Texto Aprendi
ETERNIDADE É O AMOR
Eu aprendi meio a tanta confusão
Que temos uma estrada a desbravar
Mas assim como numa procissão
Cuidado é o jeito para nao tropeçar .
A gente assim enfrenta o tempo
E quantas pessoas ao nosso redor
Soprando contra ou a favor do vento
Umas querendo o pior e outras o melhor.
Ah se soubesse ouvir a voz da experiência
Teria evitado tantas dores e dissabores
Correria menos e com inteligência
Sentiria a intensidade dos certos valores.
Agora que meus cabelos mudaram de cor
Sinto saudades pulsar meu coração
Tempos de chuva e frio, de sol e calor
Traçando assim o forte elo de emoção .
E deixamos um legado em nossa partida
Para os que ficam ,grande marca de dor
Mas vivemos o caminho a verdade e a vida
Com certeza eternidade só através do amor!
POESIA
JOÃO BATISTA BARBOSA
Seguir e Florescer
Eu aprendi a dar o passo, mesmo com o coração a tremer,
deixar para trás o que pesava, coragem dentro de mim renascer.
Perder os medos que me prendiam, como correntes a aprisionar,
abrir caminhos, crer na vida e o meu destino conquistar.
Alcançar cada sonho guardado, com fé, força e muita determinação,
ver que o impossível desvanece quando temos a alma em elevação.
E amar com toda a minha essência, sem receio, sem cobrança, sem fim —
pois quem ama de verdade com o coração, recebe amor também para si.
Seguir em frente é minha escolha, crescer, brilhar e ser quem sou,
viver intensamente cada dia, colhendo tudo o que Deus me deu.
Hoje aprendi a sentir saudades.
Aprendi que a saudade não precisa vir acompanhada de desespero. É possível lembrar e, ainda assim, sorrir. É possível sentir falta sem derramar lágrimas, porque algumas lembranças merecem gratidão, não sofrimento.
Aprendi que, se não é meu, eu deixo ir. Sem implorar, sem me perder, sem abandonar quem eu sou. Porque aquilo que realmente nos pertence não parte ao primeiro vento; permanece, escolhe ficar e enfrenta as tempestades ao nosso lado.
Hoje sinto saudades dos sorrisos que dividíamos, dos momentos em que o mundo desaparecia e existíamos apenas nós. E, curiosamente, essas lembranças já não me prendem. Elas apenas me lembram que fui capaz de amar de verdade.
Não sofro como antes, porque aprendi a seguir.
Encerrar ciclos é um dos processos mais difíceis da vida, mas também um dos mais necessários. Há portas que só se fecham para que outras possam, enfim, se abrir.
Sigo em frente, otimista, agarrado à esperança de que a felicidade ainda me espera em algum trecho dessa estrada. Busco novamente a paz que um dia senti, mas agora caminho diferente: mais sereno, mais firme, menos acessível. Não por frieza, mas por respeito às cicatrizes que a vida me deixou.
As dores não me destruíram. Elas me ensinaram. Hoje caminho olhando para frente, porque aprendi que quem vive preso ao passado nunca alcança o futuro.
A jornada é minha. A estrada parece não ter fim. Mas a minha vontade de chegar é infinitamente maior do que qualquer vontade de desistir.
Hoje aprendi que o choro não é sinal de fraqueza. Ele lava a alma, alivia o coração e rega a esperança de dias melhores.
Também aprendi que quem não está disposto a caminhar ao meu lado não merece nem mesmo a saudade que deixou em mim.
E talvez a maior lição tenha sido esta:
Hoje aprendi que a saudade também tem um fim.
Ela deixa de ser dor e passa a ser apenas uma lembrança bonita de quem um dia fez parte da minha história, mas já não faz parte do meu destino.
O tempo foi passando e eu não me atentei da importância daquilo que não aprendi.
Com a brevidade da vida, passou…
Passou a oportunidade de leveza para a grandeza, fazendo se achegar a tristeza pela falta de beleza no agir, no vestir, no me comportar como a mulher que tem amor no peito, mas é sem jeito.
O tempo consolida padrões difíceis de desfazer. Trazendo dificuldades, em razão da deselegância consoante com o rude jeito do ser que a máscara usada por muito tempo deixou como cicatriz em raiz profunda.
Filha de Anselmo
Aprendi cedo que gentileza não fazia barulho.
Ela morava nas sacolas da feira, quando minha mãe voltava com frutas a mais, porque sempre havia um vizinho que precisava.
Morava no biscoito feito por quem morava sozinho, mas nunca quis ficar só.
Morava na panqueca trocada por um doce, sem nota fiscal, sem contrato, sem fotografia para provar.
Era assim que a gente se reconhecia gente.
Na escola, não havia tecnologia avançada, mas havia mãos estendidas.
Um ajudava o outro porque ninguém chamava isso de favor — chamava de convivência.
A vida nunca foi fácil.
Meu pai trabalhava à noite.
Meu avô acordava às quatro da manhã.
João Figueira, meu avô, foi um dos fundadores do Sindicato da Estiva.
Veio de Portugal, trocou o comércio pelo peso da sacaria, comeu seu peixe ensopado antes do sol nascer e saiu para trabalhar.
Não havia romantização. Havia esforço.
Havia luta.
E havia dignidade.
Hoje dizem que o mundo mudou.
Mudou mesmo.
Agora quase tudo tem preço.
Faz-se trabalho.
Faz-se prova.
Faz-se até aquilo que deveria ser aprendizado — desde que caiba no bolso.
A gentileza virou discurso.
O cuidado virou status.
A educação virou número.
Quando me incomodo, me rotulam.
Já me chamaram de petista.
Mas não sou de partido algum.
Sou filha de Deus.
Sou filha de Abselmo.
E talvez seja isso que incomode.
Porque não falo por ideologia.
Falo por memória.
Por crianças suando em salas quentes enquanto o discurso sobre natureza é feito no ar-condicionado.
Por professoras que aprendem a silenciar para sobreviver.
Por um tempo em que ninguém filmava tudo, mas todo mundo cuidava de alguém.
Não busco palco.
Busco coerência.
Não busco status.
Busco respeito pela infância.
Se isso hoje parece subversivo, talvez seja porque esquecemos demais.
E alguém precisa lembrar.
Mesmo em voz baixa.
Rosana Figueira
Eu já vi rio secar da noite pro dia
Já vi corrente mudar de direção
Aprendi cedo com a água barrenta
Que quem endurece perde o chão
Eu não brigo com o vento que passa
Nem bato de frente com temporal
Tem hora que o silêncio é o caminho
E esperar também é sinal
Eu vou seguindo conforme a maré
Sem me perder do que sou por inteiro
Porque nesse mundo de pedra e vaidade
Quem força demais chega por derradeiro
Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do caminho
Eu fico quieto, mas vejo de longe
Eu sou do brejo, do tempo e da espera
Meu rumo é o rio quem vem ensinar
Sabedoria é saber esperar...
Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do meu caminho
Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado, pode acreditar
Quem quer viver muito tempo nessa vida
Tem que aprender a esperar...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu não renego o que sentimos. Honro. Mas aprendi que amor que não encontra destino precisa, ao menos, encontrar fim. Não como castigo, e sim como respeito. Há silêncios que não são ausência... são maturidade. Há despedidas que não negam o que foi, apenas impedem que a dor continue sendo regada.
Então que o silêncio faça o que não conseguimos: nos aquietar. Que ele não grite por rancor, mas por paz. Não por esquecimento, mas por libertação. Eu paro de regar não porque não houve raiz, mas porque já entendi que nem toda raiz foi feita para dar fruto no mesmo solo.
Deus se revela...
Terminei de crescer perto de uma cidade rica...
Logo aprendi sobre as diferenças sociais...
Não entendia por que alguns tinham tanto, enquanto outros tinham tão pouco...
Hoje vivo exatamente desse jeito...
Se acredito em Deus?
Sim...
Plenamente...
Mas, pelas inconstâncias da vida, às vezes duvidei e acreditei que
Ele não morava aqui na Terra...
Que Ele morava em outro lugar,
lá na cidade rica...
Que estávamos sozinhos aqui...
Que, na verdade, já estávamos no inferno e não sabíamos...
Mas Ele veio e me mostrou os Seus passos na areia,
enquanto, tantas vezes, me carregou no colo,
lá na cidade pobre.
Aprendi a Ir Embora
Eu não parti por falta de amor.
Parti porque o teu já não me reconhecia.
Vi nos teus olhos
o aviso que nunca disseste.
E mesmo assim fiquei,
tentando aquecer um peito
que já não era casa.
Engoli o orgulho,
chamei de fase
a tua frieza,
dei descanso ao teu desprezo
e amor
à tua ausência.
Mas há um momento
em que um homem entende:
não se implora por lugar
no coração de ninguém.
Quando o amor vira pena,
o silêncio vira sentença.
E eu recusei viver
como peso,
como hábito,
como sobra.
Soltei a tua mão
antes que a minha dignidade
morresse primeiro.
Se um dia a minha falta te visitar,
não me procures.
Estou nas escolhas que fizeste
quando não fui opção.
Estou nos abraços que recusaste,
nas palavras que engoliste,
nas vezes em que me perdeste
sem perceber.
Eu te amei
com verdade,
com coragem,
como homem.
Agora sigo.
De cabeça erguida.
Coração ferido,
mas inteiro.
Porque amor não se mendiga.
E eu aprendi
a ir embora.
Hassamo Abdurrahimo
“Aprendi pela dor, que meu progresso depende só mim, porque no fim vai ser só eu mesmo!”
Amizades e família estão aí para te apoiar, para se divertir, para te dar conselhos e as vezes até te ajudar a levantar quando você cai, mas quem tem que decidir se levantar é você! Tudo depende da sua decisão e da sua força de vontade, eles não podem te ajudar se você não quer ser ajudado.
Quando entender isso, entenderá também que você sozinho, está muito bem acompanhado, pois você pode fazer oque quiser, é capaz de coisas incríveis! Assim, aprenderá a não se importar mais com aquele sentimento de vazio e solidão, pois você é a sua própria companhia! Nem sempre eles vão estar disponíveis para você, pois assim como você, eles também tem suas vidas, suas fases, seus problemas. Todos nós temos nossos altos e baixos, dias bons e ruins, e as vezes por esses motivos, você terá que ficar só, então, quando a onda bater, aprenda a surfar ou morra afogado! Jasp✌🏽
Muitas pessoas têm medo da escuridão, mas eu aprendi a amá-la porque é nela que as nossas sombras se encontram. Amar-te não é apenas celebrar os teus dias de sol; é sentar-me contigo no chão da tua noite e não acender a luz até que te sintas pronta. As minhas sombras reconhecem as tuas. Elas não se julgam, elas não se assustam. Elas apenas se entrelaçam, criando uma dança que ninguém mais consegue ver. É nessa aceitação total, onde o Bruno sombrio encontra a Carla real, que a nossa união se torna indestrutível.
DeBrunoParaCarla
O Preço da Proteção
Carla, eu aprendi que amar é, acima de tudo, um ato de guarda. É se colocar na frente da flecha, é ser o telhado quando o mundo decide ser tempestade. Mas a humanidade tem uma face amarga, a gente se destrói para proteger quem ama e, às vezes, termina devastado pela própria mão que tentamos segurar.
Olho para o alto e entendo um pouco mais sobre o Criador. Deus amou o mundo de tal maneira que se entregou por ele, e o que Ele recebe em troca, todos os dias, é a traição e o esquecimento. Se até o Amor Infinito é ferido por quem Ele protege, quem sou eu, um simples autor de cartas, para sair ileso?
O amor real não é um conto de fadas; é uma renúncia silenciosa. É aceitar ser invadido, ser silenciado e ser, por vezes, o culpado de erros que não cometi, só para que você não precise sentir o peso do mundo. Proteger é um dom, mas ser devastado por essa proteção é a nossa maior prova de humanidade.
Ainda estou aqui, de pé, entre os destroços do que eu tentei salvar.
DeBrunoParaCarla
Com as quedas aprendi a levantar mais rápido
Com as mudanças de direção
vislumbrei novos ângulos
Com os obstáculos que pareciam intransponíveis
reinventei as perspectivas
A cada dificuldade
resolvi aprender mais
Enquanto multiplico os sonhos
divido as realizações
E no giro do mundo
Aproveito cada volta
A se você soubesse
Que em meus pensamentos
Estive sempre ao seu lado
Que aprendi a ti conhecer
Em todos os detalhes
Que fiquei triste e alegre
Compartilhando cada momento de sua vida
Que sentia o seu cheiro mesmo distante
Que em viajem que fazíamos
Por mais longe que estivéssemos um do outro
A ausência jamais foi sentida
Pois nossos espíritos estavam sempre presentes
E você me sentia por perto
Tal qual um anjo da guarda a lhe proteger
A sussurrar aos seus ouvidos
Palavras doces lhe dando a plena convicção
Que jamais esteve sozinha...
Querida, uma das primeiras coisas que eu aprendi ainda nos meus primeiros séculos de vida foi comprovar que regras proibitivas nunca são realmente cumpridas à risca. Por isso eu criei a primeira e única regra desta nave: "É proibido proibir dentro dos limites físicos de Dora".
Lazarus Long
DORA, Salto Temporal
2026, Junho/05
O Pensamento Pedagógico da Inclusão: O Espaço Petico
Onde o Afeto se Transforma em Aprendizado
O Espaço Petico não é apenas um lugar de passagem; é um solo fértil onde cada singularidade encontra espaço para lançar suas raízes e florescer. Ao longo desta coletânea, conhecemos mentes brilhantes que desafiam os padrões tradicionais de ensino. Vimos que o que o mundo muitas vezes chama de "dificuldade" ou "atraso", na verdade, é apenas uma frequência diferente de sentir, aprender e se expressar.
Quando trocamos a pressa pela escuta, a rigidez pela flexibilidade e o julgamento pelo acolhimento, descobrimos que toda criança é capaz de alcançar voos extraordinários. O segredo da inclusão não está em tentar fazer com que todas as mentes funcionem da mesma maneira, mas em construir pontes seguras para que cada universo particular se sinta validado, amado e compreendido.
O Papel dos Educadores e da Família
Por trás de cada conquista do Pietro, da Constança, do Benício, do Murilo, do Theo e da Flora, existe uma rede invisível de sustentação feita de afeto, paciência e colaboração. Os educadores e as famílias são os verdadeiros arquitetos desses ninhos seguros. São eles que se agacham na altura dos olhos, que transformam letras em pássaros, números em brinquedos reais e que compreendem o valor do silêncio.
Esta revista é um convite para que o olhar sensível praticado no Espaço Petico atravesse os muros da instituição e alcance as escolas, as ruas e os corações. Praticar a empatia diariamente é entender que o ritmo do outro pode ser diferente do nosso, e que há uma beleza imensa na lentidão do pontos de um passarinho ou na complexidade de contar manchinhas na pele.
Um Manifesto pela Infância Inclusiva
Acreditamos em um futuro onde:
A Diversidade seja celebrada como a cor mais bonita do jardim.
O Tempo de cada criança seja respeitado sem comparações ou cobranças desmedidas.
A Comunicação vá além das palavras faladas, alcançando o olhar, o toque e o afeto puro.
O Aprendizado seja uma experiência viva, tocável, tridimensional e cheia de significado.
O valor de uma infância não pode beirado por notas, diagnósticos ou padrões. Cada criança carrega em si um brilho único, e o nosso papel como sociedade é garantir que nenhuma luz seja apagada pela incompreensão.
Fundamentos da Neurodiversidade e Inclusão
A concepção desta coletânea apoia-se no paradigma da Neurodiversidade, que propõe uma mudança de perspectiva na educação: em vez de enxergar as condições neurodivergentes como déficits a serem corrigidos, passamos a compreendê-las como variações naturais e legítimas do cérebro humano. Sob a luz da abordagem sociointeracionista, entendemos que o desenvolvimento infantil ocorre por meio das interações sociais e da mediação cultural, tornando o ambiente escolar o principal catalisador desse processo.
No Espaço Petico, a prática pedagógica afasta-se do modelo médico-patológico para adotar o modelo social da inclusão. Isso significa que as barreiras de aprendizagem não estão na criança, mas sim nas metodologias e ambientes que falham em se adaptar à diversidade. Ao acolher o ritmo singular de cada aluno, transformamos o fazer pedagógico em um ato de respeito, afetividade e justiça social.
Acolhimento Teórico dos Personagens e suas Metáforas
Cada narrativa poética apresentada nesta obra reflete um cuidadoso estudo sobre as especificidades do desenvolvimento infantil, traduzidas em metáforas lúdicas e visuais:
Pietro (TDAH): Alta energia canalizada por meio de metodologias ativas, transformando a agitação em foco criativo.
Valentim e Constança: O desenvolvimento das habilidades socioemocionais e a importância do acolhimento das ansiedades na infância.
Benício (Discalculia): A transição do abstrato para o concreto por meio de materiais táteis e contagem visual.
Theo (TEA): A sensibilidade ao processamento sensorial e a necessidade de previsibilidade em uma rotina estruturada.
Murilo (Dislexia): O uso da abordagem multissensorial fonovisuotátil, estimulando a inteligência tridimensional.
Flora (Vitiligo): A construção da autoimagem positiva e a promoção da empatia e colaboração como pilares fundamentais.
Epígrafe de Encerramento
"Cada mente funciona de um jeito único, e cada estrela brilha no seu próprio tempo para iluminar o mesmo céu."
Autoria: Rosana Figueira.
Título do Projeto: Coletânea volume 1.
Engatinhando...
Foi engatinhando que eu aprendi a amar.
Descobrir o poder transformador desse sentimento me apresentou novas perspectivas sobre a vida, sobre o mundo.
A momentos sobre o inicio dos acontecimentos que são totalmente velozes e vorazes e vão desde os instantes do engano, passam pelo breu das adivinhações e permeiam até os acolhedores conchavos da segurança, tipo aquele abraço quente no meio do inverno congelante.
Quando a vida começa a contar as suas próprias historias de amor , ela encontra uma criança vivendo seu melhor momento no espaço/tempo de cada brincadeira oferecida por esse tão sensível aprendizado.
Eu aprendi a habitar o desconforto como quem aprende a respirar embaixo d’água, com os pulmões rasgando por dentro, implorando por um ar que nunca vem, enquanto algo escuro e antigo me preenche por completo e, entre o desespero e a asfixia, fui deixando de lutar, até que a dor não apenas me envolveu… ela me consumiu, me refez, e passou a respirar por mim.
- Tiago Scheimann
"UMA COISA PRIMORDIAL NA MINHA VIDA EU APRENDI: Nunca dê sua atenção (MORAL) para quem não quer e muito menos contar sua vida para quem não interessa saber suas dores mais na hora do milagre, na hora da benção está ai e quer que você comparta. SAIBA SER SELETIVO."
—By Coelhinha
Aprendi que nem toda ausência é perda. Algumas chegam para devolver o que o excesso de permanência havia levado: a paz.
O tempo não leva apenas pessoas; ele também devolve a nós mesmos. E quando isso acontece, entendemos que certas despedidas não são o fim de uma história, mas o início de um reencontro com a própria essência.
Desde então, deixei de temer os finais. Passei a temer apenas permanecer onde a alma já havia partido.
