Texto sobre Água
Lembrança de Mãe
Era pura como a água
Que acalma a sede da alma.
Tinha o perfume da rosa
E um jeito leve que espalhava calma.
Brincava, sorria, me envolvia —
Era amor em forma de gente.
Carinhosa, presente,
Minha mãe, minha alegria.
Foi ela quem me deu o dom da vida,
Me guiou quando o mundo parecia escuro,
Ficou do meu lado nas quedas,
Fez do seu abraço o meu porto seguro.
Mas um dia… ela partiu.
Fechou os olhos e subiu,
Pra um lugar onde a dor não alcança,
Onde tudo é paz, luz e esperança.
Meu coração se partiu em silêncio,
Chorou noites inteiras de saudade.
Não nego — ainda dói.
Mas sua ausência também me traz verdade:
Ela vive em mim.
Na lembrança, no gesto, no olhar.
E eu sei, com toda a certeza do mundo,
Que um dia… vamos nos reencontrar.
O Amor Simples
Não é templo de mármore,
Nem soneto entalhado em ouro.
É a água clara no copo,
Quando a sede te corta o coração.
É a semente que não discute a terra,
Apenas abre mão de ser semente.
É a raiz que se faz escura e forte,
Para que o galho alcance o sol.
Não te pede versos, nem suspiros,
Nem joias de palavras raras.
Pedir-te-á as mãos vazias,
E o silêncio que sabe escutar o vento.
Será às vezes macio como a lã
Que envolve o frio dos teus ossos.
Outras vezes, áspero como a raiz
Que desfaz a pedra no caminho.
Não se mede em promessas altas,
Mas no pão repartido ao meio,
Na lenha recolhida no outono
Para o lume do inverno teu.
Quando vier, não trará coroas,
Nem vestes bordadas de desejo.
Virá descalço, como a chuva no chão seco,
E dirá apenas: "Eis-me aqui.
Sou a sombra que te segue,
E o vento que te chama para além."
Eu moro lá.
Sou filha da Mãe d'água,
nascida do recanto mineiro,
criada no cheiro de manga madura,
com o sol costurado na pele.
Lá, o tempo dança diferente,
com ginga de feira e reza de esquina.
É onde a saudade passa o café devagar
e o vento sussurra histórias antigas.
Eu levo no peito um pedaço de céu,
um cheiro de chuva quente na terra,
a risada que brota sem razão,
e o silêncio de quem sente demais.
O mundo me chama —
mas a alma resiste,
fica um tanto presa
nos pés descalços da infância,
na areia que não sai da memória.
Mas quem mora lá sabe:
a gente nunca sai por completo.
O coração fica — pendurado
numa rede qualquer de fim de tarde.
E quando me perguntarem de onde sou, vou dizer com um sorriso que entrega tudo:
"Eu moro lá... sou filha da Mãe d'água."
Quebrei-me em cacos e fiquei no pó, sedenta da água da vida que só Deus pode dar.
Peço que Ele me molde como barro, transformando-me em um vaso novo, delicadamente esculpido em suas mãos.
Em profunda busca interior,
procuro me conhecer verdadeiramente, encontrar o sentido e o propósito da minha existência.
Percebo que, por muito tempo,
me doei aos outros para evitar
olhar para minhas próprias dores,
para o meu verdadeiro eu.
Dentro de mim arde uma necessidade, não de religiosidade vazia, mas de espiritualidade viva,
que transcende a matéria e
me aprofunda em Cristo.
Recomeço
É verdade...
Uma hora, a água vai secar
E o leite esfriar, o moinho vai parar
O vento não vai soprar
A ferida vai sarar, os abraços vão se acabar.
Mas, uma hora, tudo isso vai passar
O coração palpitar, o leite esquentar
O vento vai voltar, os abraços, recomeçar
E a ferida?
Essa ninguém quer saber,
Deixa pra lá...
Uma hora, o que era importante
Nada mais será;
Uma hora, o seu beijo falta não fará
Um sorriso acabará, mas outro nascerá...
Uma hora, tudo cansa, você descansa
E, logo, tão novamente,
Cansará, mesmo cansado
Assim é o coração,
Ora cansa
Ora está apaixonado...
Sou o fogo que arde em teu ser
Sou água que mata tua sede
O castigo da tua presunção
As espada caudal sem razão
Sou a torre mais alta de fel
As estrelas lá do cão maior
O alpendre da anunciação
Um papado de um bispo só
Sou o ar que repiras na dor
O calor que ressoa no ar
Uma flor que insiste em florar
E o vento que não quer soprar
Sou reflexo de lua no mar
Infinito e eterno esplendor
Dia quente em puro calor
Um deserto de ilhas sem fim
Sou uma ilha deserta em mim
Uma história feliz sem amor
Um amor infeliz a durar
A tristeza do riso sem fim
A pintura de um riso sem cor
Um inverno trovejando em si
Dialeto latino ou tupí
Sou um peito repleto de amor
"Assim também na corrida cristã temos a preciosa águapara matar a nossa sede, a saber, o Espírito Santo. Aolongo da nossa jornada cristã o Espírito vem como águarevigorar nossas energias no ajudando a estar conectados
continualmente a Cristo. Operando do início ao fim noprocesso de santificação nos convencendo do pecado." Justificação para Principiantes, pag. 173.
LEMBRANÇAS DE CRIANÇA
Autora: Lourdes Duarte
Olhando a água transparente riacho,
Lembro-me dos banhos quando criança
Sem medo da poluição aproveitava
O encanto que a natureza proporcionava.
Brincadeiras de criança, eu e minha manas
Brincávamos de princesas, num barco a vela
Mesmo em águas rasas de um riacho, sentíamos
O balançar das ondas e o soprar dos ventos.
No riacho de águas claras se via os peixinhos,
E as princesas gritavam, tubarões a vista!
Tudo fantasia, fruto dos livros que líamos
Ou das histórias que a mamãe contava.
Quem dera que aqueles tempos voltassem
Em que o riacho as vezes era o tobogã
Ao deslizarmos nas corredeiras, de águas claras
Enquanto a mamãe gritava, meninas!
Hora de voltar para casa!
A FORMA DA ÁGUA
Frenética demoníaca obscena
criatura presa secretamente
vida experimental aquática
descoberta por zeladora atenta
encanta-se em aventura fantástica.
Um corpo devasso pelo fogo clama
de animal em pecado então dormente
que solta do lábio misteriosa lama
macabro apraz donzela silente
o pelo na pele fêmea goteja regozijo.
Assassinada por revelar a criatura
pelo ser amado é revivida ao mar
e seguem na forma da água impura.
(Bia Pardini)
Observando do topo de uma cachoeira a queda da água consegui observar com clareza o seu momento de impacto e seu escoamento em direção a muitas rochas, galhos de árvores, lugares um pouco elevados e outros profundos. E cada um destes caminhos por onde ela corria se enchia o suficiente de forma proporcional e precisa.
E segui aquele percurso aonde meus olhos conseguiram acompanhar até que se perderam entre as árvores e as montanhas.
Assim é quando temos fé em Deus, conseguimos enxergar muitas coisas do lugar certo e de maneira certa. Nossa visão não apenas tem a precisão de detalhes do percurso que a sua vida esta tomando. Consegue também ter a sensibilidade de saber que cada obstáculo em sua trajetória ainda que possam parecer limitadas e te impedir que continue, não conseguirá, porque seu destino foi traçado e escrito pelo autor da vida.
Vejo aqui como nossa insignificância é gritante diante daquele que criou tudo e todas as coisas para nossas vidas, porque até para que eu me aperfeiçoe seja em qual área for dependo da sua permissão e Bênção para concluir e exercer com perfeição no lugar que sempre sonhei estar.
E como estas águas que desde queda do alto desta montanha e se tornou uma cachoeira e ao tocar o solo virou um lago e quando encheu escorreu se transformando em um rio até seu lugar final. Mesmo em todo seu percurso desde o nascimento até sua primeira queda conseguimos enxergar que às vezes é necessário cair, sair do topo para que em sua queda você possa produzir vida e beleza a sua volta.
Então não olhe seu início, não olhe o caminho, mas sim olhe lá para o final, aonde quem te chamou a existência, antes mesmo de você estar no ventre de sua mãe, por te conhecer e ter visto em você o que não há em Ninguém.
Ricardo Baeta.
"Sofrimento"
Essa merda de ódio
me faz caminhar na chuva
sem sentir uma gota de água
sem ouvir o vento gélido
que pelo meu ouvido passa
me faz sentar na relva
molhada por águas passadas
sem pensar em nada
sem perceber
que a minha alma
vazia estava.
E sem entender o que comigo se passava
deixei o momento se prender ao tempo
enquanto minhas lágrimas
dançavam livres
com a tempestade
que é o sofrimento.
IDEIAS
I
Se uma pedra levitar
E do coração sair sangue
E se da pedra sair água
E sobre água nascer um lago
de sangue e água.
II
E os olhos brilham
A boca treme de desejo
O corpo geme de vontade
Os gritos
O silencio.
III
Sobre o trigo
E o sol
As pedras se levitam.
-
Jamil Cioffi Siqueira
23 de dezembro de 2013.
Longe de mim ,tão perto de você..
Droga esses meus olhos cheios d´agua
E tua tristeza era tão doce
Que transparecia e eu podia ver
E agora quanto mais me afasto
Desse bem que me faz mal
Me afasto de mim mesmo
Me aproximo de teu ser
E me esquecia para lembrar depois
Que cada vez que seus olhos choravam
Eram os meus que se molhavam
Longe de mim ,tão perto de você
Já não me bastava apenas o seu corpo
Eu queria sua alma e todo o seu universo
Mergulhar no teu ser já cansado de esperar
Cada labirinto proibido segredo do seu intimo
No centro de seu ser ,deixe o meu viver
Joaquim Quintino Aires e a tvi…
Mais uma vez estais a meter água;
como aquando tratasteis os do NORTE;
por gente fraca ou em cultura não forte;
coisa que em nós deixou, pois, muita mágoa!!!
Agora ao despedirdes BOM Quintino;
sem tal, ter referido algo de mal;
contra a boa malta homossexual;
estais a porta-vos, como o asinino!
Asinino, que como já citado;
vos obrigou a vir-nos pedir desculpa;
por esse GRANDE erro em nós tão presente…
Cuidai-vos, e afastai é essa gente;
que não atinge, que um MAU culpar, sem culpa;
nem com desculpa, irá ser REPARADO!!!
Lamento QUINTINO que nem conheço;
Alentejano e querido no NORTE;
pois sempre em TI, vi homem, BOM, JUSTO e FORTE;
daí cá TE dedico este meu APREÇO.
Contigo e por ti, brioso psicólogo e SER humano;
Obs. Se eles reconsiderarem, desculpa-os como nós; [os tais por eles certo dia acusados, de fracos e analfabetos por gentes do norte] os “já” desculpamos.
Brota teu vento em tua luz ,
Nesse céu azul sem cruz,
Brota tua falta de água a tua raiz,
Cruza tua lua a teu brilho amarelo ,
Escrevo e escrevo de baixo de te
Uma poesia com a estrada sem fim,
Escrevo e escrevo de baixo de te
O poema chamando alim !
Há que falta tem a esperança
Do amor sem infinitamente sem fim,
Que falta tem o coração
Do sonho da razão ...
Em me queimar a luz do sol,
Queimar o tempo , queimar meu uso
Apenas só relato dos idiotas
Só apenas uma árvore qualquer
Antiga Rima
Rosas são vermelhas
O Céu é bem azul
Mesmo com eu aqui
O mundo só em água
Só se desaba.
Nesse começo clichê
Eu nem ganhei cachê
Não entendo o porquê
Mas aceito por ser
Alguém de se esquecer
Da humanidade que vim a ter
Mesmo sem merecer
Um monstro deve viver
Será mesmo ?
Será que devo ver ?
O futuro devo ter ?
Penso e reflito sobre o que
O que mereço
O que não mereço
Sempre tendo
Em mente
O mesmo discurso
Com o ódio em curso
Pode ser errado, sei
Mas um monstro
Pode ser rei ?
Deveria entender
Mas não quero estender
Fui baleado na chuva
E devo esquecer
De tudo que fiz
Por que assim
Poderei te ver
De novo nos iremos ser
Uma dupla diferente
Velho amigo
Continue crente nessa ideia
Mesmo sem ceia
Eu estarei contigo
Me abrace
Me leve contigo Amigo.
Se o atlântico falasse,
revelasse os colonos mortos no tempo,
veríamos as vidas lançadas na água mortal
pelos diogos invasivos e cães exploradores.
Se o atlântico falasse,
lutaria com os invasores,
os filhos da pátria se uniriam,
e eu, armado aos dentes,
mancharia a poeira com sangue,
atiraria, mataria.
Amarrem-me, matem-me se quiserem,
porque por Angola eu morreria,
se o atlântico falasse.
Ora que vence a miséria
Um copo de água, uma cartela de ovo, não aceito a miséria oro o renovo, a escassez em todas as vias, por onde andas oh meus passos encontra barreiras, uma história constrangedora, o inimigo quer triunfar de qualquer maneira, se aplacou na minha vida, impondo a sujeira, não mais limito a clamar, chamar, e estar em harmonia, em sintonia com o coração de Deus e o meu como altar, suplico e oro mesmo, invoco e humilho me, mediante as grandezas desse Deus, não é possível que minha vida continue desmontada, tanto profissional, conjugal, sentimental, espiritual.
Penso que não estou criando ponte de ingratidão, nem tão pouco a ser advogado de problemas, mas de fato o inimigo persegue e existe como eu, muitos e muitos dentro de dilema.
Senhor pai, confesso e repito, minha necessidade do teu Espírito, do teu vigor, poder e sabedoria, ao nome de Jesus, reflito assim para que eu entenda e possa glorificar primeiramente teu nome através de minha vida, assim seja pegado no colo a quem anseia teus braços.
Giovane Silva Santos
Por mais forte
que seja a rocha, a dor da solidão a destrói. Mesmo a água sendo vida e
que com ela traga vidas, quando onda não tem nenhuma consideração.
Além de bater no rochedo diuturnamente, não é capaz de em um único momento de mansidão, dar um beijo carinhoso ou uma simples lambida na rocha.
A rocha, solitária, sofrida e sem afeto, não tem como não ser dura.
Oh pobre e triste rocha.
A criação divina
Feito terra, água e a ser habitada.
Luz radiante, o homem semelhante.
Os céus radiante.
Estrelas, sol retumbante.
A criação amada.
Veio o paraíso sedutor.
Onde o pecado veio e habitou.
Através da desobediência.
Hoje pagamos penitência.
Satanás celebrou.
Caiu Lúcifer do céus.
A terra abalada.
O mau na estrada.
A sociedade com gosto de fel.
Hoje são guerras e batalhas.
Figurada e literalmente.
O pecado que o homem guarda na mente.
Um enxame de fornalhas.
Porém nas mãos do senhor está o controle.
Palavras e profecias a se cumprir.
Nada escapará por aqui.
Uma esperança pela vida eterna.
A salvação.
O diabo aprisionado.
Aquele mundo lesionado.
Venha a ser purificado.
Como é belo a criação.
Não se calcula a dimensão.
Deus poderoso.
Santo, santo.
Salve minha nação.
Giovane Silva Santos
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