Texto de Reflexão de Amor
Em nossa vida, acompanhamos a Natureza, e assim,
a vivemos em 4 estágios, ou estações...
Apenas temos que procurar vive-las da melhor maneira possível,
tomando os cuidados necessários para tanto...
Ósculos e amplexos,
Marcial
COMO VIVER AS QUATRO ESTAÇÕES DE NOSSA VIDA
Marcial Salaverry
Apenas precisamos entender que é assim mesmo a vida, sempre lembrando que nós a vivemos em quatro estações, assim como a Natureza sàbiamente o faz, tendo as coisas certas para que todas as quatro sejam bem vividas e aproveitadas...
Inicialmente temos a infância, que é nosso verão, e nos dá alegria, vida e satisfação. Temos todo o vigor e todo o viço para vivermos com paz e alegria, quando nos permitem faze-lo. Temos nossos problemas, como o verão tem suas tempestades, mas é a fase mais gostosa da vida, onde ainda desfrutamos alguns privilégios dos quais teremos de abrir mão mais tarde, e é preciso recebermos uma boa orientação para que possamos entender e observar nossos limites...
A adolescência é a primavera, quando tudo são flores, alegria, energia, e a vida sai por todos os poros... Temos a beleza da juventude florindo, como as flores o fazem, para serem colhidas por quem realmente as deseje, é a fase que requer mais cuidados, pois somos mais suscetíveis a certas más influencias que querem nos induzir a certos vícios altamente daninhos, e os cuidados devem ser redobrados para fugir de tais vícios, pois as consequencias serão sentidas mais tarde...
Depois, vem o outono, quando as folhas começam a cair, nossa energia sumindo, e temos que aproveitar o que ainda temos de vida e energia, antes que chegue a última estação, é quando certos cuidados que antes não foram bem observados, deverão ser providenciados, pois a próxima estação será a mais complicada de todas para quem não tomou a devida atenção com as medidas necessárias para a proteção do organismo...
E por fim, temos o inverno, com sua frialdade que esfria o corpo, limitando nossos movimentos, com as consequencias que a idade nos traz. Temos até a neve,branqueando-nos os cabelos... É quando serão mais sentidos os efeitos de como vivemos as estações anteriores...
Temos que viver as Estaçoes da Vida, como a Natureza vive as 4 Estações, com sabedoria, aproveitando cada estação, e dela extraindo o melhor para nosso coração, procurando fazer de cada dia sempre UM LINDO DIA, até chegarmos ao momento de encerrar nossa caminhada, apresentando-nos ao Criador, e, parafraseando uma linda música, dizermos "Senhor, aqui me tens de regresso, e suplicante lhe peço minha nova inscrição", preparando-nos para a próxima passagem...
Marcial Salaverry
✍
Analizando cuidadosamente a tese de grandes mentes científicas que tentam provar os meios necessários e justificar nossa existência, fico estarrecido em ver como eles se empenham em provar que a própria Vida se fez através do acaso, agindo assim esses "brilhantes" pensadores não passam de seres simplórios no âmbito lógico existencial...sinceramente, concordar que corpos celestiais e tudo aquilo que é desprovido de "Vida", inertes por assim dizer vieram do acaso cósmico pois mesmo um planeta que se move em torno de sua órbita elíptica foi lançado à esse movimento no ato da criação pela grande Explosão e apenas continuam incessantemente a manter e repetir o movimento ao qual foi lançado no grande vácuo do Universo, mas em si próprio, sua grande massa não possui vida, apenas podem abriga-la se tiverem condições propícias, então seguindo esse raciocínio concordar com esse acaso é até plausível apesar de saber e compreender a lei da Causa e Efeito mas no entanto concordar que nós seres humanos dotados de Alma, raciocínio e pensamentos e todos os seres Viventes ao qual também lhe foram soprados a Vida vieram do acaso, seria duvidar da própria existência, pois acredito piamente que a Vida, Alma e Espírito são consequência de atos Divinos ao qual fomos presenteados pelo Criador, pensar diferente seria como criar o caos dentro de nós mesmos e negar a própria existência. Tente imaginar uma dimensão onde não existe nada, somente o vácuo frio e desprovido de Vida, depois se projete para lá em pensamento e tente descobrir como a partir dali, tudo que você conhece seria criado pelo acaso, tente não fritar o cérebro nessa viagem...
Viva cada instante da sua vida, pois nunca se sabe quando vai partir.
A fila tá andando, porém não sabemos quem é o próximo. Nesse processo seletivo a inscrição é automática, e melhor, todos estão aprovados, então sossega o seu coração, não precisa furar a fila até porque não tem fila, a ordem de chamada é Deus quem controla, quando chegar a sua vez, Deus te chama.
Mistérios da vida
Na Universidade que sonhei em me formar,
Se eu não me engano,
Nunca sonhei,
E se sonhei,
Esqueci que sonhei,
Os fatos eu não me recordo,
Mas sei que desperdicei sem saber o que estava perdendo,
Mas bem me lembro,
Um vento soprou ao contrário,
E inundou os meus caminhos,
Perdi a direção,
Fiquei por anos sem saber onde nascia o Sol,
E quando ele me aparecia,
Não sabia o seu paradeiro,
Ele apenas se escondia,
Incompreensíveis são os Mistérios dessa vida,
Emprestei algumas silhuetas e nelas me inspirei,
Me entrelacei com a natureza,
Balbuciei em poças de lágrimas,
Dei risadas sem saber o real significado da alegria,
Arranjei risos,
E no outro dia queria entregar a alguém,
Me deparei comigo mesmo,
E acabei jogando tudo fora,
Porque não soube adequadamente usá-los,
Nas turvas estradas,
Perdi o sentido da volta
E fui buscando respostas,
Me perdi no universo que me devorou,
Busquei essências,
Busquei na ciência,
E os poemas inspiradores foram me consumindo,
Mudei a sintonia,
Troquei a frequência,
E com os satélites eu pairei pelo espaço,
Fiquei mudando de um lado para outro,
Lá de cima,
Tentei mirar em antenas para transmitir minhas mensagens,
Tudo em vão,
Desloquei minha alma do meu corpo,
Cattleyas da minha imaginação tentei distribui-las,
Mas o comércio na época não foi muito propício,
Mesmo assim,
Ampliei meu Jardim de inspiração,
Orquídeas das mais variadas espécies,
Rosas vistosas da mais alta qualidade,
Fui classificando-as,
Por cores e seus odores,
Adaptei em meu próprio olhar,
Palavras e cores que combinassem com tudo que vivi,
Ainda estou em fase de bruscas procuras,
Esses mistérios eu ainda acharei,
Mas de todo modo eu não posso reclamar,
As canetas que não me deram um canudo,
As joguei,
As cartolas caíram de minha cabeça e se afastaram de mim,
E por necessidade,
Eu delas me afastei,
Mas tive meu lápis colorido e inacabável,
É com ele que sigo meus instintos,
Por mais simples que ele seja,
Eu escrevo , erro e apago,
E foi ele que me nomeou como um lavrador,
Com ele,
Eu conheci a relva e a selva,
E tive dias de espetáculos como boiadeiro,
Tive a honra,
De ser um grande caminhoneiro,
Tive pedras no caminho,
E pisoteadas pelas estradas eu deixei,
Marquei com tinta verde meu futuro,
Informatizei um pedaço de minha história,
E escrevendo eu vou chorando,
Compondo eu vou cantando,
E sorrindo mudo eu vou criando,
Assim são os mistérios da vida,
Que jamais saíram de mim,
E eu nunca fiquei,
Caído no chão dormindo....
Autor: Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Temos o controle do que sentimos, pensamos ou reagimos, mas nunca dominaremos o que de fora vem, por isso, policie as suas emoções, não sofra a consequência do que você não resultou.
Seja Feliz, independente daquilo que algo ou alguém te causou. Vá viver por você, não por quem deseja o teu sucesso ou o teu fracasso, a vida é só uma, e você é o regente da sua própria história.
Escrevo
como quem pede um abraço e convida um vizinho
como quem perde o passo e busca um novo caminho
como quem pede auxílio e se asfixia com o ar
como quem vive em exílio e se afoga no mar
como quem se liberta e também se disfarça
como quem se desperta e não se diz farsa
como quem se soma e reparte foi mas nunca partiu
como quem na terra foi marte e da arte pariu
Escrevo enfim, para conversar com a morte
e perfumar-me de incenso, quem sabe, azarar a sorte
e não morrer de silêncio
As vezes nos perdemos em pensamentos , as vezes nos perdemos em devaneios , Mas na maioria das vezes nos perdemos em nós MESMOS.
NÃO conseguimos achar a direção, porque existem caminhos que se atrelaram aos nossos , e em algum momento esse cruzamento de caminhos faz com que vc perca a própria direção
Achar um rumo em meio a tantos caminhos faz com que nossa jornada pareça longa e sem sentido , pois já não sabemos mais se o entrelaçar de histórias faz de nós vítimas ou vilões.
Já não sei se é certo ou errado , deixar de viver minha vida, minha felicidade para que outros sejam felizes.
Se Deus deu uma vida pra cada um, como definir o ponto de partida e o ponto de chegada da ilusão de viver uma vida em que escolher entre uma história e outra te tira novamente a direção.
E lá vamos nós de novo recomeçar a estrada fria e cinzenta de alguém que já não sabe se aguenta a realidade da decepção.
Será que abririam mão da própria vida para não deixar os outros sem chão????
Nessa estrada longa da vida apesar da solidão que sentimos na verdade nunca estamos sozinhos.. Sabe o sereno da noite? são as lágrimas da lua que ninguém percebe por trás do seu brilho na noite escura. A luz da aurora chega secando as lágrimas, aquecendo o frio, nos ensinando que tudo passa e que o tempo é nosso melhor amigo.
Sintiafreire
Sentimentos, emoções, preocupações, estes mesmos não poderíamos viver sem, pois se assim fosse, não poderíamos nos considerar vivos, seríamos vazios com uma única função de vagar e buscar significados para uma triste existência, porém, este não iríamos achar e a busca continuaria até a morte, ou melhor dizer, até se dar conta que já estava morto.
Chego a conclusão que não faz sentido buscar significados e motivos para viver, pois se assim estivesse, de fato, não o iria achar em lugar algum. Nascemos com muitos, mas a maioria nos retirado durante a vida, e os poucos que sobram nem sempre nos levam ao sentido, e aqueles que se iludem com os falsos e no final veem sua ilusão, já não os sobrarão nada e se tornam homens fadados a busca de novas Ilusões.
Na vida existem momentos que perdemos e há momentos em que ganhamos. A lição é saber se o que perdemos foi uma perda ou um fardo. Gosto de uma frase que escutei e levo pra minha vida “ muitas vezes onde você acha que é o céu está camuflado de inferno ou seja muitas vezes onde você acha que é o inferno você se surpreende e vê que é um paraíso “.
Paraíso ou inferno só depende de como os seus olhos encheram a vida e os problemas para serem resolvidos.
O conceito de subjetividade, o “eu”, parece-nos certo e, principalmente, prático. O segundo realmente é, entretanto, podemos nos ilusionar ao afirmar que ele é correto. Ao considerar o “eu” como unidade pessoal e constante facilmente podemos notar sua incongruência com a realidade. Visto que a mesma é contante, transitória. Desta forma, em relação ao fluxo do tempo, não existe margem para considerar a existência de algo constante que nos identifique.
Em segunda instância, podemos notar que a percepção do “eu” pelos sentidos: visão, audição, tato, paladar não pode ser considerada. Visto que o conceito de um “eu” é a não transitoriedade, ou seja, ao apoiar a percepção do “eu” nos sentidos — que apenas captam experiencias em constante mudança– é uma contradição. Além disso, a própria percepção é alterada assim como o perceptível.
Portanto, não há sustentação lógica para uma definição pessoal? Não há justificativa para utilização de adjetivos pessoais para designar a pessoalidade? De forma alguma. Isso se justifica pela praticidade. Mas não somente. Podemos tomar uma linha de raciocínio paralela ao pensamento apresentado: tomando como base a transitoriedade, podemos definir o “eu” como o histórico de transições em ralação ao tempo. De maneira a relacionar todo o passado como consequência do presente, criamos uma linha que podemos nomear de “eu”, e a previsão baseada nesta linha de acontecimento passados, nomear-se-a de “vir a ser”.
Criamos assim, uma expectativa para o “eu”; não o “eu” ilusório baseado nos sentidos ou em percepções. Mas um “eu” histórico.
Em síntese, o “eu” é todo o histórico de mudanças e nuanças refletidas no presente, que cria nossas percepções constantes e reais. Não há um “eu” perceptível, pois como dito, nossas percepções não são aptas para tal definição. Portanto, o “eu” concerne à “sensação”, algo intrínseco e infundado pela percepção.
O histórico de inconstâncias: somos uma metamorfose ambulante.
"Ser"
infinita a liberdade do ser
seguida do dever
busca-se entender
em termos de igualdade
bem verdade,
somos todos iguais
perante a Deus,
somos vida
perante a vida,
somos espírito, a esperar o céu...
sob o sol,
somos luz
sob a lua,
somos água do mar...
sob a consciência,
nunca seremos ilusão
perante ao amor,
nunca seremos sorte
se escolhemos a luta,
aceitamos a morte
e jamais...
deixaremos de existir...
Lucas 5.5: "E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede".
Pedro entendeu que uma palavra de Jesus é o suficiente para mudar uma situação adversa em bênção. Ele entendeu que a palavra do mestre sempre aponta para o lugar onde viveremos e cumpriremos nosso propósito. Pedro ainda não tinha o conhecimento do seu propósito, mas quando Jesus pediu para que voltasse ao lugar onde se esforçou, se frustrou e ficou cansado, era justamente este lugar que estava apontando para o seu chamado: pescador de homens. (Lucas 5.10)
Tem ministério que nasce em meio a dor. Tem ministério que nasce em meio às lágrimas. Tem ministério que nasce no "fogo das pressões", e passa pelos escárnios e injúrias, calúnias e difamações, humilhações e afrontas. Talvez a área que você mais enfrenta lutas e adversidades, fazendo com que chegue à exaustão emocional e física, pode ser justamente aquilo que está apontando para o teu propósito de vida. Deus quer fazer de você e de mim autoridades naquilo que enfrentamos, para que possamos ajudar aqueles que passam pelas mesmas lutas que, anteriormente, saímos vencedores. (2 Coríntios 1.3-4)
Vida
Eu não prometi nada
Eu não deixarei descendentes
Não me sinto uma obra fracassada
Eu sou ainda o mistério que cobre a estrada.
Nunca soube direito para onde estava indo.
Mas sempre sentir que chegar era preciso.
Vivo de sonhos grande e simples vendavais.
E já confessei na quarta feira de cinza todos carnavais.
Eu tenho alma de menino que não acaba,
Se não consigo alcançar as estrelas,
Sei me contentar com vaga-lume.
É mais divertido o brilho que se pode tocar na noites escuras.
Do que se afogar no escuro abismo da loucura acesa da lua.
Essa é a sina de quem se procura,
Entre as sementes do deserto interior, ao pudor.
O fogo tem sua origem das pedras,
Ali tem alma e tem faísca.
Quando podemos olhar o céu brilhante
e conter a luz no pequeno instante na própria mão da vida.
Eu sou feliz pois tenho vários irmãos
Nem todos é elo forte de união,
e nem corrente que ambos dão as mãos.
Mas são alguns de pais diferente.
E a gente sente que todos
Estão na mesma corrida,
cada um na sua ferida...
Procurando ser feliz!
Dentro da sua idade,
Cada um na sua moradia,
Na roça ou na cidade.
Todos iguais na busca da felicidade.
Nenhum sente a falta do diferente,
Temos quase o mesmo sangue
Mas todo segue seu destino de forma valente.
Eu gosto da liberdade sem entender da sua falsidade,
Mas lealdade a gente encontra
Quando depois da curva se ver toda a estrada,
Vem a retidão e a paz!
E a gente descobre
Que alma e coração
é carne do caminho incerto.
Por mais correto que a vida não seja,
a gente de tanto errar peleja
por um ato de gratidão que seja...
Eu sou feliz, eu sou forte!
Eu sou o meu talismã,
quando tenho que esperar o novo amanhã,
Eu sou o suporte da tristeza,
eu sou jó,
Pois dela vem toda beleza do amor maior.
Eu sinto a vida passar...
São poucas pessoas tenho desejo de abraçar...
Eu sinto o sino do relógio a pulsar
E minto quando preciso me ocultar,
De pessoas que eu não faço questão de amar.
Eu estou na estrada seguindo o destino arisca...
Eu não quero pecar com a vida...
Mas do passado o que me resta
eu joguei semente pensando ser pedra.
É a voz do tempo vestida a luz do além,
A vida dar volta e a gente retomar do princípio de onde tudo vem...
As jovens promessas de amor,
Sonhos que a oração não realizou.
Os erros que o tempo apagou...
Seja agora além da minha vaidade,
Os mistério da melhor idade, a luz da veracidade.
Que as pedras se tone lar
e as semente flor.
E caminho nos leve ao seu destino...
E nosso descanso seja o Amor.
Seja você!
Eles mentem.
Eles julgam.
Eles priorizam tudo..
Menos você!
Então faça por você!
Seja por você!
Viva por você!
Acredite em você mesmo,
e no seu potencial.
Você pode fazer tudo
o que você quiser.
Você pode ser quem
você quiser ser.
Então viva o hoje!
Viva o agora!
Viva e aproveite cada momento!
Porque o ontem já passou.
E o amanhã pode ser tarde!
Caímos desamparados e incapazes de nos mover, nossas asas decepadas e altares destruídos, vertendo sangue quente, sendo acolhidos pela imensidão fria. Nos deixamos ser engolidos pelo remorso e culpa, regados pelo desprezo nos olhos daqueles que permaneceram sob as nuvens.
Mentindo para nós mesmos pois não queríamos aceitar a culpa dos pecados que cometemos e cegando nossos corações culpando os outros por coisas que fizemos por conta própria. Divididos entre fazer o que nos foi pedido e o que achamos correto, fomos condenados a afundar no abismo, assim a escuridão me engoliu, e aquele que mais me culpou fui eu.
Tudo que você precisa são 20 segundos de coragem.
Eu sou aquele que esteve cuidando, cuidando de suas almas, reparando suas feridas e ouvindo seu choro, estive ouvindo seus gritos. Porém não sinto pena dos humanos, não sinto empatia ou comoção por eles, entendo seus sentimentos e o valor dos itens que acumulam durante suas vidas, e o valor que pregam às pessoas que mantém perto.
Há uma rachadura que em toda a minha existência e em todos os milênios que vivo cuidando me intriga, me interessa bastante.
Vinte segundos, não mais que isso
Um pico de coragem insana aplicado á mente humana pode criar rachaduras incuráveis no destino, das coisas mais simples até pecados imperdoáveis. O que leva um humano a esquecer toda uma jornada vivida por nada menos que vinte segundos de insanidade? E veja só, o que eles podem fazer é impensável.
.
"Será capaz de encontrar-te em 20 segundos, ser humano? Tu que trata a ti mesmo com desgosto em pronomes ruidosos tão escassos de real comparação seria capaz?"
O humano baixa a vista. Não há esperança em seus olhos, não há espectativa. Ele procura atento nos nós de seus dedos calejados o sentido, mas não é como se eles fossem lhe fornecer alguma resposta, eles estão cansados e doloridos, assim como cada célula em seu corpo. Ele solta o ar em um suspiro cansado "Eu não sei, só imaginei que poderia ser suficiente. Afinal… não há nada que eu precise dizer, as pessoas me conhecem, sabem o que eu diria, e não há nada que eu queira fazer, pois não vejo esperança ou sentido, não vejo mais necessidade alguma de me mover."
"Então o que fará? Eu terei que lhe observar gastar mais de mim por mais vinte segundos? Eu te observarei se manter de pé e olhar o nada outra vez? Se não há nada a se fazer, não há sentido em deixá-lo por mais alguns míseros vinte segundos!"
O humano ri.
Do que está rindo?
"Qual a graça?"
O humano parece ter receio de responder, porém se ergue com petulância e um brilho antes inexistente queimando em seu olhar "Você." - ele aponta - "ficou bravo porque não vê sentido, como uma criança que ficou cheia de ter que repetir a mesma atividade"
A voz dele era firme, ele sabia que não haveriam consequências em barganhar como tempo
O tempo, sem motivos para negar os benditos vinte segundos ao humano ou continuar uma conversa sem sentido com um ser pequeno como um verme, lhe concede com desgosto. Com um leve sinal de dedos, o humano é levado de volta á terra, não antes de ouvir o tempo perguntar:
"O que é que você está indo realmente procurar em vinte segundos, garoto?"
Rindo outra vez, leve e calmo como nunca antes, responde:
"Eu encontrarei a paz."
Não poderia negar, vinte segundos. Há coisas que o tempo nunca entenderá.
A Vida
Estamos sempre correndo contra o tempo
Voando contra o vento
Um coração alivia um coração que lamenta
Seja sincero e não tenha pena
Seja um sol que vem depois de uma tormenta
Seja oito ou oitenta
Amores vêm e vão
Assim como a juventude
Nesse momento a celebramos como uma brisa de verão
Mas uma hora não haverá mais plenitude
Tudo irá passar
Os rostos bonitos irão se enrugar
Pessoas importantes irão nos deixar
Você começa a não mais se interessar
Deixando tudo longe ou difícil ficar
Lembrando dos tempos áureos
Como dizem o futuro nosso é recordar
E querer aquela época boa poder voltar
E lá para sempre ficar
Tentar voltar atrás de algo que já passou
Consertar algo que quebrou
Algo que não celebrou
Ou simplesmente ignorou ou magoou
Como a vida que nos é preciosa a desperdiçamos
Com coisas fúteis que não tem importância
Partimos para um poço de ignorância
E no fim dela pensamos como teria sido ela se a vivêssemos de forma diferente
Sabe o que é passar sua vida inteira vendo tudo, contemplando dias e noites, a beleza e a feiura do mundo e da vida, sem, porém conseguir enxergar o óbvio.
Tudo na vida parece seguir um determinado curso indeterminado, por mais que planejemos o próximo passo a sempre uma surpresa que frustra o nosso plano, pois nada é perfeito de sorte que precisamos entender que ajustes fazem parte e são ferramentas que nos ajudam a alcançar a excelência.
Liberta-se por conta própria não é tão simples, existe uma comoção de energia considerável, exige decisão, resolução.
Muitas coisas são nos tiradas sem que percebamos, dentre inúmeras delas está o TEMPO; o principal responsável por sua perca somos nós mesmos, permitimos, damos espaço, abrimos a janela e quando a onda entra porta adentro já é muito tarde, muitos vivem na maré do aforismo do Zeca Pagodinho, "deixa a vida me levar, leva leva eu" como um barco à deriva, como cavalos descontrolados sem rumo.
Os problemas se agigantam de sobremodo que torna-se impossível matar o dragão, por que damos muita atenção a ele, alimentamos-lhe, somos coniventes cercados por inúteis que sugam o que podem, pilham, roubam e ainda trazem mais problemas, não trazendo nada de novo, acrescendo-nos em nada, veem-nos como se fossemos uma espécie de panacea, uma pílula analgésica.
É necessário tomar as rédeas, segurar o leme, matar o bicho e controlar Cronos, pois ele é implacável e matando o tempo é ele que irá nos matar - então amados, aproveitemos cada momento, cada segundo, casa suspiro como o bem mais precioso que possuímos, como se fosse o último fôlego de nossas vidas.
Krïs Kirak
