Textos de Ausência
A falta que nos fazemos.
A falta que nos fazemos.
Ausência sentida, porém,
não compreendida.
Sinto falta do Amor
fraternal, familiar, aquele
Que um dia foi transbordaste.
Hoje, vivemos das poucas gotas
que ainda se fazem presente.
Gratidão senhor, pelas tantas
fontes que saciam a nossa sede
de vida, sede de Amor.
Havia um incômodo ante o silêncio do analista, pois soava como uma ausência.
E ausências, por vezes, implicam dores.
Silêncios, por vezes, falam de sufocamentos e impossibilidades.
Aventurando-se nesse desconfortável desconhecido, depara-se com um tiro à queima roupa.
Dessa vez, a sensação de ser deixado ao relento dá espaço à captura que, não sabendo bem como se define, varia entre provocação e amparo.
Haveria, ali, um atalho?
Talvez ele não saiba por onde se deve ir...
Mas parece que diz, sem dizer, que deve ir a algum lugar.
Há um novo olhar sobre o silêncio.
Ele é um ato, se faz presença.
Ele está ali, mais vivo que qualquer abraço, que qualquer palavra, apesar de não trazer na sacola uma resposta-alívio.
Ele mexe no que estava quieto, levanta a poeira que vivia por debaixo do tapete, descobre andares inexplorados abaixo do piso.
E, ao contrário do nó que antes causava na garganta, hoje, faz o corpo todo esperar por ele, aquele bendito, que o empurra pra dentro de si mesmo.
**"Madrugadas de Ausência (Versão Final)"**
As horas noturnas escorrem lentas, e meus pensamentos — esses visitantes indesejados — insistem em perfurar o silêncio. Há dias não me reconheço no espelho: a força que exibo é apenas um disfarce que desmorona na solidão. Eu daria tudo, até meu próprio nome, para dobrar o tempo e reescrever nosso fim. Talvez, num ato de loucura ou redenção, eu encontrasse as palavras que faltaram.
*Saudade.* Três sílabas que pesam como um mundo. Você era meu porto seguro, meu norte em noites sem estrelas — e agora é apenas um eco, um fantasma que habita meus "e se". Talvez esperasse que eu despertasse a tempo, mas eu, mergulhado em minhas próprias sombras, não via a luz que você me estendia. Sei que agora floresce em outros braços, e essa certeza é uma faca que torço no peito toda vez que o relógio marca 3h17 e eu, insone, revisito nosso passado.
A dor que carrego é orgulhosa: não se expõe em lágrimas fáceis. Esconde-se nas entrelinhas do meu riso, nos copos vazios da mesa de bar, no hábito de ainda olhar para o celular esperando uma mensagem que nunca virá. Aprendi que o tempo não cura — apenas ensina a conviver com a cicatriz.
Somos agora dois estranhos que compartilham um museu de memórias. Como explicar que já naveguei por todo o teu ser? Conheci a geografia do teu riso, as tempestades nos teus olhos, os segredos que você sussurrava no escuro. Seu abraço era minha única pátria — e hoje sou um exilado do seu calor.
*Sinto falta do ritual de cuidar de você:*
— Das gargalhadas que eu roubava dos teus lábios mesmo nos dias cinza;
— Do modo como ajustava o cobertor sobre seus pés frios;
— Da coragem que você me emprestava só por existir.
Nossas lembranças são como um filme projetado em paredes úmidas: cada cena, um paradoxo de dor e gratidão. Obrigado por me ensinar que o amor pode ser tão vasto quanto o mar — e, ainda assim, caber no espaço entre duas mãos entrelaçadas.
Três anos. Mil e noventa e cinco dias de eu me enganar dizendo que "já passou". Seu nome ainda brota em mim como hera em ruínas: devagar, implacável. Descobri que você espera um filho — e essa notícia me transformou em um atlas de mundos paralelos, onde em algum universo esse bebê teria meus olhos e seu nariz perfeito.
Você voou para os sonhos que um dia plantamos juntos. Eu, aqui, rego as sementes que sobraram com lágrimas estéreis. Segui em frente porque a vida exige movimento — mas meu coração é um relógio de areia que insiste em virar sozinho, sempre de volta a você.
*"Fleur de ma vie"*, você permanece:
— Na canção que toca no elevador do shopping;
— No cheiro de jasmim que algum vento traiçoeiro me traz em agosto;
— No vão da minha cama, que ainda guarda o formato do seu corpo.
E se um dia nossos caminhos se cruzarem novamente, prometo sorrir com os olhos (como você me ensinou). Até lá, continuarei escrevendo cartas que nunca enviarei — porque algumas saudades são tão profundas que precisam ser vividas no silêncio.
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versos de copo vazio
No canto de um bar, meu velho refúgio Me abrigando da tua ausência, num trago sujo
Como um samba antigo desafinado e bom
Na mesa riscada um poema incompleto Teu nome borrado, meu peito fechado
O barman já sabe "mais uma ai irmão?"
E eu disse é claro já que o amor não tem cura Apenas repetição
E um dia se tu voltar
Por ironia do céu
Vai me encontrar sorrindo
Pois o amor de um boemio é torto e partido
Como cerveja derramada num peito ferido.
Ateísmo pela ausência de experiência,
Incrédulo pela própria ciência,
Difícil aceitar um deus que tudo cria,
Fácil não acreditar nessa afirmação vazia.
No princípio criou?
O universo inflou!
Teoria mais racional,
Para os atuais religiosos ela é banal.
Cegos pela doutrina,
A religião é deles a ruína!
Liberdade de pensamento,
O incrédulo vive em todo momento.
Sunshine....
Minha alma sente a ausência da tua e chora, te quer... e como ela quer você sempre quis!" ou "a saudade é um paradoxo, é a dor de quem não está perto" e você em minha vida, minha estrelinha, reflete a intensidade desse sentimento, que é o maior, e o melhor que já senti.
Pequena não posso te abraçar, nem posso ver você de perto, e nem posso passar uma tarde perto de ti, mas saiba que cada sorriso que eu dou por aqui, é pensando em você aí. Pois em sua ausência, até mesmo de sua linda voz falando comigo já me deixa como um cacto seco , e morrendo...murcho, chocho, capengo.
E quando o dia de poder te ver de perto chega, então, meu sorriso vai estar completo junto do seu que é maravilhoso.
Sabe Pequena, é difícil tentar dizer tudo quando só o seu olhar já me deixa sem palavras.
Sinto sua falta como quem sente falta de ar...... então minha Jujubinha doce, imagina como me sinto contigo, pois você me tira o AR, me tira o chão!
Sei que nada é fácil ou simples como gostaríamos.
Mas quero que saiba que você me basta, o resto eu corro atras. Sou feliz contigo, com sua presença, com sua voz, com seu cheiro. E mesmo você não me enxergando, eu nunca deixei de vê-la.
Tranquerinha.............. vc é meu único e grande amor ! S2
Saber de si,,,
A tua ausência deixou uma passagem dolorosa, porém hoje me trás paz,
O tempo no amor por vezes é imediato, se não souber bombear o coração na temperatura apropriada, então deixará de vê-lo respirar por um todo,
Os dias de silêncio falam muitas coisas ao pé do ouvido e se temos que lutar por um posicionamento no coração de outra pessoa será melhor correr em círculos do que esperar ser aceito,
Em meio a uma grande perda encontrei o grande achado, e foi no instante da última música que eu fui seduzido a dançar, a me mover sendo conduzido até a janela aonde os ventos entraram e se espalharam pela casa trazendo novos ares, apresentando vários lugares e rostos diferentes,
Contagiado pelo que me fazia bem decidi me libertar das sombras do passado, agora o grito da alma chama pelo conhecer, pelo vibrar, chama pelo viver.
Na sua ausência tento substituir com lembranças
Os momentos mais felizes vivido com você
Momentos esses que talvez ainda nem vivemos
Mas que já fazem parte dos meus planos com você
Imagino tantas coisas juntos
O sorriso no seu rosto quando eu disser que te amo
As palavras ditas no momento que eu te olhar
O calor do seu corpo junto ao meu em um abraço
Na carência da sua ausência
Desfruto nas lembranças e no desejo de te ter aqui comigo.
Te vivo.
AUSÊNCIA, UMA
A folha em branco, uma ausência apossa
Do coração. Nada é leve, a emoção vazia
Sem calor, tão desamparada está a poesia
A noite adentra e uma prostração endossa
Letras amargas, cruas, vou até onde possa
Sentimento solto ao vento, de pouca valia
Que a própria poética no versejar desafia
Em um carecente que está solidão esboça
Fomentos que com um pouco se asilam
Se fazendo indolente, inusual e horrível
Como rabiscos fossem, assim, suspiram
Olho a folha em branco, atento, sensível
E das inquietas sensações, nada cintilam
Somente um volúvel sussurro inaudível...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 setembro, 2022, 22’42” – Araguari, MG
Coragem não significa ausência de medo.
O medo e a coragem caminham juntos. Cabe a nós escolhermos.
Muitas vezes eu disse e ouvi: não tenho coragem para fazer isso ou aquilo.
No entanto, diante dos desafios fui descobrindo que esta força está presente em todas nós. Ainda que só nós damos conta depois que a situação já passou.
Quando confiamos em nossa capacidade, ou acreditamos que a ação nos levará a conquistas, a coragem superará o medo e o fortalecimento deste sentimento tão profundo em nós se intensificará.
Washington 13 de setembro de 1918
Queridos senhores e senhoritas
Desculpem a minha ausência, me sinto fraco a vir falar com vocês, mas concordo que seja de extrema importância o meu contato.
Sei que o tempo cura muitas coisas, mas também devo assumir que o tempo ele destrói aquele que hoje vivem em mim, e isso tudo faz parte do processo para que eu me torne a versão de quem eu vá me orgulhar pelos próximos anos. O processo é exaustivo e ele algumas vezes quase consegue me fazer desistir, não seria uma tolice?
Acho que até agora tenho ido bem, não posso negar que desviei do meu objetivo uma ou duas vezes, mas até agora ainda sim, estou a par de tudo e estou perseverante naquilo que eu buscava quando comecei o meu processo de renovação. Claro, não sinto mais a mesma motivação de quando comecei, mas ainda sim, tenho forças para poder continuar.
Somente gostaria de agradecer e lhes dizer um até breve...
A minha luta é, na maioria das vezes, contra a minha arrogância; contra a ausência de altruísmo; contra a autossabotagem; contra todo tipo de amarras. Sou mau por natureza e não posso negar esse fato. Tornar-me umser humano melhor é uma missão que busco desenvolver diariamente. Não luto para melhorar ninguém, poistenho tanta coisa a melhorar que falta tempo para esse tipo de missão.
Como diz o apóstolo Paulo:
"Porque não faço o bem que eu quero, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim". (ROMANOS: 7:19-20)
Suprema Ângustia -
Sinto que ausência é falta,
lástima, vazio,
solidão aconchegada!
Sinto que morte é nada,
e que nada é saudade,
angustia, silêncio e nostalgia!
E nada falta na ausência,
só o que não dói!
E o que dói sempre está em mim,
tão presente na ausência
num nada que não tem fim ...
Mas se o vazio fosse nada
não teria escrito estes versos!
Porque estes versos estavam contidos
na nostalgia do nada
que há em mim.
E sempre fico num vazio poético
de intima ternura, intensa espera
que m'aglutina os sentidos ...
E sou ferida fera que consome
aos poucos em fria espera
tantos Poemas perdidos ...
(Sobre as angustias que nos povoam os sentidos da Alma ...)
Às vezes viver e conviver com a sensação de abandono, ou mesmo de ausência, nos faz compreender possibilidades que desmotivam e entristecem nos mostrando certas obscuridades que podem ser bem prejudiciais. Não há abandono cuja causa não sejam a incompreensão, falta de amor; de carinho, respeito; consideração e outros tantos sentidos que convergem para desperdiçar tempo e vigor, e quase sempre é por causa dos egoísmos. É preciso ter a exata noção de o quanto as pessoas são importantes para nós, o quanto são necessárias para nos mover à simplicidades que as farão felizes, o quanto precisam da nobreza de nossas atitudes e um pouco de dedicação. Sobretudo é importante que essa ligação esteja atada por fortes laços de afetuosidades que fortaleçam o que é pouco e aproximem as extremidades. Imagine que o amor ao próximo esteja em um leito, muito debilitado e ligado a aparelhos para se manter vivo, se recuperar e dar o melhor de si aos outros, pois ele é muito importante. Então quando você deixa de se importar com o outro, está desligando os aparelhos.
John Pablo de La Mancha
E como diz Mário Quintana: "O QUE MATA UM JARDIM NÃO É O ABANDONO. O QUE MATA UM JARDIM É O OLHAR DE QUEM PASSA POR ELE INDIFERENTE."
Ausência de Luz -
Caroço d'Alma,
duro, rijo, obscuro ...
O que dentro é Centro,
veneno, puro ...
Inconsciente em permanência,
incapaz de ser doado,
sem Vida nem ardência,
num corpo, fechado ...
Coração parado, louco de dor,
sem forma, banal,
intenso, breve, incolor,
preso, ao leito, afinal ...
Um peso, imenso, aninhado,
ao peito - sem jeito - sem jeito!
E a noite vem!
Lua pura, densa, escura,
luar d'Agosto, lâmina quente
em fogo posto!
E quem ousou este destino?!
Quem o fez, tão triste,
tão sensível?! ...
Sonhos presos, pousados,
na teia dos sentidos.
Só não entendo o que há em mim
de tão achado, tão perdido
e impossível ...
O que pode se esperar de duas pessoas,
Duas opiniões, dois ideais,
dói o calor da ausência assim como a compreensão intercalada.
Entende-se como medo o prazer da deslealdade da amizade, que o receio de introduzir, o presépio ainda maior de um findar inóspito de uma ciumeira presepada.
Ausência
Sua ausência é a demência da minha calma;
Sua ausência devora fundo a minha alma;
Sua ausência é um poço sempre frio e vazio;
Sua ausência é um beco esquecido e sombrio.
Sua ausência é o penhor do meu desamor;
Sua ausência é um caminho tênue para a dor;
Sua ausência é um livro sem história;
Sua ausência é um brilho perdido na memória.
Sua ausência foge da minha compreensão;
Sua ausência tira de mim a razão;
Sua ausência é um silencio inquieto;
Sua ausência é um túnel infinito...sempre reto.
- Calma e Silêncio -
Há vontade de morrer em meu
Espirito breve!
Nenhuma ausência há em mim
além de mim ...
Meu rosto é de silêncio,
oblíqua madrugada, vontade de
negar e não ceder.
Minh'Alma é breve, tão breve
como breve é o instante!
Tudo é passageiro, nada fica,
é destino ...
É a calma e o silêncio
de quem se aceita, entrega,
resigna ...
Estou só! Sempre só!
A paz é um ideal pelo qual muitos lutam e sonham. É a ausência de conflitos e violência, a harmonia entre os povos e a justiça para todos. A paz é fundamental para o desenvolvimento humano e para a felicidade das pessoas.
Infelizmente, ainda existem muitos conflitos e injustiças no mundo. Guerras, desigualdades sociais e discriminação são apenas alguns dos problemas que impedem a paz. É importante que todos façamos nossa parte para promover a paz e a justiça.
Podemos começar com pequenas ações em nosso dia a dia. Tratar os outros com respeito e empatia, ajudar aqueles que precisam e lutar contra a discriminação são apenas algumas das coisas que podemos fazer. Também é importante apoiar organizações e iniciativas que promovem a paz e a justiça.
A paz é possível, mas depende de cada um de nós. Juntos, podemos construir um mundo mais justo e pacífico para todos.
AMOR QUE REVIGORA
MÃE, memorável, mesmo na ausência
nas lembranças sempre sua presença ;
e desse mundo, partindo para o eterno
em meu coração serás sempiterno .
em nossa memória a história sempre fica
Nasci de teu ventre, dei continuidade a vida .
Sou filha e também sou mãe, sou tua descendente,
Fonte de afeto,que cuida, ainda se estiver doente .
amor que perdura p'ra segurar nossas mãos ,
Mãe é amor, iniciação, sou a tua continuação;
E para sempre, do começo, meio e fim ,
Mãe, és amor perfeito, que adorna meu jardim !
Mãe, És o único refúgio, que nos revigora ;
Nos momentos mais difíceis, nunca vai embora;
És o único doce abrigo na hora de nossa dor,
No inverno interno és tú, oh mãe, nosso cobertor !
Mãe arrimo de família, e a rainha de nosso lar ,
Tenha o nome que for, por sobrenome amar !
És amor incondicional, não existe amor igual ,
Não encontrei na terra; amor neste mesmo grau !
Maria Francisca Leite
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