Texto de Solidão
Criança
Queria eu ser assim
Como dantes éramos,
Estarmos perto da inocência
Absolvidos pelo amor...
Porque deixar de ser criança
Onde sonhar é tão real?
Pudesse eu, como eu quero,
Eu voltaria novamente
Nesse tempo de criança
Onde os olhares se revelam,
Eu me veria em nosso mundo
Bem juntinho a minha bela
Se transformando em donzela...
Mas por que tem que ser assim?
Nossos sonhos lá pequenos
Muitas vezes crescem tanto
Que não cabem em nosso mundo,
Só agiganta o coração...
Agora ela é uma dama
Mui mais bela que outrora
Longe do mundo grande que sonhei.
Por que deixar de ser criança
Pra não estar ao lado dela?
Edney Valentim Araújo
1994...
Sobre sono da morte,
se tem sonhos e desejos,
além da liberdade,
se lamenta há poluição do óleo
ou acidente, ou até um crime
que povo e a natureza paga com a tristeza,
magoas que num país de contrastes
se vê o marco da ganancia...
a natureza sofre com lagrimas e gritos no silencio
o estado critico é abafado pela formas agressivas
ditos em vão o que fazer entre as balelas,
o engodo que é o descaso da autoridades...
pouco caso meras palavras meias verdades...
se expõe a real verdade estamos abandonados.
o mundo vê a destruição nada é feito...
podia ser diferente o mundo deveria ser mais unido...
as eco soluções são a hipocrisia de tais.
é ato da morte da vida.
Ausência
Hoje eu permitirei que a saudade morra em mim
Os teus olhos, agridoce, me engulam de solidão
Porque nada te poderei dar, senão, está dor sem fim
Exausto me vejo na janela, e o quarto na escuridão
Ao fundo, uma melodia ao som de bandolim
Assim, me sinto na tua lembrança e tu na minha emoção
Não te quero ter por apenas te ter, quero ir além
Porém, cada gesto, palavras, suspiros, a alma em convulsão
Então, não diz nada porque o teu silêncio me convém
Os teus abraços em outros braços enlaçaram
Sinto que estas distante e sem uma tal essência
Eu deixarei... tu irás, e as madrugadas companhias serão
E assim, eu serei e você será... ausência!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho de 2018
Cerrado goiano
_Viver é morrer aos poucos
sentimentos ilusórios
no limite o é morte da natureza,
o espirito ainda vive nas tradições
o lixo para o lixo
a natureza respira,
o calor e chuva demasiada denuncia o descaso,
o ser humano tenta ser melhor mais talvez seja tarde,
tornados e queimadas a destruição das floresta...
são um marco para humanidade...
se boas ações num triunfo do renascer,
tem se plenitude do se autorista,
no vulto da alma se desdem nas obras do acaso,
mero ato de devoção a vida tem esperança...
nas sombras reluz o caos deixado pelo óleo
todos tentam amenizar a vergonha
exposta pelo deleite da ganancia...
DENTRO DA NOITE (soneto)
A luz da lua no quarto me banha
No canto do sonho a noite palpita
As estrelas, no céu no breu agita
O silêncio na escuridão entranha
O cerrado se cala, a treva vomita
Quimeras na imaginação, manha
No ouvido e no olhar, e barganha
Com as ilusões, vestida de chita
E a sombra continua a jornada
Como que, o sossego que canta
A caminho da alta madrugada...
Baralha, mistura na cor prateada
Encantada, que então se agiganta
Dentro da noite, a lua enamorada
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Espere o desperta de uma nova esperança.
pois o somos sempre seremos,
na soma o que somos diante opiniões?
advertimos aqueles desrespeitam a verdade...
caminhamos na escuridão,
lutamos por um mundo melhor...
ideias são a prova de balas e nunca são esquecidas...
pensar e pensar
protele o futuro está suas mãos,
o passados nos pertence
sem destino do amanhã há temos esperança...
e refletimos o porquê dessa verdade que não se cala..
palavras mortas sem qualquer valor somos esquecidos embora não esquecemos...
nem tudo está perdido pois ainda estamos vivos.
nas trevas
ando com se fosse um deles,
represento a noite,
enfureço o dia
no regaço a harmonia,
desfruto do sentido
acrônico bem ser,
se foi em outras auroras
fruto do seu ventre,
bem com filho do luar,
sentado sobre uma rocha reflito
a questão do existir,
se logo vejo que é mero capricho,
entre nuvens reflito sob sol ardente,
um pouco de água me faz delirar
nas sombra seres pujantes
na linha do horizonte um marco de desejo,
para o qual o paradoxo se da por perfeito,
sendo sonso madrugada,
singular o desejo,
frutos dos temperes do destino,
repleto de fogo de uma paixão...
aflorada sob os céus...
Entregar
Quando minh’alma
Em abandono
Me afastar do seu amor...
Quando o sopro
Do meu fôlego se perder
Sem encontrar o suspiro do teu beijo...
Quando o brilho
Da luz translucida
Ofuscar-se em meu olhar...
Eu saberei
Que já não estou mais aqui
Pra te amar...
Mas deixarei contigo
Meu coração e o amor
Que nunca pude lhe entregar...
Edney Valentim Araújo
1994...
_Na escadaria para o céu te espero meu amor,
num prologo de alegria a vida deixou marcas,
quando anoiteceu a ultima vez toquei seu coração,
esperece alcança a esperança dos anjos meu amor,
no teor da tempestade senti a vida fugir,
mas senti tua presença mais forte e viva...
ante do porém o amor transformou a imensidão...
vi chover rosas num campo límpido... as pétalas...
transcendem o mundo material...
o amor sempre será parte de você...
as luzes que acompanham a tornam linda...
para sempre vou te amar...
a vida pode ter sido curta e
nossos momentos eram conturbados na tristeza,
a falta da derradeira fonte de todos sonhos.
pairam sobre você...
a imensidão nunca será a mesma...
o intenso desejo flui através por você...
entenda nosso amor estará para sempre ao meu lado.
_Dias inóspitos
no amor que traduz o puro sentimento...
desta vida opera o imenso desejo de ser feliz...
quando se ama realmente nada importa...
somente o amor pode salvar a humanidade,
sempre com esperança o desejo tas sensações...
boas na alma, no deleite da vida.
denota se o desfrute para um único desejo,
transpondo as fragilidades da natureza humana,
o espirito humano se desdem para singularidade,
numa versão cada mais violenta se da
por dito que foi por amor e o que era lindo se torna
a mutação do que é o ser ambíguo...
transpõem a relação racional
se abre espaço para outras vertentes...
alucinando o ser perdido de paixão...
no caos da mente se torna posse de outro ser,
transpõem a relação num estado irracional...
quando o amor derradeiro
ultrapassa todas as limitações,
a vida prossegue...
num to de compaixão e entendimento
passível de desejos e paixões...
se transformam no frio que deferi o sentir...
abrangendo o merejamento de amor...
difundindo a alma
fazendo ser humano ser melhor.
dando sentido a existência,
para tais o como no submundo
tantas desculpas apenas o amor...
repara o mau do destino,
tal solidão amarga e purpura...
da se o amor fruto da paixão,
derradeira vida... se ama por amor.
no arauto do princípios se tem
o inicial de olhar profundo,
tão único momento se divide a vida para sempre.
Lamento vive
comemoro te amar...
muito além do que imagina,
a vida perde sentido a cada vez que chora,
seus murmúrios são desejos no sussurro do vento,
pronuncias tolas no interior que não se aquieta.
por dizeres na alucinação do amor
se peita a solidão dando contraste
mera voz que espalha...
como fogueira da carne,
subitamente a morte ganha um vestígio,
mero fruto da solidão...
tempo ganha novas formas
e se fragmenta no espelho do passado.
como as lembranças instáveis
o resultado sempre será o mesmo..
até que fato determinante...
seja o principal atenuante,
para que o resultado não seja mais revogado,
então o inicio será alterado,
e uma nova linha será escrita na história...
Nos dias que passa se doce ador...
o fenomenismo é uma expressão da coletividade...
no expresso momento da se a transição...
no remoto sentido que apresentasse o dilema...
do transe psicótico a verdade vem atona,
alucinações transgridem o ar da ilusão,
vendido por natureza bem como o espaço vazio,
a singularidade recebe uma transmutação gravitacional,
sendo aparente o surgimento de uma entregação da luz,
o dilema de outra virtudes se obtêm disfunção...
então o alinhamento é parte do firmamento,
transcendendo o paradoxo,
apresentando se a imersão do seu ser...
com a relação do achismo se tem teorias...
nem tudo que se vê tem relação ao seu ser senciente...
e as possibilidades transforma se na poeira do seu espirito.
Porque Sonho
Toda noite que espero teu abraço
E tu chegas no silêncio do meu sono
O teu braço me acolhe, me enlaço
Teu silêncio diz que sempre ficarás
E em mim…
Nasce o instante mais tranquilo do meu sono
Porque sonho que um dia chegarás
Minha cama está vazia, só por hoje
Porque sei que amanhã tu voltarás
Porque sonho
Serei teu eternamente
No meu leito, no meu dia, no meu pranto
Serei teu na solidão, e também no abandono
Porque sonho o amanhã
Em teu cansaço, pra ser teu eu morrerei
Toda noite
No abraço que acorda o meu desejo
Serei teu de madrugada
Porque sonho que teu braço me aperta
No silêncio em nossa cama
É meu sonho te tomando
Sem palavras, sem promessas
Só dois corpos se entregando
Porque sonho
Até mesmo de manhã quando acordo
E constato que você na minha vida
Se mantém dentro de mim
Teu desenho, ganha vida toda noite…
Porque sonho todo tempo com você
Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa
Amor sonso,
que me apaixonei,
no instante que há vi
sobre o fogo da paixão,
o amor puro no maior desejo dessa vida,
o espírito vaga sem alma paira sem destino,
relapso sentimento vago,
oportunidade, parece passar,
quando se acorda se tornam o frio,
que cala se num breu no desatino,
o amor desdenha a aurora,
se repetindo o frio da alma
na tangente opera da paixão,
tudo se ama para ser amado...
beijei a morte...
achando que amaria,
um anjo me acordou
pobre anjo morreu...
no ato desastrado
a vida me deixou amar,
no desespero de amantes
somos o derradeiro sentido da luz,
viajamos por eras até te deixar por amor.
beijei seus lábios frios
notei a vida deixar seu corpo,
o amor se tornou tudo
e tudo se tornou o amor...
na vertente do desejo
a tenho por um instante.
o toque profundo na alma se deu,
anjos cantaram sobre seu corpo o prazer...
dessa vida que amei até destino querer
a sombras da vida te amo tanto
meus desejos são o viver diante ao amor...
tudo que quis foi teu amor.
Devo eu viver a vida toda sentindo o vazio do abandono e todas as consequências psicológicas que ele, ainda na maternidade (senão antes, sentindo o desprezo desde a barriga da minha “mãe”) me causou, com quem causou vivendo a vida plenamente feliz por me manter o mais longe possível, me desprezando não apenas uma, mas duas vezes?
Devo eu alimentar esse rancor quando sei que ela pode ter tido os próprios motivos válidos para tal decisão?
Devo eu confiar que eles foram válidos mesmo?
Devo eu realmente me importar se foram válidos ou não?
Devo eu me importar com qualquer coisa que tenha ligação a essa pessoa, suas escolhas, seus sentimentos e tudo mais?
A única coisa que eu sei é que dói. E essa dor não é daquelas que a gente toma um remédio ou mesmo uma injeção e ela passa... essa dor é constante, é uma dor cravada na alma e que parece que nunca vai sumir. Eu não sei nem como seria viver sem essa dor, ela faz parte de mim. Ela está sempre ali me fazendo sentir um vazio imenso, gigantesco, insuportável, sempre que vê oportunidade.
Então me pergunto, devo eu me importar quando há essa dor infinita me lembrando constantemente e não me deixando nem escolha sobre sofrer ou não tudo o que o abandono me causou, sendo ela mesma uma das consequências, inclusive?
Eu gostaria com todas as minhas forças que a resposta fosse um simples “não, não deve se importar, apenas siga sua vida tranquilamente.”, mas sei que, por mais que eu não queira me importar, irei viver a vida toda sentindo essa dor e, portanto, me importando.
Dessa dor
Tivesse eu um dia
O mesmo amor
Que de mim te prometia,
Eu não seria
Alma triste e vazia...
Flores crescem nas campinas
Onde ao longe nos fascina.
Se me é assim, tão distante o teu amor,
Eu vivo aqui
Tão de perto a minha dor.
Quem sabe dela eu esqueça
Que por uma noite me amou,
E de bom eu me lembre
Desse amor que em mim ficou,
Quem sabe assim
Eu me afaste dessa dor...
Edney Valentim Araújo
1994...
Desenhas nas paredes antigamente
era o melhor valor do ser...
o desenho era parte da história e o ser era a história,
sendo um sonhador um politico um caçador
e também um viajante dos mundo espiritual,
torna se parte dos céus, assim parte da sociedade...
hoje em dia desenhar em paredes é singular a pichar o verbo,
e ser um protestante politico ao mesmo um contraventor da leis da sociedade contemporânea.
desenhar também é conhecido como grafitar outra expressão
politica urbana agora também é uma contravenção penal,
mesmo tendo autorização a outros tramites ''burocráticos''.
a história se perde na noção do tempo a cidade se perde...
torna se feia no desespero da humanidade.
sem aplausos o show termina pois artista são criminosos
os verdadeiros criminosos estão no centralismo politico...
ainda somos obrigados a sorrir e aplaudir...
►Rosas & Perfumes
Meu coração frequentemente me pergunta
Ele deseja saber se você está bem
Nunca consigo responder a sua dúvida
Não sei dizer se você está feliz, ao lado de outro alguém
Mas também, isso não importa
Pois, lá no céu, aquela estrela possui a resposta
Sei que você está sorrindo, pois ela ilumina
Queria senti-la, talvez uma serenata à prometida?
Não sei se gostaria, o mundo anda de forma tão esquisita
O romance deu lugar a baixaria repetida
Mas eu gostaria de escrevê-la uma simples poesia.
Por muito tempo eu sonhei contigo
Por muito tempo me senti deprimido, sozinho
As noites em claro me deixaram em puro delírio
As nuvens de março me torturaram, em sigilo
Mas, agora, estou vivo, em brilho eu sorrio
Escrevo, novamente, para o passado
"Como você tem passado?"
Não sei se ainda se lembra
Talvez foi melhor me esquecer no porão
Não sei se ainda condena
Aquele amor sofrido, em miragem de decepção
Como as rosas em jardim, eu a tinha em minhas mãos
Triste foi o fim, triste foi a resolução
Então volto agora, para dizer que sinto falta
Sinto muito, sinto você em minha triste solidão.
As constelações afastaram meus pensamentos
As estrelas tão distantes silenciaram meu sofrimento
Esquecer de você resultou em ensinamento
Não tive escolha a não ser conter meu tormento.
Meu coração simplesmente não entende
Que você se foi e não voltará
Ele simplesmente discute, inocente
Queria poder chegar perto dele e falar,
Que você voltará, mas isso seria imprudente
Sei que ele chora, sei que continuará
Mas sei também que uma hora o poço secará,
E ele irá se recuperar, valente.
Não sei se o cavaleiro que agora te acompanha,
É amado como um dia eu fui
Tão pouco sei se aquela que um dia chamei de dama,
Ainda existe, ou se destruiu
Mas, tudo bem, dizem que as pessoas mudam
Meu coração continua com os seus surtos
Meus lábios continuam vagando, entre cheiros e perfumes
Procurando um novo porto, um novo lar, um cardume
Crente que um dia encontrará uma sereia, que os afunde
Quem sabe um dia, quem sabe um pulo?
Talvez este seja apenas um momento obscuro
Talvez haja um arco-íris no fim deste longo e nefasto túnel
E que haja uma ninfa radiante, para acender meu mundo,
E tirar meu coração deste beco escuro, sem futuro.
tantos cortes da sua presença,
sobrevivo aos sentimentos,
diversos instante desejei ter o que nunca tive
e nunca terei apenas mais frutos das decepções...
respiro fundo... tenho a verdade...
não estamos sozinhos, até que a embriagues passe...
mas, o veneno corre em minhas veias...
queima tudo há no coração...
