Texto Sobre Silêncio

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22/03 — dia da Água


Dentro do símbolo H₂O
existe a vida
e em seu silêncio transparente
habita o princípio de tudo.


Água que corre
que molda
que insiste
que, mesmo sem forma,
desenha o mundo.


Na fórmula H₂O
existe a vida
latejando invisível
em cada célula
correndo nas veias da terra
e nas nossas,
sem pedir licença.


Água,
o milagre que não grita
mas sustenta tudo.
✍©️ @MiriamDaCosta

Quem sou eu?


Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.


Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.


Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.


Quem sou eu?


Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.


O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.


Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.


Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.


Quem sou eu?


Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.


Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.


Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.


Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.


No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...


✍@MiriamDaCosta

O Silêncio É Uma Forma Dolorosa De Dizer, Eu Desisti De Você!!!
⁠Desistir Também É Uma Opção. Às Vezes, Nos Encontramos Em Situações Em Que Persistir Parece Impossível. Sentimos Que Estamos Lutando Contra Uma Correnteza Forte, Que Nos Puxa Cada Vez Mais Pra Baixo. Nessas Horas, É Importante Lembrar Que Desistir Também É Uma Escolha Válida, Desistir Não Significa Fraqueza, Mas Sim Reconhecer Nossos Limites E Prioridades. Às Vezes, Precisamos Abrir Mão De Algo Pra Preservar Nossa Saúde Mental, Física Ou Emocional. É Preciso Coragem Pra Admitir Que Não Podemos Fazer Tudo E Que É Melhor Seguir Por Um Caminho Diferente, Desistir Também Pode Ser Uma Oportunidade De Se Reencontrar!!

Desejar o bem do todo e em silêncio, codifica e ativa a comunicação direta com a mente universal, conectando no banco de dados cósmicos.


Não é o que se diz ou se faz, mas sim, o que pensa e o que sente.


Os problemas vem quando sente-se bem em pensar mal no sistema espiritual que calcula e fraciona, pois trabalha na compensação. Aí está o valor inestimável da consciência e do alívio interno.


Hoje sentei em silêncio e deixei as lembranças falarem mais alto. Fechei os olhos e quase pude sentir o cheiro do seu café fresco, o som da sua risada ecoando pela casa, e o calor do seu abraço, aquele que sempre foi meu lugar seguro no mundo.
Não há um dia sequer em que eu não sinta saudade. Saudades dos seus conselhos sussurrando com sabedoria, das histórias que você contava com olhos brilhando de emoção. Cada pedacinho do meu coração carrega um fragmento seu.
Vc me ensinou tanto sem precisar de muitas palavras. O jeito como cuidava de todos, como fazia da simplicidade um encanto, cm transformava dias comuns em memórias eternas... Tudo isso ficou comigo. Você segue vivo nos detalhes, no que sou, no que levo.
Obrigado, vô, por tudo que foi, por tudo que é em mim. A saudades é grande.
Com carinho da neta que nunca vai te esquecer. 🤍

Acreditar
mesmo quando o balde continua seco,
mesmo quando o eco só devolve silêncio.
Acreditar
com as mãos calejadas de quem rega o nada,
com o peito rachado de quem ainda espera.
Não é fé cega.
É teimosia santa.
É continuar enchendo
o que o mundo insiste em esvaziar.
E um dia, sem aviso,
o balde vai transbordar.

E se sentirem minha falta


Se um dia falarem de mim,
diga que fui abrigo em silêncio,
que amei com medo, mas amei inteiro,
mesmo quando meu coração pedia cuidado.


Diga que caminhei devagar pelos afetos,
guardando palavras que só cabiam no olhar,
que sorri para não preocupar quem eu amava,
enquanto por dentro aprendia a não desmoronar.


Morei em sentimentos profundos demais,
entreguei o que eu tinha, mesmo incompleto,
fui casa para quem não sabia ficar,
e partida para quem não soube me escolher.


E se sentirem minha falta algum dia,
não me procurem no que fui de dor,
estarei viva em cada
palavras e amor sincero,
porque amar…
foi sempre o que me salvou.

Beijo que Não Devia


Havia silêncio entre nós,
Mas de repente, algo escapou.
Um beijo roubado, inesperado,
Que não queria acontecer…
e aconteceu.


Teu gosto ficou marcado,
Mesmo sabendo que era errado,
Mesmo sabendo que era impossível,
Ainda assim, não pude resistir.


No instante em que nos tocamos,
O mundo inteiro desapareceu.
Só restou o que sentimos,
Só restou nós,
mesmo que proibidos.


Não sei se foi loucura ou desejo,
Mas sei que cada vez que
penso em ti,
obeijo vem de volta,
inteiro e urgente,
como se pedisse pra
nunca ser esquecido.

Vencer com o Bem


Não carrego a vingança nas mãos,
nem afio o ódio no silêncio do peito.
Entrego a Deus o peso da justiça,
porque há batalhas que não são do meu jeito.


Quando a dor pede resposta em grito, aprendo a responder com oração.
A ira que o mundo quer que eu abrace eu deixo escorrer pelas mãos da redenção.


Se o inimigo vem faminto de amor,
é pão que ofereço, não desprezo.
Se chega sedento de paz,
é água viva que derramo sem medo.


Pois sei:
o bem que nasce do perdão
arde mais forte que qualquer punição.
São brasas que queimam a consciência, não para destruir,
mas para trazer reflexão.


Não me deixo vencer pelo mal que machuca, nem pela sombra que tenta ficar.
Eu venço quando escolho a bondade,
quando deixo Deus julgar.


Porque a justiça não falha em Suas mãos, e o amor sempre vence no final.
Quem caminha com o bem no coração nunca perde
— mesmo ferido pelo mal.

Quebra o silêncio


Quebra o silêncio
Antes que ele diga por você
Leio o ar nos teus pulmões
Descompassado
O corpo chega onde
a palavra não ousa


Quebra o silêncio
Sustenta o olhar
O medo é só
O nome errado
do que insiste


Quebra o silêncio
Fica
Eu escuto o que
não vem inteiro
Sem urgência
Sem escudos


Te toco
— o tempo perde função
Te cerco
— algo em ti repousa
Revelo o que nunca
Foi pedido
Esse intervalo
Onde a alegria aprende a ficar

O Beijo


Te calculei em silêncio
Tentando manter distância
Mas você acontece
Fora de qualquer previsão


Quando chega
Meu corpo responde
Antes da lógica
Terminar o raciocínio


Teu beijo altera o curso
Do que eu achava estável
E tudo que era linha
Vira movimento


No fim, entendo:
Não é sobre resolver
Você é sobre aceitar
O beijo

Lá no fundo eu já sabia


Lá no fundo eu já sabia
que teu silêncio falava mais alto que promessas.
Havia um aviso discreto no teu olhar,
como nuvem fina antes da chuva cair.


Lá no fundo eu já sabia
que teu toque vinha com prazo escondido, feito flor bonita que nasce apressada e já carrega o cansaço da despedida.


Mesmo assim, fiquei.
Plantei esperança onde o chão era raso, fingi não ouvir o estalo do coração rachando devagar por dentro.


Lá no fundo eu já sabia,
mas amar também é isso:
escolher sentir, mesmo atento ao fim, e chamar de verdade aquilo que doeu.

A Morte do Caráter


O caráter adoeceu em silêncio,
foi perdendo a voz nas esquinas do interesse, trocou a espinha por atalhos e aprendeu a sorrir com dentes emprestados.


Enterraram princípios como quem varre poeira, cobriram a verdade com tapetes caros, e a honra virou um objeto antigo guardado num quarto que ninguém visita.


Hoje o caráter é lembrança em retrato amarelado, uma árvore cortada que ainda insiste em sombra, morreu de pequenas concessões diárias
— não por um golpe, mas por abandono

“Somos a Voz”


Somos a voz que nasce no silêncio,
quando o mundo se cala e o medo grita,
um sussurro teimoso no peito
que insiste em amar, mesmo ferido.


Somos a voz que treme, mas não se quebra,
eco de dois corações aprendendo a falar
na língua frágil dos olhares,
onde o toque diz o que a boca não ousa.


Se o amor é ruído em meio ao caos,
somos o som que permanece,
a voz que se reconhece no outro
e, ao ser ouvida, finalmente existe.


Se quiser, posso deixar mais trágica, mais esperançosa… ou ainda mais íntima.

Nunca te iludi, sempre te amei


Nunca te iludi
— meu silêncio nunca foi vazio.
Carregava teu nome com cuidado,
como quem guarda água em mãos abertas, sabendo que amar também é não prometer o que não se pode cumprir.


Sempre te amei nos detalhes pequenos:
no jeito que o dia ficava mais leve quando você chegava,
na paciência que aprendi sem perceber, no respeito de te querer livre, mesmo quando te queria perto.


Não te confundi
com passagem nem distração.
Te escolhi sem alarde,
com o coração firme e os pés no chão, porque amor de verdade não precisa enganar pra ficar.


Se um dia duvidar,
olha pra trás com calma:
meu afeto nunca mudou de forma,
nunca vestiu máscaras —
nunca te iludi, sempre te amei.

Poesia romântica


Lírio


Você nasceu lírio no meu silêncio,
branco de paz no meio do caos que eu era,
floresceu onde minhas dores tinham medo de existir,
e ensinou ao meu coração que amar também é repouso.


Teu amor não grita, ele perfuma,
fica no ar mesmo quando você vai embora,
é cuidado que não pesa, é presença que cura,
como quem toca a alma sem pedir nada em troca.


Se um dia eu murchar, fica,
regue-me com teu olhar simples e sincero,
porque amar você é como ser campo aberto:
mesmo ferido, ainda escolho florescer.

Um silêncio



Carrego um silêncio que pesa mais que o barulho do mundo.
Dentro dele, as palavras se empurram, se confundem, se escondem.
É um caos quieto, um incêndio sem fumaça,
onde pensar demais vira cansaço
e sentir demais vira solidão.


Às vezes escrevo não para ser entendido,
mas para não explodir por dentro.
Guardo frases que nunca disse,
confissões que nunca tiveram coragem de sair.
Não é medo de falar —
é o receio de ser lido pela metade.


Talvez um dia alguém leia além das letras, escute o que não foi dito,
entenda o silêncio como idioma.
E fique.
Não para me consertar,
mas para permanecer enquanto eu aprendo a existir em voz alta.

É você...


É você quando o mundo pesa
e alguém fica.
Quando o silêncio ameaça me engolir
e uma presença basta para me lembrar
que ainda existe chão sob os pés.
Você não chega fazendo barulho,
chega ficando.


É você quando me entende sem tradução,
quando segura minha mão
antes mesmo de eu pedir ajuda.
No meio do meu caos,
é abrigo.
No meio das minhas dúvidas,
é certeza tranquila,
daquelas que não precisam prometer nada.


E talvez seja isso que mais importa:
você não me salva —
me acompanha.
Não me ensina a viver,
vive comigo.
Veio sem aviso, sem plano, sem pressa…
e ficou,
como quem escolhe todos os dias.

“Bunker”


No silêncio do nosso bunker,
teus olhos são a luz
que atravessa a escuridão,
e cada abraço é muralha e proteção,
onde o mundo lá fora se esquece de nós.


Entre paredes que
guardam segredos,
sussurros se tornam
promessas eternas,
e o tempo se dobra ao nosso desejo,
como se cada segundo fosse só nosso.


Mesmo que tempestades
Tentem invadir,
aqui dentro,
teu amor é refúgio e abrigo,
e cada batida do meu coração confirma:


não há fortaleza maior do que estar contigo.

Arqueiro


Sou arqueiro do silêncio,
aponto flechas de intenção no escuro,
meu arco é feito de espera
e a mira, do que sinto por você.


Tensiono o peito como corda,
respiro fundo antes do disparo—
sei que toda verdade lançada
pode ferir ou libertar.


Minhas flechas não pedem sangue,
buscam o centro do teu medo,
querem pousar no teu coração
sem fazer barulho.


E se eu errar o alvo, tudo bem:
arqueiro também aprende com o vento.
Mas se eu acertar, que seja amor
cravado, definitivo, inteiro.