Texto sobre eu Amo meu Irmao

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Sentia-me frustrado, tudo me derrotava. Eu começava a ficar deprimido. Minha vida não estava indo para lugar algum. Precisava de alguma coisa, o brilho das luzes, glamour, alguma porra. Me sentia esquisito. Como se nada tivesse importância. O jogo me cansava. Eu perdera a garra. A existência não era apenas absurda, era simplesmente trabalho pesado. Pense em quantas vezes a gente veste as roupas de baixo em toda a vida. Era surpreendente, era repugnante, era estúpido.

Na fé, eu sou capaz de me dizer, com amorosa humildade, que grande parte das vezes eu não sei o que é melhor para mim. Eu não sei, mas Deus sabe. Eu não sei, mas minha alma sabe. Então, faço o que me cabe e entrego, mesmo quando, por força do hábito, eu ainda dê uma piscadinha pra Deus e lhe diga: “Tomara que as nossas vontades coincidam”. Faço o que me cabe e confio que aquilo que acontecer, seja lá o que for, com certeza será o melhor, mesmo que algumas vezes, de cara, eu não consiga entender.

E eu teria feito tudo de novo. Eu me submeteria a viver aquela velha rotina contigo, mais um vez. E se mais uma vez não fosse o bastante, eu reviveria mais duas, três… quinze vezes. Até enjoar, se é que isso é possível. Mesmo sabendo das consequências. Mesmo sabendo que ambos saíram machucados. Mesmo sabendo que no fim de tudo, você não estaria mais aqui. Mas nada disso importa. O importante é ter você. É que depois de você, ninguém mais me faz sentir vivo, como você fez. Ninguém mais me faz tão bem. Pode ser exagero e talvez seja mesmo. Eu e você sabemos que assim como eu, você não merece que alguém insista em você. Mas se eu não tentasse, se eu não deixasse o orgulho de lado, se eu não te pedisse pra voltar. A dúvida me atormentaria. Eu não deixaria de pensar um dia se quer em como teria sido. E não importa o que os outros falem ou o mal que você tenha me causado. Desistir de você, é desistir de mim. E às vezes, somos capazes de suportar as coisas ruins mais uma vez, só pra ter as coisas boas de volta.

Todo salvamento é temporário — o Augustus retrucou. — Eu proporcionei a elas mais um minuto. Talvez esse seja o minuto que vai proporcionar a elas mais uma hora, que é a hora que vai proporcionar a elas mais um ano. Ninguém vai dar a elas uma quantidade infinita de tempo, Hazel Grace, mas a minha vida deu a elas mais um minuto. E isso não é pouco

Eu não sou pergunta nem exclamação. Não sou perfeição, nem feia nem bonita, nem exceção.Tenho idéias demais, disposição de menos e um bloco de notas em branco.Não tenho estilo próprio e admiro pessoas que pintam o cabelo de azul sem receio.Não gosto de pessoas que reclamam de tudo e que só usam a palavra ‘não’.Acredite,o vocabulário se torna bem mais extenso por se conhecer o ‘sim’.Me faço de vítima, de intelectual , de psicóloga.E quando me perguntam se estou triste digo que não, estou cansada. Eu gosto de silêncio de dentro e as vezes de fora.Eu quero mais emoção, mais açúcar , menos preocupação.Quero viajar menos dentro de mim e ver tudo que está lá fora.Quero sucesso com todos os ‘s’ e uma casa branca no alto de uma montanha verde com um mar azul em frente e um conversível vermelho na garagem.Quero cabeça branca e vida colorida.Na rua eu ando depressa mas no fundo eu sou só preguiça.Adoro dar presentes, vivo dando fora, as vezes perco a hora mas sei que um dia eu chego lá. Dizem que sou doce, que sou estressada, que tenho papo cabeça , que sou engraçada,que sou um tédio, que eu sou demais e até que eu não existo.O que eu sei sobre mim é quase nada.Tenho uma manchinha na perna, não sou boa em matemática, digo que sei cozinhar mas é rolo, só sei fazer bolo.E de caixinha.

-Eu tenho. Tenho um milhão de medos presos aqui nessa linha. Se você desligar, sua vida vai seguir. A minha vai ficar contida nesse aparelho eletrônico. Eu já sou contida de tantas maneiras... Na verdade eu só queria te dizer que por mais que o tempo passe, não consigo preencher meus buracos. Eu olho em volta e não procuro nada. Só porque eu sei que não há nada. Só porque eu sei que o nada que eu quero tá longe de mim. É tudo um enorme, frio e presente nada. Um vazio do tamanho da minha quase existência. Eu quase existo, sabia? Afinal, quem existe por inteiro? Eu não. Eu sou metade amada (porque ninguém me assume por inteiro); metade interessante (porque assusto quem eu quero aproximar e frustro os que ignoram minha muralha); metade culpada (porque ninguém tem obrigação de me amar de verdade quando eu crio bloqueios tristes e vazios). Se você quiser desligar, tudo bem. Eu só tava fazendo drama. Claro que eu vou sobreviver, né? Nunca precisei de uma ligação pra me manter inteira. Mas me diz, e você, tá bem?

O que eu realmente quero que você saiba é que não importa o tempo que passe, o que aconteça ou o que a vida nos ensine. Não interessa quem somos ou quem vamos nos tornar. O que vale é o que carregamos dentro de nós. E você, guarde isso na memória para todo o sempre, eu te carrego junto comigo todos os dias.

Eu sou a minha melhor critica, e também a mais severa. Sei o que é bom e o que não é. Uma pessoa que não escreva, não sabe o quanto é maravilhoso; eu costumava lamentar-me por não saber desenhar, mas agora estou cheia de alegria por, ao menos saber escrever. E, se não tiver talento para escrever livros ou artigos de jornal, posso escrever só para mim. Mas quero mais que isso. Não me imagino ser igual aquelas mulheres que trabalham, e são esquecidas. Preciso de ter mais alguma coisa a que me dedicar. Não quero ter vivido em vão como as outras pessoas. Quero ser útil para as pessoas, mesmo aquelas que não conheci. Quero continuar a viver depois da morte! E é por isso que estou tão grata a Deus por me ter dado este dom que posso usar para me exprimir tudo o que esta dentro de mim. Quando escrevo, consigo libertar-me das preocupações. A minha dor desaparece, o meu espírito reanima-se! Mas, e esta é a grande questão, conseguirei escrever algo grande, tornar-me-ei uma escritora ou uma jornalista? Espero que sim, oh, espero mesmo, porque escrever permite-me registar tudo, todos os meus pensamentos, ideias, fantasias.

Me desculpe, eu sempre quero falar com você. Sinto muito quando demora muito para responder, eu fico triste. Me desculpe se eu digo coisas que podem te chatear. Me desculpe se eu sair como irritante. Sinto muito se você não quer conversar comigo tanto quanto eu quero falar com você. Me desculpe se eu penso em você muito e muito frequentemente. Me desculpe se eu digo coisas insignificantes. Me desculpe se eu te falar sobre meu drama sem sentido. Me desculpe se eu sair como sendo pegajoso, mas é porque eu gosto de você.

Eu preciso praticar o desapego. Preciso confiar menos nas pessoas. E ter mais fé em mim. Preciso me amar em primeiro lugar. E deixar o “resto”, ser apenas o resto. Eu preciso de mais forças. Preciso dar mais valor para algumas pessoas. Eu preciso ser um pouco mais independente. Preciso de menos orgulho. Mais tolerância. Eu preciso de paciência. E, acima de tudo, preciso precisar menos.

Se eu posso te dar um conselho, eis aqui: Não mendigue atenção de quem quer que seja. Não se esforce para compartilhar minutos com quem está mais interessado em coisas que não te incluem. Não prolongue a conversa apenas para ter o outro por perto, quando você perceber que precisa se esforçar bastante para que o monólogo vire um diálogo. Esqueça. Prefira a sua solidão genuína à pseudo presença de qualquer pessoa. Ainda digo mais: Perceba que existem pessoas que curtem dividir a atenção contigo sem que você precise desprender esforço algum. Aproveite o que te dão de livre e espontânea vontade. Dispense o que te dão por força do hábito ou por conveniência. Esqueça o que não querem te dar. Cada um dá o que pode.

Mario Calfat

Nota: Autoria não confirmada. Fontes indicam que o texto é da autora do blog "Porque Sublimar é Preciso", onde foi publicado em 13 de dezembro de 2011.

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Eu me afastei. Me afastei daqui, me afastei das pessoas, me afastei da vida, mas acho que era só pra pensar. Pensar um pouco nos erros que ando cometendo, nas vontades que ando tendo, nos medos que andam me afligindo cada vez mais. Pensar em como ando mudando, e se isso está sendo bom pra mim. Acho que às vezes precisamos disso, de uma breve pausa, para rever nossos conceitos, para voltar a ser o que éramos, ou para simplesmente seguirmos em frente, mudarmos, tomarmos novos ares, seguirmos novos rumos.

Já me disseram q eu sou uma mulher incomum. Que posso conseguir o que quiser. Ter o mundo todo na ponta do pé... Ja me disseram que eu sou mimada. Que vivia de farça e farra... Mais que ainda sim queriam me ter. Sinto muito dizer aos que disseram.. Porque sou o que sou e FAÇO O Q QUERO... E que se um dia eu fui.. Já não sou mais... Agora sou muito mais mulher do que a 5 segundos atrás!

Eu queria te contar que não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso. Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei. Ok, chorei. Mas pelo filme, e não por você. Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas, e que as ouço quase todos os dias. Porque elas me faziam mais falta do que você fez.

Errei algumas centenas de vezes enquanto procurava algo que eu sabia que não encontraria onde estava procurando, nem mesmo ao certo sabia o que era esse ‘algo’. Porém, no pensamento cínico do ato, ás vezes parece a decisão mais forte. Mais forte? Sim! Certa? Não. Mania patética de procurar sensação de poder. Poder... perdi tanta coisa pelo desejo de senti-lo que nem acho outra justificativa pra minha extensa lista de erros. Por um tempo acreditei que devíamos fazer tudo que queríamos no momento, que isso era “viver”, mas hoje sei, que antes de fazermos qualquer coisa, devemos pensar: “O que eu quero?”, o prazer momentâneo ou a verdadeira felicidade? Felicidade é prazer momentâneo? Não. Não é. Meu prazer momentâneo é sempre o poder. Minha felicidade eu perdi por não saber do que hoje eu sei.

Mas se você fosse diferente não teria me conquistado. Eu não teria me apegado a você. Não gosto do que é comum, do que é convencional. Gosto é de você. Isso, você. Desse teu jeito torto mesmo. Dessa sua mania de dizer que te amo. Dessa sua certeza absoluta sobre tudo. Do jeito que você me arranca sorrisos sem esforço. Desse teu bom humor insuportável. Suas implicâncias, crises existenciais. Seus defeitos - feitos - pra mim. Não mude. Nem por mim e nem pra agradar a ninguém. Se um dia quiser mudar, mude seu endereço e venha dividir uma cama de solteiro comigo.

Eu gostava muito de você. Era tão bonito, era tão intenso. Acreditava no pra sempre. Imaginei uma casa, uma família, uma coisa só nossa. Um esconderijo, um refúgio, um paraíso. Cada vez que eu pensava em você me dava um calorzinho no peito. Cada vez que abraçava você o mundo parava de rodar por um segundo. E eu achava que aquilo era amor, achava que aquilo era o certo, achava que a gente era certo um na vida do outro. Mas não foi. Não fui. Não fomos. Não somos.

Me pergunto como pude sucumbir nesta vertigem que eu mesmo provocava e temia. Flutuava entre nuvens erráticas e falava sozinho diante do espelho com a vã ilusão de averiguar quem sou. Era tal meu desvario, que em uma manifestação estudantil com pedras e garrafas tive que buscar forças na fraqueza para não me colocar na frente de todos com um letreiro que consagrasse minha verdade: Estou louco de amor.

Gabriel García Márquez
Memórias das Minhas Putas Tristes

Portanto, já desisti de ficar tentando transformar meus defeitos em qualidades pros outros, se eu sou mesmo impulsiva, infantil e egoísta, que assim seja, porque por enquanto eu gosto muito de mim desse jeito, -apesar de alguns tombos de vez em sempre-, e se alguém não gosta... bom, daí já não é problema meu, nunca obriguei ninguém a ficar do meu lado!

A verdade é que eu cansei. Cansei dessa vida de rotinas, onde esperamos todos os dias que aconteça algo melhor do que o comum para alegrar nossas vidas. Cansei de acordar cheia de frustrações e de problemas que, por mais fúteis que sejam, trazem uma carga pesada, me tornando uma pessoa desanimada e infeliz. São pequenas coisas que me incomodam, como ser feita de última opção, as pessoas pensam, mas esse é o menor dos problemas, porém, é terrível o sentimento de tentar dar o mundo pra ter a confiança de alguém e acabar sendo a última opção dela, ter de lidar com o fato de que se estivesse outra pessoa ali você com certeza seria deixada de lado. As pessoas são tão idiotas que não se tocam nem ao mesmo de que o que elas fazem magoam as pessoas que mais querem estar com elas, depois que se tocam certamente é por quebrar a cara ao perceber que a pessoa que ela mais confiava não era a certa. Eu cansei desse mundo onde as pessoas vivem alienadas nos seus mundos, onde não se preocupam em agradar as outras, só a si mesmas, quebram promessas e acham que vai ficar tudo bem, o individualismo tomou conta dessa nação, eu acordo esperando que algo aconteça em minha vida que a mude porque simplesmente não consigo conviver nessa mesmice tediosa, acordar, dar duro e no final não ter acontecido nada, não ter aproveitado, pulado, gritado, esquecido do mundo, ter conhecido loucos, porque as melhores pessoas são o pequeno prazer de ser livre, livre de todas as rotinas, de todos os estresses, livre do mundo. Queria poder um dia acordar sem ter de ouvir as frustrações alheias que afetam o meu humor constantemente, acordar sem ter de dar o meu melhor e não ser reconhecida, acordar apenas pra ver o sol nascer numa praia, livre de pessoas desprovidas de amor e felicidade, o prazer de um simples abraço na manhã de domingo, um sorriso sincero num mundo cuja falsidade reina sobre ele, pessoas sinceras cujo carinho contagia e que fazem o possível pra que esteja tudo bem. Cheguei a conclusão, então, de que o que preciso é de alguém em quem possa confiar, mas onde irei achar isso neste mundo se os humanos trocam as pessoas como trocam um calçado? O mundo, meus amigos, necessita de confiança.