Textos de Desalento
Meu pecado
Você é meu pecado
Meu desalento
Meu corpo te deseja feito louco
Aninhar me em teu peito é meu desejo
Senhor das minhas vontades
Meu querer
O poema da minha alma
Por prazer deixo minha carne gritar
E me entrego
Deixo meu corpo conduzir me ao desejo
Nessa febre que queima
Enlouquece
E o que comanda nesse momento
Não é o pensar , mas sim
O instinto que me leva a você
Sentir seu toque
Suas mãos a percorrer meu corpo
O prazer de está ao seu lado
Não sou eu responsável por meus atos
Apenas quero está com você
Me despir de tudo o que me prende
E viver...
Sentir..
Deixar que simplesmente seja.
IsleneSouzaLeite
FAZER AMOR
Hoje não faço amor
como quem deseja...
Mas como quem chora!
De desalento...
de desencanto...
de desgosto...
Risco e rabisco os meus escritos,
Eis que por agora Não tenho motivo nenhum de encanto.
Meu verso é dúvida e medo do futuro incerto
Volúpia ardente...sim!
Ânsia esparsa... Também!
Remorso vão...não!
Dói-me nas veias...muito!
Espera Amarga e quente,
Cai, gota a gota, de suor!
Coração, amor, paixão ou razão ?
Qual a lógica da paixão?
E nestes versos de angústia rouca e sedutora...sim!
E dos lábios que a vida corra, morra e recorra à ressurreição do amor!
Deixando um mordaz sabor na boca.
Do desejo contido, retido... Outra vez...
Hoje não faço amor como quem deseja,
Hoje faço amor por fazer!
______________ Norma Baker
" Devaneios turvos afligem a circunstância do meu ser;
Afogo-me em desalento, solstícios na órbita do calvário me desalinham...
Voluptuosas vozes vazam pelas arestas do caminho perdido;
Incorporo diante dos meus olhos o ópio solene...
Deveras ser dita na incerteza ou não "
Tempo passa, passa tempo.
Enquanto consome a desgraça,
em um doce desalento.
"Não, o tempo não passa. Ou então,é um ótimo farsante. Os ponteiros parecem estar sintonizados com os batimentos cardíacos, o ponteiro dos segundos pulsando juntamente com a circulação do sangue. O ritmo inconstante das batidas do relógio bailando em sua cabeça, abrindo aos poucos a ferida ocasional, á espera do alarme. E por mais que algumas horas passem despercebidas, em algum lugar do mundo, tenho certeza, que um exaltado urra por rendição. Para cada minuto arrastado, há uma força admirável para sustentar os bombardeios. Não são esses tipos de bomba em que logo pensamos. São as bombas, cruéis e frias, do pensamento. É esse quem consome toda o âmago propósito de viver. São os ávidos pensamentos, aliás, é o dono destes pensamentos que declara guerra ao tempo, que revolta-se contra a sanidade."
MÍSERO MOMENTO
Mísero momento meu, cheio de desalento
de um coração partido, emoção ressentida
rimas de ira, nostalgia e suspiroso lamento
- Como não sentir a está poética tão doída?
Padece a prosa e poeta todo o sofrimento
a flagelar o soneto numa agonia possuída
rude, sim, mas não simulando sentimento
é dor, é rasgar, uma sensação desmedida
Chora o versar, versa o choro, excessivo
é intenso, é amargo, farto de argumento
e que fica a perseguir, por qual o motivo
Vós, testemunheis, ó poema, o tão lento
pesar. Ah! quanto amei, e o quão é vivo
este mal, que apoquenta o pensamento.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 junho 2024, 20’11” – Araguari, MG
RECOMEÇO
No auge da descrença duma insana vida,
o bardo sucumbe ao nefasto desalento!
Um torpor n! alma, a fala do tempo e do vento
lhe dizem que a paixão é sempre repetida!
Mas, será mesmo que a existência é sucessiva?
Partimos pro céu e voltamos pro tormento?
Cansado da lida, ele pensa, num momento,
se tal crença é inata ou é intuitiva!
Se viveu, de verdade, uma vida passada,
dela revive o desencanto da jornada,
trazendo o pó da mesma estrada percorrida!
Se, como dizem, tudo faz parte dum plano,
só lhe resta viver de novo o desengano
e, quem sabe, viver nova partida!
Martírio
Sonho ingrato! E tamanho, desalento,
As horas passam diante das vistas,
Busca espairecer o pensamento,
Que por vez não tem fronteiras,
E ei-lo de volta , rasga a alma, sem piedade,
doí lá dentro...doí no fundo, dor que
não se apaga, uma dor que faz sofrer
Despeço nesse momento, no martírio do sonho,
Na ânsia que não seja o ultimo sonhador!
Desacerto dum desalento puritano só um pré-requisito!
Certamente não é para chamar atenção um mega-evento.
Pois a alma precisa dum eneágono modal d'salvo-conduto.
Como uma democracia de pesadelos consumistas d'cálculo,
alguém me 'entende'? Ante mão do segar mega-imperial?
Atitude que 'ofende' é dum conceito sobra o sobre-natural,
que 'defende' mui calorosa guarnição de grande semi-total.
Não é da 'natureza' a verdade que o ser odioso purifica-ação,
nem de sua 'fortaleza' o efeito moral de tinir a especula-ação.
é o que significa a ausência da 'destreza' que é contempla-do,
que é de fraca 'dureza' ê mui antecedência a con-fundindo...
Fuga
Corre em fuga do torturante desalento aquele que crê que a reles distância trará esquecimento. Para mim, distância nunca houve. É como correr de uma pedra amarrada a si. Pedra que só eu vejo. Oxalá pudesse eu internar a ilusão de que alguém, um dia, terá a ciência do que se passa. Cada um é doutor apenas de sua dor.
SONETO À MINHA MÃE
Andando, adentro ao templo, em desalento;
num nicho azul, uma imagem guardada!
É sim, a Mãe Sagrada, que elevada,
me faz vibrar em raro encantamento!
Me veio à mente um tempo nevoento,
de lida amarga, dura, carregada!
Mas, logo eu vi, na santa abençoada,
uma expressão de paz e acolhimento!
Porém, é minha mãe que eu vejo nela!
Então, imploro, com a fé que cura,
que eu volte a ser criança sem ciência!
Que nos seus braços, que a minha alma anela,
sem dor, sem medo, apenas em ventura,
eu volte logo ao tempo da inocência!
13/06/2025
Tenho uma alma de vento
Qualquer sopro desalento
Chovem-me palavras e pensamentos
São poetas, jogando versos ao vento
Poemas e poemas me constroem
Versos me formam a brisa
Brisa que sopra nos campos
Campos de rosas e prosas
Esvai-se-me a alma
Com a brisa que sopra
Os versos me caem num tempo inserto
Semeiam poemas no deserto
Minha’lma, ai de ti se me perdes a pouca vida
Nessa viajem sobre a brisa
Onde o sol não mais radia
Nem sustenta o novo dia
Título: Alma de Vento
Autor: Leontino Gaspar
Inspiração: Gabriela Manuela Chombossi
O REGRESSO
E o regresso ficou para esse tempo
Onde o desalento mora
E a tristeza chora.
Não há canto algum
Que faz rir a alma
Nem rimas de poesias
Nessa calma.
Tudo cessou!
A maresia
Até o mar chorou
E a poesia entristeceu
Junto ao céu
Que apesar de ser seu
Aguardava para outro dia
Dia qualquer!
Não tão breve nem tão logo
Mas como a vida se atreve?
A poesia entristeceu!
Amor que Permanece
Já fomos chama, incêndio e vento,
um mar revolto em desalento.
Fomos urgência, febre e dor,
fomos o brilho do primeiro amor.
Mas o tempo, sábio, nos teceu,
fez do furor um céu mais calmo,
e hoje o amor que vive em nós
não grita mais fala em tom alto.
Não é menor, nem é ausente,
é chão seguro, é porto quente.
Se o fogo ardeu e se acalmou,
foi só porque nunca apagou
Liberdade aprisionada ao passado
A brisa noturna chega trazendo desalento.
Na soleira da janela, com olhar vazio, ouvindo o vento.
Brandindo, sonido, sino fazendo ruído sestroso, parece sorrindo.
Me fazendo recordar das lindas noites de luar!
Aqui juntinhos
Oh! Que esmorecimento chegou com essa brisa.
Recordações e mais recordações
Inquietações, censuras
Ruínas de ilusões, penumbras!
Quanto sofro por ti!
Inúmeras noites sem dormir
Malsofrido coração
Angústia, solidão
Amanhece!
O dia se veste de luz e poesia.
Imerge no esquecimento a agonia, deixando lá adormecidos, os afagos vividos.
Voltando a sorrir!
Rosely Meirelles
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Poema do Desalento
Quando o começo e o final se encontram, quando a vida retoma um ponto de chegada que deveria ter se encerrado em fase vencida.
Quando o tempo que passa vai revelando a face mortal e dura da falta de perspectiva, quando o sentido de ser e do ser se perde na imensidão de um nó atrelado a garganta.
Quando o fulgor das sensações é substituído pela frieza e inenarrável descrição do desalento.
Quando a busca pelo caminho definitivo e derradeiro, anseado e aguardado, ao se fundir com o efetivo trilho de sua extensão, se mostra asfixiante e impraticável.
Quando a medida de equilibrio e a serenidade vislumbrada são na realidade a beira do precipício, a insanidade declarada, o desequilíbrio e o descontentamento.
Quando o encanto de dias idos, a promessa de afetos, afagos e amassos apresentam-se na forma de desamor, desesperança e destemperança.
Quando o visso, a busca, a conquista, o sonho e o amor viram sumiço, letargia, derrotas e pesadelos.
Quando a vida , a alma e o vigor se tornam sombras de sua própria figura, num passado não distante, mas infinitamente irrecuperável…
Pelo que vale sonhar ou lutar? Não seria mais apropriado apagar, cerrar, encerrar?
Fugir pela lacuna existente de uma vida interrompida e mau vivida…
Entoo poemas como quem chora de desalento, faço poesia como quem pede a morte, pode descer a noite pois estou insolúvel...
O dia está sem rosto de olhos tão vazios amargos, amargura que escorrega até o coração pela seiva das veias mórbidas, amar a ti é como desprezado é como desejo de veneno com mel;
Andei sobre as sombras e caminhei no eixo destorcido do reflexo frio do porta retardo que me deras, seu coração tortura o meu...
As páginas sedentas de sede bebem das minhas lagrimas misturada com a tinta do esboço deste lamento,
Componho poemas da dor enquanto tu vives sem mim e sem querer me ter, vivo na esperança de ti sobre morte lenta,
Sobre o tempo cativas o ouro enquanto de amor banho me em sangue gota a gota
As noites duelas com a madrugada para ver quem lambe meu sangue
Procura a riqueza enquanto eu amarelo sobre o sol fujo e lembrando das migalhas de um pouco de amor de vez em quando, sinto saudade...
Me escondo na face da noite das mortalhas e surdinas tenho vergonha de amar
Tão raro e tão vasto amor que não cabe no cantinho da sua alma
Tão hirto seu coração rígido como eu tenso tentaria de novo tecer minha vida na sua, ser para sempre me desce outra chance sei que calado e quieto quero ficar e por ti podemos estar onde quiser ir
A luz tenta me misturar o anil se contrasta com minha alma cada dia mais fria e um amor adente quente que me queima a vida...
Os poemas se acumulam nas linhas do destino devaneio eu encosto e você desfaz
Foco no recorte da janela em revoada pensamentos da sua volta hipotética
Pausa; desço no poço negro de silencio galgará gerúndio vara madrugadas se cravem meus olhos na flor que me sustenta no alto na boca das águas onde descera eu...
Suplico as almas femininas que me arrodeia que de encontro a amada envia uma mensagem como um flor e avisa a esta alma antes que a minha morra de amor
Amor, desalento e solidão
Queria, quem já não me quer seu,
Que por sua vez não quer ninguém
E quem me quer eu rejeitei também
Por não ser de quem não é meu!
Quantas portas ao amor eu não dei!
De o querer, quantas se fecharam?
Quantas solas e aparas se gastaram?
Quantas poemas e ruas atravessei?
Mas que desalento chato e redondo,
Que se o tento cantar a um canto,
Ele não os tem, e eu lá vou pondo
Nós engasgados num calado pranto!
Não podendo ao amor cantar então,
Vou indo e dando, espaço à solidão.
Prece em tempos de pandemia
O isolamento social
Produz um lamento
Desalento sem graça
Parece que o colorido da vida
Apagou
Apartou
Arredou
É preciso esse jogo
Virar
Quebrar
E novamente encontrar,
Celebrar com os que amamos
Quando isso vai acabar?
Em que se agarrar?
O retiramento
Por hora é a solução
Resolução que temos em mãos
Vamos acatar
Colaborar
E se Deus quiser
Essa nuvem vai passar
Evaporar
E o milagre da cura
Vai se concretizar
Deus, de nós vai zelar!
A luz que brota da ressurreição
Vai nos iluminar
Amém!
Celina Missura.
"Eu não posso desejar sua infelicidade, seu desalento.
Eu só rogo para que lhe bata o arrependimento.
Veja o que reside aí dentro.
Peço tempo ao tempo.
Para vivermos nosso momento.
O tempo é a cura mas, sem ti, o tempo só me é sofrimento.
A ausência do seu sorriso, repleto de vida, é o que me mata por dentro.
Da felicidade, você está sempre correndo.
Uma hora, vou-me com o vento.
E nem a mais amarga das lágrimas, nem a mais doce das palavras, poderá me manter por perto.
Então, aquele que sempre lhe amou, não continuarei sendo.
Mas ainda sim, eu não desejarei sua infelicidade, seu desalento..."
Estou em desalento ferido em um confronto sentimental que me deixou sem asas para voar.
Minhas lagrimas transbordam em meu coração fazendo-me ser um derrotado.
Tropecei em meu caminho, mas ainda respiro a frustração que permanece em mim com intensa ilusão.
Eu era uma flor em um suave jardim porem agora a tempestade destruiu-me para a alegria de quem me quer ver caído.
