Texto Medo
Cabelos ou joias não
fazem uma mulher,
Não tenha medo
de passar o mesmo
que Dalva e seus cabelos,
Não tenha medo
de bruxas ou de praga,
Não tenha medo de nada,
Porque o quê faz uma
mulher é o brilho que
ninguém pode roubar
é o brilho de dentro
que te faz sempre brilhar.
Com a tinta emprestada
do sereno da madrugada
sem ter medo de nada
falo o quê penso mesmo
que eu seja rejeitada
porque a clareza defendo
Não existe um único
livro religioso absoluto,
você pode eleger um
livro religioso que oriente
absoluto a prosseguir
Deus te deu o arbítrio
e livros sagrados para conhecer
para seguir ou não seguir,
Deus te deu inteligência
para entender que quando
o livro sagrado não alcança:
as leis dos homens devem contribuir
Não é segredo para ninguém
que um livro sagrado perde
a utilidade sempre que for usado
como argumento para justificar
a destruição do próximo
Não sou eu que vou te proibir
ou repreender de nada,
você nasceu com cabeça
para pensar, concordar ou discordar,
apenas estou aqui para te avisar
que os idiomas e visões
dos povos sempre mudaram
e sempre na vida irão mudar
Para com tudo isso lidar
não há dificuldades para entender
que sempre que você for capaz
de usar um livro sagrado
para ofender ou prejudicar:
do acerto de contas com o Divino
cedo ou tarde você não vai escapar.
Não tenho medo de jogos
de dominação,
Você é cruel e apoia
a maldade dos poderosos,
Se você não mudar agora,
não sou eu que vou me importar,
Dançar sozinha ou acompanhada
sobre brasas é um mero detalhe,
Tenho intimidade o suficiente
para tirar o diabo para dançar,
Teus jogos para mim são
como um parque de diversão.
Se é para errar bonito
que seja com você.
Meu erro divino,
quero te amar sem medo.
Porque entrar no coração
e na su'alma é preciso.
Tu és o erro que mais
preciso para acertar o caminho.
No fundo você também
sente o mesmo que sou eu
o teu erro mais do que querido.
Balança a palmeira diante
do vento da esperança
na Ilha do Chico Pedro:
decidi amar sem medo.
Na Baía da Babitonga fica
e assim me deixo levar
como embarcação que
está próxima de chegar.
Conhecer bem por onde ir
e sei que sabe me encontrar
onde estou em pleno mar.
Não preciso muito fazer
para a nossa hora acontecer,
e com os olhos fechados viver.
Com medo de se tornar um adulto armagurado, preferiu continuar como um garoto
com a vida deslumbrado.
Para alguns, não possuía sanidade,
Para outros, só tinha apreço por liberdade, não pela rotina ser aprisionado.
Descobriu cedo que viver era sonhar acordado, que crer valia a pena, como o desejo de voar alcançado.
Sua história faz lembrar de que é preciso se perder para depois se achar, que a situação pode ser temível, mas até na Terra de Nuncas, tudo é Possível
Abra bem olhos, presta atenção
na mulher incrível que você é,
não tenha medo de amar,
mas comece por você mesma,
o mundo a nossa volta,
muitas vezes, chega a assustar
e faz parte ter fases de fraquezas,
mas há muito o que desfrutar,
a vida é e sempre será uma benção,
então, graças ao Senhor,
não é em vão a sua existência.
Não tenho medo de brincar
com o fogo da tua essência,
pelo contrário, quero atiçá-lo
incessantemente
e alimentá-lo com bastante veemência
até incendiar o teu coração.
Desta maneira, ser recompensado
aumentando as chamas do meu desejo com os teus sentimentos inflamados por tua ardente emoção.
Aos poucos, os nossos sangues começarão a ferver e deixarão
ainda mais quentes os nossos corpos, juntos, um vulcão impetuoso Jeem erupção, um vínculo muito caloroso.
E para deixar esta noite melhor,
estás vestida à caráter,
fascinante usando vermelho,
cor da paixão,
logo, teremos uma ocasião incrível,
aquecidos pela combustão
do calor dos nossos espíritos.
Nilson morreu! " "Teu marido?", "Não, o mestre dele". Disse Jandira. O velho professor de karatê que a anos sofria de uma dores ao lado da barriga e tratava tudo no chazinho caseiro: Deve ser o figado... Deve ser isso... Deve ser aquilo... Deve ser... Deve ser... E nada de doutor de jaleco. E nisso ja a anos e sempre com aquela dorzinha de estimação. Só sei que um dia a dor apertou mais forte do que de costume, mas, tão forte, tao forte, que ele desmaiou. Socorrido, veio a óbito no hospital. Abrilham-lhe a barriga pra investigar e tinha um caroço enorme, do tamanho de um coco! Tiraram um pedaço pra fazer a necessária necrópise, e qual foi a surpresa, não era coisa ruim, era simplesmenre um cisto que haverá crescido, dimensionado tanto, a tal ponto com a passagem dos anos, tomando assombrosa dimensão. Erupção cutanea facilmente tratável, estirparvel, tambem conhecido, popularmente por furunculo, cabeca de prego, carnegao, e tirado totalmente todo trageto, não volta mais. Chatinho, mas, totalmente benigno. O velho e corajoso mestre de karatê morrerá devido a perca de sangue que se acumulam nessas patologias cutâneas e, devido a idade avassada, e a perca tanta do fluido vital viria a ser fatal. Morrerá literalmente vencido pelo medo.
O sucesso gera em todos nós ansiedade, incertezas e medo. Sim, temos medo do sucesso e muitas vezes nos autossabotamos por não estarmos prontos para os desafios, mudanças e incertezas que poderão advir do sucesso iminente. Mas, ao lidarmos com o medo, também somos tentados ao impulso, e isso pode também ser um obstáculo. Tornar o medo eficaz pode ser a solução. Aceite o medo, sinta a adrenalina gerada e obtenha o sucesso com todas as suas aderências. É assim que o sucesso deve ser consumido: com casca e tudo!
Existem momentos em nossas vidas
que nos vemos em uma encruzilhada.
Com medo, confusos,sem um mapa.
As escolhas que fazemos nesses momentos
podem definir o resto da nossa vida.
Claro que quando se está de frente com o desconhecido,
a maioria de nós prefere dar meia-volta e retornar.
Mas as vezes as pessoas pressionam por algo melhor.
Algo além da dor de continuar sozinho.
E além da bravura e coragem que leva para se aproximar de alguém.
Ou de dar uma segunda chance para alguém.
Algo além da quieta persistência de um sonho.
Por que você só descobre quem realmente é, quando é testado.
E você descobre quem pode ser, quando é testado.
A pessoa que você quer ser, existe.
No lado oposto de fé, crença e trabalho pesado.
E ter uma dor no coração, que o medo está pela frente."
ONE TREE HILL - Ep.4x02
Eu tenho medo e medo está por fora
O medo anda por dentro do teu coração
Eu tenho medo de que chegue a hora
Em que eu precise entrar no avião
Eu tenho medo de abrir a porta
Que dá pro sertão da minha solidão
Apertar o botão: cidade morta
Placa torta indicando a contramão
Faca de ponta e meu punhal que corta
E o fantasma escondido no porão
Medo, medo. medo, medo, medo, medo
Eu tenho medo que Belo Horizonte
Eu tenho medo que Minas Gerais
Eu tenho medo que Natal, Vitória
Eu tenho medo Goiânia, Goiás
Eu tenho medo Salvador, Bahia
Eu tenho medo Belém, Belém do Pará
Eu tenho medo pai, filho, Espírito Santo, São Paulo
Eu tenho medo eu tenho C eu digo A
Eu tenho medo um Rio, um Porto Alegre, um Recife
Eu tenho medo Paraíba, medo Paranapá
Eu tenho medo Estrela do Norte, paixão, morte é certeza
Medo Fortaleza, medo Ceará
Medo, medo. medo, medo, medo, medo
Eu tenho medo e já aconteceu
Eu tenho medo e inda está por vir
Morre o meu medo e isto não é segredo
Eu mando buscar outro lá no Piauí
Medo, o meu boi morreu, o que será de mim?
Manda buscar outro, maninha, no Piauí
Espontânea é a vida que tanto queria viver
Por medo da repressão social, não vivo
Espontâneo é tudo o que sinto por ti
Por medo de ser rejeitado, não digo
Queria que as coisas acontecessem espontaneamente
É nesta espontaneidade que me revejo
Por causa dos rótulos e dos paradigmas, me privo
Cansei de viver programático, moral e politicamente correcto
Quero viver leve, livre e solto
Quero me doar ao prazer, à libido
Quero atingir todos os orgasmos,
conhecer o nirvana e atingir a transcendência
Quero viver
Viver a vida
Eu vivo a morte
Vivo por fora, morto por dentro
Eu sou um zumbi
Eu só quero ser eu
Eu tenho medo de dizer quem eu sou
Já agora, quem eu sou?
A sociedade inventou-me
Junto com toda a parafernália social
Mas, essa sociedade não sou eu, nem tu
São ELES
Os poderosos
Só eles é que podem
Quem sou eu?
Eu sou tu
Eu sou um ser reprimido
Eu sou o casamento
Eu sou a sociedade
Eu sou a cultura
Eu sou o medo
Mas não sou EU
ESPONTANEIDADE DA MINHA ALMA
Saca Rolha
Estou cheia do azedo que percorre meu fígado e me enche de medo de vazar, de repente, num fim de tarde, numa certeza qualquer de uma roupa branca e equilibrada, numa alegria despretensiosa, numa felicidade sem cérebro, num silêncio mais cansado do que desejado.
Até a borda de mim. Entupida de tudo o que, passiva em ser, apenas sou. Olhos inchados, boca cheia, coração apertando o peito, língua encharcada, a vida latejando e o corpo pesado demais para voar.
Estou cheia de mim e de tudo que se relaciona ao assunto. Cheia da incapacidade em estacionar em um plano, em enquadrar um sonho feito uma borboleta morta, em continuar acreditando no que acreditei até a morte, em ter paz longe das arestas acolchoadas que criei durante toda uma vida de expectativas assustadas.
Sou filha, mãe e escrava do caos, dele me tiro, sem ele não existo. Estou cheia do caos, mas tenho horror ao equilíbrio. Confiro minhas listas compulsivamente, buscando um pouco de linha reta para que eu possa deitar e esquecer das contorções que me apertam até que eu pingue no mundo.
Sou um trapo sujo que lavo e contorço todos os segundos, mas não o tanto que deveria por falta de força, preguiça e vontade de borrar a existência ao lado. Eu preciso ganhar um sopro de vida em qualquer outra vida, para me enxergar além do espelho construído e imposto. Eu preciso me ver responsável por uma palidez matinal, uma pontada no intestino inflamado, uma trepada no azulejo do chuveiro, uma parte suave e instrumental de uma música, um cheiro de podre e solidão na madrugada sem preenchimentos.
Existo apenas para causar, e juro que amo essa palavra “causar” além da gíria que ela sugere. Existo apenas para mim mesma, o tempo todo, como nos contos do Hermann Hesse, tenho nojo e pânico de grupos que se acolhem para que se aceitar não seja um trabalho tão penoso e se sentir possa tranqüilamente ser vazio.
Estou vazando de tanto que me encho de mim, mas tenho muito medo que alguém que não mereça minha intimidade cate pelos cantos assustadores do mundo as minhas tripas. Tenho muito medo que as pessoas sem profundidade conheçam a minha, e mais medo ainda de que a profundidade do mundo me cuspa. Sou uma sem-terra porque desprezo o superficial, mas dói demais ser intensa o tempo todo, e preciso fazer luzes, compras e sexo casual.
Cheia dos meus preconceitos, da vontade que tenho de cagar em cima da cabeça de todo mundo que faz beiço para insinuar sexualidade, de todo mundo que se enfia num terno para insinuar vitória, de todo mundo que se enfia atrás de uma mesa para insinuar vida, de todo mundo que se enfia atrás de uma garrafa para insinuar alegria, de todo mundo que se enfia num bando para insinuar existência, de todo mundo que se esquece no Sol para insinuar luz.
Até o topo, até o céu, atolada, tô por aqui comigo. Cansada do meu vício de organizar tudo o que sou e de não deixar espaço para o novo, para o que eu poderia ser, para o que eu nem sei que é.
Queria agora que uma asa rasgasse as minhas costas porque, mais do que sentir a dor da liberdade, preciso não ter sexo, nem nome, nem tempo e nem casa. Preciso enxergar e sobrevoar o mundo sem ser eu, para que ser eu não seja este mundo tão pequeno e apavorado. Preciso ser qualquer coisa que eu não saiba.
Quero me chacoalhar e implodir essa rolha que me prende em mim, e me espalhar pelas terras, e banhar bostas, e acolher vermes, e alimentar tudo o que é rasteiro, tudo o que é pequeno, tudo o que não é, tudo o que é chão.
Quanto mais o tempo passa, mais aumenta o desejo...
Até tenho medo de que o meu desejo se torne maior que eu, e eu acabe explodindo longe de você.
Isso seria para mim um castigo, meu pior castigo!
Há tempos tenho...
Fantasiado em segredo como eu desejo, despejar todo esse fogo crescente em mim...
Dentro de você.
Estou contando os segundos, com objetivo de fazer o tempo passar mais rápido.
Se eu pudesse daria asas ao tempo, para tempo voar e nossos lábios poderem logo se tocar.
Quando tiver que chorar, chore; que lamentar, lamente; que aquietar, aquiete-se; que exasperar, exaspere-se. Mas quando tiver a oportunidade de sorrir, sorria! Sorria muito e sem medo de que tudo seja passageiro. O mundo, de fato, é um lugar hostil, mas a vida não é um conjunto de desventuras em série.
Escolha o que o seu coração te fala e não tenha medo de seguir por esse caminho. Tombos são inevitáveis, então a gente tem mais é que se jogar. Você se sabota o tempo todo abrindo mão do que quer para fugir do que tem medo. Você quer ser independente mas foge até de tomar suas próprias decisões, de decidir por aquilo que mais deseja. Tome sempre suas próprias decisões e independente do que acontecer, nunca se arrependa. No fim tudo o que importa é fazer o que acredita. Só temos o agora para viver tudo o que sentimos. E quando chegar ao fim, vai preferir ter vivido por eles ou pelo que te disseram para fazer?
A morte é algo bastante notável. As pessoas vivem a vida inteira como se ela não existisse e, no entanto, ela é um dos maiores motivos para se viver a maior parte do tempo. Alguns de nós ficam já desde cedo tão cientes da sua existência que vivemos com mais intensidade, mais teimosia, mais fúria. Outros precisam da sua presença constante para ao menos se dar conta de como é a vida. Alguns ficam tão ocupados com ela que sentam na sala de espera muito antes de ela ter anunciado sua chegada. Nós a tememos, e mesmo assim a maioria de nós tem mais medo que ela atinja outra pessoa do que a nós mesmos. Porque o maior medo com relação à morte é sempre que ela vá passar batida por nós. E nos deixar sozinhos.
as vezes paro, só paro, e começo a pensar o porque. porque insistimos no que não temos certeza, se tudo que temos de certeza pra continuar é esperança, talvez ela não temos nem de nos mesmos, mas temos esperança no próximo, talvez não temos amor a si mesmo, mas amamos alguém e por isso continuamos, temos medo de perder o pouco de humanidade que temos.
Um brinde às pessoas que leem e lendo compreendem o que leram. Àquelas que sabem expressar o que sentem, e ainda não se sucumbiram em locar espaços do seu discernimento para se integrar num grupo ou comunidade. Um brinde às pessoas que pensam diferente, que pensam grande e não tem medo de sonhar.
