Texto sobre Saudade Amor
Comigo andam e caminham.
Todos aqueles que eu amei..
E os que mais detestei
Amigos que perdi..
Ou afastaram-se
Inimigos que me apunhalaram pelas costas
Onde deixaram feridas difíceis de cicatrizar
Todos os dias que apanhei chuva
Frio ou sol
Nalguns dias não perdi nada
Noutros apenas ilusão
Pensava que era dona do mundo
E que tudo era meu para sempre
Descobri que nada é meu
É só uma passagem
Para amar
Ser feliz
Fazer os outros felizes.
ÁGUAS VÍVIDAS
Tenho profundo medo de nadar.
Por ter afogado em águas fundas,
Duvidosas, que até as areias mais escuras
Se tornam mais claras ao comparar.
Tenho medo de me afogar.
Por debater-me em águas tempestuosas
Que até em dias de ondas harmoniosas
Duvidoso era de se banhar.
Me abstenho de desfrutar a sensação
Enquanto não dessalga as águas do equador.
É a melhor forma de afastar-me daquela dor,
Mesmo onde nunca houve salinização.
É lindo poder conhecer novas águas e seus vários estados.
Melhor é poder conhecer seus corais,
Peixes, algas e outras coisas mais,
Mesmo tendo a certeza que todo oceano aloja navios afogados.
Tenho medo de sempre ser o Titanic,
Pesado e rápido de mais para o que parece ser uma pequena barreira.
Mesmo que, no fundo, tinha total certeza
Que qualquer movimento seria insuficiente.
Divagando com a Lua amiga :
Lua mítica que me rege,
hoje a tocar-me com o mesmo
brilho anuviado de um certo triste olhar...
Queria tanto poder te abraçar,
mas tão distante de mim estás,
assim como meu pensamento,
assim como meu desejo,...
assim como um oceano a separar,
eu daquele um certo triste olhar...
e, assim como hoje, o mundo
também está, inalcançável!
05.06.2020
Cartas para uma Amiga que se foi, no dia de sua passagem:
Quando tudo parece tão bem, Deus de dá uma rasteira e te derruba.
E como minha fraqueza predomina, me anulo, me sinto um nada, nunca doeu tanto aqui dentro, parece que vai explodir.
Me calo mesmo com vontade de gritar, engulo o choro com vontade chorar.
Como me faz falta, como você irá me fazer falta, como de adoro, acho até que te adoro ainda mais.
Um dia eu te encontro e os nossos planos de encontrar a felicidade eterna vai se concretizar.
Espero por mim, um dia chego onde você está.
Em memória Ana Paula Almeida
Converse com as pessoas como se fosse perdê-las amanhã
Ninguém, ao menos que diante de um diagnóstico fatal, está preparado para perder quem ama.
SABEMOS QUE O RELÓGIO DA VIDA NÃO PÁRA E QUE UMA HORA SERÁ A NOSSA HORA, CONSEQUENTEMENTE TAMBÉM DE QUEM AMAMOS.
Transferimos a responsabilidade de muitas faltas para a tal “correria do dia a dia”, realmente o tempo voa, chegamos na sexta-feira e exclamamos: — Nossa, sexta de novo! Parece que foi ontem! Contudo, é uma falácia a dita “falta de tempo”, sabemos que, na verdade, este é igual para todos, o que existe são questões de prioridades.
É bem fácil notar que as nossas relações estão cada vez mais carentes de afeto, pois do pouco tempo de que dispomos com os nossos familiares, estamos com os celulares na mão, interagindo com o mundo, à exceção de quem está ao nosso lado.
Muito ouvimos de que a vida é curta, já o escritor Francês Jules Renard acredita que ela não é comprida nem curta e sim, ela tem uma duração própria. Se for parar para pensar, creio que sua reflexão seja a mais adequada, todos nós conhecemos histórias de pessoas que perderam filhos ainda na infância, e já outros que tiveram avós que viveram mais de cem anos.
TODOS TEMOS A CONSCIÊNCIA DE QUE UM DIA SERÁ O DO “ADEUS”, OUVIMOS DESDE PEQUENOS QUE A ÚNICA COISA CERTA NA VIDA, É O FIM DELA.
Mas sinceramente, não nos preparamos para o fim da nossa e, menos ainda, de pessoas queridas.
Se tivermos o cuidado de conversar e dar aquele abraço bem apertado sempre que vemos quem amamos, talvez as lágrimas frente a uma lápide, sejam apenas de saudade, mas nunca de remorso.
Equilíbrio
Existo, coexisto e me replico.
Já me fizeram em pedaços,
então os multiplico e me refaço em vários.
Há em mim o monstro que destrói meu espírito, há também o espírito que destroça o monstro.
O equilíbrio que minh'alma busca é um cabo-de-guerra entre anjos e demônios.
Minha mente calcula os gastos e eu me gasto tentando entender,
se o que minha alma anseia é a vida ou a vontade de morrer.
É estranho como percebemos e enxergamos as coisas de maneira diferente quando estamos longe de casa...
Longe da família, dos amigos e por aí vai.
Se fazemos falta na vida de alguém, quem realmente nos faz falta... o que e quem é importante para gente, quem realmente se importa com a gente...
O que e por quem vale a pena um tempo para mandar uma mensagem, uma ligação ou até mesmo um emoticon que signifique: “estou aqui se você precisar!”, ou um “bom dia” inesperado.
Saudades... Aquela palavra que só existe na língua portuguesa e que ninguém consegue descrever nem de outra forma...
É só o que sinto!
Sim, mulheres fortes também sentem falta, choram e precisam de colo, mas depois superam...
Um dia, a gente sempre consegue!
A DANÇA
Agora já tarda
O ponteiro não para
Sem intervalos nem pausa
entro na dança
Erro passos
Cometo delitos
E muito sem querer
Encontro o teu retrato
Não culpo a moldura
Então mudo o cenário
me acostumo com o ritmo
Se burlei o esquecer
Ele apenas retorna
No infringir do entardecer
Atrevida
A ausência é atrevida
Frívola intrusa
Desmerecida
De mera atenção sequer
Uma pena é espaços
De difícil ocupação
Pois procuramos matérias
Da mesma qualidade
E mesma dimensão
Mas desde que o mundo é mundo
Quando a terra se apaixonou pelo céu
Se sabe
Que até melhor se encontra
Mas nunca igual
Pois a forma feita a ferro
Molda, levada a criar
Volta a esmaecer
E o ferro criador
Com grande potencial
De inúmero valor
Criar, peças únicas faz
Aquece e funde
Para a nova fórmula
Poder, capaz-se tecer
MATER (soneto)
Como quisesse voltar a poder outrora
Aos tratos maternais, carinhos tais,
Suspensos, e eu sentado no cais,
Da desdita, vendo a saudade a fora.
Abriu as asas e partiu pra jamais
Reaver. Longe céus, perto agora,
A dor na recordação então chora,
Chora e chora, muito, mais e mais.
E logo, o pesar então poeta aturdido,
A condolência saudosa de carinho,
Ímpar, mãe, eterna doce habitação.
E por um largo espaço andei perdido,
No capricho de ter de novo o ninho,
Ver-te, e tomar-te a divinal benção!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, agosto
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Esperança
Hoje eu queria aquela nossa conversa, aqueles papos que só tinha contigo. Afastar-se, pra mim foi chocante, talvez desnecessário, fiquei sem entender os motivos, mas será que nisso houve o seu medo? E porque comigo? Eu só queria a sua companhia, todos os dias, pelo menos pra falar do meu dia ou desabafar sobre tudo que passo. Será errado?
Você não me perdeu, apenas se afastou e deixou lembranças, onde juntos tivemos boas conversas, risadas, enfim, papos excelentes e que tão cedo não esquecerei, era tão natural, porém em instantes tudo acabou... O adeus do seu sorriso foi o que mais doeu, o seu olhar, aquelas longas conversas, aquelas noites em claro sem perceber o tempo passar, isso jamais esquecerei, estará guardado em minha memória, mas dói muito ver tudo se indo, desabando com uma palavra que desconheço, o começo do fim
“NAVEGO
Navego por nuvens da solidão
Que me dão apenas ilusão
Soneto singelo sinónimo de paixão
Num eterno lamento
História em conto especial
Memória de coisas inúmeras
De pálidas luzes entre os cílios
No incerto movimento meu à chuva
Musgo em veludo num oceano
Sombra de malvas floridas
Entre os afagos doa anjos sem asas
Coroada de nuvens por onde navego”
NEM SAUDADES, NEM PRANTO (soneto)
Não há mais saudades, nem mais pranto
Secaram as lágrimas quando eu te perdi
E nesta seguidão tanta, seco, chorei tanto
E já sem encanto, tanto era amor por ti!
O coração se cansou, enxuto num canto
Lembres-te? que sofri, contanto resisti
Beijar-te... e beijei-te com tal acalanto
No entanto, no desdém, rudeza senti
Porém, esqueçamos toda essa história
As lembranças hoje estão na memória
Se tudo passa, você por mim já passou
Os sentimentos já não têm mais sonhos
Nem o silêncio os momentos medonhos
Se por nada sobrou. Adeus! Tudo acabou!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05/03/2020, 05’55” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Todos esses textos anteriores que vocês vêem são textos que referem a momentos onde eu me senti péssima, me vi dependentes de situações abusivas, me vi acreditando no acreditavam see amor. Me vi num ciclo vicioso, um beco , um cabo de guerra onde soltavam do outro lado e eu caia sem ter onde e em quem me segurar.
Meus textos eram minha válvula de escape, meu cais, meu refúgio nas madrugadas em que os pensamentos estavam descontrolados.
Só que agora é diferente, não tanto porque continua sendo um texto triste, mas dessa vez posso dizer que conheci a pessoa mais linda que já vi , o homem de melhor bom gosto, afinal, temos gostos bem parecidos. Dessa vez não fui decepcionada por ele, não estou flagelada. Não me sinto perdida, só me sinto triste porque a distância me arrancou dele, a rotina, as circunstâncias, o acaso. E eu só estou digitando isso na intenção que um dia ele venha a ler. Quero que ele saiba que eu peço todos os dias a Deus que voltemos, que possamos ser felizes assim como éramos quando sonhávamos.
Ele é tão iluminado, tão protetor, tão ele...
Sobre partidas
Depois que ele partiu, os sons ficaram diferentes. Ouvia o barulho do relógio, dos carros, ouvia o riso lá fora, longe. Parecia tudo de outro mundo, achava tudo estranho. Amava tudo isso, coisas cotidianas, mas sentia falta das mãos, dos olhos e do sorriso, das conversas. Sentia falta da porta se abrindo, da bagunça, daquela vida suave. Procurava, procurava e, estranhava, só conseguia encontrar o seu amor no silêncio. No silêncio aprendeu outro jeito de amar, como se comungasse com alguém muito maior, e Ele, bondoso, devolvesse as memórias de tudo que havia sido bom. Dormia abraçada com suas lembranças e, nessas horas, no meio da dor, até paz sentia. No silêncio aprendeu outro jeito de amar quem partiu e quem ficou.
Primeira perda-isso é pode parecer bobo mais é um pouco sobre o que senti após perder meu animal de estimação.
Posso dizer todo esse dia sem tirar nada até o que estava fazendo,eu vi que você não estava normal mas não fiz nada passei meu dia normalmente, e isso pode ter sido o que ficou mais marcado em mim.Só quando você estava respirando pela boca caído na minha mão percebi que é já era. Isso é uma cena inesquecível na minha cabeça o desespero daquele momento pode já ter passado.Até eu cair na real tudo era estranho e realmente parecia um sonho. Os pensamentos de: Foi tão de repente. Não vou vê-lo mais?
Os primeiros dias foram duros os espaços lembravam o que haviamos passado
Aquele chão estava gelado e o sofá que ficava solitário
Não se ouvia um piu literalmente.
Um único dia se repetia em segundos e lágrimas
O único pensamento reconfortante era pensar que essa é a única certeza que temos da vida.
Mas por que não podemos prever? É mil vez pior não saber.
Depois ter que viver com um “se” de um passado que aconteceu e você não tem o que fazer.
A tristeza se torna uma vazio
Como já ouvi dizer o tempo não cura as feridas elas podem ser esquecidas por um tempo mais ainda estão lá.
Não posso dizer que tenho essa ferida a muito tempo mais sinto que foi minha primeira e mais dolorida, um sentimento novo onde não tenho controle de quando vai voltar ou o que tenho que fazer quando estiver com ele. Eu choro? Desisto? Tento esquecer? Não consigo encontrar uma solução.
Eu não percebia antes mas agora percebo que você realmente faz falta as minhas ações que eram em sequências agora faltam um pedaço que seria você que todos esperam que eu esqueça ou substitua, mas me pergunto se realmente vou.
Você era uma parte de mim a um bom tempo, como faço para não sentir culpa simplesmente o repondo com outro.
Culpa eu acredito que já havia sentido em coisas bobas e não poderiam ser consideradas feridas, não sabia o que era até ver a sua vida diante dos meus olhos os momentos de desespero que podem já ter passado mais são lembrados tão vividamente na minha mente como se eu não pudesse esquecer e seguir em frente.
Uma parte minha quer esquecer mas a outra sabe que não vai e ao mesmo tempo que quer continuar com as boas lembranças quer continuar a história, imaginando um futuro inexistente.
Nesse futuro só foram deixado os rastros do que houve como fotos e coisas que trazem lembranças que serão eternamente lembranças só isso, e essa é a parte que considero mais dura se questionar sobre os “se” da vida.O que poderia ter feito para mudar.
Oi cabei de chegar aqui .sou uma cafona . confesso que fiquei aliviada por não ser a única .
Saudades hoje ao acorda bate uma.saudade . ouvindo música pensei será que nossa saudade tem um.nome .depois de alguns segundos .respondi a mim mesmo com os olhos literalmente emaranhado de lágrimas.sim a saudade tem.cheiro forma e cor.ela tem até mesmo sabor .há a saudades e tão agridoce.ela tem me seguido por anos.e só cair a noite.que ela me.abraca .se entrelaça em meu corpo.e permanece.ali.quieta . sorrateira.sem.pressa de.parti.apezar de .já conhecer .ela sempre me.tras de volta .aqueles momentos.que perdi.essa saudade.amiga da ansiedade.vizinha.da solidão.sera mesmo.que um.dia eu lembrarei dos bons momentos.sem.que as lágrimas me inunde por aqui.
🦋 OS OLMOS
Andam pela luz do vento
Sem correr no tempo parado
Num mundano contemplar
Enche a boca num calão perverso
Para não chegar à alma
Profeta da essência mais mortal que os anjos
Que imita um mestre já morto
Mudo esse o seu mundo
Num rio que corre sem correr
Achado instinto de um dom
Sofridão que verte intensamente
A solidão sem poder ver a luz
Entre uma caixa deixada sem almas
De um poeta mudo, amordaçado na carne
Pela lua cheia entre as folhadas dos olmos
Onde se esconde com medo mas não dos lobos
Há em mim um místico sentimento 🦋
De felicidade nesta tela pintada pela natureza
Vista por fora e sentada me encontro
Olhando por dentro sentindo-me a flutuar
Nas cores que vejo e revejo na tela
Deixo-me voar por entre montes e vales
Caminho de terra batida na branca geada
Onde o Inverno morre despido
Pela intensa neblina na serra de Bornes
E em cada degrau me há-de levar ao céu.
A foto nada mais é do que um mero registro visual de momentos únicos e eternos em nossas vidas. Ela não é capaz de captar a intensidade de cada emoção sentida, seja um instante de alegria nos momentos felizes, um olhar apaixonado por alguém que ocupa, ou ocupou boa parte de nossos pensamentos, ou um simples sentimento de paz e harmonia que permeia nossos corações quando estamos ao lado de pessoas que fazem tão bem para a nossa alma.
Só Deus sabe o que eu seria capaz de fazer para ter a oportunidade de voltar no tempo e desfrutar, novamente, de cada um destes momentos incríveis do passado, nem que fosse por alguns segundos. Sentir meu coração bater acelerado, sorrir de forma verdadeira e espontânea, ser feliz, amar, sonhar, olhar para cada um deles e sentir, ao mesmo tempo, carinho e gratidão por poder compartilhar comigo estes sentimentos naquele exato instante.
Dizem que dá para contar nos dedos o número de amigos verdadeiros que levaremos até o fim de nossas vidas. Isto, infelizmente, é uma triste realidade. Algumas amizades vão ficando pelo caminho, seja por desavenças, mal-entendidos ou pequenas feridas que se mostraram incuráveis. O tempo e a distância, de forma sádica e impiedosa, encarregam-se de apagar ou enfraquecer boa parte dos relacionamentos restantes, que acabam se revelando tão frágeis quanto mensagens escritas nas areias da praia em dias de ventania.
Hoje, tenho ciência de que, com o passar dos anos, as pessoas definitivamente mudam, para melhor ou para pior. Muitas vezes, idealizamos nossos amigos como se o tempo não trouxesse os ares da mudança e, ao reencontrá-los, muitas vezes sentimos decepção por não corresponder às nossas expectativas.
Mas será que não seria isto, por acaso, um dos propósitos da vida? Aprender a respeitar as escolhas do próximo, compreender os seus motivos e amá-lo, ainda que não seja recíproco, por tudo que este representou em nossa breve história? Afinal, cada momento vivido ao lado de cada um deles serviu para moldar tudo aquilo que sou hoje.
Alheio à todas estas possíveis decepções, o meu ingênuo coração transporta-me para diversos pontos do passado toda vez que olho para estas fotos. Embora esteja muito longe de matar minha saudade, todos os bons sentimentos vêm à tona, com força total, reflorescendo todas aquelas emoções perdidas com o passar dos anos, e fazendo-me ter a certeza de que a minha vida valeu a pena. A foto, ainda que limitada, traz a imagem daqueles com os quais passei os momentos mais incríveis da minha vida.
Dia 29 de março, ainda não faz nem um mês desde que aquela última ligação foi realizada, que aquelas lágrimas descontroladas rolavam pelo nosso rosto. Esse mês tá demorando passar, as águas de março estão agitadas mas peço que elas levem a bagunça que está dentro da minha cabeça. Não tem um dia que eu não pense nele e não me pergunte: Será que ele tá bem? Será que ainda pensa em mim? Ou já está deitado nos braços de uma outra qualquer...?
O que mais sinto falta nele? Não sei. Talvez tudo. O jeito de falar, a voz o cabelo caído pela testa, preto e bagunçado. Tô com saudade de ouvir ele falar sobre as mesmas coisas, tô com saudade do silêncio dele. Quando a gente conversava por vídeo chamada, ele às vezes deixava o celular bem pertinho do rosto, era bizarro mas era lindo. Tô com saudade do tédio dele, das crises, da rotina. Quando ele chega da academia cansado ele deita no chão e fica refletindo na vida. Tô com saudade da risada dele, do jeito besta de rir, tô com saudade de pedir a opinião dele. Saudade de mandar áudios longos...
Sinto saudade dele por inteiro e até dos que cercam ele e que não tive a oportunidade de conhecer.
Ah! Saudade, que dor que tu faz, que vazio que tu deixa, que angústia é essa que não passa. Ah! Tu que domina meu pensamento, deixa meu corpo travado, meu olhar cabisbaixo sem saber o que fazer... Ah! Amor, tu pra quem deixei um pedaço de mim, deixei também um presentin' pra tu não ousar se esquecer d'eu.
Ah! Você que tá longe de mim, saiba que ainda te sinto aqui, bem coladinho mais eu, sinto o toque da tua pele e aquele beijo no rosto que me desse.
Ah! Saudade que aperta de madrugada, no sossego da casa tu grita no meu peito, por favor, tenta calar e me deixa pra que eu possa viver de novo em paz.
