Texto Sobre Silêncio

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⁠O Ser Divino que Mora em Mim

No silêncio da alma, um eco desperta, um sussurro que dança entre sonho e vento. Não é palavra, nem verso, nem canto, mas pulsa vivo, ardente, sedento.

Ecoa suave no peito trêmulo, como rio que abraça sua própria nascente. Não há templo, altar, ou promessa, apenas o instante, puro, presente.

Choro e riso são sua canção, a voz que vibra no coração. No amor, na dor, na brisa esquecida, Deus se revela na própria vida.

Quem ouve, sente; quem sente, vê: Deus não se esconde, Ele também mora em você.

Inserida por fluxia_ignis

⁠O inverno do mundo e a primavera da alma

Enquanto o inverno veste o mundo de silêncio e frio, a alma escolhe seu próprio caminho. Nem todas as estações seguem o calendário da natureza, pois dentro de nós, o florescer é eterno.

Lá fora, a neve cobre o chão, gelando passos, silenciando vozes, mas aqui dentro, um jardim desperta, tecendo cores em meio à escuridão.

Quando nos libertamos das amarras da matéria e tocamos a essência mais pura do nosso ser, uma primavera eclode, delicada e infinita, nutrida pela luz da consciência que nunca se apaga.

A primavera não espera calendários, nem pede permissão ao tempo cruel, nasce onde há esperança guardada, sob o véu do inverno, floresce fiel.

O inverno se instala, mas o que sussurra o coração sobre suas próprias estações?

Inserida por fluxia_ignis

⁠Querida pessoinha especial,

Faz tempo que não nos falamos. Às vezes, o silêncio entre duas pessoas não é ausência , é o tempo cuidando de fazer florescer aquilo que, um dia, foi semente. Hoje, ao olhar para o caminho que percorri, vejo com clareza que você foi o primeiro aceno do universo me chamando para dentro. E por isso, sou imensamente grata.

Na época, talvez eu não soubesse nomear o que se movia dentro de mim ,uma inquietude suave, uma saudade de algo que eu ainda não conhecia. Você, com sua presença e maneira de enxergar o mundo, foi a centelha que acendeu essa busca. E bastou.

A partir dali, enfrentei muitas despedidas: de ideias, medos, formas de ser. Mas no meio de tudo isso, encontrei um espaço que não pertence ao tempo. Um espaço onde, simplesmente, sou. Onde a paz não depende das circunstâncias e a alegria não pede explicações.

Não permanecemos juntos, e hoje entendo que isso era o que precisava ser, mesmo que não tenha sido escolha nossa. Talvez fossem apenas os diferentes tempos da alma. Mas quero que saiba: guardo você num lugar sereno dentro de mim. Como quem guarda uma luz que ajudou a atravessar a noite mais longa.

Obrigada por ter existido no meu caminho. Por ter sido espelho, pergunta, e ponte. Onde quer que esteja, desejo que sua alma esteja em paz. E que, de algum modo, você saiba: algo em mim floresceu por sua causa.

Com carinho e gratidão.

Inserida por fluxia_ignis

Silêncio que abraça

Às vezes, o mundo grita tanto que esquecemos de escutar o que não faz barulho. Mas, bem ali, atrás dos pensamentos apressados, mora uma calma que não precisa de palco. É quando paramos de correr atrás da ideia de ser… E apenas somos. Inteiros. Presentes. Leves.

Fechamos os olhos por fora ,e despertamos por dentro. Porque paz não é ausência de som, é presença de essência. E a mágica não está no que falta… Está em perceber que agora já é.

Inserida por fluxia_ignis

O Olhar da Fé

No silêncio onde o mundo duvida, ela semeia sonhos com mãos nuas, regando esperança na terra fria, de olhos voltados às luas.

Não vê caminhos, apenas sente que algo além já a espera, como se o invisível, paciente, trouxesse luz à primavera.

Seus passos, firmes na névoa espessa, trilham pontes de confiança e calor, porque a fé não precisa da promessa: ela já vive dentro do amor.

E então, um dia, o que era crença se veste em forma, cor e som; o invisível torna-se presença, e o impossível diz: "sim, sou dom."

Inserida por fluxia_ignis

⁠Silêncio que Cura

Depois que se atravessa a noite sem estrelas, sem mãos, sem vozes, sem abrigo, descobre-se que a luz que salva mora no peito, e não em promessas.

Você aprende a costurar os próprios cacos sem plateia, sem aplausos. E nesse silêncio cheio de dor, o ego se desfaz, e nasce a essência.

Então, quem fica… fica porque caminha ao lado, não porque carrega. Porque depois da queda vivida em solidão, a companhia vira escolha, nunca mais muleta.

Inserida por fluxia_ignis

⁠Ressonância Noturna

Em meu lar, ressoa a voz, Do vizinho que não guarda o tempo. No silêncio, ecoam palavras, Que invadem, perturbam o momento.

Alugado o espaço onde vive, Enquanto o meu é minha morada. São pequenos e próximos lares, Mas a paz, por ele, é roubada.

O síndico espera por vozes, De outros que se sintam oprimidos. Mas os corajosos se foram, E o silêncio dos justos, vencidos.

Há noites em que o descanso reina, E noites que em vigília me encontro. O relógio, sem leis ou limites, Transforma em tormento o meu sono.

Buscar consolo na casa materna, Um lar que já não me pertence, Bagunçaria minha rotina, Em uma fuga que não convence.

É aqui que vivo, é aqui que insisto, Na luta por um pouco de paz. Pois cada eco, cada grito, É um apelo que não se desfaz.

Inserida por fluxia_ignis

⁠A Floresta do Silêncio

Em um canto remoto do mundo, longe das luzes da civilização, havia uma floresta antiga conhecida como a Floresta do Silêncio. Diziam que qualquer pessoa que adentrasse suas profundezas com o coração tranquilo seria capaz de desvendar os segredos da existência.

Leonete, uma mulher medrosa e desconfiada, decidiu aventurar-se na Floresta do Silêncio. Cansada de viver de teorias, ela buscava a verdade e acreditava na magia. Sentia uma necessidade constante de entender o que fazia tudo funcionar e como ela se encaixava no grande esquema das coisas. Com uma mochila nas costas e a mente aberta, ela se embrenhou entre as árvores altas e ancestrais.

Os primeiros dias na floresta foram desafiadores. O silêncio era avassalador, quase ensurdecedor. No entanto, aos poucos, Leonete começou a perceber as sutilezas da natureza ao seu redor: o som suave do vento nas folhas, o murmúrio dos riachos e o canto distante dos pássaros. Ela começou a sentir uma conexão profunda com tudo ao seu redor.

Uma noite, enquanto observava as estrelas, Leonete teve uma epifania. Ela percebeu que não havia distinção entre ela e o resto do universo; tudo fazia parte de um único evento cósmico, uma dança eterna de energias e formas. Compreendeu que o universo não tinha um propósito específico, mas que era belo e perfeito em sua simples existência.

Com o tempo, Leonete aprendeu a viver cada momento plenamente, sem tentar traduzir ou complicar o que acontecia ao seu redor. Ela entendeu que as coisas são como são e que o segredo da felicidade está em aceitar a simplicidade da vida. Assim, ela voltou para a civilização com um coração em paz, carregando consigo a sabedoria da Floresta do Silêncio.

Ela compreendeu que a verdadeira sabedoria é render-se à vida e deixar-se fluir com ela. Viver de maneira plena e autêntica significava acolher cada experiência sem resistência, permitindo que a vida seguisse seu curso natural. Leonete encontrou paz ao perceber que, ao se entregar ao fluxo da vida, ela era capaz de se conectar mais profundamente com o mundo ao seu redor e, assim, descobrir o significado verdadeiro da existência.

Inserida por fluxia_ignis

⁠Ecos da Alma

No silêncio profundo da existência, A alma brilha em pura ressonância, Liberdade dança em suaves fragrâncias, Paz interior, uma eterna constância.

Nos jardins secretos do ser, Onde a luz do espírito floresce, Gentileza se espalha ao amanhecer, A alma, em seu esplendor, agradece.

A felicidade verdadeira é sutil, Não grita, mas sussurra ao coração, Nos gestos simples, no amor gentil, Na beleza da pura contemplação.

Caminha a alma, livre, leve, Entre o céu azul e a terra calma, Em cada passo, um sonho se atreve, A manifestar a graça que acalma.

Inserida por fluxia_ignis

⁠Solitude Serenata

Entende o segredo dos solitários, Quem no silêncio encontra a paz, A alma dança ao som do vácuo, A luz que ninguém mais traz.

Não teme o peso do abandono, Nem se curva à solidão. O que busca o próprio sono, Encontra abrigo em seu coração.

A companhia é ofertada, Não mendigada, não em vão, Pois em si, a mente é fortificada, Fortaleza na imensidão.

Se entende a solitude serena, Encontra vida em seu universo, A existência se torna plena, Na calma de um verso.

Inserida por fluxia_ignis

⁠Ouvindo a Voz do Silêncio

Já vivi na correria, e minha vida não tinha alegria. Quando eu queria descansar, não podia parar. Tinha contas para pagar. Honestidade sempre foi meu nome, e ficar devendo nunca fez parte de mim. Enfim, eu não vivia como queria.

Hoje eu caminho devagar e sem pressa de chegar. Adoro observar cada lugar por onde eu passo. Sinto o calor do sol acariciar minha pele e o perfume sutil das flores que enfeitam o caminho. Em todo canto há uma história; todo lugar tem memórias que sussurram ao vento, convidando-me a escutar.

O passado era obscuro. No presente e no futuro, tudo pode acontecer. Eu fluo com a vida, sentindo a brisa tocar meu rosto como um afago suave e o gosto fresco da natureza a me alimentar, como se cada sopro de ar fosse carregado de energia vital.

Amo ficar dentro de mim, olhando para fora, da janela da minha alma. Com calma e serenidade, vejo as árvores dançando ao som do vento, e as cores do céu pintando quadros únicos a cada pôr do sol. Assim, vivo de verdade a verdadeira felicidade.

Inserida por fluxia_ignis

⁠O Chamado da Alma

Na quietude da madrugada, quando o silêncio se torna um portal para o infinito, fui envolvida por uma força que transcende a lógica humana. Naquele instante, compreendi que minha existência não era apenas uma sucessão de eventos, mas uma jornada conduzida por algo maior.

O mundo material sempre me ensinou a acreditar no que os olhos podem ver, no que as mãos podem tocar, mas naquele momento, o véu da ilusão se desfez. Fui chamada para algo além da compreensão, a travessia para um conhecimento que exige coragem, renúncia e entrega.

As palavras que chegaram até mim não eram apenas um conselho, mas um convite. Um chamado para abandonar certezas rígidas e adentrar o fluxo dinâmico da verdade espiritual. A jornada não prometia facilidade, nem recompensas imediatas, apenas a certeza de que, ao cruzar esse limiar, eu jamais seria a mesma.

Entendi que os desafios não são obstáculos, mas degraus que elevam a alma. O ego resistiu, tentando me prender ao conhecido, mas minha essência pulsava em outro ritmo. A cada passo, percebia que não caminhava sozinha—uma força maior guiava meus movimentos, sussurrando verdades ancestrais que despertavam algo profundo dentro de mim.

A partir daquele momento, minha vida tomou um novo curso. Cada escolha, cada renúncia, cada aprendizado passou a fazer parte desse caminho de expansão e transcendência. O nome que carrego hoje reflete essa metamorfose, a chama que ilumina o percurso e me lembra que sou movimento, fluidez e transformação.

Agora, sigo a jornada com gratidão, sabendo que cada passo ressoa no universo e que, na simplicidade da entrega, encontro a verdadeira grandeza do ser.

Inserida por fluxia_ignis

⁠Há dias em que o sol parece distante,
e o mundo pesa nos ombros como chumbo.
A alma, em silêncio, não encontra direção,
e tudo em mim grita por pausa.

Mas sigo.
Não porque tenho forças,
mas porque aprendi que parar também dói.
Sigo porque a estrada só se revela a quem anda,
mesmo quando o passo arrasta,
mesmo quando o coração hesita.

Nem sempre é coragem,
às vezes é apenas necessidade.
Outras, é a esperança escondida
num fio de luz que insiste em não apagar.

E sigo.
Com os olhos cansados,
com o peito em desalinho,
mas com a certeza de que a vontade
nem sempre é companhia
mas o caminho,
ah, o caminho ainda é meu.

Inserida por FelixRocha

A pedra é bruta,
mas a vontade é firme.
O silêncio é aprendizado, mas o propósito é construção.

Mas dentro de você há um mestre em formação.

Aprender será diário.
Crescer será inevitável.
Desistir… não é uma opção.

Você agora é parte da construção.
E com cada lição,
se aproxima da Luz que o Sol Reluz

Seja Luz!

Bem-vindo à Jornada.

Inserida por JrTeixeiraOficial

Viver devagar

Esta noite eu escolhi...
Por viver devagar
Por ouvir o silêncio
Por enxegar no escuro da alma
Por alimentar lindas e sinceras saudades
Por conviver, amar, exaltar e me entreter com meu ser
Por agradecer pelos mistérios passados
Por aguardar pelos mistérios ainda tão bem guardados
Na noite eu me encontro com a calma, faço as pazes com a paz, eu escolho a paciência.
Pelo menos hoje, optei por viver bem devagar...

Inserida por PPLopes

⁠Este dia eu escolhi :
Por viver devagar
Por ouvir o silêncio e enxergar no escuro e profundo dessa alma leve e devassa.
Por alimentar belas, deliciosas, prazerosas e sinceras saudades.
Por agradecer pelas experienciações do passado.
Por aguardar pelos mistérios e vivências que ainda virão e estão bem guardados.
Neste novo amanhecer eu me encontro com a calma, faço as pazes com a alma, acolhendo toda a minha subjetividade.
Deixo o Lobo sedento adormecido, aguardando pacientemente seu despertar para o momento de suas andanças e vivências profanas.
Mas por hoje optei por viver bem devagar...

P Lopes

Inserida por PPLopes

⁠A voz do coração

No silêncio da noite, quando a lua velava,
o poeta viu a donzela, e sua alma clamava.
Ela andava entre sombras, um sonho a vagar,
e seu coração ardia, impossível calar.

Cada passo dela, um verso em chamas,
o céu sussurrava seu nome entre as ramas.
E o poeta, perdido em desejos e dor,
ergueu sua voz, transbordando de amor.

"Quem és tu, musa, que rouba o meu ar?
Que faz do meu peito um vulcão a pulsar?
És feita de sonho, ou de carne e essência?
És amor ou loucura, és dor ou presença?"

Ela sorriu, como quem sabe a resposta,
e o tempo parou, como a vida em aposta.
E assim, no olhar que ambos trocaram,
o destino selou: seus corações se encontraram.

Inserida por aden_brito

⁠NO DIA QUE O CORAÇÃO DO POETA CHOROU.

No silêncio da noite, o coração chorou,
como chuva que cai sem que ninguém notou.
O poeta, que sempre pintou céu azul,
viu-se perdido num mundo tão nu.

As palavras, outrora tão doces, tão leves,
tornaram-se pedras, pesadas, em breve.
O verso calou-se, a rima fugiu,
e o peito doeu onde o sonho ruiu.

Era o dia em que o sol se escondeu,
que a lua distante ao abraço cedeu.
Um vazio tão vasto, um eco de dor,
o poeta aprendeu do que é feito o amor.

Mas mesmo em pranto, há força que nasce,
no chão das memórias, a flor se refaz.
E o coração, ainda que chora e se parte,
não desiste jamais de transformar dor em arte.

Inserida por aden_brito

⁠AMOR DE MENINO

Carla Patrícia.
Doce melodia que meu coração entoa,
Mesmo quando o silêncio devora o tempo.
Tu foste a primeira chama,
O incêndio que queimou minha alma em segredo.

Eu era menino, ingênuo e cheio de sonhos,
Mas tu... tu eras a própria poesia viva.
Teus passos eram meu compasso,
Teus risos, a canção que me embalava.

Sonhei contigo em noites infinitas,
Num mundo onde só existíamos nós dois.
Te imaginei minha,
Mas nunca tive a coragem de tomar tua mão,
De dizer que meu coração era teu templo.

Crescemos. Amadurecemos.
Mas algo em mim permaneceu intocado,
Como um relicário guardando o impossível.
Tu foste o céu que nunca alcancei,
O amor que moldou o homem que me tornei.

Agora, seguimos rumos distintos,
Mas tu vives em cada batida do meu peito.
Carla Patrícia,
Primeiro amor, último suspiro de pureza.
Se um dia me perguntarem o que é eterno,
Direi teu nome.

Inserida por aden_brito

⁠Amor Que Restaura

(Estrofe 1)
Quando o peso do mundo me faz cair,
E o silêncio me envolve, me faz desistir,
Tua voz me encontra no meio da dor,
Um sussurro de graça, um chamado de amor.

(Pré-refrão)
Mesmo em minhas falhas, Tu permaneces,
Teu amor me envolve, me refaz outra vez.

(Refrão)
Amor que restaura, que abraça o perdido,
Me chama de volta, me faz redimido.
Tua cruz é o caminho, Tua graça é a luz,
Amor infinito, meu Jesus.

(Estrofe 2)
Quando olho pra mim, só vejo imperfeição,
Mas em Teus olhos sou Tua criação.
Com mãos estendidas, me recebes aqui,
Tua bondade é tudo que posso sentir.

(Pré-refrão)
Mesmo em minhas falhas, Tu permaneces,
Teu amor me envolve, me refaz outra vez.

(Refrão)
Amor que restaura, que abraça o perdido,
Me chama de volta, me faz redimido.
Tua cruz é o caminho, Tua graça é a luz,
Amor infinito, meu Jesus.

(Ponte)
Quero me render, Te entregar meu ser,
Viver Tua vontade, Teu nome exaltar.
Teu amor me chama, me leva a voltar,
Pra sempre contigo, quero estar.

(Refrão Final)
Amor que restaura, que abraça o perdido,
Me chama de volta, me faz redimido.
Tua cruz é o caminho, Tua graça é a luz,
Amor infinito, meu Jesus.

(Encerramento)
És meu refúgio, minha redenção,
Amor que transforma meu coração.
De Ti vem a vida, a paz que conduz,
Te exalto pra sempre, meu Jesus.

FRASES E PENSAMENTOS DE ADEN BRITO POETA E COMPOSITOR
Em 11 de Abril de 2025, Manaus-AM
Todos direitos reservados, lei nº
9.610 de 19.02.1998

Inserida por aden_brito