Textos sobre Dor
Hoje eu estou vazia. Sem dor, sem amor, sem lembranças. Acordei pensando em nada, sem planos, sem medos. Um passo de cada vez, me diziam, como eu fui querer correr mais do que eu aguentava? O vazio não me assusta, não me deprime. O vazio é o sinal do recomeço, é sinal de que tudo que antes me sufocava, se desvaiu. Agora sou só eu, novamente. E decidi que dessa vez vai ser diferente, vai ser mais tranquilo, mais a “Deus dará”. Não adianta sair por aí querendo se preencher de coisas mais vazias ainda. Encher a cara, encher a cama, encher a cabeça. O que é importa é o coração e ele faz birra, mas não se abre pra qualquer um ou qualquer coisa. Não mais. Ser mais seletiva, ser mais minha antes de ser dos outros. Preencher aos poucos, vivendo mais. Uma hora vem, hoje ou amanhã. Um hora vem na medida certa que eu preciso, nem mais nem menos. Sem transbordar, sem faltar. Vem pra me completar.
Querida "Dor" parece estranho, mas estou aqui pra dizer que eu preciso de você. Mesmo o mundo te odiando, e detestando a sua presença, eu preciso dela, pois sem você , eu não daria valor a um sorriso simples, não daria valor aos amores encantadores, a amizades surpreendentes, aos momentos incríveis, a familía unida.Obrigada por trazer um significado maior pra minha vida, e trazer o valores que se é preciso pra ser realemnte feliz.
Não, joão. Pedir desculpas não cura dor alguma, tampouco ameniza a vermelhidão dos olhos que tanto choraram. Pedir desculpas é uma forma que o ser-humano encontrou, de tentar justificar o injustificável. Quebra uma taça João, e tenta refaze-la. Ela não volta ao normal. Uma frase mal colocada implica em uma conversa de dores. Algumas interpretações abrem feridas e desenterram defuntos. Eu disse que nunca mais ia te magoar João, e eu to tentando fazer isso duramente, mas me ajuda nisso também. Eu sou humana e eu erro muito, sou impulsiva e absurdamente ignorante. Eu tenho dominado meus demônios e matado meus leões, mas não acha que meu sangue virou de barata. Meu ego ruim ainda habita em mim joão, tente não acorda-lo. E não me peças desculpas, nunca mais. Eu tenho amor João ainda, mas talvez o que eu sinta por mim seja mais forte que ele. Eu também tenho uma vida lá fora e alguma música que eu ainda não cantei então João, não fica tentando me enlouquecer. Eu já não quero filhos por isso. Eu continuarei aqui, mas para de tentar mesmo que involuntariamente me tirar de um lugar que eu sei que é meu, porque um dia João, um dia eu acabo indo mesmo.
Abraço é como aqueles chás que a avó da gente fazia: serve para tudo: cura tristeza, cura dor de barriga, também mata a sede da saudade, servido quente para comemorar uma vitória, para brindar o reencontro com a alegria e até mesmo um pouco mais gelado para acalmar os ânimos. Abraço é tudo porque pelo que aprendi, o amor é solúvel em abraços.
Amamos e apoiamos uns ao outros, por que todos nós já tivemos que superar algum tipo de dor. Não somos melhores, nem piores, muito menos diferentes... Somos feitos de barro e pó, e estamos sendo moldados a cada dia para sermos transformados na pessoa que Deus quer que sejamos. Este Poder Superior nos resgatou e amou-nos incondicionalmente, e apesar de tudo que fomos, preparou-nos para espalharmos luz e amor, onde um dia só imperou dor e trevas...
Senhor, quantos são os que, abatidos pela dor, encerram em si mesmos as portas da mudança e se lançam por veredas sombrias, onde não há retorno, apenas lamento. Misericórdia, Senhor! Que jamais se insinue em minha alma tal pensamento sombrio, pois ele nada constrói, nada cura, nada redime. Sustenta-me com Teu braço forte, guia-me pelas sendas da vida, e que Tua luz dissipe toda escuridão que queira me alcançar. Amém."
"A dor da alma é uma ferida que não cicatriza facilmente. É um peso que carregamos conosco, um eco que não silencia. Mesmo quando parece que estamos melhorando, uma simples lembrança pode reacender a dor e nos fazer sangrar novamente. É uma batalha silenciosa, que ninguém vê, mas que nos destrói por dentro. E mesmo assim, continuamos em frente, tentando encontrar um jeito de viver com essa dor, de aprender a lidar com ela, de encontrar um pouco de paz em meio ao sofrimento."
Adultos mimados não suportam o peso de si mesmos, tratam qualquer dor como injustiça e qualquer frustração como opressão. Querem ser compreendidos, mas não compreendem ninguém. Desistem da vida real e vivem em fantasias. Evitam o diálogo, a convivência e a construção, por traumas mal resolvidos, carência e medo de rejeição. Buscam um amor sem dor, o que revela imaturidade emocional. A vida exige riscos, relações que machucam e diálogos que incomodam. Amar exige coragem, responsabilidade e mudança. Fugir da realidade é se acovardar diante da vida como ela é.
Sua nota para ele: Eu achava que o amor era só dor, até aquele dia em que seu olhar me mostrou que havia um lugar seguro… em você. Mas o tempo… ah, o tempo. Ele revelou que até os olhares mais sinceros podem mudar. Que até quem parece abrigo pode, um dia, se tornar distância. Você se foi, e levou com você o meu conceito de segurança. Doeu, e como doeu. Mas foi da dor que a lição veio: o amor não é só o que o outro nos dá, mas o que ele nos ensina sobre nós mesmos. E você me ensinou que eu sou capaz de amar de verdade. Que eu mereço amor, que fique, que cure, que seja leve. Você foi o olhar que me mostrou que o amor existe. E a partida que me ensinou que, às vezes, ele não dura. Você se foi. Mas eu fiquei. E em meio à dor… eu floresci.
Me importei com tantas coisas inúteis, fragmentos da tal saudade, dor corrompida pelo meu coração afetivo. Queria eu ter esquecido tudo que já passei de ruim, queria eu ter esquecido de esquecer. Queria continuar sendo o que fui há milênios atrás. Eu sinto que estou me afastando, me distanciando, me limitando.
Cada um de nós tem um buraco no fundo de nossas almas. Quanto mais fundo você está, mais dor você pode sentir, porém, nós ansiamos pelo fundo, vemos o abismo como amigo, ele pisca pra nós e nós piscamos de volta, então nos jogamos de cabeça tentando encontrar o fundo, apenas pra descobrir, quando estamos nele, o quanto de dor somos capazes de suportar.
O negrume da noite traz uma dor ácida que aperta o peito e acelera o coração. A vida em eterna corda bamba. Quisera eu ter a vida em linha reta. Mas os astros me quiseram assim, pulsando freneticamente, buscando respostas, fazendo perguntas. Dói e a dor é uma velha companhia minha. Chega suave e lentamente me tira o ar da boca. Busco no ar a vida que não encontro. A dor, como areia movediça, suga-me para as entranhas da terra. E sozinha aguento o peso que assola o peito e me faz ser resistência nesse solo em que a mente não oculta a verdade. Dor velha, antiga, que me visita nas noites escuras. Minha cova eu cavo mais tarde. Hoje permanecerei viva e ao acordar talvez sinta alegria. A esperança que nasce do sofrimento.
"Às pessoas não conseguem se livrar da morte e da dor, mas podem postergar, desde que se exercitem, evite os vícios, se alimentem com produtos saudáveis, sejam prudentes (evitem riscos), estudem para alimentar a alma, não gastem mais do que ganhem. Assim sendo, quem ganha é você".
Minha alma está à espera que nunca vêm. A dor da perda e o abandono me deixam sem fé. Eu pedi por cura, por proteção, por amor, mas o silêncio foi a única resposta. A família, que deveria ser o refúgio, virou as costas. Eu e minha filha fomos deixadas para lutar sozinhas, sofrendo e passando fome. Agora, eu exijo uma prova da existência de Deus. Quero ver, quero sentir, quero saber que não estou sozinha. É hora de Deus mostrar sua face, de provar que ele existe e se importa conosco. Eu estou esperando.
"O coração que sofre também acredita, pois a dor não apaga a esperança, apenas a molda. Onde mora a dúvida, a fé encontra espaço para florescer, pois é na incerteza que descobrimos nossa força. Que cada lágrima seja a semente da coragem e que cada medo se transforme em um impulso para seguir em frente, pois o amanhã sempre traz novas possibilidades." – citaçãodo livro "Tobias: O Elo Invisível" de Roberto Ikeda.
Queria estar com você para olhar no fundo dos seus meus olhos, saber a sua dor e desespero. Toca o meu coração, o sinta o meu amor por você e minhas preocupações. Espero que isso te traga conforto e refúgio. Sinto do fundo do meu coração, vendo o seu mundo, que seja assim tão profundamente no meu coração. Arde em chamas, queimam. Eu imagino agora o seu espírito no teu olhar vazio. Ao voltar para casa, mas eu digo: nada é para sempre, mesmo que pensamos e sonhamos com isso. Nessa luz, a escuridão que toma várias formas na tua alma. Compreendo você agora e suas esperanças no imenso vazio de sua ferida. Eu espero ser o remédio ou o conforto para você. Eu estarei ao seu lado pelo tempo que for necessário." Pontos de Destaque
O mundo não quer me ler, porque eu sou a dor de veia rompida perto do calcanhar. Uma dor fina, que incomoda bastante quando a caminhada é longa, mas dá uma certa aflição gostosa ao se espreguiçar na cama, antes de dormir. Então, é melhor conviver do que investigar, já que pode ser uma hemorragia interna, mas também pode ser só efeito do tempo sobre pés cansados.
A dor me escapa e se esconde para além de mim mesma. Liberta da opressão, posso expressar com lirismo todos os sentidos ofuscados. Sou calma e a calma é o meu jeito de estar no mundo. Prezo passos mansos, mãos delicadas e palavras sussuradas. Nada que desperte a natureza, tão coerente em seu ritmo. Posso ser um pássaro, uma flor, um fruto. Posso ser um ser integral em comunhão com tudo que me cerca. Admiro a paciência das árvores, crescendo lentamente. Não quero ferir o silêncio. Por isso meus dedos são suaves e não fazem alarde.
Ainda há angústia, ainda há dor, ainda há machucados que não foram cuidados da forma devida, ainda há um peito arranhado, ainda há um choro preso que não se sabe quando cairá, ainda há saudade da vovó, ainda há necessidade de ter atenção, ainda há o desejo e a falta de ser amada, ainda há um vazio sem fim, ainda há palavras embaralhadas, ainda há medo, ainda há receio, ainda há insegurança, ainda há vícios, ainda há tristeza, ainda há a falta de um abraço, ainda há a falta de um olhar, ainda há a falta de toque físico, ainda há saudades das brincadeiras de infância, ainda há vontade de parar com a vida, ainda há vergonha de ser quem eu sou, ainda há pouca esperança, ainda há melancolia, ainda há sofrimento silencioso, ainda há solidão, ainda há a falta de ter um pai presente, ainda há desânimo, ainda há pensamentos sobre o casamento dos meus pais, ainda há vontade de gritar pra todo mundo ouvir, ainda há vontade de machucar o meu corpo, ainda há o sentimento de nunca ter certeza de nada, ainda há a sensação de não pertencer a lugar nenhum.
O mundo é bom por permitir que as pessoas ruins o machuquem. Ele está acostumado com a dor, e toda dor gera revolta ou evolução, vemos a todo instante as evoluções que matam milhares de inocentes assim como mataram a sua inocência. Não o culpo por tais atos, porque assim como um espelho ele reflete a imagem do ser que está deixando há tempos de ser "Humano".
