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Desabafo:
A minha vida é uma longa história, e nela eu aprendi que nem sempre vai ser uma história de felicidades, vai ter amor, felicidade, tristeza, dor, medo, inúmeras coisas que vai se passando e construindo grandes histórias em nossas vidas, seja de fracasso ou superação... todos os dias temos novas linhas para serem traçadas em nossas vidas!

NA QUITANDA DA VIDA

Na quitanda da vida,
eu aprendi que viver
não vem pronto.

A vida se oferece em porções:
tem dias que adoçam a boca,
outros que amargam a alma.
Tem dias de fartura
e dias em que a gente precisa
dividir o pouco
para ninguém ficar sem comer.

Foi no meu quilombo que aprendi
que a vida não se mede pelo que se possui,
mas pelo que se partilha.

Minha primeira escola foi o território.

Foi olhando a terra,
ouvindo os mais velhos,
sentindo o cheiro da chuva,
vendo o dendê nas mãos,
escutando as histórias que não estavam nos livros,
que comecei a compreender
que memória também é conhecimento.

Eu sou feita dessas coisas.

Do chão que meus ancestrais pisaram.
Das palavras que sobreviveram ao silêncio.
Das mulheres que sustentaram suas famílias
quando quase ninguém olhava para elas.
Das mãos que plantaram, colheram, cozinharam,
criaram filhos e mantiveram a comunidade de pé.

Por isso, quando digo quilombola,
não estou apenas dizendo quem sou.

Estou dizendo de onde venho.
Estou dizendo o que carrego.
Estou dizendo aquilo que não aceito perder.

Minha identidade não é fantasia.
Não é adereço.
Não é tema para novembro.

É existência.

É estar no mundo
sabendo que antes de mim
muita gente precisou resistir
para que eu pudesse estar aqui.

E estar aqui também é resistência.

Eu não quero que contem minha história
como quem observa de longe.

Quero falar.

Quero contar.

Quero produzir conhecimento
a partir do lugar onde meus pés estão.

Porque também fazemos ciência
quando guardamos a memória.
Também fazemos educação
quando ensinamos uma criança a conhecer sua história.
Também fazemos cultura
quando transformamos nossas vivências em arte.

O quilombo não é passado.

O quilombo é presente.

Está na criança que pergunta.
Na mulher que enfrenta.
No jovem que permanece.
No mais velho que aconselha.
Na comunidade que se reúne.
Na terra que alimenta.
Na memória que insiste em permanecer viva.

E eu sigo nessa quitanda da vida
escolhendo o que quero carregar.

Não levo tudo.

Algumas dores eu deixo na banca.
Alguns silêncios eu devolvo.
Algumas histórias eu reescrevo.

Mas a ancestralidade,
essa eu levo comigo.

Porque aprendi que não basta sobreviver.

É preciso existir com dignidade.
É preciso ocupar.
É preciso falar.
É preciso criar.
É preciso deixar marcas.

E quando perguntarem
o que é ser quilombola,
talvez eu não precise explicar tanto.

Basta olhar para mim.

Eu sou mulher.
Sou território.
Sou memória.
Sou continuidade.

Sou uma voz que veio de longe
e ainda está chegando.

E enquanto eu tiver voz,
o quilombo continuará falando.

Aprendi que nem toda pessoa que conheço é pra virar amigo, nem todo mundo é pra carregar pela vida, nem todo mundo é pra levar pra dentro de casa... E assim também no amor, nem todo mundo é pra levar pra cama, nem todo mundo é pra ficar, nem todo mundo será pra casar!
Há pessoas que amamos tanto mas não são pra casar nem namorar, elas precisam ir, ou se ficarem tirarão nossa paz, ou simplesmente não se encaixarão. É preciso ter sabedoria para tal visão.
Há pessoas maravilhosas que adoraríamos ter como amigos, mas do mesmo modo elas precisam seguir seus caminhos...
Às vezes a pessoa é perfeita, mas apenas praquele momento. Ás vezes as pessoas vêm com um tempo certo para permanecer, um dia se vão, outro retornarão, ou nesta vida não mais nos encontrarão... Mas é assim que é. Poucos são os que vieram caminhar com a gente essa vida toda! A gente tem que vigiar mais a porta do coração e saber quem entra, saber a hora de quem sai, saber a hora de quem volta e se vale a pena deixar entrar de volta. Bill Oliveira William
Wi

Venci no Silencio
No escuro eu aprendi A sorrir sem me vender O mundo fez de conta, eu fiz foi sobreviver me chamaram de fraco, eu deixei falar enquanto riam da queda, eu voltava a andar tanta porta fechada me ensinando o chão, mas o chão foi escola pra minha reação. Me venderam promessas, eu comprei, foi pão. Me deram tapete, eu preferi o porão. Se a vida veio torta, eu entrei no compasso. Quis da dor meu mapa e do medo cansaço E se queriam ver eu pedi, me viram, foi levantar Com a boca cheia de cinza eu aprendi a cantar No meio do vendaval ninguém me viu quebrar eu fui juntando os cacos pra depois mostrar vem-se no silêncio eu nasci do aperto e voltei mais forte Vem-se no silêncio Quem me quis no escuro agora vê meu norte. Eu ri por dentro quando disseram acabou. Eu estava só guardando o trovão que ficou. Venci no silêncio. Meu nome não caiu. Meu nome se ergueu. Teve noite sem teto e dia sem chão. Teve amigo virado solto na mão. Teve língua de praga e olhar de doutor Dizendo com pena que eu já me perdi, senhor Mas eu sou do tipo que a maré na folga Quanto mais me empurram, mais a coluna dobra Não foi sorte de jogo, nem milagre na mesa Foi calo, foi passo, foi fé na dureza No meu rosto ironia, fez casa e morada Eu dizia tá bom com a alada Enquanto eles falavam, eu fazia raiz Quem cava o mundo também ia ser feliz Se queriam Eu pedi, me viram, foi levantar Com a boca cheia de cinza Eu aprendi a cantar Não me viu quebrar Eu fui juntando os cacos Pra depois mostrar Vem-se no silêncio Eu nasci do apê Mais forte Vem-se no silêncio Quem me quis no escuro Agora vê meu nó Quando disseram acabou, eu tava só guardando o trovão que ficou em sino silêncio Meu nome não caiu, meu nome se ergueu Você falou que eu não ia, eu ouvi e deixei rolar. Teu veneno era pequeno, não deu nem pra me parar. Eu andei no fio da navalha sem fazer alarde. Cada queda foi impulso, cada atraso foi metade. Eu aprendi no aperto que sorriso nem sempre é paz. Tem vitória de fachada e vitória que não se desfaz. A minha veio suja, veio dura, veio crua. Com as mãos cheias de barro e a cara limpa na rua. Se a vida me fechou, eu fiz chave com ferro. Se me chamaram de perdido, eu virei mapa do inferno. Não precisei de aplauso pra ver quem eu sou. Quem vence em silêncio quando o par venceu. Olha de perto o que ficou de pé. Não é pose nem milagre, é cicatriz e fé. O que me deram como fim virou começo na minha mão. E a risada de deboche virou poeira no vão. Venci no... Eu nasci... o mundo fez de conta eu fiz foi sobreviver me chamaram de frago, eu deixei falar. Enquanto riam da queda, eu voltava a andar. Tanta porta fechada, me ensinando o chão. Mas o chão foi escola pra minha reação. Me venderam promessas, eu cumpri, foi pão. Me deram tapete, eu prefiro porão. Se a vida veio torta, eu entrei no compasso. Fiz da dor meu mar. Vem se no silêncio, vem se no silêncio eu nasci do aperto e voltei mais forte vem se no silêncio quem me quis no escuro agora vê meu norte. Eu fui por dentro quando disseram acabou. Eu tô aguardando o trovão que ficou. No silêncio meu nome não caiu, meu nome se ergueu. Teve noite sem teto, dia sem chão, teve amigo virado, solto na mão. Teve língua de paga e olhar de doutor dizendo com pena que eu... Já me perdi, senhor. Mas eu sou do tipo que a maré na folga. Quanto mais me empurram, mais a coluna dobra. Não foi sorte de jogo, nem milagre na mesa. Foi calo, foi passo, foi pé na dureza. No meu rosto a ironia, pescado e moral. Deus dizia, tá bom com a alma. Uma blindada, enquanto eles falavam, eu fazia a raiz. Quem cava no fundo também aprende a ser feliz. E se queriam ver, eu pedi. Me viram, fui levantar. Com a boca cheia de cinza, eu aprendi a cantar. No meio do vendaval, ninguém me viu quebrar. Eu fui juntando os cacos pra ter mais foco. O trovão... Meu nome não caiu, meu nome se ergueu. Você falou que eu não ia ouvir, deixei rolar. Seu veneno era pequeno, não deu nem pra me parar. Eu andei no pio da navalha, sem fazer alarde. Cada queda foi impulso, cada atraso foi metade. Eu aprendi no aperto de sorriso, o mim sempre é paz. Tem vitória de fachada e vitória que não se desfaz. A meu veio cru, já veio dura, veio crua. Com as mãos cheias de barro e a cara limpa na rua. Se a vida me fechou, eu fiz chave com ferro. Se me chamaram de perdido, eu virei mapa do inferno. Não precisei de aplaca, já vem... Era de perto que ficou de pé. Nem pose, nem milagre, cicatriz e fé. O que me deram como fim, virou começo na minha mão. E a risada de deboche, virou poeira no vão. Vem se... Eu nasci mais forte. Vem se...

Minha Aura Cigana 💃


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
aprendi a não criar raízes
onde o chão era lágrima,
insegurança e medo.


Minha alma carrega estradas,
olhos atentos ao horizonte,
bolsos vazios de posses
e o peito cheio de destino.


Trago no corpo os vestígios do tempo
e no espírito a liberdade inquieta
de quem nunca pertenceu ao cárcere
do que é fixo, morno ou imposto.


Sou passagem,
sou vento que não pede licença,
sou chama que arde,
que aquece, que queima,
mas não se deixa apagar.


Minha aura é cigana
porque escolheu a travessia
em vez do conforto,
a verdade em movimento
em vez da paz mentirosa do repouso.


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
preferi não fincar raízes
em solos contaminados de medo.


Carrego comigo lembranças e cicatrizes
que não pedem e não suportam
curiosidade, piedade e nem falsidade
apenas passagem.


Minha alma aprendeu cedo
que permanência, muitas vezes,
é apenas uma forma educada de prisão.


Trago nos olhos a dor das despedidas,
nos pés a poeira das estradas,
no peito um coração indomável
que sangra, mas segue adiante.
Sempre!


Sou feita de partidas,
de incêndios internos,
de escolhas que doem
mais nunca, a renúncia
a mim mesma.
Nunca!


Minha aura é cigana
porque recusou o conforto
doce da mentira
e escolheu vagar com a verdade
latejando na carne,
pulsando nas veias,,
acariciando a mente
e pacificando a consciência.


Por tudo o que vivi,
senti, sofri,
sangrei e chorei,
aprendi a ouvir o chamado
das estradas invisíveis
mais plenas de visão.


Minha alma
dança com o vento,
baila com as marés,
reconhece constelações
onde outros veem apenas noite.


Carrego no coração um mapa
que não conhece fronteiras e limites
e um tempo que se move
no compasso da liberdade.
Oh! Amada Liberdade!
Senhora do meu viver!


Sou feita de travessias serenas,
de tempestades arrebatadoras,
de silêncios que ensinam,
de palavras que ecoam,
de versos que florescem
sem pedir residência.


Minha aura é cigana
porque prefere o caminho
ao destino, e faz do mundo
um eterno lugar de passagem.


Vivi, senti, sofri,
sangrei e chorei,
por isso sigo adiante.
Sempre!
Raízes me pesam e sufocam,
Estradas do viver e do sentir
livre e leve, me salvam.


Minha aura é cigana:
não pertence,
atravessa o seu caminho.
E nada e ninguém
vai tomar posse
de mim.


O sol me ilumina,
a Lua me protege,
a vida me ensina
que seguir livre
é a minha sina.
✍©️@MiriamDaCosta

A Voz que Restou


Aprendi a não temer
as palavras que o mundo lança sobre mim;
há feridas que o tempo leva
antes mesmo que encontrem morada.


Mas você sempre foi diferente.
Há algo em sua voz
que atravessa minhas defesas
sem sequer pedir passagem.


Talvez porque amar seja isso:
entregar a alguém
a única parte de nós
que ainda pode ser ferida.


E você feriu.
Não pela distância,
nem pelo silêncio que ficou,
mas por aquelas palavras
que continuam em mim
muito depois de terem deixado seus lábios.


Eu poderia esquecer
quase tudo o que o mundo me disse,
mas não consigo esquecer
aquilo que ouvi de você:


que já não havia em seu coração
senão desprezo por mim.

Aprendi com a vida a andar com os 2 pés no chão...
Sem divagações lúdicas sobre o " céu" e coisas utópicas tais.
Aprendi que nascemos vivemos e depois morremos e que o " Eterno, nada tem a ver com isso!
Aliás, como assim?
As minhas escolhas, certas ou erradas ,tem lá suas consequências, boas ou ruins...
E o Criador, ou o Eterno, ou qualquer outro pensamento filosófico, espiritual ou religioso nada tem a ver com as minhas escolhas!
Minha vida não está nas mãos de nenhuma "divindade" ou das estrelas, mas sim nas minhas próprias mãos e minhas decisões.

Eu não renego o que sentimos. Honro. Mas aprendi que amor que não encontra destino precisa, ao menos, encontrar fim. Não como castigo, e sim como respeito. Há silêncios que não são ausência... são maturidade. Há despedidas que não negam o que foi, apenas impedem que a dor continue sendo regada.


Então que o silêncio faça o que não conseguimos: nos aquietar. Que ele não grite por rancor, mas por paz. Não por esquecimento, mas por libertação. Eu paro de regar não porque não houve raiz, mas porque já entendi que nem toda raiz foi feita para dar fruto no mesmo solo.

Eu aprendi a habitar o desconforto como quem aprende a respirar embaixo d’água, com os pulmões rasgando por dentro, implorando por um ar que nunca vem, enquanto algo escuro e antigo me preenche por completo e, entre o desespero e a asfixia, fui deixando de lutar, até que a dor não apenas me envolveu… ela me consumiu, me refez, e passou a respirar por mim.


- Tiago Scheimann

Aprendi sozinho que o Amor nasce com um olhar, só sabe disso quem ama de verdade, mas, aprendi sozinho também, que nada mata o Amor, nem o desprezo, nem a ausência, nem a distância e muito menos o Ódio...


Da série:


Sobre
Muito
Mais
Amor.

Na vida, aprendi que nem sempre estarei feliz — e tudo bem. A felicidade vai e vem, mas a paz é o que permanece quando a gente aprende a aceitar, soltar e seguir.

Hoje, não quero controlar tudo, nem provar nada a ninguém. Quero apenas ter paz no coração, silêncio na mente e a consciência tranquila.

Porque, no fim, talvez a verdadeira felicidade seja justamente isso: estar em paz com quem somos e com aquilo que não podemos mudar.

Eu perdi o medo de perder pessoas quando aprendi que aquilo que é verdadeiro não precisa ser segurado.

Quem realmente gosta, permanece.
Mesmo quando a distância se alonga,
mesmo quando o tempo passa,
mesmo quando a vida coloca obstáculos no caminho.

Porque quem carrega afeto de verdade
sempre encontra uma fresta por onde a presença possa entrar.

Aprendi que amor não se sustenta em cobranças,
amizade não sobrevive de insistência,
e reciprocidade não precisa ser implorada.

O que é verdadeiro flui.
Não exige esforço de um só lado,
não transforma presença em obrigação,
não faz você se sentir sozinho enquanto tenta manter alguém por perto.

Quem quer estar, encontra um jeito.
Quem se importa, demonstra.
Quem valoriza, cuida.
Quem ama, permanece — ainda que precise atravessar quilômetros, silêncios e tempestades.

Por isso, já não tenho medo das partidas.

Algumas pessoas chegam para ficar.
Outras chegam para ensinar.
E algumas simplesmente seguem outro caminho.

E tudo bem.

Porque aprendi a abrir as mãos sem amargura
e deixar partir aquilo que já não escolhe permanecer.

No fim, descobri que não precisamos correr atrás de ninguém.

O que pertence ao coração não precisa ser perseguido.
O que é verdadeiro encontra o caminho de volta.
E quem realmente deseja permanecer
não precisa de motivos para ficar —
transforma o próprio desejo em presença.

A MAIOR VITÓRIA DA DEMOCRACIA É PERMITIR QUE ATÉ QUEM PERDE CONTINUE LIVRE.

Aprendi que democracia não é a certeza de que meu candidato vencerá. É a certeza de que, mesmo derrotado, continuarei tendo o direito de tentar novamente.

Posso discordar do resultado. Posso lamentar as escolhas do meu país. Posso assistir a milhões de pessoas celebrarem aquilo que considero um erro. A liberdade também significa conviver com decisões que não são as nossas.

O que não posso aceitar é que uma derrota eleitoral se transforme na perda da liberdade de disputar a próxima eleição.

Porque governos passam. Presidentes passam. Ideologias passam. Mas os direitos que sustentam uma sociedade livre não podem depender da vontade de quem ocupa temporariamente o poder.

O governante recebe as chaves do país por um período determinado. Não se torna dono da casa. E, quando o mandato termina, precisa ter a grandeza de devolver as chaves.

Nem a popularidade, nem os aplausos, nem a convicção de estar do lado certo justificam o poder sem limites.

A maioria escolhe quem governa, mas não determina quem merece dignidade. Não pode transformar diferenças em crimes morais, impor uma fé a todos ou decidir quais pessoas merecem ser respeitadas.

É por isso que precisamos de instituições independentes, de uma imprensa livre, de uma oposição atuante e de uma Justiça capaz de dizer não. Mesmo quando incomodam. Principalmente quando incomodam.

Quanto ao candidato em quem voto, não lhe entrego minha consciência. Se vencer, continuarei cobrando. Se errar, continuarei criticando. Se decepcionar, não inventarei desculpas para proteger minha escolha.

Meu voto não compra um ídolo. Escolhe um representante.

Não devo minha lealdade ao homem que elegi. Devo minha vigilância à liberdade que me permite elegê-lo — e, se necessário, mandá-lo embora.

Porque a democracia não é a garantia de que venceremos sempre.

É a garantia de que ninguém poderá nos impedir de tentar novamente.

COISAS QUE APRENDI COM A VIDA:

- Que não existe meio termo, ou a pessoa é boa ou não é.
- Que a bondade está relacionada com a maturidade de se doar ao próximo.
- Que o mundo gira e se não semearmos boas sementes a colheita não será próspera.
- Que nada será em vão se fizermos com amor.
- Que a maldade não dura para sempre, um dia tudo vem à tona.
- Que a vida nos ensina com os tropeços e se não aprendermos a superá-los, não conseguiremos sobreviver nesta selva.
- Que ser corajoso é não ter medo de viver
- Que lutar contra as determinações do universo, é lutar em vão.
- Que a felicidade vibra constantemente de dentro para fora.
- Que o tempo é e será um ótimo aliado.
- Que nada será para sempre e tudo tem um prazo de validade, inclusive nós.

Deus se revela...


Terminei de crescer perto de uma cidade rica...


Logo aprendi sobre as diferenças sociais...


Não entendia por que alguns tinham tanto, enquanto outros tinham tão pouco...


Hoje vivo exatamente desse jeito...


Se acredito em Deus?


Sim...


Plenamente...


Mas, pelas inconstâncias da vida, às vezes duvidei e acreditei que
Ele não morava aqui na Terra...


Que Ele morava em outro lugar,
lá na cidade rica...


Que estávamos sozinhos aqui...


Que, na verdade, já estávamos no inferno e não sabíamos...


Mas Ele veio e me mostrou os Seus passos na areia,
enquanto, tantas vezes, me carregou no colo,
lá na cidade pobre.

Apagando a escuridão / O vestido Verde

Durante muito tempo, eu aprendi a diminuir o meu brilho.
Não porque alguém tivesse colocado uma lâmpada sobre mim e mandado apagá-la.
Foi mais sutil.

Aprendi a observar os olhares.
A medir os gestos.
A pensar duas vezes antes de vestir determinada roupa, falar determinada coisa ou simplesmente ocupar um espaço.

Aprendi a caber.
E talvez por isso eu tenha criado uma personagem para mim mesma.
Ela aparece justamente quando ninguém quer aparecer.
Foi assim na escola que trabalhei.
Precisavam de alguém no parquinho e ninguém queria.
— Eu vou!
E, para não transformar aquilo em obrigação, transformei em brincadeira:
— Vou ser a dona do parquinho!

Depois precisaram de ajuda para servir as frutas.
— Eu vou!
— Vou ser a dona da cozinha!
Choveu, precisaram de ajuda com a limpeza.
— Eu vou!
— Vou ser a dona da limpeza!

Até que um dia precisaram de alguém para atender um pai enquanto a diretora não estava.
— Eu vou!
E, já completamente envolvida na minha própria brincadeira:
— Vou ser a dona da escola!
Foi exatamente nesse momento que a diretora apareceu atrás de mim.

— E o que você disse, Edi?

Eu?

Nada.

Absolutamente nada.

— Tchau! 😂

Talvez seja justamente isso que eu tenha aprendido com a vida:

Nem sempre precisamos levar tudo tão a sério.
Às vezes, precisamos apenas entrar no picadeiro da vida.
Fazer o que precisa ser feito.
Rir de nós mesmas.

E continuar.

Foi assim também quando, na semana passada, eu — que praticamente só uso jeans — saí de vestido.
E não era qualquer vestido.
Era verde, com flores brancas.
No começo, fiquei envergonhada.
Senti os olhares.
Por alguns instantes, aquela antiga vontade de me esconder apareceu.

Até que me lembrei de uma frase que uma especialista em estética me disse certa vez:

“Você escolheu essa roupa. Agora tem que segurar o look. Levanta a cabeça e vai brilhar!”

E eu fui.
Fui para uma cidade.
Depois para outra.
Voltei para casa.

E, dessa vez, não fiquei tentando descobrir se estavam olhando porque eu estava diferente.

Eu sabia.
Eu estava linda.

E existe uma diferença enorme entre ser olhada e se sentir observada.
Antes, eu queria desaparecer quando percebia os olhos sobre mim.

Hoje, penso:
Olhem.

Eu escolhi essa roupa.
Eu escolhi estar aqui.
Eu escolhi não me esconder.

Talvez algumas pessoas realmente não gostem quando alguém brilha.
Talvez algumas pessoas se incomodem com a alegria alheia.
Talvez algumas tenham aprendido a viver em lugares tão escuros que uma luz acesa parece exagerada.

Mas isso já não é mais responsabilidade minha.

Eu não quero mais apagar a minha luz para que ninguém se sinta incomodado.
E talvez seja por isso que hoje eu possa dizer, brincando:

Eu vou ser a Dona do Mundo.

Porque agora entendo que ser autêntica não significa fazer papel de boba.
Significa ter coragem de entrar no seu próprio "EU"!
De vestir a roupa que escolhi.
De fazer aquilo que ninguém queria fazer.
De rir quando poderia reclamar.
De ocupar o espaço que me pertence.

E, principalmente, de não ter vergonha da minha própria alegria.

Passei muito tempo tentando não incomodar.
Hoje, se a minha felicidade fizer barulho...
Que faça.
Se a minha roupa chamar atenção...
Que chame.
Se meu jeito parecer exagerado...
Tudo bem.

Eu já passei tempo demais tentando ser pequena.

Agora quero ser grande.

Não para ser maior do que ninguém.
Mas para finalmente ser inteira.
E se, no caminho, alguém perguntar:

— Edi, quem é a dona daqui?

Eu vou pensar duas vezes antes de responder.
Porque, depois daquele episódio com a diretora...

Aprendi.

😂

Mas, no fundo, eu já sei a resposta:

Sou dona da minha história.
Dona das minhas escolhas.
Dona da minha alegria.

E hoje, pela primeira vez, a opinião do outro não é mais necessária.

Porque resolvi brilhar.

Porque agora eu existo.

Aprendizado

Aprendi que nem todo lugar merece a minha presença, assim como nem toda pessoa merece o meu acesso e nem toda conversa merece a minha resposta.
Aprendi que não preciso permanecer onde não caibo, insistir onde não sou acolhida ou sorrir apenas para manter aparências. Nem todo mundo precisa do meu cumprimento, da minha atenção ou da minha simpatia — e tudo bem.
Também aprendi que algumas mágoas não precisam ser esquecidas para deixarem de doer. Há pessoas que eu perdoei em silêncio, não para reaproximá-las, mas para me libertar do peso que elas deixaram em mim.
Hoje, escolho com mais cuidado onde deposito minha energia. Aprendi a respeitar meus limites, a apreciar meu silêncio e, principalmente, a não confundir afastamento com fraqueza.
Porque, no fim, descobri algo sobre mim que ninguém pode tirar: eu sobrevivi a tudo aquilo que um dia pensei que não conseguiria suportar.

E talvez amadurecer seja exatamente isso: deixar de tentar caber em lugares que já não combinam com quem nos tornamos.

Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.

Filipenses 4:11-13

Eu vim do pouco, nunca precisei de muito e jamais me deixei iludir pelo excesso. Aprendi a dar valor às coisas simples da vida, a encontrar riqueza nas experiências genuínas, beleza nos sorrisos sinceros e felicidade nas amizades verdadeiras.

A simplicidade é a minha fonte de contentamento, a gratidão é o meu guia e a autenticidade é o que mantém a minha essência intacta. Não preciso de muito para me sentir feliz, porque aprendi que as maiores riquezas da vida não estão naquilo que possuímos, mas naquilo que sentimos, vivemos e compartilhamos com quem realmente importa.

Gosto do que é verdadeiro, valorizo o que vem do coração e procuro viver cada momento com a consciência de que a vida acontece nas pequenas coisas que, muitas vezes, passam despercebidas aos olhos de quem está ocupado demais buscando sempre mais.

No fim, não quero uma vida que impressione os outros, mas uma vida que faça sentido para mim. Porque a verdadeira riqueza não é ter muito para mostrar, mas ter motivos sinceros para agradecer.

A Versão Mais Perfeita do Imperfeito


Aprendi a reconhecer as leis que regem o Universo e, com elas, a interpretar os sinais que Ele nos envia todos os dias.


Fiz amizade com a mudança. Aprendi a romper com o velho, a abandonar aquilo que já não me servia e a abrir espaço para o novo.


Minha mente passou a acolher novos padrões de conduta e pensamento, buscando a harmonia com os princípios que acredito terem sido estabelecidos pelo Criador.


Foi assim que a conexão aconteceu.


Quando deixamos de lutar contra o fluxo da vida e começamos a caminhar em sintonia com aquilo que somos, um mar de possibilidades se abre diante de nós.


É a sincronicidade.


Aqueles encontros, acontecimentos e sinais que parecem surgir no momento certo, como se a própria vida estivesse nos mostrando um caminho.


É a magia de aprender a observar, compreender e, finalmente, entender o verdadeiro significado de viver.


O ser humano é imperfeito.


E talvez a perfeição não esteja em deixar de ser imperfeito, mas em buscar, todos os dias, uma versão melhor de nós mesmos.


Por isso, não quero ser perfeito.


Quero ser a versão mais perfeita possível do meu próprio imperfeito.