Tédio
Plantada
Que tanto tempo é esse
Que os dias tão lentamente passam
E o tédio parece morar em mim
E falta a paciência
E sobra a ansiedade
Por não ver passar o tempo
E germinar somente
Tal qual semente plantada
Espero o desabrochar
Entre as ervas daninhas
Que talvez seja (uma) eu mesma
Vem a chuva
Vem o sol
O frio
O calor
Passam dias
Meses
Anos
E eu ali
Esperando
O tempo
Incólume
Onde estão os frutos
Os amores
Os amigos
As danças
As ruas
A vida
O espelho na parede
O reflexo impávido
Um assombro sem reflexão
Uma certeza
O fato
Percepção tardia
Esse tempo que não passa
Voa
E não volta mais
"A vida é um seguir em frente sem retornos. O tédio dos efêmeros momentos de parada revelam o quanto nossas almas são apaixonadas pelo frenesi do viajar em plena liberdade". (O Mentor Virtual)
"A vida é um seguir em frente sem retornos. O tédio dos efêmeros momentos de parada revelam o quanto nossas almas são apaixonadas pelo frenesi do viajar em plena liberdade". (O Mentor Virtual)
Voltando de Barretos. Sem esporas nem poláinas. Na estrada apenas buracos e o tédio verde dos canaviais infinitos..
Na minha vida fui o figurante.
O seu protagonista foi outro, não eu.
Talvez a abdicação, o tédio, o sonho infante!
Velho entusiasmo que desfaleceu.
Sou aquele que esta sempre ao canto
Esperando a hora de ir embora.
E que aguarda com a avidez de um santo
O momento oportuno do abrir da porta.
Uma nova aurora, um novo ciclo;
Talvez quem sabe um nada novo!
Tudo contínua, eu inexisto,
Na hora confusa de agora há pouco.
Por isso, eu te peço, me provoque, me beije a boca, me desafie, me tire do sério, me tire do tédio, vire meu mundo do avesso, rasgue minha roupa, puxe meu cabelo, deixe minha pele arrepiada, com o estômago gelado. Me marque com quem você é e o que você faz de melhor.
E das pessoas que andam falando de mim por aí só tenho uma coisa a dizer: sua vida é um tédio ou a minha muito interessante!
Ai, meus ais! Ai que tédio!
Todos os dias são iguais, ai que tédio!
O pensamento me diz que isto não tem remédio
A noite eu vou descansar na minha cama,
de manhã tomar o meu cafezinho
Se o dia vai ser bom eu não sei,
pois eu não sou adivinho!
Ao chegar ao serviço à mesma rotina!
Na hora do almoço eu vou comer
num restaurante da esquina
Quando acabar o expediente
lá vou eu enfrentar o transito
E o nervoso que eu vou passar
não está escrito!
Chegando em casa eu vou tomar um banho demorado
Quem sabe a água quente vai aliviar este meu cansaço?
Então eu vou jantar e me enfastiar de comida
Ai meus ais! Como é chata a minha vida!
Só que eu me esqueço que a noite
alguém sempre dorme no chão!
No café da manhã talvez um pedaço de pão!
E quem sabe este alguém consiga um trabalho?
Qualquer coisa serve para quebrar o galho!
Pois sem dinheiro na hora do almoço,
quer dizer adeus refeição!
À noite o de costume, o chão!
Mas pode acreditar, eu vou falar sério!
O engraçado é que este alguém
não sente tédio!
Ele(a) reclama de fome,
e do lugar aonde ele(a) dorme!
E nesta hora ele(a) gostaria de tomar
um mero cafézinho!
Isto vai mudar? Eu não sei!
Eu não sou adivinho!
No passar do dia- a- dia,
a rotina do tédio
as vezes nos surpreende
com o nascer calmo
da amizade.
Ela que vem de um bom dia,
de um sorriso,
de um porquê.
Que faz de cada segundo
celebração de instantes
em que a presença constante
de um amigo
faz valer a pena a dureza de viver.
E transporta os sonhos
à realidade,
momentos de saudade
de não ter por perto
alguém para dar um abraço,
e simplesmente dizer
que passar os dias ao seu lado
é presente de Deus
a um mundo ingrato
que não tem assim como eu,
você.
