Textos de Ausência

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O Grito que Mora em Mim


Eu amei alguém
que virou ausência.
Não porque quis ir,
mas porque a dor falou mais alto
do que o amor que o chamava de volta.


Ele era casa
num mundo onde eu sempre fui visita.
Era paz nos dias em que minha mente
era guerra.
Era silêncio bom,
daquele que não machuca.


Guardei meu grito por anos
porque achei que não tinha direito.
Porque me disseram, sem palavras,
que amar não me dava permissão de sofrer.
Mas deu.
Deu e ainda dá.


Há três anos
o tempo anda,
mas meu coração ficou sentado
no mesmo lugar,
esperando alguém que não volta
e se culpando por não ter sido suficiente.


Eu tentei ser abrigo.
E fui.
Por um tempo, fui luz.
Mas até a luz cansa
quando o escuro é profundo demais.


Hoje, carrego um grito no peito.
Um grito sem endereço,
sem ouvidos,
sem resposta.
Um grito que não quer morrer —
só quer ser ouvido.


Não quero esquecer
porque esquecer seria perder de novo.
Só quero lembrar
sem sangrar.


Se algum dia alguém me amar,
não será no lugar dele.
Será ao lado da cicatriz
que ele deixou em mim.


Porque eu não sou feita só de perda.
Sou feita de amor que foi grande demais
para caber no silêncio.


E enquanto eu respirar,
ele vive
no espaço exato
entre a dor
e o que ainda insiste em bater aqui.

Aprendi a conviver com a ausência
como quem aprende a respirar debaixo d’água.
No começo doeu,
os pulmões queimavam de lembrança,
mas depois o corpo se acostuma
a viver com menos ar,
com menos riso,
com menos você.


Às vezes ainda emergem memórias
como bolhas —
estouram rápido,
mas deixam o peito pesado
por horas.

Segurei sua ausência como quem segura fogo, as mãos em brasa, a alma em ferida.
O coração gritava para ficar, mas a vida sussurrava: já é hora de partir.


Ainda te amo, e isso é a parte mais cruel.
Amar e, mesmo assim, precisar soltar.
Ver que o amor não sustenta, não cura,
não basta.


É despedida com gosto de eternidade,
é lágrima que não seca, é silêncio que pesa mais que mil palavras.


Solto você, não porque quero,
mas porque segurar me rasga em pedaços.
E no fundo, sei: te deixar ir é também
uma forma de amor.


O Eco da Ausência
​Eu carrego o peso
das palavras que engoli,
Um silêncio denso que escolhi.
A alma veste um cinza antigo e frouxo,
E cada dia é um novo esboço
De um sorriso que nunca se completa.
​A solidão não é a falta de alguém,
É o abismo entre o que sinto e o que convém.
É a canção baixinha que só a parede ouve,
Enquanto o ponteiro da vida não se move,
Preso em um instante que não tem mais pressa.
​Eu me perdi no mapa das promessas,
E as esperanças viraram meras rezas.
Resta o nó na garganta, sem desfecho,
Apenas o vazio morando em meu peito,
E a espera por um dia que cesse.

Senti frio mesmo estando perto de você, moça bonita.
Não foi o vento, foi a ausência.
Percebi que os teus carinhos já não caminham na mesma direção que os meus,
que a sintonia se perdeu em algum silêncio não dito.


Não sei o motivo de tanta indiferença,
nem sei se quero saber.
Algumas verdades doem mais quando explicadas.


O frio que veio de você não foi acaso,
foi resposta.
E às vezes, aceitar o frio
é mais honesto do que insistir num calor que não existe mais.

Saudade

A ausência —
essa forma delicada do abismo —
habita-me.
Faz falta o que fui
quando me reconhecia em teu corpo.

Nunca imaginei sobreviver ao sem,
mas o sem revelou-se lâmina:
rasgou-me no limite do grito,
no atrito exato do desespero.

Por quê?
Que gesto foi esse
contra um coração ainda intacto,
tão ingênuo quanto fiel,
que já te sabia amor
antes mesmo do início?

A tua falta ecoa.
Ecoa como febre.

Desespero.
Paixão.
Delírio contido.

Imobilizo-me
para não ir atrás de ti,
para não desfazer o pouco
que ainda me sustenta.
O que era tudo
aprendeu a chamar-se nada.

E no centro desse vazio
tento reaprender o hábito de existir,
entre ruínas silenciosas
e consequências que fogem.

Estou morta —
não por ausência de vida,
mas por excesso de perda.

Morta estou.
E não posso
ter-te de volta.

R.Cunha

Perder alguém especial dói de um jeito que palavra nenhuma explica.
É uma ausência que faz barulho, mesmo no silêncio.
É acordar esperando uma mensagem que não vem,
é lembrar em detalhes de quem ficou marcado para sempre no coração.
O luto não tem prazo.
Não existe forma certa de sentir, nem tempo certo para “ficar bem”.
Tem dias em que a saudade aperta,
em outros, ela apenas senta ao seu lado e fica.
Chorar não é fraqueza.
Sentir falta não é falta de fé.
É amor que não encontrou despedida.
A pessoa que você perdeu não se foi do que viveu em você.
Ela permanece nos gestos, nas lembranças,
no jeito que você olha a vida depois dela.
O amor não morre — ele muda de lugar.
E mesmo que agora pareça impossível,
aos poucos o coração aprende a respirar outra vez.
Não porque esqueceu,
mas porque aprendeu a carregar a saudade com amor.
Seja gentil consigo.
Um dia de cada vez.
E quando o peso for grande demais,
lembre-se: você não está sozinho(a).
O amor que existiu ainda sustenta você.

AUSÊNCIA DE MÃE

Perder a mãe é ter uma lápide no coração que germina ramificações que pulsam vida que o cordão umbilical ainda prende a alma dela em você, aí quando a lembrança vem em sua memória, o líquido amniótico inunda seu mundo em lágrimas...por mais paradoxal que seja esse sentimento de morte o vazio se torna vácuo e a saudade implode, paralisa e chega assim de repente trazendo a doçura do seu semblante nessa hora, exatamente como agora, nessa ausência que silencia e chora.

De que adianta um céu sem estrela
um principe sem princesa
e eu aqui na sua ausência?
De que adianta um rei sem seu trono
uma fortuna sem um dono
E as minhas noites sem sono?
De que adianta o piso sem chão
um rumo sem direção
ou você fora do meu coração?
De que adianta o tempo passar
e ele não ser capaz de apagar
a magia vinda do seu olhar?

Inserida por trombinibauru

Ausência

Dor que transborda nos olhos.
palavras que não consigo calar,
amor que não consigo esconder,
saudade que não deixa te esquecer.

Sonhos que não estou,
lembranças que não vamos ter.

Caminhos divididos,
onde antes era um só .
Ausência que me acompanha.

Amor doentio,
que insisto em querer.
sem você não sei viver,
quando parte me faz morrer.

Inserida por Shalimar

Estava permitindo-me esquecer-te, para aliviar a dor da ausência.

Permitia-me esquecer a cor exata dos teus olhos, o tom divertido e intenso da sua voz, sua pequenas ironias orais, corporeas…

Estava permitindo-me esquecer o sentimento, trancando-o no baú mais profundo da minha alma, privando o da liberdade até que se concretizasse sua presença.

Mas ao fazer isso eu esfriava a paixão, a desistensificava; ela, que é o melhor tempero do amor.

Péssimo caminho.

Resolvi, então, adocicar minhas horas com suas lembranças, trazer sua presença ao meu hoje e agora. Me acostumar com a espera.

Não penso que esse meu ato foi errôneo.

Mas as consequências não foram benéficas à minha vida fora de você.

-Enquanto as pessoas falam e falam, a única voz que ecoa na minha cabeça é a sua-

“Estou com saudade.” É o refrão da música que agora a sua voz permitiu à minha mente compor.

Ignoro agora o sentido de estar aqui.

O presente aqui e agora é triste sem você.

Ah, quem me dera os valores da vida fossem unicamente os que fazem bem ao coração.

As regras de conduta da sociedade nada valem agora. para minha alma.

De que me servem o pudor e “honra” quando a alma já está entregue, perdida, vendida e roubada?

Fico destruída por dentro quando lembro que tudo o que levaremos para a eternidade serão os sentimentos, conhecimentos e ações para com o próximo.

Registro, 27 de maio de 2010*

Inserida por MichelyOliveira

O meu quotidiano me prende me limita a muitas coisas
que penso que deveria ter feito,pela ausência do tempo
mas agora vejo que este pensamento,que era o meu quotidiano passado
achando que deveria fazer tal coisa,que muitas vezes eram as mesmas e erradas
que hoje sou eu quem tenta variar a minha vida
meus pensamentos,diferenciando o meu dia dia
mantendo-a sempre com pensamentos bons e a procura de novidades e boas emoções.

Inserida por arilsonrocha

Uma dor imensa
Causa um breve momento
De ausência...distância
Uma falta...uma carência
Tamanha é a ansiedade
De rever-te...meu presente
Porque do futuro nada sei
E reverter essa impaciência
Em sua doce presença
Que me acalma
Faz bem para minha alma…
Só de ouvir tua voz
Já me sinto feliz
E teu abraço
Se faz meu!

Inserida por carlatoscano

Quase sempre quando vem a noite sua ausência se faz
presente. Abraço o vazio e me apoio no espaço vago da sua
presença. Ouço o silêncio da sua voz e me deito no holograma
do seu corpo. Amo amar você, em meio a doce utopia do meu
ser. Desejo sua memória em memoria de mim mesmo quando
juntos fomos um. Quando era o mundo uma aguarela onde se
regava a flor mais bela que hoje no esfumaçado do grafite
esvai acinzentado sobre a tela da memoria.

Inserida por dicastros

No encontro de uma Constante - Presente roubado

Chega a hora de ir embora
E sinto sua ausência
Como um presente roubado.

Estou sendo torturado
Desmoronando nesse frágil mundo
E quantas vezes eu pensei lhe dizer
Que não era apenas sua imaginação
Realmente te olhava diferente
Um tão diferente que era tão igual
Um olhar que não parecia me incriminar
Nem me julgar
Não era apenas paixão.

Quando não há dor
É bem fácil imaginar
Que sua ausência não me faria falta.

E o mundo real não é um conto de fadas
Onde um milagre possa acontecer
Esse foi o meu presente roubado
Não acreditar que além dos mares
Que depois de enfrentar tanto
Não iria machucar
Vê-la partir
Sem me dar um simples adeus.

trecho

Inserida por UmaConstante

Ausência

Aqui estou recluso em meu quarto envolto em meus
Pensamentos, solitário e saudoso do seu abraço.
O breu da noite açoita-me e abre à ferida aberta.
Dor maior não há, senão a que sinto ao lembrar seu nome.
Reviro-me de um lado ao outro a procura do seu corpo,
O que sinto é apenas um enorme vazio
Naquele espaço que era somente seu.
Ao fechar os olhos, seu sorriso vem
Como um raio de luz que emana do recôndito.
Cá estou inerte e indefeso, sem ação
Ante ao bombardeio que sofro da minha consciência
Que me culpa incessantemente pela sua ausência.
Em meio à madrugada bate a saudade
Daquele carinhoso afago, calor que invadia
O meu ser e me fazia mais feliz.
Ainda sinto o seu respirar ofegante que me despertava
Os mais ocultos e obscuros sentimentos.
Minha alma viajante da noite cantarolava
Alegremente por comigo compartilhar esse momento
Momento em que nossas almas se fundiam
E por algumas horas éramos uma só vida, um só coração.
Quisera o destino levar-lhe, tirar-lhe do meu convívio,
Sem maiores explicações, como um ladrão,
Seqüestrou-a e consigo á levou.
Cá estou à espera de uma ligação,
Um pedido de resgate, uma notícia sua.
Hoje sou esse ser sombrio sem brio
Preso ao passado que me foi cruel e impiedoso.
Saudades eternas meu amor!

Inserida por leandromacielcortes

Meu amor, enquanto a chuva cai la fora eu sinto um arrepio que me toca a alma, sinto sua ausência e isso me dói. Dói demais. A esperança me faz crer que algum dia nos encontraremos e ficaremos juntos, pra sempre.
Mas isso é apenas ilusão, como sempre, invadindo o meu tolo coração..não sei mais o que fazer, não sei mais se devo ou não te contar o que realmente está no meu pensamento, sempre acho que irei me arrepender. Será que vale a pena? Se entregar assim, deste jeito...não sei. Não sei se tenho coragem pra levar isso tudo adiante. Tenho medo do que pode acontecer. Tenho medo de me machucar. Tenho medo de mim e também tenho medo do amor.

Inserida por Barbaraquinta

Você não sabe, o quanto eu tentei ser forte,
todos esses dias.
Mesmo com toda ausência e distância.
Essa que nos foi criada, muito além de fronteiras, quilometragem e fusos horários.
Agora eu choro, e as lágrimas lavam a minha alma.
Tudo muito incerto, os |nós| que não se desatam,
Nem por um decreto.
Quantas coisas acontecem, em frações de minutos.
E quando enfim, eu penso em me reaproximar.
Você se esquiva. Se nada há de ser feito.
Então, que assim seja!

Inserida por racheldaher

AUSÊNCIA, CASTIGO OU SEPARAÇÃO?

Definitivamente não escolhemos as pessoas pelas quais iremos nos apaixonar.
Quando você começou a me sondar, querendo telefone ou outro meio de contato, achei um abuso.
Não sentia a menor simpatia pela sua pessoa, inclusive tinha um pouco de repulsa.
Não queria você perto de mim, evitava de todas as formas manter contato.
Não sei se eu fui muito discreta ou se você é muito insistente.
Quando aceitei seu convite para sair, nem passava pela minha cabeça, algo além de lanchar.
Bom, depois o resto é história.
O que era repulsa se transformou em grude, muito mais do que te queria longe, agora quero perto.
Flutuando é assim que você me deixa.
Algo mágico acontece quando estamos juntos, não sei explicar.
Em tão pouco tempo eu já não consigo viver com sua ausência.
Mas a dúvida é será apenas um castigo ou uma separação?
Eu quero ter você sempre presente, não só no meu coração, mas do meu lado,
me abraçando de forma que eu me sinta totalmente protegida.
Quero poder lhe contar como foi meu dia e saber como foi o seu.
Adoro ouvir seus conselhos, mesmo que me irrite, eu sei que está sempre certo.
Desconfio que meu anjo da guarda está de complo com você.
Talvez seja uma forma de ouvir o que ele tem a me dizer e eu não ouço.
Mas vindo de você faz todo sentido.
Tudo muito bom, senão fosse minha imaturidade.
Ciúmes tão cedo, para quê?
Ser castigada com sua ausência.
Saber que sua ausência é um castigo pelo meu comportamento até me consola.
O que dói é a dúvida, será castigo ou separação?

Inserida por tamygomes

Meu vazio

Um beijo amigo, um abraço forte e um aperto e mão, sua presença conforta e sua ausência é ruim quero te ter sempre comigo e cada dia serei mais um pouco seu. Um cafezinho e uma boa dose de imaginação e meu desejo que transborda de satisfação, quando vejo teu sorriso, que manda embora minha solidão e meu vazio é preenchido sem nenhuma instrução.

Inserida por Htims