Texto de Reflexão de Amor

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ROGO-LHE UMA PRAGA!

Permita-me! Rogo-lhe um praga: Você nunca será capaz de me esquecer!

Toda vez que se deparar com uma curva mais fechada na estrada… Lembrará, inelutavelmente, de que quando eu me calava, era enjoo que eu sentia.

Toda vez que sorver o aroma de um incenso… Lembrará, infalivelmente, que eu sempre perfumava a nossa convivência conflagrando algum bálsamo especial.

Toda vez que observar os fogos de artifício colorirem o céu nas noites de Réveillon… Lembrará, irrevogavelmente, que era ao meu lado que você estava na Princesinha do Mar.

Toda vez que você se arrumar para sair… Lembrará, obrigatoriamente, daquele perfume forte e adocicado que você aspergia e brandia as minhas entranhas.

Toda vez que deparar pelas ruas com alguma beldade de cabelos afogueados… Lembrará, inevitavelmente, da sua pequena raposinha camaleoa.

Toda vez que, derramado em seu coxim, assistir ao seu time favorito na TV… Lembrará, necessariamente, das vezes que estive ali ocupando sonolenta o espaço em seu colo.

Toda vez que o seu corpo for balouçado enquanto alguma música dançante tocar… Lembrará, fatalmente, que foi enlaçado em mim que você aletradou os seus primeiros passos.

Toda vez que assistir a um filme no cinema… Lembrará, absolutamente, das nossas inteligentes sessões comentadas rodeadas de comida oriental.

Todas as vezes que se deparar com uma palavra nova em outro idioma… Lembrará, irreparavelmente, da minha nada melodiosa voz cantarejando um trecho de alguma música com aquele vocábulo.

Toda vez que observar uma tatuagem colorida, se destacando em alguma derme… Lembrará, decisivamente, da lenda do Navio Fantasma, que eu te contei para eu poder fazer só mais duas.

Toda vez que estiver na cama, pronto para dormir… Lembrará, irremediavelmente, de que eu gostava de “boas noites” com flores, corações e pronomes possessivos.

Toda vez que você abrir as suas gavetas e procurar alguma roupa… Lembrará, invencivelmente, do quanto eu me deliciava com o furto e o conforto de dormir sorrateira com alguma de suas regatas.

Toda vez que retornar arranhado de uma nova ou frequente peripécia… Lembrará, irremissivelmente, que sempre oferecia os meus beijos, carinhos e chás para debelar os seus machucados.

Toda vez que sacudir a coqueteleira, misturando as frutas, o gelo e o rum… Lembrará, forçosamente, daquela única noite que, eu até evitei a vodca, mas acabei me afogando no último copo de uísque.

Toda vez que o aroma do café forte coado invadir a sua vivenda… Lembrará, implacavelmente, que nenhum prolapso me privaria de amanhecer assim.

Toda vez que perceber alguma dama com a boca, os saltos e as unhas escarlates… Lembrará, inexoravelmente, que foi de carmim que eu me pintei para o nosso primeiro encontro.

E se por fim e por ventura… Requerer uma oração que te livre dessa jura… Substituído precisará ser o seu coração, para que, enfim, se desfaça essa sua bendição.

Amem!

Inserida por nivea_almeida

A MAIOR MISSÃO NA TERRA

Enquanto trabalho em minhas planilhas, lembro das suas pequenas unhas do pé que precisam ser cortadas.

Enquanto almoço rapidamente, penso se as professoras da escola integral insistem algumas vezes para você comer o brócolis, assim como eu faço lá em casa.

Na academia (que tento fazer no horário do meu almoço, entre uma reunião e outra), tento levantar um pouco mais de peso nos equipamentos. Meu corpo precisa estar inteiro e saudável para organizar a sua festa de 15 anos.

Olho o extrato bancário e vejo que já debitaram a parcela mensal do meu seguro de vida que fiz antes mesmo de você nascer. Mesmo em minha ausência, caso ocorra, quero lhe deixar algum conforto.

Sorrindo, engulo mais um sapo a seco e aguento agruras no trabalho pois preciso do salário ao final do mês para o seu nobre sustento.

Viajo para as minhas aulas do doutorado muitas vezes em lágrimas e com o coração apertado por uma noite a menos com você, mas com a certeza que será melhor para o seu futuro. E com a esperança de tê-la orgulhosa citando a mãe doutora.

Faço questão de percorrer algumas horas de trânsito por dia para levá-la e buscá-la do colégio, pois são horas em que me dedico só a você, mesmo desviando dos ciclistas e cachorros que cruzam o nosso caminho.

Aliás, no percurso até a sua escola, fico inventando uma nova brincadeira para interagirmos até chegarmos em nossa casa, na esperança que não pegue no sono e durma sem jantar.

Colei os seus desenhos ao lado da minha mesa do trabalho para eu lembrar que um dia duro faz todo sentido quando se tem um “pedacinho de gente” dizendo que te ama ao final da tarde.

Declaro com um sorriso escapando do rosto que aprendi a matar baratas, fazer omeletes, cantar no chuveiro, assistir desenhos animados e cuidar bem melhor da minha saúde depois que você nasceu.

Morri um pouquinho quando me pediu, pela primeira vez, para deixá-la no portão da escola e vê-la caminhar sozinha, e não deixá-la pessoalmente dentro da sua sala, aos cuidados da sua professora, como eu sempre fiz.

E falando de novo em morrer, quase morri de culpa quando vi uma cárie microscópica em seu dente do fundo. Eu me senti a pior mãe do mundo por isso. Fui derrotada, mesmo tentando cuidar dos seus dentinhos da melhor forma possível.

Revolto-me discordando das pesquisas que relacionam mães que trabalham muito com filhos com problemas psiquiátricos. Escolha cruel e injusta demais entre ser pobre ou ter sucesso, ter filhos saudáveis ou doentes.

E falando de doenças mentais, saí chutando a lixeira do consultório do meu psiquiatra quando ele me disse que a minha doença se chamava “sono” e que bastaria eu dormir oito horas por noite para eu sarar. Alguma mãe aí pode me dizer como faço isso?

Falando de perder sono, foram incontáveis as vezes que saí da minha cama e fui até a sua só para certificar se estava tudo bem, se você respirava, se a janela entreaberta te incomodava, se algum pernilongo te rondava, se sua “bexiguinha” suportaria até o amanhecer, se a manta que te cobria te protegia do frio ou te dava calor…

Chorei com a maior das paixões quando jogamos a primeira partida de xadrez juntas. E você só tinha 4 anos.

Chorei de novo quando soletrou “batata” e “boneca”. Quando pegou os meus dedos e contou-os até dez… Em inglês.

E falando em chorar, só “aprendi” a chorar mesmo, quando você contorceu de cólicas pela primeira vez, aos 20 dias de vida, e nós duas sozinhas em casa na madrugada. Antes eram só lágrimas de crocodilo ou derramadas sem um motivo tão nobre.

Depois que você nasceu, reconheci que fazê-la dormir segurando as suas mãozinhas pequenas é muito mais prazeroso (e saudável!) do que comprar uma garrafa de absinto e beber sozinha, andar em alta velocidade com um carro novo ou fumar um maço inteiro de um importado da Indonésia, sabor canela, pela madrugada…

O suor infantil exalado dos seus pezinhos após um dia todo de estripulias é muito mais perfumado do que uma “explosão de rosas”: o cheiro daquele meu perfume que você desde bem pequenina sempre pediu um “tiquim no pecôço”.

E quando fecho os olhos, naqueles dias que parecem não ter fim, eu lembro do nosso diálogo no dia da mais terrível tempestade que passamos juntas, sozinhas, você com apenas 4 anos de vida, salvando a minha:

– Filhinha, se tudo o que temos for perdido, tudo o que a mamãe precisa para recomeçarmos está aqui dentro, ó (e apontei para a minha cabeça).

– Mamãe, não se preocupe. Só não fique olhando para a chuva, nem para o vento, nem para as árvores (que se contorciam nessa hora). Me abrace, me dê as suas mãos (pegou as minhas mãos nas delas, tão miúdas), olhe aqui pra mim, para os meus olhinhos e repita comigo várias vezes: “eu não tenho medo, essa chuva vai passar, eu não tenho medo…”.

Obrigada meu amor por me fazer piloto dessa nave, na maior missão na Terra.

Inserida por nivea_almeida

Entregue-se a alguém que te ama, por alguns motivos....
Você estará fazendo alguém muito feliz...
Essa pessoa se esforçará para te fazer feliz ao máximo...
Não vale a pena você estragar seu amor por alguém que jamais terá a capacidade de ter fazer feliz....
Entre amar e ser feliz, eu prefiro ser feliz....

Inserida por wendell_goncalves

"A boca fala,
A alma cala,
O silêncio da alma,
grita mais, que o grito da fala,
A bala do não,
O veneno do tempo,
O remédio do tempo,
As palavras sentidas,
E olhares como palavras,
Omissões, retrocessos, invenções os confessos,
O amor em legendas,
O amor sendo lenda,
Não vivido, não sentido e não existido.

Inserida por srgoullart

As estrelas sempre observam!

Um segredo: eu sorrio com teu sorriso, fico estático, concentrado no momento em que seus olhos se apertam e seus lábios se esticam, é o mais lindo que eu já vi, daí eu me perco num limbo criado por sua presença.

O meu mundo vira espaço vazio que só se preenche com tua imagem. É onde eu quero morar, neste ambiente de amor.

Se para isso eu precisar retirar a lua do céu e dela fazer um abajur de canto para seu quarto, ou viajar milhas só para dizer que eu estou ao seu lado, eis que faço, fiz e farei até que não haja mais espaço no tempo de vida que, como uma expiração, se esvai quente e lentamente.

Não há dúvidas dentro da certeza incerta que se instaura dentro do meu espírito que eu te amo! Até quando eu não quero, eu te amo! Até quando eu não deveria, eu te amo!

Belas palavras nem se assemelham ao cintilar estonteante da sua forma, maravilhosa forma, forma de pensar, de agir, se estar, de ser, de querer, de me querer, que de tanto que me quis, um dia, me teve pela eternidade.

Inserida por HigordeSerpa

Será que um dia vou te ver de novo?
Será que posso te abraçar?
Quem sabe ainda poder te morder.
Beijar teus lábios ate enjoar.

Será que posso me apaixonar?
Menina linda dos olhos claros?
Quem sabe um dia vou te namorar.
Deixar-te louca só com meu olhar.

Será que um dia eu serei feliz?
Ao acordar vou poder te olhar?
É tão difícil ficar sem você.
Boa noite, vou voltar a sonhar.

Inserida por ELucca

Correndo por dentro, dando voltas entre cabeça e coração, tropeçando nas emoções e levantado nas razões.
Olhando por dentro não vejo argumentos para explicar meus sentimentos, nesse momento parece que estou jogado ao relento.
Sem proteção, visão, sem uma escolha, sei que para andar preciso de um caminho, como não tenho um, contínuo correndo por dentro tentando encontrar saída.
Vida perdida, marcada por feridas.
O sonho de ser feliz com atitudes estacionadas, tudo isso não me leva a nada, a não ser permanecer acordado durante madrugada pensando...

Inserida por Muniz-voo

Lidar com ausência está sendo cada vez mais dolorido.
Como se meu coração estivesse sendo esmagado.
O tempo é como um torno, a distância é a mão que aperta esse torno.
Cada segundo sem ouvir sua voz é uma tortura, fico imaginando como está, já que perto não posso estar...
Me preocupo com a manutenção de seu sorriso, sinto isso como meu compromisso!
Estou sem argumentos nesse momento, a única coisa que transborda em meu peito é a saudade…

Inserida por Muniz-voo

Eus...
(Nilo Ribeiro)

Não sou deste jeito,
não sou como escrevo,
ser humano não perfeito,
dizer o contrário não atrevo

o poeta tem lente de aumento,
sua aquarela tem mais cores,
é imensurável seu sentimento,
seu paladar tem mais sabores

não cabe uma comparação,
entre o homem e o poeta,
este vive uma ficção,
aquele a coisa certa

existe diferença,
mas também semelhança,
vivem com muita crença,
vivem de esperança

eles se confundem,
trocam de personalidade,
às vezes se fundem,
um é o outro de verdade

o homem tem um conhecimento,
o poeta a sua fantasia,
o homem é puro sentimento,
o poeta, bem, é a pura poesia

o homem talvez seja sábio,
o poeta talvez pureza,
o homem talvez seja hábil,
o poeta leveza

o caráter forma o homem,
o poeta é o intelecto,
um vive pelo nome,
o outro pelo afeto

eu não consigo separar,
quem fica no comando,
se o homem que sempre vai te amar,
ou o poeta que continua te amando

personalidade ambígua,
ou dupla identidade,
sei que a união é profícua,
pois os dois amam de verdade

o que está dentro de mim,
o homem e o poeta,
eles teamam sem fim,
e é isto que nos interessa...

Inserida por NILOCRIBEIRO

Censuram o que sou e tudo o que sinto...
Censuram porque isso não me cabe no peito...
Censuram meu sentimento por não ser tão empírico quanto a moeda que eles veneram...
Censuram meus desejos por eles serem tão palpáveis quanto o nervo rígido e febil que se entrega aos prazeres...
Censuram... e isso me castra, me amputa a alma.
Censuram e limitam meu universo em um único grão.
Censuram o gesto, o fato, o ato...
Censuram, céticos das minhas emoções, mitigam minha própria essência.
Censuram esse sentimento nu, sem mascaras sociais nem farsas ancestrais...
Censuram e julgam: sentimento fora das suas leis.
Censuram, mas não há tarjas...
Censuram não porque eu sinto demais, mas sim porque não são capazes de enxergar a imensidão que transbordo.
Censuram meu amor porque não são mais capazes de amar.

Inserida por jucsom

=======REENCONTRO=======

Ainda que o reencontrasse,
Ainda que me quisesse,
Ainda que me amasse,
Mesmo assim, eu lhe diria
Pouco tenho a oferecer,
A juventude? O tempo levou,
A beleza? O tempo apagou,
Ainda assim, se me dissesse,
Não importa, vem comigo,
A tristeza foi embora, acabou,
Depois de tanto pesar,
A alegria pede abrigo,
Vem, não tenha medo,
Nosso amor, recomeçou,
Então, eu diria: vamos?
E com o tempo que resta,
Que o dia venha sem pressa,
Já não precisa correr,
Quero ficar mais um pouco,
Vivendo, amando, sonhando,
E fazer da vida uma festa!

(Eloísa Elena Lírio Carvalhal Rangel ==Reg.05/11/2007)

Inserida por DuPoeta

Te desenho

A cada traço em que te retrato
Em cada curva em que te desenho
Por mais que eu tente esconder o fato
Jamais escondo o amor que tenho

Não tenho culpa se me cativas
E que teu cheiro é um doce aroma
Que suas lembranças mantêm vivas
As ilusões que o amor retoma

Ao desenhar as cores do seu rosto
Desvendo novos tons de pele
Para que fique altamente disposto
E que o seu sorriso revele

Então sombreio sua alma
Finalizando pelo seu cabelo
Tão linda, tanta calma!
E os cabelos, caramelo.

Inserida por lucasdlombardi

TANTO SOL ❤️❤️🌷.

Sabes quantas vezes
Eu já te amei
E tantas eu te esqueci
Nesta entrega total em que
Os nossos corpos se fundiram
Foram tantos quanto
O sol que em mim te escondi
Tantas vezes te amei
E outras chorei o meu sofrer
Na tua carne quando por ti
Eu oblitero-me elimino-me
Quantas tantas vezes fui o corpo
Apenas o teu desejo carnal
Deste meu eterno corpo junto a ti
De hoje e sempre
Quantas vezes eu já amei-te
Quantas eu esqueci-te
Foram tantas quantas as luas
Que amei-te sem pudor
Quantas vezes amei-te
Outras chorei o meu pesar
E sem pudor em ti instigo-te
Nos meus sonhos insanos
Quantas vezes eu já amei-te
E outras quantas eu desejei-te
Foram tantos quantos o sol
Aqueceu-me com loucura
Pois a nossa existência consiste
Nesta insana paixão
Eu na tua carne enquanto
Por ti oblitero-me totalmente.
❤️❤️

Inserida por Sentimentos-Poeticos

Sobre cafés da manhã
(Victor Bhering Drummond)

Meu corpo pediu café da manhã
Minha alma pediu encontros
Minha existência pediu amores
Os amores pediram harmonia
Sentamo-nos todos à mesa
E celebramos essa tertúlia maravilhosa
De pedidos realizados e delícias
Tendo as araucárias como testemunhas curiosas.

(Pousada das Araucárias)

Inserida por victordrummond

Ingratidão tem perdão

Nem todas árvores tortas escolhem nascer assim…
Algumas se inclina para achar o sol ou já resistiu muitas tempestades e suas raízes estão cansadas.
Infelizmente alguns galhos não suportam o peso da vida e se quebram, muitas vezes vai fazendo estragos ao cair.
Quem olha julga, fala que é uma árvore fraca…
Nesse momento tudo que foi feito é apagado, esquecido!
O ar que foi produzido não é lembrado!
Sua sombra já não é abrigo, só reclamam de suas folhas ao chão, parece que isso não tem perdão, não existe compaixão, seus galhos já foram cortado para servir de moerão para cercar seu lar, mas não vai adiantar lindas histórias contar!
Seus frutos não alimentam…
Mas o que fazer?
corta-la ou recuperá-la?
Nada importa, nada irá mudar as opiniões.
Mas sempre tem uma pequena ave, que faz seu ninho, que come do seu fruto.
Está mesma ave pega sua semente e leva para bem longe, planta como agradecimento de bons momentos.
Um novo broto nasce, em novas terras…
Uma nova história recomeça.
Mas talvez suas raízes realmente não seja profunda, bem provável que suas raízes sejam longas, podem rasas…
E de uma forma absurda tudo continua.
Mas nada importa, sempre irá se entregar ao homem.
Seu melhor ar irá dar!
Seus frutos entregar.
Sua sombra refrescará o viajante que vai e vem de algum lugar e para aqui só para se refrescar e sonhar e depois voltar a caminhar.
Não importa se seus valores não são reconhecidos, se o julgamento lhe apertar lembre-se de tudo que poderá fazer para permanecer sendo você...

Inserida por Muniz-voo

Ele

Eu lhe avistei primeiro,
Mas ele se achegou a você.

Eu lhe mandei cartas e flores,
Mas ele se fez presente com você.

Eu me acheguei a ti pelos teus olhos,
Mas ele encontrou os caminhos do teu coração.

Eu me fiz de tudo por você,
Mas ele se tornou o suficiente com você.

Eu encontro vida em você,
Mas ele já vive com você.

Esse meu coração!...
Quando se trata de você
Ele está sempre um passo adiante de mim.

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

Perca de tempo para alguns, por querer algo simples ..
Sensação dolorosa no meio do peito quando algo desagrada ..
Um dos piores sentimentos em dias nublado ..
Vontade de sumir, se ocultar do mundo estando mal com a pessoa amada..
Porém um ato ou efeito de contentamento e realização quando se estar em paz..
Seria amor !

Inserida por berg_cruz

Quando as estrelas se apagarem.
Quando a lua deixar de girar em torno da terra.
Quando o sol não ser a segunda coisa mais linda do universo, porque a primeira é você.
Quando a água deixar de me molhar ao simples toque.
Mesmo se tudo isso acontecer, eu ainda irei desejar acordar ao seu lado todos os dias de minha vida.

Inserida por TainaDrago

TARDE VAZIA

A tarde está vazia como o cântaro no deserto,
E nublada como miha alma que mergulha na escuridão,
Tal qual a noite mais densa, quando chega sem avisar,
Querendo levar a seu covil a nobre alma de um guerreiro.

Até a mais intensa luz que busca se aproximar se nebula,
Mais se parecendo um tênue farol em meio à neblina densa,
Que, após perceber a turbulência, vai se distanciando,
Continuamente, tornando-se cada vez mais pálida, até desaparecer.

Poucas e pobres almas que inadvertidamente ousam chegar perto,
Em um mar de lamas são lançadas, maculando-se na essência,
Pelo poder negro que brota violentamente em minha alma,
Devorando os restos de humanidade nelas contidos.

Sou como o catarro pútrido onde se hospedam os vermes,
Que se alimentam, constantemente, das entranhas da carne,
Tal como faço com as almas que ousem se aproximar,
Sem se atentarem para o risco da nebulosidade de meu ser.

Do mundo, rechaço quaisquer bens, em descrença de suas futilidades.
E as donas, todas elas, belas ou não, são comidas como frutas,
E os caroços rejeitados no lixo, contaminados com a podridão de meu ser,
Temperados de tal modo que lá ficam como dejetos indesejados.

Inserida por Menkent

Essa coisa que me invade
De mansinho e sem alarde
Provando que sempre é cedo
Mesmo que para tantos tarde
Que o fim pode ser o início
Que vale correr o risco
E que quando bate a vontade
De buscar o que perdeu sem ter perdido
É esse sentimento atrevido
Que nos faz menos covardes
E de quebra muito mais vivos
Essa coisa que me invade...
Ah! Só pode ser saudade.

Inserida por Cutucandoaonca