Texto sobre eu Amo meu Irmao
Momento II
Tão penetrante teu olhar no meu ser
Tão devastadora sua presença
Rasgando meu coração
Tão inexplicável sentimento
Contrariando minhas convicções
Tão invasora sua imagem que já te vejo sem olhar
Tão passional o momento
E efêmero as emoções
Tão novo
Tão destruidor
Tão vibrante
Tão distante
Tão visível e intocável
Tão vivo dentro de mim
Tão renegado por você.
Sinto que estou vivo
Quando sinto meu coração bater
Por felicidade ou força de vontade
Pra dizer que te amo
Sinto que te amo
Quando minhas mãos te encontram
Pra te sentir e te proteger
Espero que sintas o mesmo
Pois sou seu para raios
Pra todo amor que me dedicas
De mim, recebes felicidade
Talvez seja vaidade.
SOFRENTE CANÇÃO
O tempo amarelou meu verso apaixonado
Porém, não afastou aquela ilusão sonante
Deixou o instante imaculado e no passado
De modo nostálgica a saudade sussurrante
E, cá, eu, pelas bandas desde meu cerrado
Com sensação no peito e emoção gigante
Tão distante, me vejo, num suspiro calado
Com uma faiscante aflição, tão devorante!
Que pena! Tudo parecia não ser engano
Teu olhar tinha o sonido dum suave piano
Trazendo aquele sossego para o coração...
Mas a poesia que aparentava mais sentido
Na privação o meu desejo tornou-se diluído
Em dor, em solidão e uma sofrente canção!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 de agosto, 2022, 16’58” – Araguari, MG
Beijo de Anjo
Por mais cansativo
Que tenha sido meu dia
É no seu abraço que
Minha vida se alivia.
Criança, meiga menina,
Traz a mim os motivos
De ser um novo homem
Ao nascer de cada dia.
Nas maças rosadas
Do seu belo rosto
Aprendo o gosto
Do que é viver.
Entendo sem muitas
Palavras que é muito
mais que amor
o que sinto por você
A fonte de toda
Minha mais profunda
e doce alegria
É a felicidade sua.
Une-me a alma ao espírito
Beijo de um anjo
Beijo Divino
Suave beijo de Julia
“Meu filho, um burro carregado de livros é doutor!”
Ely David Müzel (cabo nhô Có)
“Meu pai, não tornei-me doutor, virei professor e espalho livros com amor!” Marcos Müzel (professor)
“(…) Passado, futuro e presente, parece todos ausentes! Mas o tempo não mente! O tempo é o presente de presente pra você!(…)”
( In – O dilema do tempo) Marcos Müzel
“(…) A fome devora o mais voraz malandro até ao santo!
Portanto, a fome, não tem hora! Parece até uma senhora!
Sem hora pra chegar, sem hora pra partir(…)!” ( In – A fome que não dorme) Marcos Müzel
“(...) Lara de origem grega! Nunca se exceda! Ninfa das águas e da natureza! Olha que beleza! Quanta pureza! Lá no Egito, Lara reinara sem conflito! Lara é raios de sol! Na Espanha, para de manha! Olha que beleza! Lara foi da nobreza! Lara na mitologia! Lara, Laras! protetora dos lares!(…)” ( In – Carrossel da Lara) Marcos Müzel
“(...) Thales de Mileto, um Matemático, cientista que aprofundou a Geometria! Pai, mas pra que tanta teoria? Mas você já sabia?
Tá aí a explicação para a sua afeição às formas com precisão!
Faz origami, colagens de variados tipos, sem normas, só de curtição! Disco voador, que tal, sem nenhum pudor irmos para o futuro?(...)”
( In – Disco voador) Marcos Müzel
“(...) Wal, mulher madura, genial! Deny menina moça, angelical! Nice, sem crendices! Denise, sem deslizes! Quanto heterônimo, quanto ânimo! Deny, pedra bruta! Mas não se iluda!(...)” (In- Soneto à Waldenice) Marcos Müzel
“(…) Olhar encantador, sonhador, obscuro, as vezes inseguro...Olhar transcendental, as vezes fatal... Olhar místico, profundo, qual será seu mundo? Real, imaginário, virtual ou lendário? Talvez inacessível para o meu mundo ! Defini-lo com precisão, seria mera ambição...” (In- Soneto olhar misterioso) Marcos Müzel
“(…) No meu caminho tinha uma ita! Tinha uma ita no meu caminho! Ita que vai, ita que vem, ita que fica! Itaberá, só pra começar! (...) Itacoatiara, eu jamais duvidara! Que pelo caminho encontrara outra ita! Ita que vai, ita que vem, ita que fica! Pedra pintada e brilhante, como diamante! Itaquera, encontrei uma bela donzela! Pedra dura, que foi pintada e ficou brilhante! Que loucura! Essa ita não finda? Não ainda, tem Itanhaém! Pedra que canta e encanta como convém!(…)” (In- As itas do meu caminho) Marcos Müzel
“(…) Lembranças, não me deixes! Sem você seria nada...Nada que nunca voltará a ser tudo. Lembrança, não esqueça que você é tudo. Tudo que me tirou do nada. Lembrança, não esqueça...” (In - Ode a Denny) Marcos Müzel
“(…) O pior ser, é o de não ser capaz! De olhar no espelho e ver. Ver o ser que você é. Ser que você já foi. Ver o ser que você será! Será? Será que você será capaz? Capaz de amar? O pior ser, é o de não ser! Não ser o que você é!(…) ( In- Ser ou não ser)Marcos Müzel
“(…) Thainá, que levava luz até no sobrenome! Luz! Que haja luz na escuridão! Aqui deixastes um vazio sem comparação! Este mundo não soube compreendê-la, tamanha a sua grandeza.Tanta pureza, beleza que foram interrompidas sem nenhuma sutileza! Que sua estrela brilhe a luz! A luz que não se apaga e sim renasce da esperança! Esperança de poder esperar que algum dia poder te reencontrar! Pode imaginar? Se não for nesse mundo, talvez num outro mais sensato! Onde a sua História não seja interrompida de imediato!(…)” (In - Ode à Thainá Cristina da Luz) Marcos Müzel
“(...) Balaio inocente, só para os decentes! Os que não mentem, os pastores de valores! Sem troca de favores, pastores dos amores! Pastores de educação, que querem verba do Mecão! Pseudopastores, sem pudores, sem educação!(…)” ( In Balaio dos inocentes Marcos Müzel
“Quando eu morrer, o que será do mundo? Se eu soubesse, com certeza não diria...Más dizer o que, se a morte não existe.(…)Será possível o sonho tornar-se realidade? Se eu soubesse, com certeza não diria... Apenas sonhava. Sonhar em morrer. E talvez não mais acordar…” ( In Morte enigmática) Marcos Müzel
“(…) Lua nova, cheia, minguante ou crescente…Tu és adimirada por tanta gente. Poetas e cantadores falam de ti. Más para mim tu não terás fim.Quando estou só diante da solidão.Tu és a única que me dás atenção. Lua eterna e resplandecente. Um dia serás minha para sempre.” ( In Morte enigmática) Marcos Müzel
“(…) Floresta em chamas! Chama por socorro! Amazônia, vida, morte, insônia! Homem insano, acorda e desperta. Salva a floresta, ou o que dela ainda resta! Desperta deste sono insano, insensato e desumano! A floresta chama, chama! Arde em chamas!(…)“
( In Floresta ardendo em chamas) Marcos Müzel
“Maria, não és simplesmente Maria! Maria é magia, encanto, fantasia! Maria que vira mania, mania de Maria! Maria que adora uma série! Maria que é fora de série! Supernatural, Diários de um Vampiro, Original? Nada banal, em comum, todos combatem o mal!(…)” ( In Ode à Maria) Marcos Müzel
“Mc Reaça, que bela trapaça! Artista? Cantor? Só de for do desamor! Quanta apatia, covardia! Seus versos, só reversos, plágio! Paródias insanas que incitam o ódio e a misoginia! Mera fantasia das mentes de mente, que mentem e profanam! Mc Reaça, não és uma ameaça! Caístes em desgraça, vítima de sua própria misoginia!(…)” ( In Paródia da misoginia) Marcos Müzel
“Olavo de Carvalho, ordinário! Filósofo dos otários, negacionistas e extremistas! Sem de longas, um desses mocorongas! Infame que difama e inflama o povo ao ódio! Misógino, guru dos bolssominions!”
( In O guru mocoronga dos mocorongas) Marcos Müzel
“(…) Presidente sem Ibop, desdenha da própria morte! Presidente demente, és intransigente! Presidente que avisa, ameaça os técnicos da Anvisa! Presidente sem noção, pra vacinar crianças pede prescrição! Consulta popular, para protelar e atrapalhar a vacinação! Quanta danação e negação! Só falta exigir um plebiscito da vacinação!” ( In Bravata da motociata) Marcos Müzel
“(…) Pai de tanta prole! Pai que não dava mole! Davi, Eli ,Samuel, Ageu, Doroth, Elídia! Pensa que finda? Não ainda! Esses só da Aparecida! Tem os da Benedita, Bem dita Isabel. Marcos, Eliseu Elisio! Todos filhos de Israel! Pai de patente, pai orgulho da gente! Cabo que não mente, chegastes à subtenente! Pai coragem, conta o seu segredo! Que cor é o medo? Seu enredo, não tinha segredo! Viva cada momento! Pai terno, eterno! Seu legado será sempre lembrado! Pai amado! Viver sem medo, esse é o segredo!”
( In Poema- Ode ao pai eterno) Marcos Müzel
“(...) Benedita, bendita sejas entre às mulheres! Bendita, bendito seja o fruto do vosso ventre! Marcos, Eliseu, Elisio! Três mestres, só de início! Benedita, Dita, Isabel, Dona Dita!
Quem fica? Dita se irrita! Clama por Dona Dita, que é fiel! Que tal Dona Isabel?(...)” ( In Poema- Ode à Mãe bendita)
Marcos Müzel
“(...) Seu desgoverno será seu legado! O presidente demente, que mente! Presidente que não sente! Intransigente, incoerente, inconsequente!Tantas mortes pela Covid! E ainda queres que duvide? Onde estás com a cabeça? Tú és a besta?(...)” ( In Poema- Soneto O mito do Messias) Marcos Müzel
“Bom dia Professor Luisão ! E o bailão no céu, muita emoção? - Por enquanto nada! Nada de baile ou nada de emoção? - Nada de nada! Que marmelada ! Que confusão!(…) O bailão será com moderação! Terá comes, bebes, e até lanchão. Tudo nos conformes, sem aglomeração! Quanta emoção! Quanta esperança! Viva o dia das criança! Seja como for, Salve o professor! ( In Poema- Prosa dos professors amigos do céu) Marcos Müzel
“Qual é sua graça? Sem graça! Que desgraça! Precisas de graça? Quanta graça! Daniel Silveira? Quem és? Uma topeira!
Que besteira, quanta zoeira(…) Quanta confusão! Também o que esperar de uma Nação governada por um sem noção!” ( In Poema A graça da desgraça) Marcos Müzel
“(...) Seu desgoverno será seu legado! O presidente demente, que mente! Presidente que não sente! Intransigente, incoerente, inconsequente! Tantas mortes pela Covid! E ainda queres que duvide? Onde estás com a cabeça? Tú és a besta?(...)”
( In Poema- Soneto O mito do Messias) Marcos Müzel
Aqui não é meu lugar...
Um dia deixarei de sentir
Pois, não posso mais sorrir
Minha alegria está deixando de existir
O mundo não quer me ouvir
As vozes na cabeça me fazem lentamente sumir
Sinto que a lâmina que corta meus pulsos
Será a mesma lâmina que cortará meu pescoço
E ao poucos irei me afundar naquele imenso poço
Minha alma se acalmará e socorro não mais pedirá
Pois, tentei avisar, mas a morte é meu lar.
"Perdi me mil vezes".
Oh amado meu, encontrou me uma vez, nunca se desfez, nunca se apartou de mim, perdi me mil vezes, foram tantas promessas, tantas tentativas, confesso queria, nem sempre alcancei, pequeno, simplório e fraco, vivo em prantos, clamo pelo teu prato, teu pão e tua água, eu sozinho, não consigo tirar a pedra do sapato, o inimigo é perverso de fato, mas não resiste, oh amado meu, que me encontraste, quando estive em devaneio, tonto, ébrio, cheio de desequilibrio, muitas vezes o inimigo propulsor, fazendo me auto perseguidor, inocente e ferido, acanhado e reprimido, causou me dor o inimigo, mil vezes perdi me, pelo santo e poderoso amor, que a mim encontrou, estou a abater o malvado ordinário, encontrou me a abraçar nesse novo cenário.
Giovane Silva Santos
20/08/2022 23:39hs.
Deus abençoe a todos
Tristes recordações
Olho para o espelho, que há em meu quarto, e vejo apenas a tua imagem. Confuso com o que vejo e sabendo que é uma variação da minha cabeça, deito em minha cama, local onde tantas vezes tu te deitaste. Sinto o teu cheiro em meu travesseiro, cerro meus olhos e te vejo deitada ao meu lado.
Por que não sai da minha mente? Choro, recordando dos nossos momentos... tua cabeça em meu peito eu acariciando teus lindos e cheirosos cabelos, as palavras carinhosas que recitavamos um ao outro, os toques, as carícias, os carinhos.
Saio da cama, enxugo as lágrimas. Ouço a tua voz "não chore! Ainda amo você. Sabe disso". Tento sorrir, porém em vão. Vou à cozinha, abro a geladeira, e pego uma garrafa de vinho (o vinho que você ama). Encho duas taças. SAÚDE!!!
Bebemos, ou melhor bebo as duas sozinho.
Deixo o ambiente totalmente escuro, como gostavas. Vou dormir.
Amanhã faremos isso tudo novamente. Até quando? Minha alma, meu coração e meu corpo não respondem...
"Escrevi esse poema pensando em ti"
Meu coração sente dor
Pois o teu coração não tem coligação
Com o desse pobre sonhador
Tenho pesadelos com a tua face deslumbrante
Mas me deixa em estado apaziguante!
Escrevo poemas fascinantes
Pensando em ti
Motivado por esse eterno amor
Que por muito tempo nunca senti!
Sem ti, ao meu lado
Só consigo sentir desconforto,
Mas sentir que te amo, me causa todo conforto
E fico pensando que vivo em Toronto!
"Escrevi esse poema pensando em ti"
A fragância do teu cheiro é agradável
Como a de um lindo jardim
Pareces uma flor aromática
Minha pequena Jasmim.
Saudades!
No meu coração tenho-te
Não consigo esquecer-te
Sinto saudades de ver-te
Nos meus braços ter-te
Ainda que for 1 minuto, tocar-te!
Pensar em nossos momentos
Me causam tormentos...
E também fortalecimento
Meu eterno acontecimento!
O tempo nos faz perder gente
Gente essa que...
Nos deixaram sorridentes
Mesmo doendo...
Devemos seguir em frente.
...
Quem me dera persuadir a surdina
com meu talento.
Ver minha utopia clarear a cegueira
do desatento.
E minha palavra sorrir nos olhares
o meu relento.
Quem me dera matar a sede
com ideologia.
Esculhambar o que não procede
com analogia.
E minha palavra substituir o dislate
da apologia.
Quem me dera entender a trajetória
de cada vento.
Ver meu privilégio esmagar a vitória
sem merecimento.
E minha palavra vencer a escória
de algum pensamento.
Quem me dera inebriar as volúpias
sem burocracia.
Administrar a incontinência verbal
sem posologia.
E minha palavra despertar a inconsciência
da letargia.
Quem me dera preencher o som
com meu sustento.
Ver minha lisura consumir o tempo
com discernimento.
E minha palavra rachar o deboche
do descaramento.
Essa vai para você
Essa vai para o meu amor por você
Essa vai para as batidas que meu coração já pulou
Quando eu olhava para você
Essa vai a todos os nosso beijos
Que mesmo sendo tantos
Nunca esquecidos
Essa vai para a sua voz
Que me deixa trêmulo de felicidade
Até por que
Mesmo que passe meses
Sempre me comporto como se fosse
A Primeira Vez
Não compreendo como meu ser pode se doar tanto para outras pessoas, sacrificar meu tempo, engolir minhas dores, angústias para ajudar outras vidas, mas quando é minha vida sempre desisto.
Sempre desisto de mim, não consigo doar-me para mim mesmo.
Não consigo mover um dedo quando o assunto sou eu.
— Reclamaçoes da alma
Ávida pela vida
Momentos de prazer
que banha meu ser
flores perfumadas
êxtase de desejos
invade meu âmago
saciar minha sede
tempestade de ventos
sacode meu corpo
minha pele vibra
ansia pela vida
gentileza exposta
com sede de viver
satisfazer-se
de júbilo
contemplar o belo
@zeni.poeta
Aqui -
Aqui
encostado à madrugada
e ao silêncio
todo o meu ser se encontra
nú
cheio de brocados
cheio de sonhos
cheio de abismos e nostalgias!
Aqui
frente a frente com o mar
não sei o que me espera
nem tampouco se viverei
perdi-me da infância
perdi a juventude
mas a vida ainda está Aqui!
Com você meu tempo era
infinito.
Havia uma magia que me
conduzia para os teus braços.
Te agradeço demais por tudo
que me ensinou e que dividiu
comigo.
Pra sempre vou
te levar em pensamento.
Não importa onde você está
agora.
Sei que pode me ver.
Isso tudo
era só um
Eu te amo.
Ainda sinto
saudade.
Retorno
Raízes são
minhas sustentações
meu aroma de infância
minha pele escamada
descoberta de tesouros
a mais bela melodia
na inocência de menina.
Retornar
encontro do eu interior
combustível de trajeto
arvoredo das manhãs
sede enfartada
carcaça sustentada
alma festiva
rodeada de luz
pertencimento
confidências
reconciliar
com o passado
@zeni.poeta
CONTEXTO
Não sei o que se passa com meu versar
E nem sei por que tanto nele devaneio
Sei que preciso ter o poético imaginar
O que me faz ter n’alma o doce gorjeio
No sentimento está tudo o que preciso
Na emoção tenho aquele gostoso olhar
E nos românticos versos o largo sorriso
Então, porque estou sempre a vitimar?
Me vi perdido nos sonhos espalhados
Mas cá no coração ainda pulsa o amor
E os propósitos emocionais acoimados
Sou como um bardo cheio de carinho
Um trovador que canta com o ardor
O contexto, tal o canto do passarinho!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26 agosto, 2022, 20’16” – Araguari, MG
Tá quase acabando.
Tá quase acabando
Falta menos de um minuto
Meu coração tá parando
Um frio absoluto
Nesse hospital, o mais brutal vai ser meu final
Nessa maca, a escuridão me ataca
Visão ficado turva, e o médico de luva, mexe em mim e me diz assim:
"Você tem menos de um minuto"
Eu mesmo nem luto
Mas minha amada logo estará de luto
"Tá quase acabando, meu caro"
Disse o doutor
Após aquele acidente de carro
Senti a maior dor
Eu morrerei e farei um estrago
Na vida do meu amor
Quem mandou viver intensamente?
Dizem que é esse tipo de gente que morre de repente.
"Tá quase acabando, meu amor"
Disse ela, ao ter acesso liberado a minha maca pelo Doutor
Vi seu rosto pela última vez, e finalmente a dor acabou.
Morri, adeus amor.
Não chore, Deus está me levando
Não se preocupe, ele me disse: "Tá quase acabando".
E amor? Eu morri, e não acabou, continuou!
Me fiz inteira
Pra te deixar caber.
Me fiz e desfiz
Só pra você perceber
O quanto meu interior
Te pertence e pede,
Sente a necessidade absurda de te impender
E te eternizar
Dentro de mim.
Que do amor eu faço morada
Minha casa,
Não de passagem,
Meu lar.
Que o meu sentir sobrepõe o convexo, o sem nexo
E o certo...
Uns acreditam em sorte, no destino, nos dizeres da vida
Eu acredito no sentir
No pulsar
No intervir
De dois lábios
Dois corpos
Duas almas
Estáveis ou num movimento perfeito, ou sem jeito.
Mas sendo encaixe
De ambíguas partes.
Olhos que fixam-se neutros
Lábios que dançam com o vento
Mãos que deslizam como o correr do tempo
Respirações ávidas, eufóricas, vibrantes
Faceiras, felizes e dois deslizes...
Mãos, pernas, laços, bocas, olhos,
Duas partes inteiras
Vivendo um extraordinário
Momento.
Encaixe, Outubro de 2017
