio de quem não grita, reside a voz mais alta que se escuta.
No passo que o mundo acha lento, bate um coração que é movimento.
Não há limite onde há coragem, nem barreira que contenha a passagem.
O mundo mede pelo que enxerga, mas a vida floresce na diferença que se guarda.
Mãos que desenham o invisível, olhos que leem o indizível, corpos que reinventam o espaço, almas que escrevem seu próprio compasso.
Não é sobre compaixão, ésobre respeito em ação.
Cada pessoa é universo inteiro, cada deficiência, um novo roteiro.
E quem ousa olhar além da aparência, descobre que a verdadeira força não está no que o corpo faz, mas no que o coração alcança.
Sensibilidade tem um preço.
O preço de ser autêntico.
De ser inconstante.
O preço de ter mil sonhos e desejos para viver e compartilhar.
É sentir no corpo, na alma e no coração.
De ser real, em um mundo de mentiras e falsos sorrisos.
É como uma tempestade de verão intensa e rápida. Para depois, ver o sol chegar mostrando todo o seu esplendor.
O que se faz com tanta intensidade?
Talvez a resposta seja simples e, esteja ao nosso alcance.
É encontrar alguém para amar, ser feliz e nada mais...
Olhos de Universo
Cada corpo tem seu jeito, cada mente, seu universo secreto. Não há linha reta, não há molde, há caminhos que brilham sem alarde.
O que alguns chamam de limitação, é só a porta para outra percepção. Osom, o toque, o gesto, o olhar, todos têm formas de amar.
Não é sobre o que falta, mas sobre o que transborda, a coragem, a força, a vida que em cada ser se mostra.
Respeito não é favor, éreconhecer que cada pessoa tem direito de ser, de existir, de voar, de sonhar.
Cartinha...
Ganhei hoje um presente embrulhado em saudades
Um presente colorido em uma caixa vermelha
Em cima tinha uma fita amarelada do tempo
Estava escrito em azul! Saudades são como os ventos...
A caixa feita em forma, que parece um coração
Por ser vermelha bem forte, cor do sangue em minhas mãos
Dentro trazia uns guardados escritos com emoções
Estava no cabeçario ainda escritos a mão...
Amigo estas lembranças me saem do coração
Se posso chamar de amigo a quem quero por paixão
O tempo levou embora apenas as minhas certezas, mas deixou algo esquisito
Deixaram no peito meu que sangra nestes escritos...
Quando a caneta desliza neste papel azulado
Colocando em palavras os pensamentos espalhados
Esperando que ainda tu leias, relembrando seu passado
E do amor que te tenho neste coração guardado.
Das esperanças que tinha com ela fiz uma estrada...
Viajei pelos caminhos de mãos dadas com as saudades
Sempre amparada com a sorte minha amiga desgarrada
Mas esteve ali presente no presente desta estrada...
Tive momentos que a vida às vezes me fez te esquecer
Quando dormia um pouquinho nos sonhos ia te ver
Felicidades tão belas que levaram o amanhecer
Cheguei odiar o sol porque levava você...
Amores tentaram de tudo, rostos lindos de viver
Corpos rolaram nas camas em buscas de algum prazer
Nas lembranças do meu peito só existia você
Nestas linhas que te escrevo somente para saber
Que na vida do meu hoje e no ontem sou você...
Termino estas lembranças, deixando como certezas
Contrariando os dizeres que ouço por muitas vezes
Que o tempo tudo cura. o meu peito não aceita
Quando o amor é verdadeiro! Nem a morte ele respeita.
Assinado com saudades, saudades de uma vida inteira...
(Zildo de Oliveira Barros14/03/12)
Se eu pudesse transformar o tempo em poesia, cada mês seria um verso dedicado a você. Vou parcelar o meu amor, não por falta de entrega, mas para ter sempre um motivo bonito de cruzar o seu caminho, de sentir sua presença, de renovar em prestações suaves a eternidade que mora em nós.
A cada encontro, pago com sorrisos, juros de saudade e dividendos de ternura. E mesmo que o calendário tente nos separar em dias e semanas, eu insisto em fazer da rotina um ritual sagrado: o de te ver, te ouvir, te sentir.
Você é o crédito infinito da minha alma, a fatura que nunca pesa, o investimento que sempre rende felicidade. E se o amor é dívida, que seja eterna, porque não quero quitá-la jamais.
Assim, mês após mês, parcela após parcela, vou te entregando pedaços de mim — até que um dia perceba que já não há parcelas, porque o amor inteiro já se fez morada em você.
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