Te Perdi

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Muitas vezes eu me perdi ,muitas vezes eu me encontrei ,muitas vezes eu sofri muitas vezes eu amei mas de tudo que eu aprendi aprendi que nada sei.
Adriana Maluf

Encontrei!


me perdi, me perdi nas suas palavras, caras, e bocas
de vez em quando eu não entendia nada, ficava perdido
mas ali estava você, crente que eu estava me divertindo
me perdi dos meus pais, minha mãe não me quer por perto
meu pai insiste em viver comigo, mas não quero
enfim, no momento estou a mercê, mercê do destino
O qual eu espero, do fundo do coração, seja bom para comigo
me perdi na minha mente, quantas vezes tentei me matar?
não sei, só sei que nada sei, só sei que quando a lágrima cai
o corpo quer cair junto, enfiar a cara no chão, talvez pular de uma ponte
enfim, estou perdido e, sinceramente, nem sei mais o que é ser encontrado
só lhes digo uma coisa; eu encontrei, encontrei um “eu” oculto
ele passa como vulto, sinto de vez em quando, uma autoridade maligna
seria eu um receptáculo de Satanás? Bem, me perdi na leitura da bíblia também
Não sei exatamente, mas os sacerdotes não expulsam demônios, por que não tiram os meus?

Perdido
Perdido estou em meus pensamentos, sonhos, planejamentos e idealizações.
Mas, mais perdido que isso é o misto de emoções.
Vivo perdido entre a razão e a emoção.
Sou uma confusão!

Sinto que quero tudo, e quando vou ver, não quero nada.
E na ambição de possuir tudo, perdi tudo, o que me resta? Nada.
Eu corro atrás de tudo, faço tudo, penso em tudo, só para perceber que é melhor não pensar em nada.
É que eu sinto muito, sinto tudo.
Há alguém que enxergue esse tudo que sou?
É que eu sou de raça, sou brasa.
E o tempo é o que há tanto tempo me apaga.
É que eu me mostro como um tudo.
Mas sumo como um nada.

Você encontrou-me do nada e eu perdi você; quero uma segunda chance.

Coração Amargurado

Coração amargurado,
perdi meu grande amor.
E disso sou culpado,
carrego em mim essa dor.

Nos perfumes de uma flor
me pego a indagar:
será que a saudade e o sofrimento
nascem juntas pra caminhar?

Saudade é o gosto estranho
de algo que não está mais aqui.
E o sofrimento é a pergunta
do porquê não vivi
cada instante como único,
como se fosse o fim.

Hoje, as lembranças me queimam,
inflamam meu coração.
Mas o tempo — esse bombeiro ausente —
não apaga essa combustão.

As chamas sobem sem medida,
um fogo difícil de conter.
Pois o que mais me fere na vida
é não poder mais amar você.

Ah, se eu tivesse amado
cada manhã qualquer,
cada espreguiçada cansada…
talvez não sofresse por essa mulher.

Faz tempo que não sei da alegria,
meu sorriso já não é meu.
Hoje ele vive nos outros,
ecoando o que se perdeu.

E a culpa foi minha — eu sei —
por perder aquele olhar de amor.
Quando, embriagado por uma doença,
escolhi a ausência
em vez do seu fulgor.

Raphael Bragagnolle

Perdi chão, perdi gente, perdi certezas… mas nunca perdi a mão de Deus me guiando.

Não posso mudar o tempo.
Tempo esse que perdi, tempo esse que me perdi.
Em meio ao caos que criei em mim,criei o caos aos que me queriam bem, entreguei -me ao obscuro do Sub -Mundo, buscando alternativas para o inexplicável.
Mudar exige muito de mim, não causar decepção é o que me assombra o coração.
Posso encontrar repouso em um coração, que deixou claro que só posso me abrigo abrigar

Eu vou seguindo... Não vou parar,
já perdi muitas coisas por falta de tentar,
hoje, não paro mas, vou devagar, mas
sempre, por que a vida continua e não
vai esperar por mim se eu não querer
seguir... Não quero muito apenas sentir
as flores pelo caminho, ver o brilho das
estrelas, quero estar atenta as pequenas
coisas, não quero deixar nada passar.
Quero sentir o amor do inesperado, que
chega num toque suave de amor.

O Mar


Me afoguei no mar
Nas aguas me perdi
e esqueci de me achar

⁠Hoje eu perdi o sono na madrugada, levantei pra ir ao banheiro e tomar água, olhei no celular e a hora marcava 03:30, sem sono fui lá fora, o silêncio gritava e só era interrompido pelos barulhos das árvores e diante à tamanha escuridão minha mente estava mais clara que nunca.

Se a melancolia tivesse dentes primeiramente ela morderia meu ser aflito, que passa escondido, perdido no abril que passou e arrastou os dias de minha alegria, que floresce no mês seguinte, haja vista que a desilusão me enche de potência, já que não habito o outro e só me resta a consciência vagando na sala serenizada que explode em cores na introspecção de uma artista que se demora ao pintar sua obra. Se ontem eu te amei a ponto de te odiar, hoje acordei calma e desculpo o seu erro de tom. Os loucos e sua submissão que abunda no quartos amarrados, contidos, sujeito a perigos. Mas isso não tem nada haver com isso, se você não conhece uma instituição e não sabe o preço do abandono. Mas esqueça, em sua sala burocrática tome seu café pequeno. Deixe os loucos e suas loucuras, duras, que são muito engraçadas quando já não falam. Mas esqueça. E eu não consigo esquecer se novamente me vejo amarrada, contida, sem perspectiva de vida. Mas se estou em casa minha alma descansa e agradeço cada minuto do meu sossego, e agradeço esse lar que muito mais representa a mim. Cada alimento, eu agradeço, porque tudo reconheço, se tudo me foi negado. E quando deito minha cabeça no travesseiro, volto a ter nome e identidade. E sonho com o paraíso de flores e águas cristalinas. Eu até que estou indo bem. Tomo meus remédios e, se já não trabalho, tenho um dia produtivo, de cores e letras. E enfim me esqueço se o passado institucional perde seu peso. Eu não quero lembrar, pois sofro e não sei chorar. Se a madrugada tivesse ossos de vidro, eu pisaria descalça na memória de minha infância até sangrar luz na manhã que nasce como se fosse uma semente de vidro que faz crescer os vitrais das grandes catedrais góticas, em que o sagrado se vestia de preto e era luto todos os dias da alegoria, nas velas que acendem orações que rogamos milagres, já que o terreno não basta, e ao etéreo se levantam as mãos como uma dança da chuva na tribo das simbologias ocultas. Eu conheço bem a fonte que desce daquele monte e é um frenético discurso religioso e suas liturgias pagas a prestação. Dentro do meu silêncio quando ninguém está olhando o mundo, dorme em meus olhos uma coruja altiva que quanto mais olha, mais julga e não tem palavras para nomear. A coruja é o símbolo da sabedoria, haja vista que vê e nada fala, mas guarda na lembrança da sala o saber que não passou imperceptível. E acusa sem falar quando pisca seus enormes olhos cor de mel. É como se ela dissesse: Eu sei, eu vi, e isso basta para que as almas se apequenem com culpas ocultas de quem se sabe observado, no esplendor da carícia de um gato alado que voa a atmosfera no azul celeste da terra que se sonha esfera. É uma fera. E todos nós somos também feras, se temos dentes e mordemos. Se o tempo apodressece como uma fruta esquecida sobre a mesa de Deus, de minha infância sairia o cheiro do mesmo, que se repete absurdamente já que a vida é só presente e não passa, não evolui, apenas é um filme mudo com os mesmos gestos, como a vida que estagna as melhores memórias da retina e o cotidiano é uma mentira de Deus, como uma maçã que retorna ao estado de semente e todo vivente é demente e esquece o próprio nome na amnésia das línguas fugitivas de seu lugar comum, a comer as estações e tarda o outono e suas folhas no chão, a clamar libertação de nosso sangue irmão.

Viver mergulhado em certezas, nem sempre quer dizer que estamos no caminho certo. Podemos está perdidos, mesmo acreditando no contrário. Porque nosso caminhar é uma incógnita, e viver, é quase sempre é uma incerteza.

"Me perdi de quem eu era e acabei me encontrando melhor."

Toda vez que sozinho me achei, me perdi; mas quando me submeti (a Deus), me encontrei.

A vida não se mede pelo que perdi, mas pela grandeza que conquistei ao ter coragem de seguir em frente mesmo quando tudo dizia para parar.








Marcilene Dumont

O que eu perdi,
eu não perdi,
eu só ganhei!

Estendi-te a mão e perdi o coração. Acreditei na tua razão, e no fim fiquei a chorar em casa no chão. Foste mais que um abraço, um regaço e fizeste-me ver que apesar de perto, ⁠não estavámos no mesmo passo. Espero que as nossas memórias estejam no teu coração como era de esperar se tudo não tivesse sido em vão.

Desisti de mim no momento que perdi você.
Naquele instante sabia que nunca mais amaria novamente! Amor verdadeiro só se vive uma vez, o resto é saudade, é uma luta constante pra não lembrar daquilo que um dia foi a razão de se continuar vivendo. É sonhar, e apenas isso, com alguém que antes eu tocava, beijava, abraçava, sorria.
O único toque que sinto agora é o da dor. São das lamentações diárias. E isso ninguém me tira, porque a ausência e a solidão são os méritos por ter me entregado de corpo e alma pra alguém que hoje nem se recorda mais do meu nome.

No fim das contas, não perdi nada. Continuei sendo quem sempre fui. O que ganhei foi algo muito mais valioso: uma lição que poucas pessoas têm coragem de aprender. Algumas decepções não chegam para nos destruir, chegam para nos ensinar a enxergar a verdade.