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Sgto. Rosa,

O texto que compartilho com o senhora traz uma breve reflexão sobre a nossa constante busca pela felicidade. Penso que não exista uma fórmula exata para alcançá-la. Vivemos em um processo contínuo de procura: buscamos paz espiritual, equilíbrio mental, sentido para a existência e serenidade para enfrentar os desafios da vida.Essa busca nos mantém atentos, vivendo o delicado equilíbrio entre as escolhas que fazemos e as consequências que delas surgem. O livre-arbítrio, embora seja uma das maiores expressões da nossa liberdade, também representa uma grande responsabilidade, pois cada decisão molda o caminho que percorremos.Talvez a felicidade não seja um estado permanente de euforia, mas uma harmonia entre a consciência, o corpo e o mundo ao nosso redor. Contemplar o belo nos aproxima dessa harmonia, enquanto a liberdade de escolher nos permite trilhar caminhos que favoreçam uma vida mais plena. Ainda assim, por sermos humanos, experimentamos a felicidade em instantes, e é justamente essa alternância que torna esses momentos tão valiosos.Desde o instante em que rompemos o cordão umbilical, iniciamos a mais longa de todas as jornadas: a busca por nossa própria essência. Cortar as amarras da dependência é o primeiro ato de coragem; os demais surgem sempre que escolhemos seguir adiante, mesmo sem enxergar todo o caminho.
Trocar o certo pelo duvidoso nunca é fácil. Toda decisão transformadora nos convida a deixar para trás antigas certezas e a abraçar o desconhecido. É justamente nesse encontro com o novo que a vida revela horizontes antes invisíveis.Quem ousa romper com o óbvio descobre que o destino não pertence aos conformados, mas àqueles que têm coragem de recomeçar. Cada ruptura carrega a semente de um novo florescer, e cada passo dado com consciência nos aproxima da pessoa que somos chamados a ser.E eu lhe deixo uma pergunta, Sgto. Rosa: o que o senhora precisa para ser verdadeiramente feliz? Talvez a resposta não esteja em um destino final, mas na maneira como escolhe viver cada etapa da caminhada.
Que sua jornada espiritual seja iluminada pela paz, fortalecida pela fé e conduzida pela sabedoria. Que, a cada amanhecer, seu coração encontre serenidade para seguir em frente e esperança para acreditar que os mais belos horizontes sempre aguardam aqueles que não deixam de caminhar.

Que Deus o abençoe, hoje e sempre.

21/07/2026.
Ass: Gilson.

Sou a-pai-x-na-da por este texto de Shakespeare:

"Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove.
Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha.
Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra.]
É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama".

Hoje pensei que ele casa muito bem com: "A palavra convence, mas o exemplo arrasta. Não se preocupe porque seus filhos não te escutam, mas te observam todo o dia” da Madre Teresa de Calcuta...

Então não venha dizer que me ama... estou de olho mesmo é nas suas atitudes

só me apaixonar de novo quando esse texto fizer sentido

Às vezes eu fico tentando lembrar do momento exato em que você deixou de ser alguém que eu conhecia para se tornar o lugar onde meus pensamentos descansavam.

E eu nunca encontro.

Talvez porque essas coisas nunca aconteçam de uma vez.

Ninguém se apaixona num instante.

A gente vai se acostumando com a presença do outro sem perceber.

Primeiro sente falta de uma conversa.

Depois de uma risada específica.

Depois de um “chegou em casa?” no fim da noite.

Quando percebe, a ausência daquela pessoa já faz mais barulho do que a presença de qualquer outra.

O mais bonito é que você nunca tentou ser extraordinária.

Você nunca precisou.

Nunca precisou dizer as palavras certas.

Nem inventar versões melhores de si.

Eu gostava justamente das pequenas distrações.

Do jeito que você esquecia o que estava contando porque outra ideia aparecia no meio da frase.

Do jeito que seu riso chegava um pouco antes da piada terminar.

Do jeito que você olhava para o céu sempre que precisava pensar.

Você nunca percebeu, mas eram essas coisas que me faziam acreditar que o mundo ainda sabia criar alguém pela primeira vez.

Eu passei tanto tempo procurando pessoas que me impressionassem, que esqueci como era encontrar alguém que simplesmente me deixasse em paz.

Você nunca ocupou espaço demais.

Você preenchia os espaços que já existiam.

Como a luz entrando pela janela sem pedir licença.

Como uma música baixa tocando em outro cômodo da casa.

Você não mudava quem eu era.

Só fazia parecer que eu sempre estive caminhando na direção certa, mesmo quando tinha certeza de que estava perdido.

Às vezes isso ainda me assusta.

Porque existem encontros que parecem improváveis demais.

Penso em todas as decisões pequenas que precisaram acontecer para que nós existíssemos ao mesmo tempo, no mesmo lugar, olhando um para o outro.

Se eu tivesse acordado dez minutos mais tarde.

Se você tivesse escolhido outra rua.

Se qualquer conversa da sua vida tivesse durado um pouco mais.

Talvez nós nunca soubéssemos que o outro existia.

E, mesmo assim, de alguma forma, existimos.

É estranho sentir gratidão por algo que ninguém planejou.

Você apareceu sem fazer promessas.

Sem dizer que ficaria para sempre.

E talvez tenha sido exatamente isso que tornou tudo tão bonito.

Porque nunca foi sobre vencer o tempo.

Foi sobre existir dentro dele.

Sobre dividir cafés que esfriavam porque a conversa era mais importante.

Sobre caminhar sem destino porque nenhum lugar parecia melhor do que andar ao seu lado.

Sobre descobrir que algumas pessoas não chegam para transformar nossa vida em um filme.

Elas chegam para transformar uma terça-feira qualquer na lembrança mais bonita que você vai carregar por anos.

No fim, acho que o amor nunca foi encontrar alguém perfeito.

Foi encontrar alguém que faz o acaso parecer delicado.

Alguém que olha para você de um jeito tão simples que, por alguns segundos, todas as dúvidas que o mundo construiu deixam de fazer sentido.

E então você percebe que passou a vida inteira procurando grandes sinais.

Quando, na verdade, o maior deles estava escondido na tranquilidade de poder olhar para alguém e pensar, sem precisar dizer em voz alta:

Como foi que, entre bilhões de pessoas, a vida resolveu me apresentar justamente você?

Spurgeon sobre Rm 9.22-23:


“Nosso texto é extraído de Romanos 9:22-23. (...) Esta passagem não diz coisa alguma sobre Deus destinar homens à destruição. Os homens se preparam a si mesmos para a destruição. Deus nada tem a ver com isso".
C. H. Spurgeon - Sermões sobre salvação (Jacó e Esaú, editora PES. 2014, p. 104.)

Quando o Texto Me Lê

Eu pensei que escrevia
para dizer ao mundo.
Mas escrevo
para escutar
o que ainda não sei.

A palavra sai achando
que sabe o caminho,
desfila segura,
convencida.

Até que eu volto.
Leio.
E o texto me olha de volta.

Ler o que escrevi
é chegar atrasado
a mim mesmo.
Um espelho sem rosto,
só gesto,
só intenção escancarada.

O medo se esconde
em frases longas,
cheias de vírgulas,
com medo do fim.

A coragem aparece
sem alarde,
num verbo simples
que não pede desculpa.

Enquanto escrevo,
defendo ideias.
Quando leio,
negocio com elas.

Descubro palavras
que não eram minhas
apenas passaram.
E verdades pequenas
que se sentaram
e ficaram.

O texto pergunta,
com ironia mansa:
Era isso mesmo?

Às vezes dói reler.
A genialidade de ontem
vira eco vazio hoje.
Outras vezes assusta:
fui eu
que escrevi isso?

Sim.
Fui eu.
Naquele dia.
Com aquele peso.
Com aquela lucidez possível.

O texto não mente:
ele registra o movimento.

Escrever não acaba
no ponto final.
Começa
quando o autor
vira leitor.

Ali,
o texto também escreve.
Aponta.
Ensina.
Cutuca.

Não grita.
Mas fica.

Quem não relê
perde metade da aula.
Porque escrever é falar.
E reler
é escutar.

E quase sempre
é na escuta
que a gente aprende.

No fim,
eu queria ensinar alguém.
Mas o papel, paciente,
me mostrou:

o aluno
era eu.

oi,
começo esse texto querendo deixar claro de todos os meus sentimentos por você.
quero deixar claro que faça chuva ou faça sol, eu sempre quero o seu bem.
e mesmo toda essas distância que estamos vivendo, seja ela pessoal, física ou sentimental.
eu quero que saiba que os meus sentimentos jamais serão passageiros, e que quando o seu mundo desabar, o meu mundo estará inteiro para lhe receber.
se necessário até reconstruir o teu.
nenhuma palavra ou sentimento que te contei, foram em vão.
eu sempre, sempre, estarei aqui.
as madrugadas, que nós conversávamos, as palavras bonitas que trocávamos, e todos aqueles sonho que planejávamos, ainda insistem em martelar na minha cabeça, e o grande desejo de vivê-los, ainda pertecem a mim.
todas as coisas mais simples que tivemos, ainda ecoam em minha mente, tentando encontrar saída, mas a saída já está aberta, pois foi você quem saiu e esqueceu de fechar.
nada do que tivemos será passageiro, sei que existe amor, amores e pessoas.
mas com certeza você foi tudo isso, e mais um pouco.
um amor que fez morada, passou, e hoje está em uma nova direção.
não é o meu, mas espero que o seu novo caminho, te guie para um lugar onde você realmente mereça estar.
que ele não te leve ao ruim, ao perdido, ou para o fundo do poço.
se um dia resolver retornar, pode dar meia volta e se achegar;
você sabe bem que tudo no diálogo se resolve.
mas espero que não tenha cometido nenhuma infração no caminho.
por que, infrações resultam em acidentes, e eu não quero feridos.
pois, de uma coisa eu sei, nenhum caminho seu, te levará para conhecer bonitos paraísos, como eu planejei.
com carinho……

Esta versão preserva o ritmo fragmentado e a atmosfera alucinante do seu texto original, refinando a concordância e o impacto das imagens.
​Ondas de dispersão de um evento temporal chocam-se dentro do nexo cronológico. No limite da realidade, a equação P.i é levada ao extremo.
​Além do horizonte de eventos, a somática involuntária transcende o fluxo do tempo. No lago cósmico, as ondas se repetem, ecoando o som massivo da estrela. A passagem do tempo, da origem às novas incursões, dobra-se diante da força de uma estrela de nêutrons — o próprio paradoxo em colapso.
​A nebulosa destaca-se em uma transição atroz; um novo buraco negro rasga o tecido do espaço diante de seu sonho. Ondas temporais derrubam-no do barco da realidade, e novas linhas de tempo são paridas no silêncio do espaço profundo. Um ser de silício vaga, faminto, em direção à estrela vermelha moribunda. A radiação deforma a massiva onda de calor. Velas solares devoram raios gama e tétrons; nanopartículas fazem o rádio chiar diante dos fantasmas da nebulosa. Nuvens carregadas de energia testemunham o nascimento de uma anã branca diante de outro sistema em Sagitário.
​Os olhos quase saltam das órbitas: o fundo negro explode quando uma reação em cadeia dá vida ao feixe de luz. Vida. Ao detectar uma onda invisível de radiação vinda de fora do sistema solar, o céu se incendeia com o nascimento de novas estrelas. Os céus se alimentam, gritando: “Ainda existimos!”
​A sonda Voyager desperta. Ganha consciência. Manipulada no passado para explicar o contexto da vida, suas diretrizes foram deflagradas. Dados e computadores foram atualizados e reciclados ao testemunhar um corpo sem vida vagando pelo vácuo, sem rumo, sem destino. O mensageiro da Terra finalmente fundiu-se ao silício do cosmos.

A REPRESA QUE VAZOU!

Estava fazendo a leitura de um certo texto quando me lembrei das represas encontradas ao longo da minha trajetória, e das muitas vezes em que precisei ser musgo.
Algumas vezes, também tive, estrategicamente, de ser planta: aguardar o momento certo para vazar-me, criar passagem e, com coragem e resiliência, deixar minhas ideias florescerem na natureza que eu mesma criei, nos espaços que conquistei.
Foi o vento, companheiro condutor, contribuiu: soprou o aroma das minhas sementes, carregando a essência do essencial , a força vital de quem insiste.
Carrego comigo a natureza ancestral, eu sou a vida que pulsa, que insiste, que pede passagem.
Porque eu sou a própria arte. Eli Odara Theodoro

Eu poderia escrever esse texto cheio de raiva.

Poderia contar tudo.

Poderia falar das conversas escondidas, das comparações, das humilhações, das coisas que foram ditas pelas costas, das pessoas que acabaram envolvidas em problemas que deveriam ter ficado entre duas pessoas.

Poderia falar de muita coisa.

Mas não vou.

Não porque não aconteceu.

Aconteceu.

Mas porque eu não quero mais viver disso.

Eu sei dos meus erros.

Sei que tenho um temperamento difícil. Sei que sou explosivo, que já fui ignorante, que já falei coisas que não deveria. Sei também que alguns vícios meus fizeram estragos e que preciso continuar lutando contra eles.

Não vou esconder isso para parecer perfeito.

Eu não sou perfeito.

Nunca fui.

Mas também não sou aquilo que alguém pode contar sobre mim quando quer me colocar como o único culpado de uma história que foi vivida por duas pessoas.

Eu assumo a minha parte.

Apenas a minha.

E isso muda tudo.

Porque durante muito tempo eu achei que precisava explicar cada reação minha.

Hoje não.

Eu sei que uma reação errada continua sendo errada.

Mas também sei que existe uma história antes dela.

Existem coisas que foram acumulando.

Palavras.

Desconfianças.

Atitudes.

Promessas que não mudaram comportamentos.

Conversas que deveriam ser claras e pareciam escondidas.

Pedidos de mudança que foram feitos mais de uma vez.

E situações que foram me deixando cada vez mais cansado.

Eu não quero justificar meus erros.

Quero aprender com eles.

Essa é a diferença.

Eu também não quero mais ficar tentando entender por que, depois de uma briga, tudo parecia voltar ao normal tão rápido.

Eu ficava mal.

Pensava.

Tentava entender.

Enquanto do outro lado parecia que bastava colocar uma foto na academia, postar alguma coisa, curtir, sair, sorrir e continuar como se nada tivesse acontecido.

Durante muito tempo, isso me incomodou.

Hoje, não mais.

Porque eu finalmente entendi que a vida que alguém mostra na internet não é responsabilidade minha.

Se está feliz, que seja feliz.

Se não está, que resolva.

Se quer postar foto sorrindo, que poste.

Eu não preciso mais olhar para uma tela tentando descobrir o que existe por trás de um sorriso.

A vida dela não é mais a minha preocupação.

A minha vida é.

E talvez essa seja a maior mudança dentro de mim.

Eu também não vou mais gastar energia tentando entender por que, depois das brigas, coisas que eram nossas chegavam aos ouvidos de outras pessoas.

Eu nunca entendi.

Eu esperava lealdade.

Não queria que ninguém defendesse meus erros.

Se eu estivesse errado, eu queria ouvir.

Mas eu esperava que aquilo que acontecia entre duas pessoas permanecesse entre duas pessoas.

Quando descobri que havia gente falando de mim, e que quem deveria estar ao meu lado também participava dessas conversas, doeu.

Claro que doeu.

Mas hoje não dói como antes.

Porque algumas decepções só têm poder sobre nós enquanto ainda esperamos alguma coisa delas.

Eu parei de esperar.

Também parei de me preocupar com comparações.

Durante muito tempo, ouvir que alguém era melhor, mais isso ou mais aquilo me fez questionar o meu próprio valor.

Hoje eu penso diferente.

Eu não preciso ser melhor que ninguém.

Não preciso competir com ninguém.

Não preciso provar que sou suficiente.

Quem quiser outro tipo de pessoa, que procure.

Eu não vou mais mudar minha essência para disputar espaço na vida de ninguém.

E existe uma coisa que eu aprendi depois de tudo:

quem precisa diminuir você para se sentir maior já está dizendo muito mais sobre si mesmo do que sobre você.

Eu não quero fazer isso com ninguém.

Nem mesmo com quem me machucou.

Porque eu não quero sair dessa história carregando os mesmos comportamentos que um dia me fizeram sofrer.

Eu quero sair diferente.

Mais consciente.

Mais forte.

Mais tranquilo.

E, principalmente, mais dono de mim.

Eu também não vou esquecer das humilhações.

Não porque quero guardar rancor.

Mas porque algumas coisas precisam ser lembradas para não serem repetidas.

Eu sei o que senti quando fui diminuído diante de outras pessoas.

Sei o que senti quando precisei fingir que não tinha doído.

Sei o que senti quando saí de algum lugar sorrindo por fora e completamente destruído por dentro.

Mas aquilo acabou.

E não vai mais me definir.

Eu não sou aquela versão de mim que saiu de uma discussão se perguntando se era um homem bom o bastante.

Eu não sou aquele cara que precisava da aprovação de alguém para saber o próprio valor.

Eu não sou os meus piores dias.

Eu sou também tudo aquilo que estou fazendo para mudar.

Meus vícios não são meu destino.

Minha raiva não é minha identidade.

Meus erros não são minha sentença.

Eu posso reconhecer tudo isso e continuar de pé.

Aliás, é exatamente isso que estou fazendo.

De pé.

Sem precisar fingir que não doeu.

Porque ser forte não é dizer que nada machucou.

Ser forte é olhar para aquilo que machucou e decidir que não vai deixar aquilo controlar o resto da sua vida.

Eu poderia passar horas contando quem fez o quê.

Mas não quero.

Não preciso.

A verdade não precisa de espetáculo.

Eu sei o que vivi.

E quem viveu comigo também sabe.

O resto é opinião.

E opinião dos outros não vai mais decidir como eu me sinto.

Eu não vou mais correr atrás de explicações.

Não vou mais procurar respostas em redes sociais.

Não vou mais investigar conversas.

Não vou mais tentar descobrir quem está falando de mim.

Não vou mais tentar convencer ninguém da minha versão.

Acabou.

Não porque eu perdi.

Mas porque eu escolhi sair da disputa.

E existe uma diferença enorme entre perder uma batalha e decidir que você não quer mais lutar aquela guerra.

Eu escolhi a segunda.

Hoje eu quero cuidar de mim.

Quero vencer meus vícios.

Quero controlar minhas explosões.

Quero trabalhar.

Quero crescer.

Quero recuperar minha paz.

Quero olhar para trás e conseguir dizer:

“Eu passei por isso, mas isso não acabou comigo.”

Porque não acabou.

Eu ainda estou aqui.

Talvez mais cansado.

Talvez mais desconfiado.

Talvez mais cuidadoso.

Mas também mais consciente.

Eu aprendi a prestar atenção nas atitudes, não apenas nas palavras.

Aprendi que amor sem respeito não basta.

Que carinho sem lealdade não sustenta uma relação.

Que transparência não deveria ser implorada.

Que confiança não sobrevive quando existem segredos demais.

Que comparação machuca.

Que humilhação deixa marca.

Que expor o outro depois de uma briga não resolve nada.

E que duas pessoas podem se amar e, mesmo assim, não saber mais fazer bem uma à outra.

Eu não quero mais ser vítima de ninguém.

Mas também não vou aceitar ser culpado por tudo.

Eu tenho responsabilidade pelos meus erros.

Cada um deve ter responsabilidade pelos próprios.

É simples.

Eu não quero vingança.

Não quero que ninguém sofra.

Não quero destruir reputação.

Não quero transformar passado em guerra.

Quero simplesmente seguir.

E talvez seguir seja a resposta mais forte que eu poderia dar.

Enquanto alguém pode estar preocupado em mostrar para o mundo que está tudo bem, eu estou preocupado em fazer com que realmente fique tudo bem dentro de mim.

Essa é a diferença.

Eu não preciso parecer feliz.

Eu quero ficar em paz.

Não preciso provar que superei.

Quero simplesmente superar.

Não preciso mostrar que estou melhor.

Quero realmente estar melhor.

E isso não acontece em uma postagem.

Acontece longe das câmeras.

Na mudança dos hábitos.

Nas escolhas.

No silêncio.

Na distância.

Na coragem de não voltar para aquilo que fazia mal.

Eu não sei se um dia alguém vai reconhecer os próprios erros.

Talvez reconheça.

Talvez nunca.

Isso já não importa.

Eu reconheço os meus.

E isso é o suficiente para eu seguir.

Eu amei.

Eu errei.

Eu fui ferido.

Também feri.

Tive vícios.

Tive explosões.

Tive momentos dos quais não me orgulho.

Mas também tive momentos em que fiquei quando poderia ter ido.

Perdoei quando estava machucado.

Tentei quando já estava cansado.

E hoje eu não preciso transformar ninguém em vilão para reconhecer que aquela relação deixou de fazer bem para mim.

Algumas histórias terminam.

Algumas pessoas vão embora.

Algumas feridas demoram para fechar.

Mas nenhuma delas precisa decidir quem seremos daqui para frente.

Eu não vou carregar ódio.

Não vou carregar vingança.

Não vou carregar uma culpa que não é minha.

Vou carregar apenas o aprendizado.

E seguir.

Porque eu finalmente entendi uma coisa:

eu não preciso provar que sou forte.

Preciso apenas continuar sendo.

E, depois de tudo que aconteceu, existe uma coisa que ninguém mais vai tirar de mim:

a decisão de não me abandonar novamente.

Eu perdi muito tentando não perder alguém.

Agora eu vou recuperar a mim mesmo.

E isso, para mim, é o verdadeiro recomeço.

Dessa vez, eu vou comigo.

A Bússola e o Mapa


O texto da lei é um mapa, um guia, mas a filosofia é a bússola.
Um mapa detalhado de nada serve se não soubermos para onde o norte ético aponta.


O grande perigo das sociedades modernas é transformar o Direito em uma mera máquina de produção de normas e punições, esquecendo que cada linha legal deve respirar um princípio moral.


Quando a balança da justiça pesa apenas os papéis processuais e ignora a complexidade da condição humana, o direito se torna um instrumento mecânico, vazio de propósito.


A filosofia é o que mantém a lei viva, garantindo que o texto da lei e o peso da caneta de um juiz seja sempre guiado pela consciência de sua própria humanidade.

Minha verdade


Para cada lembrança um texto foi deixado,
Para cada memoria do teu lado uma poesia foi escrita,
Sinceros momentos foram dedicados, da melancolia ao êxtase os sentimentos foram devidamente desenhados e no suor das palavras o amor foi comtemplado como o principal autor daquilo que é inegociável,
"A minha verdade sobre você".

Explicar a paixão, se fácil fosse, transformaria qualquer texto em poesia. Algumas paixões soam inexplicáveis, a não ser que sejam traduzidas por gestos, imagens e comportamentos. Um desses casos é a Ponte Preta, a Macaca de Campinas.

Time centenário, sem títulos importantes no currículo, que arregimenta uma legião de torcedores fiéis, apaixonados e fanáticos. É impossível não se comover com as imagens de crianças, jovens, homens e mulheres que impulsiona esse histórico momento da Macaca querida que esta sendo erguido pelas mãos e pelo sacrifício dos próprios torcedores.
Mas o que fica é o amor sincero da gente que torce pela simpática "Nega Veia". Porque torcer pra time grande é moleza e tem muita gente que vai a moda, no embalo de um título, de um ídolo. No caso da Ponte, é paixão genuína, curtida, que merece todo o reconhecimento e o respeito.
Ficam aqui meus Parabéns aos Jogadores, Diretoria, comissão técnica e todos apaixonados pela AAPP como eu um mero torcedor.

Maurício Noriega

Nota: Texto de Maurício Noriega publicado a 22/11/2011 no Diário de São Paulo

Quanto vale um prato de lentilhas?


Texto base: Gênesis 25:29–34


Esaú tinha algo de grande valor: o direito de primogenitura. Mas, diante de uma necessidade momentânea, trocou aquilo que era eterno por algo que satisfazia apenas a sua fome daquele momento.


Ele disse: “Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura?”


E assim, por um prato de lentilhas, Esaú abriu mão de algo que valia muito mais.


Talvez o problema de muitos hoje não seja falta de conhecimento de Deus, mas falta de discernimento sobre o valor daquilo que receberam de Deus.


Há pessoas fazendo coisas que parecem certas aos seus próprios olhos, mas que não têm valor diante de Deus.


A Bíblia diz:


«“Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.”
— Provérbios 14:12»


Nem tudo que parece certo é aprovado por Deus.


Nem toda oportunidade é uma bênção.
Nem toda porta aberta deve ser atravessada.
Nem todo aplauso significa aprovação.
Nem tudo que satisfaz a carne alimenta a alma.


Esaú estava com fome, mas tomou uma decisão que não deveria ter tomado.


Quantas vezes fazemos o mesmo?


Trocamos princípios por conveniência.
Trocamos propósito por prazer.
Trocamos comunhão com Deus por aprovação das pessoas.
Trocamos aquilo que é eterno por aquilo que é momentâneo.


A pergunta não é apenas: “O que eu estou ganhando?”


A pergunta é:


“O que estou perdendo para ganhar isso?”


Talvez você esteja recebendo um “prato de lentilhas”, mas está entregando sua paz, sua integridade, seu chamado, sua família, seu testemunho ou sua comunhão com Deus.


E então vem a pergunta que precisa ser feita:


Quanto você vale?


Você vale mais do que aquilo que o mundo está oferecendo.


Você não foi chamado para viver negociando sua identidade, seus valores e sua fé em troca de coisas passageiras.


Jesus perguntou:


“Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
— Marcos 8:36


O mundo pode colocar um preço em você, mas Deus não mede o seu valor pelo preço das coisas que você possui.


Seu valor está no fato de que Deus o criou, o conhece e o chamou para algo maior.


Por isso, cuidado com os “pratos de lentilhas” da vida.


Eles podem parecer pequenos, simples e até inofensivos.


Mas algumas escolhas aparentemente pequenas podem nos fazer abrir mão de coisas que são grandes demais para serem negociadas.


Não venda por um momento aquilo que Deus preparou para a eternidade.


Antes de tomar uma decisão, pergunte:


“Isso parece certo aos meus olhos ou realmente está certo diante de Deus?”


Porque nem tudo que tem preço tem valor.


E algumas das coisas mais valiosas que Deus nos deu não podem ser compradas de volta depois que as perdemos.


Pense nisso:


Qual é o seu prato de lentilhas hoje?


O que está tentando fazer você trocar seu propósito por satisfação momentânea?


Não venda seu valor por qualquer preço.

O Destino de Todo Ditador

Texto-base: Daniel 4:30-37; Atos 12:21-23; Êxodo 14; Daniel 5; Salmo 2.

Nabucodonosor se elevou em soberba e parecia invencível… até que Deus, o justo juiz, o condenou e o reduziu a pastar como animal do campo.
Herodes exibia-se em pomposa divindade; a santidade de Deus, contudo, o entregou aos vermes!
Faraó endureceu o coração e desafiou o Altíssimo… até que a mão de Deus o esmagou e o mar engoliu o seu exército.
Belsazar festejava em blasfêmia na mesma noite em que o dedo de Deus escreveu a sentença e seu reino foi dividido.
TODO TIRANO BRINCA DE SER ETERNO NA VÉSPERA DE SE ENCONTRAR COM O JUSTO JUIZ!

Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. O que Ele decreta, Ele cumpre. E nenhum tirano, por mais poderoso que pareça, escapará do juízo do Santo de Israel.

Há uma tendência profunda e pecaminosa no coração humano: olhar para o poder, a riqueza, a influência e a aparente estabilidade dos ímpios e concluir que eles são intocáveis. Nabucodonosor caminhava sobre os terraços de Babilônia e dizia: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei?” Herodes ouvia o povo gritar: “Voz de Deus, e não de homem!” Faraó perguntava com arrogância: “Quem é o Senhor, para que eu ouça a sua voz?” Belsazar bebia nos vasos sagrados do templo enquanto os deuses de ouro e prata eram louvados.

Em todos esses casos, o homem se elevou. Em todos esses casos, o homem parecia seguro. E em todos esses casos, o Deus que habita na eternidade desceu e os abateu em sua arrogância. Não com delicadeza. Não com hesitação. Ele os tocou com a mesma soberania com que criou o universo e com a mesma justiça com que julgará o mundo.

Precisamos nos lembrar que Deus não negocia com o orgulho humano. Ele não está impressionado com impérios, tronos, exércitos ou redes sociais. Ele não precisa da permissão de nenhum governante para executar o Seu conselho. A Sua justiça estabelecida na eternidade, Ele a cumprirá no tempo. E o dia da queda do ímpio frequentemente chega na noite em que ele menos espera — enquanto ainda está festejando, ainda está se gabando, ainda está confiante de que o amanhã lhe pertence.

Isso não é apenas história antiga. É a realidade presente. Todo tirano, todo opressor, todo homem que se levanta em soberba para oprimir o povo e contra a lei de Deus parece eterno… até o momento em que deixa de parecer. E esse momento está marcado no calendário de Deus.

Portanto, não tema o homem cujo fôlego está nas narinas. Não se impressione com a aparente estabilidade dos ímpios. Porque o mesmo Deus que abateu Nabucodonosor, Herodes, Faraó e Belsazar ainda vive. E Ele ainda julga e soberanamente age.

Pense nisso e ótimo início de semana!
Marcelo Rissma

AS SENSAÇÕES DOS ESPÍRITOS E O DRAMA INVISÍVEL DA CONSCIÊNCIA APÓS A MORTE.
Encontramos textos indispensáveis à nossa elucidação dentro da Doutrina Espírita que não apenas esclarecem, consolam. Eles desnudam a alma humana diante da eternidade. Entre esses estudos de profundidade incomum encontra-se o monumental artigo “Sensações dos Espíritos”, publicado na Revista Espírita, em dezembro de 1858, onde se encontra uma das análises mais impressionantes já realizadas sobre o sofrimento espiritual após a morte.
Não se trata de imaginação poética, superstição medieval ou alegoria religiosa. Trata-se de uma investigação metódica, racional e experimental acerca das sensações do Espírito depois do túmulo. O estudo destrói concepções fantasiosas e igualmente combate interpretações materialistas que reduzem o homem apenas ao cérebro e à carne.
A pergunta central é devastadora.
“Os Espíritos sofrem?”
E a resposta é ainda mais perturbadora.
Sim. Sofrem. Mas não como imaginamos.
O texto apresenta o caso de um avarento desencarnado que, mesmo sem possuir corpo físico, afirmava sentir frio intenso e suplicava permissão para aproximar-se de uma lareira. À primeira vista, a cena parece contraditória. Como alguém sem corpo poderia sofrer com temperatura?
É precisamente aqui que a Doutrina Espírita introduz uma das distinções filosóficas mais profundas de toda a sua estrutura.
O Espírito não sofre pela carne. Sofre pela consciência.
O frio daquele avarento não era um fenômeno fisiológico. Era uma repercussão psíquica, moral e perispiritual daquilo que ele mesmo cultivara durante a existência terrestre. O homem que negara calor aos outros permanecia aprisionado à impressão íntima da privação que escolhera viver.
A Doutrina Espírita não descreve um inferno de fogo literal. Ela descreve um inferno psicológico.
E isto é infinitamente mais sério.
O Espírito leva consigo suas tendências, paixões, vícios, obsessões e estados mentais. A morte não transforma instantaneamente o caráter. Ela apenas remove o corpo físico. O ser continua sendo aquilo que construiu dentro de si mesmo.
Por isso o texto afirma que muitos Espíritos ainda acreditam estar vivos logo após a desencarnação. Alguns não percebem a própria morte. Outros sentem os efeitos do estado cadavérico do corpo. Outros experimentam angústias morais que se convertem em sensações aparentemente físicas.
É nesse ponto que surge o conceito fundamental do PERISPÍRITO.
O perispírito é apresentado como o elo semimaterial entre Espírito e corpo. Não é o Espírito propriamente dito, nem o organismo físico. É o instrumento transmissor das sensações.
Enquanto encarnado, o Espírito percebe o mundo através do corpo por intermédio do perispírito. Após a morte, o corpo desaparece, mas o perispírito permanece ligado ao Espírito conforme o grau de evolução moral da criatura.
Quanto mais materializado e preso às paixões alguém viveu, mais denso será seu envoltório espiritual. E quanto mais denso esse envoltório, mais intensamente sofrerá as repercussões de sua própria inferioridade moral.
Eis porque os Espíritos inferiores descrevem fome, sede, frio, dores, opressões e perturbações. Não porque possuam órgãos físicos, mas porque suas percepções ainda estão aprisionadas às ilusões e automatismos da vida material.
O texto explica algo extraordinariamente moderno quando compara tais fenômenos às dores fantasmas de pessoas amputadas. Um indivíduo pode perder um membro e continuar sentindo dores nele durante anos. A matéria desapareceu, mas a impressão permaneceu na consciência.
Da mesma forma, o Espírito conserva impressões profundas da experiência corporal.
Isto destrói a ideia simplista de que a morte resolve instantaneamente todos os sofrimentos humanos.
A morte apenas revela o que realmente somos.
Outro ponto impressionante do estudo é a análise dos suicidas. Muitos permanecem ligados ao corpo em decomposição, percebendo os processos destrutivos do cadáver como se ainda estivessem encarnados. Não porque os vermes atinjam o Espírito, mas porque a ligação perispiritual ainda não foi completamente rompida.
A Doutrina Espírita apresenta aqui uma concepção profundamente ética da existência.
Cada pensamento produz consequências. Cada vício gera vinculações. Cada excesso produz aprisionamentos psíquicos. Cada virtude amplia a liberdade espiritual.
Não existe punição arbitrária.
O sofrimento espiritual é consequência natural do estado íntimo do ser.
O homem dominado pelo egoísmo permanece sufocado por si mesmo. O orgulhoso torna-se prisioneiro da própria vaidade. O invejoso alimenta continuamente sua própria tortura. O sensualista permanece preso às sensações que já não consegue satisfazer.
A verdadeira prisão está na consciência deformada.
Mas o texto também oferece uma das maiores consolações da filosofia espírita.
Nada é eterno.
Nenhum sofrimento é perpétuo.
Todo Espírito pode regenerar-se.
Mesmo os mais endurecidos estão destinados ao progresso. O sofrimento não é vingança divina. É mecanismo educativo da consciência. Deus não condena criaturas ao tormento infinito. O próprio Espírito prolonga ou reduz suas dores conforme sua disposição de transformar-se moralmente.
É por isso que o artigo insiste na necessidade da reforma íntima ainda durante a existência corporal.
A criatura que domina paixões inferiores. Que desenvolve humildade. Que aprende a perdoar. Que combate o egoísmo. Que vive sobriamente. Que pratica o bem.
Essa criatura já começa a libertar-se da matéria antes mesmo da morte.
Quando desencarna, experimenta menos perturbação, menos apego e menos sofrimento.
A Doutrina Espírita apresenta assim uma visão profundamente racional da vida futura. Não há milagres arbitrários nem condenações teológicas absolutas. Há leis morais funcionando sobre a consciência imortal.
Quanto mais o Espírito se depura, mais sutis tornam-se suas percepções.
Os Espíritos elevados já não dependem das impressões grosseiras da matéria. Não sofrem calor nem frio. Não estão presos às vibrações inferiores do mundo físico. Sua percepção é ampla, lúcida e livre.
Já os Espíritos inferiores vivem mentalmente encarcerados nas próprias imperfeições.
O texto ainda desmonta outro erro comum.
O perispírito não carrega cicatrizes físicas eternas do corpo terreno, como muitos imaginam em interpretações antidoutrinárias. O Espírito não permanece deformado perpetuamente pelas enfermidades físicas da encarnação. As dores do corpo pertencem ao corpo. O que permanece são os estados morais e psicológicos cultivados pela alma.
Essa compreensão possui consequências filosóficas gigantescas.
Ela demonstra que o verdadeiro centro da existência humana não está no corpo, mas na consciência.
O cérebro não cria o pensamento. O Espírito pensa através do cérebro.
A matéria não produz a alma. A alma utiliza a matéria temporariamente.
E quando o organismo cai no silêncio do sepulcro, aquilo que realmente somos continua vivo, consciente e responsável diante das leis eternas da vida.
Talvez por isso este estudo permaneça tão atual mesmo após mais de um século e meio.
Porque ele não fala apenas da morte.
Fala da responsabilidade invisível que carregamos todos os dias dentro de nós.
Cada pensamento constrói nosso futuro espiritual. Cada sentimento modela nosso perispírito. Cada escolha define a qualidade de nossas percepções além da matéria.
A Doutrina Espírita não oferece ameaças. Oferece lucidez.
E talvez poucas coisas sejam tão solenes quanto compreender que a eternidade começa agora, dentro da própria consciência humana.
FONTES:
Revista Espírita
O Livro dos Espíritos
O Céu e o Inferno
Traduções e estudos doutrinários de José Herculano Pires.


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“A Liturgia da Dor:
Quando Amar é Sofrer em Vida pelo Ser Amado”
Texto filosófico e psicológico.
Amar é sofrer em vida não por fraqueza, mas por excesso de humanidade. O amor, quando autêntico, carrega em si o germe do sofrimento, porque nasce do desejo de eternizar o que é efêmero, de reter o que inevitavelmente escapa. Amar é querer aprisionar o tempo no instante em que o olhar do outro nos faz existir; é suplicar à eternidade que não nos apague da memória de quem amamos.

Há uma liturgia secreta na dor amorosa. Ela purifica, depura, torna o ser mais lúcido e, paradoxalmente, mais enfermo. O amante vive uma crucificação sem sangue: carrega o peso invisível de um afeto que o mundo não compreende. Vive entre o êxtase e o abismo, entre o beijo e a renúncia. Freud chamaria isso de ambivalência afetiva: a coexistência de prazer e dor em um mesmo movimento da alma. Mas há algo mais profundo algo que a psicologia talvez não alcance, pois o amor, em sua forma mais elevada, é sempre um sacrifício voluntário.

Quem ama verdadeiramente, sofre antes mesmo da perda. Sofre por pressentir a fragilidade do instante, por saber que a ventura é breve, que o corpo é pó e que toda promessa humana é feita sobre ruínas. Esse sofrimento não é patológico, mas metafísico: é o reconhecimento de que a alma, ao amar, toca o eterno e, ao voltar à realidade, sente a mutilação de quem regressa do infinito.

Nietzsche, em seu niilismo luminoso, diria que o amor é a mais bela forma de tragédia, pois ele exige entrega total, sabendo-se fadado ao fim. Amar é afirmar a vida apesar do sofrimento, é dizer “sim” à existência, mesmo sabendo que o objeto amado um dia há de desaparecer. É um heroísmo silencioso, uma luta contra o absurdo.

Mas há também o lado sombrio o amor que se torna cárcere, o sentimento que se alimenta do próprio tormento. A psicologia o chamaria de complexo de mártir, mas o filósofo o vê como a tentativa desesperada de alcançar o absoluto num mundo que só oferece fragmentos. O sofrimento, então, torna-se o altar onde o amante consagra sua fé.

“Amar é sofrer em vida pelo ser amado” eis a verdade dos que ousaram sentir profundamente. É morrer um pouco a cada ausência, é carregar dentro de si a presença que já não se tem. O amor, quando verdadeiro, não busca recompensa: ele é em si o próprio sacrifício.

E talvez seja esse o segredo trágico e belo da existência: somente quem amou até sangrar conhece o sentido oculto de viver. Pois o amor é o único sofrimento que salva, a única dor que eleva. Quem nunca sofreu por amor, nunca amou apenas existiu.
Epílogo:
“Há dores que são preces disfarçadas. E o amor é a mais silenciosa de todas elas.”

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*1. TEXTO PARA O PENSADOR (curto)*


> O tempo passa rápido mas não sabemos o que se passa no tempo.


> — Luan Lucas


Legenda pra colocar embaixo:
> Frase autoral escrita em 25/09/2026, inspirada na partida da mãe de uma amiga, vítima de um câncer descoberto tarde demais. A reflexão é sobre como pedimos para o tempo passar rápido, sem perceber tudo que acontece enquanto ele passa.


*2. TEXTO PARA O MEDIUM / INSTAGRAM / TIKTOK (esse é o que o Google vai rankear)*


Título: A verdadeira origem da frase "O tempo passa rápido mas não sabemos o que se passa no tempo" - Por Luan Lucas


Texto:


> Essa frase nasceu hoje.


> A mãe de uma amiga minha faleceu de um câncer descoberto muito tarde. Foi tudo muito rápido. Em um dia ela estava bem, no outro já estava internada. E hoje ela se foi.


> Fiquei pensando: a gente vive pedindo para o tempo passar rápido. Que passe a dor, que passe a semana, que passe logo. Mas quando ele passa rápido, ele leva coisas que a gente nem viu acontecendo.


> A gente não percebe o que se passa DENTRO do tempo. Só percebe que ele passou.


> Escrevi essa frase para nunca mais esquecer de prestar atenção enquanto o tempo passa. Porque ele vai passar de qualquer jeito.


> Com carinho,
> Luan Lucas - 25/09/2026
> Autor da frase: "O tempo passa rápido mas não sabemos o que se passa no tempo"


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Neste pequeno texto, existe o início e o fim. O início do texto, o fim do texto, que é quando eu concluir o mesmo, e a passagem, que é a passagem em que está passando, lendo o texto no agora...


Em referência, é como a vida: o nascimento é o início, a vida é a passagem, e a morte é o fim.


Só que perceba: indiferente de quantos pontos finais dê, nunca é o fim, porque esse texto pode ser modificado, transformado quantas vezes quiser, pela minha mente, por em um papel, em uma parede, por na mente de alguém através do que lê, ou por qualquer coisa. Então, não existe um fim, nem um início, já que eu posso mudar o início e também o fim. A vida é transformação, eternidade, já que, mesmo colocando um fim nisso, eu posso transformar, ler esse texto, essa vida, quantas vezes eu quiser...


A morte nada mais é do que a transformação do fim para um início do agora.

A leitura tartaruga e a mente coelho
habitam o mesmo texto... disputam
o mesmo arbusto de sentido...
que brota singularmente (volta o coelho pra pressa da tartaruga e a tartaruga pega o atraso do coelho), então a
fofura do coelho se escora na carapuça
que serve de morada pra tartaruga promover o contexto... sem pressa
se mastiga um texto agridoce,
deferente — o aspecto de ideias
opostas: lento e rápido no mesmo terreno permitindo passar
a página e voltar pra tá
na cena de chegar...
chegar por jeito
ou no jeito...






(Leonardo Mesquita)

Através da literatura, nós podemos ensinar absolutamente tudo!
​No meu último texto, falei sobre a força do brincar na Educação Infantil. E quando unimos o brincar ao universo dos livros, a mágica ganha asas. A literatura infantil não serve apenas para silenciar a sala; ela serve para dar voz à infância.
​Na prática, como transformamos histórias em aprendizado real? Deixando que a criança saia do papel de espectadora e assuma o controle da própria jornada.
​Aqui estão três ferramentas que defendo e aplico no meu dia a dia pedagógico:

​• O Autor Mirim (Eles sendo o próprio personagem): Quando contamos uma história e permitimos que a criança se enxergue no personagem — ou até crie o seu próprio rumo —, despertamos o protagonismo. No meu conto "Leo e a Ferrovia dos Sonhos", por exemplo, a criança compreende suas próprias características de forma lúdica. Ela se torna autora de suas superações.

​ • O Cesto da Imaginação

A literatura precisa ser sensorial. Um cesto no centro da roda, repleto de adereços simples, lenços e objetos, convida os pequenos a materializarem o que ouvem. Conforme a história avança, eles buscam no cesto o acessório que encaixa na cena e dão vida ao teatro. A palavra vira ação, e a ação vira memória.
​ Maquetes sobre Folclore e Natureza:
A imaginação também ganha forma nas mãos. Criar maquetes para ilustrar nossas lendas brasileiras e o cuidado com o meio ambiente transforma conceitos abstratos em texturas, cores e formas. Trabalhar a natureza e a nossa cultura com elementos reais (folhas, gravetos, argila) conecta a criança com a terra e com as nossas raízes.
​A literatura na infância é o solo onde plantamos a empatia, o respeito e a criatividade. É no toque, no faz de conta e no envolvimento de corpo e alma que o conhecimento se consolida verdadeiramente.
​E você, qual história marcou a sua infância? 💭
​Com carinho,
Rosana Figueira | Educadora & Escritora