Texto para um Bebe

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Que o Espirito Santo, lhe proporcione um santo e rico descaso de forças renovadas de forma sobrenatural; "Descansa no Senhor, e espera nele" Sl 37:7.

Na MSN de ontem, abordei sobre a constante reclamação de “falta de tempo”. Equitativamente, vemos as pessoas acusarem o cansaço. Cansaço físico por causa da vida corrida e de tantos afazeres; Sofremos por antecipação, murmuramos desnecessariamente simplesmente porque não aprendemos a descansar no Senhor. Ele sempre esteve ao nosso lado para abençoar e para nos dar a Sua paz. “Ele fortalece ao cansado e dá grande vigor ao que está sem forças. Até os jovens se cansam ...; mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam bem alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.” Is 40:29-31
Mesmos os mais fortes não são maquinas; “Mais do que máquinas precisamos de humanidade. Mais do que inteligência precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes a vida será de violência e tudo estará perdido.” C Chaplin.
Nutra o lado humano, não queira carregar ou resolver todos os problemas, contanto somente com suas forças. Confie em Deus. Apegue-se a Ele. Conte com Ele para organizar melhor e ser mais eficiente. Você pode ser jovem ou até muito idoso, não importa. A força que vem de Deus é sobrenatural e inigualável.
Tenha um dia de descanso e paz na presença do Senhor Jesus.

Inserida por FCNOBREGA

Cada um de nós tem um trabalho a cumprir. Talvez tenhas perdido algo ou alguém. Talvez estejas com dificuldades ou doente ou tenhas recebido um duro golpe. Seja qual for a tua experiência.

Tenha orgulho de ser como você é! Sinta-se afortunado de poder estar aqui. As experiências que viveu são importantes, muito importantes para torná-lo um ser humano melhor e evoluído! Agradeça a DEUS por isso! Mas agradeça mais ainda pela vida que tens. Faça do seu tempo enquanto estiver vivo. Fazer o bem pra você as pessoas ao seu redor; E por fim vida a vida sem reservas e seja feliz...

Inserida por joh_borba

RETIRANTE DO NORDESTE (O MATUTO)

EU SOU UM RETIRANTE DO NORDESTE...
NO SUL, EU SOU MAIS UM "CABRA DA PESTE"...
NO MEIO DESTE POVO...VIVO NO ANONIMATO...
EU SOU MATUTO... EU SOU "BICHO DO MATO"

O MATUTO SABE COISA,
SEM DIPLOMA DO SABER....
O MATUTO SABE COISA ...
É BOM COM ELE APRENDER!

O REMÉDIO EXTRAI DA TERRA...
NÃO DISPENSA A SUA CRENÇA
TIRA DO MATO A SUA ERVA...
DELA A CURA DA DOENÇA...

VÊ NA TERRA ESSE HOMEM
NO TRABALHO, A ESPERANÇA!
DE NÃO VER MORRER DE FOME...
UM PAI, MÃE E NOSSAS CRIANÇAS...

E DEPOIS DE TANTA PROSA...SEU MATUTO
O QUE MAIS TEM PRA ME DIZER?

MEU SENHOR O CALO DÓI...É SINAL QUE VAI CHOVER
MEU SENHOR O CALO DÓI...É SINAL QUE VAI CHOVER

CONHEÇO TODA A NATUREZA....
FEITO A PALMA DESSA MÃO!
ISSO ME DÁ TODA CERTEZA...
... TER NA MESA NOSSO PÃO....

MEU SENHOR...VOU TE DIZER
"NEM TE CONTO A MINHA DOR"
TÔ LONGE DO MEU BEM QUERER...SE QUER SABER (!?)
TAMBÉM SOFRO DE AMOR...

QUERO VOLTAR PRA MINHA TERRA.
TENHO PRESSA DE VOLTAR
QUERO VOLTAR PRA MINHA TERRA
LÁ QUE É O MEU LUGAR...
(SirpaulTavares).

Inserida por SirpaulTavares

LAPSO DE MEMÓRIA

Disseram-me, que éramos um casal harmonioso e feliz,...Perfeito.

Até não me lembrar mais onde estava, de onde vim,para onde ia...O que era e o que fui.

Mesmo esforçando-me, vendo meu bem por aí, não o reconheceria.

Se o que sinto e ouço, for verdade, tenho que voltar pelo descaminho que tomei.E recomeçar.

Sigo sem entender o motivo do nosso elo perdido. - Sendo real o que vivo.

Há relatos de rompimento da minha afetividade amorosa; mas nem sei se já amei ou se fui amado em algum instante.

Muito menos das razões que me levaram a esse rumo descabido,solitário, e errante de viver.

E, muito menos ainda de ter vivido tanto tempo ausente de mim mesmo; a ermo, e sem a consciência dessa verdade.

Não me lembro de nada que vivi num passado recente ou remoto.

Ouvindo tais relatos ainda acho que preciso sonhar com essa linda paixão. Que esqueci em algum lugar. Não tenho culpa. Não depende de mim, o que está me acontecendo.

Pelo visto, não adianta saber o que me acontece... Não há explicação.

Está tudo muito confuso na minha cabeça. Parece que meus neurônios desconectaram-se de vez.

Meu raciocínio vive ausente de uma realidade lógica.Numa alucinógena confusão mental.

Em meu consciente e subconsciente não há vestígios do que realmente acontecera com relação, eu e ela. E ao meu desvario; se é que aconteceu uma coisa e outra.

Quando, relembram-me, dos seus trejeitos, traços físicos, seu modo de vida,... endereço. Nada disso reportam-me a esse momento lindo que dizem que vivemos juntos.

Não há mesmo, nenhum sinal de registros nosso, vivido em algum momento; em nenhum dos meus arquivos pessoais e internos.

Tento saber o que acontecera realmente, insistindo com minha parca memória, para entender sobre essa nossa história de amor, nada obtenho; nada entendo e nada vem a minha mente.

Restaram apenas alguns dizeres fragmentados, salvos em nuvens:

“Não existe nenhum arquivo salvo, em plataforma alguma; desculpa o transtorno que isso lhe venha causar, mas, não há como visualizar, no momento, textos, imagens ou cenários que retratam uma relação de vocês dois: bonita,perfeita e saudável... como ouvistes de terceiros. Não insista!...”

Nesse instante o pânico devasta ainda mais meus hemisférios cinzentos... Introspectivo, retiro-me da minha presença. Delirando,saio falando sozinho e pensando mil coisas, sem chegar a uma conclusão plausível.

E, continuo andando e sofrendo pelo caminho de minhas vãs conjecturas, sem chegar a um norte desejado.

(31.01.81)

Inserida por NemilsonVdeMoraes

Carta

São apenas quatro letras
Mas com um significado incrivelmente grande.
São apenas palavras ditas pela sua boca que nunca se cala.
E... eu apenas me iludo com tamanha beleza; a delicadeza de sua pele ...é... tão linda e macia como a neve.
Sempre procurei dentro de ti um pequeno pedaço do meu coração.
Se já sentiu algo por mim ou se quer passou pela sua cabeça tal sentimento ficaria feliz em ter essa ilusão por mais tempo.
É tão grande esse amor... que... chega até dar medo de ama-la.
Escrevo - lhe está carta com lágrimas que nunca soltei por ninguém.
Queria tanto que tudo desce certo novamente.
Queria ver todos aqueles sorrisos alegres; todos os momentos de felicidades.
Queria ver cada segundo novamente mesmo que por pouco tempo.
Queria te amar beijar por toda vida... mas sei que não será mais possível.
Queria que nossos momentos de angústia que nossas dores, perdas… eu… eu só queira que fosse tudo diferente pelo menos uma única vez um único dia talvez poderíamos ser uma só pessoa.
Seja feliz por mim e por você ...e... não me procures mais.
Adeus

Inserida por igor_vieira_1

Hoje me sentei e conversei comigo mesmo. Não, não estou ficando louco, apenas precisava de um momento a sós comigo mesmo. Precisava rever minhas atitudes, minhas prioridades, meus objetivos, minhas companhias.

Conversando comigo mesmo aprendi que o problema da minha vida não está nos outros, e sim em mim. Eu sou o causador da minha dor, da minha angustia, meu medo, da minha ansiedade e das minhas fraquezas. Descobri também que somente eu posso dar um rumo diferente para minha vida e somente eu sou capaz de fazer a diferença.

Eu sinceramente pensei que eu fosse uma boa pessoa, e sou, porém, para os outros e não para mim, coloco pessoas em minha como prioridade e muitas vezes são pessoas que jamais moveriam um centímetro de lugar para fazer algo por mim. Tenho que priorizar minha felicidade e fazer feliz somente quem eu vejo que tem importância em minha vida.

As vezes o único conselho de que precisamos está em nossa consciência e nela encontramos uma saída para nossos problemas, sejam eles de qual espécie for.

Inserida por Acson123

Eu sou seu e você é minha...

Um deste dias me deparei com a seguinte frase doce e impactante.
Eu sou seu e você é minha
Na hora fiquei sem chão
De certa forma me balançou
Era como se tivesse alguém
que passaria muito tempo comigo
Querendo que fizesse parte da sua vida
Tive medo, amei e me emocionei
A duvidas que me envolveu de momento,
mas mesmo com tanto medo sei
que sou dele e sei que ele é meu.
Shirlei Miriam de Souza

Inserida por Shirleimiriam

Barco de papel

E então descobri
Que é assim a vida
Um barco de papel
Velejando pela eternidade...

Ela pode ser leve
Se permitir-se sentir o vento
Pode ela ser densa
Se você não compreender o valor do tempo

Pode ela ser dança
Descompassada pela maré da existência
Ela pode ser criança
Se vivida com pureza e inocência

Com elas, posso ser livre
Sem elas posso estar amargo
Só não me tire das águas da vida
Pois então estarei farto

Pois se o mar é minha morte
Eu aceito como quem sabe
Que no meu barco de papel
Está escrita a história que me cabe

Inserida por LucasMarcelli

O POETA

O poeta
É um mago ator
Tira de sua maleta
Trilhas de dor e amor
Encenando com a caneta
Atos com cheiro e sabor
Da criação
Para o ledor,
espectador...
Assim, nesta atuação
Dum eterno amador
Desfia fantasia da imaginação...
Em cenas, como autor.

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A cultura de um País é seu bem mais valioso.

Os últimos episódios envolvendo acidentes com viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal e o trágico óbito no local de um valente guerreiro e herói que, em ato de amor à profissão, prestava seus serviços à comunidade e que mesmo assim foi humilhado, esculachado e denegrido pela população e imprensa local, me trazem uma pequena e triste reflexão: Estamos vendo nascer uma parcela de um povo anárquico, onde as leis não são para eles, uma parcela sem cultura, sem patriotismo, sem amor ao próximo e sem respeito à qualquer coisa. Um povo que está criando a cultura do oposto, de defender o errado, de achar bonito o bandido, que adora ser tachado de vítima, um povo cheios de melindres e direitos umbigais, um povo que cultua o vitimismo e o antagonismo à moralidade, civilidade e bondade.

Ver cidadãos comemorando a morte de uma pessoa que deu a vida para que outros vivessem é muito triste. Ver e ouvir e ver a repercussão nos noticiários que a reunião, em razão da dor, de amigos e colegas de profissão em torno de um dos seus que tombou é algo desnecessário, fútil e corporativista é realmente algo que dói, machuca de verdade. A forças de segurança são tão odiadas assim? Servidores públicos que, sob juramento, se orgulham de proteger e salvar vidas, são tão fúteis assim? Parece que todos querem nos ver mal, mortos, humilhados. Parece que estamos fazendo algo errado. Parece mesmo que estamos num circo onde toda a platéia espera nossa queda do picadeiro, nissa vergonha, nossa morte, para poderem gargalhar, aplaudir e fazerem valer o ingresso.

A mesma parcela que reclama que demoramos pra chegar em uma ocorrência é a mesma que reclama que compramos viaturas mais rápidas. A mesma parcela que odeia blitzes é aquela que grita ao mundo que não vê polícia na rua. Os mesmos que dizem que não vêem polícia por aí, acham um abuso não pagarmos passagem no transporte coletivo. Os mesmos que acham que não podemos parar para um lanche, dizem que nunca viram um PM no comércio local Fotografam se estamos no telefone, filmam se estamos comendo, riem de nossas barrigas (já somos velhos gente), humilham nossos filhos nas escolas, caçoam da profissão que escolhemos e procuram todos as formas de nos denegrir. Somos chamados de burros à bandidos, mas quando a necessidade vem, na hora do apuro é o 190 e 193 que têm decorado em mente pra ligar em caso de socorro. Pra essa parcela trabalhamos com mais afinco ainda, para. mostrar que somos acima de tudo pessoas de bem, que querem o bem e que só praticam o bem.

Mas não desanimamos, fortes ficamos com as críticas, nos encorajamos com as vaias e oramos por ter alguém no meio desse coletivo que nos odeia, que nos estenda a mão e que nos presenteie com um sorriso e um obrigado ao final de cada missão concluída. Isso de uma pessoa vale muito mais que à critica de milhares.

Uma nação comprometida financeiramente tem conserto. Uma nação comprometida com a saúde, dá pra consertar. Problemas na educação, podemos com muita trabalho e dedicação remediar. Mas, um povo sem cultura e sem patriotismo está fadado a derrota, está na iminência do domínio da maldade e da imoralidade.

Se não fossem a religião e as leis com todos os seus agentes, qualquer povo já estaria extinto, pois por aqui parece que torcem pela morte daqueles que dão suas vidas para defendê-los.

Que Deus olhe e interceda por nos, que estamos aqui na terra para olhar, interceder, proteger e morrer por vocês.

Um salve aos Guerreiros e Guerreiras!

Inserida por CleonioDourado

A Corda e a Árvore

Dia comum no passado nasce mais um ser humano planejado nos braços dos pais enrolado no macacão vermelho, criado com muito amor da primeira palavra ao passo de seus pais ele quer ser um espelho
Primeiros passos aprendidos junto com alguns tombos logo ele é amparado, quando aprendeu a falar seus pais para o futuro tinha que o deixar preparado

Em seu primeiro dia na escola ele chorava com medo de nunca mais ver seus pais, mas logo estaria feliz e não precisaria se preocupar mais
Os anos se passavam e ele era o melhor da sua turma nas provas nunca ficou no vermelho, ele reforçava falando que de seus pais é um espelho
Nas festas escolar de dia dos pais ele era bom cantando uma canção que dizia com gestos coreografados que tinha um real amor incondicional, ele era aplaudido com lagrimas no final

As coisas foram mudando quando na adolescência ele entrou as palavras de amor foram secando como uma poça de água no calor, quando sua mãe o abraçava em público ele dizia não faça isso por favor
Seu mundo era seu quarto trancado tentando compreender quem era mesmo sem se entender, ficar em paz ele queria poder

As emoções foram chegando mais perto e ele mudou quando conheceu uma garota que faria presença em sua vida, ele encontrou o primeiro amor temporário de sua vida aproveitando sem saber a hora da partida
Beijos que pegam fogo eles teriam sua primeira experiência na escuridão da noite e no silêncio de não acordar ninguém, aquela noite brigava com o relógio para parar os minutos também
As emoções foram longe e um tempo depois a partida chegou e sem dizer tchau ela partiu sem destino seu destino talvez seria outra pessoa, segurando com as mãos um coração despedaçado sua mãe seria a única que não o deixaria a toa

Mas o tempo passa e lava as coisas sujas renovando a esperança, mas havia chegado o dia do passaro ter seu vôo solo ele estava de mudança
Abraços de despedida em seus pais ele estava partindo para seu próprio ninho com sua nova amada, tudo perfeito no começo mas com o tempo as emoções ficam atadas
O emprego o deixava stressado tanto que com sua esposa ele dormia virado, mas o pouco amor encheu a barriga dela e um descendente chegaria mais tarde para as emoções acalmarem, talvez tudo se renova quando seu filho o amarem

Mas o tempo passa rápido eos primeiros fios brancos apareciam para mostrar que um sabio ele estava se tornando, sua familia viu crescendo e decisões seus filhos tomando
Alguns problemas aparecendo sem pedir pra entrar alguns financeiros e outros de saúde, ele orava de joelho pedindo que Deus o ajude
Com o tempo sua esposa se foi mas dessa vez o destino a levou para o descanso eterno, a família foi se despedaçando quando seus filhos não mostravam amor paterno

A última fase sempre é a mais difícil porque suas forças já está se acabando, em um lindo campo ele ia caminhando
O crepúsculo ajudava a desenhar o cenário e ele caminhou até aquela árvore de sua infância, se aproximando cada vez mais enquanto lembrava quando ali ia com seu pai, as melhores lembranças que da memória nunca sai
Mas o presente não estava sendo tão bom assim, por vez ele até pensava no fim
Então na árvore ele amarrou uma ponta da corda. . E na outra ele amarrou um pneu e balançou como se seu pai ainda o empurrasse, talvez por um dia ele se sentiu feliz como se todos o apoiassem
A Corda Ea Árvore

Inserida por AdrianoLopes1

Veja só mais um ser humano chorando nessa louca pressão criada e alimentada por nós mesmos, somos idiotas quando procuramos problemas e mais ainda quando eles acabam com nos como sabemos
A pergunta não é pra onde estamos caminhando e sim por onde cada um vai, todos amam ser individuais quando cedo de casa sai
Oque aconteceu com os bons tempos onde todos expressam sua gratidão? Hoje em dia tudo que vejo são pessoas olhando pro chão querendo te por no chão ao mesmo tempo tudo isso estampado em um olhar de ingratidão

Vejo pessoas sofrendo de solidão separadas por paredes as vezes de concreto e as vezes por paredes imaginárias, pessoas lutando para ser primárias quando na verdade na vida de alguém é secundária

Inserida por AdrianoLopes1

não merece um adeus
não merece minha palavras,
sendo sensatas até o amanhecer
estão todas mortas pois são dizeres
nunca quis ouvi ou mereci
porque somente desejei te amar
que a dor nem a morte parece
ser um doce remédio,
que se dilui num copo de veneno...
por suas mentiras quem sois
alem de uma foto
de uma pessoa que digita...
embora tudo seja ilusão...
dias se passam e anos apresentam se
diante do preludio do por-do-sol te amo
ao que o amor se presume
nesse resumo desejo um sonho.
nas falhas do destino pergunto me
me morda sinta o sabor da minha carne
no caos da minha mente...
paradigmas florescem
pois bem qual sou este sentimento vazio,
nos ares de um amanhã
o fel amargo que se desfez num beijo sonhado
bem mais que o quer o viver,
sobre as sombras meu querer,
por aonde esteve nessa vida...
esquecimento pois o que pensei sempre se foi
nas profundas musicas da alma.
perdido em teus amores, minha paixão...
desnuda para o caos da minha mente,
sem paz ou sossego amor que tanto lhe quero.
sois a felicidade a angustia e está dor
que consome momento a momento
até que ninguém mais ouça o silencio
de meus olhos nessa escuridão te amo.

Inserida por celsonadilo

FILAMENTOS DE UM PÔR-DO-SOL ANDRÓGINO (*)
Admirava-o. Não perdi a admiração. Acredito que ela tenha aumentado. O bizarro, é que nunca cheguei a pensar como tudo havia acontecido. Eu era, testemunha ocular de um gesto que o personalizou, ainda que não tenha tido a intenção, seu trabalho bastaria, como bastou. Entre os estandartes da demência e da genialidade, fez-se eterno.
O vermelho deslizava-lhe pelo pescoço, avolumando pequenas poças, coágulos, gosmas, querubins malditos, formas mortas, abortos, abutres, assentados nos pêlos da sua barba. Seu olhar fixo, sem nenhum tremor, como se nada acontecesse, e não fora ele o autor, intérprete, diretor, cenário e palco do monólogo vermelho. A colcha que cobria a cama ganhava nova coloração e forma, pintura primitiva, esvaindo-se das minas da carne, viscosa e quente, contrastando à indiferença do seu olhar, parede e alcova, da emoção. O corpo demonstrando declínio ante a dor não exposta e fraqueza natural, quedou-se devagarzinho, de encontro à cama.
O instrumento cúmplice, banhado de vermelho, parecia um bumerangue aborígene, pássaro apocalíptico da trilogia da negligência. Nós éramos mórbidos epigramas do triângulo em gestação. Cortado pelo gélido pincel, foi-lhe a carne dividida, lembrando o pão da santa ceia, às avessas.
Ela estava arrancada dele, definitivamente separados. Não fiz nada. Senti que não deveria interferir. No entanto, não poderia abandonar aquele momento trágico e sedutor, sem pegar um souvenir.
Quanto tempo sonhei com aquela tarde no Louvre. Lá estava eu, entre dezenas de grandes mestres, todos fascinantes com seus estilos, e rupturas que marcaram época, contudo, queria encontrá-lo, devorá-lo ao vivo, longe das reproduções e slides, que durante anos foram companheiros nas salas de aula. Somente ele, nenhum outro, de tal forma, conseguia desequilibrar-me, colocando-me à deriva emocional. Diante da sua arte, caminhava entre as plantações de trigo, girassóis e moinhos. Nessa viagem, frenesi de quem parte sem ausentar-se, somente retornava a mim mesmo, quando os alunos em coro, chamavam-me.
Andando pelos corredores do Louvre, escarnavam-me o olhar babando as gosmas saborosas das retinas, Delaroche, Velasquez, Picasso, Gaugain, Renoir, Monet, que me provocou compreensível – breve – parada. Ele, de certa forma, bordava as lantejoulas do meu frenesi. Continuei a busca, com a certeza da sua proximidade. Subitamente, como se algo, chamasse-me a atenção, tocando-me às costas, virei-me, e o paraíso descerrou as cortinas – a luz amarela – estrela vésper da sua pintura, mergulhava na umidez vermelha dos meus olhos.
Ignorando as pessoas em volta, perdendo com mais intensidade a noção do tempo, ao êxtase tântrico pictórico, minha alma alada, já não era alma. Era um arco-íris pousando no útero da tela, onde fiquei, até que uma voz – sempre elas – trouxe-me de volta para o outro lado – a terceira margem do rio do tempo – ao insistir que estava na hora de fechar o museu.
Saindo do Louvre, meus olhos garimpavam o transe. Na indiscreta verticalidade do abismo, encontrei o metal cortante. Minhas náufragas, suadas digitais, revelaram a dissimulada atração. Ao guardá-lo, no bolso esquerdo da jaqueta, forte era a sensação de Ícaro, cujas asas a monotonia, não mais haveria de derreter. No balanço do meu andar, o metal batia e voltava sobre meu coração, como chibatadas, açoitando a dolorida ansiedade.
A uma quadra do hotel, resolvi parar num café, escolhendo uma mesa na calçada. Após a primeira taça de vinho tinto seco, vejo-me novamente em seu quarto. Ele com o instrumento em riste, no topo da orelha, não ousava dizer absolutamente nada. Quedou silente. Os músculos de sua face e seus olhos eram os mesmos bailarinos paralíticos, completando a alegoria do hiato, antecedendo ao gesto. Sua mão, única expressão de vida, desceu num frêmito impulso guilhotinador. Um desejo irremovível de amputar. Em queda, as gotas de sangue eram filamentos de um pôr-do-sol andrógino.
Sentado no café, o garçom perguntava-me se queria outra garrafa. Pedi a conta, ao mesmo tempo em que apalpava os bolsos da jaqueta.
Chegando ao hotel, peguei a chave, tomei o elevador. Dentro do apartamento, ouvi o farfalhar das asas de dois pássaros vermelhos, fui ao lavabo, postei-me frente ao espelho, retirando, primeiro do bolso esquerdo da jaqueta, o dócil e inofensivo cortante metal. Depois foi a vez do souvenir. Ao empunhar o metal sobre minha orelha, no canto esquerdo superior do espelho, Van Gogh, observava-me passivamente. No mármore do banheiro, a orelha de Van Gogh, já não estava sozinha.
(*) EUGENIO SANTANA é Jornalista, Escritor, Ensaísta, Biógrafo e Redator publicitário. Pertence à UBE - União Brasileira de Escritores. Colaborador da ADESG, AMORC e do Greenpeace. Autor de nove livros publicados. Gestor e fundador da Hórus/9 Editora e Diretor de Redação da Revista Panorama Goiano.

Inserida por DraJaneCostaRebello

"Prisão de um olhar"
Busquei-te num límpido e tímido olhar;
Achei-me na prisão dos olhos negros e firmes de uma noite de luar;
Perdi-te dentro de uma labirinto de espera e decisões.
Conheço-lhes apenas por palavras, mas desconheço por realidade;
Ilusão seria a prisão de uma canção dentro de um coração que é prisioneiro, sim, prisioneiro de um olhar desconhecido, porém conhecido de uma prisão.
Afirmo-te olhar carcereiro que liberdade não quero do dono do olhar.

Inserida por izabela_galvao

ARARAS AZUIS

Ao encontrar um parceiro,
E assim formar um casal,
Ao outro se dedicar por inteiro,
Para quem sempre ser leal.

Não importa os desafios
Ou obstáculos a enfrentar,
Se esforçam de verdade
Para que juntos possam estar.

Preparam-se para receber
Os filhotes que vão nascer,
Procuram um lugar seguro
Pensando no seu futuro.

Constroem um belo ninho
Com todo cuidado e carinho,
Seguindo seu instinto provisor
Cuidam dos pequenos com amor.

Do amanhecer ao anoitecer
Pacientes precisam ser,
Treinando e os alimentando
Para que aumentem de tamanho.

Os pais sempre atentos
Notam que o ninho pequeno ficou,
O tempo é implacável,
Um ovo numa ave se tornou.

Ensinam os filhotes a voar
Para, dos perigos, os preparar.
Em breve, deixarão seu ninho
E seguir seu próprio caminho.

Depois de vê-los ir embora,
Quando o futuro os tiver alcançado,
Sentirão que valeu a pena
E permanecerão lado a lado.

Fim.
IVAN DE FREITAS CALORI

Inserida por ivanklori

Izabella Flores

Dizer que tenho um baita orgulho de ti,seria pouco para demonstrar esse quase idolatrar,que provocas no meu coração de pai! Todos os teus àtos,são de nobreza!Em tudo aquilo que te lanças para buscar,geras conquistas! Lembro bem,quando a alguns anos atrás, chegavas da faculdade após as 23 horas,muitas vezes viajando em pé em ônibus lotado,para jantar,e dormir, para no dia seguinte as seis horas ,já estares de pé,pronta para o trabalho,outra vez! E lá se iam os teus dias de adolescente, como se foram também,teus domingos e feriados,onde sem queixas,trocavas as falaciosas diversões,para as quais tantos se deixam levar,pela dedicação aos estudos,que a tua acuidade te indicava ser o certo! E agora,está ai mais um prêmio,mais um louro na tua carreira! Tão incipiente ainda, na empresa e ja recebes uma promoção para um cargo melhor onde poderás mostrar um pouco mais da
tua capacidade! Parabéns,filha amada! Obrigado,pela oportunidade que me destes de carregar esse orgulho no peito,na oportunidade de ser teu pai! Te amo,gatinha|!

Inserida por odair_flores

A maneira como você trata um animal revela o que há no teu coração.
Centenas de cães passam suas vidas acorrentados e negligenciados, vivenciam continuamente a dor física e também a do descaso. Passam frio, fome, medo. Muitos carregam feridas no pescoço, chegam a beira da loucura e desespero, até que um resgate chegue, ou então a morte.
Quem ama cuida, não abandona, não coloca correntes.

Inserida por AndreaGrabois

Me perguntaram se eu conseguiria ficar preso em um lugar secreto

E então eu respondi
Se fosse com pessoas adoráveis como você
Com certeza sim
Você sabe

E então não me perguntaram nada

Se afastou
Simplesmente ela pegou seu diário
E escreveu o que me perguntaram
Mas com sabedoria
Dentre tantas outras palavras

Ela escolheu bondade e esperança

E quem diria
Eu também esperei
Esperei por humanidade
E algum lugar pra escrevermos juntos

Por que não pegar um ar
Um ar naquela janela aberta?
Hoje o dia está vestido de branco
Você consegue ver o quanto estão felizes?

Poderia ser nós dois ali

Mas estamos sendo traídos
E nem imaginamos
Que a editora dos nossos sonhos
Seria o holocausto das nossas publicações

E é por isso que registro o que nunca passamos

Inserida por RubensRezende

É engraçado e ao mesmo tempo desesperador
Me vejo andando cego a caminho da loucura
Quando por um milionésimo de segundo
Caio em mim e rio sozinho
Do quao perto estive do precipício.

Por esses dias
Por quantas vezes
Me salvei por um triz
Submergindo de volta a lucidez.

Por esses dias
Dias tão longos
Por quantas vezes
Eu pensei ter morrido sozinho
E ressuscitei em meio a fronhas molhadas de lagrimas.

Da minha quase loucura
Me senti ridículo
Chorando e sorrindo e chorando e gargalhando
E repetindo tudo de maneira desordenada
E repetindo de novo
Sorvendo entre meu sorriso doido
O gosto salgado da água da minha alma.

Por esses dias
Dias nublados ensolarados de chuva
O quanto me escondi
O quanto tive medo da percepção da minha fraqueza
O quanto quis q ninguém lesse minha dor.

O q me salva são as palavras
Fervilhando na minha mente
Pedindo ajoelhadas para serem transpassadas para o papel
Elas se salvam saindo de um corpo ambiente caos
Elas me salvam levando em cada uma delas
Uma porcentagem ínfima dessa dor
Essa pequenez q elas levam
Me dão o respiro necessario
Pra voltar do fundo de mim
Me tiram da certeza do afogamento emocional
E me salvam da loucura iminente .

Por esses dias
Por quantas vezes
Me perguntei
Será q já nao enlouqueci?
O q me da certeza do nao enlouquecimento ?
Alguém,algum dia vai ler os meus textos e encontrar lucidez e entendimento nessas palavras loucas e sem sentido?

Por esses dias
Dias q se estendem além do meu querer
Dias q nao me dão paz
Lotado de suas horas,minutos e segundos
Me forçando a vive-los
Um a um
Numa doce e vingativa tortura
Da qual eu sei ser merecedor...

Da qual sei ser o causador.

Inserida por paulo_sousa_2