Te Perdi

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Os golpes e murros da vida?!
Perdi a conta, mas...
Eles floresceram poesia em mim...


Os golpes e murros da vida
feriram minha carne,
rasgaram meus silêncios,
fizeram da minha alma
um campo de cicatrizes...


Mas...
no mesmo chão árido
onde chorei minhas perdas
brotaram flores indomáveis...


E cada pétala,
ensanguentada e viva,
não é apenas lembrança da dor,
mas a prova ardente
de que a poesia floresceu em mim...


Os golpes e murros da vida
não me pouparam a carne,
me deixaram roxa de silêncios,
com os ossos da alma estalando...


Eu gritei em silêncio
eu sangrei na alma
e até quis desaparecer
para não mais sangrar
e sofrer...


Mas da minha boca,
antes cheia de gritos mudos,
escorreu poesia...


Ela nasceu da ferida aberta,
da mão que não pude segurar,
do olhar que se foi do meu viver,
do vazio imenso
que tentou me levar ao abismo total...


Não foi escolha,
foi sobrevivência:
florescer poesia
ou apodrecer...
falecer por dentro...


E eu floresci,
mesmo entre meus cacos,
mesmo cuspindo lágrimas e dor,
mesmo sabendo
que cada verso meu
é também cicatriz...


Minhas cicatrizes
são canteiros floridos
de muita força, coragem
e poesia viva! ...


✍©️@MiriamDaCosta

Eu nunca perdi
esse vício indomável, quase insano,
de acreditar na poesia do viver
no mundo que insiste em ser árido.

Sou um tsunami de sentimentos e emoções,
uma força que não se contém,
um transbordamento constante
de tudo o que sinto e penso
e parece não caber em mim.

Sigo
encravada nos versos da vida
como raiz que rasga a pedra do âmago,
como onda que inunda a praia d'alma,
como quem foi escolhida pela palavra
nua e crua, não para sobreviver,
mas para permanecer viva
e vibrar vida vestida de versos.
✍©️@MiriamDaCosta

Muitas vezes eu me perdi ,muitas vezes eu me encontrei ,muitas vezes eu sofri muitas vezes eu amei mas de tudo que eu aprendi aprendi que nada sei.
Adriana Maluf

Machuquei quem eu mais amava… e perdi o melhor de mim junto.

Encontrei!


me perdi, me perdi nas suas palavras, caras, e bocas
de vez em quando eu não entendia nada, ficava perdido
mas ali estava você, crente que eu estava me divertindo
me perdi dos meus pais, minha mãe não me quer por perto
meu pai insiste em viver comigo, mas não quero
enfim, no momento estou a mercê, mercê do destino
O qual eu espero, do fundo do coração, seja bom para comigo
me perdi na minha mente, quantas vezes tentei me matar?
não sei, só sei que nada sei, só sei que quando a lágrima cai
o corpo quer cair junto, enfiar a cara no chão, talvez pular de uma ponte
enfim, estou perdido e, sinceramente, nem sei mais o que é ser encontrado
só lhes digo uma coisa; eu encontrei, encontrei um “eu” oculto
ele passa como vulto, sinto de vez em quando, uma autoridade maligna
seria eu um receptáculo de Satanás? Bem, me perdi na leitura da bíblia também
Não sei exatamente, mas os sacerdotes não expulsam demônios, por que não tiram os meus?

Perdido
Perdido estou em meus pensamentos, sonhos, planejamentos e idealizações.
Mas, mais perdido que isso é o misto de emoções.
Vivo perdido entre a razão e a emoção.
Sou uma confusão!

Tenho medo de perder
Mais do que perdi
Da dor infinita
Da pior ida
Não quero outro luto
De mais uma partida


Não tenho mais lágrimas
De olhos que vazam
Apesar de moderna
Não consigo ser líquida
Espero que o agora
Seja só temporário
Porque não aguentaria
Outra dessas partidas.


Entre as mais importantes
Já perdi minha alma
Lamentei a esperança
Mas, mais uma dessas
Da luz mais brilhante
Da força que inspira
Seria perder quem é,
E sempre será insubstituível.
- Marcela Lobato

Te queria aqui naquele dia
Mas a culpa é toda minha
Perdi o que era insubstituível
E só queria que viesse
Por ser a única que poderia
Acalmar aquela dor
Mas a culpa disso tudo
É apenas minha
Quando cortei a ligação
E então fiquei sozinha
Quando perdi o único remédio
E afastei o que mais queria
Com tantos erros infantis
Nas sabotagens a mim mesma
E agora estou sozinha
Na mesma dor de antes
E não posso pedir
Que venha
Mesmo que fosse só para te ver
Por cinco minutos.
- Marcela Lobato

Sinto que quero tudo, e quando vou ver, não quero nada.
E na ambição de possuir tudo, perdi tudo, o que me resta? Nada.
Eu corro atrás de tudo, faço tudo, penso em tudo, só para perceber que é melhor não pensar em nada.
É que eu sinto muito, sinto tudo.
Há alguém que enxergue esse tudo que sou?
É que eu sou de raça, sou brasa.
E o tempo é o que há tanto tempo me apaga.
É que eu me mostro como um tudo.
Mas sumo como um nada.

Você encontrou-me do nada e eu perdi você; quero uma segunda chance.

Coração Amargurado

Coração amargurado,
perdi meu grande amor.
E disso sou culpado,
carrego em mim essa dor.

Nos perfumes de uma flor
me pego a indagar:
será que a saudade e o sofrimento
nascem juntas pra caminhar?

Saudade é o gosto estranho
de algo que não está mais aqui.
E o sofrimento é a pergunta
do porquê não vivi
cada instante como único,
como se fosse o fim.

Hoje, as lembranças me queimam,
inflamam meu coração.
Mas o tempo — esse bombeiro ausente —
não apaga essa combustão.

As chamas sobem sem medida,
um fogo difícil de conter.
Pois o que mais me fere na vida
é não poder mais amar você.

Ah, se eu tivesse amado
cada manhã qualquer,
cada espreguiçada cansada…
talvez não sofresse por essa mulher.

Faz tempo que não sei da alegria,
meu sorriso já não é meu.
Hoje ele vive nos outros,
ecoando o que se perdeu.

E a culpa foi minha — eu sei —
por perder aquele olhar de amor.
Quando, embriagado por uma doença,
escolhi a ausência
em vez do seu fulgor.

Raphael Bragagnolle

Perdi chão, perdi gente, perdi certezas… mas nunca perdi a mão de Deus me guiando.

Não posso mudar o tempo.
Tempo esse que perdi, tempo esse que me perdi.
Em meio ao caos que criei em mim,criei o caos aos que me queriam bem, entreguei -me ao obscuro do Sub -Mundo, buscando alternativas para o inexplicável.
Mudar exige muito de mim, não causar decepção é o que me assombra o coração.
Posso encontrar repouso em um coração, que deixou claro que só posso me abrigo abrigar

O que poderia dizer para ter aquilo que mais preciso? Se tudo o que quis foi o que perdi, e a dor se somou ao partir do que se fez insubstituível? Onde encontro a presença que o fogo da alma tanto almeja? Para onde vão os sonhos que nunca são vividos, e as palavras perdidas entre pensamentos e memórias?
Quero tudo agora! Imediatista e impulsiva, sigo trilhando caminhos tortos. Sinto a chama, aos poucos, queimar o que resta. Acendo a vela, mas não sou do tipo que faz preces, ao mesmo tempo em que não posso proferir o que mais quero. É estupidez, ou há nisso tudo algum sentido? Para o coração, é melhor parar ou seguir batendo nesse ritmo perdido, porém que nunca cessa?
- Marcela Lobato

Eu vou seguindo... Não vou parar,
já perdi muitas coisas por falta de tentar,
hoje, não paro mas, vou devagar, mas
sempre, por que a vida continua e não
vai esperar por mim se eu não querer
seguir... Não quero muito apenas sentir
as flores pelo caminho, ver o brilho das
estrelas, quero estar atenta as pequenas
coisas, não quero deixar nada passar.
Quero sentir o amor do inesperado, que
chega num toque suave de amor.

O Mar


Me afoguei no mar
Nas aguas me perdi
e esqueci de me achar

⁠Hoje eu perdi o sono na madrugada, levantei pra ir ao banheiro e tomar água, olhei no celular e a hora marcava 03:30, sem sono fui lá fora, o silêncio gritava e só era interrompido pelos barulhos das árvores e diante à tamanha escuridão minha mente estava mais clara que nunca.

Se a melancolia tivesse dentes primeiramente ela morderia meu ser aflito, que passa escondido, perdido no abril que passou e arrastou os dias de minha alegria, que floresce no mês seguinte, haja vista que a desilusão me enche de potência, já que não habito o outro e só me resta a consciência vagando na sala serenizada que explode em cores na introspecção de uma artista que se demora ao pintar sua obra. Se ontem eu te amei a ponto de te odiar, hoje acordei calma e desculpo o seu erro de tom. Os loucos e sua submissão que abunda no quartos amarrados, contidos, sujeito a perigos. Mas isso não tem nada haver com isso, se você não conhece uma instituição e não sabe o preço do abandono. Mas esqueça, em sua sala burocrática tome seu café pequeno. Deixe os loucos e suas loucuras, duras, que são muito engraçadas quando já não falam. Mas esqueça. E eu não consigo esquecer se novamente me vejo amarrada, contida, sem perspectiva de vida. Mas se estou em casa minha alma descansa e agradeço cada minuto do meu sossego, e agradeço esse lar que muito mais representa a mim. Cada alimento, eu agradeço, porque tudo reconheço, se tudo me foi negado. E quando deito minha cabeça no travesseiro, volto a ter nome e identidade. E sonho com o paraíso de flores e águas cristalinas. Eu até que estou indo bem. Tomo meus remédios e, se já não trabalho, tenho um dia produtivo, de cores e letras. E enfim me esqueço se o passado institucional perde seu peso. Eu não quero lembrar, pois sofro e não sei chorar. Se a madrugada tivesse ossos de vidro, eu pisaria descalça na memória de minha infância até sangrar luz na manhã que nasce como se fosse uma semente de vidro que faz crescer os vitrais das grandes catedrais góticas, em que o sagrado se vestia de preto e era luto todos os dias da alegoria, nas velas que acendem orações que rogamos milagres, já que o terreno não basta, e ao etéreo se levantam as mãos como uma dança da chuva na tribo das simbologias ocultas. Eu conheço bem a fonte que desce daquele monte e é um frenético discurso religioso e suas liturgias pagas a prestação. Dentro do meu silêncio quando ninguém está olhando o mundo, dorme em meus olhos uma coruja altiva que quanto mais olha, mais julga e não tem palavras para nomear. A coruja é o símbolo da sabedoria, haja vista que vê e nada fala, mas guarda na lembrança da sala o saber que não passou imperceptível. E acusa sem falar quando pisca seus enormes olhos cor de mel. É como se ela dissesse: Eu sei, eu vi, e isso basta para que as almas se apequenem com culpas ocultas de quem se sabe observado, no esplendor da carícia de um gato alado que voa a atmosfera no azul celeste da terra que se sonha esfera. É uma fera. E todos nós somos também feras, se temos dentes e mordemos. Se o tempo apodressece como uma fruta esquecida sobre a mesa de Deus, de minha infância sairia o cheiro do mesmo, que se repete absurdamente já que a vida é só presente e não passa, não evolui, apenas é um filme mudo com os mesmos gestos, como a vida que estagna as melhores memórias da retina e o cotidiano é uma mentira de Deus, como uma maçã que retorna ao estado de semente e todo vivente é demente e esquece o próprio nome na amnésia das línguas fugitivas de seu lugar comum, a comer as estações e tarda o outono e suas folhas no chão, a clamar libertação de nosso sangue irmão.

Viver mergulhado em certezas, nem sempre quer dizer que estamos no caminho certo. Podemos está perdidos, mesmo acreditando no contrário. Porque nosso caminhar é uma incógnita, e viver, é quase sempre é uma incerteza.

Perdi o sono,
Deitei-me na poesia,
O sonho chegou
E o teu sorriso abraçou minha alma.