Te Guarde na Palma das tuas Maos
Estou cercada por você,
Sob o teu jugo doce,
Estou por ti dominada,
Porque as tuas curvas,
Feitas de montanhas,
Repletas de histórias,
De revoluções e glórias,
Não esmoreceu, sempre lutou;
Até o veludo entrou em revolução
Para cumprir o destino, e fazer de ti
República Eslovaca uma NAÇÃO!
Conheço bem as tuas trapaças
para não me envolver contigo,
sou mais doce do que mil goiabas,
possuo autopercepção de valor
e os limites que mantenho claros
e cultivados para lidar com fatos.
Não nasci com nenhuma vocação
para ser troféu, caça ou recompensa,
virei refém da primeira impressão,
admito porque não consigo apagar
o teu olhar de desdém de quando
nos conhecemos naquele tal lugar.
Um olhar que expressou arrogância
não tem jamais a minha confiança
de que passou para a fase de me olhar
com outros olhos da noite para o dia.
Não te quero mal e não te quero meu,
nem por capricho nem por algo parecido,
sei que não nasci para ser o seu caminho,
por isso não avento hipóteses ou permito.
Com vontade de me aferrar
ao antídoto pedestal mais
viril que se pode inventar,
as tuas falanges guiam
ao eflúvio mais poético
da existência do Universo.
Sigo em transcendescência
titânia para fazer repousar
- na minha paz cutânea,
a sua inquietude visceral
pós tremores voluptuosos
e intensos sulcos úmidos.
Posso vir até não conquistar
os teus lascivos caminhos
em nossas curvas intumescidas
nas trocas de espaços mesmo
com pulsar ainda que velado,
e engolir: o sentimento calado.
Mas se eu fizer novos poetas
ansiosos por frêmitos secretos
e dobras ávidas de paixão
por ventres trêmulos sem limites,
língua famintas e quadris jerivás
bailantes em busca de encaixes,
cada verso meu terá valido a pena.
Tens a total capacidade
de acender as luzes das cidades
e o céu da América do Sul
com tuas fogosas vontades.
Mesmo sem a tua companhia,
por dois faço as festas de abril
com a sutil Lágrima-de-rainha
magnificamente eflorescida.
Não me importo com o que falem,
nem tampouco com o que pensem;
em mim há montanhas e vales
que não permito que adentrem.
As forças do tempo e da Natureza
me pertencem, porque sou poeta;
o que é de relógio sempre perece —
como sou de amor, ninguém esquece.
Diante do oceano que és,
como ave e livre poema,
sobrevoo com asas intensas
nas tuas regiões costeiras,
sem permitir que me vejas,
para abrigar-me nos manguezais
do teu consciente e inconsciente,
e ousar ser o pulmão e a respiração.
Súdita dos teus ensinamentos corajosos
que permanecem mesmo em fase
de maré bravia que a presença me priva,
a mente vira árvore e rochedo
onde o savacu-de-coroa se abriga.
Não apenas feita de algum sinal,
mas da raiz até a alma sambaquiana,
sob a proteção do Hemisfério Austral,
nas correntes da Baía da Babitonga,
pronta para com amor te tomar sem conta.
Porque reinar sob a glória do teu amor
a mim me destina com toda a honra
e pompa que sei que serei digna,
sob o teu olhar feito de fidalguia:
o desejo sedento, a adorável malícia,
e constelação que n'amplidão te ilumina.
Tenho morada garantida
no teu pensamento,
As tuas linguagens secretas
do amor e das flores,
confirmam o sentimento:
Que sou a que liga
o céu e a terra em mim
baixo o Hemisfério Austral.
Não acredito em acidente,
é tudo muito coincidente.
Ñuble, Biobío, a Patagonia
dos dois lados me doem,
Tudo na minha terra me dói
e Tariquía me preocupa,
E em ti sei que também
dói de maneira absoluta,
muito próximo de tortura.
Não acredito em acidente,
tem muita gente conivente.
Querem transformar a vida
continente totalmente numa
vida distópica e absurda,
E ficam testando a paciência
para uns como ciência oculta,
e plantam a coletiva dúvida.
(Da nossa parte para eles não
existe perdão, esquecimento,
e tampouco nenhuma desculpa).
Reger as tuas vias dopaminérgicas
Para alçar a sensação de prazer,
Tocar no teu sistema de recompensa
Para a motivação se arrojar a fazer
Mais e melhor, como a sentença.
Para ativação intensa sem temer
O comportamento de dependência,
E colocar tudo meu nas tuas mãos
Com certeza, vontade e excelência
Afinadas numa inequívoca cadência.
Deixar que os conceitos externos
Se diluam com a chuva que cai
E rega a malva-silvestre em flor,
Para nada atrapalhar o nosso amor,
E nos permitir viver como tem que ser.
Porque julho gentil abriu a porta,
Com os jogos de sedução agora,
Sabemos que não há queda de braço
Entre dois vencedores nesta história:
É só questão de afinar passo a passo.
Com doçura, ciência e instrução afetiva.
O sucesso do outro é uma ilusão pra ti, para de se cobrar demais e viva as tuas possibilidades com objectivo e propósito próprio.
Não posso te fazer promessas outras
Nem mesmo posso acreditar que darias conta das tuas
Simplesmente porque é demasiado o sonho.
Respeitar uma pessoa que não goste de você e que fale mal de ti pelas tuas costas, mesmo sendo ciente de que faz tais tipos de atos contra você, não significa ser falso. Este respeito é apenas uma das formas encontradas pelos sábios para mostrar aos fofoqueiros o quanto conseguem ser melhores.
Não tenhas medo de chorar. Com tuas lágrimas regue o solo adormecido à tua frente e quando a primavera se iniciar, irás contemplar as majestosas flores que germinaram para cessar teu sofrimento.
Hoje eu decidi que a partir daqui, ficarei só. Sem a tua companhia, sem as tuas sombras. Eu vou tirar do meu coração o que não convém. O teu amor sempre me machucou e nunca me fez bem. Eu não vou contar com a incerteza da certeza que não voltará. Eu não vou respirar um ar que me asfixia pouco a pouco, que tira o brilho do olhar. Preciso de um chá gelado, que revigore meu espírito e me limpe de você.
Ventava quando te conheci...
Ventava quando te perdi...
Venta hoje quando jogo tuas cinzas ao mar...
teu último desejo:
fazer parte do mar...
pra me envolver como a água do mar,
Meu último desejo:
tu como parte do ar
pra me ajudar a continuar...
continuar a respirar...
quando eu entrar no mar.
E se queres ficar, lança então tuas raízes, mas lança-as profundas que é pra não arrancá-la qualquer vento que sopre.
E enquanto eu fico aqui sozinha em meio as tuas fotos e lembranças, eu distraio a nostalgia com um caderno, uma caneta na mão e um colchão no chão.
Tenho raiva de quem pensa que o mundo e todo o universo funcionam de acordo com tuas vontades, como se não existisse mais ninguém.
Ao revirar tuas saudades, procura valsar nos recantos onde teu coração aprendeu a ser feliz, para que teu desejo queira novamente reencontrar esse itinerário guardado na memória indelével da tua alma.
Sinceridade não é uma ou outra vez dizer tuas supostas verdades.Considere isto um pensamento hierarquicamente superior ao que você, Sol Lima,sollima,acaba de expressar.
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