Textos sobre Crítica
Tenha a certeza se alguém te critica ou coloca defeitos em excesso em ti pode acreditar, você está incomodando demais essa pessoa de tal ponto dela tentar arrancar seu brilho e teu sorriso pra tentar te destruir ,com o único intuito dela se sentir feliz.
Diante disso pergunto:
Isso chama-se inveja ,Falta de amor ou mal carater?
Só você não percebe que a cada crítica que te atinge, a cada vez que um pensamento de desistência corre na sua cabeça, a cada dia que um projeto é adiado, a cada passo não dado por medo da derrota, a cada sonho que é julgado besteira, a cada detalhe - que não deveria abalar - te abala e te afasta das coisas que você mais quer, quem não quer te ver sorrir tem o que deseja. E cada vez que isso acontece, você deixa de viver e morre um pouco mais. Importe-se menos.
E, definitivamente, acredite mais em você - sem medo nenhum de realizar seus sonhos e ser feliz.
Muita gente acha estranho e critica pessoas que possuem uma personalidade forte e que se mostram exatamente como são...Quer saber? Adoro que se refiram a mim como quiserem...
Como quiserem me classificar, do melhor jeito que fizerem... É assim mesmo que eu gosto!
Sabe de uma coisa que me deixa super feliz? Receber o comentário com uma 'sutilíssima' lição de moral... Nada melhor do que ser alvo disso...!!!
Sou assim mesmo! Mas com ingredientes extras. os quais estão em falta em muitas pessoas! Elas se fingem de boazinhas e no entanto molham os seus travesseiros de lágrimas que escondem durante o dia, para manter a pose de boa pessoa...
Melhor do que ser verdadeiro é ter pessoas que me admiram por ser assim, exatamente como sou hoje, não como fui ontem...
Os 'recalcados' estão se remoendo nos sofás macios das suas salas e afundando os dedos em seus teclados do computador, ao passarem horas me 'julgando'...
Ótimo! É isso que eu quero deles... Até pediria que listassem para mim as características que tenho e que ainda não percebi. Já que, sou humano e como tal, não sou eterno, estou montando uma autobiografia e seriam todos muito bem-vindos...
Já tive medo de expressar o que eu sinto e penso, com medo de magoar... Hoje não! Na verdade, não tenho nada a perder... O que tinha de conquistar, já conquistei, o que tinha de perder, já perdi... Portanto...
Arrogância?
Também não! É apenas a expressão do que sinto!
LEI DO SILÊNCIO:
Cada vez que você critica alguém ou faz comentários sobre briga de vizinhos, sobre assaltos, problemas pessoais ou ciúmes, aumenta a energia negativa que acaba somatizando nos corpos sutis até chegar ao corpo físico, seja como doenças, acidentes, etc.
É preferível se calar a falar palavras negativas.
LEI DO DISTANCIAMENTO:
É a compreensão de que nada nos pertence, nem mesmo as pessoas de nossa família (pai, mãe, filhos), amigos, animais domésticos e bens materiais. Tudo é passageiro em nossa vida, inclusive o nosso corpo físico. Devemos amar e estar presentes em tudo que está a nossa volta, porém devemos nos conscientizar, com sabedoria, do desapego amoroso.
Amar é estar presente, mas consciente das Leis do Universo, para não nos deixarmos abater emocionalmente.
Amigo verdadeiro são aqueles que te critica, mas também sempre procura ajudar você, esta sempre ao seu lado e não importa os seus defeitos ou as cagadas que você faz na vida.
São amigos mesmo com as rotinas da vida que não se encontre direto, mas aconteceu alguma coisa é o primeiro a procurar você para saber o que aconteceu e te diz como posso te ajudar?
Os grandes amigos não são aqueles que estão a qualquer hora com você, mas aqueles que estão nos momentos de desespero, tristes, momentos difíceis e continua ao seu lado para sorrir juntos, e com o tempo lembrar daquela fase que passou.
Amigo mesmo não é para qualquer um, não é só por que tem carros e bens, ou interesses de valores ou outro interesses, amigo mesmo são os quem tem caráter, honestidade, sinceridade, um com o outro.
Amigos de verdade difere de religião, raças e crenças.
Amigo não é para quem tem dom de fazer as pessoas sorrirem, amigo é muito mais que amigo.
Obrigado aos amigos de verdade que eu tenho, que suporta a minha pessoa mesmo com todos os defeitos que eu tenho, mas que os verdadeiros nunca me abandonaram nem mesmo quando eu errei. E acredita que sempre sou capaz de caminhar adiante.
Se hoje estou aqui é por que grandes amigos ajudaram eu seguir em frente mesmo nos momentos difíceis.
E não preciso citar nomes, quem é amigo sabe que é amigo mesmo!
Existe uma grande diferença entre Crítica e Fofoca ....
Crítica e algo que a pessoa ver em você e acha que e um defeito ..
Fofoca e algo que as pessoas inventa ou acha que sabe ...
Aprenda a não julgar as pessoas por aquilo que você ouve , aprenda a conhecer e você mesmo decidir o que essa pessoa é para você ....
Entenda que nem tudo e perfeito todos temos defeitos , aprenda a dar uma segunda chance e saber antes de julgar.
Pense nisso....
Sementes de Felicidade*
Fuja da crítica. A crítica destrutiva oprime mais quem critica do que o criticado. Reflita bem. Procure colocar-se no lugar do outro e nas mesmas condições. Talvez você agisse da mesma forma ou até pior. Entenda. Busque elogiar sempre. O elogio modifica para melhor, engrandece, satisfaz. Quando não puder elogiar, faça silêncio.
CRÍTICA
Como admitir o erro? Como compreender nossa fragilidade? Como aceitar a críticas?
Todos os dias aprendemos alguma coisa nova, sobre alguém ou sobre nós mesmos. Aprender é a forma mais curta de chegar ao acerto. Se alguém acha que sabe tudo, já não presta mais atenção, não é mais capaz de aprender . Algo que pensamos saber, pode ser sempre aprimorado, a comida pode sair mais gostosa, no amor pode haver mais entrega, a vida é um eterno aprimorar e aprender. As críticas são a visão externa de nós, diz o ditado "que quem esta de fora enxerga melhor" , as vezes, mas se você for capaz de se auto denominar um aprendiz, você mesmo saberá enxergar seu erro e não esperar que alguém precise te dizer. Ser um observador de si mesmo, de suas quedas, de seus deslizes, de seus problemas, que se repetem , que te empurram pra baixo, isso é falta de crítica, mas não do outro, mas de você mesmo. O orgulho nos engana, nos faz menores que realmente somos. Somo gigantes, temos que encontrar o nosso melhor, como acertar, como encontrar a melhor forma ser sermos nós mesmos. A humildade sim nos faz realistas, a ponto de nos tornarmos cada vez melhores.
Obrigado, Senhor, pela crítica que recebo. Ela ajuda-me a ser um ser humano melhor.
Obrigado, Senhor, pela tristeza que às vezes invade minha alma. Ela ajuda-me a valorizar os momentos de júbilo.
Obrigado, Senhor, pela noite maldormida. Ela permite que eu veja com alegria a chegada de um novo dia.
Obrigado, Senhor, pelo trabalho árduo. E ele quem proporciona grandes conquistas.
Obrigado, Senhor, pela minha fé. Ela sustenta minha existência.
Obrigado, Senhor, pelos desafios de cada dia. Eles ajudam-me a superar obstáculos.
Obrigado, Senhor, pelas pessoas que estão a minha volta. Elas refletem sua presença.
Obrigado, Senhor, pelo dia de hoje. Ele é fruto de sua misericórdia.
Qual a profundidade de uma conclusão?
Para que exista a crítica de uma conclusão é preciso analisar os fatos em toda profundidade do que lhe é apresentado,jamais deixando de salientar o porque de tal argumentação e de forma profunda e reflexiva os meios utilizados, a experiência do autor , seus ideais e o porque de tal conclusão.
O que é amar?
Encontrar alguém que não nos olhe com o foco da crítica destrutiva, que não atire pedras no dia que minha consciência me apedrejar, que não me maltrate quando eu mesmo, me açoitar, que me busque nas noites frias que minha alma gerar, que decida estar ao meu lado quando nem mesmo eu me suportar. Encontrar alguém, como eu encontro você todos os dias pelo resto dos meus dias. Isso sim é Amar.
(...)
Crítica à desigualdade e à impunidade
Aqui é o Brasil. país onde o trabalhador honestamente sustenta a família com um salário mínimo, a realidade se torna insuportável quando a elite do poder judiciário vive à margem do esforço que mantém a nação de pé. Ver quem julga e decide sobre a vida alheia desfrutando de privilégios desproporcionais é um insulto à dignidade do trabalho e à ideia de justiça. Essa disparidade não é apenas econômica; é moral e institucional, corroendo a confiança pública e transformando o tribunal em símbolo de distância entre lei e povo.
A imagem de magistrados que parecem alheios ao labor cotidiano — que recebem muito mais sem que isso se traduza em serviço público visível ou em responsabilidade efetiva — é vergonhosa e perigosa. Quando a autoridade se confunde com conforto e o dever com indiferença, a democracia empobrece. A justiça deixa de ser um ideal e passa a ser um privilégio reservado a poucos, enquanto a maioria paga a conta com suor e sacrifício.
Exigir transparência, prestação de contas e critérios claros de remuneração não é ataque; é defesa da própria noção de Estado de Direito. É preciso restaurar a proporcionalidade entre responsabilidade e recompensa, valorizar o trabalho produtivo e punir a opacidade que alimenta privilégios. Só assim a palavra “juiz” voltará a significar imparcialidade e serviço, e não um sinônimo de distância e impunidade.
A luta é por respeito ao trabalho, por instituições que reflitam os valores que proclamam e por uma sociedade onde o esforço do pobre não seja o alicerce do conforto de poucos. Que a indignação se transforme em mobilização cívica, em leis mais justas, em fiscalização efetiva e em políticas que coloquem a dignidade humana acima de privilégios.
O amor de Deus é meu abrigo,
não me abandona, não me critica.
É companhia forte, presença constante,
onde posso registrar toda a minha vida.
Ele me envolve em ternura infinita,
me sustenta quando sou fraco,
me levanta quando caio,
me guia quando me perco.
O amor de Deus é verdade eterno,
não depende de mérito ou condição,
é graça que me alcança,
é luz que nunca se apaga.
Em Seu amor encontro paz,
em Seu amor encontro força,
em Seu amor encontro sentido.
O amor de Deus por mim
é meu tesouro,
meu refúgio,
minha verdade na vida vivida.
Um julgamento escolhe frases desprezíveis, ou às que não são, a verdadeira critica não é falar mais alto, mas falar com verdade!
"Uma verdade estava fazendo algo, ela estava o deixando ciente, de coisas que não queria saber": alguém se tranca porque dúvida do próprio valor!
Na calma quase monástica, um sonho parado não espera, na última canção de ninar, ele desaparece enquanto alguém exíta!
Se alguém olhasse em sua volta e observasse os fardos que alguns carregam, perceberia logo, que sua vida tem sido generosa; "não reclamo de nada do nada"!
Carta crítica filosófica
À Natureza
É um prazer lhe escrever esta carta,
ainda mais pelo privilégio de usar um papel
extraído de uma antiquíssima árvore da Alemanha.
Escrevo-lhe com meu mais novo lápis do Líbano.
Veja como você é importante para mim.
Querida,
quanto tempo faz desde que não nos falamos, não é mesmo?
Pensei em você enquanto meus funcionários
erguiam meu novo prédio — um edifício grandioso.
Lembra-se daquele jardim onde costumávamos passar?
Comprei-o em um leilão.
Agora, ali, nasce um prédio comercial.
Esperei por você no lançamento da pedra fundamental.
Olhei entre homens e mulheres,
mas não a encontrei.
Terá eu lhe magoado, querida Natureza?
Achei que tivesse liberdade para tratá-la
com mais intimidade.
Parece que você não aprovou minhas ações.
Não se preocupe.
Assim que eu terminar de limpar o terreno
dessas árvores velhas
e concluir a construção,
erguerei uma estátua de concreto
em sua homenagem.
Talvez assim eu consiga reconquistá-la.
Quando puder, responda-me.
Atenciosamente, o insensato.
É considerado "teoria da conspiração" tudo o que critica ou acusa, de alguma forma, o estado, o governo ou a elite.
Tudo o que não está sob o controle do estado, do governo ou da elite é rotulado como crime, tráfico, clandestino ou comércio ilegal.
Toda terra que não pertence ao povo é considerada propriedade do estado, do governo ou da elite.
O que é privatizado passa a ser propriedade do estado, do governo ou da elite.
Seus dados são considerados propriedade do estado, do governo ou da elite.
Sua liberdade, assim como sua prisão, também são controladas pelo estado, pelo governo ou pela elite.
O país foi roubado, e, de certa forma, sua vida passa a pertencer ao estado, ao governo e à elite.
A lei do desapego serve para quase tudo na vida, der adeus a auto crítica, abandone a culpa, largue os prenconceitos, deixe de lado a procrastinação, esqueça as crenças limitantes, descarte os rancores, as más companhias e solte o passado.
Mas nunca desapegue-se do amor, ele é a cura pra todos os males.
Critica-se a Lei Rouanet em nome de uma suposta “indignação ética”, sem sequer compreender que ela não é esmola,
não é “dinheiro dado a artistas”,
mas um mecanismo de renúncia fiscal , dinheiro que já sairia do bolso público e que passa a ser direcionado, com regras, para cultura, educação simbólica, memória e pensamento crítico.
Os mesmos que se arvoram como “cidadãos do bem”:
receberam auxílio emergencial indevidamente,
vivem de benefícios estatais históricos,
defendem privilégios corporativos (militares e suas viúvas e filhas eternamente pensionistas),
e jamais questionam isenções fiscais bilionárias concedidas a bancos, igrejas e grandes empresas.
A indignação, portanto, não é moral , é seletiva.
Ela escolhe alvos simbólicos fáceis: artistas, intelectuais, escritores e produtores culturais vários.
Porque cultura incomoda, questiona, expõe contradições, desorganiza certezas e encenam a história que tentam apagar.
Não se trata de repúdio ao uso do dinheiro público.
Trata-se de repúdio àquilo que pensa, cria e revela.
Em resumo:
Não odeiam o Estado beneficiador,
odeiam o Estado quando ele não os beneficia diretamente; e odeiam ainda mais quando ele financia ideias, sensibilidade e pensamento crítico que são contrários às próprias ideologias politicas, religiosas e culturais.
✍©️@MiriamDaCosta
Carta III — A Injustiça dos Homens: Crítica moral, política e social
Sete anos já se passaram desde que o inferno da terra abriu-me as portas para este calabouço. Ainda é uma sorte possuir alguma porção de fôlego para respirar. Afinal, o problema nunca foram as leis, mas aqueles que as criam e os fins para os quais as aplicam. Cada gota de oxigénio que inalo está infestada de dor, angústia, fome e sede. Enquanto os reis da terra convocam reuniões, os lares transformam-se em cemitérios: cada quarto, uma campa; cada cama, um caixão. E, ao passo que os lordes repousam sobre o conforto da riqueza, as mãos pobres de quem trabalha repousam na indigência.
Então disseram os opressores:
— Enquanto houver um que governe, haverá sempre um que sirva.
— Enquanto houver um que dite as leis, haverá quem as obedeça.
— Enquanto houver um que mande, haverá quem cumpra.
Esta é a lei dos antepassados e é hereditária a todas as gerações. Não há quem mude essa lógica: o que já está estabelecido, ninguém altera.
Então o povo gritava:
— Longa vida aos que nos governam; que os vossos dias se multipliquem na terra!
— Que a riqueza, o luxo e a abundância nunca vos faltem!
— Viva aos reis da terra, pois não há entre nós quem se compare a vós!
— Que os antepassados vos protejam das desgraças deste mundo!
Cada um bajulava da melhor forma, na esperança de ganhar a atenção e o reconhecimento deles. Elogiavam, veneravam e presenteavam aqueles que os oprimiam, intimidavam e matavam.
Ainda assim se curvavam em adoração e exclamavam:
— Viva! Viva! Viva aos reis da terra!
— Viva! Viva! Viva aos que nos governam!
— Viva! Viva! Viva aos que nos orientam!
Os poderosos, então, criaram leis que os protegessem daqueles que mais necessitavam de proteção, para que permanecessem aquecidos no trono do poder, enquanto o povo continuava cego rumo à decadência. O cheiro sanguinolento de suas atrocidades chegava até aqui embaixo. Eu ouvia o choro dos inocentes subjugados ao martírio. Sentia o grito de socorro de mulheres violentadas pelos lordes. Sentia o desespero dos maridos assistindo ao sofrimento de suas esposas.
Nada me vinha à mente senão o ódio ao escrever:
Morram, miseráveis. Vós que governais sobre a penúria dos mais vulneráveis; vós que julgais o futuro de uma criança ainda no ventre da mãe; vós, poderosos que proclamais hipocrisia diante do sangue derramado por milhares de mártires. Vós que vestis túnicas de ouro, sapatos de prata, mitras de diamantes, cintos de escarlata e colares de esmeralda: saciai o gosto da opulência enquanto vos resta tempo. Comei e bebei enquanto o galo ainda não cantou. Dançai e alegrai-vos das vossas atrocidades.
Pois a vingança está às portas daquele que bate. O meu espírito perseguirá os injustos e não cessará a busca até que todos sejam consumidos. Morram, malditos. Arrepender-se-ão de não me terem enterrado. Eis que venho sobre vós com uma espada de dois gumes para completar a minha ira e derramar sobre vós a minha justiça. Vós que comeis sobre a desgraça dos pobres tereis as entranhas cheias de dor e angústia. E vós, ó plebeus, por serdes cúmplices dos opressores provareis também a desolação de tudo aquilo que construístes com músculos abatidos. Preferistes aplaudir aqueles que vos oprimem e condenastes aqueles que vos defendiam.
Quando a malevolência gritou, silenciastes a benevolência.
Que o castigo seja convosco. Que o tormento, a dor e a desgraça vos acompanhem até a sepultura.
Morram, corruptos. Trocais a justiça por moedas e jade. Deixastes que o brilho funesto da riqueza e o prazer transitório da concupiscência vos corrompessem. Escrevo-vos com o mesmo sofrimento que me fizeram suportar, com o mesmo tédio com que me lançaram nas sombras destas paredes escuras, com a mesma dor em cada dedo que perdi. Naquele momento, a sede de vingança, a ânsia pela justiça e o cansaço de continuar a escrever dilaceravam-se dentro de mim.
Afinal, quando a injustiça canta, os tolos dançam.
Quando a justiça fala, a sociedade censura.
Mas quando a verdade retalia, não há quem se desvie da sua cólera.
A ignorância torna os homens cegos à verdade; a ganância envolve-os com o manto da cobiça; o egoísmo conduz ao assassinato da guerra. E é aqui que nasce a injustiça dos homens: todos querem reinar sobre os outros; todos querem ser distintos dos comuns; todos querem ser senhores e receber o serviço dos servos. É aqui que nasce a indiferença dos homens: na criação de castas e estratos para evitar o semelhante — nobres e humildes, fracos e poderosos. Diz-se que a maioria vence sempre. Mas a lei pertence aos poderosos; o mundo é dos poderosos, daqueles que detêm a força.
Por isso, não importa a quantidade: diante da minoria rica e soberba, nem mesmo Deus pôde impedir que nos pisassem.
SÃO JORGE E O DRAGÃO. ESTUDO TEOLÓGICO.
A abordagem histórico crítica teológica exige separar com método aquilo que pertence ao fato documentável, ao desenvolvimento da tradição e ao conteúdo doutrinário que a narrativa pretende transmitir.
Comecemos pelo núcleo histórico.
São Jorge aparece nas tradições mais antigas como mártir cristão, possivelmente um oficial do exército romano executado por volta de 303 sob o governo de Diocleciano. Esse período é bem conhecido pela intensificação das perseguições contra cristãos. Contudo, os registros contemporâneos são escassos e não apresentam detalhes biográficos extensos. O que se tem é uma memória devocional primitiva, centrada no martírio, não em feitos fantásticos.
Agora, o desenvolvimento da tradição.
A narrativa do dragão não pertence ao século III, mas emerge muitos séculos depois. Sua forma clássica se consolida na Idade Média, especialmente na Legenda Áurea. Essa obra não é um documento histórico no sentido moderno, mas uma compilação de vidas de santos com finalidade edificante. É essencial compreender que, no medievo, a hagiografia utilizava elementos simbólicos, maravilhosos e até míticos para expressar verdades espirituais. A distância temporal entre o suposto fato e sua redação já indica tratar-se de construção literária e teológica.
Passemos ao crivo histórico crítico.
Não há evidência arqueológica, documental ou testemunhal que sustente a existência de um “dragão” real enfrentado por Jorge. A crítica histórica identifica nessa narrativa uma assimilação de motivos mais antigos, inclusive pré cristãos, como mitos de heróis que derrotam monstros. Esse processo de incorporação era comum na expansão do cristianismo, que reinterpretava símbolos culturais existentes sob nova ótica religiosa.
Agora, o plano teológico propriamente dito.
O dragão é uma categoria simbólica profundamente enraizada na tradição bíblica. No Apocalipse, ele representa o mal, a oposição a Deus, a corrupção espiritual. Assim, quando a tradição medieval apresenta Jorge vencendo o dragão, não está descrevendo zoologia, mas teologia narrativa. Trata-se de uma dramatização da vitória da fé sobre o pecado, da verdade sobre o erro, da ordem divina sobre o caos moral.
Há ainda um elemento pastoral importante.
A figura de Jorge salvando uma cidade e libertando uma princesa não deve ser lida como crônica factual, mas como pedagogia espiritual. A cidade simboliza a coletividade humana. A princesa representa a alma ameaçada. O dragão encarna as forças que escravizam. E o santo surge como modelo de virtude ativa, coragem moral e fidelidade religiosa.
Conclusão dentro do rigor.
Historicamente, Jorge é um mártir plausível, embora pouco documentado. Criticamente, a lenda do dragão é uma elaboração tardia sem base factual. Teologicamente, porém, ela possui coerência interna e função formativa, expressando em linguagem simbólica aquilo que a tradição cristã sempre ensinou em termos doutrinários.
