Textos de Chuva
CHORAM OS CÉUS.
Céu cinzento, chuva fina, tarde fria ...
Uma nostálgica névoa, turva minha visão.
Molham os olhos as mágoas,
Que inundam o meu coração.
Apenas restou a tristeza, herança da despedida...
Apenas se viu um aceno. Nas mãos, o sinal da partida.
Restou somente o vazio, na alma de quem ficou.
Assim como as marcas do tempo, que a saudade gravou.
Na velha estação suburbana, sumiram da vista os vagões,
Assim como no peito, findaram as ilusões.
Talvez chorassem os céus, testemunhando a dor,
De quem morria por dentro, vendo partir seu amor.
Os sonhos que foram desfeitos, jamais sairão da memória.
Os dias de felicidade, escreverão nossa história.
Na parede fica uma imagem, retrato de uma paixão...
Que um dia me disse adeus... Deixando-me na solidão.
Eu desejo uma chuva de bençãos
uma chuva de bênçãos do céu,
Uma chuva de águas cristalinas direto do seu trono meu DEUS !
Tu és a fonte de águas cristalinas,
Fonte de águas divina
Da qual eu eu quero beber...
Minha sede eu
quero saciar nessa água quero me purificar
E para sempre a ti adorar...
Tu és água que cura e restaura e refrigera a alma daquele que em ti crê...
Tú és a água da vida, o pão que alimenta a alma do coração aflito,
O toma pela mão, lhe dando salvação
Até chegar no infinito...
Senhor quero tua chuva de bençãos sem par,
Diminuindo meu eu
Pra que tu cresças MEU DEUS
e em tua presença eu me derramar.!!!!
Chuva
Ah essa chuva
Implacável e necessária
Garoa ou tormenta
Imprevisivel fenomenal natural
Tem em si a dialética
Decisão própria
Escolhe seus ungidos
Disciplina seus excluídos
Falam em precipitação
O que ela realiza com emocao
Rega o solo com orgulho
Sem causar nem um barulho
A chuva de nós todos
Observância divina
Aos que a chamam de calamidade
Não vislumbram sua necessidade
O Preâmbulo da Chuva
Os meus olhos derramam o preâmbulo da chuva.
As lágrimas que escorrem pelo meu rosto são as chuvas trémulas, são memórias líquidas, naufragadas na alma. Chove em mim um dilúvio de dias, que se desfazem nos galhos das solarengas saudades. As agonizantes horas trazem à tona os cardumes dos verbos, onde se erguem as angústias dos meus caminhos. Os meus olhos choram a chuva arremessada por um oceano de palavras. Chorar a amar é despenhar-se em lágrimas.
Chuva cai lá fora...
E ainda são quatro horas,
de mais um dia cinzento
Chuva cai lá fora...
E a saudade aqui dentro,
que não quer ir embora
Chuva cai lá fora...
Enquanto eu te imagino do meu lado,
aqui, agora
Chuva cai lá fora...
O vento bate na janela, mas eu não quero escutar
E por trás dela...
A saudade passa devagar
[...]
E o barulho da chuva no teto me lembra tanta coisa... Da sua voz rouca tentando falar baixinho... Da sua birra de não querer tirar o capuz do casaco do rosto... Do meu frio na barriga quando você chegava perto... De seu riso lindo, quando falava algo bobo... Das suas mãos incrivelmentes quentes e invasoras... E arde uma saudade aqui sabe? Era só o que eu queria que você soubesse: arde uma saudade aqui. Muito forte.
[...]
o maníaco do agasalho marrom, que dançava com você nas noites de chuva
Sim esse maníaco não vai poder ser seu amante esse ano e quem sabe os próximos.
pois ele viu a chama que corria em seu rosto,
e percebeu que não passou de um bom ombro amigo para te acalentar no aniversário passado.
Fernando Basuko
Nesta manhã ....cinzenta e fria...
cai neblina e chuva miudinha...
Sob este manto....verde de encanto...
...que me causam tanto espanto...
Pudesse eu ver as estrelas a dormir....
os meus olhos brilhariam....
.......e os meus sonhos seriam dia...
as minhas noites luminosas.....
...o silêncio que amanhece.....
......ouve-se o canto dos pássaros...
sinto-me perdida de mim.....
....sem eira nem beira...
e tremendamente só...
......escrevi o meu nome na praia....
as ondas do mar......
..........apagaram meu nome....
levaram-me embora...!
Chuva, café e um clima frio nos primeiros dias do mês. O pensamento vai longe. Conto os pingos que caem e se amontoam na janela do quarto. Nenhum desses pingos é igual, penso eu com os meus botões. Ser igual para que mesmo?
As grades da janela transmitem a estranha sensação de aprisionamento. Mas nem as grades, nem a sensação estranha e nem a tarde chuvosa e fria conseguem conter os pensamentos que, livres por natureza, correm de encontro ao que me faz bem.
Os dias têm sido intermináveis e rotineiros. Os afazeres e os compromissos me consomem. Os problemas diários também. Não tem para onde correr. Tem que ficar e resolver. Mas ai de mim ou de nós, meros mortais, se não existissem as lembranças e a capacidade de nos transportar aos momentos que nos preenchem e que, em dias chuvosos e frios como os de hoje, nos fazem carinhos na alma.
A sensação de bem estar vem com um dia de sol. Uma simples espera por um café na padaria. Mas não é qualquer café. Tem o café, os carros passando, e a moça que passa com o filho logo cedo, e aquele senhor que não tem dias cheios, mas que, mesmo assim, passa apressadamente para algo ou para alguém. Peço um suco, e fico admirando as pessoas que vem e vão. E de repente, meu café da manhã se transforma em risos e sorrisos. E o vazio preenchido.
Eu gosto de tomar o tal café na padaria. E gosto de andar pela rua como se ela fosse somente nossa. Gosto de almoçar no mesmo lugar e dizer que eu não sei cozinhar aquela comida. Gosto de ouvir você falando e fazendo planos. E eu me dou conta de que eu quero ouvir você falando e fazendo planos, em todos os almoços em que eu puder te ver comendo e falando ao telefone ao mesmo tempo.
Eu quero o café. O almoço. E a tarde de sol na praia. Eu quero mãos dadas. Eu quero te olhar e pensar que você é uma criança grande e descobrir que, apesar de tanta escuridão e confusão que teimam em nublar os meus dias, você ainda é aquele dia de sol que me acompanha e aquece a alma.
O som que me torna criança!
Chuva...
Terra molhada, barulho no telhado, cama quentinha, abraço demorado!
Tudo me faz relembrar a casa da vovó
Cheiro de bolo, de café quentinho e a voz dela chamando por mim
Eu correndo pela casa com sorriso exagerado de simplicidade...
Que saudade!
Da inocência, do sorriso verdadeiro, da alegria desmedida
Saudades de momentos que não voltam mais!
Foram anos inesquecíveis...
De dias maravilhosos
De horas únicas
De segundos deliciosos
De minutos adoráveis!
Hoje eu aqui com 27 anos, quando vejo, ouço e sinto a água cair do céu, fecho os olhos e mato todas às saudades, revivendo toda aquela felicidade que tive no interior na casa da vovó
Aqueles sim, foram olhares, sorrisos, abraços, e carinhos verdadeiros
O olhar que me cuidava
O sorriso que me alegrava
O abraço que me protegia
O carinho que tudo me dizia...
Aquela mão de pele branca com unhas rosadas de temperatura adorável
Que acalentava o meu rosto quando o meu sorriso respondia o dela.
Vovó... Te agradeço todos os meus dias de chuva
Pois hoje a cada gota sentida e ouvida volto a ser aquela criança que sempre foi muito bem assistida.
Hoje é um dia de chuva,
Um dia lindo, porém incomum,
Um friozinho solitário...
Mas é tão bom que a cama chama.
Na verdade era pra ser todos os dias assim,
O mundo entre dois tempos.
Quando olho para a chuva,
Apenas vejo beleza e pureza,
Das árvores felizes, chuva harmonizadas com a temperatura fria...
É tudo perfeito.
Não sou uma grande pessoa em descrever, mas não há como guardar apenas para mim,
As palavras descritas de amor à chuva.
Os pássaros correm... Cantam,
Um verdadeiro paraíso.
Esquecemos dos problemas em um segundo...
Não... Não irei e nem vou chorar de tristeza,
Apenas de alegria.
E para combinar com o doce e delicado tempo,
o sol ilumina todo o universo.
Falando da madrugada...
Fez-se a noite, misturou-se as primeiras horas do dia com cheiro de chuva e gosto de saudade...o sono que mal chegou...Se esvai...apenas o pensamento fala sob uma trilha sonora suave das canções do rádio...
A minha alma não está aqui! Eu sinto por onde passeia , porque sinto seu chamado...
Porque você também está acordado, perdido em pensamentos...perdido em sentimentos...
São emoções em sintonia.
Eu sei...eu sinto...
..............................
Gracia Monte
e a chuva chegou,
limpando as lágrimas ocultas
escondendo-as para melhor dissipá-las
e a chuva chegou
limpa, sem trovoadas,
Somente um pequeno estrondo no horizonte
a marcar a sua presença
e a chuva chegou
despida de suor
sem cheiro
sem aroma
sem avisar
assim como você se foi
sem previsão
sem aviso sem compaixão
e a chuva chegou
e com ela a esperança
é que a tristeza e desesperança
sejam tragadas por suas águas,
e limpe nossos mentais e
nossos corações das tristezas e desamores
e a chuva chegou...
UM HOJE PODE TRANSFORMAR
Eu entendo o sufoco
por muito ou pouco.
Sol e chuva a vida inteira.
Que trabalheira.
Até que realizemos nossos sonhos.
E o sufoco vire passado
E no suor o realizar....
No hoje podemos transformar
e garimpar o dia a dia com o costume,
de nunca desacreditar
e a recompensa sempre imune.
Um hoje pode transformar...
A chuva se pos a cair
noite inteira... dia inteiro...
os passarinhos se calam
os homens diminuem seu riso alto
as crianças adormecem facilmente
só o meu passo continua
desviando das poças d'água
assim como se desvia dos maus pensamentos
ziguezagueando na areia molhada
... o chlep chlep do chinelo resmungando atrás de mim
me castigando e devolvendo os respingos
como cuspidas de criança malcriada
resolvo esquecer...
que meus pulmões já são fracos
saio a vagar pelas ruas que tem nome de passarinhos
e deixo-me molhar inteira
metade de mim sai em disparada...
metade entra renovada...
espero, agora pacientemente,
o sol voltar amanhã...
mel - ((*_*)) ( Bertioga)
Chuva e melancolia
Sou um ser entre o ser e o não ser.
Sou luz que brilha ao despertar da alva,
mas minha alma se escorrega pelos lugares sombrios.
Sou paz do sorriso de infantil,
Mas sou ardor beligerante!
Posso ser manso como as águas calmas e um lago,
Mas sou tormenta em alto mar.
Posso morrer de sorrir com uma anedota, conto, piada
até mesmo mal contado de um amigo.
Mas posso proferir fel, veneno com a mesma facilidade.
Sou melancólico assumido, sou dos extremos,
Não sou do meio, não sou estático, não sou morno,
Basta uma chuva fria, um dia escuro, e lá estou eu...
Um ser diferente, que não ri, não fala, que não abraça,
Que se afasta de todas a formas de contato.
Me torno amigo dos livros, de mim mesmo.
Espero que esta chuva vá embora rápido!
Que leve este não ser, para bem longe...
Mas, ele volta!
"FENIX"
Seiva suave...
aromática e quente
como a gota invadindo.
A alma...
como chuva descendo
pelas ladeiras do corpo
...ah! e então dormitar
na calma da madrugada
e envolver-me no sonho
de teu sorriso,
como Fênix que perde-se
em seu vôo.
Sim, meu amor perene,
tão incansável e bravo.
Meu sonho imperioso
tão premente em minha gota.
Meu vôo, meu fogo e meu ar.
Sou terra!
as matas colorem meu corpo,
minhas danças místicas são envolvidas,
pelo canto do pássaro mestre.
Sou solitária... não sou solidão,
sou apaixonada e viajo nas asas
da Fênix de emoção.
Não creio em minorias…
Nos campos de cima da serra, quando a chuva cai, as dezenas de riachos, córregos e nascentes vão se unindo até que em instantes os pequenos rios se transformam, por alguns momentos, em fortes mananciais de água que vão derrubando e levando o que encontram pela frente. Nunca acreditei em minorias, acredito sim em grupos desunidos e conformados. Não acredito em armas, mas duvido que exista alguma mais forte do que a voz, a caneta e a informação. Não creio que a revolta dê bons resultados, e não acredito que as articulações sejam desinteressadas. Ainda desconheço a resposta, mas não quero me acostumar com o problema. O homem nasce puro e a medida que cresce a vida vai temperando o seu caráter, mas creio que um bom banho de discernimento, leve embora todos estes temperos que tiraram o gosto pelo correto, pelo desejado, e faça com que retorne à pureza de sentimentos, ações e a descoberta das respostas certas.
- Cai aquela chuva lá fora, como sempre uma
chuva que desce pelo telhado da minha casa e
escorre pelas paredes do meu pensamento,
sei vou muito longe ao tentar escutar as
tempestades e que cada relâmpago que eu vi
foi como um flash nos meus olhares. Foi
quando encherguei a sua fisionomia o seu
hábito de sussurrar ao meu ouvido e bem
baixinho falar coisas mágnificas que eu
esquecia o medinho de ficar no escuro e
ouvindo aquele barulho tenebroso do trovão,
me senti maduro em vê seu olhar sobre o
meu, e quando tudo ficava em silêncio sua
voz de novo sussurando ao meu ouvido
pedindo pra que acalmasse o meu coração
que depois de um grande suspiro adormeci
pensando em você!
O tempo passa em segundos
Dias e meses se vão.
Anos se esvaem como chuva de verão.
Mas, quem tem amigos,
a família que escolhemos por carinho e afeição:
Aqueles que seguram a tua mão,
Os que são a " luz "na escuridão.
Vive feliz , porque anjos nunca te abandonam ,e seguem contigo pelo tempo, espaço -eternizados no coração!(AngélicaRizzi)
