Terra
Nação do Olhos de Guaranás
Há muito tempo crescia.
na terra Tupi.
Plantas durmideiras condoídas.
Que as sorrateiras a chamavam.
De Terra de Macunaímas.
Porém em seus seios nasceu.
Raiz. da planta forte.
Que de semelhante , escolheu se chamar.
Nascido estava. O pé de guaraná.
Sim . A história se fazia ali.
Bem no centro daquela terra Tupi.
Também chamada planta de Vida.
Cheio de olhos, que enxergavam
todas sorte de pragas a surgir.
Não precisava para ela. Nada contar.
Porque tudo que nascia em volta.
Que fosse tirada do semelhante.
Aquela árvore mirava a olhar.
Fitando, fitando na espera.
Não adiantava o fato negar.
Com tanto olhos filmando.
Já estava fundada a nação.
Dos olhos de Guaranás.
De raiz forte. De imagens com definição.
Quanta sabedoria se fazia.
Quando o Tupi dizia.
Planta da Vida. Do semelhante.
Que via adiantado as plantas daninhas,
Naquele solo nascer.
O que é do semelhante. Não adiantava ceifar.
As sementes da planta se espalhava no ar.
E milhares de olhos, a vigiar.
E cada vez mais forte.
Ceifando as plantas de mortes.
Que só querem acumular.
A nova nação está chegando.
E todo olho virá.
A nação feita de lentes e semelhantes.
A nação dos pés de olhos de Guaranás.
marcos fereS
Agradecer.
Não vou reclamar da vida
nem me queixar pra ninguém
a terra anda um pouco sofrida
e a água as vezes não vem
mas nordestino que se preza
se ajoelha quando reza
e agradece pelo que tem.
O Homem é o câncer da terra ! Não há um só ambiente onde se instale , sem que desaloje , explore ou modifique o pré existente.Para justificar este viver parasita , nós dizemos: Somos semelhança de Deus!
Um ateu acredita em vida fora da terra. Os religiosos acredita em seus deuses. Dizem que ambos estão lá, mas quem somos nós pra provar?
Todo cuidado é pouco ao pisar em terra de coração alheio, se sabes que ali não pretendes repousar seus pés, jamais o faça por piedade ou gratidão.
Piedade e Gratidão são sentimentos nobres, mas não devem nunca servir de “pagamento” pelo amor desprendido por outrem..... Afinal: “Amor com Amor de Paga!”.
As vezes nossa missão aqui na Terra, parece meio estranha, sem sentido, mais não devemos questionar, porque tudo é do jeito que Deus quer, se eu tiver que lutar agora, para descansar depois, eu vou lutar, se eu tiver que descansar agora, para que minha luta seja travado amanha, irei descansar, para dar o máximo de mim no campo de batalha. Sem questionar!
SOLETRO SEMPRE
Soletro esta minha inquietude
No nevoeiro da redonda terra
Entre a insensatez dos espinhos
Rosas que perfuram a carne branda
Pálpebras exaltadas no corpo
Devastação do fogo nas madrugadas
Há uma gestação feita de medo
No sangue derramado das palavras
Pétalas de mentira nas lágrimas de sangue
Delírio dos olhos nas palavras impróprias
Cobertas estão as portas na falácia da morte
Sepultura feita de ouro no vicio, na voz
Nas pétalas das rosas cruas de um quadro
Soletro as letras num precipício de palavras
Num fôlego abreviado de fartos espinhos.
A TERRA.
O nordestino é valente também
numa luta que nunca se encerra
o apoio que precisa não vem
e a seca é mais forte na guerra
e a única força que ele tem
é o sentimento de amor pela terra.
Oh mulher ...
Tu não pesaste sobre a terra: então, que a terra te seja leve!
Tal qual suas pegadas que a onda ontem, a noite sufocou....
Oh mulher
De tanta inspiração repente
De tanta e tanta vida latente
Tornaram os nervos convulsivos inflamados a arder muito sem conforto.. .
Oh mulher...
O que restou? uma sombra esvaecida, Um triste que sem mãe agonizava...
Restou uma mulher morta e resvalada na sepultura, Frias na fronte as ilusões — no peito Quebrado o coração!
Oh mulher...
Que de coração doído
Nem saudades levou da vida Onde arquejou de fome... sem um leito de amor
Em treva e solidão - oh dó...
Oh mulher...
Tu fostes como o sol; tu parecias Ter na aurora da vida a eternidade Na larga fronte escrita. . .
Tanto brilho mascarado na dor
No fado da incompreensão do amor
Oh mulher...
não voltarás como surgias...
Apagou-se teu sol da mocidade N’uma treva maldita
Tomara seja finita...
Oh mulher ...
Tua estrela mentiu e omitiu
E do fadário De tua vida a página primeira , segunda, terceira....Na tumba se rasgou...
Eis que o amor , de overdose a matou...
Pobre mulher de Deus, nem um sudário testou
Só seu Brilho ficou...
HONRA.
Da terra sinto o aroma
ao toque da chuva fina
o trabalho é o que soma
o que a vida determina
e todo calo é um diploma
na honra da mão nordestina.
Se destina
A seca vem prematura
e a terra se contamina
no chão fica a rachadura
que da vida se destina
e fugindo dessa amargura
o sanfoneiro leva a cultura
da origem nordestina.
Povo carente.
Eu mesmo falo oxente
essa origem não se nega
aro a terra no sol quente
faço compra na bodega
moro num lugar carente
mas onde o povo é valente
sofre, mas não se entrega.
ERA UMA VEZ
ERA UMA VEZ
UMA TERRA LONGÍNQUA,
DESPROVIDA DE ESCASSEZ.
UMA TERRA ONDE A INSPIRAÇÃO NÃO MÍNGUA,
RELATO ISSO A VOCÊS.
OS QUE ALI HABITAVAM
REFUTAVAM A BUSCA INCONSEQUENTE
POR BENS MATERIAIS,
PREZAVAM A EXPRESSÃO DOS PENSAMENTOS
E A BUSCA DE RESPOSTAS
PARA QUESTÕES EXISTENCIAIS.
ERA UMA TERRA ONDE PESSOAS
ENCANTAVAM E PRESENTEAVAM AS OUTRAS
COM SUAS ATITUDES E COMPOSIÇÕES POÉTICAS.
POESIAS PERMEADAS DE PUROS SENTIMENTOS,
METÁFORAS E OUTRAS FIGURAS DE LINGUAGEM
QUE VERTIAM DE SUAS MENTES FRENÉTICAS.
ERA UMA TERRA ONDE O ALTRUÍSMO
ERA SEMPRE ENSINADO PARA AS CRIANÇAS,
PARA QUE UMA VEZ TENDO CRESCIDO
REFUTASSEM O SENTIMENTO DE INTOLERÂNCIA.
ERA UMA TERRA FANTÁSTICA
QUE FOI CRIADA POR UM POETA,
MAS QUE NÃO ERA DE TODO IMAGINÁRIA,
POIS ELE DE CERTO MODO VIVIA NELA.
o homem para viver a gloria do ceu e necessário se humilde na terra aceitando o seu legado com confiando em Deus
Em terra firme ''Quando fechava os meus olhos & sonhava com paraiso ,aproximava mas & mas ela afastava ao meu alcance ter sepre coragem de lutar o importante é perder de cabeça erguida''
