Textos sobre o destino
a beleza doce veneno,
que caminha na minha alma,
sem destino vagante num mar vazio,
embora esperança sorria para você,
o destino conspira com belo sentimento,
perdido no inicio ate fim dos tempos,
vagantes pura natureza,
destino sem volta,
ao qual pensamento fez parte de um passado,
sem limites no apogeu da minha alma.
por celso roberto nadilo
belos olhos em teus profundos olhares,
sempre tão fundos como meu destino,
algo mais de ser tão bonito,
deixei tudo ser belo infinito,
nem sei como começou,
meu destino se foi no ato mais lindo,
sem saber do teu destino,
tentei olhar mais profundo, sentindo,
a mais doces dos sentimentos...
que esperei sentir nessa vida,
de momentos o belo infinito,
tão claro e desejado,
sempre olhar e desejar o infinito
tudo lhe diria todos desejos
do meu amor no teu profundo,
desejo de amar,
o profundo sentido de amar,
seria do deus desejos
em minha vida,
tudo é infinito apenas pelo ato de amar
tanto sinta teu amor no infinito do meu coração.
por celso roberto nadilo
O homem em sua trajetória será levado a seguir em seu caminho a traçar seu próprio destino, desfazendo de tudo que o confortava para assim caminhar rente ao seu proposito e deixar um legado no solo dessas terras.
A tua imagem por onde passar que seja justiça e sua força o amor.
Que nossas mão e lábios não estejam sujos de sangue inocente e que venhamos a compreender que a vitoria só é concluída apos conhecermos o valor das derrotas.
Sou um em ti...
"Quando as forças superam os medos um novo dia renascerá"
By Tailan Kerusso
O destino une e separa pessoas mas mesmo sendo tão forte ele não e capaz de fazer com que esquecamos quem por um momento nos fizeram tão felizes.
Amo como ama o amor. Não conheco nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, alem de que te amo, se o que quero dizer-te e que te amo?
Rompendo A Inércia Do Destino
Percebemos o quanto estamos tristes e ausentes de felicidade quando sorrimos por tudo aquilo ou aqueles que por uma simples distorção de entendimentos dúbios nos arrancam um sorriso. Ou quando nosso coração disparam em cenas fictícias sentimentais com finais felizes ou que até mesmo as que poderiam haver. Pintamos um final nas vidas alheias repletas de possibilidades do encontro com a real felicidade, mas nos esquivamos de delinearmos um único e simples caminho para o nosso próprio sucesso, seja ele profissional, educacional ou sentimental latente no interior da vontade. Será que devemos mesmo agradecer ao nosso bom Deus por tudo aquilo que temos sem reclamar ao compararmos com quem menos se tem? Reclamar nem sempre é quebrar os pratos que nos alimentamos, mas um lance em que acordamos de um sono profundo de fracassos, que ao erguermos os braços decidimos lutar, prosseguir mais um pouco deixando a inércia do destino caminhar de acordo com nossa vontade e não com os procedimentos preparados pelo o que a vida tem a nos oferecer. Olhar para si ou ao redor e se contentar com o que se tem, é por fim a uma vida repleta de possibilidades previsíveis de conquistas infindáveis. Se pararmos para pensar, poderemos prever prejuízos mas nunca os ganhos, porque os ganhos independem de aceitação mas as perdas sim.
Ao se comparar com algo ou alguém, se sinta capaz em conseguir algo semelhante, não idêntico, mas algo melhor ou equivalente pois a força de cada um não se aumenta com exercícios físicos mas intelectuais. Decidir uma vida pode concluir uma geração e o deixar de fazer quando se deveria, a vicia, contamina e consequentemente a extermina.
Autor: Massáo Alexandre Matayoshi
MEU DESTINO#11;
ERA TRISTE MEU DESTINO E GRANDE O MEU SALÁRIO, ERA HERDEIRO DO PECADO SEM ISSO TER COBIÇADO, MERECIA TUDO QUE ELE ME PREPAROU, POR TER NEGADO SUA LEI E SEU AMOR.
MAS MEUS OLHOS VENDADOS NÃO ME PERMITIAM ENXERGAR A MINHA PRÓPRIA REALIDADE, NÃO PODIA COMPREENDER O TAMANHO DO PECADO, DESPREZEI MEU CRIADOR E POR ELE FUI DESPREZADO.
MAS O TEU AMOR QUE EM MIM FOI GERADO FEZ CHEGAR A SALVAÇÃO POR UM HOMEM DESPREZADO, SEM QUESTIONAR SE EU MERECIA UM NOVO FUTURO ME RESERVOU, AGORA POSSO VER A DIMENSÃO DO SEU AMOR.
.
SEM SABER, SEM MERECER, A SUA PRÓPRIA VIDA ENTREGOU, NA CRUZ NA SOLIDÃO MORREU MEU SENHOR.
MAS CUMPRINDO O SEU PAPEL A QUAL E DEUS SEU PAI DESIGNOU RESSUSCITOU NO TERCEIRO DIA MEUS PECADOS CARREGOU, HOJE SOU HERDEIRO DA SALVAÇÃO QUE MEU DEUS POR ELE ME ENTREGOU.
#11;#11;OBRIGADO JESUS.
LÉO RODRIGUES
04 DE ABRIL DE 2004
Viagem e suas coincidências (21/02/14)
Lembro que acordei às 8 da manhã e iria de destino de volta para casa, sem esperança de que algo ainda pudesse acontecer. Na primeira rodoviária comprei a passagem e subi no ônibus. Admirando toda aquela paisagem e o sentimento de que se tornaria algo familiar para mim. Desci no ponto final para tomar rumo ao próximo ônibus. Fui até o guichê e me informaram que o próximo partiria às 16 horas, o que significava ficar 5 horas isolada em uma rodoviária. Tive a ideia de perguntar o horário do ônibus para a cidade vizinha à minha e logo ele disse que partiria às 13 horas. Comprei a passagem e fiquei sentada em um dos bancos da rodoviária vendo o movimento e suas peculiaridades. Até que me chamou a atenção a figura de um rapaz, e o olhei por um tempo, já que ele também olhava para mim. Depois ele saiu falando ao telefone e andando de um lado a outro e logo me distraí com um garotinho que brincava com a bolsa da mãe. Uma hora da tarde, o ônibus chegou, e o rapaz e eu fomos na mesma direção, o trocador conferiu a passagem dele e em seguida a minha. Antes de ele entrar, ele fez uma cara engraçada para mim, sorri. Subi e decidi que iria pedir para sentar ao lado dele. Foi o que fiz. Conversamos por um tempo e era impossível não olharmos e sorrirmos, acho que tinha um misto de querer e vergonha. Lembro dele dizendo que estava com sono, mas que não iria dormir. Nos beijamos e rimos; ele brincava comigo tão naturalmente que parecia que nos conhecíamos há muito tempo. Ficamos juntos boa parte da viagem, até que eu disse para ele descansar e mudei para outra poltrona. Enquanto ele dormia o sol batia em sua pele e seu cabelo queimado de sol brilhava. Quando chegou a cidade dele, me deu um beijo e se despediu. E eu fico esperando aqui o dia da próxima viagem...
o refluxo dos meus pensamentos são funcionais,
diante do destino não me prendo a nada,
por mais ser sincero a escuridão cobre minha alma,
me pergunto pelo qual sentimento...
minha alma é tocada...
no profundo do coração...
sinto a magoa de ter no coração eternamente.
por celso roberto nadilo
Estilo underground
O destino me pregou uma peça
Depois de todos os dias idos
Ele dizia: 'cara, vamos nessa!'
E eu me encontrava perdido
Nunca acreditei na hora certa
Lugar exato, algo a acontecer
Até minha mente estar deserta
Sem pensar, comecei a fazer
Música alta como som de fundo
Alma gritando, um barulho mudo
Silêncio nítido, mas esclarecedor
Colocamos mais fogo nesse calor
Gostei daquele estilo underground
Diversão, loucura, beer and sound
Óculos revelando uma outra visão
Olhares cruzando-se na contramão
Sem Carnaval, tocava a marchinha
Animando os fiéis amantes noturnos
Revelações íntimas nas entrelinhas
Palavras suaves, desejos absurdos
Pra que pedir desculpa por estar feliz?
Tente, ao menos, fazer alguém sorrir
Acabe a noite melhor do que começou
E, não se esqueça: a vida é um show!
Entre eu o tudo e o nada
Andando sem destino pelos caminhos tortos da minha mente, tentando achar algo que eu tinha perdido mas nem sabia o que era.
olhando para o céu limpo e azul de um sol claro sem nuvens com a certeza de que não teria nada de místico ou especial lá em cima.Era apenas mais um dia normal que iria terminar sem fazer nenhum sentido, como todos os meus dias. Mas não foi um dia normal!
Um pensamento perdido veio á tona, há inexistência de algo que um dia eu achei que era existente.
Esse pensamento começou a tomar conta de mim, quando percebi que não era apenas um pensamento e sim uma lembrança esquecida,
que acabava de ressucitar do cemitério dos sonhos perdidos! Lembrança de um tempo que tinha morrido dentro de um outro eu.
Um tempo que eu tinha alcançado o céu com os meus sonhos, que se perderam antes de chegarem no solo, e nesse meio tempo aconteceu o que mudaria a minha vida para sempre.
Dá alegria de descobrir uma nova forma de ver o mundo, outra realidade mais otimista, uma utopia real, ao qual só os escolhidos entrariam.Ao ódio da distopia, descobrir que as pessoas nunca mudariam, aquilo nunca foi real e nunca seria.
Apenas mas um clichê da felicidade que te ilude com a promessa de nunca ir embora.
O inexistente que tinha virado existente voltaria a inexistência, mas "eu" não voltaria a ser o mesmu.Não nunca mais! O meu "eu" tinha morrido e agora, eu iria construir um novo "eu" inabalável, forte como nunca, com a mente blindada pra qualquer tipo de sentimento, pois não sabia distinguir qual sentimento era realmente bom ou ruim pra mim.
Estava disposto a destruir tudo que tinha sobrado, queria que tudo virasse pó e o que eu reconstruise seria firme,forte e duro como uma rocha.
Lá estava eu denovo inventando verdades, vomitando esperanças falsas das quais nunca acreditei, mas assim eu continuei caminhando em um caminho sem saída,que eu mesmu inventei para me distrair, para não ficar parado, para simplismente caminhar.Quanto mais tempo se passava mais minhas expectativas abaixavam,e menos vontade de caminhar pro nada eu tinha, fugi tanto dos meus sonhos que eles acabaram se perdendo como o meu ãnimo e minhas motivações... Minha alma desmoronava dentro de mim, já não conseguia criar minhas ilusões, minhas verdades inventadas, meus mundos paralelos, minhas esperanças morriam sufocadas dentro de mim.Até que o nada ganhou outro sentido, agora não era apenas uma palavra que dava sentido para o que eu tanto desprezava, e sim o que estava ao meu redor.
Sem perceber já está em outro mundo que foi se tornando minha realidade, meu esconderijo, nada e ninguém poderia me alcançar, mas chegou ao ponto que nem eu conseguia alcançar a mim.
Desacreditei tanto de tudo e de todos que eu não acreditava mas nem em mim, já não existia absolutamente nada para acreditar, nada para ódiar, ninguém a confiar,não sentia mais dor, só existia o vazio...
- O vazio foi a derradeira verdade que eu tanto procurei, que infelizmente eu achei, me auto-destruir procurando o que eu nunca quis achar.Me perdi entre os meus paradoxos ... O nada é o inexistente, eu cheguei no nada querendo fugir do inexistente e acabei ficando vazio em meio ao mar de lembraças esquecidas, que sempre voltam pra me mostrar que em meio ao tudo eu me tornei o nada!
Entre esse turbilhão de lembranças e frases nunca ditas olhei novamente para o céu que já estava opaco sem lua sem estrelas, apenas escuridão.Como se eu tivessi olhando para um enorme espelho que refletia o que eu era por dentro que me encarava, mostrava meu futuro e meu passado que era tão mórbido tão previsível tão igual ao dia de ontem e vazio como o de amanhã.
Mas algo estava diferente em mim eu não conseguia mais aguentar a angústia que tanto já estava acustumado tava insuportavél ver eu por dentro,e meu corpo começou a tremer comecei a sentir meu sangue correndo pelas veias trazendo calor e força, meus pulmões se encheram de ar, meu coração bombeava como se fosse uma maquina nova, meus orgãos vitais clamavam por vida e um grito abafado tomava conta da minha garganta. já não conseguia mais segurar então olhei para cima olhei pra dentro de mim e gritei : Eu tinha tudo e consegui transformar em nada se eu fiz isso sozinho também posso fazer o contrário só depende de mim e de mais ninguém...!
o sentimento eterno é parte da beleza sem fim,
nos traços do desejo infinito a demarca é destino,
no fato dos desejos a morte me satisfaz,
a sombras em momentos atroz dilui o fasco do amor,
a presença da tua alma na minha vida apenas é um contraste,
em um espaço seduzir é um temor abrangente,
embora tudo que eu tenha seja apenas a solitude,
mesmo que dia seja o mais feliz ainda persigo meus pensamentos,
tanto que desejo, que o amor se torna para sempre.
por celso roberto nadilo
Grande ironia do destino me presentear.
Agente nunca se entendeu muito bem, por isso ainda é difícil acreditar.
O Dejávu de já ter vivenciado o momento, crescia cada vez que eu me aproximava e quando me abriu aquele sorriso, nada mais me importava.
A sua voz, as caricias enquanto eu cochilava, tudo me encantava. Foi ai que eu percebi como tudo perfeitamente se encaixava.
O diferencial era apena a chama da vela, que me tornou de dentro pra fora especial. E a chuva que caia lá fora, me fez ver o quão lindo pode ser um temporal.
☼ ☼ ¿SOMOS UMA ENGRENAGEM? ☼ ☼
Sempre fica a duvida... Será o acaso? O destino? Sorte? Coincidências ou sinais de Deus? não sabemos a causa, o motivo, a razão e nem as circunstâncias porque as coisas acontecem. Apesar dos pesares nunca saberemos o porque dos porquês. Perguntas nunca vão ser feitas outras jamais serão respondidas. Talvez esse seja o sentido ou o segredo da vida e é isso que te move pra você mover o mundo...☼☼☼
O destino é sempre justo
Na hora oportuna
Sabe sempre juntar;
Lábios,
Gémeos nascidos um para o outro
Assim aconteceu
Quando naquela noite, eu laguna
Associado num beijo ruidoso de prazer
Assinando o contrato do meu amor por você
A combinação biológica e química
Se deu para nunca mais chamar outra mulher
De meu amor senão você meu amor.
A Profecia 2
A caminho da sua jornada final,
Vai à busca de seu destino traçado,
Um castelo negro impede sua passagem,
A única maneira é velha de sempre,
Nos braços trajando sua velha espada,
E seu escudo com sinal de guerreiro
Amaldiçoado pelo tempo,
Vaga no castelo combatendo seus inimigos,
Fogo santo para uma cidade de luz o espera,
Guardado por monstro que a espera gasta seus últimos suspiros no ar doce das trevas.
Heróis que acalentamos e amamos neste mundo, cravado por uma espada entrelaçada em seus corações.
Beija-flor!
Oh Beija-flor peregrino!...
Que enfrentas teu destino
Pelas flores a voar...
Trazes a mim todo o dia,
Tua bela fantasia,
Prá minha vida alegrar.
Vejo-te da minha janela,
Beijando a flor mais bela,
Que existe em meu jardim.
E aqui! Na minha solidão...
Enfeitas meu coração,
Que não tem a quem amar!!
Imagino,
Onde mora futuro?
No bairro do destino?
Ou no jardim do acaso?
Cercado de muros?
Ao campo aberto?
Onde será o endereço certo?
Tão perto que nem alcanço?
Tanto que me lanço,
Danço atrás das paredes.
A procura da resposta
Pra saciar a sede.
E temo, gemo de medo,
De não saber como me comportar
Na presença desse mal estar
Parcelado sem juros,
Mas com mil juras.
Na mais pura das loucuras,
Fujo do futuro que tanto quis.
Espero a chuva pra apagar
O que foi escrito de giz.
Por mim,
No fundo do jardim
Da infância,
No auge do esconde-esconde
Os dias não encontrariam-me
E se perguntariam: Onde?
Reparem o desespero daquele menino,
Implora por resposta sobre o que será o destino.
Reparem, ele não é apenas um passado,
É a base do atual desesperado
Que chora e teme que o futuro apareça sem avisar.
Não sabe pra onde correr, nem como se comportar.
Um homem não chora, mas e agora?
Se a vida viesse com manual de usuário
Não temeria tanto o maldito calendário.
Mas o futuro toca a campainha, e aproxima da porta,
E agora não importa, não adianta chorar.
Vou atende-lo já, não sei onde vou parar
Depois de levantar desse sofá.
"Alô, presente, estou chegando, Alô futuro, já vou"
Não acredito muito no destino mas acho que tudo tem um porque,
Uma razão maior que faz tudo acontecer,
Deus coloca a sua frente vários caminhos e você escolhe por qual seguir,
Que sonhos realizar, e do que deve desistir,
Pessoas se conhecem por acaso e se tornam grandes amigos,
A vida sempre nos surpreende, com seus truques mas apesar disso sempre encontra um jeito de nos fazer felizes....”
- Francisco Guisso.
Tie-break
Chegamos ao destino já no final de um dia de muito calor. De cara já percebi certo aspecto medieval na região.
Maria Luiza que dominava espanhol e se aventurava no inglês se encarregava de pedir informações. De Francês nenhuma palavra. Nem ela nem eu.
A ideia era vencer o percurso em trinta dias. Mas já no primeiro dia de caminhada sentimos que seria preciso muita resistência para buscar este objetivo.
À medida que subíamos em relação ao nível do mar parecia que ficava mais cansativo.
Eu olhava para a Malu, e lembrava-me dela reclamando do ponto que eu perdi no tie-break da final do campeonato de vôlei da liga.
Há muito nos tornamos amigos.
E nesta condição viajamos juntos. Mas nunca deixei de ter uma forte atração por ela.
Morena alta, cabelos longos, olhos claros e com a pele bronzeada chamava ainda mais minha atenção.
Falávamos para todos que éramos irmãos para facilitar as coisas. E, convenientemente, nos comportávamos.
Encontramos, naturalmente, gente de todas as partes do mundo.
A cada um dávamos a atenção possível. Era meio desconfortável ver as insinuações e os olhares pra cima da Malu. Mas ela sempre foi desenvolta e tirava até uma onda com os mais abusados.
Mulher decidida, bem resolvida, sabia que estávamos ali para fazer o percurso que dois anos antes começamos a planejar. Jogávamos na mesma equipe e trabalhávamos na mesma empresa isso tornou possível este planejamento sem muitos atropelos. Negociamos férias no mesmo mês. Verdade que não foi fácil à negociação, pois o setor ficou meio desguarnecido nestes dias.
Agora ali, vendo as paisagens lindas, apoiado pelo cajado e suportando a mochila nas costas estávamos felizes. Nestas horas percebe-se que dá pra viver apenas com o essencial. Era o que carregávamos nas mochilas, pois quanto mais leves melhor se suporta. Questão de resistência mesmo.
Terrível são as bolhas que se formam nos pés. Tínhamos esta informação e tomamos todos os cuidados, mas ainda assim não conseguimos evitar. O jeito era medicar sempre que estávamos nos albergues. Aliás, ficávamos nos públicos por uma questão de custos. Ainda assim eram melhores do que se podia imaginar. A diversidade de cultura acaba ajudando na aceitação de situações diferentes a cada dia, a cada hospedagem, a cada conversa. Tudo muito diverso que chega a encantar. É preciso despir-se de valores preconcebidos para poder entender a grandeza deste momento que também é cultural.
Tinha dias que eu via a Malu meio cansada. Olhar contemplativo. Olheiras enormes, contudo sempre bem humorada. Ela conseguia me manter equilibrado emocionalmente. Um feito para poucos em situações assim.
O mais interessante é que a cada momento eu me sentia mais atraído por ela. Às vezes parecia que ela também estava gostando um pouco mais do que só estar comigo e da minha companhia. Por outro lado a insegurança me impedia de tentar qualquer aproximação amorosa. Afinal éramos amigos que agora se apresentavam como irmãos. Uma coisa meio embaraçosa.
No final do primeiro dia, em St Jean Pied e Poit, ainda na França, ela tinha me dado um beijo no rosto que me marcou muito. Era um agradecimento por estarmos ali. Uma retribuição pelo carinho e atenção que eu dedicava a ela nesta viagem.
Mas confesso: Não esqueci o beijo.
O perfume dela me enchia de desejos. Mas nunca externei. Melhor não colocar em risco tudo o que projetamos curtir.
Trinta e cinco dias e oitocentos quilômetros depois, emagrecidos e meio exausto, finalmente avistamos a chegada. A ansiedade que aumentava a cada dia ficou ainda maior.
Foram incontáveis passos irmanados nestes dias. Visivelmente emocionada, Malu se aproximou e estendeu-me os braços e eu perguntei a ela com lágrimas nos olhos e voz embargada:
Quanto vale a realização deste sonho?
Chorando ela me abraçou e respondeu:
- Não sei, mas muito mais do que o ponto que você desperdiçou no tie-break.
Risos e choros se misturaram. Ela me apertava cada vez mais forte e gostosamente senti um arrepio percorrendo o meu corpo todo.
Inesperadamente beijou-me a boca.
Foi apenas o primeiro, mas entendi que valeu a pena cada metro feito no cansativo caminho de Santiago de Compostela.
