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Texto Aprendi

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Aprendi a colar palavras com cola emoção, onde se compra essa grudenta que o poeta tem à mão, será barata
será batata passou secou inventou, coladas em versos chiclete palavras
divertem quem gosta do doce que
entrete com figurinhas de imaginação...
na boca a recordação nhoc nhoc
nhoc


Leonardo Mesquita

⁠Ainda não aprendi a me entregar
à força da paixão... Por que se
eu tivesse, não teria medo
de errar, nos caminhos do coração!


Ai! Hei de pensar que um dia
irei me apaixonar... Apaixonar-me
pela beleza que me levará à frustrar...


E me levará a inventar e então
a me reinventar à maneira
que me faça verdadeiramente
te amar!

Aprendi a me amar no limite exato da dignidade,
onde o silêncio vira resposta
e a ausência, proteção.

Não me curvo à arrogância disfarçada de poder,
nem alimento egos que se nutrem da minha luz.
Amor próprio é escolher ficar inteiro,
mesmo que isso signifique partir.

Quem é narcisista exige palco;
eu escolho a paz.

Aprendi que nem toda pessoa que conheço é pra virar amigo, nem todo mundo é pra carregar pela vida, nem todo mundo é pra levar pra dentro de casa... E assim também no amor, nem todo mundo é pra levar pra cama, nem todo mundo é pra ficar, nem todo mundo será pra casar!
Há pessoas que amamos tanto mas não são pra casar nem namorar, elas precisam ir, ou se ficarem tirarão nossa paz, ou simplesmente não se encaixarão. É preciso ter sabedoria para tal visão.
Há pessoas maravilhosas que adoraríamos ter como amigos, mas do mesmo modo elas precisam seguir seus caminhos...
Às vezes a pessoa é perfeita, mas apenas praquele momento. Ás vezes as pessoas vêm com um tempo certo para permanecer, um dia se vão, outro retornarão, ou nesta vida não mais nos encontrarão... Mas é assim que é. Poucos são os que vieram caminhar com a gente essa vida toda! A gente tem que vigiar mais a porta do coração e saber quem entra, saber a hora de quem sai, saber a hora de quem volta e se vale a pena deixar entrar de volta. Bill Oliveira William
Wi

Aprendi a conviver com a ausência
como quem aprende a respirar debaixo d’água.
No começo doeu,
os pulmões queimavam de lembrança,
mas depois o corpo se acostuma
a viver com menos ar,
com menos riso,
com menos você.


Às vezes ainda emergem memórias
como bolhas —
estouram rápido,
mas deixam o peito pesado
por horas.

Descaminho

Quando decidi estar com você
Aprendi além daquilo que imaginei um dia aprender
Aprendi o que é a mentira, o que é o errado
o olhar e o sorriso, falsos
e que não existe intervalo entre o amor e o ódio
entre o bem e o mal
Aprendi quando devo ceder para obter
Aprendi que sou capaz de aprender
o que é a mentira , o que é o errado, o que é o ódio e o que é o mal
autoflagelo para suportar o inóspito
Aprendi com a retórica do sofista
Aprendi que um desatinado pode me ensinar
contudo, aprendi a perder o juízo para surpreender
aprendi tantas banalidades
tresloucada, olho-me ao espelho e o reflexo é você.

Com o tempo, aprendi a ser quem sou
e a ouvir o meu próprio ritmo.
Entre o barulho e o silêncio,
é na calma que encontro paz
e onde minhas ideias florescem.


Gosto da vida simples,
das pequenas alegrias
que iluminam o dia sem esforço.
Não sigo padrões que aprisionam;
prefiro a liberdade da mente desperta.


Alguns vivem presos à própria verdade,
girando em círculos sem perceber.
Por isso escolho a serenidade:
um lugar silencioso
onde a alma respira
e a mente vê além dos olhos.

⁠Aprendi em cada passo dado na minha jornada até aqui que, não preciso provar nada a ninguém, muito menos ter medo ou receio do que vivi ou passei na minha vida.
Sei que cada dificuldade, necessidades e algumas vezes falta de algo não me fizeram ser o que muitos esperavam que fosse ou me tornasse.
Tenho meus defeitos, erros e sou falho podendo causar decepções em alguns por não querer agradar ou se sujeitar ao que querem que eu faça. Mas por ter sido ensinado a valorizar o que realmente importa e merece, recusei vários convites para crescer, ganhar dinheiro sujo ou se dar bem nas costas de outros, Hoje não me arrependo de nada porque cheguei aonde nunca pensei em chegar e ainda estou caminhando em busca do que almejo alcançar.
Com dificuldades e lutas diárias; não tendo ânimo muitas das vezes confesso, mas mesmo assim vou prosseguindo porque sei que tudo em nossas vidas são escolhas e ainda que algumas tenham sido precipitadas e erradas são aprendizados que forjaram experiências para algo ainda maior que está por vir.
Então não desista independente das críticas ou pedradas que você recebe na caminhada, você sabe o que é verdadeiro e o que importa ; prossiga olhando além da mais alta montanha porque quando menos se espera já terá ultrapassado sem perceber as dificuldades existentes no caminho.
Ricardo Baeta.

Desabafo:
A minha vida é uma longa história, e nela eu aprendi que nem sempre vai ser uma história de felicidades, vai ter amor, felicidade, tristeza, dor, medo, inúmeras coisas que vai se passando e construindo grandes histórias em nossas vidas, seja de fracasso ou superação... todos os dias temos novas linhas para serem traçadas em nossas vidas!

Depois de nós, aprendi que o silêncio também faz barulho.
Ele acorda junto, senta à mesa, ocupa o espaço do que não foi dito e insiste em lembrar que algumas ausências não sabem ir embora.
Depois de nós, o mundo seguiu e eu fiquei.
Fiquei recolhendo pedaços de dias, juntando restos de coragem, tentando entender em que momento amar deixou de ser abrigo e virou travessia solitária.
Ninguém avisa que o amor, quando acaba, não vai embora inteiro.
Ele fica espalhado em músicas, horários, cheiros, lugares onde a gente nunca mais volta, mas nunca deixa de estar.
Depois de nós, as manhãs perderam o ritmo.
O café esfria na mesa enquanto o pensamento se alonga onde você ainda existe.
Não há pressa, nem conversa que sustente o calor.
Depois de nós, eu aprendi a disfarçar.
Sorrio em fotos, respondo “tá tudo bem”, faço planos pequenos porque os grandes ainda doem.
Carrego um cansaço que não é do corpo, é da alma tentando ser forte o tempo todo.
É exaustivo aprender a viver sem aquilo que dava sentido aos dias.
Depois de nós, eu ainda te reconheço em estranhos.
Na risada parecida, no jeito de segurar o copo, em frases que quase são suas.
E por um segundo curto demais, meu coração se engana, como se você pudesse voltar apenas por existir em alguém que não é você.
Depois de nós, descobri que seguir não é esquecer.
É aprender a caminhar com a falta, é aceitar que certas histórias não fecham capítulos, apenas mudam de forma.
O amor não morreu, ele apenas ficou sem endereço, sem colo, sem resposta.
E mesmo assim, sigo.
Não inteira, não curada, não ilesa.
Mas sigo.
Com esse amor quieto no peito, que não pede mais nada, só espaço para existir sem machucar.
Porque depois de nós, a vida não recomeçou.
Ela continuou, mais lenta, mais silenciosa, mais profunda.
E talvez amar seja isso no fim:
aceitar que algumas dores não passam…
mas nos ensinam a sentir o mundo de um jeito mais humano.

A coisa mais difícil que aprendi neste ano, a lição mais dolorosa que a vida me deu, foi entender que preciso deixar as coisas serem exatamente como são.
Aprendi a deixar as pessoas irem sem pedir explicações. A aceitar que nem tudo depende de mim e que nem tudo o que vai embora precisa ser entendido. Algumas despedidas não vêm com conversa, nem com fechamento, nem com a justiça que a gente gostaria de receber. E elas simplesmente acontecem, no silêncio dos dias comuns.
Demorei a perceber que segurar dói mais do que soltar. E, aos poucos, aprendi a não implorar por respostas que algumas pessoas não têm ou não querem dar. Existem dores que não se curam e com insistência, elas apenas se aprofundam.
Soltar não é desistir. Soltar é reconhecer os próprios limites. É aceitar que nem tudo está sob o nosso controle e que nem todo final precisa ser bonito para ser necessário.
Existem histórias que terminam no silêncio. E, por mais duro que seja, às vezes o silêncio já é a resposta.
Entendi que a verdadeira força não está em segurar, está em aceitar. Em respeitar o tempo do outro, mesmo quando ele não se alinha com o nosso. Em parar de esperar palavras que não virão.
Porque, no fim, a paz não chega para quem prende. Ela chega para quem solta, mesmo com o coração doendo, e ainda assim escolhe seguir em frente.

Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar.
A escolher quem eu quero do meu Lado.
A me distanciar de quem não me faz bem.
A separar o que é verdadeiro do que é apenas interesse.
A viver de forma digna mesmo tendo pouco.
A nunca querer muito para ser feliz.
A encontrar prazer nas pequenas coisas e acontecimentos.
A valorizar somente aqueles que também me dão valor.
A nunca simular afeição por ninguém.
A viver é proceder conforme minha consciência.
A nunca prejudicar ou fazer mal a quem quer que seja.
A confiar em Deus e nunca duvidar do poder da fé.

Muros onde antes havia jardins


Eu aprendi cedo a abrir a porta sem perguntar o nome, a oferecer água antes de saber a sede, a confiar como quem acredita que o mundo responde à altura do gesto e foi assim que me feriram: não pela força, mas pelo acesso. Gente que entrou com discurso de luz e saiu levando todo o trabalho construído em conjunto, gente que vestiu a palavra “evolução” enquanto usava o esforço alheio como escada, gente que confundiu minha generosidade com permissão, minha escuta com ingenuidade, minha visão com território livre. Doeu mais porque não veio de inimigos, mas de afetos: mãos que eu segurava, ideias que compartilhei, sonhos que tratei como comuns. Há em mim uma constituição feita de entrega, de leitura profunda do outro, de desejo sincero de construir junto e é exatamente isso que me expõe. Carrego no peito um coração que não sabe operar na lógica da suspeita, mas agora pulsa em estado de alerta, cansado de aprender pela fratura. Não é que eu tenha perdido a fé nas pessoas; é que a dor ensinou limites à minha confiança, levantou muros onde antes havia jardins. Ainda assim, sigo tentando decifrar como proteger o que sou sem me tornar dura, como honrar minha essência sem continuar sangrando, como transformar essas traições em fronteiras conscientes e não para fechar o mundo, mas para, enfim, escolher melhor quem pode atravessar.

Conheci os espinhos, não as rosas
Aprendi cedo que o belo também corta
Cada passo era farpa na sola
Enquanto prometiam jardim, me deram a porta
Cresci regando o que ninguém colhia
Mão calejada, pouca fantasia
Quando falavam de amor, eu via alerta
Porque todo afeto vinha com cerca
Não romantizo dor, só reconheço
Foi nela que eu aprendi o preço
Enquanto uns colhiam perfume e cor
Eu entendia o valor do suor
Espinho ensina mais que pétala
Te deixa atento, mente esperta
Quem só conhece flor se ilude
Quem sangra aprende atitude
Hoje se vejo rosa, eu desconfio
Beleza demais costuma esconder vazio
Mas se vier com verdade na mão
Eu planto com calma, sem pressa, no chão
Porque mesmo ferido eu sigo em pé
Espinho não mata quem aprende a fé
Não fé cega. Fé na própria visão
Conheci os espinhos… e isso me deu direção

⁠COMO VOAR
Eu aprendi a voar sobre o mar
A planar sobre as alturas
Soube como nadar no teu olhar
Como sentir tua pele pura
Queimei meus pensamentos na lava
Joguei meu corpo em cima do teu
Me voltei contra mim
Mas já estava perdido em ti
Me encantei sobre o teu rosto
Me admirei pelos teus detalhes
Transmiti desespero e nervosismo
Mas teu toque me deixou ao seus pés
Como posso me perder tendo chão pra correr
Consigo apenas me reencontrar com teu chamar
Apenas deitada no chão esperando
Esperando pra você me salvar

Antes mesmo de começar à escrever,
Aprendi à temer.

Quando não passava de uma criança,
Cheia de esperança,
Que brincava de boneca, e sonhava em ser princesa.

Aprendi cedo demais,
Que de fazer maldade, qualquer um é capaz.

Que não precisa ser estranho, pra nos roubar a infância, e impedir de ser criança.

Cresci com o peito doendo,
Tentando curar uma ferida
Que eu nem sabia de onde vinha.

Vivia com uma culpa que não era minha, E um peso tão grande que minhas mãos tão pequenas não sabiam como carregar.

Não conseguia lutar, e ninguém eu tinha pra fazer isso por mim.
Todo mundo me dizia:
"Deixa isso passar!"
E assim, deixei.
Mas o que foi embora, não foi a dor.
Fui eu mesma quem ficou pra trás.

Ninguém ensina
Como crescer direito
Depois de ter a sina
De ser roubada a inocência.

Ninguém me contou
Como se vivia
Depois de ter sido objeto
Antes de sequer poder lembrar
Que eu existia.

Me disseram que o tempo cura,
Mas esquecerem de dizer que o tempo também cobra.
E que se uma ferida não for cuidada, O tempo cicatriza torto, e a dor nunca vai embora.

Hoje, já cresci.
Mas não cresci inteira.
E sim, com um pedaço de mim faltando.

E por isso, carrego comigo um grito antigo.
Que não foi ouvido, mas sim abafado..
E isso antes de eu sequer poder entender o que, e por que tinha acontecido.

E eu sei que não é justo comigo
Carregar sozinha
Algo que nunca foi culpa minha.
Mas ainda sim, fico em silêncio.
E quando a dor chega com força,
Eu pego meu caderno e escrevo.

Por que essa dor
Não vai embora, só ameniza.
Por que não tem como não doer,
Sendo que eu nunca vou saber
Quem eu poderia ter sido.
Se eu não tivesse temido,
Antes de ao menos ter a chance de aprender escrever.

-Victória Licodiedoff Lemos

⁠"⁠Aprendendo em Silêncio"

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e tenham paciência, para que a vida e o tempo se encarreguem de fazer o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, existe pessoas que não darão a mínima e jamais conseguirei convence-las.

Aprendi que preciso escolher entre, controlar meus pensamentos, ou ser controlado por eles.

Que os heróis são pessoas comuns que fazem o que acham certo naquele momento, independente do medo que sentem.

Aprendi que não importa o quão meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por isso.

Aprendi que certas pessoas vão embora de nossas vidas de qualquer maneira, mesmo que queiramos rete-las conosco para todo o sempre.

Aprendi, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil e não ferir ou magoar as pessoas.

Por fim, aprendi que será difícil dizer EU TE AMO quando já foi dito uma vez, a alguém ao qual desprezou esse amor

Dizem que sou jovem e que o mundo ainda vai me ensinar muito, mas a verdade é que eu já aprendi o suficiente com a gente. Aprendi que o amor não é esse conto de fadas que os tolos insistem em celebrar. Para mim, ele se revelou como uma nuvem carregada: pesada, escura e cheia de uma chuva que não limpa, só inunda.
O amor fere. E o meu coração, por mais que eu quisesse que fosse feito de aço, não foi forte o suficiente para aguentar tanta dor. Você foi a chama que ardeu bonito no começo, mas que acabou me queimando quando o fogo ficou alto demais para eu controlar.
Olho ao redor e vejo pessoas buscando essa tal "felicidade e união", e confesso que sinto uma mistura de pena e cansaço. Elas estão se enganando. Eu sei a verdade agora, e ela é amarga: o amor parece uma mentira bem contada, desenhada apenas para nos deixar tristes no final.
Não estou dizendo isso com raiva, mas com a clareza de quem finalmente parou de tentar se enganar. Minhas cicatrizes são a prova de que eu estive lá, de que eu tentei, mas que saí ferido.
Talvez um dia eu mude de ideia, mas hoje, tudo o que sei é que dói. E eu preciso de silêncio para ver se essas marcas param de sangrar.

Eu aprendi que deixar ir não significa esquecer, mas sim guardar o que vivemos em um lugar onde o tempo não alcança.
​Quero que você saiba que, não importa para onde seus passos a levem, você nunca estará realmente longe de mim. Você se tornou como a luz de uma estrela: mesmo que o sol apareça ou que as nuvens cubram o céu, eu sei que o seu brilho continua lá, iluminando o meu coração.
​Por que não choro agora? Não é por falta de sentimento, mas porque descobri que o que construímos é verdadeiro. E o que é verdadeiro não morre; permanece vivo, vibrando em cada lembrança. O tempo pode levar os dias, mas não consegue apagar o que temos.
​Você pode até pensar que o nosso ciclo terminou, mas a verdade é que:
​Você está aqui, em cada pensamento meu.
​Você está aqui, nas batidas do meu coração.
​Nenhuma distância é capaz de nos separar de verdade, pois você faz parte de quem eu sou. Siga o seu caminho com a certeza de que você estará bem. E eu? Eu estarei aqui, guardando o nosso amor com todo o carinho do mundo. Até que a vida nos traga um novo capítulo, meu amor e meu respeito por você continuam intactos.

A Arte de Conter Águas

Na superfície, aprendi a ser leve,
balanço embarcações, embalo olhares,
finjo calmaria para quem passa.
Mas abaixo do azul profundo
há movimentos que não se explicam;
correntes internas, em descompasso, se cruzam,
procurando um ritmo que nunca chega.
Lanço âncoras e as sustento por anos,
algumas firmam,
outras pesam.
Nem sempre sei se me mantêm inteiro
ou se me pedem silêncio demais.
Para conter a superfície em equilíbrio,
sustento ondas,
absorvo impactos
e recolho o que quebra.
Há fúria no fundo,
não em tempestades visíveis,
mas em giros contínuos,
em força que aprende a não transbordar.
Ainda assim, sigo vasto,
ensino caminhos,
devolvo ecos
e carrego vidas sobre mim.
E às vezes, diante do horizonte,
nem avanço, nem retorno,
apenas existo,
sentindo tudo o que me atravessa.
Talvez seja isso ser oceano:
sustentar o mundo
enquanto aprende, sozinho,
a não se desfazer em sal.
E se for assim,
quantos de nós
aprendem a respirar
em águas profundas?