Texto Aprendi
Depois de tanto me ferir na vida,
Aprendi que promessa não cicatriza ferida.
Palavra é bonita, eu sei até fazer,
Mas não é discurso que sustenta o viver.
Foram tantos sorrisos que não eram verdade,
Promessas vazias, falta de lealdade.
Caí em buracos por confiar demais,
Em amores falados que não eram reais.
Até que um dia me vi no espelho encarar,
Não quem eu queria, mas quem aprendi a me tornar.
Hoje eu sei: não sou qualquer pessoa não,
Não sou melhor que ninguém, mas tenho visão.
Aprendi que ação é quem fala mais alto,
Que quem vale de verdade não precisa de palco.
Confiança não nasce, ela é construção,
Lapidada no tempo, com prova e chão.
Diamante é raro, não brilha em qualquer mão,
No lugar errado, perde até o valor da paixão.
Não espero muito, mas no fundo eu sei,
Todo ser humano deseja algo, eu também desejei.
Mas não vou romantizar o que tem que provar,
Quem quer ficar perto precisa demonstrar.
A vida ensina, cobra e revela,
Mostra quem soma e quem só desmantela.
Valor não se compra, não se corrompe, não cai,
Ele vem de dentro, ninguém tira, ninguém trai.
Quem vai mudar a minha vida, eu sei quem é:
Não é homem nenhum… quem muda é DEUS em pé.
Lembra de José? Quando foi esquecido no chão?
Hoje todo mundo quer andar com ele, estender a mão.
Assim é a vida, primeiro a dor, depois a luz,
Quem permanece fiel, Deus honra e conduz.
Ainda não aprendi a me entregar
à força da paixão... Por que se
eu tivesse, não teria medo
de errar, nos caminhos do coração!
Ai! Hei de pensar que um dia
irei me apaixonar... Apaixonar-me
pela beleza que me levará à frustrar...
E me levará a inventar e então
a me reinventar à maneira
que me faça verdadeiramente
te amar!
Eu aprendi que...
"Está desempregado dá muito trabalho, que trabalhar de mais desgasta muito; que até o nada nas nossas vidas nos enche, que tudo que nos enche não nos leva a nada; que em pé cansa, sentado dá fadiga e deitado gera preguiça; que o tempo de vida vai diminuindo de acordo com a idade que vai aumentando; que o medo é um sentimento, a coragem é uma virtude. Eu entendi que para sobreviver devemos está sempre se movimentando, pois, é o ser humano que se queixa da vida e não a vida que se queixa do ser humano."
JuniorB~
Respeito
Aprendi que o respeito vai além
do que se imagina.
Respeitar é olhar outra pessoa
sem julgar a sua sina.
O respeito vai além
de qualquer coisa no mundo.
É enxergar no outro ser humano
uma história
e também seu submundo.
Respeitar é necessário,
é saber até onde pode ir,
porque aquilo que, para você,
pode parecer certo,
no outro pode ferir.
Nildinha Freitas
Aprendi que nem toda ausência é perda. Algumas chegam para devolver o que o excesso de permanência havia levado: a paz.
O tempo não leva apenas pessoas; ele também devolve a nós mesmos. E quando isso acontece, entendemos que certas despedidas não são o fim de uma história, mas o início de um reencontro com a própria essência.
Desde então, deixei de temer os finais. Passei a temer apenas permanecer onde a alma já havia partido.
Quando Aprendi a Ajustar as Velas
“Não podemos escolher a direção do vento, mas sempre é possível ajustar as velas.”
Durante muito tempo, eu quis negociar com o vento.
Queria que a vida soprasse exatamente na direção dos meus desejos. Fazia planos, criava expectativas,
imaginava caminhos e, silenciosamente, esperava que Deus concordasse com todos eles.
Eu dizia que confiava.
Mas, no fundo, queria controlar.
Queria escolher o vento, a velocidade, o caminho, o momento da partida e até o porto onde deveria chegar.
Talvez uma das minhas maiores dificuldades tenha sido compreender que fé não é receber de Deus o controle sobre o oceano.
Fé é continuar navegando mesmo depois de descobrir que nunca tivemos esse controle.
Demorei para entender isso.
Quando as coisas aconteciam como eu desejava, era fácil agradecer.
Quando o vento estava favorável, eu chamava aquilo de bênção.
Quando as águas estavam tranquilas, dizia que Deus estava comigo.
Mas bastava o céu escurecer para minhas certezas começarem a desaparecer.
Se alguma coisa dava errado, eu perguntava:
“Deus, onde estás?”
Hoje percebo a contradição daquela pergunta.
Eu reconhecia Deus na calmaria, mas tinha dificuldade de reconhecê-Lo na tempestade.
Talvez porque eu ainda acreditasse que a presença de Deus deveria significar ausência de sofrimento.
A vida me ensinou outra coisa.
Existem tempestades que acontecem mesmo quando Deus está no barco.
Existem perdas que a oração não impede.
Existem portas que permanecem fechadas.
Existem pessoas que partem.
Existem sonhos que não se realizam da maneira que imaginávamos.
Existem perguntas que atravessam anos sem encontrar resposta.
E existe um momento em nossa caminhada em que precisamos decidir:
ou passaremos a vida inteira brigando com o vento, ou aprenderemos a ajustar as velas.
Foi então que comecei a compreender a maturidade de outra maneira.
Maturidade não é ter domínio sobre aquilo que acontece.
É possuir humildade suficiente para reconhecer aquilo que não podemos controlar.
E talvez a fé comece exatamente nesse lugar.
Na fronteira entre aquilo que posso fazer e aquilo que preciso entregar.
Posso ajustar as velas.
Mas não posso ordenar ao vento que sopre.
Posso segurar o leme.
Mas não posso acalmar todos os mares.
Posso escolher algumas direções.
Mas não posso conhecer antecipadamente todas as tempestades.
Posso fazer planos.
Mas não posso exigir que o amanhã os obedeça.
Essa descoberta poderia parecer assustadora.
Curiosamente, para mim, começou a se transformar em liberdade.
Porque percebi o quanto estava cansado.
Cansado de tentar controlar pessoas.
Cansado de querer controlar acontecimentos.
Cansado de imaginar o futuro.
Cansado de discutir mentalmente com coisas que já haviam acontecido.
Cansado até de tentar explicar Deus.
Havia transformado minha vida numa embarcação pesada demais, carregada de culpas,
expectativas, medos e perguntas.
E talvez Deus nunca tivesse pedido que eu carregasse tudo aquilo.
Talvez Ele estivesse apenas esperando que eu soltasse algumas coisas.
Foi quando comecei a entender que entregar não significa desistir.
Entregar significa reconhecer limites.
Há uma diferença enorme entre abandonar o barco e confiar enquanto continuamos navegando.
A fé não me ensinou a ficar parado esperando milagres.
Ensinou-me a fazer aquilo que está ao meu alcance e entregar a Deus aquilo que minhas mãos não conseguem alcançar.
Eu ajusto as velas.
Ele conhece os ventos.
Eu seguro o leme enquanto posso.
Ele conhece o oceano que eu ainda não atravessei.
Eu vejo alguns metros à minha frente.
Ele conhece aquilo que existe depois do horizonte.
Talvez seja por isso que algumas coisas que considerei derrotas tenham acabado se transformando em caminhos.
Algumas portas fechadas me obrigaram a procurar outras.
Algumas quedas diminuíram meu orgulho.
Algumas perdas me ensinaram a amar melhor.
Alguns silêncios me ensinaram a escutar.
Algumas tempestades arrancaram de mim certezas que talvez nunca tivessem sido fé.
E alguns ventos contrários me levaram para lugares onde eu jamais teria chegado por vontade própria.
Hoje olho para trás e percebo quantas vezes reclamei da direção do vento sem perceber que estava sendo conduzido.
Nem sempre para onde eu queria.
Mas muitas vezes para onde eu precisava ir.
Essa talvez seja uma das maiores confissões que posso fazer:
eu quis controlar a vida porque tinha medo de confiar.
Controle, muitas vezes, é apenas o nome elegante que damos ao nosso medo.
Queremos garantias porque temos dificuldade de caminhar pela incerteza.
Queremos respostas porque o silêncio nos incomoda.
Queremos mapas porque o desconhecido nos assusta.
Mas Deus raramente me entregou o mapa inteiro.
Quase sempre me mostrou apenas o próximo passo.
E talvez seja justamente isso que torna a fé tão difícil e tão bonita.
Se eu conhecesse todo o caminho, talvez não precisasse confiar.
Se soubesse antecipadamente cada resposta, talvez não precisasse esperar.
Se pudesse controlar todos os ventos, talvez nunca aprendesse a rezar durante a tempestade.
Hoje já não peço apenas:
“Senhor, muda o vento.”
Algumas vezes ainda peço, porque continuo sendo humano e existem tempestades que realmente assustam.
Mas aprendi também outra oração:
“Senhor, se o vento não mudar, ensina-me a ajustar as velas.”
Essa oração mudou muita coisa dentro de mim.
Porque existem momentos em que Deus não muda imediatamente as circunstâncias.
Muda o marinheiro.
Fortalece as mãos.
Acalma o coração.
Ensina paciência.
Diminui o orgulho.
E nos faz perceber que aquilo que imaginávamos ser o fim talvez fosse apenas uma mudança de rota.
Continuo não sabendo para onde todos os ventos da minha vida me levarão.
Ainda tenho medo.
Ainda faço planos.
Ainda me decepciono.
Ainda gostaria que algumas coisas fossem diferentes.
A fé não retirou de mim a humanidade.
Mas hoje existe uma diferença.
Já não preciso exigir que o oceano inteiro obedeça à minha vontade para acreditar que Deus continua comigo.
Se vier a calmaria, agradecerei.
Se vier o vento favorável, abrirei as velas.
Se vier a tempestade, tentarei permanecer no barco.
Se precisar mudar a rota, mudarei.
Se tiver de esperar, esperarei.
E quando minhas forças já não forem suficientes, procurarei lembrar aquilo que levei tanto tempo para aprender:
eu nunca fui o senhor dos ventos.
Sou apenas um homem navegando.
Talvez amadurecer seja finalmente aceitar isso.
Fazer o que podemos.
Entregar o que não podemos.
E continuar.
Porque a fé não consiste em acreditar que todos os ventos soprarão a nosso favor.
Fé é descobrir que, mesmo quando o vento muda, Deus ainda sabe onde estamos.
E talvez a verdadeira paz comece no dia em que deixamos de pedir o controle do oceano e aprendemos, finalmente,
a confiar n’Aquele que enxerga além do horizonte.
Aprendi com o meu coração que devemos ser gentis com as pessoas, que devemos tratar todos da forma como gostaríamos de ser tratados.
Tem muita gente sofrendo calada. Tem gente tendo dias maus todos os dias, e não vai ser eu quem vai piorar isso.
Aprendi a respeitar as pessoas mesmo sem conhecer suas histórias de vida, porque sei que cada ser humano carrega sua própria trajetória, suas lutas, suas dores e seus aprendizados.
Aprendi que definitivamente não é a distância que separa as pessoas. O que realmente as afasta é a frieza, a falta de diálogo e atenção, a indiferença, a falta de persistência na busca por compreensão e o irreverente “tanto faz”.
É isso que constrói muros, engendra silêncios ensurdecedores, assola sentimentos e transforma pequenos desencontros ou choque culturais em grandes abismos entre dois corações que se pertencem.
Vença tudo isso, e impacte a sua vida usando força e sabedoria para construir uma ponte sobre o abismo. Deus não brinca quando une pessoas, e Ele sempre será o alicerce dessa ponte.
(Aline M. Abdalah)
Quando os Passos Conversam com a Alma
Quanto conversamos com nós mesmos?
Aprendi, ao longo das minhas caminhadas, que algumas das conversas mais importantes da minha vida aconteceram quando eu estava completamente sozinho. É no silêncio de uma estrada, entre um passo e outro, que encontro espaço para pensar naquilo que, no barulho cotidiano, muitas vezes não consigo enxergar. Quando surge um problema familiar, uma dificuldade no trabalho, uma preocupação financeira ou um desentendimento com alguém, costumo fazer uma caminhada longa. Não caminho para fugir do problema, mas para encontrá-lo de frente. Enquanto meus pés avançam, minha mente volta ao que aconteceu, às palavras que disse, ao tom que usei e às atitudes que talvez pudesse ter evitado.
Nessas caminhadas, procuro não pensar primeiro no erro do outro. Procuro pensar no meu. Pergunto a mim mesmo: “Eu precisava ter falado daquela maneira? Por que me alterei? Será que escolhi o momento errado para dizer aquilo? Eu havia prometido alguma coisa e não cumpri?” Essas perguntas nem sempre são confortáveis, mas aprendi que reconhecer os próprios erros exige muito mais coragem do que apontar os erros de alguém. Depois de alguns quilômetros, a raiva começa a perder espaço, o orgulho diminui e a razão volta a respirar. Muitas vezes, quando retorno para casa, procuro a pessoa com quem tive o desentendimento e digo simplesmente: “Eu pensei muito sobre o que aconteceu e reconheço que errei. Não deveria ter falado daquela maneira. Quero lhe pedir desculpas.” E faço isso sem cobrar do outro a mesma atitude. O erro dele pertence a ele; o meu, a mim. Se ele também reconhecer seus erros, melhor ainda. Se não reconhecer, preciso seguir em paz, porque não posso carregar nas costas aquilo que pertence à consciência de outra pessoa.
Foi caminhando que também compreendi que conversar conosco mesmos não é sinal de solidão, muito menos de loucura. É uma forma de organizar os pensamentos, compreender as emoções e enxergar melhor aquilo que estamos vivendo. Marco Aurélio, imperador romano e filósofo estoico, fez de suas próprias reflexões um exercício permanente de autoconhecimento. Em suas *Meditações*, conversava consigo mesmo para encontrar serenidade diante das dificuldades. Talvez todos nós precisemos, de alguma maneira, aprender essa arte. A forma como falamos conosco pode nos destruir ou nos fortalecer. Em vez de dizer: “Sou um idiota porque errei”, podemos dizer: “Eu errei, mas posso aprender e corrigir.” O erro deixa de ser uma condenação e passa a ser uma lição.
Hoje compreendo que caminhar não é apenas colocar um pé diante do outro. Para mim, caminhar é também entrar dentro de mim mesmo. Há caminhos que percorremos pelo mundo e outros que percorremos silenciosamente dentro da alma. Alguns nos levam a lugares que nunca imaginamos conhecer; outros nos devolvem àquilo que havíamos perdido dentro de nós. E talvez seja essa uma das maiores descobertas de um peregrino: **nem todo caminho nos leva a um destino. Alguns caminhos nos levam de volta para nós mesmos.**
Quando termino uma caminhada, nem sempre encontro a resposta para todos os meus problemas. Mas quase sempre encontro um pouco mais de serenidade, humildade e compreensão. E talvez seja isso que realmente importa. Porque, quando aprendemos a conversar com nós mesmos, descobrimos que nunca estamos verdadeiramente sozinhos. Enquanto nossos pés percorrem a estrada, nossa alma também caminha. E, muitas vezes, é justamente nesse encontro silencioso entre o homem e sua própria consciência que começa a nascer uma nova maneira de enxergar a vida.
Força! Caminhe mais! Conheça-se melhor!
A caminhada é um espaço de silêncio, reflexão, autoconhecimento e reconciliação.
Peregrino Nino Carneiro
Com o Amor de uma mãe, aprendi que não existi nada maior que esse amor.
Nenhum amor na vida é maior que o de mãe, e de um animal domésticos,são os unicos que daria a vida por voce.
São os unicos leais,fieis,que não fingem amor,que amam ate a morte.
Quem não valoriza, vai perder seu maior trofeu,sua maior gloria,é ter uma mãe ao teu lado.
Eu sou um girassol.
Não porque nunca enfrento tempestades...
Mas porque aprendi que a luz continua existindo, mesmo quando as nuvens a escondem...
Eu escolho voltar meu coração para aquilo que ilumina...
Não ignoro a dor...
Eu a transformo...
Não nego as lágrimas...
Eu as honro...
Não fujo da vida...
Eu caminho por ela...
E, quando o amanhecer chega, descubro que a luz nunca deixou de me procurar...
Porque, antes mesmo de encontrá-la...
Eu já havia escolhido permanecer voltada para ela.
Autora: Patrícia Couceiro (Perfil no Pensador)
© Patty Couceiro
Instagram: @couceiropatty
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Engatinhando...
Foi engatinhando que eu aprendi a amar.
Descobrir o poder transformador desse sentimento me apresentou novas perspectivas sobre a vida, sobre o mundo.
A momentos sobre o inicio dos acontecimentos que são totalmente velozes e vorazes e vão desde os instantes do engano, passam pelo breu das adivinhações e permeiam até os acolhedores conchavos da segurança, tipo aquele abraço quente no meio do inverno congelante.
Quando a vida começa a contar as suas próprias historias de amor , ela encontra uma criança vivendo seu melhor momento no espaço/tempo de cada brincadeira oferecida por esse tão sensível aprendizado.
SOLIDÃO
"No avançar da vida aprendi a sofrer calada,
a chorar quietinha,
eu e minha alma sempre aos pedaços,
sozinhas...
Por qual razão sofreria mais agora
com teu amor tão medroso,
com teu querer mentiroso
e tuas fugas mesquinhas?
Prossigo ao meu modo, sofrendo calada
e chorando quietinha.
No meu mundo, com minha alma em pedaços,
silenciosamente eu curo minhas dores... sozinha."
Lori Damm ("Solidão", Contos, Crônicas & Poesia)
Aprendi muito cedo que seres humanos não são compostos de uma coisa só. Somos duas partes que compõem o todo.
Temos a consciência, que inclui a mente e a alma, as partes intangíveis.
E temos o ser físico: a máquina que sustenta a consciência e nos faz sobreviver.
Se estragar essa máquina, você morre. Se negligenciar essa máquina, você morre. Se achar que sua consciência pode sobreviver sem a máquina, você morre logo depois de descobrir que estava errado.
Eu quis tanto vc....
Eu quis tanto vc...
Eu quis tanto vc...
Que nunca mais aprendi a querer um outro alguém ...
Enfim, me fechei pro amor...
Nunca mais amei ... Nunca mais fui de ninguém ...
Não tive vc..... Mas também não tive outra pessoa.... Vivo eu só, vivo eu por mim ....
M.I.R.L Maria Isabel Ribeiro Lopes
Aprendi a ser eu e a solidão ...
Minha única companhia..
Aprendi a amar o silêncio , a viver o caos dos meus pensamentos e a viver o vazio de uma vida sem ti...
Depois que você foi embora eu me fechei tanto..que quando precisei abrir a porta da minha alma denovo eu já tinha perdido as chaves....
M.I.R.L Maria Isabel Ribeiro Lopes
ETERNIDADE É O AMOR
Eu aprendi meio a tanta confusão
Que temos uma estrada a desbravar
Mas assim como numa procissão
Cuidado é o jeito para nao tropeçar .
A gente assim enfrenta o tempo
E quantas pessoas ao nosso redor
Soprando contra ou a favor do vento
Umas querendo o pior e outras o melhor.
Ah se soubesse ouvir a voz da experiência
Teria evitado tantas dores e dissabores
Correria menos e com inteligência
Sentiria a intensidade dos certos valores.
Agora que meus cabelos mudaram de cor
Sinto saudades pulsar meu coração
Tempos de chuva e frio, de sol e calor
Traçando assim o forte elo de emoção .
E deixamos um legado em nossa partida
Para os que ficam ,grande marca de dor
Mas vivemos o caminho a verdade e a vida
Com certeza eternidade só através do amor!
POESIA
JOÃO BATISTA BARBOSA
Como jurista aprendi e exerci reflexões no tempo de academia, sobre o principio do Andrógino, e sua origem na obra " O banquete" de Platão, em seu personagem mítico Aristófanes, que fazia parte dos seres humanos originais no planeta que se mistura com o conceito da busca eterna da alma gêmea, pelo castigo de Zeus que os cortou ao meio resultando na busca incessante pela sua "metade perdida". A androginia sempre foi vista como uma representação original, um estado completo e um estado de ser superior anterior à divisão dos gêneros. Este principio da Androginia, literariamente sempre foi dissertado através de icônicas obras de grandes autores,
associado ao amor perfeito.
Eu queria ser amada…
Se é que eu aprendi o que é ser amada, porque as vezes quando nos amam demais achamos demasiado chato…
E quando não nos amam ficamos enlouquecidos tentando entender o que levaria alguém a não nos amar …
Mas eu queria … alguém que me defendesse da própria mãe… que enxergasse o veneno saindo do outro em forma de palavras..
Queria um amor que tivesse paciência comigo
Com meus traumas, com meus medos e rejeições…
Que não soltasse a minha mão quando fosse cumprimentar outras pessoas e me deixasse de lado …
Eu queria um amor que me defendesse das injustiças…
Mesmo que apenas sentando ao meu lado e chorando comigo ..
Eu queria um amor que na lista de sonhos dele meu nome fosse o primeiro…
E não que eu estivesse “inclusa” em alguma parte dos sonhos …
Eu queria alguém que mostrasse ao mundo que me ama …
Queria alguém que me amasse a ponto de compartilhar minhas publicações…
Queria alguém que me amasse e no meu aniversário fizesse uma postagem pra mim … dizendo em voz alta que me ama e o quanto eu sou importante
Queria alguém que me dissesse nos dias difíceis vamo ali na praia …
Alguém que me leve pra conhecer o mundo
Queria um amor que fosse como no filme
“Amor alem da vida “
Alguém que sempre quisesse tirar fotos comigo
Alguém que faça planos comigo …
Um amor que seja bom pra mim
Bruna Wotkosky
Talvez eu só não saiba ficar
Aprendi a me curar sozinha, a engolir o que doía e a continuar como se nada tivesse acontecido. Mas, no caminho, também aprendi a me afastar.
Quando não estou bem, desapareço. Fecho portas, levanto muros e me escondo dentro de mim. Não porque não queira ninguém por perto, mas porque me acostumei a acreditar que preciso conseguir sozinha.
E, às vezes, a solidão que um dia foi proteção começa a parecer uma prisão.
Carrego dúvidas, inseguranças e medos que nem sempre consigo explicar. Sinto-me presa em um túnel, caminhando sem saber onde ele termina.
Ainda assim, continuo desejando.
Quero mudar, conquistar, viver e construir uma vida que faça sentido para mim. Mas, quando as coisas ficam difíceis, algo dentro de mim se apaga.
Eu desisto.
E depois me culpo por ter desistido.
Durante muito tempo, pensei que não queria o suficiente. Afinal, quem realmente quer luta, insiste e persiste. Então comecei a questionar tudo:
Será que sou superficial?
Será que nunca amei verdadeiramente os meus sonhos?
Será que, se quisesse de verdade, teria força para continuar?
Mas talvez eu esteja sendo injusta comigo.
Desistir não significa necessariamente não querer. Às vezes, significa ter medo: de falhar, de não ser capaz, de tentar novamente e sentir a mesma frustração.
Talvez eu recue não por falta de desejo, mas por ainda não saber lidar com a distância entre aquilo que imagino e aquilo que consigo fazer hoje.
Até coisas simples parecem enormes, como tirar a carta de condução. E então penso:
“Se nem isso consigo, como vou conseguir tudo o que sonho?”
Talvez eu não seja o obstáculo. Talvez seja apenas alguém aprendendo a permanecer quando o caminho se torna difícil.
Talvez eu não precise de mais força, mas de mais paciência comigo.
Posso querer e ter medo. Posso cansar, cair e parar para respirar. E, ainda assim, continuar desejando.
Persistir talvez não seja nunca desistir, mas aprender a voltar:
depois do medo,
da frustração,
de um dia ruim.
Voltar para mim.
Talvez a pergunta não seja: “Será que quero o suficiente?”
Mas sim:
“O que acontece dentro de mim quando aquilo que quero exige que eu acredite em mim?”
Talvez seja aí que eu precise começar: aprendendo, pouco a pouco, a não me abandonar sempre que as coisas ficam difíceis.
