Texto em verso

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⁠“prego”

Talvez que um dia no verso meu chorado
sob a luz da saudade, num versar falando
tu ouças nas rimas o meu ser apaixonado
em um grito de padecimento te saudando
Está lágrima que fez o papel ficar borrado
não se atenha. É meu prosar lacrimejando
quando vaza do coração pra ser escutado
e que na dor da solidão vai transbordando

Não é simples sofrer, ou, que nada valeu
é aperto no peito e, que ainda não passou
e cá no soneto, um suspirar cruciante meu
O grito, se ouviste, por favor, é sentimento
que vai corroendo a súplica, assim, te dou
um canto: com choro, gemido e sofrimento.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 junho 2024, 15’04” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Se foi, foi cumprindo o verso
literalmente como um adeus que nem se deu
com esse teu jeito perverso
conseguiu com glória arruinar meu universo

Não digo que te odeio
não, não
porque se eu disser isso à alguém
para mim mesma, eu mentiria
só estou de saco cheio

Se foi, foi largando tudo para trás
deixando comigo dúvidas más resolvidas
por quê que eu achei que você não era capaz?
mas não se acanhe, eu encontrei minha paz

Ainda digo que te amo
mesmo com mãos manchadas de sangue
e hoje finalmente também lhe digo
eu me amo, eu me amo.

Inserida por Nadile

⁠AUTO SONETO

Rima soneto, o meu eu sem detrimento
Diz ao verso a perfeita e a real melodia
Se de sintonia, alegria ou de nostalgia
Traz à flor da pele o capricho do talento
Revela que sou sensações em categoria
Da alma, da emoção e do pensamento
Na dor, amor, que eu sou toada e alento
Anatomize o meu eu poético com eufonia

Vai soneto, me revelando a cada tento
Em loas de aprazimento duma parceria
De que na prosa eu vivo de sentimento
E neste último terceto, desta biografia
Deixo a minha paixão pelo letramento
No meu encruzar, imortal, só a poesia!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
22, agosto, 2016 - cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

quero um relógio deste
pra contar a minha história
num pequeno verso
de uma vida de outrora
que caiba dentro de uma hora
com as batidas do coracao
em um minuto
como o sopro de um vulcão
com a velocidade
de um segundo
respirarei bem fundo
e daqui partirei
saudades deixarei
pra perto do meu anjo voltarei
e assim darei
a volta ao mundo
nas lembranças que guardo
com saudades contarei
para os que eu encontrar
e no coracao pousar
com um sorriso que darei
"só sei que nada sei"
tanto que aprender terei
e nesta existência
não dará tempo
porque o tempo voa
e não me espera
então fica pra amanhã
a minha história!!!

Inserida por fernanda_de_paula_1

vivo, logo escrevo
poesia, poema ou verso
porque se for dizer tudo
o que realmente penso
nem tudo faz sentido
nada está esclarecido
nada tem cores
nem morro de amores
nem tudo são flores
posso dizer que são
algumas dores
bate forte no peito
quando não tem perdão
quando permito a ilusão
transbordo confusão
tem algo fora do lugar
chega de me enganar
só tenho amor pra doar
com quem entende
meu defeito mais profundo
que será sempre amar
ou vão me encontrar
do outro lado do mundo!!!

Inserida por fernanda_de_paula_1

escrevendo no livro da vida
sou poesia e não prosa
sou verso e não estrofe
sou ponto e não acento
sou palavra e não frase
sou assim sem crase
sou eu sem gramática
sou narração enfática
sou assim bem dramática
sou eu sem paixão
sou assim bem histérica
sou eu sem coração
sou eu bem eclética
sou eu sem perdão
totalmente sem noção!!!

Inserida por fernanda_de_paula_1

⁠SONETO 08


Eu queria somente encontrar um verso
E um outro poema acabou achando
Nessas lágrimas que soltei chorando
Nesse meu contentamento submerso.

Solto os meus soluços arquejando
E o meu espírito fica espesso
Na áurea mais profunda do universo
Que a minha mão o fez traçando.

Abro os olhos num passado de amor
E nele não mais acho a sua dor
Hoje só me resta ter alegrias.

A sua sombra extrema de venturas
Pode ter sido longos dias de loucuras
Como também os únicos maus dias.


26/10/1993

Inserida por dimas_de_souza

⁠Pensei em mil formas de dizer que amo você

Pensei em declamar um verso ou um poema, por assim dizer

Mas não encontrei meios de fazê-lo, pois tudo parece tão pequeno diante do sentimento que tenho em meu ser

Deixo então, esse pequeno registro em meio a noite escura

Na certeza que mesmo distante, minha alma anseia a tua

Inserida por DColombo

⁠UM AMOR PERDIDO

Pelo verso passaste no correr da inspiração
da inspiração ao decorrer da poética passei
perdeu-se na imaginação a doce sensação
nem sonhos especulei e tão pouco imaginei
Os planos, desenganos, os deixei no coração
e, quanto aos versos, desperdiçados, eu sei
engavetados, tolos, mortiços, sem emoção
nestes danos, por não ter prosa, amarguei

Mas, tudo tem o seu percorrer pelo destino
tudo muda, tudo passa, me vi apaixonado
o olhar dominado num pegajoso desatino
E, hoje, o soneto cadenciado, já desiludido
suspira o romantismo por haver encontrado
também, chora, os versos do amor perdido...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08 junho 2024, 19’22” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Ah, o amor, esse sentimento ricamente cantado em verso e prosa por poetas de todos os tempos!
Amor que permeia e sustenta todos os tipos de relações humanas. Amor que traz em si a vida, mas também a morte, a doença e a cura. Amor que é a força propulsora da vida. Tão fácil falar de amor quando só o conhecemos na vitrine da poesia e tão difícil falar dele quando já tivemos o peito rasgado por ele e nossos melhores sentimentos saqueados. De qualquer forma o amor continua por aí fazendo vítimas, saqueando almas, rasgando corações e deixando como consolo dias permeados de lembranças e memoráveis lembranças

Inserida por ednafrigato

⁠Sempre há um verso
que apesar de inquieto,
que não quer sair.
Parece que se sente
como a saudade no meu peito
que só não vai embora
porque não sabe para onde ir.
Queria que fosse possível
a leitura desse momento,
em que testo a eficácia
do meu poder de convencimento:
"Venha verso, não tenha medo,
eu também sei o que é não estar pronto
e ter que partir assim mesmo"

Inserida por umeuliricobebado

⁠SONETO DIVIDIDO

Meu sonho busca o verso eternizado
De ver o soneto no pódio da inspiração
Traçando prosa de tão doce sensação
De agrado, alegria, de afeto cobiçado
Minha ilusão chama pela mesma razão
De tal glória, assim, sendo, torneado
Onde o amor sempre seja glorificado
E, o ledor aplauda com brava afeição

Mas, nada é tão simples, tão comum
Na busca de ter o sonhado, mais um
Inolvidável, no diverso das emoções
E, então, o propósito amordaçado
Num soneto dividido, despedaçado
O vi disperso na trama das cisões...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Junho 23, 2022, 05’45” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

Looping temporal

o medo afugenta a coragem
a razão abafa o coração

vê, um verso trazido pelo vento em forma de canção

o que ela nos diz?

o que ela lhe diz?

em algum lugar no tempo, nesse tempo, um ponto específico, um reencontro, agora distante

o inferno engole o céu, vivemos sob os mesmos tormentos

uma porta, uma saída?

uma lembrança, uma saudade, um passo, uma atitude

a loucura da razão pisa jardins inteiros antes que estes floresçam

entre a semente e a flor existe o tempo, é fato, tempo de cultivar, cuidar, dar atenção, não enterrar-se no profundo da terra em direção contrária ao nascer da flor

o mergulho que escorre nas entranhas da escuridão profunda que desagua no magma das chamas purgatoriais da tristeza

eu deveria aprender a me despedir de quem se despediu de mim, todavia acredito que se eu sobrevivesse, com 87 anos, daria um jeito de me dizer de forma irônica que "desisti", mesmo você tendo desistido primeiro

cantos de pássaros multiplicam sabedoria nos ares buscando guarida em nosso peito

te falo sobre a sabedoria do canto dos pássaros?

rasgar minha voz outra vez para lhe dizer o que se recusas ouvir?

coração partido, recuso partir, recuso dizer adeus

em breve, contra minha vontade meu corpo partirá, lembrarás então de canções que deverias ter cantado no tempo entre a semente e a Flor

cantarás para mim, enfim, sem se importar com a razão, embora a razão lhe diga não ser possível meu corpo morto ressuscitar

buscará minhas palavras, estarão vivas para sempre, aquecerão seu coração para em seguida debulhar-se em lágrimas pela minha voz morta que não poderá mais lhe dizer ao pé do ouvido que te Amo

entre a semente e a Flor, o tempo, onde se morre por falta de cultivo, cuidado e atenção

ouve, canções e prenúncios, canções de luto, canções por quem vive

ouço minhas próprias canções fúnebres

[...]

canções sobre o tempo
que deveria ser
um fazer-se
presente

canções sobre o tempo
que é um fazer-se
"ausente"..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠Coloque, disponibilize na cabeceira de sua cama, um belo verso partido do sonho, de seu coração.
Uma poesia ainda que uma frase de ação e devoção ao Amor.
E aja movendo-se na sua direção e sua palavra em dizer a esse mundo.
Mundo viemos te ajudar a ser melhor junto a todos os demais irmãos!

Inserida por dalainilton

⁠SONETO DOMADO

Sou um soneto túrbido no sentimento
Suspiro a todo o momento, duro verso
Perdido em sensações, tão controverso
Hora no agrado, hora emoção ao vento
Ter a poética em um acordo, como tento
Porém, o meu cântico no acaso é imerso
Dói-me tanto por este valer tão disperso
E mesmo em lágrimas, o prazer invento

Um soneto alanceado, mas imutável
Sigo em frente, sou insistente, afável
Sempre a buscar e estar apaixonado
Persisto, sonho com um estímulo certo
Hei de deparar com o oásis no deserto
E, então, ser aquele soneto domado...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28 junho, 2022, 11´11” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠PONTEIO À MADRUGADA

Eu não sou de improvisar,
Mas se verso é na bitola
Saltitante, cabriola
Com um quê de emocionar.
Já fui carcará a ciscar
Na terra fértil sulcada...
Se ponteio à madrugada
Meu arpejar denuncia
Que respiro poesia
Junto com a passarada!

Sou difícil de juntar
Se me espalho... É minha sina
Ser um galo de campina
De galho em galho a trinar
Ou calango a rastejar
Em lajedos da Caatinga,
Meu camuflar de coringa
Me esconde e ninguém acha
No barro do chão que racha
Se não chove e nada vinga.

Sou o aboio do vaqueiro
No semiárido cinzento,
Ligeiro quão pensamento
A peitar o marmeleiro,
Flor e fruto de cardeiro
A desafiar mormaço,
Eu sou água de cabaço
Na sombra da umburana,
Sou tapera, sou choupana
Esquecida qual retraço.

No meu tempo de menino
Eu fui rico fazendeiro,
Plantação de umbuzeiro
Tratei com zelo e refino.
Fui calça boca de sino
Em caminho de carrapicho,
Não tive medo de bicho,
Sempre fui desassombrado
E estradeiro acelerado
Destacado por capricho.

Eu sou desse mundo agreste
Onde fui peão no eito...
Chão que tem o meu respeito
No coração do Nordeste.
Caboclo é Cabra da Peste
No Sertão Paraibano,
Tem miolo, tem tutano,
Tem um que de sábio ser
Que o tempo sabe ler
Em cada estação do ano.

Convidei um rouxinol
Para uma parceria
Quando entrei na moradia
Tão deserta quão paiol.
Na viola um tom bemol,
Começamos a cantar...
Mas terminei por chorar
De tanta melancolia,
Tudo se fez poesia
Ao voltar ao meu lugar.

Inserida por chico_mulungu

⁠Pra você, meu amor, escrevo este lindo verso.
Afirmando que te amaria em todos os multiversos.
Você sabe que sou um cara esperto.
E estar contigo em cada mundo que existe eu sei que é o mais certo.
Por mais que pareça que os outros não são concretos.
E que neste mundo que vos falo, sou um tanto discreto.
Mas nesse é o que eu tenho mais o papo reto.
A única coisa que guardo sem falar, é você, meu porto seguro, meu amor secreto.

Inserida por rodolpho_pimentel

⁠VERSO ...

Instante vazio. Um silêncio carrancudo
E a inquietação ativada no sentimento
Tudo é parado, nem mesmo o vento
Cochicha na mansidão, está tão mudo

Eu fico a versar, em um rogo agudo
Vejo, solitário, o vão do pensamento
Que em tal momento é tão sedento
Tão inútil e, que no engano me rudo

Ó divindade desta razão tão bonita
Que dá relevo ao agrado e, acredita
Na consolação das solidões tortas

Cede-me a poética e distinta calma
Para que, no soneto traga pra alma
Fôlego, e não quietas horas mortas...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06/03/2021, 10’10” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

Escrito

Queria ter escrito
O verso perfeito
Em métrica e rima
Mas, o pensamento
Foi desfeito.

Queria muito ter falado
O que sentia
Por que e para quem meu coração batia
Mas, o pensamento
Me esvazia.

Queria, enfim, ter feito alegorias
Viagens, aventuras, romances e romarias
Uma taça de vinho e desmandos
Mas, o pensamento
Acabou com a fantasia

Queria, mas só queria...
E, acabei na madrugada, triste
Com a alma frustrada e vazia.

Inserida por EduardoChiarini

Soneto: Sentir

Meu verso hoje é de amor
Sentimento mais puro não tem
Como uma rosa vermelha
Só colhe ao superar o espinho

O amor supera o tempo
O mar em tempestades
É ele quem pilota o barco
Seu tempo é a reciprocidade

Amor é flor de todas estações
É se deixar levar pelo olhar
Pra sintonizar dois corações

Amor é evolução contrapartida
Solidão também é necessário
Mas só amor dá sentido a vida
Autoria #Andrea_Domingues ©

Todos os direitos autorais reservados 13/04/2020 às 11:00 horas

Manter créditos de autoria original #Andrea_Domingues

Inserida por AndreaDomingues