Textos sobre Dor
Momento único! Momento de dor! Uma dor que não cabe palavras. Maria encontra com seu filho Jesus a caminho do calvário.
Ele ,seu amado filho Jesus, carregando um pesado madeiro de cruz. Ensanguentado, ferido no corpo e em espírito. Humilhado perante ao povo a quem somente quer o bem.
O momento é doloroso. Maria sabe que nada poderá fazer para resgatar seu filho, para tirá-lo daquele sofrimento. Só lhe resta acompanhá-lo também na dor. Não há queixas, não há lamento. Apenas contemplação, sofrimento.
O SIM da Anunciação já fora uma completa aceitação dos planos de Deus. Simeão já havia predito que" Uma espada de dor transpassaria o seu coração" . E Maria guardou tudo seu coração. Seu SIM foi definitivo e irreversível. Ela sabia que o caminho do calvário culminaria com a salvação da humanidade. Aceitou humilde e obediente os planos de. Deus que O levaram a crucificação .
Com Maria aprendamos a seguir Jesus mesmo em momentos de dor e agonia. Aprendamos dela a humildade e obediência e no silêncio seguir os passos de Jesus. Pois sabemos que não há salvação sem passar pela cruz.
"Maria, mãe das dores, mãe dos aflitos, ensina- nos a amar e imitar suas virtudes. Interceda por nós a seu filho Jesus para que como Ele, coloquemos o amor acima de tudo e que aprendamos a perdoar."
"Caminha conosco, Senhor, e ensina -nos a carregar a cruz de cada dia!"
— emParóquia Nossa Senhora Aparecida- Echaporã SP.
abril/ 2019
texto de Edite Lima
SER MÃE
Ser mãe é guardar um sorriso mesmo quando existe dor
É guardar no coração sempre um pouco de ternura, mesmo quando precisa severamente corrigir
É amar! Sorrir! Chorar! Sofrer!
É doar-se... É perdoar sempre
É olhar o mundo e a família
Sempre acreditando num amanhã melhor
É ter esperança!Esperança que não morre nunca!
Esperança de que um dia todos em seu lar falem a mesma linguagem do Amor
Esperança de que o filho perdido nas ilusões do mundo
Um dia volte restaurado de seus vícios
Mãe é aquela que espera sempre..
Espera que começa durante a gestação
Espera que continua durante toda a vida
Espera que o filho cresça...que se gradue... que se realize profissionalmente...
Que faça um bom casamento, constitua uma bonita família e lhe dê muitos netos
Que volte seguro da escola, da rua, da balada...
A vida da mãe é uma sucessão de esperas
Será que um dia terá fim tantas esperas?
Pois na velhice já cansada e sozinha, quase sempre a espera continua
É a espera que o filho dela não se esqueça
E que dentre suas obrigações arranje também um tempinho para lhe fazer companhia...
E retribua toda uma vida de completa doação!
Feliz dia das mães!!!
Em pleno inverno e dor
na Pátria do Condor
estamos mergulhados
num oceano profundo
de prisões políticas.
A nuvem de gafanhotos
serve como alegoria,
corpos foram devastados
por esta pandemia
e há flores nos calabouços
pelo golpe lá da Bolívia.
Em pleno inferno em vigor
vou contando em prosa
e verso o quê se passa
aqui no meu hemisfério
que a verdade foi naufragada.
Há tempos venho contando
sobre desaparecimentos
forçados, uma boa tropa
sofrida e estilhaçada,
por uma convivência
radicalizada numa Pátria
que pelo Império
vem sendo assediada.
Não se tem mais nenhuma
notícia de um General
que está preso injustamente,
e agora sobre um velho
e bom líder tupamaro
preso por um falso positivo;
e tantos outros que estão
passandopessimamente.
Nos olhos
inabaláveis
de azabache
do General
estão claros
o cansaço,
o tormento
e a dor
de verdade
com as cores
da moldura
da tristeza.
A lentidão
da Justiça
faz vítimas
sem escolher
a patente
alcançando
com o punho
castigando
fisicamente
o tenente,
o coronel
e tanta gente.
Há quase
dois lentos
anos venho
insistindo
em pedir
a liberdade
de um General
que está preso
inocentemente
e sem devido
processo legal,
ele foi preso
por discordar
do poder vigente.
Se é verdade ou não,
não importa,
a dor segue a mesma.
De joelhos pedindo
a entrada diante
de uma tropa
estrangeira
com a bandeira
da sua própria
Pátria estendida,
rogando assim
dessa maneira
é porque precisa.
As chagas de um
povo a mim não
me são alheias,
Eu sou do povo,
o meu coração
a ele pertence;
e triste e ardente
está em brasas
amazônicas de
pura inconformação.
A dignidade humana
em virtude
de uma dificuldade
passe o que passe
jamais será diminuída,
acredito nas voltas
que o mundo dá
e no giro do tempo.
Nas preces as súplicas
dos imigrantes
estão presentes,
para que jamais
deixem de ser atendidas;
e da mesma maneira
tem sido pelo General
preso injustamente
e pela tropa sofrida.
Ainda no rosto
está a umidade
das lágrimas
pelo Sri Lanka,
A dor do mundo
nessa alma
latinoamericana
ninguém estanca.
A vida me espanta,
Vem, e me diz
que estou errada:
mártires estão
por todos os lados,
De concentração
há campos infantis
inenarráveis;
E governantes
de braços cruzados.
Mesmo que seja
a canção derradeira,
Ela é pelo General
que o único crime
foi ter sido patriota
e continuar sendo;
Canto o mesmo
e o tanto pela tropa.
Você precisa escutar:
O quê se exarcerba
a mim também afeta,
a Terra é o meu lar.
(Se permita libertar e se reconciliar).
Testemunha de uma
espiral de dor que
com disciplina captura
em greve de fome
um Tenente-Coronel,
Procrastina a cura
de um Capitão de Navio
e tem abandonado
a própria sorte um General
preso de consciência
e uma tropa no inferno
que aquece os corações
dos irreconciliáveis,
Luzes no inferno
para torturar inocentes
não fazem bem
nem mesmo ao céu
dos mentores que sem
perceber presos estão
na própria escuridão.
As lágrimas de Iaçã
pela dor que não
tem reparação foram
notadas por Tupã,
Ele a levou para perto
d'Ele e para a tribo
trouxe a solução.
Tupã e Iaçã olham
e protegem a todos
o tempo todo,
Chorar não seja mais
permitido aos filhos
desta nossa Nação.
(Quando faltar doçura,
não pode faltar
a recordação que uma
tigela de Açaí sempre
faz bem ao coração).
O medo de sentirmos dor as vezes é maior do que a própria dor...
Porém está culpa não cabe a nós meros humanos pateticamente desenvolvidos, mas a responsabilidade de não temer aquilo que cria essa omissão de sentimentos, pensamentos e verdades é literalmente e inteiramente nossa.
Somos condicionados através do medo.
Temos medo de sentir dor assim como temos medo de sentir amor.
Falta coragem a maior parte de nossa prole, os que demonstram um pouco de coragem e audácia se destacam diante duma sociedade de medrosos e simpatizantes do medo.
Não estou a dizer porquê não tenho medo, muito pelo contrário, tenho medo de sentir medo.
Nossa condição bastarda nos limita a pensar que somos a espécie dominante, só que este domínio se encontra nas mãos de quem abdica-se do medo e toma as rédeas de seu futuro não controlando o mesmo mas fazendo o possível para que suas virtudes sejam proclamadas em verdade para com o mundo.
Só descobrimos nossas verdadeiras intenções de vida quando a nossa própria vida corre perigo.
Deveríamos querer morrer, do que viver rodeados de falácias e mentiras pré-fabricadas sem a menor compaixão para com o próximo.
Não me venha com sua ética moral que foi formulada para que as pessoas pudessem viver confirmadas de que o bem é uma realidade em sua vida e que ninguém irá infringir o código de conduta que foi imposto e encucado a humanidade.
Não temo o poder que as palavras podem causar ao leitor pois este não tem medo de compartilhar suas frustrações e alegrias.
Dá próxima vez compartilha o que mais deseja fazer de sua vida, não aquilo que papai e mamãe ensinaram!
A dor gera obediência (Hb 5.8); A dor gera arrependimento (2° Co 7.10); A dor gera paciência (Rm 5.3); A dor gera esperança (Rm 5.4); A dor gera experiência (Rm 5.4).
Onde você enxerga dor, Deus enxerga processo. E o processo gera amadurecimento, e o amadurecimento é requisito para recebermos a herança de Deus (Gl 4.1-2).
Ninguém sente ou sabe
do outro e nem da dor que
se esconde atrás da tela
para enfrentar a Humanidade
que vem se assemelhando
a cada dia mais com
mais de uma quimera,
No digital todo mundo
até o ser digital é terra
extraterrestre ou estrangeira,
ou alma que todo o tempo berra,
Porque cada um sente
diferente até quando se cala.
Não importa se é uma dor
Ele quebra as prisões
E traz cura aos corações Não importa se é tristeza Ou se está sozinho à mesa Ele enxuga o seu choro Ele é o seu consolo
Porque sou triste.
É já nem sei se alegria existe
Pois a dor que sinto me crucia lentamente
E é por isso que sou triste
Já fui feliz, sim, amava, sorria
E se hoje finjo e tento ser risonha
Busco em mim mesma uma falsa alegria
Mas o coração aos poucos não resiste
Que a solidão comigo se sacia
E se hoje alguém me acaricia me apavoro, temendo falsidade.
Sou assim por ser sozinha.
De nada adianta reclamar
O vazio aqui está
Jaz meu último suspiro
Desvendando almas
Bate o arrependimento
É tanta falta de Amor
Vivemos em Ilusão
Essa Dor vai passar
Mas o Perdão... esse não vai dar não
Essa Solidão não é nada meu irmão
Imensidão de seres sem luz
Do Calor ao Frio
Dormir e não acordar
Ver o mar sem amar
Viver sem morrer
Morreu e não percebeu
Viveu e não envelheceu
Só dor e decepção
Era tudo ilusão
Sobre amar
É lhe querer bem, quer seja no coração de outrem
Alegrar-me com o brilho no seu olhar
Mesmo direcionado à outro lugar
Sem necessidade de se afastar
A lágrima na face é apenas saudade
E a existência dela constata que fizeste bem a sua parte
A vontade em ter você não anula o quão bem quero lhe ver
Não há culpa em não corresponder um sentimento
Dor ameniza-se com respeito
Se não for ao meu lado seu desejo
Entendo que o destino reservou outro desfecho
Amar jamais será errado
Ainda que os caminhos não estejam entrelaçados.
Minhas botas surradas
Já me levaram a tantos lugares e já viram tantas coisas.
já caminhei pelo mundo, já voltei pra casa, já sai de volta.
Já andei a pé, já andei de carro, já andei a cavalo, já andei ajoelhado.
Já me viu na fé, já me viu orando, rezando, abençoando, clamando a Deus e a nossa senhora, já me viu quebrantado e reconstruído pelo amor divino e já me viu revigorado.
Já viu amores virem, já viu amores partirem, já viu amores ficarem, já viu amores sumirem.
Já me viu sorrir, já me viu chorar, já me viu cantar, já me viu orar.
Já me viu deitado, já me viu ajoelhado, já meu viu de pé e já me viu a caminhar.
Minha botas surradas;
já viu quem veio, já viu quem foi, já ja viu que foi e voltou, já viu quem decidiu ficar, já viu que decidiu partir.
Já viu as lições, os meus aprendizados, as minhas conquistas e os meus resultados.
Já me viu com amigos, com inimigos, com colegas e apenas com conhecidos.
já me viu sozinho, já me viu acompanhado, já me viu em família, me viu com meus pais e meus filhos, já viu minha vida.
Já presenciou vitórias, já viu derrotas, já viveu dias de lutas e já viveu dias de glórias.
Já me viu na lida, já me viu no campo e na cidade, já me viu sonhando e já me viu na realidade.
Minhas botas surradas já não são mais novas, nem as mais modernas ou as novidades, mas fazem parte de um caboclo com Histórias vividas, contadas, cantadas, e moldadas pelos caminhos percorridos por todas essas estradas.
Não, elas não são novas, são surradas, mais nelas possuem verdades, possuem valores, sabedorias, aprendizados e muito pó dessas estradas.
Minhas botas surradas, estão cansadas, já percorreram muitos caminhos, sinto que chegou a hora de aposenta-las.
Mas não de tirá-las da minha vida, ou da minha história, ou da minha jornada.
Elas estavam comigo quando mais precisei e vão estar comigo para onde eu irei.
Não mais sendo usadas, mas ali guardas em um lugar onde ela possam ver as novas caminhas, as novas estradas.
Minha botas surradas hoje descansam de sua jornada.
Autor
Roberto Viegas
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Quem sou eu além de uma menina de eterno coração partido
Por mim mesma
Criança sem balanço
Sozinha na gangorra
Ouvindo músicas na noite vazia
Pensando no nada que me representa
Enquanto me escondo da lua
De vergonha
No peito apenas a coragem de partir
E na mente as correntes que me enjaularam durante todo esse tempo
Quem sou eu além de uma menina de eterno peito cheio
Vagando pela manhã a procura de algo que me transborde
Que me derreta
Vagando no desconhecido do tempo
Fugindo e correndo atrás do passado
Criança solta
Presa
Presa entre o dinheiro e a liberdade
Entre a liberdade e a solidão da noite
Mais uma vez
Livre e só
Sendo o que o coração manda
e que a mente arrebata
Boa e má
Má com o que pensa
E boa com o que faz
Sendo martelada nos pés
E amarrada pelas mãos
Mas a coragem que hoje encontrei
Que hoje me representa
Vai me fazer sorrir amanhã
Como se nada tivesse acontecido
Sorrindo embaixo do sol
E me esquivando embaixo da lua
Porque quando o frio bate
O coração quente pela luz do dia
Congela
Devagar
Rápido
Devagar de novo
A lentidão da vida me faz caminhar observando o mundo
Enxergando tudo
Mesmo precisando de óculos
Mas meu coração sempre enxergou melhor do que meus olhos
Estando tão cega
Nunca enxerguei o verde tão bem
O roxo da flor
O amarelo do piso
Os buracos na calçada
As pessoas
Seus olhares
Eterna andarilha arrependida
Mas livre
Tão livre
Voando junto ao vento
E contra o destino
Hoje ti vi
Te olhei nos olhos
Meu coração bateu mais forte
Se olhar era indecifrável
Gosto de bons mistérios
Mas também gosto de mim
O sentimento vai e vem
Mas não fica
O tempo passa sem pensar
A vida vai sem você se quer imaginar
A gente anda se querer andar
A gente só se foi
E hoje após nos olharmos no espelho mal nos reconhemos
Estilhaço espalhando por todo corpo
A sangue meu em suas mãos ,a pedaços seus em minha espada
Talvez não fosse pra ser
Talvez passamos por isso pra crescer amadurecer e num futuro próximo nos encontrarmos e, nos juntamos para seguir
Talvez Nada acontece e a gente nunca mais se veja (não acredito muito nisso,pois somos muito iguais)
Talvez talvez talvez
Não temos certeza de nada
A única certeza que temos é que o amanhã é um mistério
E como disse anteriormente,eu gosto de bons mistérios
E você é um dos meus favoritos
Ascendência
Eu, filho do caos e da isolamento,
faço deste pequeno e ínfimo verso
nascido em meu lúgubre universo,
meu último testamento.
Meus sentimentos jamais serão perdoados.
Detentores de natureza renitente,
Estes são meus pecados.
Quando elas me gritam,
meu peito dói.
Não suporto mais isso.
Quero acabar com essa dor que me destrói.
Eu, filho do amor e da exaltação,
hei de enterrar em meu túmulo
todo sentimento que em acúmulo
me levou a pecar contra meu coração.
O céu jamais se fez azul sobre minhas pestanas.
Mas quando o encaro, peço que me mate.
Que em meu túmulo se enterrem mentes insanas,
e assim como meu sangue se façam escarlate.
A constrição aumenta em meu peito.
Em meu quarto se mostra desconfortável sensação.
Recende a solidão.
E mais uma vez, a morte atavia o meu leito.
Eu, filho do rancor e da ardente paixão,
Renuncio toda dor.
Amaldiçoo todo amor
que me levou a cair em depravação.
Quando tamanho sofrimento
descera sobre minh'alma,
senti o último momento
em que me fora roubada a calma.
Abnego minha existência.
Já não sinto mais inevitável
vontade de com meu eu ser afável.
Em meu calvário se pagara a penitência.
Eu, filho do ver e da verdade,
através de meus versos encontro piedade.
Oriundo da terra, verdadeiro colo,
anuncio meu retorno ao solo.
Meus olhos, frutos da própria terra,
vis criaturas peçonhentas
que na verdade encontram tormentas,
sua Ascenção encontram na guerra.
Se ao teu ver, minha existência enfraquecida,
em meus olhos, expressão da realidade,
se encontre tamanha debilidade,
toma tua foice, ceifa a estéril vida.
Eu, filho da vida e da própria morte,
a quem rejeitara a própria sorte,
tornara-me da dor, escravo passivo.
À noite, sofredor cativo.
Quando em meu andar
eu hesitar em dar o primeiro passo,
deixe que em meu penúltimo ruflar
se desfaça esse eterno laço.
Elas, cujas lâminas marcam em meu braço
a falta de um único abraço
gritam o notar da minha ascendência.
Seu nome, depressão.
TEU NOME (soneto)
Deixa a vida com sua sina, enfim devasse
A tua solidão que é o teu maior lamento
Que tem a dor calada no teu sentimento
Todo a angústia que sente se mostrasse?
Chega de engano! Revela-te o ferimento
Ao universo, defrontando-a sem repasse
Ao coração, que já lágrimas tem na face
E suspiros nas noites num pesar sedento
Olha: não suporto mais! Ando cabisbaixo
Deste sofrer, que o meu amor consome
De senti-te sozinho no peito tão imerso
Ouço em tudo o silêncio, golpe baixo
Do desejo. Que vive a calar o teu nome
E insiste em recordá-lo no meu verso
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano
Olavobilaquiando
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