Tempo Devagar
Se eu te vejo, mudo minha concepção de tempo e espaço.
Se não a vejo, o silêncio no olhar ensurdece-me a alma
e cala meus ouvidos,
me fazendo destilar a verdadeira mentira entranhada no amor
e disfarçada de prazer no calor estar em contato
com o teu corpo.
Preciso apenas de um olhar avulso, e de um sorriso perfeito
por trás da indiferença que não aprendi de certo administrar.
Nosso maior inimigo, o tempo , ah ele nos tira tudo, a família, os momentos bons e ruins, os amigos, filhos, tudo ele nos tira
FALEI (soneto)
Falei tanto de dor!... de sofrência
Ilusão e solidão. O tempo e bagaça
Ou os amores, que vem e que passa
No trovar em que veio de aparência
Falei tanto de má sorte, vil desgraça
Chorei no suplício, de áspera essência
Fechei o horizonte para a existência
E, vi o tempo, passar pela vidraça...
Não pude olhar nos olhos. Sozinho
Blasfemava! e ainda tenho infernais
Conflitos, em querer apenas carinho
Quando sofro, sofro por demais
No silêncio. Ali me calo e definho
Infeliz poesia... não poeto mais!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Não sei andar na chuva
muito mais que o tempo, dividir um guarda-chuva
atravessar sem medo, queda longe da parede
pega pela mão, a formiga
na outra, carrega-o
– tempo de costas
alguém disse: não sei andar na chuva
sendo um a menos
estampido são os gritos
no ritmo dos passos
alguém repetiu: eles eram muito felizes
ela, quinze anos
ele, os mesmos quinze
dividiam no guarda-chuva
a mesma tempestade
o riso insolente
o silêncio na xícara de café
beija o inverno delicado
não havia mais ninguém na casa
além do talher empoeirado
ainda da última visita
de um marido morto
a música que faz chorar
hoje só esconderijo
impossível viver numa casa onde não faz calor
frágua que forja lágrimas
onde a chuva não caminha
como dói a paisagem
quando o olho morre aberto
fica no meio um abismo vermelho da saudade
para entrar no sonho
e esperar que aconteça um milagre
30 anos é muito tempo pra guerrear essa batalha incansável e impossível de ganhar, pois o fogo não é dos inimigos, mas sim fogo amigo, portanto é improvável saber a origem, esse tipo de ataque vem de onde menos se espera.
Foi
Foi
Só um vento…
Só uma chuva
Só um verão
Só um tempo
Só um raio
Só uma flor
Só um momento
Só uma tempestade
Só um pássaro
Só um tormento
Foi
uma história
que ninguém viveu e que ninguém contou…
foi…
e passou.
Chuva que passa e não para
Em meio à correria
O tempo não se detém não
Passa depressa
Chuva que cai e passa, não para não.
Plante a flor, mulher.
Regue-a com amor.
Quando a primeira nascer
Pro meu amor vou oferecer.
As gotas de chuva
Escorrem pela janela.
Sabe mais ela de mim
Do que eu dela.
A chuva escorre e passa por mim…
Me faz de sua tela
Pinta um jasmim.
Me envolve
Me dissolve
E me leva embora.
Suplico, oh! Chuva!
Devolve a minha paz, minha vontade de viver…
agora.
é o tempo, eu sei o tanto que dói
eu sei o quanto o nosso olhar
é apenas por está tela, um perfil
não o se preocupe, é apenas ele, o tempo...
é ele, o tempo...
o nosso eterno tempo e ninguém nos tira
como não nos tira o tanto que nos olhamos
nos abraçamos e sempre nos beijamos
é junto um corpo único, um corpo de um tempo, que só ê meu e você, ê nosso
Será que eu preciso morrer de amor
reecarnar e nús
completamente loucos, sermos um corpo , um só
ou
morrer antes deste todo que é só nosso.
mas... eu sei,
tudo, é o louco tempo que nos deixará eternamente juntos.
Roberto Auad
O tempo, por vezes, nos ajuda a ultrapassar barreiras que, em algum momento da vida, impomos a nós mesmos.
Para quem conviveu com a tristeza por muito tempo, a alegria, por mais breve que seja se torna grandiosa.
A erupção do vulcão Kuwaé em 1453 alterou o tempo em várias partes do mundo. Os efeitos de tal mudança fizeram com que Constantinopla, durante o cerco, vivenciasse fenômenos como luzes e nevoeiros que foram interpretados como a retirada da proteção divina da capital do que sobrara do Império Romano.
A responsabilidade do ocidental pelos povos sobre os quais ele governava - há muito tempo foi rejeitado e tomado por outros. Mas há aqueles que ainda insistem em mantê-lo - desta vez como um fardo, não de poder, mas de culpa, uma insistência na responsabilidade pelo mundo e seus males que é tão arrogante e injustificada quanto as reivindicações dos predecessores imperiais.
A nossa sociedade sofre de uma doença grave há muito tempo: falta de compromisso coletivo em todas as esferas sociais, todas as instituições, desde a família: a menor, ao Estado: a maior delas. O corpo social está condenado à décadas porque essa doença é silenciosa e como um cancro maligno vai corroendo-o devagar até que sobre apenas ossos. E sinceramente? Eu creio que para esse estágio falta pouco.
"Foi acossada pelo pesar. O lamento por não se poder controlar a vida. Na maior parte do tempo não agimos, só reagimos."
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