Tédio
Meu dia passa e nada muda em minha vida o mesmo tedio que se acumula em meu espaço;
Não tenho forma, mas acredito no meu conteúdo entre rosas e espinhos que me resta magoas;
Desvio meus passos do que não se faz certo a minha vida, mas eu arrisco tudo que amo por dias melhores;
Eu sei que vou fazer de um jeito que ninguém esquecerá, das minhas palavras tocantes e verdadeiras que fortalece o espirito;
Vivo a minha solidão com um tédio alado, no qual silencia a minha própria confusão de viver a minha divindade concedida pelo céu...
Fico em silêncio... Fico inquieto
Não é tédio... Não é falta de remédio;
Estou triste sem amor... Mas é claro sinto dor
Não é na veia... Nem na cabeça
E sim na alma... Por quem me deixa
Deixa triste e só... Que na verdade me deu um nó
Estou sem ânimo de me erguer... Me jogou fora
E nem sei do por quê?
Vivo o meu silêncio com algum propósito talvez
Para me inspirar de tédio em algum instante
Para amadurecer-me de tristeza
Que agrade quem não me admira
Que prefere viver de mentiras
Eu sou assim, diferente;
Quem sabe indiferente também
Mas não me incomodo que me desdenhe
Pois é vivendo que vou aprendendo...
Não preciso amar
Para então provar
Que sou capaz
De ser o que todos acham certo
O que é ser certo?
Ter um diploma
Família e dinheiro?
Ser um macho alfa?
Não entendo esse mundo
Que me acho e me perco
Do que é errado e do que é perfeito...
Eu nasci com dons disso eu sei
Mas de nada me beneficia
Se não tem ninguém para as veem;
Será que um dia me sentirei útil?
Espero ter a vida que sonhei
Não para agradar os outros
Mas para agradar a mim mesmo...
O meu tédio me consome...
Não tendo o que pensar da minha vida brilhante
Que tanto me entretende com inspirações evasivas;
Me ponho Ao meu sucesso imaginário
Pelo anonimato que me atende o meu suficiente...
O meu tédio é como se fosse uma paisagem sem cor, sem vida... Que se dá na variável do mais do mesmo;
Ou um choque anafilático sem as sensações derradeiras, nos intensos...
O meu tédio tem princípios cardíacos, nivelando um estado psíquico na entrega de um sentimento inventado!
Sinto a vontade de não ter vontades que me incluem na exclusão de um querer sem juízo.
Poeticamente falando, sou visto como um verso sereno, quanto um talento desperdiçado em qualquer canto;
Eu busco ser o meu próprio líder no qual, eu possa governar a mim mesmo, sem a liderança de ninguém!
Meu tédio, faz com que os meus pensamentos, se confundam com a razão de mim mesmo;
Porém a minha loucura tem tamanha coragem de entregar as únicas armas que eu possa lutar contra.
Talentos de peneirar todas as palavras pensadas e escrever o melhor delas;
Só morre de tédio quem não tem força de vontade, quem não tem amor próprio e quem se priva da liberdade!
Achei que era tristeza, saudade e um tédio sem fim. E eu estava certa, mas o que eu estava sentindo mesmo naquele momento era vontade de estar com você. E esse sentimento tão profundo não passou até eu poder te ver, e assim, quando nos abraçamos, tudo se tornou mais fácil. Porque tudo é melhor, mais intenso e mais tranquilo quando estamos juntos.
Talvez isto tudo — eu, os animais, o tédio —
seja um sonho na mente de Deus.
Se ao menos fosse meu,
eu podia acordar. Ou morrer.
Mas é sonho de Deus,
e Deus está distraído.
Anti-Soneto da Fidelidade
De nada, ao meu tédio serei atento –
Antes, e sem zelo, e nunca, e tão pouco,
Que mesmo em seu abraço, em seu fogo louco,
Me farei cinza dispersa no vento.
E quando, enfim, me for (resto de resto),
Cuspindo à paz alheia minha náusea,
É porque o amor nunca existiu – e a fome
De nada me devora, cruel e ácida.
Tudo, o peso podre da memória,
Me dissolverá. Farei meu corpo escombro.
E então a entregarei à minha queda,
Que será, em segundos, esquecimento.
Sempre, ao nada, sempre e em fim: o que não tem.
(Inspirado no "Soneto da Fidelidade" de Vinícius de Moraes)
