Textos de Ausência
Espinho na rosa
Sem ter você sou todo pranto
Sou a voz do canto que chora
A ausência da flor
Sem ter você sou qual fevereiro
Sem Carnaval a festa acabou
Sem ter você sou chuva lá fora
Sou o passarinho que não beija flor
Sou a falta de amor
Sou a Bahia sem Alegria
palavras sem poesia
Sem ter você sou seca no chão
Sou dor cortante no coração
Sou a própria solidão
Sem ter você sou a fúria do medo
Sou ser sozinho na multidão
O desafino da canção
Sou nota sem som, música sem tom
Sou o espinho na rosa
Sou o rosa mas tenho espinho
sou um verso ruim
O inverso de mim
Sem ter você sou nada
Sou a estrada sem fim
Oração sem fé
Marcos Decliê
A Ausência dos Meus Excessos
Um dia, meus excessos sumiram,
sem alarde, sem vestígio.
Não deixaram saudade,
pois ninguém sente falta
daquilo que nunca coube direito.
Talvez os pássaros saibam,
as aves, sim, talvez cantem baixinho
em algum céu de lembrança,
que um dia eu tive asas
— mas bati demais.
O excesso não pesa como a falta.
O cheio, a gente desvia.
Mas o vazio... ah, o vazio
grita no silêncio do quarto,
dói no espaço onde eu era demais.
Não houve pranto pela minha ausência,
nem uma cadeira vazia no jantar.
A escassez marcou presença
onde o excesso foi apenas visita.
Fui demais nas palavras,
no riso alto, no gesto largo,
na vontade de estar,
na esperança de ficar.
Mas o mundo ama o contido,
o que cabe na medida certa,
o que não transborda.
E eu, feito mar em dia de fúria,
nunca soube ser maré baixa.
Minha presença era tempestade
num copo que só aceitava goles.
Agora sou ausência —
dessas que não incomodam,
dessas que não se nomeiam.
Sou o eco do que fui,
numa sala onde ninguém chama.
Mas ainda há beleza no que sobra,
mesmo quando falta tudo.
E se um dia alguém notar
a ausência dos meus excessos,
que perceba:
era amor, era sede, era alma
em carne viva.
Estranha ausência que me incomoda e a difícil distância que me atormenta, quero poder sentir teu cheiro seu gosto e sua pele macia com a intensidade do amor que sinto por você.
Em um corpo de puro desejo, a nostalgia toma conta do meu ser não me machuca mais a dor da saudade é igual a se machucar.
Às vezes sinto que a minha solidão faz parte de mim e já não é a ausência que me causa medo, pois o abandono se tornou a minha companhia;
Muita das vezes sou um louco sem direção que caminha beirando a calçada tropeçando em minhas próprias ansiedades;
Minha saudade não é de um tempo perdido, mas de mim que faz falta em meu interior desarrumando o meu presente;
Não sofro por antecipação... Pela ausência ou distância que se mostram como impossibilidades até que a minha vontade desperte com certa imensidão...
Entendo que se houverem afinidades nada e nem ninguém impossibilitará um encontro que dará início a relação solida e justa;
Com uma dose de afeto, cumplicidade... Junto à fidelidade poderemos transformar sonhos em realidades em um tanto que supere as necessidades;
A sua ausência me despedaça pouco a pouco
Trazendo-me uma saudade insuportável
E fazendo com que eu fique louco
Pois em meus momentos...
Me faz tanta falta... Com os teus pecados
Tua saliência e a sua safadeza
Sua gosto indecente;
Que tanto me fez requerente
Mas agora você está ausente
E essa saudade que me vem der repente;
Dê-me um sinal de vida!
Diga que sentes falta também!
Peço a Deus para que volte... Nisso tudo digo amém;
O teu penoso coração fez com que sua ausência me causasse a dor que encabulasse meus sentimentos a você;
Espero um dia você mudar e optar de cuidar do que é seu mesmo longe do que possa ser de mim, no vazio que me espera a resposta que me dê a razão;
Saí de si para transbordar a minha alma com o seu querer e tenho certeza que nós não perderíamos a lógica no nosso escuro;
O meu silêncio não irá parar-me nem calar os meus sentimentos;
A ausência do seu olhar traz-me nas asas da esperanças dando-me a chance de aprender a guardar o seu amor nas primícias do nosso destino;
Me ensina a ser merecedor desse amor que me faz tão eloquente e inspirador;
O que tenho de mais precioso é o teu amor e tudo nessa vida, preciso te amar para nunca me perder;
Dou o espaço que há em meu coração esperando a paz na ausência do seu olhar;
Mesmo eu sendo o ultimo romântico preciso aprender e entender como guardar o meu amor por você;
Trago nos meus olhos um sentimento que revive minhas esperança em um novo dia;
Tudo o que eu tenho são seus carinhos, suas atenções que enxugam minhas lágrimas quando me vejo só;
Mesmo à distância que não tem a arte de desfazer as esperança que insiste tocar nossos corações;
A ausência do seu olhar me faz saudoso, esperando o amor que tanto esperei, pois tudo o que sinto eu quero;
Falo em linguás sobre a natureza de um amor que repousa entre o calor de um coração transbordado;
Não acho que sonhos são besteiras nem tudo que sinto, pois tudo que me apetece desatina minha razão;
Deixe teu ser silencioso me pedir as certezas que ainda lhe falta que darei o amor pendente;
Acreditando ou não o peito se infla, mas não se sabe se é de fôlego ou de tristeza pela sua ausência;
Combater o bom combate nem sempre há justiça, mas o bom guerreiro pode sim ser tornar lenda!
Quando se está lutando cabe ao guerreiro ter esperança...
Após o combate, cabe os entes queridos ter fé;
Não podemos guardar a nossa fé
Nem muito menos ter medo da morte, pois Jesus a venceu
E podemos sim vencê-la também...
DOCE AUSÊNCIA.
Estar é estranho quando se aprendeu a não ser. Há um desconforto tênue em ocupar o agora, como se a presença pesasse mais que a ausência. E então, ao espiar por brechas o que floresce sem ti, nasce o desejo de sumir — ser sombra, ser brisa, ser nada. Porque às vezes, a distância dói menos que a consciência de estar fora, mesmo estando perto.
A ausência da palavra
deveria ser crime.
Mas como denunciá-lo?
Se sou ensinada a utilizá-la
apenas para responder perguntas
cujas respostas, no fim,
me oprimem.
O mundo contemporâneo
é o maior defensor da expressão,
mas pouco observo tal gentileza
no momento em que
volto às escolas literárias antigas
e redijo textos
que apenas buscam a razão.
A arte se perdeu.
Afinal, como buscá-la?
O roteiro que o mundo me escreveu
agora está rasgado,
mas continuo seguindo-o
página por página.
O preço da minha ausência
Quanto vale a minha ausência?
Vale muito com certeza
Vale conluios inquestionáveis
Dos disco voadores a espreita.
Quanto vale a minha ausência?
Vale aos óvnis adiáfanos
Que por entre nuvens escuras
Expõem translúcidos a imprudência.
Quanto vale a minha ausência?
Vale a minha sabedoria no anonimato
De atos e fatos que ressurgem encolerizados
E mitigam a minha dor.
Quanto vale a minha ausência?
Vale saber tão naturalmente
O que floresce da demência,
Entre as estrelas mais brilhantes
Estão os ufos ainda mais reluzentes.
A dor da ausência é um peso que fica,
um eco de riso perdido no ar,
mas o amor, forte, nunca se enfraquece,
guarda memórias que vêm confortar.
Cada lembrança é um toque suave,
uma chama que insiste em não se apagar,
pois quem tem saudade traz força e coragem
pra honrar o amor que não vai mais voltar.
"Só quem ama sente saudades,
só quem perdeu sente a dor forte.
Não importa se é a distância que separa
ou é a própria morte.
Quando a ausência passa a ser o último vestígio do amor que um dia floresceu, ela se torna tanto dor quanto memória viva. A falta carrega em si um paradoxo: é prova de que houve amor, mas também seu fantasma, rondando cada pensamento e cada gesto. Nesse espaço onde o amor deixou de existir em presença, a ausência ocupa o trono, governando seu coração com lembranças e saudades.
Mas a ausência não é apenas vazio: ela nos convida a revisitar o que fomos juntos, a valorizar o que aprendemos e a questionar o que ainda podemos ser. Se a falta é tudo o que resta, talvez ela seja também o ponto de partida para reconstruir-se, para sonhar outras formas de amar, outra forma de ser amado. Porque, no fim, é justamente na saudade que guardamos o maior tesouro: a prova concreta de que fomos capazes de amar de verdade.
Assim, mesmo que a falta pareça reinar absoluta, ela pode nos sussurrar lembranças que acendem a esperança. O amor, mesmo ausente, continua vivo enquanto houver memória, enquanto houver o desejo de reencontrar-se – seja em quem fomos, seja em quem podemos vir a ser.
Amor Incondicional
Ama-se na ausência,
No silêncio faz morada.
Não pede, não cobra, não força,
Acolhe, transforma, é jornada.
É toque sem tocar,
Luz no olhar perdido,
Aceita o outro inteiro,
Mesmo que venha partido.
Não vive de condições,
Ama por existir.
É um campo infinito de flores,
Onde a alma escolhe fluir.
– Diane Leite
Se o pensamento cria a realidade como você ainda não se materializou?
Na ausência do material o imaterial tomou lugar. Meu pensamento criou asas e foi te visitar.
Pensamentos felizes esse é nosso segredo.
O papel é o meu passaporte para o nosso lugar.
No lá... já existimos e o somos o que quisermos. A poesia é o nosso ventre.
EU sem você!
Você me atordoa....
Mas sua ausência me desampara.
Você me sufoca...
Mas sua ausência me destrói.
Você me tortura...
Mas sua ausência me faz sangrar de saudade.
Eu sem Você ...
Me perco;
Me procuro;
Não me acho...
- Eu sem Você Não Existe!
Haredita Angel
27.03.16
A insegurança é o que mais assombra os homens. Ela provém da ausência do conhecimento.
O “não saber” é torturante e causa as maiores dores, dúvidas e angustias.
Portanto, busque o conhecimento e estude até sangrar os olhos. Não permita que as pessoas humilhem a sua inteligência.
