Texto de Borboleta
— Tobias, chore o quanto precisar, chorar faz bem, mas depois enxugue as lágrimas e levante a cabeça. — consolou Eva — Não se culpe por se sentir perdido. Muitos já se sentiram ou se sentirão assim um dia. E há algo de bom em sentir-se assim.
— E o que pode haver de bom em se sentir perdido? — questionou Tobias.
— A maioria dos seres vivem perdidos pelo mundo, mas não sabem que estão perdidos. Perceber que está perdido, é o primeiro passo para buscar se encontrar. — disse Eva.
Alan Alves Borges
Livro A Jornada de Tobias
O cacto, o girassol e as borboletas
Quem diria
Que um dia
O cacto e o girassol
Fosse se encontrar
E até se apaixonar
Mas como pode um cacto e um girassol?
Isso não é normal
Muito menos o ideal
Logo o girassol percebeu que o cacto tinha espinhos
E pensou que não ia dar
Como posso suportar?
O cacto às vezes era seco e de poucos amigos
Mas não tinha inimigos
Mas por sua vez, tinha força e resistência
Também tinha persistência
Capaz de suportar ecossistemas muito áridos
Como deserto, caatinga e cerrado
Já o girassol
De frente para o sol
Em busca de luz
Mesmo com os espinhos do cacto
Resolveu encarar com lealdade
Entusiasmo e vitalidade
Também houve felicidade
Até que um dia uma borboleta roxa surgiu
E foi a primeira a pousar
E o cacto até riu
A segunda borboleta foi a azul
Para a roxa fazer companhia
Nossa que alegria!
A terceira foi a vermelha
A mais espoleta
Apesar das dificuldades
Do cacto, do girassol e das borboletas
Houve muita lealdade
Que só o amor é capaz de suportar
E permanecem juntos sem desgrudar
E todo dia o cacto fala para o girassol
Você é o meu raio de sol!
O que o renascimento realmente ensina?
Devemos passar por processos dolorosos e matar o que há de melhor em nós para defender uma verdade mentirosa
Ou ter esperança que tudo isso é passageiro e que vamos renascer como lindas borboletas e voar bem alto.
Ser uma lagarta te ensina a ter paciência e perseverança.
Tempo é a palavra-chave para tudo.
Você irá caminhar de acordo com a sua evolução, entrará em um casulo solitário para renascer das cinzas literalmente
Você terá um novo propósito.
O mundo pode ser bem cruel durante a sua caminhada, afinal, todos estão tentando chegar lá e abraçar o outro lado. Permaneça com sua paciência e perseverança!
Casulo
- Pode gostar de mim e de ficar assim, parada.
Disse um galho pesado de tempo e folhas, uma frondosa árvore que bondosamente, acolhia um delicado casulo. – depois, planejas nascer de novo e cresce, desenvolva-se, reconstrói teus sonhos. E quando as forças das tuas asas, não cabendo mais no seu espaço, quebrarem o fino tecer do seu telhado, permita-se esticar vagarosamente as asas... abra-as, e como quem acorda leve e renovada, voe, ávida e sedenta por novos ares...
- Rahssi
Vídeo-mente
Hoje um beija-flor no meu jardim...
Há poucos centímetros me olhava enquanto suas asas batiam num transe absurdo da minha mente. Tudo parou. Foi uma conversa de alma, uma síncope, e então, voou à me olhar da alta árvore, aproveitei e recobrei o fôlego, e mais uma vez, presenteou-me suas cores, voo e brilho. Depois, uma borboleta pousou na folha da amoreira e me deixou capturar em câmera lenta sua beleza.. sem timidez nenhuma... Os presentes da vida.
- Rahssi
Mulher.
Mulher plena, resolvida, amiga, esposa, amante, cheia de mistério, de sentimento, notada mesmo quando não deseja, com trejeitos de menina, sapeca, ora madura, ora adolescente, sempre com um sorriso, sensual, sexy, elegante, fina, que sonha, que vive, que curte, com fé, sempre alegre, desejando amor, querendo ser amada, e que para amar faz loucuras, e sendo louca e doida, sabe viver a vida.
Mulher que se entrega, se joga, que enfrenta, que ora se abre, e ora se fecha, que aceita ser, validando, compreendendo, sem precisar entender, sábia, ignorante por escolha, buscando o que não se encontra, encontrando.
Mulher incrível.
Mulher única.
Mulher de várias mulheres dentro de si mesma.
Mulher que se transforma.
Mulher que passa por fases.
Mulher borboleta!
Mulher é você!
Mulher é Ser!
Seja!
Êxodo Faunal
Os vagalumes se apagaram de tanto iluminar o nada.
Deixaram no ar uma saudade de lampejo,
como se a noite agora fosse menos noite.
Antes, ao escurecer, acendiam luminares.
As abelhas,
desistiram de suas casas de mel,
escravizadas em nome do capital e do progresso.
Talvez tenham cansado de voar entre o barulho,
as flores e suas celas de cimento.
As borboletas,
flores flutuantes,
que nunca gostaram de despedidas,
foram embora sem alarde.
Levaram consigo a leveza do mundo,
deixando só o peso e a cor opaca da nossa pressa.
A gente, bicho grande,
ficou sem esses pequenos.
E agora, o que fazemos?
Apenas aprendemos o inútil.
A cidade cresce,
mas encolhemos por dentro -
sem o zunido, sem o lampejo, sem o voo.
"Dividido entre a alegria e a angústia,
a solução foi oprimir o desejo.
Por medo de quem me tornei, encasulei-me.
Foram longos tempos como lagarta...
O casulo foi meu vazio.
E como vazios são essenciais,
eles foram base de minha
arquitetura emocional.
Por medo de não criar asas,
até hoje resisto à inevitável metamorfose."
“AMOR,
a vida é FLOR.
Linda,
breve,
frágil.
Precisa
de sol,
de àgua,
de borboletas
pra continuar
a existir.
Não
desperdice
AMOR.
A vida
é flor.
Qual razão
AMOR
da vida,
da flor.
Senão ser
sol,
àgua
e borboleta
pra que outra
flor
continue...
a ser VIDA,
linda,
breve,
frágil."
NÃO nasci pra TER alguém
nasci pra SER alguém
NÃO quero alguém que faça por mim
quero alguém que me deixe fazer
NÃO quero alguém que me dê
quero alguém que saiba retribuir
NÃO quero alguém que mude por mim
quero alguém que faça eu me sentir renovada todos os dias
NÃO quero alguém que me ame apenas
quero alguém que mereça ser amado
NÃO quero alguém que diga "CONFIE EM MIM"
quero alguém que conquiste a minha confiança
NÃO quero alguém que fale
quero alguém que faça
PALAVRAS SÃO BOAS PRA QUEM ACREDITA
ATITUDES SÃO TUDO PRA QUEM VIVE!
Soneto de metamorfose
Vida de lagarta.... Total limitação...
A sina de uma existência asquerosa,
de uma condição naturalmente desairosa,
melancólica, frágil e sem opção...
Destino de incomoda sujeição,
uma vida sofrida, triste e morosa,
de uma falta de perspectivas pavorosa,
onde há apenas a morte como solução...
Quando minha alma, este fulgor tépido;
de meu velho corpo irá se separar;
meu caixão, morada do cadáver fétido;
será o casulo que irei abandonar;
e estarei livre, me sentirei lépido;
borboleta pronta para voar.
Quero sentir das flores, só o perfume que inebria,
sob a canção do vento, voz pura em sinfonia,
quero sentir da calma chuva de outono
as gotas todas que passam por aqui,
quero ser borboleta e voar de encontro a ti,
quero sentir do amor, ah...esse como sol nascente,
em calor de beijos doces e que sejam sempre presentes
Alguns chamam de Sexta-feira Santa.
Eu chamo de dia de renascer.
Depois de tanta escuridão,
me debati, me refiz, me alinhei.
Hoje, rasgo o casulo com coragem.
A borboleta que sou começa a surgir.
E mesmo que voe só no meu jardim,
sei que será o voo mais lindo da minha vida."
— Diane Leite
Em meados dos anos 80, lá em Minas, o costume era comprar leite na porta de casa, trazido pela carroça do leiteiro, que vinha gritando "Ó o lêeeeeite!!!".
Minha mãe corria porta afora e o leite _ fresquinho, gorduroso e integral_ era despejado na leiteira para nosso consumo. Porém, era um leite impuro, não pasteurizado, e necessitava ser fervido antes de consumir.
No início, minha mãe tinha um ritual no mínimo interessante para esse evento: Colocava o leite na fervura e saía de perto.
Literalmente esquecia.
Simplesmente I.g.n.o.r.a.v.a.
É claro que o leite fervia, subia canecão acima e despencava fogão abaixo. Eu era criança, e quando via a conclusão do projeto, gritava: "Mãe!!! O leite ferveu!!! Tá secaaaannndo..." e ela vinha correndo, apavorada, soltando frases do tipo "Seja tudo pelo amor de Deus..." e desandava a limpar o fogão, o canecão, e ver o que sobrou do leite_ pra tudo se repetir no dia seguinte, tradicionalmente.
Até hoje não entendo o porquê dessa técnica. Parecia combinado, tamanha precisão com que ocorria.
Mais tarde, ela mudou de estratégia. Eu já era maiorzinha e podia ficar perto do fogo. Assim, ficava ao lado do fogão, de olho no leite esquentando_ pra desligar assim que a espuma subisse, impedindo que transbordasse. Foi assim que aprendi uma grande lição:
O leite só ferve quando você sai de perto.
Não adianta ficar sentada ao lado do fogão, fingir que não está ligando; até pegar um livro pra se distrair. É batata: ele não ferve. Parece existir um radar sinalizador capaz de dotar o leite de perspicácia e estratégia. Porque também não basta se afastar fingindo que não está nem aí. O leite percebe que é só uma estratégia. E só vai ferver ( e transbordar) se você esquecer DE FATO.
A vida gosta de surpresas e obedece à "lei do leite que transborda": Aquilo que você espera acontecer não vai acontecer enquanto você continuar esperando.
Antigamente o sofrimento era ficar em casa aguardando o telefone tocar. Não tocava. Então, pra disfarçar, a gente saía, fingia que não estava nem aí (no fundo estava), até deixava alguém de plantão. Também não tocava. Porém, quando realmente nos desligávamos, a coisa fluía, o leite fervia, a vida caminhava.
Hoje, ninguém fica em casa por um telefonema, mas piorou. Tem email, msn, facebook, sms, e por aí vai. O celular com internet sempre à mão, a neurose andando com você pra todo canto. E o leite não ferve...
Acontece também de você se esmerar na aparência com esperança de esbarrar no grande amor, na fulana que te desprezou, no canalha que te quer como amiga. Então ajeita o cabelo, dá um jeito pra maquiagem parecer "linda e casual", capricha no perfume... e com isso faz as chances de encontrá-lo(a) na esquina despencarem. Esqueça baby. O grande amor, a fulaninha ou o canalha estão predestinados a cruzarem seu caminho nos dias de cabelo ruim, roupa esquisita e couve no cantinho do sorriso.
Do mesmo modo, se quiser engravidar, pare de desejar. Não contabilize seu período fértil e desista de armar estratégias pro destino. Continue praticando esportes radicais, indo à balada, correndo maratonas. Na hora que ignorar de verdade, dará positivo.
A vida _como o leite_ não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas. A fazer como minha mãe: I.g.n.o.r.a.r...
E lembre-se: Tem gente que prefere ser lagarta do que borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar.
É preciso passar pelo caminho, escuro, sozinho e sem murmurar.
Até mesmo os cheios de espinhos e os pés cansados começam a sangrar.
Os pés a sangrar e lágrimas a cair, de repente pousa uma borboleta azul em meu ombro e sussurra no meu ouvido que logo voltarei a sorrir.
Na minha ansiedade tenha paciência e na minha loucura me traga paz
Me perdoa se eu fingir demência mas tem assunto que machuca demais.
010 - Não sinto mais a alegria de ver vaga-lumes piscando nas noites escuras.
Não vejo mais borboletas voando nas flores do jardim.
Não escuto mais o ronco dos besouros voando ao redor das lâmpadas.
Não ouço mais os canarinhos e outros passarinhos cantando na janela do meu quarto quando o dia amanhece...
Não enxergo mais os beija-flores... as paisagens... o riacho que cantava... as árvores centenárias...
Meu Deus!!! Cadê o "MEU" Planeta Terra?
Idemi®
#RASTROS
Quanto mais eu vou sonhando...
Mais me vejo adiante...
Quanto mais caminho nas alturas...
Mais persigo o horizonte...
Faço de minha essência um eterno jardim...
O que me importa é o que sou para mim...
Nasci passarinho mas tenho alma de borboleta...
Tem gente que me chega sorrindo e sorrindo já me invade...
Sou mais leve no pensamento...
Apenas uso uma máscara de seriedade...
Às vezes choro em frente ao espelho...
Na hora de dormir eu abro a janela...
Gosto de ver a lua cheia...
Sem ninguém me ouvir...
Canto para ela...
A idade se vai por imensas ilusões...
Desarruma o que o destino preparou...
Quando me entrego vivendo as paixões...
Ser poeta é ser sincero...
Compreender de que a vida é bela...
Contudo também saber que pode ser triste no apagar das velas...
Minha vaidade, meu pecado...
Beira a um abismo esquecido...
Lembranças ferem tanto quando...
Às vezes choro sorrindo...
Por qual caminho vou para deixar meu rastro?
Bem sei que sou eu que decido...
Por meu real desejo se há gosto, há conquista...
As escolhas que direcionam minha vida...
O Criador me fez do jeito que sou...
Do jeito que sou para ser eu...
Querer mudar isso...
É querer mudar Deus...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Desejei por dias aprisionar-te
sonhei, delirei, desvaneci.
Acreditei no que aspirei não acreditar.
Projetei na ignorância de que podia controlar.
E por certo a natureza quis me avisar
que uma borboleta não se pode aprisionar,
pois até em seus ciclos metamorfoses há.
Como hei de controlar ? Sufoquei-me por não aceitar.
Mas, resgatei no verbo esperançar
quando livre entendi o seu voar,
e agora sei que o céu é teu lar.
Talvez um dia na minha vida possa pousar.
Quando se tem uma percepção diligente voltada para a simplicidade que há em volta, é possível constatar que a vida é marcada por brevidades que nos enchem de entusiasmo com belezas e encantos por toda parte.
Veja por exemplo as primícias de um caminhar nos primeiros passos de uma criança, um aperto de mãos selando um compromisso, um beijo de despedida que dispensa palavras por já ser tão expressivo
graças a vivências partilhadas.
Alguns instantes se forem bem vividos, trazem um bem enorme
até mesmo contemplando
uma linda e simples paisagem
ao ver a chuva caindo,
o sol nascendo ou se pondo,
estrelas cativantes reluzindo
por serem ricos pormenores
que deslumbram os olhos
e vivificam o espírito.
Perceba que a borboleta
apesar de sua irracionalidade,
aparenta saber que a sua vida
é bastante efêmera,
tendo em vista que saboreia constantemente a conquista
de suas lindas asas,
voando graciosamente
num misto de encanto e liberdade
até seu último bater de asas.
Então, acredito que viver é saber somar aqueles breves momentos
que são grandiosos devido
ao grande significado que carregam,
sem reclamar que é por pouco tempo
pra que assim o viver seja avivado
em cada bom momento.
O teu atrevimento muitas vezes é contido, estando revestido da doce simplicidade e da sutileza do romantismo, entretanto, ele se mantém ativo, inabalável, perceptível para um olhar dedicado, que consegue ver além do que está explícito como a emoção que está bem presente nas falas de um livro.
Suponho que o coração que possuis abriga uma grande vivacidade que promove sutilmente um ar sedutor que muitos não o percebem, mesmo que seja o lindo esplendor de uma flor que vivazmente floresce e exala o seu amor, assim, enalteces com muita eficácia todo o teu primor.
A partir deste exato momento que levo tudo isso em conta quanto a esta pequena particularidade da tua essência, posso constatar que és simples e sedutora, atrevida na medida certa com uma beleza sublime, uma vida transformadora de uma distinta borboleta livre.
