Texto de Tristeza

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O tempo é meu martírio, meu inimigo, não aliado.
Conto as horas, conto os minutos, conto os segundos pra te ter ao meu lado.
Toda hora no meu relógio é tempo de tristeza e solidão.
Não sou senhor do tempo e muito menos senhor do meu coração.
Coração esse que sofre calado contando as horas querendo te ver.
Coração que já perdeu muitas horas, tentando em vão, te esquecer.
Tempo de tristeza, marca meu relógio, na hora da despedida.
Nem mesmo o tempo, inexorável, pode curar certas feridas.
Me acostumo com o tempo, relógio correndo e com as mazelas da vida.
Espero aqui fora, de qualquer forma, a nossa hora chegar.
Então percebo com o tempo que é mais fácil o tempo parar, do que, eu com o tempo, desperdiçando tempo, algum dia deixar de te amar...

Inserida por wikney

A sabedoria não tem idade...
Sabedoria não tem idade,
Sábio é aquele que pensa antes de julgar
E esquece as diferenças e aprende a perdoar.
Fica quieto para não discutir,
Sempre fala a verdade, não sabe mentir.
Nem todo louco é sábio e nem todo sábio é louco
Presta atenção e aprende, mais um pouco.

Inserida por EdvanPereira

Pensamentos de um poeta...
Eu quero pensar,
Não quero falar.

Eu quero ouvir,
Não quero fugir.

Não quero entender,
Não quero ler,
Eu quero escrever.

Não quero ser refém da dor,
Eu quero apenas um amor.

Não quero uma menina,
Eu quero uma mulher.

Que além de ser carinhosa
Sabe bem o que quer...

Não estou a migué,
Estou a procura de um grande amor,
De uma garota que me faça sentir calor.

Um sentimento que não pode ser explicado
Coisas que nós só sentimos
Quando o nosso coração está apaixonado.

Sei que você está em algum lugar,
Não demore, venha de pressa,
Venha me encontrar, pois
O meu coração já cansou de apanhar

E assim vou vivendo sem ela
Seguindo em frente
Com os meus pensamentos de poeta.

Inserida por EdvanPereira

Estou a explodir,
Minha cabeça dói,
Meu coração aperta,
Pensando em desistir.

Cansado de tudo,
Sem sentido não construo,
Um enredo,
Uma história,
Um sentido.

Cansado de pessoas vazias,
Discursos individualistas,
Sem pensar no amanhã.

Ter uma esperança,
No sistema,
Na vida,
Em tudo,
Às vezes cansa,
Esgota,
Fadiga,
Estressa,
Aborrece,
Chateia.

E?

Cerceia,
Meu direito,
De viver.

Inserida por JorgeLimaLoiola

⁠Na caminhada da vida, há momentos em que nossos gritos são silenciados, nossas respostas caladas e nossas cabeças se abaixam diante dos desafios que enfrentamos. O choro se prende dentro de nós, e o sorriso parece ter sido destruído, deixando-nos doentes em um mar de angústia. É fácil se sentir perdido e desamparado, mas é preciso entender que somo mais fortes do que imaginamos.
As pessoas ao nosso redor, essas cascatas de nós, também são sensíveis ao extremo. Cada um carrega consigo suas próprias batalhas invisíveis. Mas é nesse momento, quando nos deparamos com nossos desafios, que a verdadeira coragem se revela. Não deixemos nos enganar, pois, não estamos sozinhos nessa jornada. Compartilhamos a mesma humanidade, a mesma luta interior.
É preciso encontrar a força para levantar a cabeça e encarar o mundo com espiritualidade. Por mais assustador que seja, é quando enfrentamos nossos medos de frente que podemos superá-los. Precisamos soltar o choro reprimido, pois é na expressão das emoções que encontramos, felicidade e cura. Precisamos chorar e se afogar nas lágrimas. Cada gota que derramamos é um passo em direção à libertação.
Possuímos uma resiliência que vai além das aparências. Não nos deixemos enganar pelas circunstâncias difíceis que nos cercam. Dentro de cada um de nós há uma centelha de esperança, pronta para acender o fogo da transformação.
Acreditemos em nós mesmos, mesmo quando tudo parecer sombrio. Acreditemos na capacidade de superar as adversidades, de encontrar soluções e de se reinventar. As cicatrizes que carregamos são testemunhas do nosso poder de sobrevivência. Elas são marcas de coragem, de uma alma que não se encontra diante das dificuldades.
A sensibilidade é uma dádiva, uma conexão profunda com as emoções humanas. É através dela que podemos compreender e apoiar uns aos outros. Encontremos força no apoio mútuo, na empatia compartilhada. Ergamos a mão para ajudar aqueles que também estão lutando no silêncio. Juntos, podemos construir uma rede de resiliência, onde as cascatas se tornam abraços, as lágrimas se transformam em sorrisos e a cura se espalha como uma brisa suave. Afinal, mesmo no meio à escuridão, é possível encontrar a luz que guiará o seu caminho.
Mesmo que muitas vezes achamos difícil...

Inserida por JorgeLimaLoiola

⁠Por qual motivo gosto de ter controle de tudo,
Se nem controle da minha vida ultimamente estou conseguindo ter,
Não tenho com quem conversar,
Não tenho com quem me abrir,
Não tenho com quem contar,
E, por isso, escrevo.
Escrevo para deixar a dor sair,
Escrevo para deixar as tristezas tomarem vazões,
Escrevo para que outras pessoas não precisem se dilacerar com minhas tristezas, e não se machuquem mais do que elas já estão, nesse mundo chamado "vida",
Muitas vezes, o som da minha voz,
Machuca,
Atordoa,
Devora,
Machucando o outro
E, sim, eu mesmo.

Inserida por JorgeLimaLoiola

⁠Ninguém nasce cruel.
Ninguém nasce quebrado.

O que nos parte não é o nascimento, é o caminho.
É o olhar que fere sem tocar.
É a palavra dita no momento errado, com a intenção errada.
É a indiferença de quem passa por nós como se fôssemos invisíveis.

Eu estive lá… essa madrugada.
De novo.
Naquele lugar escuro dentro da minha cabeça, onde a única companhia é o som do próprio medo gritando.
Sufoca. Dói. Paralisa.

E se as pessoas soubessem o que causam…
Se ao menos soubessem…
Talvez pensassem um milhão de vezes antes de usar a crueldade como defesa, antes de destilar julgamentos como quem cospe veneno em feridas abertas.

Mas eu sei que elas também estão quebradas.
Se tornaram aquilo que um dia odiaram.
Talvez nem percebam.
Talvez estejam apenas tentando sobreviver do jeito que aprenderam.

E eu…
Eu tô tão cansado.
Tão exausto dessa luta invisível.
Dessa armadura que visto pra parecer forte, inteligente, inteiro.
Quando, na verdade, eu sou só um quebra-cabeça feito de pedaços que a vida espalhou por aí.
E eu junto o que posso…
Do jeito que consigo…
Mas ainda assim… falta algo.

Me sinto perdido em mim.
Tentando ser o que esperam, tentando caber em moldes que não me servem mais.
Me cobro, me exijo, me mutilo em pensamentos…
Porque, por algum motivo, aprendi que ser perfeito era a única forma de ser amado.
De ser visto.
De ser aceito.

Mas eu não sou perfeito.
Nem você.
Nem ninguém.

E tudo o que eu queria agora…
Era que alguém segurasse minha mão.
E dissesse:
“Tá tudo bem se você não der conta hoje…
Eu te vejo mesmo assim.”

Inserida por JorgeLimaLoiola

Recomeçar

Após anos em silêncio, após tudo que vivi, retomei várias coisas, mas faltava uma ainda! Após o incentivo de um novo amigo (resultado de um dos meus recomeços) resolvi retomar, recomecei a escrever. Estou me sentindo enferrujada, parece que as ideias já não vêm tão naturalmente! Mas vamos lá, retomar, recomeçar, reescrever minha história!
O que é recomeço? É voltar no tempo, retomar os sentimentos, reviver as lembranças, relembrar a esperança de tudo que é novo e do que ainda não se viveu!
Recomeçar é sentir um frio no estômago, seria o medo do que há por vir? É o riso solto, vindo do âmago, mesmo com o coração envolto numa casca grossa, tentando se defender para não mais se machucar! É sentir alegria de viver, tristeza do outro ser que enfrenta tanto perder quanto ganhar sem saber! É voltar à estaca zero, é pensar que não vai dar conta, que não vai conseguir seguir. É seguir rumo ao desconhecido, destemido, com amigos, ou apenas só! É um laço sem nó. É seguir com medo de tudo, com medo do mundo, mas com coragem suficiente para não retroceder! É seguir em frente, sem olhar para trás, sem no entanto perder o encanto e a experiência de toda a carga do passado! Finito, acabado, passado é passado, mas não há presente nem futuro sem o saber do passado! Começar é apenas uma vez, mas recomeçar pode ser por incansáveis, indeterminadas, diversas vezes; recomeçar a cada dia, a cada novo amanhecer. E por que não ao entardecer? Não há hora nem lugar para recomeçar, basta tentar!
Então, que tal? Vamos recomeçar? O que você quer recomeçar hoje? E para você, o que é o recomeço?
Recomeço, meço, apreço, aprecio, retomo, me arrependo, retorno, ao ponto exato, o ponto do recomeço, sem retrocesso, e só paro com uma condição: alcançar o SUCESSO!


(Viviane Dona da Silva)
24 de julho de 2014

Inserida por vivi_da_silva

Sol e a Lua
Se pergunte meu
querido e minha querida, qual é melhor, um papel de figurante na guerra ou um papel principal em uma cela?!
Todo dia que levanto para lutar e me deito ao por do sol, me repousando em derrota. Vivendo nesse ciclo vicioso entre granizo, me alimentando de dor e tristeza. Mesmo que eu queira sair disso não consigo, porque o vicio da lua e maior do que a minha alma. Alguns nasceram para ser como o Sol e brilhar intensamente, outros para ser a Lua, sem brilho próprio, vivendo a margem da dor.

Inserida por anndre_mendanha

⁠"Por que foge da dor?"

O mundo acontecia! Eu chorava e sorria,
Por horas, em longos dias me escondia,
Das flores, das dores, dos horrores que eu não via.

Hoje, em solidão, sem jornal em corredores sem canções.
Pelas janelas, ouço sonhos e orações.

Pelas brechas de luzes que nunca se apagam vejo passos e murmúrios,
gemidos e sussurros.

Os corações estão em feridas,
que sonham em ser mais que uma só vida.

Meu lamento não é sobre despedida, nem sobre achar que não existe mais vida.
Meu lamento é um alento!
Meu alento é um momento!
Meu momento é um pensamento.
"Do mundo, das dores dos horrores eu não vi, hoje dessas dores dos horrores eu senti".

Inserida por daniloaqui

Limitação

Tenho uma coisa assim, sentida,
Que não pode ser entendida
Mas causa desilusão.

É de fato coisa séria
Traz sensação deletéria
Que melhor, não professar.

Caminhando com graça, vou seguindo,
Com diadema ornando a cabeça
E os pés encaixando na estreiteza,
Entre as valas do caminho.

Inserida por MariadaPenhaBoina

No circo da vida, tem dias que o palhaço chora.

Naquela noite fria, as luzes do Circo Solitário brilhavam intensamente, mas a atmosfera estava estranhamente sombria. Felipe, o palhaço, sempre fazia a plateia rir, mas seu sorriso era uma máscara para a tristeza que escondia.

Naquela noite, algo estava diferente. Enquanto se maquiava, Felipe encontrou uma carta misteriosa em seu camarim. "Encontre-me após o espetáculo, ou a verdade será revelada," dizia o bilhete, assinado apenas com um enigmático "A".

Durante a apresentação, a tensão aumentava. Felipe olhava discretamente para o público, procurando por algum sinal do autor da carta. Seus números, normalmente cheios de alegria, tinham um peso diferente. As risadas ecoavam vazias em seus ouvidos.

Após o show, Felipe saiu pelo portão dos fundos e caminhou até o velho carrossel abandonado, onde a carta instruíra. Lá, no meio das sombras, uma figura encapuzada aguardava. "Quem é você?" perguntou Felipe, o coração acelerado.

"Você esqueceu de mim, Felipe?" disse a voz sombria. Quando o capuz caiu, Felipe reconheceu Clara, a trapezista que desaparecera misteriosamente anos atrás. "Você me deixou para morrer naquele acidente. Todos pensam que foi uma tragédia, mas eu sei a verdade."

O pânico tomou conta de Felipe. "Clara, eu... eu pensei que você estava morta! Foi um acidente, eu juro!"

Clara riu amargamente. "Você achou que poderia seguir em frente e esconder seus segredos. Mas o circo da vida não esquece, Felipe. Agora, você vai pagar."

De repente, as luzes do carrossel acenderam, girando em um ritmo frenético. Felipe tentou fugir, mas Clara o puxou para dentro, onde as lembranças do passado o assombravam. As risadas agora eram gritos, os aplausos, ecos de dor.

Naquela noite, o circo descobriu um novo mistério: o palhaço desaparecera, deixando apenas sua maquiagem manchada de lágrimas no velho carrossel. A vingança de Clara se completara, e no circo da vida, o palhaço finalmente chorara.

Inserida por AndersonS

⁠Dois de novembro

No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.

Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.

Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.

O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.

No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Orvalho

Há uma calma umidade que se detém,
silenciosa, atrás das cercas — nas tramas do mato,
onde o peso das horas mal se sente.
Não teve o tempo de ser apenas água,
carregou-se de sentido ao escorregar da
folha na sombra fria da noite.

Segue um curso que não escolheu,
um fio d’água, sentimento indefinido
que se perde nas dobras do ser.
Será lágrima do mundo ou suor da terra?
A incerteza do líquido que se dissolve é a mesma
da superfície breve de tudo o que vive.

Do gotejar ao chão, desfaz-se em ser,
água que se entrega ao jardim sem mágoa,
rompe as raízes, dissolve o silêncio,
sempre sendo outra, sempre fugindo de si.

Nas bifurcações da vida, onde tudo se entrelaça,
dilui-se para que a essência se revele,
ciclo de entrega e retorno, onde a fragilidade
se faz força.

Inquilina da própria queda,
desce da folha como do cílio uma lágrima,
com o gosto salgado do mar que nunca viu,
e o peso de todos os sonhos que se
perderam.

Não é a mesma lágrima de outrora,
não é a mesma gota que escorreu um dia,
quando despejada tocou as pedras que
chamei de peito.

Inserida por Epifaniasurbanas

Gostaria de chamá-lo de Beleza

⁠Lúgubre no amanhecer à fonte
Esperando por sinais de júbilo
Ao ouvir o canto dos beija-flores
E assistir ao rito dos canais
Cuja água desemboca no mar
De obscuro desejo pelo infinito
E que o horizonte não consegue alcançar.
Atento aos flamboyants que despertam
Em pura expressão de boniteza
E dos ipês em amarelo exuberante
Que povoam o imaginário da vida
Em seu movimento de elegância
Nas vicissitudes das estações.
Desejava somente apreciar a beleza
Do que, por si só, era belo,
Mas em que somente via tristeza
E ansiava pelo majestático fim.

Inserida por ricaardomf9

⁠Desesperança
Destemperança
Desassossego
Desaconchego
Mas eu me sinto bem.
A falta do meu pai
A bolsa de Xangai
O grito no sussurro
Ler Dom Casmurro
Eu me sinto bem.
A força do vento
O peso do tempo
As águas de março
A sobra de espaço
Mas me sinto bem.
O Furacão Milton
A Morte do Ilton
A cólera da vida
A cicatriz e a ferida
Me sinto bem.
A falta de certeza
Os ritos de beleza
O triângulo da tristeza
O fim da natureza
Me sinto bem.
Apesar dos pesares
Da fúrias dos mares
Da queda dos pilares
Do incidente em Antares
Ainda me sinto bem.

Inserida por ricaardomf9

⁠Esperava calmaria em minha solidão
Frente aos mares mais severos
Perante ira de um grande furacão
E da seca de meus prantos austeros

Vi a sombra do meu desespero
Com os olhos que ardem de paixão
E a chuva mais tórrida de janeiro
Que leva minhas lágrimas em vão

Misturei-me ao soneto que lhes trago
Como forma de manter-me em ilusão
De que a vida nos concede seu afago

A fim de dar sossego à minha aflição
Escrevo estas palavras tão simples
Como versos vindos de meu coração.

Inserida por ricaardomf9

⁠Desadormecer

⁠Um atual despertar dá-se início, onde o desamor impera com um coração passível de angustia.

O oxigênio se torna pesado e os olhos trêmulos piscam com pânico de um novo dia a se enfrentar.

Um choque aparenta não conhecer limites. É preciso se revestir com armadura ou que será de um ser maníaco sem sua proteção?

É frequentemente considerado forte, mas ao se levantar, percebe que aquele dia comum e tão menos importante se torna um grande tormento.

Inserida por miriansanfer

Mais dia menos dia, somos surpreendidos pela impotência de sermos quem somos.
Acordamos do sonho de ter uma vida duradoura, estável.
Batemos de frente com o muro da realidade, e o muro desmorona.
Não queremos ser espectadores de violência, nem muito menos coadjuvantes ou protagonistas, mas infelizmente fazemos parte das estatísticas.
Há momentos assim que são de muitas perguntas e nenhuma resposta.
Somos reféns da liberdade alheia, do livre arbítrio criminoso, onde quem escolhe ser protagonista da violência, transforma em vítima quem não pagou o ingresso para participar da barbárie.

Inserida por samirfranca83

⁠A noite nunca pareceu tão longa, mas a vontade do não amanhecer era a única coisa que ele queria. Hoje pode-se dizer que ele sofre e que a dor que ele sente não há remédio que possa curar. Ele está decepcionado com a algumas escolhas. Ele está triste com algumas situações. Ele está com raiva por algumas atitudes. Ele está melancólico pelo simples fato de ter acreditado.
Se possível não troquem olhares, não emita nem um som que possa desencadear o turbilhão de sentimentos que está corroendo seu coração nesse momento.

Eu sentir o desabafo dele nessa madrugada. Eu tentei contrapor com meus argumentos racionalistas, mas não pude deixar de me abater, quando com lágrimas nos olhos ele disse: " Não é sobre o não falar. Não é sobre o não querer, e apenas a sensação que se torna concreta que eu não faço parte da sua prioridade"
Ele grita por dentro. Ele está machucado. Ele está perdido.... E se você realmente sente o mínimo por ele, hoje não o procure de forma alguma.

Nesse momento percebo que estou entre a cruz e a espada. Estou entre a razão e o coração. Estou entre as duas coisas que me deixa interligado a vc. Eu me sinto entre o vazio da descoberta. Eu sinceramente não sei como apaziguar tudo que ele sente por você. A única coisa que posso realmente sentir... É sua insegurança por se sentir só mais uma vez, entre as centenas já vividas outroras.

P.s " DESCULPAS".

Inserida por Aquila