Texto sobre Água
O BARCO ESTÁ AFUNDANDO
O barco está afundando,
O mundo se transformando,
Água surgindo no deserto,
Até o Amazonas precisa ficar esperto....
Uma nova ilha está surgindo,
Vulcões antigos se emergindo,
A distância diminuindo,
A voz de Deus não se está mais ouvindo...
Os direitos estão invertidos,
Cristãos e ateus estão perdidos,
As palmas surgem com alaridos,
Manda quem pode e quem tem um bom partido...
O preso foi solto, mas não devia,
O preso foi pra prisão porque alguém queria.
Não há reza, pajelança, nem simpatia,
Que conserte o mundo, tirando dos homens dessa anarquia...
Os extraterrestres estão chegando,
A vida em Marte se aproximando,
Homens da NASA não estão brincando,
O segredo é grande e muita coisa se ocultando...
Élcio José Martins
Eu Sou o Obstáculo
Certa vez um cão estava quase morto de sede, parado junto à água. Toda vez que ele olhava o seu reflexo na água, ficava assustado e recuava, porque pensava ser outro cão.
Finalmente, era tamanha a sua sede, que abandonou o medo e se atirou para dentro da água. Com isto, o reflexo desapareceu.
O cão descobriu que o obstáculo - que era ele próprio -, a barreira entre ele e o que buscava, havia desaparecido.
Nós estamos parados no meio do nosso próprio caminho. E, a menos que compreendamos isso, nada será possível em direção ao nosso crescimento.
Se a barreira fosse alguma outra pessoa, poderíamos nos desviar. Mas nós somos a barreira. Nós não podemos nos desviar – quem vai desviar-se de quem? Nossa barreira somos nós e nos seguirá como uma sombra. (...) Esse é o ponto onde nós estamos – juntos da água, quase mortos de sede. Mas alguma coisa nos impede, porque nós não estamos saltando para dentro. Alguma coisa nos segura. O que é? É uma espécie de medo. Porque a margem é conhecida, é familiar e pular no rio é ir em direção ao desconhecido. (...) O medo sempre diz: “agarre-se àquilo que é familiar, ao que é conhecido”. (...)
E as nossas misérias são habituais. (...) Nós vivemos com elas por tanto tempo e nos agarramos a elas como se fosse um tesouro. O que nós temos conseguido com isso? Será que não podemos renunciar às nossas misérias? Já não vivemos o bastante com elas? Será que já não nos mutilaram demais? O que nós estamos esperando? (...)
Esse é o caso de todos nós. Ninguém nos está impedindo. Apenas o próprio reflexo entre nós e o nosso destino, entre nós como uma semente e nós como uma flor. Não há ninguém nos impedindo, criando qualquer obstáculo. Portanto, não continuemos a jogar a responsabilidade nos outros. Essa é uma forma de nos consolar. Deixemos de nos consolar, deixemos de ter autopiedade. Fiquemos atentos. Abramos os olhos.
Chuva que chove lá fora
Chuva que molha o chão
Humidade que não vai embora
Agua que trás o pão.
Chuva que desenlaça a terra
Que escorre pro mar
Que esconde e soterra
Agua que corre a andar.
Ó chuva que molhas e lavas
Chuva que entristece
Chuva que tudo agarras
Chuva que trazes a noite que esmorece.
Chuva com lagrimas
Agua desnutrida
Constróis obras-primas
Rios de água bem comprida.
Ó chuva que trazes o Natal
Chuva de inverno
Vais deixando infernal
Com a visão pro inferno.
Ó chuva de Domingo
Que me trazes a saudade
Ó chuva que vais construindo
O tempo que me deixa com ansiedade.
Ó derradeira chuva
Que me viste a crescer
E que agora me preparas a fuga
Antes que me faça mais sofrer.
De ti me vou despedindo
Desta chuva e da indústria
Me levas partindo
Para a minha terra, pra minha Pátria.
Ela é a dureza da rocha, a imensidão da água, o brilho do diamante e a luz no final do túnel, ela se descreve dessa forma por ser alguém incomparável, ela possui caráter forte e uma força jamais vista, ela já pensou em desistir diversas vezes, mas, jamais se deixou levar pelo desejo da desistência, ela sempre lutou, sacodiu a poeira e contornou os momentos difíceis.
De seus olhos só conseguimos ver o brilho, mas muitas vezes lágrimas já derramou, ela não se permite ser vencida e luta como ninguém jamais lutou.
Um amor com carinho plantado, e com a água da sinceridade regado, terá suas raízes bem fundas no coração...
ASSIM SÃO AS RAIZES DE UM AMOR
Marcial Salaverry
Um amor sinceramente nascido,
certamente foi intensamente vivido,
por raízes profundas ter criado,
desenvolvendo um sentir apaixonado...
Foi chegando insidioso,
deixando no coração um calor gostoso...
Veio assim, solto no vento,
um tão doce e forte sentimento...
Mesmo que não tenha sido pressentido,
predominou sobre todos os sentidos
trazendo para a vida doce e total felicidade...
Um amor bem plantado,
e com carinho cuidado,
dura por toda a eternidade...
Marcial Salaverry
Resiliência
É um termo oriundo da física ,refere a água ,quantas vezes ela é capaz de voltar ao seu estado natural.
Usada metaforicamente em contextos sociais e romantizado pelos poetas e poetisas.
Podemos ser quebrados em pedaços por várias e várias vezes ,chegar ao fundo do poço ,ficar descrente da vida ,mas a resiliência nos mostra como é capaz de darmos a volta por cima ,basta acreditar em si ,e não abaixar a cabeça ,o mundo é infinito e suas possibilidades também .
Sim, Esse Fui Eu...
Fui eu quem deixou as coisas acontecerem, a ponto tudo vir, por água a baixo.
Fui eu, quem acordava olhando o vazio, como se não tivesse espaço para acomodar os planos, os objetivos, as metas.
Fui eu, quem simplesmente amassei, joguei de lado o papel importante ao qual vc se submeteu.
Fui eu, quem fazia de conta, que não tinha a quem prestar conta do posto em que ocupei.
Fui eu quem deixou derramar o fluido que existia em seu coração.
Fui eu quem deixou a porta escancarada para eu mesmo sair.
Sou eu, sou eu que hoje não durmo bem, não como bem, não escolhi bem.
Sou eu quem agora, aflito, cansado, e sem ter nem no que pensar em relação ao meu futuro. Sem vc padeço.
Seria eu, o homem tão motivado, disposto a mudar algumas coisas?
Seria eu, a pessoa mais letal para mim mesmo?
Sim! A reposta é sim!
Fui eu mesmo quem deu o gole na dose de infelicidade, até me embriagar, até me entorpecer, até soluçar, até entrar em um transe, e sentir a ânsia de vomitar as palavras que eu te fiz ouvir.
Agora estou fadado a ter que passar noites sentindo a ressaca moral, a dor de cabeça é mais confortável que ficar sem vc .
O paladar não saboreia mais o mais doce das frutas, principalmente os seus lábios macios.
Os ouvidos não ouvem a sua voz delicada, suave e serena.
Meus dedos não tem mais o privilégio de tocar cada parte do seu corpo.
Meus pés já não caminham juntos aos seus, e nem em sua direção.
Minha alma vaga dentro de mim, me batendo, me chutando. Tudo isso porque a minha alma está com raiva, ódio de mim mesmo.
O brilho de um caminhar
Como uma planta sedenta acolhe a água da chuvaque cai aos seus pés, vamos fazer das lágrimas que rolamem nossos rostos, pedras preciosas
que brilham e iluminam nossos olhos.
Viveré aproveitar cada momento feliz, emcada sonho que surge todos os instantes da nossa estrada devemoscelebrar a vida em sua plenitude e,vivê-la sem medo.
Vamos entoar um hino em homenagem à luz, absorver seu brilho bebendo suas dádivas e,sorrindo sem remorso por ter tentado ser feliz.
De cada dor a possibilidade de um sorriso, de cada espinho a esperança de encontrar a flor.
A vida deve ser encarada como um presente que deve ser desfrutado, nuncacomo um fardo a ser carregado. Não tenha medo de amar todas as versões que fazem a composição da vida, portanto, não leve a vida de forma brusca, ninguém sairá vivo dela.
As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem porque avida é imprevisível e é isso que a torna incrível. Não podemos saber o que o futuro reserva, portanto, tudo é possível.
Agora podemos comemorar todos aqueles que compraram tíquetes pra ver meus tombos, hoje dou graças, meu espetáculo continuará tendo plateia.
Vamos usufruir da nossa felicidade,ela é de graça e só a nós pertence, assim,não vamos deixar que nos cobrem por ela.
Vamos sorrir sem medo de mostrar ao mundo quesomos felizes, não há pecado algum saber aproveitar os presentes queDeus nos dá todos os dias.
Viver... simplesmente viver e, um brinde à vida.
Foi um começo de tarde chuvoso
A cidade ficou debaixo de água.
A turma toda não sabia se sambava, ou saia correndo pra casa.
Foi uma mistura de muita alegria, um pouco de preocupação e tristeza.
Mas a garota bonita sambou a tarde inteira.
Mas a garota bonita passou muita alegria.
Foi um começo de tarde chuvoso.
O vento de frente ao meu rosto enquanto as gotículas de chuva caem na minha pele, sentindo a água gelada enquanto as pessoas correm para não se molhar, mas isso é impossível.
A angústia tomando conta do meu peito coração ficando apertado cada vez mais lágrimas agora estão se misturando com as gotas de chuva.
E um grito preso na minha garganta está preste a sair mas sinto alguém me abraçando por trás, o abraço caloroso um abraço de conforto, amor, sim amor, acabo me desabando deixando os sentimentos rolarem pois não tenho mais forças para guardar ...
ela olha seu reflexo na água
e não entende
ela já não entende mais nada
agora ela se vê de frente
vê os pensamentos,segredos,feridas
ela vai mergulhar no lago mas só terá ida
os gritos abafados estão perdidos no mar
a marca do sangue naquele lago
essa é sobre a menina que nunca soube amar
essa falta de amor fez um grande estrago
até hoje eu a procuro
procuro aquele sorriso sincero
e aquele coração que era tão aberto
aquele cheiro do perfume do boticário
mas parece que chegou o seu horário
ela nunca mais foi vista
mas hoje andando na cidade
eu ainda ouço a sua voz
caminho pensando naquela última risada
aquele ultimo sorriso
e o último choro
Há sempre algo a menos,
um vazio que não se preenche.
Cada esforço é inútil,
como água que escapa entre os dedos.
Tudo o que faço desmorona,
antes mesmo de ser concreto.
O que sinto é um eco distante,
de algo que nunca foi completo.
Caminho, mas não chego.
Falo, mas não sou ouvido.
Tudo que sou é metade,
um esboço, um rascunho esquecido.
No peito, uma constante falta,
um peso de existir sem razão.
E mesmo quando busco alento,
só encontro mais solidão.
Fora da curva
O mundo anda rápido
e nos cobra de imediato
as contas do supermercado
da água
da luz
(ainda assim
se vê a lua)
seria uma poesia
fora da curva?
Pede remédios
pede comida
pede clemência
(ainda assim
se encontram flores)
o filho da rua
perde a ilusão
ouve vozes
se sente invisível
talvez mantenha
a esperança, ou
será só a inocência
da solitária criança?
Chuva
Que hoje chova!
De dentro pra fora
Molhe sua alma
E cada pingo d'água seja um mergulho
Intensamente preparado para te recompor
Que o vento leve embora teu carnal
E deixe o que te faz bem
Que a água seja pura
E deixe ósculos prescritos em tua face
Que o amor alheio abra espaço
Ao amor próprio
E que derrame paz sobre você
A água limpa as feridas
O tempo também
Copacabana
Copacabana hoje você
Me fez sentir como criança
Pulei, e joguei e na água me desestressei
Em seus braços d’água me joguei
Minhas dores aliviei
Vi meus cabelos jogados
Feito uma trança
Me senti verdadeiramente criança
Nesse mar de amor d’água
Sorri de felicidade
Me afoguei de esperança
Voltei agora à São Paulo
Renovada para uma nova dança
Morrer é voltar
Da natureza tu viestes, um sopro, um ser,
Feito de pó, de água, de vida a florescer.
Das mãos da terra, moldado ao vento,
Ecoas a essência, leveza, e tempo.
Em tua jornada, a terra teus pés toca,
Caminhas por rios, florestas, e rocha.
Respires o ar, floresces no chão,
E dentro de ti, pulsa o coração.
Mas quando o tempo te chamar de volta,
O ciclo se fecha, a terra te solta.
Da natureza viestes, e para ela irás,
Como folhas caídas, no vento, em paz.
Na dança eterna, retornarás ao lar,
Feito de pó, de água, de brisa, de mar.
E assim como viestes, tu também voltarás,
No abraço da terra, teu repouso terás.
"O fariseu é uma espécie de neurótico que, preso num recipiente com a água na altura do pescoço – e subindo –, aponta o dedo para quem faz as coisas que ele não tem coragem de assumir como dever seu, porque está preso a formalidades e dos preceitos só consegue enxergar a letra, nunca o espírito.
Começa como um escrupuloso preocupado com a sua imagem e termina como um invejoso incurável.
Culpa as pessoas por fazerem o que ele não faz, razão pela qual jamais reconhece os benefícios de ordem prática que, para ele, advirão da ação delas.
O fariseu cedo ou tarde trai os seus benfeitores por vaidade, inveja ou avareza".
Bom dia!
Que possamos aprender com a sabedoria da água que desce a montanha. Em seu caminho, ela não desiste diante das dificuldades; nos trechos mais estreitos e tortuosos, aumenta sua velocidade. Quando encontra um obstáculo, busca alternativas. E, se não há outro caminho, enfrenta-o de frente, ganhando força e volume para superá-lo.
Assim como a água, sejamos persistentes, aprendendo que até nas quedas podemos produzir energia, renovando-nos para seguir adiante. Em sua jornada, a água encontra outros rios, unindo-se e ganhando ainda mais força para chegar ao destino final. Que em nossas vidas possamos fazer o mesmo: caminhar com Deus, valorizar as amizades e cultivar o respeito mútuo.
Que o dia de hoje nos inspire a superar os desafios, crescer nas adversidades e compartilhar nossa força com aqueles que caminham ao nosso lado. Vamos juntos, com fé, amor e determinação, rumo aos nossos propósitos!
UM MUNDO SEM COR
A água sem vida
O amor, a cura
Que sara tua ferida
Tudo é tão singular
Um afeto, um ser animal
E um poeta a escrever
Versos simples, para esquecer
O amor, quando se vai
Um recorda e se magoa
E esquece como era
E esquece como doía
Eu acordo todo dia
Queria que fosse minha
Aquela boa menina
Que imaginei um dia
Que imaginei um dia
E esse sonho já não era só meu
Se encontrou e se perdeu
E bebeu o próprio mel
O mel secou
E se reencontrou
No seu próprio amor
Tardinha de verão
Fui à fonte beber água
Matar a sede de vida e de conexão
Vi a natureza fazendo um ato de gratidão
Que lavou e levou a minha bacia de mágoas
A fonte de água cristalina iniciou a exibição
Um espetáculo sem ensaios nem projeto
Acontece no palco tendo o céu como teto.
No momento do dia que é só de fascinação
Não sei se tem algum maestro a dirigir
As mãos em concha sorvo água e me delicio
Fim de tarde de verão a hora que mais aprecio
Uma magnífica apresentação, parei para aplaudir
Não sei se cantam ou tocam, sei que é divino.
Agradecendo ao Criador com uma bela sinfonia
Uma orquestra de cigarras entoa sonora melodia
A vibração final é o voo de um colibri dançarino
Pela graça de receber esse afago que descortina
O marulhar da água fresca e pura da fonte
O sol que morre de mansinho no horizonte
A música que nana o dia que em paz culmina
Concluí que
Somos uma célula de um só corpo vibrante
Tudo é de todos e viver é cuidar e depender
Ser é um estar presente e pertencer
Que estamos por aqui sempre e durante
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