Teia
A tristeza é como uma teia de aranha. Você não a vê até ser capturado por ela e então precisa lutar para se libertar.
teia
a tristeza tem feito teias em meus olhos
e vez por outra outros olhos são capturados
e me descobrem completamente nu
enquanto são devorados
“A mentira é como uma teia de aranha, quanto mais se tenta esconder, mais se enrola.
A verdade é como o sol, no final sempre acaba aparecendo.”
A história se entrelaça em uma teia de luta, desde as terras ancestrais até as leis que moldaram nosso destino, revelando a batalha por cada pedaço de chão, cada parcela divina.
“A aranha, com sua teia complexa e resistente, é um exemplo poderoso da sabedoria
que nos ensina a construir uma vida com significado e propósito.”
Revi a teia do grande mistério; não pela metade mas, por inteiro. Dona Aranha não anda nos trilhos, não anda em bandos, existe seu simbolismo paciente para além dos limites. Em cada fio um outro passo na jornada, sem esconderijos, apenas a narrativa da própria existência nessa viagem.
Jovem Portuguesa.
Na teia do caminho, nossos fios se entrelaçaram,
Uma jovem portuguesa, cujos olhos o mar espelharam.
Em seu olhar, viagens e sonhos, um convite sem palavras,
Que falava de terras distantes, de esperanças e de alvoradas.
Ela, com seu riso leve, uma brisa em tarde quente,
Despertou em mim desejos, profundos, veemente.
Mas o coração, ah, tão traiçoeiro e incerto,
Buscou nela um remédio para um passado aberto.
Engano meu, na doçura de sua presença encontrar,
Um bálsamo para velhas feridas, um lugar para ancorar.
A portuguesa, com sua graça, apenas refletiu
A luz que dentro de mim, por tempos, se extinguiu.
Hoje, longe dos laços que tentamos, em vão, tecer,
Mando ao vento um pedido, para que possa esquecer.
Que a portuguesa siga, livre e radiante em sua jornada,
E que eu encontre paz, na estrada por mim trilhada.
CATIVO
Ao que a poesia verseja, e teia
Sussurrante, trivial, num clamar
Num amargor do que a perreia
Imersa em um profundo pesar
Com inquietude que devaneia
Um falho sentir, o pouco estar
No qual a insatisfação a enleia
No âmago de um triste poetar
Enturvo nesta aflição tão aflita
De sofredor que na dor orbita
Se limito, então, dizer não sei...
Sei que é danoso, penetrante
Sentimento avarento, pedante
E cativo desta sorte me tornei.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11 abril, 2024, 19’18” – Araguari, MG
A existência é tecida de interdependência,
Nossos destinos entrelaçados na teia do ser,
Ainda bem que encontramos essa consonância,
Pois na solidão, o sentido se dissolveria sem valer.
No jogo complexo do universo em expansão,
Nossas almas se encontraram num encontro cósmico,
E na dança das estrelas, na dança do coração,
Descobrimos que o amor é o elo mais simbólico.
A jornada da vida, um labirinto de incertezas,
Onde encontramos refúgio no calor do abraço,
E na fragilidade humana, nas dores e fraquezas,
Descobrimos que juntos, enfrentamos qualquer embaraço.
Assim, filosoficamente falando, o "ainda bem",
É a expressão da gratidão pela interdependência,
Pois no encontro de almas, no fluir do além,
Descobrimos que a verdadeira essência é a convivência.
Somos todos parte de uma complexa e embricada teia existencial, que demanda de cada um a empatia e a valorização das pessoas e das amizades.
Na tapeçaria intricada da vida, a falta de consideração se revela como uma teia de complexidades, onde as exigências vazias de cobrança se perdem no labirinto do desdém. A solução, paradoxalmente, não reside na voracidade das palavras não ouvidas, nem na tentativa vã de resgatar afetos desmerecidos, mas sim na distância calculada, na generosidade do silêncio que ecoa ausência.
A mensagem não enviada é um ato de autenticidade, uma recusa gentil à negação do próprio valor. As palavras não proferidas, por sua vez, são pérolas de sabedoria, preservadas na reserva para aqueles que têm ouvidos prontos para escutar, para compreender a melodia da alma.
A vida, essa efêmera preciosidade, não deve ser desperdiçada em companhias que não reconhecem sua dignidade intrínseca, sua essência única. A felicidade genuína não se encontra na complacência com relacionamentos vazios, mas sim na coragem de se distanciar do que não alimenta o espírito.
O temor não reside na perda das pessoas, mas sim na diluição da própria identidade ao tentar agradar a todos. A exclusão silenciosa é um ato de autodefesa, uma afirmação silenciosa do próprio valor, cujo eco ressoa na consciência dos que se negam a reconhecer o presente que lhes é oferecido.
Às vezes, na encruzilhada dos destinos, somos confrontados com a dolorosa necessidade de cortar os laços que nos aprisionam, as relações que nos sufocam. E nesse momento de separação, as vozes das dúvidas podem ecoar, mas a verdade está naqueles que, ao nos afastarmos, percebem que foram eles mesmos que nos entregaram a tesoura.
Dizem que toda pessoa é a pessoa certa, mas essa certeza não é homogênea. Algumas surgem em nossas vidas como mestres, ensinando-nos a amar a nós mesmos, enquanto outras são meros capítulos passageiros, destinadas a desaparecer no tecido do tempo.
Que ironia é o amor, essa sinfonia etérea que muitas vezes se perde no silêncio dos corações desencontrados. A música que uma vez embalou nossas almas, às vezes, se cala sem aviso prévio, deixando-nos perplexos diante da sua ausência.
Portanto, na tessitura da existência, é imperativo reconhecer o valor da própria presença, a importância de se estabelecer limites saudáveis e de se distanciar daqueles que não reconhecem a nossa luz. Pois só assim podemos verdadeiramente cultivar a felicidade interior, regada pelo amor próprio e pela gratidão pela beleza efêmera da vida.
*matheushruiz*
No intricado labirinto do meu ser, há uma teia de caminhos que se entrelaçam como anastomoses, conectando os fragmentos da minha alma. E no centro desse emaranhado, encontro-te, minha alma gêmea, o ponto de convergência onde nossos destinos se fundem em um só. Como artesãos do destino, nossos corações se uniram em uma anastomosis perfeita, onde cada batida ecoa em sincronia, cada suspiro é compartilhado e cada sorriso encontra seu reflexo no outro. Somos a manifestação de uma conexão transcendental, onde o amor flui livremente como o sangue em nossas veias, nutrindo nossa essência e fortalecendo o laço indissolúvel que une nossas almas. Em ti, encontrei não apenas minha outra metade, mas a fonte inesgotável de inspiração, a razão pela qual cada dia é uma jornada de descoberta e crescimento. E assim, nessa dança eterna de almas entrelaçadas, celebramos a anastomosis do meu coração, onde o amor floresce em sua forma mais pura e sublime.
Somos uma família:
A humanidade é uma vasta teia de conexões, onde cada indivíduo é um fio fundamental. Nessa intricada tapeçaria, somos todos interligados, formando uma única e harmoniosa família.
Nosso planeta é nosso lar compartilhado, e nele habitam bilhões de pessoas, cada uma com sua própria história, sonhos e desafios. Apesar das diferenças que nos distinguem, há um elo invisível que nos une: a nossa humanidade compartilhada. Essa noção transcende fronteiras geográficas e culturais. Quando olhamos para além das divisões artificiais que criamos, percebemos que as alegrias e tristezas, as lutas e conquistas de qualquer indivíduo ecoam em todos nós. Somos todos feitos da mesma matéria, habitando um mundo que depende da nossa colaboração e compreensão mútua para prosperar.
A solidariedade e o apoio mútuo são pilares fundamentais dessa família global. Em momentos de crise, vemos comunidades se unirem para ajudar aqueles que estão em dificuldade e é essa empatia que fortalece os laços que nos unem, tornando-nos mais resilientes diante dos desafios que enfrentamos como humanidade.
No entanto, reconhecer a humanidade como uma família vai além de simplesmente expressar solidariedade em tempos difíceis. Significa também reconhecer a dignidade e o valor de cada ser humano em todas as circunstâncias. Significa agir com compaixão e justiça em nossas interações diárias, promovendo a igualdade e a inclusão em todas as esferas da vida.
À medida que navegamos pelos caminhos da história, encontramos desafios que exigem uma abordagem coletiva e global. Da proteção do meio ambiente à erradicação da pobreza, das questões de saúde à promoção da paz, cada desafio nos lembra da nossa responsabilidade compartilhada de cuidar uns dos outros e do mundo que compartilhamos.
Vamos lembrar sempre que, apesar das nossas diferenças, somos todos parte de uma única família humana. Que possamos cultivar a empatia e a compaixão em nossas interações diárias, lembrando-nos do poder que temos quando nos unimos em prol de um bem comum. Afinal, juntos, podemos construir um mundo mais justo, pacífico e inclusivo para todos os membros da nossa grande família: a humanidade.
Para nos contar da eterna teia que é a saudade, da construção que é o afeto, esse ônibus ao outro que estamos atrasados para pegar (mas sempre dá tempo). E como dá tempo nos sentamos, aliviados, diante desse ponto de partida e chegada que é o outro.
QUIETUDE
Em voga a difusão do sarcasmo.
Disseminado por redes em teia.
Mentem déspotas em espasmo.
Sob as vistas da passiva plateia.
É povo que leva a fome na face.
De ter ao menos da vida o justo.
Conhecem do pão nem o gosto.
E do vil tirano ignoram o disfarce.
No gládio diário és vencido.
Em achaque lhe roubam a renda.
Negando tirar dos olhos a venda.
Entregas a chave ao bandido.
Pensam estarem livres os tolos.
Experimentando a pura ilusão.
Em lento trotear de acéfalos.
Ao abate seguem em procissão.
Desconhecem a essência liberta.
Conquistada pela dura batalha.
Onde a vitória e a vida é incerta.
Separar a liberdade e a migalha.
Tendo direito à escolha... e cobrar!
Indolentes engolem a seco essa sede.
Na fartura que essa terra concede.
Faltou a esse povo na guerra sangrar.
Em meio à multidão que negaceia.
A solitude é o caminho que resta.
Nessa senda que se abre em fresta.
A quietude é minha íntima aldeia.
Claudio Broliani
A teia da corrupção se tece com fios de ganância e omissão, sufocando o desenvolvimento e a esperança de um Brasil justo.
Caminho
Por um caminho o perverso vem.
Por sete ele fugirá.
A teia de engano.
Desse mundo profano.
Jesus é o caminho é a vida, ele prevalecerá.
Depressão, pânico, dor, muito dano.
O inimigo e seu milenar plano.
Os controladores do mundo.
Dando legalidade as potestades e principados.
O terror profundo.
Apocalipse já sendo operado.
O imundo persegue, fere, cria armadilhas.
O mundo prostituto, de vícios, sujeira no coração.
O pecado de adão encarnado.
Imundo esgoto maligno disfarçado.
Causando dor e destruição.
Vamos na fé orar, que puder continuar.
Somente o Senhor Deus pra consertar essa condição.
Espírito maligno será queimado.
O sujo envergonhado.
Haverá libertação.
Senhor amado Jesus.
Limpe, purifique, sare, edifique o meu coração.
Apesar das falhas.
Aprisionado um dia foi por canalhas.
Grande é a restauração.
Do mundo hostil e fajuto.
Que agora tento e luto.
Do inimigo é a grande frustração.
Giovane Silva Santos.
29/09/2022 04:20hs.
