Textos sobre Dor

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Porque sou triste.

É já nem sei se alegria existe
Pois a dor que sinto me crucia lentamente
E é por isso que sou triste
Já fui feliz, sim, amava, sorria
E se hoje finjo e tento ser risonha
Busco em mim mesma uma falsa alegria
Mas o coração aos poucos não resiste
Que a solidão comigo se sacia
E se hoje alguém me acaricia me apavoro, temendo falsidade.

Sou assim por ser sozinha.

Inserida por Pathynes

De nada adianta reclamar
O vazio aqui está
Jaz meu último suspiro
Desvendando almas
Bate o arrependimento
É tanta falta de Amor
Vivemos em Ilusão
Essa Dor vai passar
Mas o Perdão... esse não vai dar não
Essa Solidão não é nada meu irmão
Imensidão de seres sem luz
Do Calor ao Frio
Dormir e não acordar
Ver o mar sem amar
Viver sem morrer
Morreu e não percebeu
Viveu e não envelheceu
Só dor e decepção
Era tudo ilusão

Sobre amar
É lhe querer bem, quer seja no coração de outrem
Alegrar-me com o brilho no seu olhar
Mesmo direcionado à outro lugar
Sem necessidade de se afastar
A lágrima na face é apenas saudade
E a existência dela constata que fizeste bem a sua parte
A vontade em ter você não anula o quão bem quero lhe ver
Não há culpa em não corresponder um sentimento
Dor ameniza-se com respeito
Se não for ao meu lado seu desejo
Entendo que o destino reservou outro desfecho
Amar jamais será errado
Ainda que os caminhos não estejam entrelaçados.

Minhas botas surradas
Já me levaram a tantos lugares e já viram tantas coisas.

já caminhei pelo mundo, já voltei pra casa, já sai de volta.
Já andei a pé, já andei de carro, já andei a cavalo, já andei ajoelhado.

Já me viu na fé, já me viu orando, rezando, abençoando, clamando a Deus e a nossa senhora, já me viu quebrantado e reconstruído pelo amor divino e já me viu revigorado.

Já viu amores virem, já viu amores partirem, já viu amores ficarem, já viu amores sumirem.

Já me viu sorrir, já me viu chorar, já me viu cantar, já me viu orar.

Já me viu deitado, já me viu ajoelhado, já meu viu de pé e já me viu a caminhar.

Minha botas surradas;
já viu quem veio, já viu quem foi, já ja viu que foi e voltou, já viu quem decidiu ficar, já viu que decidiu partir.

Já viu as lições, os meus aprendizados, as minhas conquistas e os meus resultados.

Já me viu com amigos, com inimigos, com colegas e apenas com conhecidos.

já me viu sozinho, já me viu acompanhado, já me viu em família, me viu com meus pais e meus filhos, já viu minha vida.

Já presenciou vitórias, já viu derrotas, já viveu dias de lutas e já viveu dias de glórias.

Já me viu na lida, já me viu no campo e na cidade, já me viu sonhando e já me viu na realidade.

Minhas botas surradas já não são mais novas, nem as mais modernas ou as novidades, mas fazem parte de um caboclo com Histórias vividas, contadas, cantadas, e moldadas pelos caminhos percorridos por todas essas estradas.

Não, elas não são novas, são surradas, mais nelas possuem verdades, possuem valores, sabedorias, aprendizados e muito pó dessas estradas.

Minhas botas surradas, estão cansadas, já percorreram muitos caminhos, sinto que chegou a hora de aposenta-las.

Mas não de tirá-las da minha vida, ou da minha história, ou da minha jornada.
Elas estavam comigo quando mais precisei e vão estar comigo para onde eu irei.
Não mais sendo usadas, mas ali guardas em um lugar onde ela possam ver as novas caminhas, as novas estradas.

Minha botas surradas hoje descansam de sua jornada.

Autor
Roberto Viegas
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Quem sou eu além de uma menina de eterno coração partido
Por mim mesma
Criança sem balanço
Sozinha na gangorra
Ouvindo músicas na noite vazia
Pensando no nada que me representa
Enquanto me escondo da lua
De vergonha
No peito apenas a coragem de partir
E na mente as correntes que me enjaularam durante todo esse tempo

Quem sou eu além de uma menina de eterno peito cheio
Vagando pela manhã a procura de algo que me transborde
Que me derreta
Vagando no desconhecido do tempo
Fugindo e correndo atrás do passado
Criança solta
Presa
Presa entre o dinheiro e a liberdade
Entre a liberdade e a solidão da noite
Mais uma vez
Livre e só
Sendo o que o coração manda
e que a mente arrebata

Boa e má
Má com o que pensa
E boa com o que faz
Sendo martelada nos pés
E amarrada pelas mãos

Mas a coragem que hoje encontrei
Que hoje me representa
Vai me fazer sorrir amanhã
Como se nada tivesse acontecido
Sorrindo embaixo do sol
E me esquivando embaixo da lua
Porque quando o frio bate
O coração quente pela luz do dia
Congela
Devagar
Rápido
Devagar de novo
A lentidão da vida me faz caminhar observando o mundo
Enxergando tudo
Mesmo precisando de óculos
Mas meu coração sempre enxergou melhor do que meus olhos
Estando tão cega
Nunca enxerguei o verde tão bem
O roxo da flor
O amarelo do piso
Os buracos na calçada
As pessoas
Seus olhares

Eterna andarilha arrependida
Mas livre
Tão livre
Voando junto ao vento
E contra o destino

Hoje ti vi
Te olhei nos olhos
Meu coração bateu mais forte
Se olhar era indecifrável
Gosto de bons mistérios
Mas também gosto de mim
O sentimento vai e vem
Mas não fica
O tempo passa sem pensar
A vida vai sem você se quer imaginar
A gente anda se querer andar
A gente só se foi
E hoje após nos olharmos no espelho mal nos reconhemos
Estilhaço espalhando por todo corpo
A sangue meu em suas mãos ,a pedaços seus em minha espada
Talvez não fosse pra ser
Talvez passamos por isso pra crescer amadurecer e num futuro próximo nos encontrarmos e, nos juntamos para seguir
Talvez Nada acontece e a gente nunca mais se veja (não acredito muito nisso,pois somos muito iguais)
Talvez talvez talvez
Não temos certeza de nada
A única certeza que temos é que o amanhã é um mistério
E como disse anteriormente,eu gosto de bons mistérios
E você é um dos meus favoritos

Ascendência

Eu, filho do caos e da isolamento,
faço deste pequeno e ínfimo verso
nascido em meu lúgubre universo,
meu último testamento.

Meus sentimentos jamais serão perdoados.
Detentores de natureza renitente,
Estes são meus pecados.

Quando elas me gritam,
meu peito dói.
Não suporto mais isso.
Quero acabar com essa dor que me destrói.

Eu, filho do amor e da exaltação,
hei de enterrar em meu túmulo
todo sentimento que em acúmulo
me levou a pecar contra meu coração.

O céu jamais se fez azul sobre minhas pestanas.
Mas quando o encaro, peço que me mate.
Que em meu túmulo se enterrem mentes insanas,
e assim como meu sangue se façam escarlate.

A constrição aumenta em meu peito.
Em meu quarto se mostra desconfortável sensação.
Recende a solidão.
E mais uma vez, a morte atavia o meu leito.

Eu, filho do rancor e da ardente paixão,
Renuncio toda dor.
Amaldiçoo todo amor
que me levou a cair em depravação.

Quando tamanho sofrimento
descera sobre minh'alma,
senti o último momento
em que me fora roubada a calma.

Abnego minha existência.
Já não sinto mais inevitável
vontade de com meu eu ser afável.
Em meu calvário se pagara a penitência.

Eu, filho do ver e da verdade,
através de meus versos encontro piedade.
Oriundo da terra, verdadeiro colo,
anuncio meu retorno ao solo.

Meus olhos, frutos da própria terra,
vis criaturas peçonhentas
que na verdade encontram tormentas,
sua Ascenção encontram na guerra.

Se ao teu ver, minha existência enfraquecida,
em meus olhos, expressão da realidade,
se encontre tamanha debilidade,
toma tua foice, ceifa a estéril vida.

Eu, filho da vida e da própria morte,
a quem rejeitara a própria sorte,
tornara-me da dor, escravo passivo.
À noite, sofredor cativo.

Quando em meu andar
eu hesitar em dar o primeiro passo,
deixe que em meu penúltimo ruflar
se desfaça esse eterno laço.

Elas, cujas lâminas marcam em meu braço
a falta de um único abraço
gritam o notar da minha ascendência.
Seu nome, depressão.

TEU NOME (soneto)

Deixa a vida com sua sina, enfim devasse
A tua solidão que é o teu maior lamento
Que tem a dor calada no teu sentimento
Todo a angústia que sente se mostrasse?

Chega de engano! Revela-te o ferimento
Ao universo, defrontando-a sem repasse
Ao coração, que já lágrimas tem na face
E suspiros nas noites num pesar sedento

Olha: não suporto mais! Ando cabisbaixo
Deste sofrer, que o meu amor consome
De senti-te sozinho no peito tão imerso

Ouço em tudo o silêncio, golpe baixo
Do desejo. Que vive a calar o teu nome
E insiste em recordá-lo no meu verso

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano
Olavobilaquiando

--Convite--

Estou perto de você
Mas me sinto distante
Hoje te chamei para sair
Mas para você não parece importante

Você aceitou o convite
Mas já querendo negar
Só por ter medo
De que eu fosse me magoar

Errado fui eu
De insistir nisso
E tolo em pensar
Que seria um Compromisso

Não enxergar o óbvio
É estar cego de amor
E se não tiver sua bengala
Sua vida será cheia de dor.

um amor que me consome e não me dá nada de volta.
jogo minha essência e tudo de mim no lixo quando não posso expor pra você o que sinto.
criei um amor que corrói meu peito enquanto devora minhas células.
minhas lágrimas já sabem o caminho que devem percorrer e que elas vão se secar sozinhas.
eu poderia dizer que o motivo da minha dor é você, mas seria mentira, porque a culpa é só minha.
inventei um amor, te construí na minha mente e preguei seu sorriso no coração com meus ossos.
agora dói pra tirar.
não posso te obrigar a me amar e suas intenções são boas, mas não me abrace mais.
não pegue na minha mão ou beije a minha bochecha porque é cruel comigo provar um petisco quando eu quero o banquete todo.

Efeito miragem

Eu queria congelar o tempo
Bem naquele momento
Em que você olhava para mim
Eu queria não sentir
Esse misto de sentimentos que me vem
Quando toco em ti

Você me perde e me ganha
Com a mesma intensidade
E eu tenho a mesma saudade
Desse teu poder de barganha

Juro por teu desempenho premiado
Juro pelo nó de tua gravata
Eu juro pela turbulência transpassada
Que não sei como me desvincular de teu passado

Eu olhava pro céu
E a estrada nos abençoava
E a noite, embalava
Como crianças largadas ao léu

Seu olhar brilhava
Como esmeraldas na luz
Oscilantes, porque fizestes jus
À fama que te acompanhava

Teu olhar irônico
Que só me fazia enxergar além
Meu sorriso atônito
Mostrando que nem sempre o ouro que reluz
É o que convém

Eu olhava pro infinito e pra você
Juro pelas intermináveis faixas amarelas da estrada
Que minha vontade tão bem guardada
Era só poder te dizer

Que você é incrível
Que teu passado não tem que nos ser inquilino
Porque enquanto a noite caía,
Eu só te desejava
Cada vez mais perto

E que não seja certo
Eu sempre gostei de arriscar
Só te peço pra ficar
Seja meu maior pecado
Mas esteja perto
Esteja,
Deixe estar

Se tudo me disser que é errado
Eu escolho a inconsequência
Seguro tua mão e imploro
Tira-me da abstinência
Que o vício do teu corpo me trás encarnado

São números e letras,
Maiores que sentimentos menores
Troquei o vício em você por outros 20 piores
Permaneço incrédula sobre o que vem atrás

Vá pro raio que o parta e me leve junto com você
Por tudo que acontece
E eu não consigo não dizer
Que sinto sua falta

Porque estar contigo é como andar de montanha-russa
Não se pode prever o que vem a acontecer
Resta-me apenas aceitar
Antes do dia amanhecer
Te chamo para brindar
À mais uma manhã confusa e sem saber e sem você.

Thaylla Ferreira Cavalcante {Amor, meu grande amor.}

"Tu não fizeste isso. Não tu. Eu sei. Não ousarias. Declaraste eterno amor!
Repentinamente levar o chão sob os pés de quem é um só contigo?
Não poderias destruir a ti mesma causando o partir da alma que te levaria junto.
Tu ganhaste a chave dos céus e do inferno.
Podias ter escolhido o paraíso, mas optaste pela escuridão.

Te tornas, presentemente, juíza não apenas de teus anseios,
Mas destróis o ser de quem é e lutaria eternamente por vós?
Assim, não anulas apenas a ti que agora já é dois em um.
Destróis a felicidade. Assassinas também a chance daqueles inocentes que viriam pela fusão etérea de vossas almas.
Não. Não ousarias. Não terias tanto desamor.

De tal modo, beberás agora por juramento infinito o fel da somba que se circundará.
O limiar rompido entre a sobriedade e a insanidade de quem já não mais tem um coração para ponderar.
Que pela permantente justiça aguarde todo aquele que atrever-se a interferir neste elo infinito.
Não terá paz, não descansará. E por fim sua alma, dormirá no abismo."

O incerto sempre é certo
Não temos domínio do depois
A cada segundo vivemos um milagre
A insegurança bate forte
A pressão imposta
A necessidade do imediato
Tudo satura, desgasta
Só nos resta viver
Ou sobreviver
Um dia de cada vez
Pois é o que temos
Não há momento ideal
O amor não é um mar de rosas
Amizades podem ser passageiras
E nós, passageiros dessa vida
Onde um caminho certo não há
E nada, depende só de nós
Como dizem

O caos sempre aparece
Demorou mas veio
Apareceu me desestabilizando
Não sabia o que fazer
Até que vejo a luz no fim do tunel
Saio em direção a ela
Mas nunca é facil
Meu corpo dói
Meus pés calejados
Já não aguento mais andar
Até que vi você
Algo em mim surgiu
As forças se renovaram
E tive esperanças de ser resgatado
Ao me aproximar do fim
Os olhos doem com a luz
Perdi o costume
Mas se adaptam rapidamente
E percebo que as coisas mudaram
Voce era só uma alucinação
Mas obrigado!

Depois que o sol se põe eu tropeço
É tão estranho
Eu continuo seguindo em frente
Sozinho
Agora sou eu mesmo
Vivendo um monólogo
Ou qualquer outra coisa
Vai ficar tudo bem
Alguns dias são tão bons, outros, nem tanto
Então hoje, eu abro mão
Andando nas nuvens todo dia
Com os pés sangrando
Isso vai e volta, por que eu continuo voltando?

Suzano está em toda parte

Mais uma escola derrubada
O ódio entra pela frente sem pedir licença,
Mais um caso, fatos fortes banal
Um verdadeiro free fire da vida real.
Só pra deixar bem claro a culpa não é do jogo,
É da vida que é o inferno pegando fogo!
Chamas como na cheche em Janaúba,
Inferno embaixo da terra coisa nenhuma!
Como é querer orar se você não tem fé?
Estado é laico mas anda em marcha ré
Sei que vai ter hashitags pra confortar a dor
Mas não importa mais nada:
A dor já é uma mãe perdida na estrada
O importante é o verde amarelo eles dizem,
Vestir a camisa da seleção
A revolução já está vindo armada!
De frente, da direita, da esquesta, pelas costas
Ninguém está seguro,
Nem mesmo quem fica em cima do muro.
Mas quem disse que precisa armas?
É só não haver amor:
A Isabella não tinha asas
Quando da janela o próprio pai a jogou.
Bernardo também tava lá
Perdido, enterrado no meio do mato,
Crimes que a justiça se arrasta...
Mas um caso de pai e madrasta
Von richthofen quem nunca ouviu falar?
A Susane filha dos pais que mandou matar
E o Amarildo ninguém mais vai achar?
Deve ter mulher ainda esperando por notícia
Pelo menos um corpo pra enterrar.
Maldita hora que até isso vira alívio
Como muitos perdidos na lama de Brumadinho
Inferno é na terra eu li num bilhetinho.
Agora finalmente acreditei:
Acreditei quando vi um rapaz morto esguelado
Gerar menos mídia que o caso de um cachorro
Acreditei que nós erramos,
A carne mais barata não é a carne preta
E a do ser humano!

Poeta eu não sou.

Não sou poeta nem ao menos sei escrever, mas conheço de amor
Dores que me fez sofrer, conheço de sentimentos não correspondidos
Conheço de frases não faladas ou não ouvidas,
Conheço de magoas não apagas e ressentidas
Mas o que mais conheço é o recomeço, pois não existe amor sem recomeço,
Não existe feridas sem curas, cicatrizes sem marcas
Passados sem lágrimas,
Mas do que isso importa, não preciso ser poeta para expressar sentimentos em uma folha branca de papel, não preciso ser poeta para falar de amor, pois ser poeta não é escrever poesias e sim despertar sentimentos no pouco que se escreve com alma despertar naquele que lê não o que está escrito em uma folha papel, mas sim na poesia escrita em seu olhar que consigo ler com minha alma.
Realmente prefiro não ser poeta, pois é tão mais fácil colecionar palavras que não tenho coragem de usa-las, as vezes é mais fácil calar os lábios e abrir a alma.
Deixo o dom da poesia a quem escreve, me contento em ser apenas um simples amante do escreve minha alma e reflete os meus olhos.

Ao meio de uma floresta, densa, vejo ela chorando, tensa, conversando com estrelas, deitada no galho mais alto, da árvore mais alta, dizendo de sua vida difícil e todas as belezas, que um dia ela viu ou sentiu, todas vezes que mentiu, todas vezes que caiu, todas vezes que sorriu, e então sumiu..
E eu me vi a bera de um lago, e vendo o reflexo da lua e todas estrelas, vi um mundo escuro com pontos de brilho, talvez seja esse o reflexo do mundo de hoje, a escuridão tomando conta e apenas umas pessoas de brilho próprio e verdadeiro que restaram, e então me vejo dentro de um cubo, onde a mesma menina da mata está, então conversamos, sobre tudo e todos, e optamos por continuar lá, no nosso mundo em cubo, com nossas loucuras e nossas verdades..
Afinal, o mais difícil de existir, e viver..
Então que seja em nossas loucuras.

"Aquele dia em que você quer ir embora, mas não sabe o destino.
Aquele dia em que você quer pensar e tenta pensar em qualquer coisa menos na palavra 'desistir’.
Mas esquece que pensar demais cansa, desgasta, não te deixa dormir.
E se isso vira rotina… o dia nublado começa.
Aquele dia em que levantar da cama é doloroso.
E o teto parece ser tão atrativo de se olhar..."

Um dia tu me disseste que jamais me deixaria
Um dia prometeste que pra sempre me amaria
Um dia me ganhaste, com tua doce melodia
Um dia eu acreditei, então me enganei
Quando enfim reparei, o que sempre duvidei
Por dias me questionei, aonde eu errei?
Eu gritei, eu mostrei, eu te indiquei
Você ignorou, duvidou, e me acalmou
Para que tudo isso? Se um dia abandonaria
Para que tanto esforço? Se um dia me destruiria
E no fim mudou, quem é este? Quem é você?
Não há mais melodia, não há mais sintonia
Meu coração escurecido então se esfria
Meu coração já não dirigia as rédeas da minha vida
Então retornei
Para aquilo que sempre acreditei
Ser meu guia nesta intensa poesia
Apenas dei adeus, quisera eu querer voltar
Mas como posso eu voltar?
A quem não sabe me amar?
A quem diz tentar me amar?
A quem sem dó me tratou como pó?
Como posso eu voltar?
A quem prometeu me proteger, do meu pior pesadelo?
Como posso eu voltar?
A quem se tornou o meu próprio pesadelo?
Oh doce perdão, aonde foste quando te procurei?
Oh doce amor, o que te fiz para me machucar?
Oh doce amor, me perdoe por duvidar
Da pureza do teu ser
Da doçura do teu viver
Oh doce amor, me perdoe por duvidar
Mas meu coração não pode mais aceitar
Usarem você
Como uma amar para me matar