Texto Sobre Silêncio
Desde criança meu coração clama pelo que sustenta a alma, pela alegria da vida, pelo silêncio que ensina, pelas mãos que afagam, que acolhem, pelo riso só por sorrir. Clama pela sensação de paz infinita. Hoje sinto, agradeço e entrego a beleza de Ser apenas Ser e sentir! poucos compreendem, muitos entendem e tantos outros mergulham neste azul infinito que é a vida!
Aprecie o que se É!
Senhor, deixaste apenas os bons para os bons? Os tristes para a escuridão e o silencio? A verdade para o que restar do amor?
A verdade é dura, triste, solitária e tem nome. Vive sóbria através de todos os entorpecentes, cada qual com seu nome, apelido e endereço.
Todas ou quase todas as pessoas conseguem me ver bem, mas nenhuma delas da forma como você me olha, me nota, observa e conclui.
Não julgo teus olhos, não os posso. Teus olhos vêm tudo, ao mesmo que nada. Sentem e perseguem o que te fere. Seus olhos são como afiadas facas, moldadas através de tempos, muitos e poucos, talvez simultâneos.
É a tua verdade que vejo. Tua verdade que eu quero e espero.
Me sinto estranhamente dentro dela, nela. Com ela.
É a tua verdade que também nos separa e nos reaproxima de forma constante.
Que a tua verdade nunca seja absoluta, se é cortante, amargurada e dura.
Que a minha mentira ao menos engane tua razão e te entorpeça o tempo suficiente e necessário para amar.
Porque, onde seu corpo deitar, querido, repousa lá meu coração também.
"Sentimento oculto"
Há um sentimento oculto,
guardado no silêncio,
vive no recanto íntimo,
do mais profundo pensamento.
Nas sombras de um olhar,
esconde-se o desejo,
como um segredo guardado,
entre as linhas de um beijo.
Palavras não ditas,
sussurros abafados,
em cada gesto tímido,
os sonhos são calados.
É chama que arde em segredo,
em silêncio, sem ruído,
é o sentimento oculto,
que no peito faz sentido.
Esperando pelo momento,
de poder se revelar,
o coração guarda em segredo,
o que não ousa expressar.
A Rosa mais bela, meu peito fez aflorar.
Eu te encontrei num instante que parecia errado,
num silêncio que gritava mais alto que qualquer palavra.
Teu sorriso entrou sem bater,
teu olhar ficou, mesmo quando eu tentei fugir.
Amar assim é sentir a alma inteira
dançando entre o medo e a vontade,
entre o riso que acende a pele
e a saudade que aperta o coração.
Cada toque é doce, mas deixa marcas,
como se a felicidade tivesse um preço
e a tristeza fosse a moeda que a vida cobra.
Mesmo assim, eu não desisto,
mesmo sabendo que amar pode ferir.
Te imaginar é sentir o calor do sol
e o frio da noite ao mesmo tempo.
É saber que a vida pode ser leve
e pesada numa só respiração.
Há dias em que sorrio só por lembrar de ti,
dias em que choro porque não posso te ter.
E mesmo na dor, há beleza,
porque quem ama assim, intensamente,
aprende a ver a luz dentro da sombra.
Somos dois mundos que se tocaram
num instante que ninguém mais entende.
E nesse toque, mesmo que tudo se perca,
resta a lembrança de que foi real,
de que sentimos tão fundo
que o coração nunca mais será o mesmo.
Amar assim é viver numa tempestade bonita,
onde cada raio ilumina a alma
e cada gota de chuva ensina
que a felicidade e a tristeza podem coexistir
e ainda assim, valer cada batida do coração.
As vezes no silêncio do meu quarto , fico pensando no tanto que já vivi e chego a conclusão que ainda não vivi nada .
Ainda quero plantar mais flores , regar mais meu jardim !
Acender mais o fogão de lenha e ferver mais o caldeirão !
Pintar ,cozer , cortar e criar mais, brincar de inventar !
Ainda quero cantar aquela canção inteirinha e sem errar !
Tomar aquele banho de espuma demorado , sem hora pra acabar !
Ainda quero dar abraços ,beijos e cheiros em todos que amo até enjoar !
Assistir a todos os filmes que anotei e ainda não consegui ver ,comer pipoca salgada e doce sem se preocupar !
Conhecer cantinhos ,lugares que sonho e os que nem imagino estar!
Poder fechar meus olhos ,tendo a certeza que consegui acabar ...
Essência no olhar!!!
Em seu olhar as palavras despertam do silêncio, um reflexo de humanidade brilhando esperança para desigualdade; Em som e cor revelou-se o pacificado e lucido mundo interior, um consciente processo evolutivo, emanando energia atrativa em total consonância vibratória com forças do bem, um convite do encanto, iluminado de intenções benéficas
O MELHOR MERGULHO, A MELHOR LIÇÃO!
As respostas estão no silencio da contemplação, quando nos permitimos conjugar e consagrar, nesta pessoa que somos: O serenar, o abrandar! É com paciência reflexiva, que penetramos na cintilância da inspiração, o ápice do divino em nós, mesmos sedento em nossos desertos, temos a capacidade de bebermos o frescor dos entendimentos! É lá, no Oasis da consciência, que a perspicácia, nos liberta dos clamores da matéria. É, na pratica, ferrenha do exercício vida, que extraímos o que nos habilita na árdua tarefa de conviver diversidade das relações, exercitando prioritariamente a lei natural, pratica da lição! Mesmo inacabados, podemos extrair compreensão do que é essencial, elucidando nossa equação, ainda nesta, para tantas outras vivências, a serem solucionadas... Somos unicidade das respostas de nossos questionamentos indeléveis...
“A fartura na Sexta-feira Santa”
Dizem que na Sexta-feira Santa é dia de silêncio, de dor,
de lembrar o sangue, a cruz, o peso do mundo inteiro.
Mas lá no fundo da casa, onde o cheiro do dendê dança no ar,
tem panela no fogo, peixe no ponto, e a mesa… cheia.
A fartura não é desrespeito.
É memória de um povo que aprendeu a fazer do pouco, muito.
É boca cheia de reza, mão cheia de afeto,
é o corpo que resiste, que partilha, que celebra.
Fartura é também fé — mas uma fé com gosto de terra e sal,
uma fé que não nega a dor, mas escolhe a vida.
Porque pra muita gente, a cruz foi mais que símbolo:
foi história viva, foi tronco, foi castigo.
E mesmo assim…
os nossos escolheram a mesa, não a mágoa.
O peixe, não o pranto.
O banquete, não a prisão.
A fartura na Sexta-feira Santa revela um segredo antigo:
que mesmo na dor, a vida insiste.
E a gente, quando come junto, resiste.
Feliz Páscoa!
O céu cinério de Niterói
na manhã invernal
descansa sobre a baía
como um manto de silêncio...
As nuvens espessas
e pacatas
carregam consigo
o verso das saudades
guardadas...
Lá à frente
o contorno do MAC
esconde a sua exuberância
na névoa que sobe
como o suspiro antigo
de linhas e curvas
do seu Arquiteto...
Em Niterói
cada sopro de vento
traz o aroma do mar
e uma melancolia doce
como se o tempo
estivesse suspenso
em vôo lento
na Ponta das gaivotas...
É um inverno
que não gela a pele
mas aquece a alma
num instante poético
de contemplação...
✍©️ @MiriamDaCosta
Meu diálogo com o Tempo
Falo com o Tempo
como quem costura cicatrizes
com fios de silêncio
Ele me escuta
com os ouvidos de antes
e os olhos do que ainda virá...
Às vezes
Ele me responde
em rugas poéticas
ou
em brisas madrugais..
Noutras
apenas me olha passar
como se eu
fosse uma estação
ainda à se definir
entre o ontem, o hoje
e o que ainda virá...
Já tentei silenciar o Tempo
mas Ele tem a língua das marés
a voz dos calendários vencidos
e dos sonhos por vencer...
“Quem disse que a vida é fácil? Ninguém é de ferro. Você tem o direto de ficar um pouco em silêncio, triste, chorar. Mas não se entregue às dificuldades, à solidão, ao passado que lhe decepcionou. Seja o primeiro a se abraçar. A vida é cheia de páginas em branco para cada dia recomeçar a escrever um novo capítulo. Ninguém vai viver a vida por você.”
#bysissym
Uma hora a gente não aguenta
mais e fala, desabafa.
Chega do silêncio.
Mas algo sempre fica guardado
com a gente.
Sempre.
Porque uma parte de nós é aquilo
que sentimos.
Eu me sentia realmente triste.
Nada no mundo me consolaria.
Não era coração partido.
Saudade de alguém ou
falta de alguma coisa.
Eu estava triste pelo simples e
maior motivo do mundo.
Eu estava só.
"Perdoa se eu não ficar.
Desculpa se não me demorar.
É que o desejo sincero de um silêncio
só brotaassim que eu voltar a confiar."
Lágrima - O silêncio da dor
Neste momento,
o que há entre nós,
é apenas uma breve distância,
que nos separa
E a minha alma insiste,
em ajustar a saudade
que você deixou
As lágrimas escorrem
pela face,
expressando a dor
da angustia oculta,
que ainda existe
dentro de mim
O eco da noite
A madrugada previa
Com um choro que interrompia
O silêncio da sabedoria
Que calava quem permanecia.
A menina não admitia
A verdade que ali havia
Nua, crua, que vinha
Ao concretizar o que ela perdia.
Olhava aquela boca que não mais servia
Para sussurrar o que ela queria
E o olhar cerrou tudo o que assistia
Deixando apenas uma eternidade fria.
O silêncio agredi-me longe do seu olhar, me sinto fraco, sufucado em procurar você com tanta ansiedade, mais sinto os remorsos do seu passado.
Mais com o silêncio aprendi como é bom sentir saudade da pessoa amada.
Não sei o que me faz lembrar você, nas noites sem luar, que sinto a vontade de estar ao pé de você e desfrutar do amor que sentimemos um do outro e quando amanhecer agente fita-se mas ninguém diria o que sente, porque e a coisa que acontece entre as pessoas que se amam.
Não sei até quando isto vai durar porque as vezes digo palavras que só o coração sabe.
Por favor faz-me perceber o que realmente sinto amor, paixão... Ah! Faz-me perceber porque sinto-me que sei você nada eu posso descortinar.
Eu me sento em silêncio, observando o jardim silencioso da minha mente. Não há flores vibrantes nem um sol radiante hoje. A terra está seca, rachada pelo peso de pensamentos não ditos, de emoções enterradas. Um vento frio sopra entre as plantas murchas, sussurrando lembranças que eu tento esquecer.
Há uma pequena árvore no centro do jardim, retorcida e solitária. Suas folhas são lembranças de decepções passadas, cada uma carregando o peso de um erro, de uma palavra não dita, de um caminho não percorrido. Tento regá-la com a água da minha esperança, mas o solo parece absorver tudo sem deixar rastros.
No entanto, entre as ervas daninhas e as plantas murchas, encontro alguns brotos tenros, sinais de resiliência e crescimento. São pequenos, quase imperceptíveis, mas carregam a promessa de um futuro mais florido. São os pensamentos de gratidão, os momentos de paz, as pequenas alegrias que me lembram que mesmo em meio à escuridão, a vida continua a florescer.
Este jardim silencioso é meu. É um lugar onde posso me perder e me encontrar, onde posso enfrentar meus medos e celebrar minhas conquistas. E embora hoje ele pareça sombrio, sei que com paciência e cuidado, ele poderá novamente florescer em toda sua beleza.
Desejo silêncio
Silêncio do mundo
silêncio dos palcos
silêncio da noite
silêncio das ruas
silêncio dos bares
silêncio do campo
silêncio dos mares
silêncio profundo.
Silêncio ao meio dia
silêncio ao amanhecer
silêncio da virtude
silêncio de escutar
silêncio da saúde
silêncio pra sonhar
silêncio do que canta
silêncio pra criar.
silêncio pra ouvir
o que Deus quer falar.
Silêncio para todos
silêncio para mim
silêncio das flores
silêncio do jardim
silêncio dos pássaros
silêncio dos poetas
silêncio dos meninos
silêncio dos profetas
silêncio das mulheres
silêncio da comeia
silêncio dos atores
silêncio da plateia.
Silêncio dos que plantam
silêncio dos que colhem
silêncio dos que vivem
silêncio dos que morrem.
Eternidade, delírio da razão....
Quem salvará o homem do abismo
do silêncio que há entre o tudo e o nada?
A arte, a fé, ou o absurdo do não crer?
O que nos resta é a beleza
com o seu encantamento desmedido
a poesia irreprimível
do riso gratuito das crianças.
Se tudo isto nos faltar
apelemos para o amor
e para amizade...
Mas não esqueçamos
que sem o delírio da razão
não poderá existir
... eternidade.
Entre o belo e o absurdo
entre o belo e o absurdo
mora o silêncio, orquídeas
margaridas e hortênsias
de um jardim esquecido.
entre o belo e o absurdo
há dois caminhos, duas escolhas
um homem e uma mulher
uma porta aberta e um criado mudo.
entre o belo e o absurdo
há um arco-íris e um temporal
um desejo ardente, agridoce
uma fome santa, de mel, de sal.
entre o belo e o absurdo
há música de Wagner
delicadeza de Chaplin
e a poesia o mundo.
entre o belo e o absurdo
há cinzas de uma história
perdida, lágrima de sangue derramada
e uma taça de vinho a ser bebida.
Enigma lírico
Em seu sorriso melancólico,
vi um fatalismo tácito
seguido de um silêncio morno
incompreensível
Subitamente
revelo-se o crepúsculo de um mito,
o fim da ilusão dolorosa...
A resseca dionísica do um festejo
carnal, onde quase virou apoteose
de um carnaval em Veneza...
Encenamos um ato da tragédia goethiana
a morte do sonho mascarado
que fez do mendico de Fausto
um Rei Lear, em seu apogeu
glorioso de terna insanidade e lucidez
antes da traição lírica da musa
ao poeta da divina comédia
do amor platônico.
